Escola Bíblica Dominical  1º Trimestre de 2012 TEMA:  A Verdadeira Prosperidade.  A vida cristã abundante. LIÇÃO 8  O peri...
INTRODUÇÃO Nesta lição, veremos que o desejo de querer barganhar com Deus é reprovável diante dos príncipios das escritura...
A heresia que é a origem dos modismos traz através da Teologia da Prosperidade a velha prática da barganha que é a tentati...
As pessoas influenciadas pelos “Pregadores” da prosperidade estão transformando sua relação com Deus e a sua fé numa moeda...
O resultado é que as pessoas  procuram apenas as bençãos de Deus ao invés de buscarem o Deus das bençãos, servindo ao Senh...
 
I – A barganha na Bíblia 1. No Antigo testamento Os amigos de Jó diziam:  Deus abençoa aqueles que Lhe são fiéis e castiga...
Deus, na Sua bondade e misericórdia, abençoa tanto a justos quanto a ímpios (Mt.5:45), pois não faz acepção de pessoas (Dt...
2. Em o Novo Testamento O tentador propôs uma barganha com Jesus Cristo Mateus 4.8 ao 10. Simão o mago tentou barganhar o ...
3. As escrituras condenam a barganha O amor de Deus derramado pelo Espírito Santo em nossos corações deve ser evidente em ...
<ul><li>II – Pressupostos da “Teologia da Barganha” </li></ul><ul><li>A falsa doutrina do direito legal. </li></ul><ul><li...
Dizer que o crente salvo passa a ter “direitos legais” em relação a Deus, que pode “obrigar Deus”, é um absurdo! Veja que ...
É o Senhor Jesus (Hb.12:2), a fé é adquirida mediante a pregação da Palavra Rm 10.17. A salvação é um processo onde a pess...
Ser salvo por Cristo não abre a condição de se exigir coisa alguma de Deus. A relação estabelecida entre Deus e a pessoa  ...
Diante da realidade da salvação, Deus faz pedidos ao Seu povo (Dt.10:12,13), pois sua vontade soberana e a responsabilidad...
O que Deus pede ao Seu povo (Dt.10:12,13)? a) temor; b) andar nos caminhos do Senhor; c) amor a Deus; d) serviço com toda ...
Qual é o bem prometido por Deus a quem atender a Seus pedidos?  “A vida eterna, por Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm.6:23) ...
Dizer que o homem pode “exigir” o cumprimento de “promessas divinas” é dizer que: a) o homem pode desconfiar de Deus, mas,...
c) o homem esquece-se que é ele quem deve servir e não ser servido pelo Senhor. A “teologia da barganha”, se aplicada, lev...
O que poderia o homem oferecer a Deus?  Somente a sua disposição em aceitar a oferta salvadora do Senhor (Sl.116:12-14).
2. A prática do determinismo A doutrina ensina basicamente que não é mais preciso orar e sim determinar. As Escrituras diz...
No determinismo verbos como exigir, decretar, determinar, reivindicar frequentemente substituem os verbos pedir, rogar, su...
Em Mateus 7: 9,10 (uma criança pedindo a seu pai) e Atos 12:20 (servos fazendo um pedido ao rei). Este verbo aparece muita...
Esse verbo  está em Dt 10. 12 quando lemos “... que é que o Senhor, teu Deus,  pede  ( αἰτεῖται ) de ti,...”. Erotao  – ( ...
É usado, por exemplo, para um rei fazendo um pedido a um outro rei (Lucas 14:32).  Jesus sempre usa no original grego o te...
Senhor, seja feita a tua vontade.
Eu determino isto, Deus, e daí, tu tens que me dar o que eu quero.
III – O perigo de Barganhar com Deus 1. O perigo de se ter um Deus imanente e não transcendente. O nosso Deus é tanto iman...
Mas, o que isso tem haver com a Teologia da Barganha? Como isso é usado pelos defensores da Teologia da Prosperidade? Onde...
O enfoque apenas no Deus imanente, leva os teólogos da prosperidade a ver Deus como uma marionete nas mãos do ser humano, ...
Porém, quando vemos Deus da forma correta, como imanente e também transcendente, essa visão dos barganhadores desaparece, ...
“ E esta é a confiança que temos nEle, que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, Ele nos ouve. ” (1 Jo 5.14). ...
2. O perigo de se transformar o sujeito em objeto - transforma o acessório em objetivo. - transforma gente em mercadoria e...
Muitos pregadores na mídia mantêm seus ministérios não para a glória de Deus, mas para atenderem a uma demanda do mercado ...
O culto que à luz da Bíblia, deve estar em torno de Deus, passa a ser tão somente um momento de auto satisfação.  Aonde os...
3. O perigo da espiritualidade fundamentada em técnicas e não em relacionamentos. O relacionamento com Deus torna-se super...
Aquilo que Paulo ensinou sobre a piedade (1 Tm 4.7) perde completamente sua razão de ser, pois as posições invertem-se e D...
Conclusão Não podemos cair na tentação de barganhar com Deus. Isto por uma razão bastante simples: nada temos de real valo...
Para sermos abençoados necessitamos de Deus em todas as coisas e em todo o tempo.  Ele em nenhum momento se nega abençoar-...
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Lição 8 O perigo de querer barganhar com deus

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Lição 8 O perigo de querer barganhar com deus

  1. 1. Escola Bíblica Dominical 1º Trimestre de 2012 TEMA: A Verdadeira Prosperidade. A vida cristã abundante. LIÇÃO 8 O perigo de querer barganhar com Deus CLASSE BETEL TEMPLO CENTRAL
  2. 2. INTRODUÇÃO Nesta lição, veremos que o desejo de querer barganhar com Deus é reprovável diante dos príncipios das escrituras sagradas, a Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada.
  3. 3. A heresia que é a origem dos modismos traz através da Teologia da Prosperidade a velha prática da barganha que é a tentativa de negociar ou trocar algo com Deus com objetivo de obter suas bençãos. Lembrando que nada é novo debaixo do sol Ecl. 1.9.
  4. 4. As pessoas influenciadas pelos “Pregadores” da prosperidade estão transformando sua relação com Deus e a sua fé numa moeda de troca, aonde de verdadeiros adoradores estão se transformando em espertalhões querendo levar vantagem em tudo.
  5. 5. O resultado é que as pessoas procuram apenas as bençãos de Deus ao invés de buscarem o Deus das bençãos, servindo ao Senhor por interesse.
  6. 7. I – A barganha na Bíblia 1. No Antigo testamento Os amigos de Jó diziam: Deus abençoa aqueles que Lhe são fiéis e castiga os pecadores, isto é, a bênção divina é uma retribuição pela fidelidade da pessoa. (cf. Jó 4:7,8; 8:4-6; 11:13-15).
  7. 8. Deus, na Sua bondade e misericórdia, abençoa tanto a justos quanto a ímpios (Mt.5:45), pois não faz acepção de pessoas (Dt.10:17).
  8. 9. 2. Em o Novo Testamento O tentador propôs uma barganha com Jesus Cristo Mateus 4.8 ao 10. Simão o mago tentou barganhar o dom de Deus At. 8.14-24.
  9. 10. 3. As escrituras condenam a barganha O amor de Deus derramado pelo Espírito Santo em nossos corações deve ser evidente em nossas vidas no serviço cristão (Rm 5.5), devemos servir por amor e não por interesse. II Crônicas 19.7.
  10. 11. <ul><li>II – Pressupostos da “Teologia da Barganha” </li></ul><ul><li>A falsa doutrina do direito legal. </li></ul><ul><li>A doutrina do direito legal, ensina que Cristo ao morrer conquistou para os crentes muitos direitos, cabe agora o crente exigir de Deus esses direitos. Sendo assim Deus não pode dizer “Não”. </li></ul>
  11. 12. Dizer que o crente salvo passa a ter “direitos legais” em relação a Deus, que pode “obrigar Deus”, é um absurdo! Veja que a salvação, é pela graça de Deus, vem “por meio da fé” (Ef.2:8). Ora, e quem é o autor e consumador da fé?
  12. 13. É o Senhor Jesus (Hb.12:2), a fé é adquirida mediante a pregação da Palavra Rm 10.17. A salvação é um processo onde a pessoa participa ao ser convencida pelo Espírito Santo com o arrependimento, a conversão e a santificação de forma contínua até o dia da glorificação.
  13. 14. Ser salvo por Cristo não abre a condição de se exigir coisa alguma de Deus. A relação estabelecida entre Deus e a pessoa salva por Cristo Jesus continua sendo uma relação entre Senhor e servo, entre Criador e criatura. II Cor. 4.5; Ap. 22.3.
  14. 15. Diante da realidade da salvação, Deus faz pedidos ao Seu povo (Dt.10:12,13), pois sua vontade soberana e a responsabilidade humana se combinam.
  15. 16. O que Deus pede ao Seu povo (Dt.10:12,13)? a) temor; b) andar nos caminhos do Senhor; c) amor a Deus; d) serviço com toda alma e com todo o coração para guarda dos mandamentos e estatutos para o bem.
  16. 17. Qual é o bem prometido por Deus a quem atender a Seus pedidos?  “A vida eterna, por Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm.6:23) Tudo que acontece na vida dos salvos nesta Terra contribui para este bem (Rm.8:28), inclusive tribulação, angústia, perseguição, fome, nudez, perigo ou espada, nada disto poderá nos separar do amor de Cristo (Rm.8:35, 36).
  17. 18. Dizer que o homem pode “exigir” o cumprimento de “promessas divinas” é dizer que: a) o homem pode desconfiar de Deus, mas, sem fé é impossível agradar ao Senhor (Hb.11:6); b) o homem pode deixar de ser servo de Deus, pois servo nunca questiona o Senhor;
  18. 19. c) o homem esquece-se que é ele quem deve servir e não ser servido pelo Senhor. A “teologia da barganha”, se aplicada, levará a pessoa a uma inevitável perdição, pois, se formos tratados como merecemos, seremos condenados (Sl.103:10; Rm 6.23).
  19. 20. O que poderia o homem oferecer a Deus? Somente a sua disposição em aceitar a oferta salvadora do Senhor (Sl.116:12-14).
  20. 21. 2. A prática do determinismo A doutrina ensina basicamente que não é mais preciso orar e sim determinar. As Escrituras dizem que Deus é soberano (Isaias 55.8), a soberania de Deus é a doutrina que afirma que Deus é supremo, tanto em governo quanto em autoridade sobre todas as coisas.
  21. 22. No determinismo verbos como exigir, decretar, determinar, reivindicar frequentemente substituem os verbos pedir, rogar, suplicar. Veja: Aiteo ( αἰτέω ) – Jo 14. 13,14 sugere na maioria das vezes a atitude de um suplicante, uma petição de alguém que está em posição menor que a daquele a quem é feita a petição.
  22. 23. Em Mateus 7: 9,10 (uma criança pedindo a seu pai) e Atos 12:20 (servos fazendo um pedido ao rei). Este verbo aparece muitas vezes nas epístolas, Efésios 3:20; Colossenses 1:9, Tiago 1:5, 6; 1 João 5:14, 15. Em todas estas passagens é impossível substituir o verbo “pedir” por “exigir”.
  23. 24. Esse verbo está em Dt 10. 12 quando lemos “... que é que o Senhor, teu Deus, pede ( αἰτεῖται ) de ti,...”. Erotao – ( ἐρωτάω ) o seu uso sugere que o suplicante está no mesmo pé de igualdade ou familiaridade com a pessoa a quem é feito o pedido.
  24. 25. É usado, por exemplo, para um rei fazendo um pedido a um outro rei (Lucas 14:32). Jesus sempre usa no original grego o termo erotao ao fazer um pedido ao estar em termos de igualdade com o Pai , João 14:16; 16:26; 17:9, 15, 20. Portanto o determinismo não tem base nas escrituras.
  25. 26. Senhor, seja feita a tua vontade.
  26. 27. Eu determino isto, Deus, e daí, tu tens que me dar o que eu quero.
  27. 28. III – O perigo de Barganhar com Deus 1. O perigo de se ter um Deus imanente e não transcendente. O nosso Deus é tanto imanente como transcendente.  Imanente, porque ELE se relaciona com o nosso mundo físico. Transcendente, porque ELE está muito acima dos limites do mundo físico que vivemos.
  28. 29. Mas, o que isso tem haver com a Teologia da Barganha? Como isso é usado pelos defensores da Teologia da Prosperidade? Onde está o perigo em acreditar em um Deus imanente? O perigo está em focalizar apenas um dos dois conceitos.
  29. 30. O enfoque apenas no Deus imanente, leva os teólogos da prosperidade a ver Deus como uma marionete nas mãos do ser humano, como se Deus fosse um garçom que existe apenas para servir e satisfazer as nossas exigências.
  30. 31. Porém, quando vemos Deus da forma correta, como imanente e também transcendente, essa visão dos barganhadores desaparece, perde a sua fundamentação, pois vemos que Deus é soberano, nunca foi, não é, e nunca será refém dos nossos desejos.
  31. 32. “ E esta é a confiança que temos nEle, que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, Ele nos ouve. ” (1 Jo 5.14). Verifica-se no verso acima os conceitos de imanência e transcendência de Deus. Veja também: II Cor. 6.16; Isaias 66.1,2.
  32. 33. 2. O perigo de se transformar o sujeito em objeto - transforma o acessório em objetivo. - transforma gente em mercadoria e a fé em um grande negócio!
  33. 34. Muitos pregadores na mídia mantêm seus ministérios não para a glória de Deus, mas para atenderem a uma demanda do mercado religioso. É o evangelho que procura satisfazer vontades e não necessidades.
  34. 35. O culto que à luz da Bíblia, deve estar em torno de Deus, passa a ser tão somente um momento de auto satisfação. Aonde os bens materiais passam a ser a razão de viver das pessoas. É a adoração à criatura em vez de ao Criador ( Rm 1.24,25).”
  35. 36. 3. O perigo da espiritualidade fundamentada em técnicas e não em relacionamentos. O relacionamento com Deus torna-se superficial ao se usar técnicas ou fórmulas da fé, diminui a necessidade de oração, afinal posso encurtar o caminho.
  36. 37. Aquilo que Paulo ensinou sobre a piedade (1 Tm 4.7) perde completamente sua razão de ser, pois as posições invertem-se e Deus passa a ser, inconscientemente, na cabeça de algumas pessoas, algo que pode ser controlado conforme sua vontade.
  37. 38. Conclusão Não podemos cair na tentação de barganhar com Deus. Isto por uma razão bastante simples: nada temos de real valor para propor em troca e muito menos o direito de assim procedermos. Isaías 64.6.
  38. 39. Para sermos abençoados necessitamos de Deus em todas as coisas e em todo o tempo. Ele em nenhum momento se nega abençoar-nos, segundo a sua soberana e perfeita vontade (Mt 6.10; 26.42).

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