FALÁCIAS NA         INTERPRETAÇÃO DE        DADOS HISTÓRICOS E              SOCIAISRobert W.D. Boyce
A  História, como uma disciplina acadêmica, sente-se desconfortável ao sentar-se com as ciências sociais.História econôm...
História política, intelectual e internacional oudiplomática (história tradicional)
A maioria do trabalho históricotransita por fronteiras até certoponto artificiais.A divisão imposta pelos organismosde fin...
Os  que se dedicam à história econômica e social (história científica, quantitativa, cliométrica, ou nova história), com ...
MANCHESTER CITY
Historiador  científico procura concentrar-se nas coletividades de pessoas e de acontecimentos recorrentesHistoriador ci...
Historiadores   tradicionaisindivíduos e acontecimentos específicos, desenvolvimentos políticos, intelectuais e sociais,...
Sendo  assim, poderíamos ser tentados a concluir que a Historia (tradicional) é, na verdade, uma ciência social ou até me...
História  científicadevido a seu compromisso com fontes manuscritas tomou-os massivos, pedantes e praticamente impenetrá...
Verstehen:     "entrar para dentro" dos fatosWissen:     mera descrição fatual das aparências externas.Uma   intensa di...
Se  nós explicamos ... a primeira divisão da Polônia em 1772 mostrando que ela não poderia resistir ao poder somado da Rú...
Esse distanciamento teoria/ leis gerais é devido, em parte, mas apenas em parte, a uma relutância dos historiadores de se...
O  trabalho do historiador tem uma estreita semelhança com as atividades de um magistrado que investiga ou de um legista,...
POMPÉIA
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Embora esse método não se fundamente emleis, nem procure construir novas leis, eledepende de critérios rigorosos de evidên...
Falácias do historiador“Mesmo quando seus tópicos de pesquisa criam   a impressão de um detalhismo estreito, os historiado...
A  falácia da falsa dicotomiaou o que se poderia chamar mais diretamente de falácia da supressão da dimensão central de ...
Historiadores altamente respeitados suplementaram sua renda editando textos para alunos com títulos como:“A Mente Mediev...
A falácia das posições adversáriasA falácia das posições adversárias traz algumasemelhança com a falácia da falsa dicotom...
Caso   na história da Guerra Fria.Os  historiadores ocidentais trabalhavam com o pressuposto de que os poderes ocidentai...
O  ponto de vista Oposto de que os Estados Unidos eram um poder imperialista e que a Guerra fria deveria ser explicada qu...
A falácia da causa supérfluaAqui  o erro está em explicar um acontecimento referindo-se ao motivo de um ou outro agente q...
A falácia das causas necessárias e                  suficientesOs historiadores sentem-se mal com a idéia de serem meros ...
Textos  escolaresobjetivo é mostrar que grandes acontecimentos, como a Rev Francesa, I e II Guerrasorigens complexas e...
A falácia da narrativa anacrônica               (presentismo)O erro é ler o passado como se ele não fosse mais do que um ...
A Falácia reducionistaOs historiadores são obrigados a dizer verdades seletivas e com isso seus modelos causais podem ser...
A falácia da causa mecanicistaEsta é uma prática errônea, que implica em separar os componentes de um complexo causal e a...
A falácia do fato ocultoO erro consiste em acreditar que fatos de significância especial são aqueles que são obscuros e q...
Máquina   ENIGMA para decifrar sinais alemães vencer a campanha do Norte da África e na Batalha do Atlântico.Enganaros ...
A falácia da evidência relativizadaDo mesmo modo que outras ciências a história também tem seus partidários do Pós modern...
Formação  da “terceira força”: Inglaterra + Europa continental + África colonialTentativade deter o crescimento industri...
A falácia da evidência desproporcional Problema     comum do historiadordesigualdade da evidência  acessível. Historiad...
A falácia da evidência seletiva Surge  conscientemente da tentativa sincera do historiador de  aplicar um modelo ou prova...
Passos na análise histórica1. Assegure-se que, no delineamento de suas questões, está dando espaço a todas as respostas p...
OBRIGADO!!
Falácias na interpretação de dados históricos e sociais cirineu
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Falácias na interpretação de dados históricos e sociais cirineu

  1. 1. FALÁCIAS NA INTERPRETAÇÃO DE DADOS HISTÓRICOS E SOCIAISRobert W.D. Boyce
  2. 2. A História, como uma disciplina acadêmica, sente-se desconfortável ao sentar-se com as ciências sociais.História econômica (científica)
  3. 3. História política, intelectual e internacional oudiplomática (história tradicional)
  4. 4. A maioria do trabalho históricotransita por fronteiras até certoponto artificiais.A divisão imposta pelos organismosde financiamento público reflete umadiferença básica com respeito àmetodologia que divide a profissão.
  5. 5. Os que se dedicam à história econômica e social (história científica, quantitativa, cliométrica, ou nova história), com raras exceções associam-se deliberadamente com as ciências sociais.Historiadores do tipo tradicional, por outro lado, não se sentem bem ou se mostram hostis à idéia de que suas atividades sejam uma forma de ciência e, de modo geral, preferem se ligar, por sua vez, às humanidades.
  6. 6. MANCHESTER CITY
  7. 7. Historiador científico procura concentrar-se nas coletividades de pessoas e de acontecimentos recorrentesHistoriador científicoferramentas matemáticas e estatísticasraramente se aventura além da história econômica, social ou demográfica.
  8. 8. Historiadores tradicionaisindivíduos e acontecimentos específicos, desenvolvimentos políticos, intelectuais e sociais, revoluções, guerras, migrações, partidos políticos, governos, Estados, costumes, crenças e invenções, nascimentos, amor, casamento,morte, poderosos e pobres, famosos e infames, criadores e destruidores e no mais das vezes, grupos, em vez de indivíduos singulares.O campo de trabalhoexcepcionalmente amplo. Na verdade, a única restrição que seria aceita é que esse campo deveria possuir alguma significância social.
  9. 9. Sendo assim, poderíamos ser tentados a concluir que a Historia (tradicional) é, na verdade, uma ciência social ou até mesmo, devido ao fato de percorrer todas as ciências sociais, uma disciplina qualitativa par excellence.O registro da história é tão velho quanto os próprios registros escritos.Como disciplina acadêmica, ela apareceu apenas no final do século dezoito, ou começo do século dezenove, junto com a secularização do pensamento e o surgimento das ciências sociais modernas.
  10. 10. História científicadevido a seu compromisso com fontes manuscritas tomou-os massivos, pedantes e praticamente impenetráveis ao leitor comum.Final do século dezenove houve uma forte reação contra essa forma de positivismo e contra o pressuposto de que o curso da história seria determinado por leis identificáveis.Os historiadores passaram a insistir, sempre mais, na especificidade de sua atividade.O passado poderia ser compreendido não por dedução ou indução lógica, mas através de um processo de empatia com respeito ao assunto.
  11. 11. Verstehen: "entrar para dentro" dos fatosWissen: mera descrição fatual das aparências externas.Uma intensa disputaepistemólogos e estudiosos do método históriconatureza de toda explicação histórica é essencialmente semelhante à empregada nas ciências sociais (ou naturais).
  12. 12. Se nós explicamos ... a primeira divisão da Polônia em 1772 mostrando que ela não poderia resistir ao poder somado da Rússia, Prússia e Áustria, então nós estamos tacitamente empregando alguma lei universal trivial, como: "Se entre dois exércitos que estão igualmente bem armados e comandados, um possui uma tremenda superioridade em homens, então o outro nunca vencerá. Tal lei poderá ser descrita como uma lei da sociologia do poder militar.
  13. 13. Esse distanciamento teoria/ leis gerais é devido, em parte, mas apenas em parte, a uma relutância dos historiadores de serem considerados como os soldados de infantaria, ou trabalhadores do campo, coletando dados e compilando exemplos para que outros possam construir sobre eles suas generalizações.Mesmo quando seu assunto é, primariamente, algo físico (uma casa rural, um esporte, um exército,uma epidemia) ou uma coisa abstrata (crença, ideologia, ritual) ou um acontecimento especifico (guerra, conferência,eleição) a questão que requer explicação é a lógica de um empreendimento humano especifico, levado a cabo por um indivíduo ou um grupo de indivíduos.
  14. 14. O trabalho do historiador tem uma estreita semelhança com as atividades de um magistrado que investiga ou de um legista, cuja tarefa é também explicar motivos, razões ou causas de uma ação humana especifica, e que é, igualmente, levada a efeito através da construção de um quadro detalhado das circunstâncias que envolvem o indivíduo, ou o grupo, implicados no acontecimento.
  15. 15. POMPÉIA
  16. 16. POMPÉIA
  17. 17. POMPÉIA
  18. 18. POMPÉIA
  19. 19. POMPÉIA
  20. 20. Embora esse método não se fundamente emleis, nem procure construir novas leis, eledepende de critérios rigorosos de evidência emétodos lógicos de interpretação. Épragmático e indutivo, implica teste dehipóteses e registro explícito e cuidadoso dasfontes. De tempos em tempos, ele é atémesmo muito bem escrito. E sendo quepossui todas essas características, ele mereceum lugar ao lado, se não dentro, das ciênciassociais.
  21. 21. Falácias do historiador“Mesmo quando seus tópicos de pesquisa criam a impressão de um detalhismo estreito, os historiadores são, normalmente, generalistas”.
  22. 22. A falácia da falsa dicotomiaou o que se poderia chamar mais diretamente de falácia da supressão da dimensão central de um fato.“Antonio Conselheiro, herói ou bandido... “ Livro de anotações Do Antonio Conselheiro Apreendido em Canudos
  23. 23. Historiadores altamente respeitados suplementaram sua renda editando textos para alunos com títulos como:“A Mente Medieval- Fé ou Razão”“Jean Monnet - Gênio ou Manipulador?”O problema com todas esses proposições é, certamente, que elas sugerem uma dicotomia entre dois termos que não são, na verdade, nem mutuamente exclusivos, nem coletivamente exaustivos.
  24. 24. A falácia das posições adversáriasA falácia das posições adversárias traz algumasemelhança com a falácia da falsa dicotomia, asreflete uma decisão consciente noprocedimento: o pressuposto de que sechegará mais rapidamente à verdade se cadahistoriador adotar uma posição oposta.
  25. 25. Caso na história da Guerra Fria.Os historiadores ocidentais trabalhavam com o pressuposto de que os poderes ocidentais eram inocentes com respeito a todas as intenções agressivas da URSS e culpados, no máximo, por se equivocarem, enquanto que a União Soviética procurava constante e agressivamente estender sua dominação territorial.
  26. 26. O ponto de vista Oposto de que os Estados Unidos eram um poder imperialista e que a Guerra fria deveria ser explicada quase que exclusivamente pelos esforços dos EUA em conseguir uma hegemonia global.Deve-se dizer, contudo, que é muito provável que nenhuma das posições pode ser correta.
  27. 27. A falácia da causa supérfluaAqui o erro está em explicar um acontecimento referindo-se ao motivo de um ou outro agente que pode-se demonstrar ter existido, mas que tem pouca ou nenhuma influência concreta sobre o resultado.Decisão do governo britânico de retornar ao padrão ouro em 1925
  28. 28. A falácia das causas necessárias e suficientesOs historiadores sentem-se mal com a idéia de serem meros contadores de histórias e estão ansiosos em instilar rigor em seu trabalho.Freqüentemente rotulam suas explicações como causas necessárias e suficientes, subjacentes e imediatas. Eles normalmente descrevem seu trabalho como analítico e não como (meramente) narrativo.
  29. 29. Textos escolaresobjetivo é mostrar que grandes acontecimentos, como a Rev Francesa, I e II Guerrasorigens complexas economia, cultura, tecnologia, democracia, clima etco enfoque é inerentemente falho.Iremos descobrir que muitos dos fatores estavam presentes antes que o acontecimento ocorresse e em nada influenciaram para explicar por que o evento específico deu-se naquela ocasião
  30. 30. A falácia da narrativa anacrônica (presentismo)O erro é ler o passado como se ele não fosse mais do que um palco para o presente.No contexto britânico, o exemplo mais notório é a interpretação como se toda a história política da Inglaterra fosse pouco mais que a história dos liberais, lutando para erradicar a tirania da autoridade arbitrária e da tradição.
  31. 31. A Falácia reducionistaOs historiadores são obrigados a dizer verdades seletivas e com isso seus modelos causais podem ser reducionistas em determinado sentido, mas alguns modelos causais são mais reducionistas que outros.A forma comum dessa falácia é identificar um único elemento na explicação e reivindicar, sem razão necessária, que ele é a chave de toda a "história".
  32. 32. A falácia da causa mecanicistaEsta é uma prática errônea, que implica em separar os componentes de um complexo causal e analisá-los separadamente, e até mesmo avaliar separadamente sua influência causal, como se eles fossem elementos discretos, determinados por forças discretas, e não como sendo dinamicamente relacionados entre si.Motivo do aparecimento de regimes autoritários e democráticos entre as Guerras, na Europa
  33. 33. A falácia do fato ocultoO erro consiste em acreditar que fatos de significância especial são aqueles que são obscuros e que, se descobertos, deverão merecer um lugar especial na explicação dos acontecimentos em foco.Na história internacional é o resultado do recente interesse da espionagem e na subversão como fatores que expliquem assuntos Internacionais.
  34. 34. Máquina ENIGMA para decifrar sinais alemães vencer a campanha do Norte da África e na Batalha do Atlântico.Enganaros Alemães sobre a importância do desembarque do Dia D em 1944.Em 1944/45 quando os espiões soviéticos noticiaram o desenvolvimento de uma bomba atômica nos Estados Unidos.
  35. 35. A falácia da evidência relativizadaDo mesmo modo que outras ciências a história também tem seus partidários do Pós modernismo.Os pós-modernistas enxergam os textos e a base do nosso entendimento do passado, como construções opacas, através das quais nenhum passado real pode ser trazido à luz e cujo sentido depende dos preconceitos do leitor individual.
  36. 36. Formação da “terceira força”: Inglaterra + Europa continental + África colonialTentativade deter o crescimento industrial alemão e dividir o território (França)Compromisso de em favor de uma unidade européia (Inglaterra)
  37. 37. A falácia da evidência desproporcional Problema comum do historiadordesigualdade da evidência acessível. Historiadores políticos se defrontam, frequentemente, com o problema. Instituiçõesdo Estado geram e preservam muito mais evidência que os indivíduos singulares, grupos ou organizações que entram em contato com elasO Estado gera muito mais documentos do que as pessoas e grupos que são afetados pelas leis e regulamentos que são estudados mais tarde.
  38. 38. A falácia da evidência seletiva Surge conscientemente da tentativa sincera do historiador de aplicar um modelo ou provar uma teoria. Um exemplo é a crescente re-interpretação da política externa americana em 1920. Até 1960, as versões históricas oficiais afirmavam que os Estados Unidos foram forçados a sair de seu tradicional compromisso de isolamento por causa da II Guerra. Em meio à crise provocada pela guerra do Vietnã, a geração mais jovem de historiadores questionaram esse ponto de vista dominante com uma nova e ambiciosa interpretação da história dos Estados Unidos de acordo com a qual o país foi impelido por sua dinâmica interna para uma expansão externa, desde o início das Treze Colônias.
  39. 39. Passos na análise histórica1. Assegure-se que, no delineamento de suas questões, está dando espaço a todas as respostas possíveis.2. Avalie se a lógica de sua análise está aberta à acusação de arbitrariedade ou circularidade e, se necessário, mude-a.3. Revise suas fontes e sua maneira de lidar com a evidência, tendo o cuidado de remover fontes de distorções; revise a possibilidade de ampliar o espectro e as fontes de evidência.
  40. 40. OBRIGADO!!

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