Quitridiomicose

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Quitridiomicose

  1. 1. Quitridiomicose Anfíbios da Serra da Estrela
  2. 2. Introdução <ul><li>O tema que abordaremos nesta disciplina, Área de projecto, é relativo a uma doença que está a afectar as populações de anfíbios em todo o mundo. </li></ul><ul><li>A doença intitulada de Quitridiomicose já passou de ser um problema regional há muitos anos, mas que por algum motivo se denota mais a sua presença na actualidade. Logo, a informação e estudos sobre a doença são ainda muito residuais. Por este motivo o nosso trabalho poderá vir a ser um desafio mas acreditamos que no final do ano vamos ter um bom trabalho. </li></ul>
  3. 4. Caracterização <ul><li>A palavra anfíbio tem origem no latim anfi (=dupla) e bios (= vida) e alude a peculiaridade de estes animais alternarem no seu ciclo de vida fases aquáticas e terrestres. </li></ul><ul><li>O estado larvar decorre geralmente em meio aquático e, após a metamorfose, a maior parte das espécies passa a ter uma vida terrestre, embora </li></ul><ul><li>continue a depender da </li></ul><ul><li>existência de água para se </li></ul><ul><li>reproduzir. Os anfíbios </li></ul><ul><li>caracterizam-se por </li></ul><ul><li>apresentar uma pele nua e </li></ul><ul><li>permeável. </li></ul>Anfíbios Rã-verde
  4. 5. Anfíbios de Portugal Ordem Urodela - Familia Salamandridae <ul><li>Salamandra-de-costelas-salientes </li></ul><ul><ul><li>(Pleurodeles waltl) </li></ul></ul><ul><li>Salamandra-de-pintas-amarelas </li></ul><ul><ul><li>(Salamandra salamandra) </li></ul></ul><ul><li>Salamandra-lusitânica </li></ul><ul><ul><li>(Chioglossa lusitanica) </li></ul></ul><ul><li>Tritão-marmorado </li></ul><ul><ul><li>(Triturus marmoratus) </li></ul></ul><ul><li>Tritão-de-ventre-laranja </li></ul><ul><ul><li>(Triturus boscai) </li></ul></ul><ul><li>Tritão-palmado </li></ul><ul><ul><li>(Triturus helveticus) </li></ul></ul><ul><li>Tritão-de-crista-italiano </li></ul><ul><ul><li>(Triturus carnifex) </li></ul></ul>Anfíbios <ul><ul><li>Tritão-marmorado (Triturus marmoratus) </li></ul></ul>
  5. 6. <ul><li>Sapinho-de-verrugas-verdes </li></ul><ul><ul><li>(Pelodytes punctatus) </li></ul></ul><ul><li>Sapinho-de-verrugas-verdes-ibérico </li></ul><ul><ul><li>(Pelodytes ibericus) </li></ul></ul>Ordem Anura - Familia Pelodytidae <ul><li>Sapo-de-unha-negra </li></ul><ul><ul><li>(Pelobates cultripes) </li></ul></ul>Ordem Anura - Familia Pelobatidae Ordem Anura - Familia Discoglossidae <ul><li>Rã-de-focinho-pontiagudo </li></ul><ul><ul><li>(Discoglossus galganoi) </li></ul></ul><ul><li>Sapo-parteiro-comum </li></ul><ul><ul><li>(Alytes obstetricans) </li></ul></ul><ul><li>Sapo-parteiro-ibérico </li></ul><ul><ul><li>(Alytes cisternasii) </li></ul></ul>Ordem Anura - Familia Bufonidae <ul><li>Sapo-corredor </li></ul><ul><ul><li>(Bufo calamita) </li></ul></ul><ul><li>Sapo-comum </li></ul><ul><ul><li>(Bufo bufo) </li></ul></ul>Anfíbios: Anfíbios de Portugal Sapo-parteiro-comum
  6. 7. <ul><li>Rela-comum </li></ul><ul><ul><li>(Hyla arborea) </li></ul></ul><ul><li>Rela-meridional </li></ul><ul><ul><li>(Hyla meridionalis) </li></ul></ul>Ordem Anura - Familia Hylidae <ul><li>Rã-ibérica </li></ul><ul><ul><li>(Rana iberica) </li></ul></ul><ul><li>Rã-verde </li></ul><ul><ul><li>(Rana perezi) </li></ul></ul>Ordem Anura - Familia Ranidae Rã-ibérica Anfíbios: Anfíbios de Portugal Rã-verde Rela-comum Rela-meridional
  7. 8. Observação das espécies <ul><li>A observação de anfíbios está ao alcance de qualquer pessoa interessada. </li></ul><ul><li>Dos procedimentos mais adequados para a observação de anfíbios consiste na realização de prospecções nocturnas. </li></ul><ul><li>Outro dos procedimentos importantes para a observação de anfíbios consiste em visitar os seus locais de reprodução. </li></ul>Anfíbios Com o auxilio da lupa, podemos visualizar características dos anfíbios difíceis de detectar a olho nu.
  8. 9. Manipulação das espécies <ul><li>A identificação de algumas espécies de anfíbios implica, muitas vezes, a sua captura para a observação detalhada de determinadas estruturas. No entanto convém referir que a maior parte destes animais é particularmente </li></ul><ul><li>sensível à sua manipulação, pelo que esta </li></ul><ul><li>deverá ser feita sempre com extremo </li></ul><ul><li>cuidado para evitar lesões que afectem a </li></ul><ul><li>sua sobrevivência. </li></ul>Anfíbios
  9. 10. Anfíbios: Manipulação dos anfíbios Manipulação dos anfíbios com luvas previamente húmidas e humedecimento dos anfíbios durante a manipulação <ul><li>Aquando da manipulação: </li></ul><ul><ul><li>Usar o camaroeiro </li></ul></ul><ul><ul><li>Manter as mãos luvas húmidas </li></ul></ul><ul><ul><li>Evitar o contacto prolongado </li></ul></ul>
  10. 11. No final da manipulação, as espécies devem ser devolvidas ao seu habitat, para não provocar um desequilíbrio neste. Este também tem que se manter preservado durante todo o processo de manipulação. Por outro lado, a captura e o manuseamento de algumas espécies pode trazer consequências para o Homem se não forem tomados determinados cuidados. Algumas espécies de anfíbios segregam um muco que pode provocar infecções graves no ser humano. Anfíbios: Manipulação dos anfíbios
  11. 12. <ul><li>Aconselha-se assim: </li></ul><ul><ul><li>A lavagem das mãos e a utilização de luvas previamente humedecidas </li></ul></ul><ul><ul><li>O material usado deve ser, posteriormente à utilização, lavado com lixívia para evitar possíveis contaminações de doenças e propagação de determinadas espécies vegetais a outros locais. </li></ul></ul>Anfíbios: Manipulação dos anfíbios Material que deve ser lavado depois de utilizado Anfíbios: Manipulação dos anfíbios
  12. 14. História <ul><li>A doença foi descoberta pela primeira vez em 1993 em sapos mortos ou a morrer em Queensland. Pesquisas feitas desde então mostra que a doença está presente no país pelo menos desde 1978, e encontra-se espalhada por toda a Austrália. Também é encontrada na América, Europa, e África. </li></ul><ul><li>O aparecimento deste fungo tal como o seu modo de propagação ainda constituem um mistério. </li></ul><ul><li>Os relatos mais antigos da infecção de Batrachochytrium são da rã-de-garras-africanas (xenopus leavis) que já foi muito famosa e por isso foi levada para diversos países para análise. </li></ul>Quitridiomicose Quitridiomicose
  13. 15. <ul><li>Pensa-se, então, que a propagação se deve a esta rã porque em primeiro lugar: a rã sobrevive ao fungo e porque os primeiros exemplares infectados apareceram em colecções dos anos trinta na África do Sul. </li></ul><ul><li>No entanto, pode ter ocorrido naturalmente, e só foi identificado recentemente porque se tornou mais violento, ou mais resistente ao ambiente, ou os hospedeiros tornaram-se menos resistentes á doença. </li></ul><ul><li>Outros estudos, porém, sugerem que B. dendrobatidis está presente na América Central e do Norte há décadas. </li></ul><ul><li>Ainda não está claro se se trata de um novo agente patogénico emergente ou se é um agente patogénico de idade que aumentou recentemente com virulência. </li></ul>Quitridiomicose: História
  14. 16. Batrachochytrium dendrobatidis <ul><li>A quitridiomicose é causada pelo fungo  Batrachochytrium dendrobatidis  que se desenvolve em células queratinizadas, causando hiperqueratose e consequente morte por interferência nos processos respiratório e hídrico. </li></ul>Fungo Batrachochytrium dendrobatidis Quitridiomicose
  15. 17. Progressão da doença <ul><li>O fungo Batrachochytrium dendrobatidis é um ser diplonte e reproduz-se de forma assexuada, apresentando zoósporos reprodutores móveis, nas formas ovóides que vivem na água ou lama e conseguem penetrar na pele do anfíbio. </li></ul>Fungo Batrachochytrium dendrobatidis Quitridiomicose
  16. 18. <ul><li>Quando ocorre a penetração, o zoósporo amadurece, absorve a sua cauda e aloja-se na epiderme formando estruturas ramificadas denominadas hifas que se estendem pela pele e por um corpo reprodutor esférico, o zoosporângio. </li></ul><ul><li>Um único zoósporo amadurece em 4-5 dias e torna-se um zoosporângio contendo centenas de zoósporos que são libertados na água. </li></ul>Ciclo de vida do fungo Libertação de zooposros Quitridiomicose: Progressão da doença
  17. 19. Esses zoósporos podem ser difundidos por animais, pneus de carros, botas de pesquisadores que ao transitarem entre habitats de anfíbios, actuam como disseminadores, transportando lama contaminada. A doença assim progride, e o anfíbio é infectado por estes novos zoósporos. Quitridiomicose: Progressão da doença
  18. 20. <ul><li>As infecções pelo fungo não parecem ser letais nos girinos, já que estes carecem de queratina no tegumento. </li></ul><ul><li>Os girinos actuam como reservatório do fungo já que podem viver até três anos sem se metamorfosear. </li></ul><ul><li>Isto acontece, porque em geral, o fungo utiliza quitina, queratina e celulose como nutrientes. </li></ul>Quitridiomicose: Progressão da doença Girino de rã verde encontrado por nós na saída de campo do dia 1 de Novembro de 2010
  19. 21. Sintomas <ul><li>As alterações morfológicas dos anfíbios infectados com o fungo incluem: </li></ul><ul><li>vermelhidão da pele ventral, </li></ul><ul><li>convulsões com extensão dos membros pélvicos, </li></ul><ul><li>acumulações de escama das da pele sobre o corpo, </li></ul><ul><li>descamação superficial da epiderme dos pés e das outras áreas, </li></ul><ul><li>ligeira rugosidade da superfície com pequenas marcas na pele, </li></ul><ul><li>e, ocasionalmente, pequenas úlceras ou hemorragias. </li></ul>Quitridiomicose
  20. 22. <ul><li>As alterações comportamentais podem incluir: </li></ul><ul><li>letargia, </li></ul><ul><li>falta de procura de abrigo, </li></ul><ul><li>deixarem de fugir, </li></ul><ul><li>uma perda de reflexo de endireitamento, e postura anormal (isto é, sentado com as pernas traseiras para fora do corpo). </li></ul>Quitridiomicose: Sintomas da doença Anfíbio em postura anormal
  21. 23. Diagnóstico <ul><li>O diagnóstico baseia-se na presença “visível” do agente, como o crescimento miceliano (presença de hifas) nas lesões de pele, boca e guelras; no exame das ovas e ovos para verificar o crescimento fúngico; nos exames histopatológicos e histoquímicos; na morfologia do agente e na cultura micológica em meios apropriados. </li></ul><ul><li>Ainda, as condições ambientais também devem ser estudadas visando sua associação com a ocorrência da doença. </li></ul>Quitridiomicose
  22. 24. Tratamentos <ul><li>A constatação de que Cloranfenicol - frequentemente usada como uma pomada para os seres humanos - mata Batrachochytrium dendrobatidis, oferece, potencialmente, uma maneira de desinfectar as rãs e, eventualmente, ajudá-los a construir a resistência à doença. </li></ul><ul><ul><ul><li>Implica uma grande manipulação dos sapos para os mergulhar ou aplicar o Cloranfenicol, e nas populações selvagens a escala necessária para controlar o surto seria muito grande. </li></ul></ul></ul>Quitridiomicose
  23. 25. <ul><li>Outra solução para a quitridiomicose passa pela pesquisa feita acerca de uma bactéria encontrada naturalmente na pele de salamandras -vermelha que é resistente a este fungo. </li></ul><ul><ul><ul><li>Os estudos sobre esta bactéria presente na salamandra é ainda inicial e bastante dificil de realizar na prática, visto que, muitos são os ecossistemas, e após estes anfíbios serem libertados de novo podem ser novamente infectados pela doença. </li></ul></ul></ul>Salamandra vermelha (Pseudotriton ruber) Quitridiomicose: Tratamento da doença
  24. 26. <ul><li>Estudos laboratoriais revelam que o fungo tem menos capacidade de sobreviver a temperaturas acima dos 28 °C, e a exposição do anfíbio infectado a altas temperaturas pode matar o fungo. </li></ul><ul><ul><ul><li>Grande parte da quantidade de anfíbios existentes vivem em ambientes onde a temperatura não é maior que 28º graus, então o fungo não vai ser morto e continua a propagar-se. </li></ul></ul></ul>Quitridiomicose: Tratamento da doença
  25. 27. Impactos no ecossistema <ul><li>Diminuição ou possivel extinção de espécies de anfíbios. </li></ul><ul><li>Desequilíbrio ecológico causando perturbações nos ecossistemas naturais. </li></ul><ul><li>Alteração das cadeias alimentares que são o ciclo vital que garante o equilíbrio e a manutenção dos ecossistemas. Assim, os seres dependentes dos anfibios para a sua alimentação vão sofrer consequencias graves, bem como o crescimento de insectos que deixaram de servir de alimento para os anfibios. </li></ul>Quitridiomicose
  26. 28. Conclusão <ul><li>Concluindo, este projecto assume alguns desafios. </li></ul><ul><li>É um tema bastante complexo o que leva a que tenhamos que perceber tudo sobre esta doença, todos os processos que acontecessem quer seja durante a infecção, durante a análise ou a manipulação. </li></ul><ul><li>Por outro, estamos cada vez mais interessadas no tema, visto que temos cada vez mais vontade de saber mais o que nos ajudará em saídas de campo futuras. </li></ul>
  27. 29. Biobliografia <ul><li>SOLINAS, Micaela – “Enciclopédia da Ciência: O Reino Animal Os vertebrados ”. Porto: ASA editores, 2001. </li></ul><ul><li>DE ALMEIDA, Nuno Ferrand; DE ALMEIDA, Paulo Ferrand; GONÇALVES, Helena – “Anfíbios e Repteis de Portugal”. Porto: Inova, 2001. </li></ul>
  28. 30. Webgrafia <ul><li>http://anfibioserepteis.blogspot.com/2010/02/blog-post.html </li></ul><ul><li>http://en.wikipedia.org/wiki/Chytridiomycosis </li></ul><ul><li>http://www.webartigos.com/articles/14095/1/Extincao-e-Impacto-Ambiental/pagina1.html </li></ul><ul><li>http://www.webartigos.com/articles/14170/1/Declinio-da-Populacao-Mundial-de-Anfibios-Devido-a-Infeccao-Por-Batrachochytrium-dendrobatidis-Longcore-Pessier-e-Dk-Nichols-1999-o-Fungo-Causador-da-Quitridiomicose/pagina1.html </li></ul><ul><li>http://www.comciencia.br/comciencia/?section=3&noticia=34 </li></ul><ul><li>http://news.mongabay.com/2007/1029-frogs.html </li></ul>

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