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Restabelecer o-crescimento-inclusivo-relatórios-economicos-sa-ocde-brasil-2015

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Presentation of the OECD Economic Survey of Brazil 2015 in Portuguese

Published in: Economy & Finance
  • A OCDE têm uma visão de fora, portanto menos bairrista, sobre a economia dos países analisados. Suas recomendações devem ser saudadas com no mínimo uma alerta para "nosotros".
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Restabelecer o-crescimento-inclusivo-relatórios-economicos-sa-ocde-brasil-2015

  1. 1. www.oecd.org/eco/surveys/economic-survey-brazil.htm OECD OECD Economics RELATÓRIOS ECONÔMICOS DA OCDE BRASIL 2015 Restabelecer o crescimento inclusivo Brasília, 4 de Novembro 2015
  2. 2. A pobreza e a desigualdade diminuíram 2 Pobreza e Coeficiente de Gini 1995-2013 Fonte: IBGE; Banco Mundial. 0.46 0.48 0.5 0.52 0.54 0.56 0.58 0.6 0 5 10 15 20 25 30 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 Pobreza absoluta (abaixo de US $ 2 por dia, escala da esquerda) Coeficiente de GINI (escala da direita)
  3. 3. Os indicadores de saúde melhoraram 3 Expectativa de vida ao nascer Fonte: OECD Health Statistics 2015, http://dx.doi.org/10.1787/health-data-en. 40 50 60 70 80 90 JPN ESP CHE ITA FRA KOR CAN GBR DEU PRT OECD CRI CHL USA POL TUR CHN COL BRAZIL MEX IDN RUS IND ZAF Anos 2013 1970
  4. 4. A produtividade tem sido fraca 4 Produtividade do trabalho, 2000=100 Fonte: Feenstra, Robert C., Robert Inklaar and Marcel P. Timmer (2013), “The Next Generation of the Penn World Table”. Disponível em www.ggdc.net/pwt. Produtividade do trabalho em USD mil em paridade do poder de compra 80 100 120 140 160 180 200 220 240 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 BRASIL China Índia México África do Sul
  5. 5. A economia entrou em recessão 5 Crescimento trimestral do PIB, taxas anuais com ajuste sazonal Fonte: OECD Economic Outlook Database. -8 -6 -4 -2 0 2 4 6 8 2010Q1 2010Q2 2010Q3 2010Q4 2011Q1 2011Q2 2011Q3 2011Q4 2012Q1 2012Q2 2012Q3 2012Q4 2013Q1 2013Q2 2013Q3 2013Q4 2014Q1 2014Q2 2014Q3 2014Q4 2015Q1 2015Q2
  6. 6. O Real tem-se depreciado 6 Fonte : Banco Central. 0 20 40 60 80 100 120 140 160 180 200 0.0 0.1 0.2 0.3 0.4 0.5 0.6 0.7 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 Taxa de câmbio USD/BRL (escala esquerda) Taxa de câmbio real efetiva (escala direita)
  7. 7. Políticas para restaurar a confiança 7
  8. 8. O quadro fiscal se deteriorou 8 Gasto primário e receitas Fonte: Banco Central, Receita Federal. 25 27 29 31 33 35 37 25 27 29 31 33 35 37 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 Receitas fiscais (% do PIB) Gastos primários (% do PIB)
  9. 9. A dívida bruta está aumentando 9 Trajetórias possíveis da dívida Fonte: Cálculos da OECD.  Implementar o ajuste fiscal de acordo com objetivos de médio prazo, incluindo uma estabilização da dívida bruta  Aumentar gradualmente a idade de aposentadoria e indexar as aposentadorias e pensões aos preços, ao invés de ao salário mínimo 51.8 58.9 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 2010 2011 2012 2013 2014 2015 f 2016 f 2017 f 2018 f 2019 f 2020 f 2021 f 2022 f 2023 f 2024 f 2025 f Planos atuais com um superávit fiscal com 0.15% (2015), 0.7% (2016), 1.3% (2017) e 2.0% a partir de 2018 Cenário com superávit primário de 3% após 2018 Cenário com transferências contínuas aos bancos públicos de 1,9% do PIB % do PIB % do PIB
  10. 10. A inflação está elevada 10 Fonte : Banco Central.  Estabelecer mandatos de tempo fixo para o presidente do Banco Central e para os membros do Comitê de Política Monetária 0 2 4 6 8 10 12 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 Inflação acumulada em 12 meses Núcleo da inflação, acumulado em 12 meses Meta de inflação Intervalo de tolerância
  11. 11. A eficiência da política monetária pode ser fortalecida 11 Selic e TJLP Fonte: Banco Central.  Ajustar a taxa de empréstimos direcionados (TJLP) de acordo com as variações da taxa básica de juros (Selic) 0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 TJLP SELIC
  12. 12. Políticas para fortalecer o desempenho industrial 12
  13. 13. A produtividade do trabalho na indústria de transformação é baixa 13 0 20 40 60 80 100 120 140 160 180 0 20 40 60 80 100 120 140 160 180 IDN COL ECU BRASIL THA VEN HRV MEX EST CHL MYS TUR HUN ZAF POL PRT HKG SVK CZE SVN GRC ARG ITA NZL AUS FRA KOR DEU GBR JPN SGP ISL AUT DNK BEL FIN NOR NLD USA SWE CHE Em USD mil constantes de 2005 por empregado Fonte: Banco Mundial.
  14. 14. Os impostos têm um custo de cumprimento elevado 14 Horas necessárias para preparar impostos Para uma empresa padrão, 2014 Fonte: Banco Mundial.  Consolidar os impostos indiretos em um imposto de valor agregado com base ampla 0 500 1000 1500 2000 2500 3000 0 500 1000 1500 2000 2500 3000 LUX CHE IRL EST NOR FIN AUS GBR SWE NLD DNK CAN MYS FRA ISL NZL BEL CRI AUT ESP RUS USA KOR GRC PHL ZAF SVK DEU TUR ISR COL IND IDN SVN CHN THA ITA PRT HUN POL CHL PER URY JPN MEX PRY ARG CZE VEN BRAZIL
  15. 15. O Brasil está pouco integrado na economia global 15 Comércio internacional em % do PIB (média 2010-2013) Fonte: OECD-WTO Trade in Value Added (TiVA) – Julho de 2015.  Diminuir as tarifas de importação e reduzir as exigências de conteúdo nacional 0 20 40 60 80 100 120 140 160 180 200 0 20 40 60 80 100 120 140 160 180 200 BRASIL USA ARG JPN COL AUS VEN IDN ITA TUR FRA NZL GRC ECU GBR ZAF MEX NOR CHL PRT FIN HRV DEU SWE POL DNK AUT ISL KOR CHE SVN CZE THA NLD MYS BEL HUN EST SVK
  16. 16. As barreiras de regulação à abertura de empresas são altas 16 Indicador distribuído de 0 (menos restritivo) a 6 (mais restritivo), 2013 Fonte: OECD Product Market Regulation Indicators, 2013, disponível em www.oecd.org/eco/pmr.  Simplificar a regulação e reduzir barreiras de abertura de empresas 0.0 0.5 1.0 1.5 2.0 2.5 3.0 3.5 4.0 0.0 0.5 1.0 1.5 2.0 2.5 3.0 3.5 4.0 SVK NZL NLD ITA DNK AUT CAN PRT GBR RUS FIN CHE EST POL DEU JPN FRA AUS NOR HUN SWE LUX BEL SVN CZE KOR GRC IRL CHL ISL ESP ZAF MEX ISR TUR BRASIL CHN IND
  17. 17. A infraestrutura do Brazil é fraca comparada com seus parceiros comerciais 17 Normalizado a 1 para o valor do Brasil Fonte: Forum Econômico Mundial, Banco Mundial, FIESP.  Melhorar a capacidade técnica e o planejamento para as concessões de infraestrutura  Elaborar pacotes licitatórios mais pormenorizados antes de lançar os editais 0 0.5 1 1.5 2 2.5 3 Qualidade das rodovias Qualidade das ferrovias Qualidade dos portos 0 2 4 6 8 10 12 14 Densidade de rodovias Densidade de ferrovias BRASIL Principais parceiros comerciais emergentes Principais parceiros comerciais
  18. 18. O nível de ensino é baixo 18 Porcentagem de alunos do ensino médio em cursos profissionais e técnicos Fonte: UNESCO Instituto de Estatísticas. Dados de 2012.  Expandir a participação em programas de educação profissional e tecnológica para aliviar a falta de qualificação dos trabalhadores técnicos 0 10 20 30 40 50 60 0 10 20 30 40 50 60 ZAF BRAZIL COL GBR KOR LCN JPN ARG NZL THA OECD HUN IRL MEX CRI RUS GRC ESP IDN DEU ISR EST FRA CHN ISL CHL TUR PRT DNK SWE NOR LUX FIN SVK CHE AUS SVN ITA CZE BEL AUT NLD
  19. 19. Políticas para melhorar os serviços públicos de saúde 19
  20. 20. Faltam médicos e enfermeiros 20 Médicos praticantes Enfermeiros praticantes  Formar mais médicos e enfermeiros  Implementar metas de expansão dos serviços médicos especializados para reduzir as filas de espera Fonte: OECD Health Statistics 2015. 0 1 2 3 4 5 6 RUS PRT² DEU CHE ITA ESP FRA¹ OECD GBR USA CAN¹ JPN POL KOR MEX CHL² BRASIL COL TUR¹ CHN ZAF IND IDN Por 1 000 população 0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 CHE DEU USA¹ JPN CAN FRA¹ OECD GBR RUS ITA¹ PRT¹ CHL² POL KOR ESP MEX CHN TUR¹ BRASIL IND ZAF IDN COL Por 1 000 população
  21. 21. Os desequilíbrios geográficos são importantes 21 Médicos registrados por 1000 habitantes Fonte: Conselho Federal de Medicina (2013): Pesquisa Demográfica Médica no Brasil.  Fortalecer os incentivos para reduzir os desequilíbrios geográficos Médicos Médicos vinculados ao SUS
  22. 22. Melhorar a eficiência do gasto de saúde 22 Ganhos potenciais na expectativa de vida através de melhoras da eficiência, com gasto constante Fonte: Cálculos da OCDE baseados em dados do Banco Mundial e da OMS.  Melhorar a eficiência do gasto  definindo mais explicitamente o quê é coberto pelo sistema público  melhorando a coleta de indicadores de desempenho e aperfeiçoar o uso de mecanismos baseados em incentivos  reduzindo a ênfase em serviços hospitalares e fortalecendo as unidades básicas de saúde 0 2 4 6 8 10 12 14 0 2 4 6 8 10 12 14 KOR JPN ITA ESP COL ISR CRI PRT THA GRC FRA CHL PER CHE AUT AUS BOL IDN URY NZL MEX VEN CHN PAN SWE BEL TUN DEU EST NLD ARG POL FIN NOR GBR DNK TUR USA BRAZIL IND RUS ZAF
  23. 23. É importante reduzir as desigualdades na gasto em saúde 23 Gasto per capita em saúde, USD de 2013 em paridades de poder de compra Fonte: OECD Health Statistics 2015, http://dx.doi.org/10.1787/health-data-en; WHO Global Health Expenditure Database.  Eliminar gradualmente a dedutibilidade fiscal das despesas privadas com saúde para liberar mais recursos para o SUS  Aumentar os recursos para a saúde pública 0 1000 2000 3000 4000 5000 6000 7000 8000 9000 10000 0 1000 2000 3000 4000 5000 6000 7000 8000 9000 10000 Brasileiros com seguro médico privado Brasileiros sem seguro médico privado Brasil - média
  24. 24. Ótimo Bom Regular Mau Muito mau N/A A qualidade da atenção poderia melhorar 24 Qualidade percebida dos serviços públicos de atenção à saúde Fonte: CNI, 2012.  Melhorar a coleta de indicadores de desempenho e aperfeiçoar o uso de aferimentos e mecanismos baseados em incentivos, inclusive esquemas de premiação pelo desempenho  Oferecer incentivos mais fortes para a acreditação de hospitais e fortalecer o processo de licenciamento, inclusive os mecanismos de enforcement  Melhorar a coordenação da atenção à saúde e o intercambio de informação entre professionais médicos Mais de 60% dizem “Mau” ou “Muito Mau”
  25. 25. Recomendações adicionais para as políticas de saúde 25  Desenvolver diretrizes clínicas para a escolha dos medicamentos custo- efetivos  Definir os preços de referência para todos os medicamentos de acordo com preços praticados internacionalmente  Definir uma lista exclusiva de medicamentos reembolsáveis  Fortalecer o papel das redes regionais de saúde por meio de uma liderança mais forte ao nível dos estados  Prover mais serviços de atenção de longo prazo no âmbito do SUS, especialmente atendimento domiciliar
  26. 26. SUMÁRIO: Diagnóstico o O quadro fiscal se deteriorou. O rápido envelhecimento da população gera desafios fiscais adicionais no longo prazo. o A inflação tem ultrapassado o intervalo de tolerância. o Os custos de cumprimento gerados por um sistema fragmentado de impostos indiretos são elevados. o A alta proteção comercial e as fracas pressões competitivas comprometem ganhos de produtividade. o Os serviços públicos de saúde enfrentam graves limites de capacidade e estão desigualmente distribuídos no país. o Muitos dos serviços de atenção à saúde que hoje são prestados pelos hospitais poderiam ser fornecidos com custos mais baixos por unidades básicas de saúde e por serviços especializados de longo prazo. 26
  27. 27. Recomendações principais o Implementar o ajuste fiscal de acordo com objetivos de médio prazo, incluindo uma estabilização da dívida bruta. o Aumentar gradualmente a idade de aposentadoria e indexar as aposentadorias e pensões aos preços no consumidor. o Consolidar os impostos indiretos em um imposto de valor agregado com base ampla. o Diminuir as tarifas de importação e reduzir as exigências de conteúdo nacional. o Definir mais explicitamente o que é coberto pelo sistema público de atenção à saúde. o Expandir o uso de indicadores de desempenho e de mecanismos baseados em incentivos de atenção à saúde. o Formar mais médicos e enfermeiros e fortalecer os incentivos para reduzir os desequilíbrios geográficos. 27
  28. 28. More Information… www.oecd.org/eco/surveys/economic-survey-brazil.htm OECD OECD Economics Disclaimers: The statistical data for Israel are supplied by and under the responsibility of the relevant Israeli authorities. The use of such data by the OECD is without prejudice to the status of the Golan Heights, East Jerusalem and Israeli settlements in the West Bank under the terms of international law. This document and any map included herein are without prejudice to the status of or sovereignty over any territory, to the delimitation of international frontiers and boundaries and to the name of any territory, city or area. 28

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