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Pemaecancao

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Published in: Education, Spiritual
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Pemaecancao

  1. 1. POEMA E CANÇÃO Professora Ana Nery Santos [email_address] http://lied-costaesilva.blogspot.com
  2. 2. POEMA <ul><li>Um Poema é uma obra literária apresentada geralmente em verso e estrofes(ainda que possa existir prosa poética, assim designada pelo uso de temas específicos e de figuras de estilo próprias da poesia). Efetivamente, existe uma diferença entre poesia e poema. Este último, segundo vários autores, é uma obra em verso com características poéticas. Ou seja, enquanto o poema é um objeto literário com existência material concreta, a poesia tem um caráter imaterial e transcendente. </li></ul><ul><li>Fortemente relacionado com a música, o poema tem as suas raízes históricas nas letras de acompanhamento de peças musicais. Até a Idade Média, o poema era cantado. Só depois o texto foi separado do acompanhamento musical. Tal como na música, o ritmo tem uma importância fundamental. </li></ul>
  3. 3. CANÇÃO <ul><li>Canção é (i) uma Forma musical para diversos estilos de composições ou, (ii) uma composição musical acompanhada de um texto poético destinado ao canto com acompanhamento ou sem; ou, (iii) uma composição musical instrumental curta composta com a Forma Canção. </li></ul>
  4. 4. VINICIUS DE MORAES <ul><li>Soneto da Separação </li></ul><ul><li>De repente do riso fez-se o pr anto Silencioso e branco como a br uma E das bocas unidas fez-se a esp uma E das mãos espalmadas fez-se o esp anto </li></ul><ul><li>De repente da calma fez-se o v ento Que dos olhos desfez a última ch ama E da paixão fez-se o pressentim ento E do momento imóvel fez-se o dr ama </li></ul><ul><li>De repente, não mais que de rep ente Fez-se de triste o que se fez am ante E de sozinho o que se fez cont ente </li></ul><ul><li>Fez-se do amigo próximo o dist ante Fez-se da vida uma aventura err ante De repente, não mais que de rep ente . </li></ul>
  5. 5. CECÍLIA MEIRELES CANÇÃO Pus o meu sonho num navio e o navio em cima do mar; - depois, abri o mar com as mãos, para o meu sonho naufragar Minhas mãos ainda estão molhadas do azul das ondas entreabertas, e a cor que escorre de meus dedos colore as areias desertas. O vento vem vindo de longe, a noite se curva de frio; debaixo da água vai morrendo meu sonho, dentro de um navio... Chorarei quanto for preciso, para fazer com que o mar cresça, e o meu navio chegue ao fundo e o meu sonho desapareça. Depois, tudo estará perfeito; praia lisa, águas ordenadas, meus olhos secos como pedras e as minhas duas mãos quebradas.
  6. 6. VINICIUS DE MORAES Rosa de Hiroshima Composição: Vinícius de Moraes / Gerson Conrad Pensem nas crianças Mudas telepáticas Pensem nas meninas Cegas inexatas Pensem nas mulheres Rotas alteradas Pensem nas feridas Como rosas cálidas Mas, oh, não se esqueçam Da rosa da rosa Da rosa de Hiroshima A rosa hereditária A rosa radioativa Estúpida e inválida A rosa com cirrose A anti-rosa atômica Sem cor sem perfume Sem rosa sem nada
  7. 7. Caminhando e cantando e seguindo a canção Somos todos iguais braços dados ou não Nas escolas nas ruas, campos, construções Caminhando e cantado e seguindo a canção Então, vem vamos embora que esperar não é saber Quem sabe faz a hora e não espera acontecer Então, vem vamos embora que esperar não é saber Quem sabe faz a hora e não espera acontecer Pelos campos a fome em grandes plantações Pelas ruas marchando indecisos cordões Ainda fazem da flor seu mais forte refrão E acreditam nas flores vencendo o canhão Então, vem vamos embora que esperar não é saber Quem sabe faz a hora e não espera acontecer Então, vem vamos embora que esperar não é saber Quem sabe faz a hora e não espera acontecer Há soldados armados, amados ou não Quase todos perdidos de armas na mão Nos quartéis lhes ensinam uma antiga lição: De morrer pela pátria e viver sem razão Então, vem vamos embora que esperar não é saber Quem sabe faz a hora e não espera acontecer Então, vem vamos embora que esperar não é saber Quem sabe faz a hora e não espera acontecer Nas escolas, nas ruas, campos, construções Somos todos soldados, armados ou não Caminhando e cantando e seguindo a canção Somos todos iguais, braços dados ou não Os amores na mente, as flores no chão A certeza na frente, a história na mão Caminhando e cantando e seguindo a canção Aprendendo e ensinando uma nova lição Então, vem vamos embora que esperar não é saber Quem sabe faz a hora e não espera acontecer Então, vem vamos embora que esperar não é saber Quem sabe faz a hora e não espera acontecer. Pra não dizer que não falei das flores –Geraldo Vandré
  8. 8. PRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DAS FLORES – GERALDO VANDRÉ
  9. 9. ATIVIDADE <ul><li>Em 1973, Fagner lançou a música &quot;Canteiros&quot; feita a partir do poema “marcha” de Cecília Meireles. Leia o poema original, ouça a música &quot;Canteiros&quot; e escolha um trecho do poema ou da música. A partir desse trecho, crie uma poesia. </li></ul><ul><li>Utilizando o Editor de slides digite e ilustre sua poesia </li></ul>
  10. 10. POEMA “MARCHA” – CECÍLIA MEIRELES Quando penso no teu rosto, fecho os olhos de saudade; tenho visto muita coisa, menos a felicidade. Soltam-se os meus dedos ristes, dos sonhos claros que invento. Nem aquilo que imagino já me dá contentamento. Como tudo sempre acaba, oxalá seja bem cedo! A esperança que falava tem lábios brancos de medo. O horizonte corta a vida isento de tudo, isento… Não há lágrima nem grito: apenas consentimento.
  11. 11. ATIVIDADE <ul><li>Canteiros </li></ul><ul><li>Quando penso em você Fecho os olhos de saudades Tenho tido muita coisa Menos a felicidade Correm os meus dedos longos Em versos tristes que invento Nem aquilo a que me entrego Já me dá contentamento Pode ser até manhã Cedo claro, feito o dia Mas nada do que me dizem me faz sentir alegria Eu só queria ter no mato Um gosto de framboesa Pra correr entre os canteiros E esconder minha tristeza E eu ainda sou tão moço pra tanta tristeza ... Eu só queria ter no mato Um gosto de framboesa... </li></ul>

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