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Revista                           ´     Ano XX- No 91Revista informativa e culturaldo livre pensamento
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Revista ACÁCIA | 88 | Página 17células musculares), como também de forma in-       para dar início à formação dos trezento...
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Revista ACÁCIA | 88 | Página 21ocorre, ou seja, quando esta realização sucede.     homem, que este último pode conduzir-se...
Revista ACÁCIA | 88 | Página 22ra do pensamento, ainda que seja para a decisão     cluindo nisto uma distância que nada ma...
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Revista ACÁCIA | 88 | Página 27Agulhas Negras e a espada de oficial general, répli-    disciplina consistem em dominar o d...
Revista ACÁCIA | 88 | Página 28passadas na pedra de afiar deixando-a viva com a         ram fortes, implacáveis, justiceir...
Revista ACÁCIA | 88 | Página 29sa alma, assim como as luvas brancas recebidas, a      Assim como canaliza a energia do Ven...
Revista ACÁCIA | 88 | Página 30Rito Escocês Antigo e                                   Rito Escocés Antiguo yAceito na Vis...
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  1. 1. Revista ´ Ano XX- No 91Revista informativa e culturaldo livre pensamento
  2. 2. Revista ACÁCIA | 88 | Página 03Arte da capa desta edição. Mensagem MudançasE stamos sentindo ares de mudanças no mun- O povo está cada vez mais se deseducando moral do inteiro. As atuais estruturas políticas, eco- e intelectualmente, ficando desligado do envolvimen- nômicas, financeiras, científicas e religiosas to que deveriam ter para com os demais segmentosestão carentes de um linguajar menos belicoso e en- culturais.fático, para uma linguagem mais humana. Os movimentos de mudanças voltados para pre- A sinalização da necessidade dessas mudanças ocupações diárias e afetos a nossa cidadania já es-faz coro em qualquer lugar, inclusive no nosso país, tão se arregimentando em quase todos os grupos davariando apenas no aspecto do atendimento imedia- nossa sociedade na intenção de obter mais atençãoto e metódico, em curto, médio e longo prazo. das autoridades nas áreas da política, segurança, saúde, trabalho e educação, para melhoria nestes Os atuais modelos de desenvolvimento estão setores básicos de sobrevivência socialdefasados, desajustados e desligados do ritmo dasconquistas científicas. A expectativa é que, desses movimentos onde estamos inseridos possam surgir, em curto prazo, al- Em vários países, inclusive o nosso, os detento- gumas melhorias bem orientadas, para se incorpora-res do poder perderam os conceitos de honestidade, rem ao bem estar econômico e social do nosso povo.credibilidade, justiça, honorabilidade e decência. SeNietzsche estivesse vivo poderia assistir a gloria dasua visão da genealogia da malandragem A expansão da ciência e da Internet é algo assus-tador e incontrolável favorecendo golpes de esperte-za aos malandros. Estamos formando pessoas paraum mercado que ainda desconhecemos. A taxa denatalidade da Índia e da China são as maiores domundo, isto representa hoje, um terço da populaçãomundial; sendo uma sinalização fundamental para oamanhã. O nosso político é o mais bem remunerado doplaneta e com as maiores mordomias à sua disposi-ção sem ter, por parte do sistema, o compromisso e aresponsabilidade de uma qualificação mínima aindaquando candidato. Querem se eleger a qualquer pre-ço, porque uma vez eleito tem a chance de enrique-cer rápido, com raras exceções,
  3. 3. Revista ACÁCIA | 89 | Página 04 Índice 03 Mensagem - Mudanças 04 Índice 05 Mensagem / mudanças Nossas leis, usos e costumes 06 Luiz A Rebouças dos Santos Venerável mestre - o equolíbrio e 11 sua missãoTransforme-se, evolua, avance. Mario Galante PachecoO homem muda constantemente. A borboleta transfor- ma seu visual. Mas qual o sentido da mudança? De-pende da estrada e trajetóriado intérprete. 15 Corpo carnal Delmar Estevan Brandão Tradição iniciática, período pré-babel eP ara a borboleta Monarca a mudança impacta seu visu- al. Para alguns homens, também. Mas são aqueles quetransformam internamente - e assim melhoram seu mun- 19 a obra de Serge Reynaud de La Ferriére Félix Soibelmando e ao seu redor - que fazem a diferença e não adornam A espada na maçonariasimplesmente a grande massa. 26 Flávio Martins Pinto Rito Escocês Antigo e Aceito na visão Expediente hodierna / Rito Escocés Antiguo y Associação Acácia – CNPJ 97.323.562/0001-08 30 Aceptado en la Visión Hodierna Revista Acácia – Revista periódica com circulação no Exterior – Ano XX Carlos Paleo Filiada à Associação Brasileira da Imprensa Maçônica- ABIM Registro 5R Distribuição Solstícios e Equinócios O papel da leitura na formação humana e maçônica / El papel de la lectura en la Caixa Postal 19790 – CEP 90010-971 Porto Alegre / RS / Br. Tels/Fax: 32252790 / 9981.5137 33 formación humana y masónica e-mail administração – revistacacia@terra.com.br Gustavo Ferenci Os conceitos e opiniões na revista são da responsabilidade dos seus autores Conselho Deliberativo Renovação Espiritual / Diretoria Conselheiro Presidente Roney Afonso Maioli e Sergio da Silva Costa 39 Renovación Espiritual Comunicações Jose Alberto Maia Pereira / Cultural Floriano Gonçalves Filho / Ope- Arcy Souza da Costa racional Carlos Paleo. Instinto e Razão Conselho Editorial Delmar Estevan Brandão e João Batista de Carvalho Silveira 41 João Batista de Carvalho Silveira Colaboradores Individualismo com 43 Celomar Valter Schwalm, Josué Luiz Kinzler e Wagner Luciano dos Santos Machado Correspondente no Exterior Responsabilidade Social Uruguai Diego Rodrigues Mariño Ailton Branco Projeto gráfico e Diagramação A competência está no saber ser Age! Comunicação - 51 - 3737.7448 - www.agecomunicacao.com - age@agecomunicacao.com 46 Jorge Wolnei Gomes
  4. 4. Revista ACÁCIA | 88 | Página 05 EsopoO corvo e a raposa Um corvo roubou um pedaço de carne e foi pousarsôbre uma árvore. Uma raposa oviu e quis apoderar-seda carne. Postou-se, pois diante dele e começou a elogiar seutamanho e sua beleza, dizendo que nenhum outro pás-saro merecia mais que ele ser rei, e que isso certamenteaconteceria se ele tivesse um pouco de voz. O corvo, querendo provar-lhe que tinha também voz,abriu a boca deixando cair a carne e pôs-se a crocitarcom toda sua força. A raposa correu, apanhou a carne e disse: “ó corvo,se tu tivesses também inteligência, nada te faltaria paraseres rei de todos os animais. Moral: a fábula se aplica ao homem tolo. LIVRO INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS Autor: Howard Gardner Editora Artmed. O alvo pretendido era atin- des interessados inicialmente gir os pensadores científicos, foram os professores, adminis- onde a inteligência procura dar tradores, legisladores, supervi- respostas sucintas e rápidas de sores e universitários na área linguagem lógica, mas os gran- de educação.
  5. 5. Revista ACÁCIA | 88 | Página 06Nossas leis, usos e costumes Luiz A Rebouças dos SantosA s origens da franco-maçonaria são confusas Em verdade, ao redor dos anos 1600, a herança e incertas. Entretanto, quando se invoca a medieval dos maçons, da qual os Antigos Deveres passagem da maçonaria operativa para a continha os temas da Renascença à sua maneira,franco-maçonaria especulativa, é preciso recordar al- foi remodelada para fornecer os fundamentos degumas evidências essenciais, confirmadas pelo esta- uma instituição nova. E, para utilizar uma linguagemdo atual das pesquisas sobre essa questão. que nos é familiar, foi um arquiteto escocês, William Schaw que, reunindo antigas pedras esparsas, cons- Na Idade Média, na época dos grandes canteiros truiu uma nova casa para os maçons.de obras, existiam, lado a lado, em uma mesma co-munidade, dois tipos de organização: Existe uma história lendária da profissão de cons- trutor, e de suas tradições consignadas nas antigas De uma parte, as corporações, as guildas ou frater- “Cartas” (Antigos Deveres) provavelmente do fim donidades, formas elaboradas de organizações profis- Século XIV, e reagrupando diversos documentos maissionais cujas finalidades eram mais econômicas (salá- antigos, e uma tradição oral ancestral (manuscritosrios, organização da profissão, ajuda mútua), técnicas Cooke, Poema Régius). Os Antigos Deveres fazem(qualificação), éticas (comportamento social), do que menção a Hermes (Thot, a Coluna) a Abrahão, queespeculativas. Fazendo uma comparação com os teria ensinado as sete artes liberais aos egípcios, anossos dias, estaria mais próximo dos Conselhos de Euclides, a David, a Salomão e a construção do pri-Profissão que regulamentam cada atividade; meiro Templo. No meu entender, o homem que mais do que nin- De outra parte, as Lojas dos Canteiros, isto é, um guém, merece o título de fundador da franco-maço-local onde se agrupavam os trabalhadores do edifício naria moderna é WILLIAM SCHAW (1550 – 1602) o(pedreiros, carpinteiros, talhadores de pedra, etc.) e mais jovem filho de um proprietário de terras escocês.que era utilizada com múltiplas finalidades, como reu- Schaw era arquiteto e em 1583 foi nomeado pelo Reiniões diversas, a guarda dos instrumentos, a forma- James VI, da Escócia, Mestre de Obras dos Trabalhosção profissional, etc. e Superintendente Geral dos Maçons do Reino. Com É inexato afirmar que a franco-maçonaria moderna essa função, ele supervisionava todas as construções empresariadas pelo Rei e controlava o emprego dostenha nascido na Inglaterra, crença que naturalmente obreiros em todos os canteiros de obras oficiais.foi alimentada pelos ingleses, que recuperaram o mo-vimento no início do Século XVIII e também é inexato Em 1598 e 1599, Schaw elaborou os estatutos queconsiderar que houve uma suposta continuidade en- a história imortalizou sob o nome de Estatutos Schaw.tre as organizações subsistentes de maçons – e não Tratava-se essencialmente de regras práticas, esta-as confundir com as guildas, que agrupavam todas as belecidas pelos Mestres da Corporação, reunidos emprofissões, inclusive os maçons – e a franco-maço- Edimburgo, e que a observação era prescrita a todosnaria, uma vez que não há provas concretas que o os maçons. Os dois primeiros artigos prescrevem apossa justificar. obediência e a honestidade. Preveem uma iniciação
  6. 6. Revista ACÁCIA | 88 | Página 07maçônica de uma grande simplicidade, prestação do jas que seguiam o Estatuto Schaw de 1598, dentrejuramento e comunicação da palavra dos maçons. as quais, Edimburgo, Mary’s Chapel, Atkinson, Haven, St.Andrews, Sterling, Aberdeen, Glasgow, Kilwinning, Nos meses que se seguiram à promulgação dos etc.Estatutos, apareceram os novos tipos de lojas especi-ficamente maçônicas, especialmente a de Edimburgo De Schaw mesmo se conhece muito pouco, talvez– Mary’s Chapel. Esta Loja existe até hoje e conser- apenas que era um católico em uma Escócia protes-vou seus arquivos. Observa-se que esta Loja reunia- tante e puritana, nessa época; que ele havia viajadose, no começo, no mesmo prédio em que se reuniam bastante pela França, Dinamarca e Itália. Morreu emas corporações de ofício, das quais se encontraram 1602, pouco tempo após a redação de seus Estatutosas evidências de sua criação, através de um édito mu- e de sua promulgação.nicipal com data de 1475. O que não se discute é que, a partir de 1600 e O fato de que não existem referências a esse novo sobre tudo 1630, foram iniciados os não-operativos,tipo de Loja, anteriores aos Estatutos Schaw, evi- os homens de ciências, e os hermetistas ligados àdencia que elas foram conseqüência da iniciativa de Rosa+Cruz e outras associações. O processo de inte-William Schaw. Mas isto não exclui que algumas lojas gração foi lento, mas no final do Século XVII algumasexistentes em canteiros acabados, pudessem ter con- lojas escocesas tinham maioria de membros não-tinuidade, quer no território francês, quer na Escócia, operativos, de diferentes camadas sociais.como a Loja de Kilwinning, que reivindica sua antigüi- Por outro lado, a diferença da franco-maçonaria in-dade, remontando ao Século XII, mas que, infelizmen- glesa é que, no seu desenvolvimento, recebeu apenaste, não conservou seus arquivos para constituir as não-operativos, cavalheiros, nobres ou burgueses, ini-provas históricas. ciados nas lojas escocesas durante suas viagens, e Ainda, em torno do ano 1630, os primeiros balaús- que, mais tarde, fundaram lojas na Inglaterra. A maistres registram somente as sessões de iniciação, nos antiga reunião de cavalheiros maçons ingleses dedois graus existentes, mas não dão os detalhes de que se possui registro foi em 16 de outubro de 1646,como estas eram realizadas. em Warrington, condado de Lancashire, para receber como maçom a Elias Ashmole, cavalheiro católico, e Em 1710 contava-se na Escócia cerca de 25 Lo- seu parente, o Coronel Mainwaring.
  7. 7. Revista ACÁCIA | 88 | Página 08 Daí poder-se afirmar que as Lojas mais antigas do Em seu famoso discurso pronunciado a 26 de de-mundo são escocesas – 1599 – e algumas existem zembro de 1736, podemos retirar estas frases: Dese-até hoje, e fazem sempre referência ao caráter opera- jamos manter todos os homens com o espírito escla-tivo em seus nomes. recido, maneiras dóceis e humor estável... através dos grandes princípios de virtude, de ciência, de religião, À despeito das assertivas dos historiadores ingle- onde todas as nações possam buscar conhecimentosses, não existem quaisquer provas da existência de sólidos, e todas as pessoas, de todos os reinos, po-Lojas permanentes na Inglaterra até o fim do Sécu- sam aprender a se amar, sem levar em consideraçãolo XVII, quando apenas se tem notícias de algumas suas pátrias.reuniões pontuais em tabernas, para receber novosmembros. Os ingleses, posteriormente a esses fatos, e tendo presente o texto da Magna Carta de 1215 trouxeram As quatro Lojas que se reuniram em 1717 para o termo landmarksconstituir a Grande Loja de Londres recuperaram ummovimento que estava em gestação, e lhe deram uma Os landmarks da maçonaria são consideradosestrutura institucional e uma constituição dita de An- pela maioria dos autores maçônicos, as mais antigasderson que, convém assinalar, era escocês, filho de leis que a regem. Dentre outras coisas, prevêem a obrigatoriedade de uma crença em um ser superior (Oum vidraceiro, secretário da Loja de Aberdeen, evi- Grande Arquiteto do Universo), o respeito entre seusdentemente baseada em documentos mais antigos membros, a ajuda mútua em casos de necessidade,que, por conta do Pastor, foram eliminados. entre outros. O último landmark diz que nenhum dos Em 1723, a Constituição de Anderson marca anteriores deve ser mudado. NOLUMUS LEGES MU-uma ruptura doutrinária entre a nova Maçonaria e a TARI.Rosa+Cruz. Com efeito, o texto da constituição insiste Há inúmeras discussões entre grupos de maçonssobre o ideal social da tolerância, e ignora totalmen- e, segundo alguns, os landmarks devem sofrer modi-te o aspecto místico do ensino. Seu objetivo essen- ficações, adequando-se à nossa época. Uma das al-cial é a moral, e não a pedagogia. As Constituições terações propostas seria a admissão de mulheres naexcluem a antiga definição de maçonaria, segundo a Ordem Maçônica. Entretanto, de acordo com os de-qual se identificava com a geometria. Em razão dessa fensores da sua imutabilidade, estas seriam cláusulasvirada que o Pastor Anderson fez, a Rosa+Cruz tenta pétreas, sendo considerados os limites da maçonariamanifestar- se fora da maçonaria, em faixa própria, e, portanto, não poderiam ser passíveis de modifica-mas também se volta para os assim chamados Altos ções. Ainda na opinião desses teóricos, alterá-los sig-Graus. nificaria romper a sintonia maçônica mundial. Neste momento de nossa exposição, é preciso fa- Segundo Percy Jantz, o termo maçônico landmarklar em André Michel de Ramsay (1686 – 1743) que tem origem bíblica. O termo pode ser encontrado no li-fez seus estudos na Universidade de Glasgow e En- vro dos Provérbios 22:28: Remove not the ancient lan-dinburgo e aprendeu o francês em Londres. O Senhor dmark which thy fathers have set. para destacar comoCambrai o converteu ao catolicismo em 1709; perma- os limites da terra foram marcados por meio das colu-neceu na mansão da Senhora Guyon até 1717 e tor- nas de pedra. Cita mais uma lei Judaica: “Não removanou-se, em seguida, preceptor do filho do Conde de os marcos (landmarks) vizinhos, eles tem sido usadoSassenage, genro do Duque de Chevreuse, influente desde os tempos antigos para definir as heranças.”defensor da causa estuartista. para destacar como os marcos designam os limites
  8. 8. Revista ACÁCIA | 88 | Página 09da herança. variando da Virgínia (7) e nova New Jersey (10) até Nevada (39) e no Kentucky (54). Releva destacar, Mark Tabbert acredita que as regras e regulamen- isto sim, que tais princípios não existiam catalogadostações atuais regidas pelos landmarks são derivadas até 1858, ou seja, até o século XIX. Em outubro da-das regras medievais dos stonemasons. quele ano, o norte-americano Albert Gallatin Mackey Segundo os Regulamentos Gerais publicados (12/03/1807 a 20/06/1881) os fez publicar na Revis-pela Grand Lodge of England em 1723, Cada Grande ta Trimestral Americana de Maçonaria (vol. II, p.230),Oriente tem poder e autoridade para fazer novos regu- num artigo denominado As fundações da Lei Maçôni-lamentos ou alterá-los, para os benefícios reais des- ca, que foi, posteriormente, incorporado no seu Textta antiga Fraternidade; tomando os devidos cuidados Book of Masonic Jurisprudence. A verdade é que, apara que os Landmarks sejam sempre preservados. partir dessa compilação começou a surgir questiona-Contudo, os landmarks não foram definidos nenhuma mentos, dúvidas, discussões infindáveis, a ponto devez. A primeira vez, foi em Jurisprudence of Freema- um maçonólogo francês, questionar: Uma única per-sonry 1856 de autoria do Dr. Albert Mackey. Ele colo- gunta: mostrai-me um landmark, um verdadeiro!cou três características básicas: As Grandes Lojas do Brasil, a primeira das quais foi fundada aos 22/09/1904 (Amazônia) e a última aos notional immemorial antiquity 05/11/1989 (Tocantins), assim como as demais do universality continente latinoamericano adotaram os landmarks absolute “irrevocability”. compilados por Mackey, ao que se sabe, sem grandes questionamentos, ao passo que nos Estados Unidos da América do Norte, a mencionada classificação não Ele afirmou que os landmarks são 25 no total e não mereceu unanimidade das cinqüenta e uma Grandespodem ser alterados. Contudo, outros escritores tive- Lojas ali existentes, causando, isto sim, uma granderam diferentes interpretações históricas do que seriam confusão visto que existem dezesseis (16) compila-os landmarks exatamente. Em 1863, George Oliver ções, que abarcam desde três (03) até cinqüenta epublicou o livro Freemason’s Treasury no qual ele lis- quatro (54) landmarks! Isto representa, claramente, ata 40 landmarks. No último século, algumas Grandes não existência de unanimidade com relação à compi-Lojas Americanas tentaram enumerar os landmarks, lação de Mackey.
  9. 9. Revista ACÁCIA | 88 | Página 10 Daqui, então se seguiram as Constituições ma- mestres artesãos ensinavam seus discípulos a arteçônicas de cada Obediência e suas características – de cortar as pedras, de poli-las e de ajusta-las nosumas de notório conteúdo republicano, em geral dos devidos lugares. Hoje ela ensina o Homem a tornar-Grandes Orientes, e outras confessadamente monar- se melhor, mais ético, mais verdadeiro, e o estimu-quistas, enfeixando no Grão Mestre os três clássicos la a participar ativamente dos clubes de serviço, dospoderes republicanos, servindo essas Constituições, partidos políticos, das entidades de classe ou dascomo a Magna Carta inglesa, para conter os poderes igrejas, e levar a essas entidades os princípios dado rei. Ordem, pelo exemplo, pela palavra, pela participação ativa – mesmo sem distintivos ou aventais. O objeti- E como o ser humano ainda necessite algo mais vo da maçonaria é formar o homem maçom, e este,do que suas virtudes para a convivência social, sur- sim, participar da sociedade, levando seus princípios,gem as necessidades de estatutos, regimentos inter- e não sucumbindo à tentação de trazer para a Ordemnos, atos, decretos, e toda a sorte de regulamentação. os princípios desvirtuados ou corrompidos que encon-Quer dizer, nem os Dez Mandamentos ditados por tra na sociedade de que participa.Jeovah a Moisés foram suficientes para impor umaconduta sociável à humanidade. Daí, então, concluo que as distorções comportamen- tais ou de caráter moral ou filosófico de nossas pedras Houve uma distorção importante nos usos e costumes brutas, só podem ser polidas em Loja, dentre aquelesdas Lojas, com o correr dos tempos, e os maçons não se que conhecem todos os fatos, com detalhes, e só podeaperceberam. Houve uma inversão de valores: irmãos tei- caber recurso, como nos procedimentos profanos, aomam em trazer para dentro da maçonaria, seus procedi- Conselho de Mestres Instalados DA LOJA. Qualquermentos profanos, com relação ao trabalho, principalmen- decisão tomada nesse nível é definitiva e inquestioná-te no campo do direito, propondo temas profanos para vel, porque, repito, somente os mestres maçons da Lojadiscussão em Loja, oriundos do conhecimento que adqui- em que os fatos ocorreram tem condições de julga-los,riram na vida profissional; na área contábil e econômica, determinando a sanção ou absolvição ao culposo, comteimam em discutir os assuntos dos metais, entendendoque devam ser gerenciados da forma profana, como se coragem, determinação e equidade e de acordo comfaz em bom procedimento fora da Ordem, com cobranças NOSSAS leis, usos e costumes, sem a intromissão dee supervalorização de seu uso; em nossos ritos, teimam profanos. Os diferentes tribunais que aparecem ao longoem querer discutir a liturgia, que não estudam e não en- dos Graus são, inquestionavelmente, tribunais de auto-tendem – e sempre há um que deseja aperfeiçoar os ritu- julgamento. Segundo nossas mais antigas tradições,ais, voltando a esta ou aquela data, ou acrescentando ou somente a Reunião em Família ou em Câmara do Meioestirpando isto ou aquilo. tem condições de avaliar os procedimentos, atos e faltas dos irmãos, de forma Justa e Perfeita. Pode-se argumentar que a Ordem é, a cada mo- Referências bibliográficas:mento, o reflexo de seu tempo; mas este fato nãodesculpa a distorção, porque a maçonaria subsiste há 1. Points de Vue Initiatiques – cahiers de la Grande Loge de Fran- ce – nº 100 de dec. 1995, jan. et fev. de 1996 Paris, France.mais de trezentos anos, oficialmente, tendo semprefórmulas simples e eficientes para contornar todas as 2. Sampaio, Roberto Giannoúkas M.M. ‘LAND-MARKS’ (leis não- escritas, usos e costumes) Loja Hermanubis nº 34 e membro efe-crises pelas quais a humanidade passou. tivo da Loja de Estudos e Pesquisas Universum nº 147. Desde suas mais velhas Lojas, a maçonaria é uma 3. Lavagnini, Aldo - Manual del caballero Rosacruz Buenos Aires Ed.Kier S.A.instituição basicamente de ensino. Inegavelmente,junto aos canteiros de obras das antigas catedrais, 4. Wikipédia, a enciclopédia livre.
  10. 10. Revista ACÁCIA | 88 | Página 11Venenerável mestre -o equilíbrio e sua missão Mario Galante Pacheco*Q uantas colunas tem uma Loja Maçônica? cernimento, a Cabala de maneira indelével em nos- Qual a mais importante e de maior influ- sos trabalhos. ência, nos trabalhos ritualísticos? Qual éa Missão de um Venerável Mestre? São perguntas, Pike disse “Sabedoria, Força e Beleza são for-para as quais as respostas nos parecem óbvias. Para ças que estão ao alcance de todas as pessoas; ealguns, menos avisados, a Loja tem duas Colunas a uma associação de pessoas plenas dessas forçasdo Norte e a do Sul, sendo muito difícil dizer-se qual só pode exercer um imenso poder no mundo. Se aa mais importante ou influente. Quanto à missão do Maçonaria não o faz é porque parou de possuí-las.”Venerável Mestre, poder-se-ia dizer que será a “de Esta é uma observação contundente, pois fortalecedirigir a Loja”. o espírito deste Artigo. Em nossos escritos, Artigos e Livro, procuramos Para a compreensão da maioria e ao desagradodemonstrar que o R.´.E.´.A.´.A,´, tem uma relação de poucos, a Loja Maçônica, no Rito Escocês Antigo“umbilical” com a Cosmogonia Cabalística. Confor- e Aceito, tem três Colunas, a do Norte (sob a égideme sabemos, pela consulta aos Rituais, do 1º ao do 1ºVig.´.), chamada, de maneira incompleta de Co-33º constata-se este fato que devemos aos esfor- luna da Força, mas que seria mais bem denominadaços, bem sucedidos, do Ir.´. Albert Pike, o qual na como Coluna do Rigor, a do Sul, sob o comando dopassagem de consolidação dos diversos Rituais, do 2º Vig.´. dita, impropriamente como a Coluna da Be-R.´.E.´.A.´.A.´.colocou, com muita propriedade e dis- leza, cuja verdadeira denominação seria de Coluna
  11. 11. Revista ACÁCIA | 88 | Página 12da Misericórdia e, sem destaque, por não ser cos- -Lidar com as mudanças.tume cita-la, a Coluna do Equilíbrio que vai do Tronodo V.´.M.´. até a `Porta do Templo. Assim, dentro de nossa Sublime Instituição, o Venerável Mestre- líder natural de sua Loja, devera Esta última, a Coluna do Equilíbrio é, sem qual- possuir ou desenvolver aquelas qualidades. Ou sejaquer dúvida a mais importante da Loja, a mais in- deverá ser o representante da Sabedoria, exercitan-fluente nos trabalhos e o campo, no qual o Venerável do a compreensão, através da reflexão e, em decor-Mestre, cumpre a sua Missão. Podemos comparar o rência de sua autoconsciência, praticando o diálogoVenerável Mestre com o astro, luminar, o Sol, eis que com seus pares e comandados, se capacitando,o R.´.E.´. A.´.A.´. é um rito solar. para as mudanças, que são as inevitáveis e constan- tes resultantes da Vida. A impermanência, como nos Poderíamos também percebe-lo como um “Rei” ensina o Senhor Buda é a única certeza que pode-em seu reino. Mas uma das funções mais nobres , mos ter, ao fim e ao cabo. Na vida nada mais certoexercidas pelo V.´.M.´. é aquela que o caracteriza que a Morte.como um “Maestro” a reger a sua Nobre Orquestra,com virtuosa e harmoniosa participação. Sabemos que o Venerável Mestre dirige o Pilar (a Coluna) do Equilíbrio. Ele exerce uma função de Recentemente levou-se a efeito um Seminário, interação entre o que provem das Colunas do Nortedestinado a dar conceitos mais atuais do que seja e do Sul, caldeando-as com a sua própria posição do“liderança” – por isso chamou-se, o Seminário de que se chama de harmonia.”Vivendo a Liderança”, evento desenvolvido peloEminente Consistório dos Príncipes do Real Segre- Que é interação? “Conjunto harmonioso dasdo “ sob a inspiração do então Presidente, Ir.´. Luiz ações e relações entre os membros de um grupo ouAntonio Rebouças, no qual participamos, como Co- entre grupos de uma comunidade ... Para darmos umordenador, evento ministrado pelo Consultor Interna- conceito mais simples.cional, Sr. Ken O´Donell . Que é harmonia, para os mesmos efeitos, ou seja Os menos avisados podem pensar que “lider” é a ação de dirigir uma Loja ou corpo maçônico: “açãoaquele que conduz o seu povo, em acordo com as da qual resulta a estabilidade mental e emocional;suas idéias próprios, pois “elas são as que darão me- autocontrole, comedimento....de todo o grupo atra-lhores resultados, sejam eles o que forem. vés da harmoniosa Interação, entre as Colunas do Norte e do Sul. Qual o perfil de um verdadeiro Líder? Quais as“competências essenciais do verdadeiro Líder? Em Desta forma jamais, o que resulta em uma Ses-uma linguagem profana, poder-se-ia dizer que deve- são maçônica, será a vontade do Venerável Mestre,riam basear-se nos seguintes pontos: mas o que representa o melhor para o grupo. -Ser um líder sábio; Poderíamos objetar, dizendo que o Venerável Mestre (ou qualquer dirigente de um corpo maçôni- -Possuir Os três pilares da sabedoria (compreen- co) por ser mais preparado,deveria fazer prevalecersão, reflexão e prática) a sua opinião sobre a do grupo. Esta afirmativa, além -Ter Autoconsciência. de caracterizar o pensamento dos Ditadores, ignora a sublime atribuição de todo Líder que é a de con- -Praticar o Diálogo. duzir o grupo ao crescimento, com o conseqüente
  12. 12. Revista ACÁCIA | 88 | Página 13desenvolvimento de seus indivíduos. Meditemos sobre o que seja Dignidade: “Pode- mos tornar o mundo pedra ou diamante. A escolha é O Venerável Mestre representa a Consciência,do grupo que dirige, é fundamental que tenhamos de cada um. Sem valores meu caráter não conseguenoção do conceito do que é “consciência” para os enfrentar as tempestades da cobiça e do individua-efeitos deste Trabalho.: s.f. (sXIII) 1 sentimento ou lismo. Mas quando consigo tocar a minha essênciaconhecimento que permite ao ser humano vivenciar, e descobrir quão elevado sou, sacrifico a vantagemexperimentar ou compreender aspectos ou a totali-dade de seu mundo interior 2 sentido ou percepção pessoal em nome do ganho coletivo. Quando meque o ser humano possui do que é moralmente certo concentro nas virtudes mais grandiosas e acreditoou errado em atos e motivos individuais. nelas, o ser e o mundo se tornam tão valiosos com Quando Pike afirma que a Ordem Maçônica per- um diamante.deu seu poder sobre a Sabedoria, a Força e a Be- Verbete Brahma Kumaris...leza, (como vimos acima), está a dizer que foramesquecidos, deixaram de ser praticados, não foram “Podemos tornar o mundo pedra ou diamante.valorizados ou não são conhecidas, por não teremestudadas e compriendidas as funções da Coluna A escolha é de cada um. Sem valores meu caráterdo Equilíbrio. Ou seja da Coluna do Venerável.... não consegue  enfrentar as tempestades da cobiça(leia-se “qualquer dirigente de Corpo Maçônico). e do individualismo. Mas quando consigo tocar mi- 1871, Albert Pike- Morals and Dogma of the An- nha essência e descobrir quão elevado sou, sacrificocient and Accepted Scottish Rite of Freemasonry. a  vantagem pessoal em nome do ganho coletivo. Quando me concentro nas virtudes mais grandiosas É mais fácil encontrarmos um Ditador do que umverdadeiro Líder, por que o primeiro atende aos seus e acredito nelas, o ser e o mundo se tornam tão va-impulsos primitivos e naturais, enquanto que o se- liosos como um diamante.”gundo deve dedicar-se a burilar a sua pedra bruta ea dar brilho a sua pedra polida condição mais difícile precípua. * Consultor de empresas e RH – Astrólogo - Numerólogo
  13. 13. Revista ACÁCIA | 88 | Página 15Corpo Carnal Delmar Estevan Brandão*O corpo carnal é o veículo que permite fológicas e orgânicas. ao espírito realizar sua trajetória evo- lutiva. Ao encarnar o espírito se torna A macromolécula DNA tem a forma de umarefém de todos os condicionamentos que este longa escada em caracol, que é constituída porcorpo lhe impõe, a começar pelo esquecimento degraus compostos por pares de moléculas de-de suas vivências passadas. nominadas AT (adenina e timina), e CG (citosi- na e guanina). Cada degrau corresponde ou ao As características básicas do corpo carnal, par AT, ou ao CG e, a seqüência destes degraustanto morfológicas (formas), como fisiológicas configura um código de barras, portador de in-(funcionamento), são delineadas no projeto re- formações que regram o desenvolvimento dosencarnatório do reencarnante e são impressas seres vivos. Estima-se que, no DNA contido noem seu corpo modelador, durante o processo de núcleo de cada célula, existam mais de três bi-preparação para o seu reencarne. lhões de seqüências deste tipo ! Estas características, denominadas con- A macromolécula de DNA é extremamentedições individuais de retorno, fazem parte do longa e se configura tridimensionalmente sob achamado destino inarredável do reencarnante, forma de quarenta e seis “novelos”, os cromos-e cumprem o objetivo de favorecer ao espírito, somos.tanto atingir as metas de desenvolvimento de Em cada cromossomo se alinham cerca dequalidades ainda embrionárias, quanto realizar mil desses genes. São estas “unidades genéti-o ressarcimento de débitos do passado. cas” que portam todas as informações relativas São as cargas genéticas do corpo carnal e às características morfológicas e orgânicas dado corpo modelador as matrizes destas quali- criatura. Contudo, apenas cerca de dez por cen-dades, que ficam impressas na macromolécula to dos genes apresentam tais características co-DNA, contida no núcleo de cada célula do corpo dificantes. A grande maioria deles é responsávelhumano. pela produção de substâncias que atuam sobre o funcionamento de todo o organismo. Assim, por exemplo, no DNA das células do fígado, es- DNA – O PORTADOR DA tão ativados genes que promovem a produção CARGA GENÉTICA de compostos que, excretados pelas células, participam do processo digestivo. A carga genética carnal, proveniente da fu-são dos núcleos da célula germinativa feminina Para a produção destas substâncias existem,(óvulo) e da célula germinativa masculina (es- no núcleo celular, moléculas denominadas RNApermatozóide), fica contida no núcleo do óvulo (e suas variações), que têm por função a de-fecundado (zigoto). Ela está toda contida na ma- codificação das informações contidas no DNA.cromolécula DNA, que rege o desenvolvimento As variações do RNA, denominadas Micro RNA,do embrião, imprimindo-lhe características mor- circulam pelo DNA, ativando ou desativando ge-
  14. 14. Revista ACÁCIA | 88 | Página 16nes. e direcionados (células eucarióticas), ocorre a existência de uma rede de filamentos protéicos A ativação e desativação do funcionamento (citoesqueletos), responsáveis por tais ações.dos genes pode também decorrer do processode metilação dos mesmos. Este processo con- A membrana celular além de dar forma à cé-siste na ligação de moléculas de hidrogênio e lula, desempenha papel relevante no processocarbono à base dos genes, e pode afetar a ope- de interação dela com as demais. Para tanto,ração de cerca de setenta por cento dos genes existem na superfície celular, substâncias deno-existentes no DNA. minadas receptores, que atuam como seletoras e gerenciadoras das trocas vitais existentes en- No interior das células ocorrem, pois, proces- tre as células e o meio. A forma e dimensão dassos determinantes do funcionamento (saudável células dependem da função que desempenhamou doentio) do organismo, sendo relevante ob- na constituição dos diferentes tecidos e órgãos.servar que o processo de metilação pode de-correr da ação de fatores externos. Assim, por As células se multiplicam pelo processo deexemplo, hábitos alimentares podem acarretar mitose, dividindo-se em duas, cumprindo assima metilação de certos genes, bloqueando o seu seu ciclo de vida e renovando o tecido de quefuncionamento. fazem parte. O estudo da influência dos fatores externos Relevante é o fato de as células germinativassobre os genes é objeto da Epigenética, sen- (óvulo e espermatozóide) só portarem vinte edo denominado Epigenoma o conjunto das alte- três cromossomos, de modo a garantir o núme-rações químicas provocadas pelo ambiente no ro exato de cromossomos após a ocorrência daDNA. fusão das duas. A fusão das células germinativas, no processo denominado fecundação, é fenômeno ímpar na CÉLULAS – As Bases da Vida biologia celular. Desta fusão resulta uma nova célula, o zigoto (com cerca de 1,30 mm de diâ- Todas as células têm três componentes bási- metro), com quarenta e seis cromossomos, emcos em sua estrutura: o núcleo, o citoplasma e a cujo DNA existem todas as informações neces-membrana superficial (plasmática). sárias para dar início à formação do embrião. No núcleo se localiza a macromolécula DNA, As células resultantes da multiplicação ce-que pode ser considerada a memória e inteli- lular do zigoto, denominadas células tronco to-gência celular, alem de ser a grande usina sin- tipotentes, são capazes de se transformar emtetizadora de compostos orgânicos essenciais qualquer outro tipo de células.para o funcionamento do corpo. Assim, graças ao processo de diferenciação O citoplasma corresponde ao corpo celular, celular, ocorre o desenvolvimento do corpo car-nele existindo compostos orgânicos vitais para a nal.existência da célula e do organismo em que elase insere. Assim, por exemplo, no citoplasma As células constituintes do corpo carnal po-de células capazes de adotar uma variedade de dem responder de forma direta aos impulsosformas e de executar movimentos coordenados nervosos que recebem do cérebro (tal como as
  15. 15. Revista ACÁCIA | 88 | Página 17células musculares), como também de forma in- para dar início à formação dos trezentos e trintadireta graças, por exemplo, aos estímulos hor- tecidos existentes no corpo humano. Então, pormonais. camadas, as células pluripotentes começam a formar os tecidos que darão origem a órgãos e estruturas do embrião. Assim, por exemplo, a Gestação do Corpo Carnal formação das células nervosas começa a partir do seu décimo quarto dia de vida. O estudo do desenvolvimento do corpo car-nal é objeto da ciência denominada Ontogenia. Cerca de dez dias após a fecundação, temO corpo carnal inicia sua formação recebendo, início a encarnação, com a progressiva ligaçãodesde as primeiras multiplicações celulares, a do cordão astral de cada chacra à glândula en-carga genética carnal herdada de seus proge- dócrina (em formação) sobre a qual o chacranitores. Na visão reencarnacionista, alguns dias atuará.após a fecundação, o embrião passa a receber Desta forma começa a se efetivar a entregaa carga genética astral, que lhe é entregue pelo da carga genética astral, que passa a operar,corpo modelador. como modeladora, sobre o DNA que o reencar- Assim, a partir do zigoto acontece a multipli- nante herdou de seus progenitores. A estruturacação celular, que dá origem às denominadas da macromolécula DNA é sensível à ação doscélulas tronco totipotentes, capazes de se trans- chacras do corpo modelador, que nela proce-formar em todos os tipos de células necessárias dem as alterações genéticas necessárias, paraao desenvolvimento do embrião. A multiplicação celular ocorre inicialmenteem ritmo lento, havendo oito células no terceirodia após a fecundação, crescendo este núme-ro para quarenta no quarto dia, e chegando acento e vinte no quinto dia. A partir daí a divi-são celular se acelera e o conjunto de célulastotipotentes dá origem a uma estrutura esférica,denominada blastócito, de cuja parte externase originará a placenta e da interna resultará odesenvolvimento do embrião. Entre o sexto e osétimo dia o blastócito se fixa ao útero materno. As células da parte interna do blastócito sãotambém denominadas células tronco pluripoten-tes, pois que podem dar origem a qualquer partedo corpo humano. São estas células que atu-almente estão sendo estudadas, visando o seuemprego em medicina regenerativa. As células pluripotentes começam a se dife-renciar, quando seu número se torne suficiente
  16. 16. Revista ACÁCIA | 88 | Página 18que se cumpram as programações inarredáveis Na décima quarta semana de gestação o fetoconstantes no projeto reencarnatório do espíri- apresenta rosto com aspecto humano e sexo de-to. finido. O processo de diferenciação das células Na vigésima segunda semana o feto come-pluripotentes, que darão início à formação dos ça a reagir a estímulos externos, alterando seustecidos constituintes das diversas estruturas e batimentos cardíacos na ocorrência de ruídosórgãos do corpo carnal, resulta da ação de um externos, por exemplo.grupo de genes controladores, denominado ho-meobox. Estes genes acionam outros genes, Ao completar sua gestação, o feto já possuiinduzindo-os a um determinado comportamento. quatro trilhões de células.Assim, vão sendo formados não somente os ele- Simultaneamente à gestação do corpo carnal,mentos biológicos necessários para a formação ocorre a gestação do corpo vital (duplo etéreo)dos diferentes tecidos, mas também se estabe- cujo desenvolvimento se dá no corpo modeladorlece a modelagem do novo ser vivo, sua estrutu- materno e que, sendo de matéria astral, escapara, o ordenamento de seus órgãos, etc. à observação do homem encarnado. A carga genética astral influi, necessariamen- A encarnação se completa quando o espíritote, sobre estes genes controladores da formação abandona o útero materno, passando a viver nafetal, entregando-lhes características programa- dependência de seu novo corpo carnal, ficandodas no projeto encarnatório do reencarnante. desligado das memórias de suas vivências ante- Já durante a quarta semana de gestação se riores (cujos registros não se encontram nos cé-completa a formação do coração, tendo início rebros de seus corpos modelador e carnal, maso processo de bombeamento sanguíneo, de- permanecem guardados em seus corpos mentalcorrente dos batimentos cardíacos. Inicia-se, e emocional). Contudo, mesmo as memórias dostambém, neste período, o desenvolvimento da fatos ocorridos até o terceiro ano de vida encar-coluna vertebral do embrião. Ao fim da quarta nada não são fixadas nos cérebros dos corpossemana de gestação, a massa celular do ser em modelador e carnal, mas ficam registradas nodesenvolvimento é cerca de dez mil vezes maior corpo mental. A formação da memória de longado que a do zigoto. duração, guardiã da identidade do reencarnado, ocorre a partir dos três anos de idade. A partir de sua oitava semana de vida o em-brião começa a adquirir a forma fetal, com o de- Contudo, os registros existentes no corposenvolvimento de seus membros e dos órgãos emocional influem sobre o comportamento dointernos. reencarnante, desde o seu nascimento. Os im- pulsos emocionais agem sobre o sistema en- Relevante considerar que até adquirir a forma dócrino, imprimindo reações automáticas, quefetal, o embrião passa por uma série de formas in- costumam escapar do controle racional. Estastermediárias, que evidenciam a evolução dos ani- reações caracterizam o temperamento de cadamais vertebrados no planeta (cujo estudo deno- indivíduo.mina-se Filogenia). Assim, por breves períodos, oembrião apresenta brânquias como peixes, mem-branas interdigitais como aves aquáticas, etc. * Professor - Escritor
  17. 17. Revista ACÁCIA | 88 | Página 19Tradição iniciática, periodo pre-babel ea obra de Serge Raynaud de La Ferriére Félix Soibelman*Introdução pois, de uma erudição que converge ao místico,P pela qual fazemos escolhas e emitimos simples ode a Tradição Iniciática  ser atestada opiniões. pelas religiões  comparadas? O histori- cismo e o estudo das religiões compa- Nada que se pretenda como inerente à reali-radas socorre a dignidade intelectual para este dade fundamental do destino humano pode serdesiderato, mas o resolverá completamente? arbitrado pelo nosso gosto ou identificação pes- soal, ou, noutras palavras, não pode a conside- Como podemos aferir o grau de verdade de ração sobre essa existência fixar-se num relati-qualquer coisa nesta matéria? Pelo historicis- vismo.mo, por simplesmente enunciar as similaridadesentre distintos testemunhos da experiência mís- Não será, pois, nenhuma autoridade, aindatica, símbolos religiosos, Escolas esotéricas, te- que espiritual, que possa garantir coisa algumaologias ou ainda pela palavra daqueles que go- e muito menos poderemos concluir por uma si-zam de prestígio e consideração entre eruditos, metria da “santidade” entre as distintas religiões,religiosos, ou entre as massas? escolas ou vertentes espirituais, como se para atestar sua existência e igual valor nos bastasse Iniciando a resposta, digo que isto tudo pode saber que alguém é reconhecido como tal, mor-fazer parecer que estamos diante de uma de- mente quando vemos textos de S. Crisóstomo,cisão, mas não estamos. Fosse uma decisão por exemplo, de uma puerilidade total.restaria contrariada a natureza transcendentaldessa apreensão de forma que não passaria, Por esse expediente os santos declarados, Assine a Revista Acácia s Informações 51-9981.5137 revistacacia@terra.com.br
  18. 18. Revista ACÁCIA | 88 | Página 20como o são alguns da cristandade, mediante finalmente.um processo canônico póstumo, de lastro mo-ral com improcedente averiguação de suposta Destarte, para que essa Tradição Iniciáticaconexão entre a Luz incriada e a averiguação não seja mais do que um alento de sincretismode milagres, seriam equiparados aos santos religioso e semelhanças fugidias, deve necessa-realizados, cujo conceito é totalmente distinto, riamente haver algo que nos chancele sua pre-compreendendo estados metafísicos transindivi- sença. Eis, pois, que ninguém conhece verda-duais alcançados por eles. deiramente a Tradição Iniciática senão por este viés presencial, não sendo todo o restante mais No entanto, o fato é que, ao olhar exterior ne- do que conjectura comparativa.nhum dos dois casos permite ajuizar nada, dadoque tal capitulação somente se justifica no foro Quem queira discorrer sobre a Tradição de-interior. verá mesmo fazê-lo num marco puramente fide- ísta e místico, contando com o auxílio de uma Eis-nos aqui, pois, diante do dilema cuja so- função empática pela qual ecoe na consciêncialução somente poderá ser de ordem perceptiva. alheia os mesmos móveis que fizeram palpitarSim, para não ser uma mera apreciação cultu- a consciência de quem o enuncia, não poden-ral, deve haver uma percepção, uma apreensão do, contudo, produzir uma prova objetiva sobreque faça inteligível esta verdade para nos inserir a Tradição. Tudo que pode ser dito a seguir velanuma outra ordem valorativa. Ela não será ou- por esse princípio.torgada pela evidência num sentido lógico asso-ciativo pelo qual um estado de consciência podeser avaliado analiticamente, isto é, por um juízo, A TRADIÇÃO INICIÁTICAcomo se as premissas adotadas numa condiçãomental ordinária servissem a balizar o reconhe- Observando-se advertência na última fra-cimento de estados superantes do “eu”, tomando se acima, a Tradição Iniciática é e sempre foicomo regra os preceitos meramente assumidos para aqueles que a conhecem verdadeiramente,fideística, moral ou filosoficamente para dizer: um Poder transmitido desde a Fonte, de Deus,“este é santo, aquele não é, este é iluminado, através dos tempos, que permite ao homem as-aquele não é”, etc. O intranscendente não pode cender metafisicamente, sendo a única formaavaliar o transcendente, uma categoria de pen- de fazer reais os postulados transcendentais dasamento não pode avaliar outra. filosofia e de todas as religiões. Logo, o que nos fará saber do grau de verda- Quando dizemos “tornar real” estamos, pois,de da existência dessa Tradição Iniciática será em sede do elemento fulcral que a distancia dosempre um contato direto com o conhecimento conhecimento ordinário, isto é, mediante esteem que dita existência implica, conhecimento Poder o objeto do conceito torna-se realmenteeste que é, portanto, intuição. existente na percepção, produzindo a transfor- mação da própria consciência. Esta intuição unicamente pode servir-se des-sas considerações a respeito do sincretismo Na definição de Serge Raynaud de la Fer-religioso, para dar-se na medida em que todo rière realizar é, pois, compreender através deprocesso intuitivo é precedido de um ruminar in- uma expansão de consciência. A Tradição Inici-telectual, que, não obstante, jamais o constituirá ática somente se põe de manifesto quando isto
  19. 19. Revista ACÁCIA | 88 | Página 21ocorre, ou seja, quando esta realização sucede. homem, que este último pode conduzir-se pelaQuem não conta com isto não tem participação Teose.e nada pode, senão pequenos prolegômenos. Não obstante, o livre pensamento é necessa- Como sobredito, é a transmissão de um Po- riamente predecessor de toda assimilação supe-der. Tradição vem de transmissão, ou seja, legar rior, pois, o conhecimento sucede por um trân-a outrem uma capacidade ou bem. No caso é o sito do conhecido no espelhar do pensamentopoder do Verbo, a fonte, o influxo espiritual ne- em si mesmo, que é a consciência. Isto significacessário à manifestação da Gnose na abertura que nada pode ser conhecido com a plena mani-da consciência, seja em qual via de realização festação de seu Ser, sem que o seja neste am-for. biente de inteira autonomia imanente. É nessa autonomia da imanência e só por ela, que pode Eis aí a razão de se afirmar que o livre pen- o ser, fazer consciência de algo.samento nada pode na assimilação de Deus eseria por essa reciprocidade, entre Deus e o A liberdade é, portanto, uma essência primei-
  20. 20. Revista ACÁCIA | 88 | Página 22ra do pensamento, ainda que seja para a decisão cluindo nisto uma distância que nada mais é quede submeter-se a uma disciplina legada epifani- Deus cumprindo a si mesmo, uma vez que nadacamente. Desta sorte, o Iluminismo foi um res- podendo ser, sem ser Deus, sob pena de insub-gate da consciência para a Gnose, ao contrário sistência de sua natureza Absoluta, o indivíduodo que pretendem os críticos desse movimento. nada mais é que Deus revelando-se a si mesmo, de forma que negação do indivíduo é tão vazia Destarte, se por um lado a Gnose só pode quanto a negação do contrário, entendido comoocorrer pelo legado da revelação, por outro não Absoluto trascendental.pode ela fecundar se não for participando naprópria condição reflexa e imanentista da cons- É este, pois, o argumento cosmológico queciência, o que nos remete à eterna questão do fundamenta a presença da Sublime Hierarquialivre arbítrio e da liberdade de eleição, apreen- Espiritual sobre a Terra.são e adoção das idéias.” Estando entendidos os elementos deste, esta A natureza consubstancial da Hierarquia etroca entre a revelação e a consciência, impõe- o centro de todas as coisas.se entender também a natureza desta transmis-são em si mesma, no que chegamos a seu argu- Esta idéia de hierarquia vige nas diversasmento cosmológico. tradições religiosas. Até mesmo São Dinis (ou Dionísio), o Aeropagita, contemplou, mesmo de dentro do seu cristianismo imberbe, a existência O Argumento cosmológico da Tradição Ini- de hierarquias celestiais. Mas todas as teologiasciática possuem essa noção hieráquica, seja mediante as hostes angelicais, seja mediante a santidade Um princípio que consiste na transmissão de que toca os céus.um fluxo de consciência pode ser ele mesmo in-consciente? Amiúde supomos inconsciência, ou Por isto mesmo as ordens religiosas e prin-não atinamos para a existência de uma cons- cipalmente as esotéricas, amiúde refletem a or-ciência nas coisas não antropomórficas, tais dem cosmológica com iguais hierarquias e as-como os princípios, mas seria flagrantemente censão por elas, pelas quais flui o princípio.contraditório supor uma inconsciência na fonte Caracteriza-se a mais elevada expressãomáxima da consciência. dessa Hieraquia como um Centro Sagrado que Assim é que Tradição Iniciática não é um está em todos os lugares e em parte alguma,princípio inconsciente. Desta premissa resul- particularmente naqueles que, alcançando essatam dois conceitos dos quais, por sua vez, en- realização, têm sua consciência com ele amal-gendram um argumento cosmológico: gamada. É chamado Graal, Thebah, Agharta, Shambalah, Israel, como seja, todos eles nomes a) tudo entre Deus e o homem terá consci- simbólicos.ência, dado não haver possível grau acima dohomem que seja menos consciente do que ele é; A crítica depreciativa da idéia da Shambalah como um esoterimso vulgar é paradoxalmente b) o homem, em sua via de realização, gra- padecedora da mesma inferioridade filosófico-dualmente faz consciência Dele (Deus) se in- intelectual que quer acusar, dado que são tão
  21. 21. Revista ACÁCIA | 88 | Página 23parvos estes que a erigem, que não percebem quecimento do Ser, tal qual este fosse algo des-que a idéia prístina da Shambalah é a da con- conectado em sua ultimação ontológica dessassubstancialidade do centro, entendendo-se que instâncias supraessenciais. Isto acima é umaas consciências que logram a realização divina besteira sem tamanho que mereceu o justo cla-tornam-se consciência deste Princípio, assim mor de Heidegger contra o esquecimento do Sernele unificadas. e por outro lado desaguou, com a progressiva reação filosófica, no positivismo. Não cabem aqui considerações bizantinase tolas de quem pensa enganar alguém com o Um homem de grande elevação espiritual dis-simples enunciado de que o “Centro não está no se-me, certa vez, que não se chega ao Pai semmanifestado” ou “o Centro está no não ser”  e passar pelo Filho. Este é o sentido, ou seja, nãooutras tolices que alguém arrume para crer-se se ultrapassa o ser sem realizar todo o potencialemancipado de um ideário esotérico, ou situar- da ontologia, tudo aquilo em que o fato de serse numa dignidade metafísica que se sobreporia importa como fundamento e pode conter outor-ao aqui descrito. gando esta dimensão de consciência. Ora, esta pretensão supramencionada não Pois bem, entendida a base da afirmaçãopassa de tentativa de infundir a idéia de que, dessa Hierarquia mediante o argumento cosmo-aquele que a manifesta, está na posse de uma lógico de que nada pode ser inconsciente entrecontemplação do princípio infinito encimando Deus e o homem, que empreende a consciên-categorias, tal qual mediante o simples conceito cia de Deus, já estamos em condições de com-estivesse em linha direta com isto e em paridade preender que tal Hierarquia é necessariamentecom aqueles que estão na profundidade do Ser, cosmogônica, não secular, e muito menos pen-quando isto sequer é idealizável pela pessoa de ou é pendente de nenhuma forma religiosa eque assim pensa. está diretamente implicada na teofania. Nada seria, pois, mais cristão, no sentidodegenerativo assumindo essa religião, do que A Tradição Pura ou Babel perdidaesta estrábica idéia de que os cumes metafísi-cos podem ser tateados pelo intelecto com o es- Portanto, a partir das religiões nada deriva
  22. 22. Revista ACÁCIA | 88 | Página 24de propriamente novo e muito menos são elas Diz Serge Raynaud de la Ferriére sobre estesexpressões da Tradição Iniciática Pura que re- tempos em que os homens atentavam para lo-serva todos estes conhecimentos, mas, ao con- gos, a palavra oculta dentro de todas as coisas,trário, essa Sublime Hierarquia atravessa todos a sua essência atuante:os tempos e manifesta sua verdade única no “..os seres humanos daqueles tempos queseio da contraparte esotérica dessas religiões, o eram adeptos. Procedentes da Prístina Causa,que dito de outro modo significa que as Escolas encontravam-se tão próximos da Fonte de ondeexistem apesar das religiões. emanava vida que tudo lhes era conhecido” Algumas escolas recebem forma destas reli- Babel é a eloqüente ilustração de uma de-giões, mas não são por elas sustentadas e sim generação coletiva. A isto se atribui a formaçãopelo Poder que essa Hierarquia lega quando das várias raças, tradições, etc., pelo que che-seus membros a ela acodem restabelecendo ou gamos aqui à concepção dos ciclos evolutivos.mantendo o elo com o Centro Universal. Nada há, no entanto, que faça necessário queessa Sublime Hierarquia Espiritual manifeste-se Os ciclos evolutivosna sombra das religiões que são simples siste-ma de crenças. Se assim ocorre é por razões Babel, de per si, já encerra a idéia dos ciclospuramente cíclicas e não por diversidade huma- envolvendo a coletividade. E a própria seqüên-na, como alguns sustentam de forma barateira. cia do Antigo Testamento descreve as sucessi- vas epifanias que se seguem, pelas quais Deus A perda da unidade primordial não foi um aca- volta a trazer a si os homens no Êxodo, o queso, mas um ciclo de contração da consciência. significa progresso coletivo, sim.Nada obsta a existência de períodos degenerati-vos nos quais a Grande Babel se instaura. A aventura do povo judeu em comunhão ínti- ma com Deus nada mais é do que uma teofania O que foi a Torre de Babel? O Gênesis descre- coletivamente experimentada e a expressão deve o momento da perda dessa unidade, quando um ciclo. Provada está a existência dos cicloshavia sobre a Terra essa língua única que nada no discurso religioso, estampado assim no fluxomais é do que a parábola para o conhecimento e refluxo consciente, que constatamos no pró-único, a teofania intacta. prio Gênesis. A perda dessa linguagem única significa, nou- Isto posto fica saliente que há ciclos de con-tras palavras, que o homem perdeu a capacida- tração e de expansão da consciência em nívelde de pensar segundo este princípio teofânico coletivo. Em ciclos de contração o homem perdena medida em que foi descurando o ensinamen- essa linguagem e aí surgem as diversas tradi-to Iniciático até ingressar no mecanicismo reli- ções religiosas, que assim apresentam a Tra-gioso. dição Iniciática multifacetada. Concerne a tais ciclos a religiosidade diversificada e vemos, por A comunhão com o Divino era expressada, exemplo, a Trindade  em várias delas (Pai, Fi-pois, pela linguagem, isto é, uma linguagem lho-Espíirto-Santo, Bhrama-Vishnu, Shiva, Sat-hierofânica que consumava a “Aliança ontológi- Chit-Ananda, Kether-Hoschmasch-Binah)..ou osca”, como tão bem nomeia Gusdorf. sete centros , os plexos endócrinos (sete sephi-
  23. 23. Revista ACÁCIA | 88 | Página 25rots na Qaabalah, sete chackras, o número sete de sua existência não foi mais do que sombra eem diversas tradições)...e ainda encontraríamos expectativa.muitos outros, como Ying e Yang, Ida e Pínga-la...etc.   Tal universalismo, no entanto, desconcerta os escudeiros da miséria espiritual cristã, religião Este centro nunca cessa sua emanação e das mais profanas que habitou o Globo no declí-os membros dessa Sublime Hierarquia podem nio que encarnou, sobrando na Terra com a re-manifestar-se conforme o ciclo pelas religiões volução axiológica, maravilhosa neste aspecto,(modo empobrecido), ainda em Escolas Iniciáti- mas coroando a perdição dos princípios. Umacas delas derivadas, ou por seus agentes puros religião, como dito acima, tão raquítica espiritu-que seriam os Iluminados que a fazem presente almente que acostumou os homens a pensaremdiretamente sem pertencer a uma específica re- que cumpriam com a distância entre Deus e elesligião, retornando ao período pré-Babel da Reli- com a simples mediação de conceitosgião prístina que foi perdida. O recurso desesperado do cristianismo é capi- Amiúde socorrem também a cadeia transmis- talizar a profundidade filosófica no derredor destasiva alguns elementos que assim vêm a res- realização ontológica como se ela dependesse detaurar um núcleo iniciático específico (como são uma forma religiosa para existir, opondo-se as-as tantas escolas surgidas e desaparecidas, ou sim a um holismo superficial que seria a chama-ainda o exemplo das Turuks, entre os islâmicos, da “Nova Era”, empenhando nisto o engodo deou até certas vertentes da maçonaria, os Essê- dar a crer que as aspirações universais presentesnios, etc.) Não obstante, essas escolas amiúde no homem, desde que é homem, não possam serse degeneram, também, dado que se são elas, sem a guia de um sistema de crenças, isto é, umpor um lado, atualizadoras de uma epifania em conjunto de idéias conjuminadas com prescriçõesseu sentido de infusão espiritual, não contêm de comportamento e atos disciplinares que, nãosua dimensão originadora. necessariamente, colocam o homem em contato com a tecitura do real, a essência desvelada, que No presente momento irrompe uma Nova Era seria já um domínio da Fé e não da crença. na qual aparecem tantos Mestres de um esote-rismo puro, universalistas, ou seja, porque o ci- Há o todo tipo de refratários arrogantes queclo que ora se inicia preme o retorno à Tradição querem salvar da obsolescência uma mensagemIniciática pura pré-Babel. que cumpriu seu papel axiológico mas já carece de qualquer Poder. Para isso recorrem a metafísicas Serge Raynaud de la Ferrière era, sim, um caricaturais de seu ciclo como, por exemplo, ser adesses agentes puros da Tradição Iniciática, al- trindade cristã não-numeral alojada no não dual eguém que escreveu muitas Obras e criou uma outras destas bizantinas concepções maquinadasinstituição cultural a par de uma Ordem Iniciáti- no desiderato de emprestar alguma superioridadeca pelas quais pretende a reunificação em torno e perenidade ao cristianismo e, é claro, eclipsarda única e verdadeira RELIGIÃO. O fato de ele pessoas despreparadas que sobre a Nova Era fa-não ter ainda uma dimensão histórica em nada lem e não percebam esse constante embuste inte-depõe contra ou a favor, principalmente se pen- lectual, com miasmas religiosos.samos que somente com Constantino, quase300 anos depois, é que o cristianismo universa-lizou-se, de forma que nos primeiros cem anos * Advogado
  24. 24. Revista ACÁCIA | 88 | Página 26A Espadana Maçonaria Flávio Martins Pinto*“N ão penseis que vim trazer paz a Terra; não vim trazer paz, mas espada. Pois vim causar divisão entre o homem eseu pai; entre e sua mãe e entre a nora e sua sogra.Assim os inimigos do homem serão os da sua pró-pria casa.” (Mateus, X: 34-36). A afirmação bíblica de Mateus, além de ser umametáfora, coloca em nosso caminho uma espadacomo garantidora da ordem. Na Maçonaria, repleta de Simbolismos, há quemquestione o uso da espada por ser ela um antigoartefato bélico de uso de guerreiros e a maçonariaoriunda de pedreiros, que não usavam, nem usamespadas. Os seus instrumentos, dentre outros, sãoo maço, o cinzel, a régua, o esquadro e o compasso. No mundo profano, tem-se o costume de consi-derar a espada como uma tradição essencialmenteguerreira e, portanto, motivo de temor, como símbo-lo maçônico. Não se pode contestar que existe umaspecto guerreiro neste símbolo; porém, seu senti-do esotérico transcende seu caráter de violência e éencontrado em várias Ordens e crenças religiosas. Para um oficial das Forças Armadas, a espada re-presenta não só a autoridade a ele confiada, comotambém a possibilidade de atingir a mais alta gra-duação na vida militar a ser descortinada. Seja nadeclaração de aspirante, nomeação ou promoção aoprimeiro posto, ela lhe é entregue, cerimoniosamen-te, como um símbolo material da autoridade e quedeve ser usada na aplicação dos mais legítimos prin-cípios da honra cultuados e praticados na carreira. O espadim do cadete da Academia Militar das
  25. 25. Revista ACÁCIA | 88 | Página 27Agulhas Negras e a espada de oficial general, répli- disciplina consistem em dominar o desembainhar, ocas da espada invencível do Duque de Caxias, enal- corte e o embainhar dessa arma.tecem a aplicação daqueles princípios e valores, dosquais se destacam a responsabilidade, competência, O I AI DO fora utilizado inicialmente pelos samu-a bondade, a aplicação da justiça, o amor à Pátria e rais como forma de se defender de golpes inespera- dos. Consistia em um treinamento dos instintos paratudo que a ela diz respeito. responder, rapidamente, a qualquer tipo de ataque Caracteriza-se, portanto, não como um mero sim- imprevisto, principalmente quando o samurai se en-bolismo, mas sim como um instrumento para exal- contrasse meditando.tação do que existe de mais belo e puro na carreira Manejar bem a espada é uma tarefa difícil, masdo oficial: o uso da espada, ou da autoridade militar não só pelo aspecto técnico, que é exigido a níveisinvestida, para se cumprir os deveres e obrigações próximos da perfeição, como pelo equilíbrio e pelamilitares. capacidade de discernimento do praticante. A espa- Muitos a tratam apenas como uma peça metálica da é símbolo da vontade do espírito e deve ser trata-e que as pessoas de boa índole devem ter a prerro- da de modo especial. As katanás no Japão possuíamgativa de portá-la. um tratamento singular desde sua forja, que era exe- cutada artesanalmente por monges que dedicavam A cultura oriental nos revela uma expressiva sa- toda sua vida a esse sagrado ofício.bedoria em relação a este símbolo. Para entender,devemos concebê-la como uma trilha a ser percorri- A manufatura da espada japonesa não era umda, a exemplo das artes marciais, que possuem um simples ato de fabricar um objeto para uma batalhacaminho interno constituído na forma de uma senda ou utilização específica: o mestre-espadeiro coloca-espiritual. va seu espírito em todas as fases da fabricação, che- gando ao ponto de abster-se de sexo, bebidas, carne Esta senda, dentro das artes guerreiras, é chama- e da presença das pessoas comuns durante todo oda de BUDO, e sua maior expressão é, sem dúvida, processo. Seu ateliê era um santuário sagrado, sen-a conhecida pelos mestres como I AI DO. E esta é, do o aço dobrado sobre si próprio em operações dedentre aquelas artes, a mais refinada e conservado- forjamento sucessivo. O sentimento colocado emra do espírito do BUDO. Utiliza-se a espada –Kata- cada martelada era um ato religioso que conferiana- como arma cerimonial e seu treinamento e sua um espírito à sua lâmina, nas imersões na água, nas
  26. 26. Revista ACÁCIA | 88 | Página 28passadas na pedra de afiar deixando-a viva com a ram fortes, implacáveis, justiceiras, as imagens dasenergia de seu criador. espadas que tinha n minha mente e os juramentos que fiz sobre elas. A crença de que a katana , com o Existe uma história que é relacionada ao espíri- tempo, assume a personalidade do seu manejadorto do artesão que era colocado nas fibras do aço: o me assustava. A espada, como a alma do samurai,mais famoso armeiro japonês  Massamuné, conheci- sempre limpa e pura, seria o meu guia e pude res-do pelo seu espírito bom, sempre que podia ajudava ponder com segurança sobre aquela característicaas pessoas de seu vilarejo, via suas obras como um da raça humana, que só dignifica quem a pratica.objeto artístico e instrumento para a busca da paz.Seu melhor discípulo foi Muramasa que, apesar de Juntas, estavam agora, na virtude, a minha es-aprender toda a técnica da arte, possuía um espírito pada de oficial, usada durante mais de trinta anosruim e, devido a isso, foi excluído do ateliê. sem manchas, a katana a qual também me orgulho e a outra, inquisidora, que me desafiava a apresentar Conta-se que ao colocarem-se duas espadas, méritos para entrar no Templo.uma de Massamuné e outra de Muramasa em umregato, quando folhas são jogadas na água, elas são De acordo com Helena Pietrova Blavatsky, naatraídas e cortadas pela lâmina da segunda e repe- sua Doutrina Secreta, “existe outro aspecto em quelidas pela primeira. Isto é relacionado pelos estudio- ela simboliza:-... a luta que o homem deve conduzirsos ao sentimento ruim que Muramasa colocava em contra os “Inimigos da Luz” e contrários à ordem e àsuas lâminas. Unidade de Deus.   A “guerra” sempre estabeleceu o equilíbrio e a harmonia (ou justiça) e assim, propor- Ao conhecer esta arte marcial, a sublime arte delutar e de viver, dos samurais, percebi sua semelhan- cionou a unificação, de certo modo, dos elementosça com o ofício das armas e a destinação do oficial em oposição entre si.  na estrutura militar de paz e de guerra. Isso quer dizer que o seu fim normal e, sem dúvi- Na cerimônia de minha Iniciação aqui a encontro da, sua única razão de ser, é a paz que só pode sernovamente, à entrada do templo. Após rápido diálo- verdadeiramente obtida pela submissão à vontadego, a porta é aberta e sinto a ponta de um ferro no divina colocando cada elemento em seu lugar com ameu peito. A confirmação veio com a resposta que finalidade de fazê-los todos concorrerem para a rea-recebi: lização consciente de um mesmo Plano”.  Era a espada representante da palavra, decidindo Sim, era agora a espada representante da pala-quem entraria no Templo e informando das graves vra, da justiça, garantidora da ordem na luta contraconseqüências que estaria propenso a assumir, caso os Inimigos da Luz de Blavatsky, no seu silêncio medesrespeitasse a ordem. garantindo apoio total na busca e trilhar do caminho que decidi seguir. Teria de submeter a minha vontade e iniciar umagrande viagem dentro do meu interior, contra meus A simbologia da espada completar-se-ia com a vi-próprios demônios, para purificar meu caminho de são final nas mãos do Guarda do Templo, garantindoguerreiro. Também teria de dar provas de resignação a entrada e saída do templo. Era a missão definitivae coragem. de segurança desempenhada humildemente pela espada do guerreiro. Muito nervoso divagava eu na cerimônia, quandome perguntaram sobre Virtude. E novamente me vie- Ao encararmos a espada como a projeção da nos-
  27. 27. Revista ACÁCIA | 88 | Página 29sa alma, assim como as luvas brancas recebidas, a Assim como canaliza a energia do Venerável Mestreassociamos em definitivo ao sucesso na luta contra na hora da sagração como maçom.as paixões na direção da prática da Virtude plena. Vemos, também, que a espada empunhada pelos A dualidade da espada-guerreira e de paz- nos Mestres atua na proteção dos segredos e da tradi-conduz a harmonia e tolerância necessárias na nos- ção, do compromisso de se manter o sigilo e aindasa caminhada. na vingança sobre o perjuro, lembrada no momento É a busca do eixo no qual as oposições se recon- de receber a luz.ciliam, entrando em equilíbrio justo e perfeito. Para concluir, a espada ao mesmo tempo em que Ver na espada o símbolo da honra e esforçar-se nos serve, no seu silêncio, de guia na senda espi-a merecê-la, tornando-a seu guia na senda espiritu- ritual, apontando para a necessidade da pureza daal, procurando sempre, de acordo com Helena Bla- Alma, nos observa apontando seu gume para as nos-vatsky, “cumprir a missão do Guerreiro de Luz, que sas paixões não vencidas. Ela não está ligada à sim-tem a sublime tarefa de projetar em sua lâmina toda bologia nem militar nem guerreira nem mágica e sima pureza, todo o esplendor e mostrar aos menos ligada absolutamente à energia que circula dentro doafortunados o verdadeiro caminho para a unidade de Templo, lembrando que a cada ato que cometemosDeus e toda a Glória do Templo. Ao se fazer merece-dor, não mais será um homem comum”. lá dentro, reflete em todos os irmãos presentes e é compartilhada por todos. A espada é usada por todos os Mestres Maçonscomo símbolo de igualdade. Diz a espada do samurai “Que não me desem- bainhe sem  motivo e não me embainhe sem honra.” Numa iniciação, segura pelo Mestre Experto, atuana descarga de energia saturada produzida pelo pro-fano iniciado, energia que trás do mundo profano. *Militar
  28. 28. Revista ACÁCIA | 88 | Página 30Rito Escocês Antigo e Rito Escocés Antiguo yAceito na Visão Hodierna Aceptado en la Visión Hodierna Carlos Paleo * Carlos Paleo *D D esde o meu ingresso na ordem e depois esde mi ingreso en la orden y después en na inspetoria litúrgica, há quase três dé- la inspectoría litúrgica, a casi tres décadas, cadas, aprendi a ler muito sobre a maço- aprendi a leer mucho sobre la masonería ennaria em geral e, principalmente, sobre o rito es- general y, principalmente, sobre el rito escocés anti- guo y aceptado en particular.cocês antigo e aceito em particular. Pasaron por mis ojos autores consagrados como Passaram por meus olhos autores consagra- Mackey, Waite, Pike, Gould, Macoy. Wirth, Cassad,dos como Mackey, Waite, Pike, Gould, Macoy. Abrines, Arderiu, Leadbeater, Lavagnini, Ragon, Pa-Wirth, Cassad, Abrines, Arderiu, Leadbeater, La- pus, Adoum, Levi, Ambelain, Lepage, Mellor, Aslan,vagnini, Ragon, Papus, Adoum, Levi, Ambelain, Castellani, Da Camino, Burman, Trautwein, Hoyos yLepage, Mellor, Aslan, Castellani, Da Camino, otros.Burman, Trautwein, Hoyos e outros. La cultura masónica y el conocimiento del rito A cultura maçônica e o conhecimento do rito se fueron sedimentando de a poco. Al princípio,foram sendo sedimentados aos poucos. No iní- de modo muy vago y, posteriormente, con mayorescio de modo muito vago e, posteriormente, com esclarecimientos y pesquisas, fue entonces que mimaiores esclarecimentos e pesquisas, quando comprensión se fué aclarando y ampliando.então, minha compreensão foi se aclarando eampliando. Los ritos, historicamente, fueron estructurados mucho tiempo después del surgimiento de esas ór- Os ritos, historicamente, foram estruturados denes monásticas. Em 1771, William Preston publi-muito tempo depois do surgimento dessas ordens có el primer ritual masónico. Al início era apenas unmonásticas. Em 1771, William Preston publicou o catecismo que, con el pasar de los tiempos fueronprimeiro ritual maçônico. No início era apenas um introdujiendo algunas leyendas e instrucciones. Elcatecismo que, com o passar dos tempos foram surgimiento de algunos nuevos autores decurrió delintroduzindo algumas lendas e instruções. O sur- hecho de ellos haber copiado datos de los rituales ygimento de alguns novos autores decorreu do fato publicado. No satisfechos con este expediente, pa-deles terem copiado dados dos rituais e publica- saron también a transcribir datos de los cubridoresdo. Não satisfeitos com este expediente, passaram ampliando cada vez más para la exposición pública, algunos aspectos que deberian continuar em sigilo.também a transcrever dados dos cobridores am-pliando cada vez mais à exposição pública, alguns Las primitivas obras destacaban aspectos tradi-aspectos que deveriam continuar em sigilo. cionales, antropológicos, místicos y cronológicos, pero siempre al final de las lecturas, se constataba As primitivas obras destacavam aspectos tra- gran volúmen de informaciones, difíceis de enten-dicionais, antropológicos, místicos, e cronológi- der, memorizar y traducir, este aprendizaje.cos, mas sempre no final das leituras, consta-tava-se grande volume de informações, porém Nueva constatación comenzó a aparecer. Preo-difíceis de entender, memorizar e traduzir, este cupantes manifestaciones de algunos palestrantesaprendizado. que enfocaban siempre la filosofia del rito y no la

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