Histórias que Edificam   Animando Vencedores                        Registro na Biblioteca Nacional            Nº. Registr...
ÍndiceComentário e Agradecimento...pág. 04Introdução...pág. 051. O elevador celeste...........pág. 062. A pedra que queria...
24. O pescador de sonhos...........pág.3625. A pipa...........pág.3726. Dar corda...........pág.3827. O mundo precisa de e...
Comentário e agradecimento       Histórias que Edificam – Animando vencedores é um conjunto depensamentos que compõem uma ...
Introdução       As histórias que serão lidas ilustram a vida cotidiana e invocamprincípios que estão militando contra uma...
O elevador celeste       Certo professor ilustrou a salvação desta maneira:       Existia um lugar especial onde tudo era ...
A pedra que queria ser gente        Conta-se que um velho sábio foi questionado sobre a situação ruim do mundo atuale como...
A formiguinha egocêntrica    Uma certa formiguinha estava enfadada com aquela vida de trabalhar e trabalhar.As formigas vi...
buscar uma vida individual. O que elas podiam fazer? A própria formiguinhaegocêntrica havia escolhido seu destino e nisto ...
Balões e sonhos       Um homem sentou-se em um banco de uma praça e perguntava-se porque seusplanos nunca davam certo. Com...
O menino e o medo        Certo menino em uma noite chuvosa estava apavorado em seu quarto. A energiaelétrica havia faltado...
O raiar do perdão        Um rapaz queria saber por que existia a necessidade de perdoar, pois para si orancor não era algo...
- O senhor quer dizer que se esse sentimento de medo, angústia, dor e desesperofosse permanente?        - Sim.        - Ac...
O Sol e o Pai       Certo dia um menino perguntou para seu pai:       - Pai, por que o Sol vai embora de tardinha?       S...
As três pedras       Um pastor foi indagado por um rapaz que queria entender o evangelho, mais queainda estava com seu cor...
-   Muito bem! Lembra-se da primeira pedra? O pastor devolveu o sorriso.   -   Sim. As três pedras estão gravadas em minha...
média juntos. Pelo fato de nem todos os homens serem iguais, e uns terem mais       dificuldades em parar de carregar a pe...
O queijeiro e o menino        Um vendedor de queijo estava em uma praça de uma cidade interiorana esperandovender seus cin...
O garotinho e as pedras       Um garotinho jogava todos os dias umas vinte pedrinhas numa colina próxima desua cidadezinha...
devia estar vazio das mentiras e que daquele dia em diante eu devia contar          somente a verdade e toda vez que assim...
A escada do céu        Uma família passeava no centro de uma grande metrópole e resolveram adentrarem um Shopping. Era uma...
O jovem mentiroso        Em uma cidadezinha muito pequena que fazia parte de um grande reino que eragovernado por um rei m...
estava este mentiroso que queria se redimir, quando ele caminha em direção ao lugar deinterrogação se lembrou da conversa ...
O caçador e o leão        Um caçador estava em mais uma empreitada no meio de uma mata atrás de umgrande leão. Há mais de ...
A mulher de fé        No nordeste brasileiro existem épocas de grande seca.        O povo para sobreviver tem de buscar ág...
Detergente Divino       Mariazinha era menininha muito inteligente e questionadora que vivia a pedirexplicações a sua mãe....
A Balsa        Na região Norte do Brasil existem lugares inacessíveis aos automóveis e até mesmopelo meio normal de locomo...
A Bacia       Num belo dia de domingo pela manhã uma professora da escola dominical foiinspirada pelo Espírito Santo e exp...
O Metrô      Um homem que anunciava a palavra de Deus próximo a uma estação do Metrô foiindagado por um ouvinte:      - Se...
As Duas Sementes       Um palestrante cristão contava aos irmãos de certa igreja a importância doevangelho ser ensinado as...
O dentista divino        Num consultório dentário dois amigos discutiam sobre a salvação. Um eradescrente e dizia que era ...
O mais fiel entre os homens        Sonhei que me foi incumbida uma tarefa muito difícil, teria que achar o mais fielentre ...
atitudes demonstravam que ele era diferente. Naquele instante pude ouvir aquela voz queme transmitira à missão de encontra...
A máquina humanaAo ler que o ser humano era uma verdadeira máquina,Resolvi fazer um curso de instalador e comecei a instal...
O piloto sem fé        Um piloto estava sobrevoando a região de manguezais, quando seu avião sofreuuma falha mecânica e se...
O pescador de sonhos        Ao falar sobre sonhos um palestrante pediu que sua plateia de cerca de cinquentapessoas o segu...
A pipa       Um homem caminhava por um parque desconsolado. As coisas estavam difíceis,sua empresa estava falindo, as divi...
Dar corda        Dois homens de grande importância pública entraram numa relojoaria e discutiamsobre como levar o país cre...
O mundo precisa de energia        A energia elétrica é um beneficio fabuloso para toda a humanidade com elapodemos usar ap...
A vida volúvel daqueles que se dizem                      cristãos e não conhecem nada sobre sua fé       Eram 20h45 minut...
Entrevistado: - Sim, já li isso nela.Repórter: - Também está escrito que Deus escreve certo por linhas tortas?Entrevistado...
O chuveiro da graça e a fé       Numa das aulas do discipulado de uma igreja cristã o catecúmeno perguntou aoprofessor com...
A televisão        A televisão quebrou. A entrada auxiliar para entrar o dvd e assim poder assistirfilmes, clips e etc não...
O inimigo do Rei        Em uma terra remota há muitos anos atrás viveu um poderoso Rei que reinou sobre    muitos povos. A...
Sonhos e foguetes       Certo palestrante desafiou seus ouvintes com a seguinte pergunta: - Vocês queremver seus sonhos su...
Auto-Estima       Conta-se que na antiguidade havia dois guerreiros e atletas imbatíveis que sechamavam Estima. A única co...
que deveríamos cruzar a linha de chegada com o cesto e as pedras!” Por isso, lançou aspedras fora e venceu a corrida. Cruz...
A roda e o talento        Toda pessoa tem um talento natural que ao ser utilizado pode beneficiar a si mesmoe aos demais, ...
Os dois murais       A dois grafiteiros foi incumbida a tarefa de pintar um mural retratando o seguintetema: A sociedade p...
Impressão permanente        Um famoso perfumista ao ser entrevistado respondeu a seguinte pergunta: Qual arazão do sucesso...
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O rei da pequena ilha       Um marinheiro experiente sofreu um naufrágio. Somente ele havia sobrevivido echegado a uma peq...
Historias que edificam   animando vencedores
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O LIVRO TEM METÁFORAS E HISTÓRIAS QUE

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Historias que edificam animando vencedores

  1. 1. Histórias que Edificam Animando Vencedores Registro na Biblioteca Nacional Nº. Registro da Obra: 417269, no Livro 779, Folha 429, em 30/11/2007. 1
  2. 2. ÍndiceComentário e Agradecimento...pág. 04Introdução...pág. 051. O elevador celeste...........pág. 062. A pedra que queria ser gente ...pág.073.A formiguinha egocêntrica....pág.084. Balões e sonhos...pág. 105. O menino e o medo...pág.116. O raiar do perdão ...pág. 127. O Sol e o Pai...........pág.148. As três pedras...........pág.159. O queijeiro e o menino...........pág.1810. O garotinho e as pedras...........pág.1911. A escada do céu...........pág.2112 .O jovem mentiroso...........pág.2213. O caçador e o leão...........pág.2414. A mulher de fé...........pág.2515. Detergente Divino...........pág.2616. A Balsa...........pág.2717. A Bacia...........pág.2818. O Metrô...........pág.2919. As Duas Sementes...........pág.3020. O dentista divino...........pág.3121. O mais fiel entre os homens...........pág.3222. A máquina humana...........pág.3423. O piloto sem fé...........pág.35 2
  3. 3. 24. O pescador de sonhos...........pág.3625. A pipa...........pág.3726. Dar corda...........pág.3827. O mundo precisa de energia...pág.3928. A vida volúvel daqueles que se dizem cristãos e não conhecem nada sobre sua fé.....pág.4029. O chuveiro da graça e a fé......pág.4230. A televisão...........pág.4331.O inimigo do Rei...........pág.4432. Sonhos e foguetes...........pág.4533. Auto-Estima...........pág.4634. A roda e o talento...........pág.4835. Os dois murais...........pág.4936. Impressão permanente ...........pág.5037. A melhor maneira de ver o mundo...........pág.5138. O rei da pequena ilha..........pág.5239.Os três talheres...........pág.5340. O fogo, a vela e o fósforo...pág. 5441.A cabeça e o corpo acompanham o coração...........pág.5542.Amor, esforço e fé...........pág.5643.A janela do coração...........pág.5844.O milagre da boa alimentação ....pág.5945.O homem que quase chegou ...pág.60 3
  4. 4. Comentário e agradecimento Histórias que Edificam – Animando vencedores é um conjunto depensamentos que compõem uma maneira de ampliar a visão de mundo epossibilitar que verdades que parecem estar ocultas aos olhos possam vir aluz e ser aplicada a vida. A arte de Ilustrar e utilizar metáforas ou parábolas foi explorada pormuitos mestres, mas quero destacar aquele que sem nenhuma dúvida é omaior de todos: “JESUS CRISTO”, que é por excelência o mestre dosmestres e que ocupa uma parte singular neste trabalho, pois me disponho atributar toda glória, honra e meus sinceros agradecimentos para Ele quepossibilitou que se tornasse realidade compor, escrever e agora tornarpossível que muitas pessoas possam ter acesso a este livro. Agradeço a minha querida esposa Neide que em minha vida eministério tem sido uma dádiva divina!. Minhas filhas Priscilla e Nahara tem também minha gratidão, poiscomo presentes dados por Deus vieram encher nossas vidas de alegria ecompartilhar a graça e o chamado que nos foi incumbido. Aos irmãos em Cristo e amigos que tem contribuído direta eindiretamente para que possamos vencer barreiras, conquistar vitórias e versonhos se concretizarem um grande obrigado. Paulo Francisco dos Santos Pastor, escritor e poeta. 4
  5. 5. Introdução As histórias que serão lidas ilustram a vida cotidiana e invocamprincípios que estão militando contra uma enxurrada de novos conceitos deum mundo moderno que infelizmente ajuda enterrar o que é bom e acolhecoisas tidas como normais, mas que são totalmente prejudiciais a sociedadee a família. Não tenho proposto neste livro uma apologia a maneira de viveratual, na verdade não há espaço e tempo, porém há uma pincelada emmuitos aspectos do viver diário, do cristianismo, da fé, do sobrenatural, oconvívio social, o lado emocional e sobre motivação que darão ao caro leitora oportunidade de refletir. Ao criar-se um livro cria-se uma parte do ser, ou seja, a doação queum escritor faz para o surgimento de um livro faz deste, uma parte sua quenão está mais condicionada ao espaço físico que limita o corpo, mas que vaialém, pois é (como já foi dito) uma parte que pode estar nas mãos de váriaspessoas e declarar os pensamentos que lhe deram vida. Quero que o leitor possa ver em cada linha e em cada história suaessência e assim, contribuir para uma leitura agradável e que possa ampliara visão de mundo. 5
  6. 6. O elevador celeste Certo professor ilustrou a salvação desta maneira: Existia um lugar especial onde tudo era muito bom. Neste lugar havia uma boa moradia, comida em abundância, atividades queproporcionam uma vida feliz sem o infortúnio da ociosidade. Este lugar era tão especial que não se localiza na terra, mas entre a terra e o céu.Um lugar perfeito com tudo que era necessário para viver alegremente. Uma nuvem gigante abrigava um paraíso que era habitado por um casal quesempre era visitado pelo proprietário do paraíso. Onde tudo é bom, tudo vai bem. Todavia por um descuido o feliz casal nãoobservou uma placa de proibido a passagem e acabou caindo num buraco. Eles caíram num lugar diferente do que estavam acostumados a viver. Tudo eraruim comparado a sua antiga habitação. Eles queriam voltar, mas como eles poderiam fazer isso. O ser humano não tem asas. A força da gravidade puxa o corpo em direção ao solode maneira que sem auxílio de algum mecanismo eles não podem sair do chão. Jogar uma corda para cima não dava, pois além de muita força para alcançar anuvem seria necessário muitos metros de corda. O quê fazer? Se não houvesse algum tipo de ajuda proveniente do alto seriaimpossível o retorno. O proprietário do paraíso celeste ao sentir a falta dos seus amigos os procurouincessantemente e chegou à conclusão que eles deveriam ter caído em direção a terra e porisso contratou um elevador. Por um imenso cabo de aço desceu o elevador até a terra echamou o casal para subir nele e retornarem para seu antigo lar. Como nós não podíamos voltar para Deus, Ele enviou a Jesus que ilustra oelevador que possibilita todo ser humano a retornar para o lar, ou seja, para a comunhãona presença de Deus. 6
  7. 7. A pedra que queria ser gente Conta-se que um velho sábio foi questionado sobre a situação ruim do mundo atuale como mudá-lo. Depois de grande insistência ele relatou uma história: - Em uma épocadistante o mundo vivia em harmonia e toda Terra podia se comunicar, homens, animais, ovento, a água, o fogo e as pedras. Um dia uma das pedras contou um sonho na reuniãoanual da natureza onde todos compareceram menos o ser humano. Ela disse:- Eu sonheique gostaria de ser igual aos homens, pois para mim no sonho os homens eram fantásticosem sua maneira de ser e viver e pus-me a chorar porque para mim isto era muito difícil eem meio a muitas lágrimas se aproximou de mim um ser resplandecente que me disse se eutinha certeza em meu pedido e ao afirmar que sim, ele me convidou a um passeio e derepente eu fui levantado do chão sem auxílio de ninguém e comecei a flutuar e pudeacompanhá-lo em sua caminhada, o tempo estava diferente, parecia passar muito rápido,uma hora era dia, outra era noite e notei que ele me levou ao futuro e então fizemosalgumas paradas em épocas distantes das nossas e vi o que para mim era inacreditável: 1. Homens que eram mais insensíveis do que eu, pois por amar ao que eles chamavam de dinheiro mentiam, enganavam e destruíam seus semelhantes sem se quer ter remorso de suas atitudes. 2. Homens que eram mais duros do que eu, pois por inveja se reuniam e planejavam como poderiam prejudicar seu semelhante. 3. Homens que eram mais imóveis do que eu, pois viam muitos a sofrer e não moviam nem sequer um dedo a seu favor. 4. Homens que eram mais pesados do que eu, pois quando caiam em cima de alguém os pisavam e faziam guerras e matavam milhares de seus semelhantes; 5. Homens que não sabiam ficar calados como eu, mas que falavam e falavam tantas coisas que causavam dor naqueles que os ouviam e por isto, chorei; 6. Homens que não sabiam tapar os ouvidos como eu, mas que gostavam de saber coisas de seus semelhantes para poder ridicularizá-los e espalhar coisas que nem se convém aqui mencionar. 7. Homens que não sabiam ter uma forma só como eu, mas que mudavam e mudavam a ponto de não saber que tipo de caráter eles tinham. Ao final daquela visão ele me perguntou: - Você ainda quer ser igual a eles?Respondi, claro que não! Eu pude notar que apesar de ser uma pedra tenho mais virtudesdo que esses meros seres humanos e quero afirmar que devemos cortar nossas relaçõescom estes, pois eles são perigosíssimos. E daquele dia em diante a natureza nunca mais secomunicou com os homens. Então o sábio conclui: ―Só haverá uma verdadeira mudança se os homens se tornarem melhores que aspedras!‖ 7
  8. 8. A formiguinha egocêntrica Uma certa formiguinha estava enfadada com aquela vida de trabalhar e trabalhar.As formigas vivem uma vida comunitária que visa o bem estar de todo o formigueiro.―Uma por todas! E todas por uma!‖ É o que podemos definir como lema da sociedadeformiguil. A pequena formiguinha juntamente com as outras formigas guardavamalimento para o tempo de inverno, mas isto era muito trabalhoso. Pensou ela: ―Se eutrabalhar somente para mim, vou ajuntar comida rápido, e irei descansar o resto doverão‖. Algo estranho para alguém que vivia sempre em união trabalhando em prol deum objetivo comum. Ela não conhecia a vida fora do formigueiro. Nunca teve antesuma vida independente. Mas ela começou a olhar só pra si, e desejar viver uma vidaisolada, sem ter compromisso com o formigueiro. Ela era forte, jovem, carregavamuitas folhas, sabia cavar bem, podia se virar sozinha. Pensava ela. Quando ela viapassar uma formiga mais velha e com uma quantidade de alimento inferior ao que elacostumava carregar ela resmungava: - Que formiga imprestável! Eu tenho de trabalharduro para sustentar a preguiça destas outras formigas que não fazem quase nada.Quanto mais ela fazia, mas ela se achava auto-suficiente. Ela esnobava suascompanheiras e sentia-se muito melhor que qualquer uma delas. Ao passar o tempo osseus sentimentos de individualidade cresceram de tal maneira que ela não pode seconter. Arrumou suas trouxinhas numa noite e saiu do formigueiro sem avisar aninguém. No dia seguinte foi um alvoroço só no formigueiro e a pergunta comum era: -Onde esta a formiguinha egocêntrica? Ela arrumou suas coisas e foi embora.Respondeu uma formiga que havia sido a primeira a notar sua falta e que havia aprocurado em seu quarto. Imediatamente foi enviada uma comitiva para trazê-la devolta. Depois de algum tempo elas há encontraram um pouco distante do formigueiro,cavando e cavando. Ela estava fazendo o seu próprio formigueiro. As formigasdisseram: - Volte para sua casa formiguinha egocêntrica, o seu lugar não foi ocupado.Não, não voltarei. Agora eu posso viver a minha vida, sem ter que trabalhar parasustentar ninguém. Vão embora. Disse ela. Tristes com a atitude de sua irmãformiguinha, a comitiva voltou para o formigueiro. O tempo foi passando e aformiguinha egocêntrica conseguiu fazer um buraco razoável e fez um formigueiro sóseu. Um mundinho individual e egoísta. Começou ajuntar comida. Como ela nuncahavia trabalhado somente para si, ela não sabia quanto de comida deveria ajuntarpara passar a época de inverno. Ajuntou uma boa quantidade e disse: - Isto devebastar. Ela não trabalhou nem metade do verão e já podia descansar. Estava seachando o máximo. Quando se aproximou o inverno às formigas preocupadas com aformiguinha egocêntrica mandaram outra comitiva a chamá-la de volta, pois os dias deescassez de alimento estavam chegando. Ela simplesmente disse: - Vão embora, vocêsquerem roubar o fruto do meu trabalho. Ao ouvir estas palavras à comitiva com maistristeza novamente voltou ao seu lar. O inverno chegou com toda sua força. Asformigas estavam bem abrigadas no formigueiro. Havia comida em abundância parapassar não somente esta estação, mas para muitos dias depois. Existia no meio delasum clima muito especial, a união era algo muito forte em seu meio. E a alegria só nãoera maior por causa da formiguinha egocêntrica que havia deixado o seu lar para 8
  9. 9. buscar uma vida individual. O que elas podiam fazer? A própria formiguinhaegocêntrica havia escolhido seu destino e nisto elas não podiam interferir. Bemdistante dali, estava ela, a formiguinha individualista em seu mundinho achando quetudo eram mil maravilhas. Ao passar dos dias viu quanto era chato estar sem acompanhia das outras formigas, mas não deu o braço a torcer, continuou dentro do seuformigueiro particular sem ao menos dar ouvido à voz da consciência que lhe dizia queela estava errada. A neve encheu toda parte. Como a formiguinha guardou menoscomida do que precisava e não havia comida em nenhum lugar resolveu ir procurar.Ao abrir a porta do formigueiro para buscar ajuda com as outras formigas ela notouque não dava para caminhar pela neve, ela não conseguiria voltar. Assim ela ficou noseu mundinho esperando o fim. Ao terminar o inverno as formigas preocupadas com arebelde formiguinha egocêntrica enviaram outra comitiva para ver se estava tudo bemcom ela. Ao chegarem no minúsculo formigueiro notaram a porta aberta e ao entraremencontraram estirada no chão a antiga companheira morta pelo desejo de serindependente. 9
  10. 10. Balões e sonhos Um homem sentou-se em um banco de uma praça e perguntava-se porque seusplanos nunca davam certo. Como um enviado divino ao seu lado sentou-se um senhor quevendia balões e lhe disse: - Boa tarde, Jovem. - Para mim não está tão boa, mas obrigado. - Por que você está tão triste assim? Você até parece que não possui sonhos. - Sonhos? Já tive vários, mas nunca consegui realiza-los. - Não acredito. - Também não estou acreditando neles. - Você não deve parar de acreditar. - Mas por que eu devo continuar acreditando neles? - Porque meu jovem os sonhos são semelhantes a balões, sem a ação de enche-los eles permanecerão estáticos e vazios. Ao terminar a frase este senhor encheu vários balões e os soltou. Eles subiram ao céu deixando para aquele jovem uma grande lição. ―Sem esforço e vontade realmente os sonhos nunca deixarão o coração para cruzarem o céu da realidade‖. 10
  11. 11. O menino e o medo Certo menino em uma noite chuvosa estava apavorado em seu quarto. A energiaelétrica havia faltado. Não havia luz para iluminar seu quarto. O escuro é algo apavorantepara uma criança que tem mente fértil e imagina criaturas sombrias em toda parte. A cadainstante ia aumentando a força do vento e a chuva se tornando tão forte como apavorante.Raios e trovões faziam barulhos que arrepiavam cada minúsculo cabelo de seu corpinho.Apesar de ter o cobertor como companheiro e tentar se esconder desta situação o meninose vê tão sozinho que seu único socorro é chorar. De repente a porta de seu quarto se abree seu pai aparece. O menininho não pergunta o que o pai está fazendo ali, ou porque eledemorou em vir socorrê-lo. A atitude dele é correr e se abrigar na segurança dos braçosde seu pai. Para refletir: ―O melhor lugar para todos nós se abrigarmos dos medos de nossavida é nos braços de nosso pai celeste‖. 11
  12. 12. O raiar do perdão Um rapaz queria saber por que existia a necessidade de perdoar, pois para si orancor não era algo tão ruim. Ao passar o tempo ele se tornou uma pessoa indisposta esolitária, andando errante pelo mundo. Em suas andanças pode conhecer vários lugares epessoas, mas nunca esse lado negativo pode ser mudado. Um dia ao caminhar por umamontanha encontrou um homem velho e sábio que o convidou para ser sua companhiadurante a primavera. O sábio era uma pessoa amável, gentil e um tanto enigmático aosolhos de nosso amigo que já não era mais um rapaz, mas um homem — o homemrancoroso. Durante os três meses daquela estação o homem rancoroso aprendeu muito,mas muito mesmo. Acendeu-se uma fagulha de mudança de uma maneira que não haviaantes acontecido e por isso decidiu permanecer mais tempo e tentar resolver aquelaquestão de sua juventude. Durante os dias de sua estadia com o sábio notou que este,acordava antes do nascer do Sol e minutos antes dele se pôr sentava-se no ponto mais altoda montanha e meditava durante duas horas. Um dia o sábio o convidou para juntoscontemplarem o pôr do Sol e ao findar as costumeiras duas horas de meditação este lheperguntou: - O quê você achou da despedida da luz e do abraço das trevas? O homem rancoroso lhe respondeu: - A principio bonito. - Mas e agora? Tornou a perguntar. - Não sinto nada. - Muito bem. Agora vamos permanecer parados aqui durante todo o abraço dastrevas. - Porque sábio mestre? Replicou o homem rancoroso. - Para você obter suas respostas. Depois destas palavras silenciou-se por todanoite. A noite que veio sobre eles era de um negrume indescritível, pois não havia luacheia ou nova e o céu estava nublado, fazendo-se que a escuridão fosse total, não podendose enxergar até mesmo o nariz. Com exceção do conselho de permanecer em silêncio durante toda noite para que atão aguardada resposta viesse os dois não se comunicaram e assim permaneceram caladose estáticos até o despontar do novo dia. Pouco antes do sol nascer o velho sábio falou: - O quê você tem a me dizer sobre o abraço das trevas? - Ele não é tão belo quanto no inicio, mestre. Respondeu. - O quê você sentiu durante está noite? - Não sei explicar direito, mas senti muito medo, muita angústia, dor, um desesperoque quase me fez pedir sua ajuda. Só não o fiz por vergonha e receio de me achar ummoleque medroso. Disse. - Isto é, algo que posso classificar como normal nestas circunstâncias. - Sério mestre!? O homem rancoroso pergunta com espanto. - Sim, porém, quero lhe fazer outra pergunta e você seja rápido em suas respostas.O quê você acha que seria de sua vida se o abraço das trevas nunca te deixasse? 12
  13. 13. - O senhor quer dizer que se esse sentimento de medo, angústia, dor e desesperofosse permanente? - Sim. - Acho que morreria. - Resposta sabia e falada na hora certa, pois o Sol vai começar a nascer. A luz do sol começou a brilhar e iluminar toda a terra e o sábio continuou a fazerperguntas ao homem rancoroso. - O quê aconteceu com aqueles sentimentos depois do raiar do dia? - Eles sumiram mestre. - Você pode tirar alguma lição sobre o perdão destes acontecimentos? - Acredito que sim. - Meu amigo, quando não se perdoa cada um de nós recebe o abraço das trevas eficamos na escuridão do medo, angústia, dor, desespero, ódio e rancor até que o raiar doperdão ilumine nossa vida. A necessidade do perdão é como a necessidade do nascer doSol, se ele de repente parasse de brilhar não existiria vida, apenas a morte reinaria e tudomorreria aos poucos. ―Sem o perdão o homem também morreria aos poucos!‖ Depoisdesta lição o homem passou de rancoroso a se chamar o homem harmonioso, pois operdão traz harmonia à vida daquele que está nas trevas do rancor. 13
  14. 14. O Sol e o Pai Certo dia um menino perguntou para seu pai: - Pai, por que o Sol vai embora de tardinha? Seu pai lhe respondeu: - Porque ele vai descansar. - Por que ele descansa? Fez outra pergunta. - Porque ele está cansado, ora essa. O menino pensou e pensou sobre o descanso do Sol e no outro dia disse ao seu pai: - Pai, o Sol precisa descansar? - Claro, eu não disse que ele descansa. - É que a professa disse que quando ele vai embora depois da tardinha ele vai brilhar em outro lugar. - Se você já sabia por que me perguntou? - Eu estava pensando papai. - Pensando em quê? - Que o Sol precisa tirar umas férias! - Não diga! Riu-se o pai. - Você também não acha papai? O pai balançou a cabeça afirmativamente, mas ainda assim sorria com aproblemática do filho. - Acho que ele teria mais tempo para dona lua e as estrelinhas. - Você tem razão meu filho. Depois desta resposta soltou uma grande gargalhada. - Papai eu ainda estava pensado. - No quê meu filho? No décimo terceiro do Sol? - Não no décimo terceiro, mas estava pensando que o Sol é trabalhador como o senhor, e se ele precisa de férias, acho que o senhor também precisa. - Porque você está dizendo isso meu filho? - Por que de férias o senhor teria mais tempo pra mim e pra mamãe! Depois da resposta do garoto o pai viu que estava dando mais importância para ascoisas passageiras do que para sua família e por causa disto mudou sua atitudereservando para ela o que era de direito — a atenção de um pai que se importa com omaior tesouro que Deus lhe concedeu. 14
  15. 15. As três pedras Um pastor foi indagado por um rapaz que queria entender o evangelho, mais queainda estava com seu coração um pouco duro sobre como ele poderia perdoar certasatitudes erradas que as pessoas cometem. Para ele havia perdão para coisas simples, mascoisas maiores não poderiam ser perdoadas facilmente. Eles andavam em um caminho estreito pela vegetação seca da caatinga no sertãode Pernambuco. O pastor disse: - Gosto muito de passar por este caminho e ir meditando, falando com o Senhor e aprendendo. As pedras durante este caminho parecem que falam! - Não estou entendo. Disse o rapaz. Eles caminharam mais uns cinco minutos em silêncio e depois o Pastor falou: - Observe bem o caminho que iremos percorrer, pois Deus tem algo a nos ensinar hoje. - Tudo bem. O rapaz afirmativamente respondeu ao pastor. Eles continuaram a caminhar por mais uns quinze minutos calados até o momento emque o pastor fez uma pergunta: - Você esta vendo aquela pequena pedra ao lado daquele cajueiro? - Sim, estou vendo!? Respondeu o rapaz com ar de indagação. - Guarde-a em sua memória, você precisará dela para aprender o que significa o verdadeiro perdão. Depois destas palavras o pastor ficou calado novamente durante uns vinte e cinco minutos, rompendo o silêncio ao chegar perto de um açude. Ele disse: - Olhe lá para o meio das águas. Você vê naquela ilhazinha uma árvore cortada na altura de meio metro. - Sim, estou vendo. O rapaz se sentia intrigado com esta segunda demonstração de pedra que o pastor fazia. - O que você vê em cima do tronco dela? Perguntou o pastor. - Uma pedra de mais ou menos uns cinquenta quilos? Mais vejo o que isso não tem haver com minha pergunta? E deu de ombros com um ar frustrado. - Guarde-a também em sua memória, você precisará dela para aprender o que significa o verdadeiro perdão. Sem entender nada o rapaz seguia o pastor inculcado por não ver lógica nesta históriade guardar na memória pedras. Depois de andar mais uma hora e estarem quase chegandona cidadezinha em que o pastor iria pregar numa concentração em praça pública, elespararam junto a uma grande pedra. O pastor ficou olhando para aquela grande pedradurante algum tempo e disse ao rapaz: - Vamos subir nesta grande pedra. O pastor e o rapaz com muito esforço chegaram ao topo da grande pedra. Daquelelugar eles podiam ver a cidadezinha que ficava uns dois quilômetros de onde eles estavam. O pastor falou: - Você pode ver esta grande pedra? - Ver e estar em cima dela. O rapaz sorrindo respondeu a pergunta. 15
  16. 16. - Muito bem! Lembra-se da primeira pedra? O pastor devolveu o sorriso. - Sim. As três pedras estão gravadas em minha memória. Mas...? Impaciente o rapaz estava esperando a resposta as suas indagações fitando os olhos do pastor e ouviu a seguinte pergunta: - Você poderia leva-la até a entrada daquela cidade semana que vem? - Claro isso seria fácil. Mas porque só até a entrada? Indagou. - Digamos que seja proibido entrar com pedras nela. Mas me responda sinceramente, você consegue ou não? - Lógico que sim. Já disse que isso é fácil. Com firmeza o rapaz respondeu a pergunta. O pastor com a voz pausada e aspecto de admiração o elogiou e fez uma novapergunta: - Muito bem! E a segunda pedra? Você também conseguiria leva-la até a entrada daquela cidade semana que vem? - Com ajuda de mais uma pessoa acredito que sim. - Muito bem! E esta terceira pedra, você conseguiria leva-la até a entrada daquela cidade, visto que ela esta mais perto do que as duas outras? - Claro que não! Ela é muito grande. - Imagine que sua vida dependesse de pelo menos tirar essa pedra do caminho, o que você faria? - Nada, eu não posso fazer isto. Se a minha vida dependesse disso eu estaria perdido! - E se você precisasse carregar as três pedras juntas? - Piorou! Isso parece loucura. Essa história toda de pedras nos levará a que lugar? - Quer que eu te explique? - Pare de brincadeira pastor! Já estou mais que ansioso para entender tudo o que você quer dizer. - Só existe perdão quando acontece uma ofensa. Você sabia disso? - Acho que sim. Mas e as pedras? - Podemos classificar as três pedras como três ofensas. Uma é a que alguém comete contra nós. A segunda é aquela que cometemos contra os outros. E a terceira é aquela que cometemos contra Deus. Cada pedra simboliza uma dessas ofensas, o caminho que nós fizemos é a nossa trajetória neste mundo, ou o tempo que dura nossa vida e a cidade simboliza o céu onde não entra ofensas mesmo que quisermos leva-las até lá. - Interessante! Explique mais, por favor. O rapaz estava cada vez mais atento a explicações do pastor. - Cada um de nós tem que entender que toda ofensa que alguém cometer contra nossa vida pode ser carregada facilmente durante toda vida, mas ao chegarmos ante a cidade, não podemos entrar com ela. Em comparação com aquela grande pedra, a pequena pedra tanto pode ser carregada como lançada fora. O perdão é a capacidade de não levar esta pedra que também é símbolo de impedimento para nossa entrada no céu. - A segunda pedra simboliza a ofensa que cometemos contra nossos semelhantes. Ela é maior porque é carregada por duas ou mais pessoas. Quando se ofende alguém quase que instantaneamente o ofensor e o ofendido passam a carregar esta pedra 16
  17. 17. média juntos. Pelo fato de nem todos os homens serem iguais, e uns terem mais dificuldades em parar de carregar a pedra da ofensa se não houver um acordo, é necessário o perdão, que neste caso é a capacidade de reconhecimento do erro e a atitude espontânea de repara-lo, buscando uma reconciliação para remover esse impedimento deixando a pedra da ofensa de lado para entrada no céu. - A terceira pedra é a ofensa cometida contra Deus. Ela é impossível de carregar e nossa vida depende de tira-la de nosso caminho para podemos entrar no céu. Como não se pode tira-la com a própria capacidade a sua afirmação de estar perdido é totalmente certa. - Mas deve existir um meio de remover esta pedra? O rapaz perguntou com preocupação para o pastor - Ai, entra o que Jesus fez por nós lá na cruz. Ele de certa maneira comprou um grande guindaste que remove esta pedra e a leva para longe possibilitando nossa entrada no céu. Acima de tudo você tem que entender que as três pedras são impedimentos que precisam ser retirados. Cada um de nós precisa perdoar aos que nos ofendem, precisamos pedir perdão quando ofendemos alguém e acima de tudo precisamos do perdão de Deus para podemos entrar no céu. Eles desceram da grande pedra e caminharam em direção à cidade, onde foramrecebidos pelos irmãos que ansiosamente esperavam pelo pastor que iria transmitir apalavra de Deus naquela tarde. O rapaz compreendendo o significado do verdadeiroperdão aceitou Jesus como seu salvador pessoal naquele mesmo dia e nunca esqueceu queo perdão deve fazer parte da vida do verdadeiro cristão. 17
  18. 18. O queijeiro e o menino Um vendedor de queijo estava em uma praça de uma cidade interiorana esperandovender seus cinquenta últimos queijos para ganhar o dia, quando um guri que estavaandando de um lado para o outro parecendo procurar algo resolveu perguntar o preço doseu produto. - O seu queijeiro quanto é o queijo? - Depende do queijo. Respondeu o queijeiro que se chamava Antônio. - Qual é o mais barato? Perguntou o menino. - Quanto você tem em dinheiro garoto? - O senhor vende queijo ou dinheiro? - O quê? Você está me gozando? Pelo menos você tem dinheiro para querer algum queijo? - Não. - Não o quê? Não tem dinheiro ou não quer o queijo? - Não estou entendendo? - Você é complicado garotinho. - Quero cinquenta queijos assim. - Assim como? - Bem picado e gordinho. - Suma daqui e vai gozar sua mãe. O queijeiro deu de ombros e foi em direção do garoto com ar de zangado, fazendo-o correr de medo. Findando o dia ele não conseguiu vender seus últimos queijos e estava levando todamercadoria para sua casa quando uma caminhonete buzinou para ele e parou logo emseguida. Para espanto do queijeiro era aquele mesmo garotinho acompanhado do pai eisto lhe causou certo receio pela carreira que ele havia lhe dado. - Obrigado queijeiro. Disse o garoto. - Obrigado? - Sim, eu estava procurando um local para comprar cinquenta queijos para a mercearia de papai e quis comprar de você, mas como o senhor me mandou ir para rua Sumari do lado da loja lar da mãe encontrei a fábrica de queijo. Ao terminar a frase o garotinho e seu pai seguiram seu caminho deixando oqueijeiro indignado, pois a oportunidade de vender toda a mercadoria daquele dia haviapassado e ele não a aproveitou. Para refletir: Para cada um de nós também fica a seguinte lição: ―A oportunidadevem e não podemos deixa-la ir sem desfruta-la‖. 18
  19. 19. O garotinho e as pedras Um garotinho jogava todos os dias umas vinte pedrinhas numa colina próxima desua cidadezinha. Ele fez isto, durante quase um ano. De tanto subir a colina e jogar aquelas pedrinhas o garoto despertou a curiosidadede um fazendeiro que morava em um lugar no qual podia vê-lo todos os dias, e consigomesmo já havia proposto perguntar o porquê dele todos os dias lançar aquelas pedrascolina abaixo. No outro dia o fazendeiro estava no pé da colina esperando o garotinho chegarpara lhe perguntar o motivo dele subir até o ponto mais alto e atirar pedras de lá, porém ogarotinho não apareceu naquele dia, e no outro também. Na verdade passaram-se váriosdias e o garotinho não apareceu mais e por causa disso o fazendeiro resolveu ir à cidadepara encontra-lo. Não seria difícil reconhece-lo, pois o garotinho havia passado quase umano atirando pedras da colina e o fazendeiro tinha guardado sua fisionomia de tal maneiraque poderia reconhecê-lo em qualquer lugar. Depois de algum tempo procurando o fazendeiro encontrou o garotinho no quintalde sua casa junto ao barril jogando cinco pedrinhas dentro dele. O fazendeiro disse: - Boa tarde, garoto. - Boa. Respondeu ele. - Senti sua falta e vim vê-lo. Disse o fazendeiro. - Minha falta? Indagou o guri. - Sim, todos os dias você ia à colina perto de minha fazenda jogar pedras, mas já faz algumas semanas que você não vai mais. Continuou o fazendeiro. - Ah! Sim, eu ia sempre. Mas agora eu não preciso mais ir! Exclamou o garotinho. - Por quê? Sem entender perguntou o fazendeiro. - Porque não preciso mais jogar pedras. O garotinho deu uma simples resposta. - Você pode me explicar por que você jogava aquelas pedras? O fazendeiro pediu uma explicação mais detalhada do assunto. - Posso sim. Eu mentia muito, mas muito mesmo. E meu pai encheu este barril de pedrinhas e pós naquela trilha que vai para o lago que todos gostam de pescar e disse que eu só receberia minha bicicleta quando esvaziasse o barril. O garotinho começou sua longa história. - E o que tem haver isso e as pedras? Curioso e querendo saber mais perguntou o fazendeiro. - Meu pai falou que pessoas mentirosas são pedras que atrapalham o caminho das pessoas e que eu não devia mais mentir e disse que toda vez que eu contasse uma mentira eu tinha de pegar uma pedra e joga-la da colina, até esvaziar o barril e retira-lo da trilha. Continuou o guri. - Você esvaziou o barril? Perguntou o fazendeiro. - Sim, e meu pai falou que a mentira deve ser jogada na colina do esquecimento e nunca mais ser encontrada. E como o barril se esvaziou daquelas pedrinhas eu 19
  20. 20. devia estar vazio das mentiras e que daquele dia em diante eu devia contar somente a verdade e toda vez que assim fizesse deveria colocar uma pedrinha no barril, pois eu devo me encher da verdade. E assim como o barril saiu do meio da trilha deixando o caminho livre, todo aquele que fala a verdade abre caminho para passagem de si e do seu próximo. Ao findar a explicação o fazendeiro saiu pensativo. Ele aprendeu uma grande liçãocom o garotinho das pedras. Devemos nos esvaziar das mentiras e nos encher da verdadepara podermos abrir caminhos para nós mesmos e para o nosso próximo. 20
  21. 21. A escada do céu Uma família passeava no centro de uma grande metrópole e resolveram adentrarem um Shopping. Era uma época natalina, clima de alegria, lojas enfeitadas e tambémsuperlotadas. No piso térreo eles gastaram vários minutos vendo preços e admirando asmercadorias. A caçula do casal que possuía uns sete anos de idade teve vontade de fazerxixi e pediu para sua irmã mais velha de doze ir com ela até o banheiro o que seus paisconcordaram, continuando a passear pelas lojas. Passado algum tempo eles começaram ase preocupar com as meninas, pois estavam demorando e por isso começaram a procura-las. Procuraram e procuraram e nada de encontra-las e quando eles iam ao nível superiorpara continuar a busca de suas filhas, foram abordados pelo sorriso de sua menininha quedizia: - Venha papai e mamãe para o céu! - Céu!? Que história é essa Gabriela? Perguntou o pai para sua filha de doze anos. - É isso mesmo papai, vamos para o céu? Sorriu para os dois. A menina caçula pegou o pai e a mãe pelos braços e os conduziu para escadarolante continuando a dizer que ela os levaria para o céu! Quando eles chegaram ao pé daescada viram uma grande placa que dizia: ―Queres ir para o céu? Caso a resposta sejasim, use apenas está escada!‖ Quando subiram a escada e chegaram ao piso superiorviram um palco, atores e uma peça natalina sobre o céu. A peça ia começar e eles seacomodaram e assistiram-na voltando emocionados para casa. O interessante desta ilustração é a placa com a pergunta: ―Queres ir para o céu?Caso a resposta seja sim, use apenas está escada!‖ Qual é a única escada que podemos usar para chegar ao céu? O Senhor Jesus é aescada que liga a terra ao céu e nos permite chegar perto de Deus. Se alguém realmentequer ir para o céu deve usar está escada. 21
  22. 22. O jovem mentiroso Em uma cidadezinha muito pequena que fazia parte de um grande reino que eragovernado por um rei muito autoritário morava um jovem que tinha um grande problema. Ele era uma pessoa de qualidades formidáveis: gentil, educado, trabalhador e quese expressava bem. Porém tinha um defeito que castigava sua consciência diariamente:―ele não ficava uma hora sem dizer uma mentirinha‖. Para sua infelicidade saiu um decreto da parte do rei que dizia que aquele quefosse o homem mais mentiroso do reino seria lançado de um penhasco. E como a fama degrande mentiroso do jovem rapaz era reconhecida em sua cidade todos já sabiam quemiria ser a vitima da sentença do rei. Dentro de uma semana uma comitiva vindo do palácioreal iria a cidadezinha interrogar cidadão por cidadão e fazer cumprir o decreto. O Jovem com medo foi consultar o homem mais sábio de seu país, um ancião quemorava sozinho em uma choupana retirada da cidade. Ao relatar sua historia e o medo deser morto na sua tenra idade ficou esperando uma solução para o seu problema. O sábio ancião disse: - O seu caso é muito difícil! Não tenho uma solução. - Então eu vou morrer?! Choramingou o jovem. O sábio caminhou até seu quarto e trouxe um grande espelho e pediu para o jovemolhar bem o seu próprio reflexo e fez as seguintes perguntas. - Quando os oficiais do rei virão interrogar os habitantes da sua cidade? - Amanhã. Disse o rapaz. - Você gostaria de viver mais? - Sim. Ele respondeu. - O que a mentira vai lhe dar como pagamento? - A morte. Começou a chorar. - Qual é o seu nome? - Eu sou o Pedrinho... - Você mente? - Sim. Ainda estava a chorar. - Você costuma falar a verdade? - Muito pouco. - Muito bem – Disse o sábio – Está tudo resolvido. Ao terminar está frase o sábio recolheu o espelho e disse ao jovem que ele poderia voltar para sua casa, pois estava preparado para o interrogatório do dia seguinte. O jovem direcionou-se para seu lar ainda preocupado. Ao entrar na cidade todos olhavam para ele e cochichavam: ―Este ai, de amanhãnão passa!‖. Todos estavam certos que ele haveria de morrer, pois quem seria maismentiroso do que o Pedrinho ―O grande Mentiroso‖. O sol se pôs e chegou a hora dedormir para cidadezinha, menos para Pedrinho que ficou a noite toda em claro. No outrodia a comitiva imperial chegou bem cedo e interrogou cidadão por cidadão na delegaciada cidade. Todos os moradores um por um se diziam amigos da verdade e que nenhumdizia qualquer mentira e que na cidade não existia ninguém que gostasse de mentir a nãoser o famoso... Vocês sabem quem. Chegou à vez de Pedrinho. Quão ansioso e preocupado 22
  23. 23. estava este mentiroso que queria se redimir, quando ele caminha em direção ao lugar deinterrogação se lembrou da conversa com o sábio e sentiu uma confiança que o fez mudaro aspecto do seu rosto. Os oficiais perguntaram a Pedrinho: - Qual é o seu nome? - Pedrinho. Ele respondeu. - Você sabe qual é pena para quem mente? - A morte. Querendo chorar ele respondeu a pergunta, mas ainda teve forças para se conter. - Você costuma mentir senhor Pedro? - Sim. - E sempre fala a verdade? - De vez em quando. - É só isso seu Pedro, pode se retirar. Disse o principal oficial. Ao findar o dia a comitiva real foi se embora sem punir ninguém daquela cidade.Alguns meses depois foi enviada uma carta diretamente do rei convocando Pedrinho paratrabalhar no palácio real. A carta dizia: ―Em todo o meu reino todos os cidadãos disseramque jamais haviam mentido, todavia ainda não conheci um homem que jamais mentiu.Deveria eu então matar todos os cidadãos do reino? Na verdade isso seria prejudicial paratodos. Entretanto, encontrei apenas um cidadão que assumiu que é imperfeito, o que aomeu ver é essencial para poder chegar ao caminho da perfeição. Por este motivo quero queele venha prestar serviços diretamente para mim. Espero que o senhor Pedro esteja emmeu palácio real no máximo em três dias. Finaliza cordialmente o vosso rei‖. O caminho para uma verdadeira mudança acontece quando reconhecemos o queverdadeiramente nós somos e quando decidimos então mudar. Quando entregamos nossavida para Jesus e reconhecemos o que fizemos e quem somos e queremos mudar, Ele nosajuda. Além de sermos transformados por sua grandiosa graça Ele nos leva a estar juntode si e em breve o céu será nossa habitação. 23
  24. 24. O caçador e o leão Um caçador estava em mais uma empreitada no meio de uma mata atrás de umgrande leão. Há mais de quinze dias ele seguia-o e estava quase o encurralando. O matopara ele era algo tão familiar quanto sua própria casa. Ele era um homem jovem e muitoforte, experiente caçador e bem equipado. Mas por uma obra do acaso ele perdeu seuequipamento em meio suas muitas tentativas de capturar o leão e disparou seu últimoprojétil sem acerta-lo. Aconteceu o inesperável e virando o jogo completamente o leãopassou a persegui-lo. O ditado ―um dia é da caça e outro do caçador‖ virou umarealidade em sua vida, antes o leão lutava para salvar sua pele, agora, o destemidocaçador é quem lutava para continuar vivo. Em um compasso frenético para se safar dasgarras do leão, ele caiu dentro de um buraco, que trouxe infelicidade para o leão que nãopode entrar para pegá-lo. Como ele era experiente caçador, sabia que o leão iria ficaresperando ele sair deste buraco quanto tempo fosse preciso. Ele olhou para um lado e paraoutro tudo era escuridão. Lembrou-se da historia de Daniel na cova dos leões e como elehavia se salvado porque acreditara em Deus. Então disse: ―– Senhor Deus, me ajude!‖.Ele não ouviu a voz do Senhor, mas o rugido do leão do lado de fora que fez tremer todosos ossos de seu cansado corpo. Passaram se horas e de vez em quando o caçador ouvia orugido do leão que estava a sua espera do lado de fora. Um dia se findou e ele estavaimóvel dentro do buraco. Dois se passaram. Três, quatro, cinco... No sétimo dia pelamanha ele ainda pode ouvir o rugido do leão lhe dizendo que não havia desistido de querercome-lo. Sem forças e quase com esperanças desvanecidas ele pode ouvir a voz de Deusque lhe dizia: ―- Vire se, de cinco passos para sua direita e ande mais para o fundo desteburaco‖. Andar mais para o fundo? Mas como? Pensou ele. Há tantos dias sem comer eleestava sem condições, não tinha forças para fazer nada, mas em um impulso desobrevivência tateou no escuro e se direcionou conforme a ordem divina ao fundo doburaco, que na verdade era uma caverna e pode contemplar uma pequena luz ao longe.Depois de uma hora caminhando chegou a uma saída. Esta saída estava ao lado danascente de um grande rio que abrigava em suas margens varias árvores frutíferas queserviram para o restabelecimento do caçador que concluiu que havia sido salvo por umgrande milagre. Grato por tão grande livramento ao retornar para sua cidade sereconciliou na igreja que ele havia deixado quando criança e se tornou mais tarde umobreiro da obra de Deus. Muitas vezes o diabo nos encurrala como um leão e espera o melhor momento paranos destruir. Qual é a nossa solução? Ouvir a voz de Deus e dar cinco passos para sermosvitoriosos: O primeiro é ouvir e não ignorar a voz de Deus. O segundo é obedece-la. O terceiro é nos distanciarmos do leão. O quarto é deixar que a luz da palavra de Deus possa nos levar ao lugar derepouso e desfrutar da paz e alegria que nos é oferecida. O quinto é ser grato por tudo que Deus fez por nós, o amando e servindo-o. 24
  25. 25. A mulher de fé No nordeste brasileiro existem épocas de grande seca. O povo para sobreviver tem de buscar água em lugares distantes, pois nem sempreos caminhões do governo que transportam água dão assistência em todos os municípios.Assim era também a situação da cidadezinha de Pouca Água. Lá a água era pouca mesmoe o povo muito sofrido. Todos acordavam muito cedo, mais ou menos às três horas damadrugada para caminhar uns quinze quilômetros para buscar água com um pote de barrode cinco a dez litros na cabeça. A realidade do povo de Pouca Água era cercada dedificuldade e estavam distantes de Deus até que certo dia pelo Espírito Santo umevangelista chegou à cidadezinha e anunciou o evangelho. Muitos se converteram apalavra do Senhor e logo se formou uma congregação de crentes fervorosos que viviam emoração. Certo dia os irmãos resolveram se unir para buscar a Deus em prol de chuvas,pois a mais de um ano a seca castigava a pobre cidade. Todos se uniram em oração edurante um período de três horas oraram e oraram. Findando a oração todos foram paracasa, à oração havia começado às dezesseis horas e terminado a dezenove. No dia seguintecomo de costume todos acordaram as três da madrugada para buscar água naquele lugardistante de sempre. Todos, menos uma irmã, a qual foi procurada entre os cidadãos queiam unidos buscar água. Ela não estava. Resolveram bater em sua casa. Ela estavadormindo. Quando indagada por estar dormindo e não ter se despertado para buscar aágua pelos próprios crentes que no dia anterior oraram com ela, respondeu: ―- Orei aoSenhor e nele confiarei, ainda hoje em nossa cidade choverá‖. Devemos orar e acreditar no que estamos pedindo. Quem ora e não acredita nuncareceberá nada. Através da fé daquela irmã naquele mesmo dia Deus enviou chuva paracidade de Pouca Água que teve de mudar de nome. A cidade por causa das orações de umamulher de fé passou a se chamar Abundante Água. 25
  26. 26. Detergente Divino Mariazinha era menininha muito inteligente e questionadora que vivia a pedirexplicações a sua mãe. Dona Gertrudes ficava de cabelo em pé toda vez que Mariazinhalhe formula aquelas perguntas que teria de ter jogo de cintura para responder. Certasegunda-feira, logo após o período diurno de ensino Mariazinha chegou em casa, guardoua camiseta e a blusa do uniforme escolar, porém a calça pôs para lavar. Fez a lição decasa e ao terminar o almoço observando sua mãe lavar a louça se pôs a perguntar: - Mãezinha ontem o pastor disse que o sangue de Jesus limpa a todos nós do pecado. Como pode ser isto, pois hoje quando estava brincando na escola cai, machuquei o joelho e o sangue que saiu sujou toda minha calça. Se o sangue suja, como o de Jesus pode lavar em vez de sujar? - Mariazinha... Mariazinha... Você e suas perguntinhas. Sorrindo falou alegremente com a filha e no pensamento orou: ―Dá-me sabedoria Senhor!‖. - Eu quero saber mãezinha, eu não entendo. Replicou Mariazinha. - Lembra daquele detergente baratinho que comprei semana passada filha? - Sim, não valia nada, eu lembro que foi isso que a senhora disse, em vez de limpar parecia sujar a louça. Disse a Menina. - E este outro que comprei e estou usando você viu como é diferente? - Ele limpa melhor e é mais caro mãezinha. - Isso mesmo, assim também é o sangue de Jesus minha filha. O sangue de todos os homens é como aquele detergente ruim em vez de limpar ele suja, ele não serve para limpar, mas o de Jesus é como este detergente melhor que comprei, ele tem o poder de limpar o homem da sujeira do pecado! 26
  27. 27. A Balsa Na região Norte do Brasil existem lugares inacessíveis aos automóveis e até mesmopelo meio normal de locomoção – ―as pernas‖, é necessário usar uma balsa paraatravessar um mar de água doce e chegar as vilas onde vivem pessoas muito carentes doamor de Deus. Não medindo esforços um pregador decidiu levar a palavra de Deus paraaqueles que moram além do mar doce e usou a experiência da trajetória da balsa parailustrar aos cidadãos daquele lugar como todos os homens podem chegar perto de Deus.Ele disse: - Moradores da Vila Tal, vejam como é difícil chegar aqui. O carro que tentassevir aqui ficaria afundado no grande rio, pois ele foi feito para rodar em ruas e não paraflutuar na água. A pé não se pode chegar aqui, pois o homem não consegue desafiar a leida gravidade e andar sobre as águas. Para vir aqui a nado só se for um nadadorprofissional e olhe lá, pois estamos cercados de muita água. Sem a balsa o que seria decada um de nós? Sem nosso amigo que a pilota e o dinheiro que pagamos a passagemcomo chegaríamos do outro lado? Saibam que da mesma maneira que estas muitas águasnos separam do outro lado e se constituem uma barreira que devemos transpor quandoprecisamos ir até a cidade grande, entre cada um de nós e Deus existe também umabarreira que é muito maior que as essas águas. A barreira do pecado. E não existenenhuma maneira de cada um de nós chegarmos perto de Deus com nossos esforços oucoisas que inventamos. É necessário utilizar a balsa que é o Senhor Jesus, pois Ele é oúnico meio de transpormos o mar do pecado e chegarmos perto de Deus. Jesus é o pilotoque nos leva a Deus e o custo da passagem Ele já pagou morrendo em nosso lugar e aúnica coisa que Ele exige para podemos entrar em sua balsa é a fé e a obediência. 27
  28. 28. A Bacia Num belo dia de domingo pela manhã uma professora da escola dominical foiinspirada pelo Espírito Santo e explicou para sua classe de crianças de seis a oito anoscomo o Senhor Jesus podia lavar o homem dos seus pecados e deixa-lo limpo e porque nemtodos queriam ficar limpos do pecado. Ela como em todos os domingos reuniu os alunos eorou com eles deixando-os logo em seguida brincar durante duas horas no parquinho queficava atrás da igreja. Ao terminar às duas horas de brincadeiras ela chamou-os pararetornar a sala de aula e notou que as crianças tinham ficado com as mãos bem sujas deterra e os colocou em fila para lavá-las em uma grande bacia que estava em sua mesa,depois que cada um lavou as mãozinhas e se dirigiu para seu lugar na sala ela disse: - Quem gostou das brincadeiras? Todos levantaram as mãos e disseram: - Eu! A professora perguntou: - Quem ficou com a mão suja? - Só o Joãozinho professora. Respondeu um dos meninos. Então a professora perguntou novamente: - Quem lembra da lição da semana passada? - A lição nos ensinou sobre que cada um de nós pode ser limpo do pecado pelo sangue de Jesus. Disse uma menina. - Muito bem - Disse a professora e continuou – O pecado é como a sujeira que estava nas mãozinhas de vocês, mas quando cada um decidiu vir lavar nesta grande bacia a suas mãos ficaram limpas. Somente Joãozinho ficou com as mãos sujas, porque não quis lavá-las. - Jesus é como a água desta bacia que tira o pecado assim como tirou a sujeira das nossas mãos professora? - Isto mesmo Zezinho. Respondeu a professora e ainda perguntou. Quem entendeu a explicação sobre como Jesus nos limpa de nossos pecados? - Eu. Todos juntos levantaram as mãos, inclusive Joãozinho. - Agora que todos sabemos que o pecado é tão ruim como a sujeira nós sempre pediremos para o Senhor Jesus nos lavar para que sempre fiquemos limpos. A alegria da professora foi muito grande, pois não só ensinou higiene pessoal paraseus alunos, mas também a palavra que dá vida eterna e antes de fazer a oração final paraencerrar a escola dominical viu Joãozinho se aproximar de sua mesa e lavar suasmãozinhas e dizer: - Lavei as mãos e nesta oração quero que a bacia de Jesus também limpe a sujeira do meu pecado professa! A professora sorriu e orou com as crianças agradecendo a Deus por mais uma aulaabençoada. 28
  29. 29. O Metrô Um homem que anunciava a palavra de Deus próximo a uma estação do Metrô foiindagado por um ouvinte: - Será que algum comedor de arroz e feijão vai conseguir ir ao céu? A passagem deve ser muito cara! Ao acabar de falar começou a rir. Ele respondeu: - Caro amigo, à volta de Jesus está próxima de acontecer. O preço da passagem para ir ao céu é a fé e a mensagem – ―O evangelho‖ é como um trem do metrô que tem um percurso a cumprir. Ele tem inicio e final. Como o metrô tem que percorrer várias estações para chegar ao seu destino, assim também é a mensagem do evangelho. Cada dia que passa é como uma estação que o metrô do evangelho para e chama pessoas para embarcar. A viagem parece ser muito longa, e muitos pensam que ela nunca terminará, mas não devemos nos enganar porque assim como a viagem teve inicio também terá final, pois chegando o momento da parada na última estação, ou melhor, no último dia e quando isto ocorrer o metrô do evangelho vai conduzir cada um que estiver nele ao destino final que é estar para sempre ao lado de Jesus. Tanto você e eu não devemos estar preocupados se o metrô do evangelho vai chegar ou não ao final de sua viagem, mas devemos nos preocupar em estar dentro dele para poder contemplar o céu onde está nosso Deus. 29
  30. 30. As Duas Sementes Um palestrante cristão contava aos irmãos de certa igreja a importância doevangelho ser ensinado as crianças desde de sua tenra idade pelos pais e a própria igreja.Ele mostrou livros, brinquedos, revistas, desenhos, vídeos e etc. No final de sua palestraele comparou as crianças a uma sementinha que deveria ser cuidada e passou um vídeomostrando a trajetória de duas sementes. A primeira foi colocada em solo ruim e era regada de vez em quando e foi adubadapoucas vezes durante a fase de crescimento. Como era um vídeo onde todos puderam ver oque acontece com uma semente que germina e é mal cuidada. Um processo de vários mesescondicionado em apenas alguns minutos. A sementinha mal cuidada se tornou uma plantapequena, raquítica e feia. Não tinha forças nem para dar frutos e o seu final foi à morte. A segunda foi colocada em um bom solo e era regada diariamente, bem adubada notempo certo germinou e seu crescimento foi maravilhoso. O vídeo que encurtou o tempo demeses mostrou também em minutos o desenvolvimento desta nossa plantinha que cresceu ese tornou uma árvore bonita e que deu frutos que davam água na boca. Ao final ele concluiu aos ouvintes: - Se desprezarmos a oportunidade dada por Deus aos pais e a igreja de ensinar o evangelho aos nossos filhos eles serão seres humanos vazios da graça divina e feios por causa do pecado e destinados à morte eterna. Se utilizarmos bem nossas virtudes e dons e unidos ensinarmos o evangelho as nossas crianças além de receberem a vida eterna serão os futuros trabalhadores de um imenso campo para nosso grande Deus. 30
  31. 31. O dentista divino Num consultório dentário dois amigos discutiam sobre a salvação. Um eradescrente e dizia que era impossível um homem mau que fez coisas terríveis se tornar umapessoa mudada. Isto nunca pode acontecer! Afirmava ele. O amigo cristão simplesmente disse: - Parece que você nunca restaurou um dente. A mudança que ocorre em um homemé como a restauração de um dente. O dente sozinho não pode ser restaurado e dependendoda carie ele pode até ser arrancado e jogado fora, mas graças à intervenção do dentista odente mais cariado pode ser restaurado se tornando bom novamente. Assim também é amudança que ocorre no homem pecador, ele é semelhante ao dente e está cariado(danificado) pelo pecado. O dentista divino que é Jesus Cristo o restaura e o muda de talmaneira que ele se torna um dente bom. E neste dente bom se deve usar o fio dental daoração para retirar as caries e a pasta de dente da palavra para mantê-lo limpo. 31
  32. 32. O mais fiel entre os homens Sonhei que me foi incumbida uma tarefa muito difícil, teria que achar o mais fielentre os homens. Como a voz daquele que me ordenava transmitia uma urgência tãoprofunda sai tão rápido a essa procura que me via como uma águia que voa com todo oímpeto. As minhas andanças foram muitas e comecei a alistar aquilo que vi em toda aterra. 1) Conheci um homem que possuía uma riqueza tão grande que mal podia sercalculada e que antes de sua morte a distribuiu totalmente num gesto de caridade paraauxiliar várias pessoas necessitadas. Disse comigo certamente é este o homem queprocurava, todavia ouvi a mesma voz que me incumbira desta missão a dizer: ―A suabusca ainda não cessou‖. Então sai e continuei a procurar... 2) Caminhei e caminhei e achei um grande evangelista que ao levantar as suasmãos milhares eram curados de suas enfermidades, porém não era ele quem eu procurava. Continuei minha procura até que... 3) Encontrei um que também era notável, homem muito inteligente, um grandepesquisador que criou uma vacina que beneficiou milhares e milhares de pessoas queestavam sentenciadas a morte, todavia também não era ele. Não podia desistir de minha missão e por isso a jornada foi estendida e ... 4) Achei um que era inventor e que criou inumeráveis invenções. Ao contemplar alista que apontava para milhões que foram beneficiados por elas não tive dúvidas em dizeré este quem eu procurava, todavia a minha procura deveria continuar, pois ainda não eraele. Eu dizia comigo a onde ele está? Quando estava quase a desanimar... 5) Em uma terra longínqua conheci um homem que por sua grande capacidade degovernar transformou seu país numa nação prospera e feliz. Nunca havia andado em umlugar que todos não reclamavam de nada e tudo era tão bem organizado. Quando penseiem escrever que a minha busca havia terminado ouvi a mesma voz a dizer para continuar aminha procura. Daquele lugar parti... 6) E cheguei num lugar onde todos cantavam e cantavam. Conheci também outroque para mim era mais que notável, era um compositor de músicas que fez alegrar milhõese milhões com suas canções. Pessoas que estavam à morte sorriam ao ouvir suas melodias,crianças pulavam, homens e mulheres cantavam suas canções, todavia também não eraeste. A procura estava muito difícil, porém não podia parar, aquela voz que me ordenouessa missão parecia viva dentro de mim e por isso continuei... 7) Encontrei um homem que era sábio e entendido e através dos seus escritos fezmuito bem a milhões, mas ainda não era ele aquele a quem procurava. 8) Quando disse a mim mesmo: desisto! Vi um homem a certa distância e para mimele não demonstrava ter dons que sobrepujavam aos que encontrei anteriormente, porémao chegar perto observei que o seu rosto brilhava, suas palavras transmitiam vida e suas 32
  33. 33. atitudes demonstravam que ele era diferente. Naquele instante pude ouvir aquela voz queme transmitira à missão de encontrar o mais fiel entre os homens dizer que eu o haviaencontrado. Então pude compreender que o mais fiel entre os homens era aquele que comoum espelho refletia a imagem de nosso Senhor Jesus Cristo. 33
  34. 34. A máquina humanaAo ler que o ser humano era uma verdadeira máquina,Resolvi fazer um curso de instalador e comecei a instalar.Instalei amizade na vizinhança e começou a funcionar.No trabalho o companheirismo mudou o ambiente.Em casa o amor e cumplicidade resolveram os problemas.A paciência ajudou vários pais a criar seus filhos.Na escola o incentivo foi suficiente para levantar vários gênios.A honestidade mudou o quadro do governo.Com misericórdia e compreensão cessou as brigas no bairro inteiro.A única dificuldade foi convencer outros a iniciar este curso,Pois a manutenção dos serviços é mais trabalhosa do que a instalação,Deus é quem o diga.Por acaso você não quer se candidatar, caro amigo? 34
  35. 35. O piloto sem fé Um piloto estava sobrevoando a região de manguezais, quando seu avião sofreuuma falha mecânica e se precipitou em rumo a destruição, colidindo com uma montanha.Ele porém, saltou de paraquedas caindo no topo de uma arvore no meio do manguezal.Estava ele numa pequena área de terra rodeada de águas. Para ser mais exato ele estavaem uns cinco metros quadrados de terra seca. A água era muito barrenta e escura de talforma que não era possível ver o fundo. Isto não seria um grande problema se pelo menosele soubesse nadar. Para complicar ainda mais a situação ele havia se lembrado quenaquela região existiam jacarés e piranhas, fato que o deixou espavorido. Além disso, eleestava ferido em seu ombro esquerdo e havia perdido muito sangue, precisava urgente deprimeiros socorros e de ir ao hospital mais próximo. Ao passar o tempo a angustiacomeçou a tomar conta de seu ser, sua situação ficou cada vez pior devido ao ferimento. Àvontade de sair era grande, tão grande quanto o medo de se afogar. Foi ai que ele selembrou de Deus e disse: - Senhor Deus, se o Senhor existe, por favor, me tire daqui. Entãoele ouviu a voz do Senhor a falar ao seu coração: - Você quer mesmo sair daí? - Sim, como quero! Disse ele. - Você lembra que Moisés passou pelo mar vermelho? Perguntou Deus. - Sim lembro Senhor. Respondeu Ele. Deus continuou falando: - E que meu filho Jesus andou por cima das águas? - Sim me lembro de tudo isto Senhor. Respondeu novamente. - Muito bem! Saia andando por cima destas águas. Ordenou-lhe Deus. - Não posso Senhor, não sei nadar e ainda estou com o ombro bem machucado. Replicou tristemente. A tristeza virou um medo crescente, que o impulsionou a subir na arvore em que estavapreso seu paraquedas querendo achar alguma segurança e ali ficou até que o machucadovirou uma grande gangrena e ele acabou morrendo. Pouco tempo depois de sua morte,alguns homens que caçavam crustáceos e estavam andando pela água barrenta do mangueque não era superior a trinta centímetros de altura, viram o corpo morto entre os galhosda arvore e disseram: - Pobre homem, não deve ter dado tempo de descer desta árvore evir andando para nossa vila que fica a uns quinze minutos daqui. 35
  36. 36. O pescador de sonhos Ao falar sobre sonhos um palestrante pediu que sua plateia de cerca de cinquentapessoas o seguissem. Sem saber para onde iam entraram num ônibus que os levou a umpesqueiro que se situava próximo ao auditório da palestra. Ao descerem do ônibus cadaum ficou se perguntando o porquê da interrupção da palestra e o motivo de estarem numpesqueiro. O palestrante apenas pediu para sua plateia observa-lo. Este entrou num barcoe foi até certo ponto do pesqueiro e com a vara na mão jogou o anzol e pescou. Pescouquatro grandes peixes e voltou. Ao descer do barco disse: - Os sonhadores se assemelham a pescadores que pela determinação de lançar as suas varas no mar do coração retiram para realidade seus sonhos. Os quatro peixes que retirei do mar simbolizam os quatro princípios que vocês devem ter para fazer que os sonhos se tornem realidade. O primeiro é possuir o sonho, o segundo acreditar que ele pode se tornar realidade, o terceiro é a coragem de lutar por ele, o quarto é a determinação de não esmorecer encontrando dificuldades. 36
  37. 37. A pipa Um homem caminhava por um parque desconsolado. As coisas estavam difíceis,sua empresa estava falindo, as dividas estavam cada vez mais altas e seus pensamentoseram tão desanimadores que o direcionavam ao suicídio. De repente ele parou e começoua observar vários garotos que empinavam pipas. As pipas eram belas e estavam cruzandoos céus num majestoso espetáculo de beleza e animação. Crianças sabem fazer umaverdadeira festa com seus brinquedos. Porém, entre eles um menininho estava triste e coma cabeça baixa estava a chorar. O homem desconsolado tirou forças de onde não tinha edisse ao menino: - Não chore menino. - Minha pipa não sobe e não tem jeito dela subir. - Lógico que tem jeito eu vou te ajudar. O homem desconsolado falou. Quando era criança o homem desconsolado gostava muito de empinar pipa econhecida muito sobre esta brincadeira. Por isso, conseguiu arrumar a pipa do menino eainda conseguiu coloca-la no alto e ambos sorriram. Ao final do dia o homemdesconsolado não estava mais desconsolado, mas bem melhor. E para completar seu diaele pode ouvir daquele simples menino uma frase que ergueu seu ânimo: - Obrigado meu caro amigo. Sozinho eu nunca poderia fazer minha pipa subir, mas graças a sua ajuda olhe onde ela está. As palavras do menino ecoaram em seus pensamentos durante horas e por fim, ohomem que outrora estava desanimado, teve uma impulsão divina de ânimo. Deixou delado a ideia de suicídio, propôs segurar nas mãos amigas que lhe tinham sido estendidas,dividiu suas preocupações com sua família e amigos. Lutou e com apoio dos familiares efuncionários a empresa novamente se estabilizou. A maior lição disso tudo ele pode contaràs pessoas que lhe perguntaram como conseguiu tirar a empresa da falência resumindo naseguinte frase: - ―Nenhuma pipa defeituosa pode subir sem auxilio, pois existem momentos que precisamos de ajuda e o apoio de mãos ajudadoras. Sem elas tudo se torna muito difícil, porém com elas ao lado temos a virtude necessária para alcançarmos a vitória‖. 37
  38. 38. Dar corda Dois homens de grande importância pública entraram numa relojoaria e discutiamsobre como levar o país crescer novamente, sendo que há anos a economia estavaestagnada. O relojoeiro recebeu o relógio de um daqueles homens e ao abri-lo paraverificar o motivo pelo qual este não funcionava também ouvia a discussão que até entãonão houvera progredido em rumo a uma solução. Um dizia – a saída é mais umempréstimo. O outro dizia o jeito é criar mais um imposto. Em meio há minutos acaloradosde planos e mais planos para mudar a realidade do país o relojoeiro disse: - O relógio tem tudo para funcionar, as engrenagens estão nos lugares e suas peças são de excelente qualidade o que está faltando é o senhor dar corda nele, pois ele parado no tempo além de não funcionar pode enferrujar. - Obrigado. Disse o dono do relógio e foi se retirando com seu amigo quando o relojoeiro lhe disse: - O nosso país tem tudo para crescer. Basta dar corda na educação, dar corda na produção agrícola, dar corda à produção cientifica, dar corda na redução de gastos desnecessários, dar corda às campanhas anticorrupção, dar corda a políticas de apoio aos pobres e não parar no tempo diante das prioridades que indicam que os governantes estão interessados em governar para o povo e não para si mesmos. 38
  39. 39. O mundo precisa de energia A energia elétrica é um beneficio fabuloso para toda a humanidade com elapodemos usar aparelhos que fazem inúmeros trabalhos ao nosso favor e ainda podemos emnoites escuras ter a claridades das lâmpadas graças a ela, a dona eletricidade. Porém emuma noite que parecia como qualquer outra aconteceu um blecaute e a cidade caiu em umaescuridão total durante alguns minutos. Na hidroelétrica que fornecia toda eletricidade dacidade houve uma pane no seu sistema causando um grande transtorno a todos. Graças àintervenção dos técnicos e profissionais da área o problema foi resolvido, mas a situaçãoexposta nos jornais do dia seguinte proporcionou ao pastor de uma igreja formular aseguinte ilustração: ―O mundo precisa da energia para realizar diversas atividades que sem afacilidade que ela promove até mesmo durante o dia seria difícil fazer e ainda é deconhecimento de todos que as noites sem ela tornariam o mundo mergulhado em trevas. Apalavra de Deus é a energia que ilumina o mundo que está mergulhado em trevascontinuas. Deus é a hidroelétrica que envia energia para este mundo mediante aos cabos,ou, seja, a pregação da igreja é a energia que todos estão precisando para não viverem emtrevas. A mentira, a ganância, a cobiça, o roubo, o adultério, o homicídio , o vicio, osacrilégio e o pecado em geral deve ser dissipado pela luz do evangelho.‖ O Pastor concluiu o discurso dizendo: ―Querida igreja, não deixemos o mundo mergulhado em trevas!‖ 39
  40. 40. A vida volúvel daqueles que se dizem cristãos e não conhecem nada sobre sua fé Eram 20h45 minutos e o culto da igreja cristã do bairro de Vila Incerteza haviaterminado. Todos os membros estavam satisfeitos com o sermão que ouviram. Parece quetodos eles tinham quase certeza que conheciam aquele que eles cultuam todos osdomingos. Enquanto a multidão que saia das portas do templo se deslocava aos seus laresa pé ou se direcionavam para seus automóveis uma cena chamou a atenção deste escritor.Um homem aparentando cinquenta anos de idade e uns trinta de cristão estava sendoentrevistado por um repórter do diário escarnecedor. A entrevista foi mais ou menosassim:Repórter: - Você é cristão?Entrevistado: - Sim.Repórter: - Você conhece Cristo?Entrevistado: - Sim.Repórter: - Você conhece Deus?Entrevistado: - Sim.Repórter: - Você conhece o Espírito Santo?Entrevistado: - Sim.Repórter: - Você conversa com eles?Entrevistado: - Sim.Repórter: - Você acredita neles?Entrevistado: - Sim.Repórter: - Como você afirmou que conhece a Cristo, O Espírito Santo e a Deus, me digacomo eles são.Entrevistado: - Eu não sei como eles são.Repórter: - Como não? Se você diz que os conhece, conversa e acredita neles como não osconhece?Entrevistado: - Eu acho...Repórter: - Quem acha não tem certeza.Entrevistado: - Meu pastor diz que eles existem, e ele sempre fala a verdade.Repórter: - Quer dizer que o seu pastor conhece a Trindade?Entrevistado: - Lógico que sim.Repórter: - Será que ele aceitaria ser entrevistado?Entrevistado: - Sei não. Ele é um homem muito ocupado, estou esperando uma visita dele auns três anos e ele ainda não teve tempo.Repórter: - Obrigado, depois eu vejo se consigo agendar com seu pastor uma entrevista.Entrevistado: - Você pode tentar.Repórter: - Você lê a Bíblia?Entrevistado: - De vez em quando.Repórter: - É verdade que a Bíblia diz que Deus tarda mais não falha? 40
  41. 41. Entrevistado: - Sim, já li isso nela.Repórter: - Também está escrito que Deus escreve certo por linhas tortas?Entrevistado: - Não tenho certeza, mas acho que sim. Outro dia ouvi o irmão fulano de taldizer que na Bíblia isto estava escrito e ele lê a Bíblia muito mais que eu.Repórter: - Os pastores afirmam que existe um céu e por isso eu gostaria de saber se vocêacredita nisto, pois ninguém ainda viu este tal de céu.Entrevistado: - Eu acredito, mas ainda não tinha parado para pensar nisto.Repórter: - Quer dizer que vocês cristãos não pensam?Entrevistado: - Não é bem assim. Agente quer tudo mastigado.Repórter: - Quer dizer que o quê o pastor fala é lei e vocês nem conferem na Bíblia?Entrevistado: - É mais ou menos assim.Repórter: - Acho melhor você mudar de religião, pois, você nem sabe se o que você ouviu éverdade e você também nem tem o interesse de pesquisar.Entrevistado: - Sabe que você tem razão.Repórter: - A minha religião é meu emprego e o céu é minha casa.Entrevistado: - Acho que vou adotar essa religião também. Ao final da entrevista o repórter do diário escarnecedor teve a matéria para seujornal e ainda pode desenvolver uma tese para o seu mestrado intitulada: ―A vida volúveldaqueles que se dizem cristãos e não conhecem nada sobre sua fé!‖ Moral da história: quem não conhece o que está escrito na Bíblia fala o que nãoestá escrito, concorda com o que não é bíblico, critica a verdade e pode ser induzido adeixar a sua fé.‖ 41
  42. 42. O chuveiro da graça e a fé Numa das aulas do discipulado de uma igreja cristã o catecúmeno perguntou aoprofessor como pela fé a pessoa tem condições de receber o perdão dos pecados medianteo sangue de Cristo Jesus. O professor com muita paciência explicou tudo o que entendiapor salvação começando pela morte substitutiva de Jesus por cada um dos homens etambém pela redenção, justificação, adoção, graça e a importância da fé finalizando com aseguinte ilustração: O pecado é uma espécie de sujeira impregnada no ser humano. Nós sabemos quetoda sujeira que o homem acumula em seu corpo deve ser limpa por uma questão dehigiene e prevenção. A sujeira pode fazer uma pessoa até adquirir doenças e etc. O quêcada um de nós faz parar limpar a sujeira do nosso corpo? Utilizamos o chuveiro.Sabonete, xampu e água são nossas armas para limpar nosso corpo. Mas o quê isso temhaver com o pecado? Podemos ilustrar que a sujeira do pecado deve ser limpa no chuveiroda graça que derrama o sangue de Jesus que é semelhante à água que não mancha, maslimpa e utilizando o sabonete da palavra e o xampu da oração podem fazer em nosso corpouma lavagem completa e eficaz. Mas onde a fé entra nessa história? A água do chuveironão cai sem que abramos o registro, o sabonete e o xampu não podem limpar nada se nãotomarmos eles em nossas mãos e esfregarmos o corpo e os cabelos. A fé é semelhante àmão que abre o registro e esfrega o sabonete no corpo e o xampu nos cabelos. A fé étotalmente necessária para que os efeitos maravilhosos da graça possam ser eficazes emnossas vidas. 42
  43. 43. A televisão A televisão quebrou. A entrada auxiliar para entrar o dvd e assim poder assistirfilmes, clips e etc não funcionava e por isso levei-a ao conserto. Durante quinze dias elafuncionou muito bem até que aconteceu de novo, quebrou. Eu via a imagem e não ouvia osom. Que coisa mais chata! Mandei-a para o conserto novamente. Durante um mês elapermaneceu excelente, porém, aconteceu de novo, só que desta vez não tinha imagemsomente a som. Foi-se para o conserto. Passados alguns meses pifou, nada estavafuncionando e ao leva-la novamente ao conserto foi me dito que não dava mais paraarruma-la. O jeito foi joga-la fora, espero que pelo menos ela possa servir como materialreciclável. No lixo a televisão foi apanhada por um rapaz que levou para sua casa eresolveu conserta-la. Para mim não tinha mais jeito, mas para ele era o contrario, aquelatelevisão iria ficar novinha em folha. Ele um excelente técnico em eletrônica e a arrumoude tal maneira que seu desempenho passou a ser melhor do que antes. Com esseacontecimento comecei a pensar que homem é semelhante a uma televisão quebrada.Apesar de ter sido criado a imagem de seu criador o pecado o danificou e como no caso daentrada do dvd ele esta sempre se recusando a se conectar com Deus e ter os ensinamentosdivinos que irão lhe conduzirão a vida eterna. Também como no momento em que aimagem funcionada e o som não saia, o pecado faz com que o homem não ouça a voz desua consciência e por isso anda de uma maneira desordenada. No outro caso em que elaestava sem imagem, mas com o som, eu pude refletir que o homem por causa do pecadoanda apagando a imagem do Senhor de sua vida e o som de sua alma pedindo socorro ésemelhante ao pedido de conserto para televisão. Por fim, o pecado é tão terrível e tomouconta do homem de um jeito que parece que não existe mais solução para ele e por isso seudestino é ser jogado fora, no inferno. Ainda bem que o melhor técnico do mundo muda essasituação. Jesus faz como aquele rapaz que consertou a televisão que foi jogada fora e a fezfuncionar novamente e de uma maneira melhor. Jesus retira o pecado, conserta o homeme faz com que ele possa ter condições de viver de uma maneira melhor estando conectadocom o céu, recebendo e transmitindo a palavra de Deus e refletindo sua imagem. 43
  44. 44. O inimigo do Rei Em uma terra remota há muitos anos atrás viveu um poderoso Rei que reinou sobre muitos povos. A trajetória de sua historia foi marcada por inumeráveis vitórias e sua fama voou por todos os lugares. Mas como aos homens está ordenado viverem uma única vez, ele seguiu o caminho de todos, nasceu, cresceu, envelheceu e por fim iria como qualquer homem morrer. Antes de sua morte, chamou o príncipe herdeiro e disse: - Como eu, você enfrentará muitos inimigos e não deve de maneira nenhuma teme-los. - Procurarei vence-los. Respondeu o príncipe. - Sei disso meu filho. Mas quero que você saiba que de todos os inimigos que você enfrentar, um deles vai ser o mais forte de todos. - Quem é ele meu pai? Indagou o jovem príncipe. - Agora você não poderá entender o que estou falando, mas para o dia em que você estiver em grande aflição e perigo tenho preparado está caixinha para te direcionar a vitória. Neste dia, somente neste dia, me prometa que abrirá está caixinha e então você conhecerá seu maior inimigo. Falando com bastante dificuldade o rei deu está ultima ordem. - Sim meu pai, como me pediste assim farei. O príncipe em lagrimas jurou ao velho rei e viu o seu ultimo suspiro. Anos se passaram e em muitas batalhas o jovem rei lutou, mas nunca se esqueceudas palavras de seu pai. Ele sabia que cedo ou tarde teria que encontrar o tal inimigo queseu pai lhe falara e por isso fortaleceu seu reino com todo tipo de armas bélicas de suaépoca e seu país foi considerado uma grande potencia. Um dia porem, uma grande nação se levantou contra seu reino. Era uma naçãomuito forte e valente que havia conquistado muitos povos e venceu parte do exercito dojovem rei. A angustia, a dificuldade e aflição que seu pai falará havia chegado. Mas ele jáestava conhecendo seu inimigo sem precisar olhar dentro da caixinha e ele via que nãotinha jeito de mudar o que já era inevitável—a derrota era certa. Certa manhã prevendo que o reino seria destruído e quase sem forças para lutarresolveu olhar dentro da caixinha qual era esse tal inimigo que ele tinha de conhecer paravence-lo. Abriu a caixinha e ficou olhando-a por longo tempo. Reuniu as tropas querestaram e partiu para a batalha decisiva e foi vitorioso. Dias depois, em comemoração sobre a vitória que ele conquistará, relembrou aspalavras de seu pai e agradeceu pela caixinha que ele havia deixado para lhe mostrarcomo ele poderia vencer seu maior inimigo. O jovem rei falou: - Hoje tenho o prazer de comemorar está grande vitória. Não tive de vencer em primeiro lugar a espada ou a flecha, nem cavalos ou canhões, mas ao olhar para aquela caixinha dada pelo meu saudoso pai, vi uma chapa de latão polida e que mostrava minha imagem distorcida e continha um bilhete que dizia: teu maior inimigo é você mesmo. Aquele reflexo distorcido não era eu, por isso, compreendi que se quisesse ser um vencedor teria que vencer a mim mesmo, e depois, vencer outros inimigos menores. 44
  45. 45. Sonhos e foguetes Certo palestrante desafiou seus ouvintes com a seguinte pergunta: - Vocês queremver seus sonhos subirem e cruzarem os céus? Logicamente todos disseram que sim. Ele continuou: - Os sonhos são semelhantes a foguetes. Um foguete para subir necessita decombustível, designer e mecânica. Aquele que não pôde contemplar o foguete do seusonho subir é porque não o desenhou, não o projetou, não fez o seu designer direito. Etambém não fez manutenções, não se preocupou com sua mecânica e por fim, não colocoucombustível suficiente. Por isso o desanimo venceu e o foguete não decolou. Mas querodizer que cada um de vocês devem projetar seus sonhos, saber como eles são e lutar paraconstruí-los. E ainda devem fazer sua manutenção, cuidar dele, organiza-lo, trocar algumapeça que não está funcionando bem, mas nunca joga-lo fora e por fim colocar muito, maismuito combustível de perseverança para poder vê-lo cruzar os céus. 45
  46. 46. Auto-Estima Conta-se que na antiguidade havia dois guerreiros e atletas imbatíveis que sechamavam Estima. A única coisa que diferenciava os dois era a cidade em que nasceram.Um havia nascido na cidade Auta e outro na cidade Baixo. Assim eram conhecidos: Auto-Estima e Baixo-Estima. Em tudo que eles disputavam se sobressaiam sobre os demais e nofim se confrontavam e caiam prostrados e esgotados de tal maneira que em tudoempatavam. Nas corridas, lutas, natação, jogos e etc. somente a palavra empate existia afavor dos dois. Até então nunca se soube qual era o melhor, porém, este impasse passou aincomodar até os deuses que se propuseram a resolver este dilema propondo uma corridapela estrada da vida inteira. Durante a corrida os dois oponentes correriam carregandoenormes cestos nas costas e neles deveriam colocar pedras ao passarem por sete cidadesmaravilhosas e os vales que lhes opõem. e que não podem ser evitados durante a corridana estrada da vida inteira. Os vales são: vale do desânimo, da calúnia, da humilhação, dodesespero, da murmuração, do ceticismo, da desesperança. Destes vales sairiam as pedrasque tentariam frustrar essa disputa de titãs. Antes de começar a corrida, na linha de largada a deusa da sabedoria entregou aambos uma chave e lhes disse: - O vencedor será aquele que cruzar a linha de chegadaportando o seu cesto e abrir a caixa que contêm o grande prêmio dessa corrida. A estrada da vida inteira possuía um único começo, mas duas trilhas opostas acada corredor. Por ter trilhas opostas os dois adversários não se veriam em nenhummomento. A prova duraria dezesseis dias e ao som das trombetas os deuses disseram: -Que comece a disputa! Baixo-Estima e Auto-Estima correram e correram. Eles chegaram a cidade deÂnimo para vencer e a cruzaram já no primeiro dia deixando-a em poucas horas para tráse seguindo a tarde pelo vale do desânimo foram abordados por um gigante que lhes falou:- Para prosseguir você deve carregar a pedra do desânimo. Sem contestarem nadacolocaram a pesada pedra no cesto e continuaram a corrida até que findou o primeiro dia.No segundo dia após passarem pela cidade de Boa Fama outro gigante os abordou no Valeda Calúnia e como aquele do dia anterior lhes disse que para prosseguir deveriam levar agrande pedra da calúnia no cesto. Outra vez, sem contestarem nada colocaram a pedra eseguiram adiante até que findou o segundo dia. Do terceiro ao sétimo dia encontramoutros gigantes que lhes acrescentaram cinco pedras grandes (humilhação, desespero,murmuração, ceticismo e desesperança) que em tudo lhes dificultaram a viagem. Aodormirem no final do sétimo dia todos os dois estavam esgotados e sem forças paraprosseguir. O esforço para carregar aquelas pedras exigiu demais de cada um, porém eleseram determinados e realmente os melhores homens de sua época. Ao raiar do oitavo dia Baixo-Estima resolveu prosseguir e tentar terminar a corridausando todas as suas forças, porém, acabou desfalecendo e no meio do caminho morreu. Auto-Estima ao colocar o cesto em suas costas com as sete pesadas pedrascomeçou a pensar nas palavras da deusa da sabedoria: “Aquele que cruzar a linha dechegada com o cesto nas costas será o vencedor!” E disse consigo mesmo: ―Ela não disse 46
  47. 47. que deveríamos cruzar a linha de chegada com o cesto e as pedras!” Por isso, lançou aspedras fora e venceu a corrida. Cruzou a linha de chegada, abriu a caixa e viu que láestava uma flor de satisfação colhida no vale da vida vitoriosa. A maior lição que essa metáfora pode nos passar é que durante nossa trajetórianesta vida encontramos gigantes que querem nos matar obrigando a cada um de nós acarregar pedras pesadas e assim destruir nossos sonhos, nossa vida social, emocional efísica, mas a exemplo de Auto-Estima devemos lançar essas pedras fora e prosseguiradiante e vencer. 47
  48. 48. A roda e o talento Toda pessoa tem um talento natural que ao ser utilizado pode beneficiar a si mesmoe aos demais, basta apenas encontra-lo. Conta-se numa antiga lenda que nos primórdios da humanidade um homem dascavernas ao cortar arvore para lenha e para fazer objetos como lança e etc. teve a ideia defazer um objeto redondo. No inicio aquele objeto não servia para nada. Os concidadãosdaquela comunidade até zombavam do inventor dizendo: ―Pra quê serve isso?‖ E riam-se.Um deles até pegou o objeto redondo de madeira e jogou no fogo dizendo: ―Pelo menosserve para queimar!‖ O homem das cavernas se entristecia, porém perseverante dizia aos companheiros:―Ainda vou descobrir a utilidade deste objeto e ele nos ajudará muito!‖ Ao ouvir isto, aíque os zombadores caçoavam mais. Depois de um longo tempo nosso inventor observando a dificuldade de carregaralimentos, madeira e etc. começou a pensar no que poderia ser feito para facilitar a tarefade locomoção de coisas. Com raiva por ter inventado uma coisa inútil, resolveu desfazer-sedela e jogou, montanha abaixo. Ao fazer isto, ele observou que seu objeto redondo girava,ou melhor, rodava e rodava percorrendo assim uma longa distância. Então ele teve a ideiade unir dois daqueles objetos redondos ligados por uma madeira comprida. Ele montou oque nós chamamos hoje de carroça e aquele objeto redondo mostrou sua utilidade e éconhecido como roda. Sua invenção não beneficiou apenas aquela comunidade, ela viajoupor muitas cidades e países e ainda atravessou o tempo beneficiando o mundo até os diasatuais. Se descobrir o talento que há em você, não o esconda, pois poderá ver quebenefícios virão não somente para si, mas para aqueles que estiverem ao seu redor e talvezviajar distâncias que você nunca imaginou. 48
  49. 49. Os dois murais A dois grafiteiros foi incumbida a tarefa de pintar um mural retratando o seguintetema: A sociedade perfeita. O primeiro desenhou uma cidade, pessoas andando de mãos dadas, pessoassorrindo, crianças brincando, pessoas realizando várias atividades. Ele então disse arespeito de seu mural: As pessoas estão sempre fazendo alguma coisa e por isso sãosempre felizes e acrescentou. ―A ocupação faz a sociedade se aperfeiçoar!‖ O segundo desenhou apenas dois homens em várias ações. Na primeira os doisestavam conversando. Na segunda pareciam discordar. Na terceira concordavam comalgo. Na quarta estavam a ponto de brigar. Na quinta se abraçavam. Na sexta e últimafigura os dois estavam construindo uma linda casa que fazia parte de uma grande e lindacidade. Ele então falou acerca de seu mural: ―A sociedade perfeita é aquela que sabevencer diferenças, conviver de uma maneira inteligente e que busca o bem comum!‖ 49
  50. 50. Impressão permanente Um famoso perfumista ao ser entrevistado respondeu a seguinte pergunta: Qual arazão do sucesso de sua linha de fragrâncias e o possível fracasso de seu maiorconcorrente? ―A primeira impressão é a que fica? Já ouvi muitos dizerem isto, e sobre nossalinha de fragrâncias temos aplicado o que há de melhor no quesito designer o quecontribuiu muito para nosso sucesso, mas sem dúvida o conteúdo é o mais importante, poisa qualidade faz com que nosso produto seja desejado, apreciado e recomprado quando deseu termino‖. O interessante dessa afirmação é que a transferindo para o viver diário, ela nosensina que a beleza exterior pode conquistar a atenção, olhares, elogios e despertar odesejo, porém, se o que está no interior for ruim, ou seja, a pessoa for soberba, arrogante,mentirosa, desonesta e etc. com certeza irá destruir a primeira impressão. 50
  51. 51. A melhor maneira de ver o mundo Um artista plástico e inventor desenvolveu uma luneta multicolorida e numa festaem seu apartamento no último andar com uma vista panorâmica de toda cidadecognominada maravilhosa resolveu testa-la. Por voltas das duas horas da manhã elereuniu os convidados e brindou a melhor maneira de ver o mundo. Os convidados sealegraram, porém, não entenderam direito o que ele queria dizer. O artista então disse:―Em meio a muitas reflexões descobri que o mundo pode ser enxergado de várias formas ecores‖. Então ele convidou todos a olharem a cidade por sua luneta. Na primeira olhadatodos enxergaram-na escura com a imagem deformada fazendo a cidade maravilhosaperder seu costumeiro brilho. A seguir ele apertou um botão e a luneta começou a passaruma a uma as lentes de cores diferentes até chegar a uma lente multicolorida mostrando acidade maravilhosa de várias perspectivas. Ao final ele disse: ―A melhor maneira de ver omundo é através de lentes que mostrem a sua verdadeira forma e cor. Essas são apenas umexemplo, pois cada um deve escolher a sua maneira‖. 51
  52. 52. O rei da pequena ilha Um marinheiro experiente sofreu um naufrágio. Somente ele havia sobrevivido echegado a uma pequena ilha. Esta ilha tinha dez coqueiros e uma caverna que cabia onáufrago e mais um pequeno espaço. O tempo foi passando e ele foi sobrevivendo doscocos que ia colhendo. Comia a carne do coco e bebia sua água. Muitos dias se passarame o marinheiro passou a perder o juízo. Imaginava-se um grande rei, o rei da pequena ilha.Como rei solitário que era, o náufrago dava ordens e mais ordens a si mesmo. Anos seforam e ele se acostumou a viver apenas consigo e para si mesmo. Mas algo muito ruimaconteceu, os dez coqueiros ficaram enfermos e começaram a morrer. E cada um produziuo último coco, o que o marinheiro logo tratou de colher e guardar. Agora ia ser umaquestão de tempo para o pior chegar, a sua fonte alimento havia se esgotado. Quando tudoparecia perdido, ao longe ele avistou um navio vindo em direção a sua ilha. O capitãoestava com uma luneta e viu uma pessoa na ilha e direcionou o navio para ela. O pobrenáufrago ia ser resgatado. Os anos de solidão iriam ser substituídos pelo convívio entrepessoas, ele iria saborear comidas e bebidas diferentes. Ele teria a liberdade da ilha comparedes de água. Ao fitar durante algum tempo o navio vindo em sua direção o marinheirotomou a atitude mais irônica que aquele momento lhe proporcionava. Pegou os dez cocos ecorreu para dentro do buraco gritando: ―Não, não! Vocês não irão roubar meus cocos enem minha maravilhosa ilha‖. A cada instante o navio se aproximava mais e mais. Aochegar perto da ilha e não avistar ninguém, o capitão achou ter tido apenas uma ilusão,confundido algum dos coqueiros secos com uma pessoa e por isso virou o navio em direçãooposta e foi se embora. O náufrago ficou só com seus dez cocos e a ilha, morrendo umpouco depois de consumir o último coco. 52

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