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1º ano terceiro dia

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OFICINAS PNAIC

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1º ano terceiro dia

  1. 1. UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO CENTRO DE EDUCAÇÃO NÚCLEO DE ALFABETIZAÇÃO, LEITURA E ESCRITA DO ESPÍRITO SANTO PACTO NACIONAL PELA ALFABETIZAÇÃO NA IDADE CERTA FORMAÇÃO COM ORIENTADORES DE ESTUDO QUARTO ENCONTRO - 2014 Formadoras de Matemática - 1º ano: 28 de agosto de 2014 Euléssia Costa Silva Rosangela Cardoso Silva Barreto Vanusa Stefanon Maroquio Formadoras de Linguagem - 1º ano: Elis Beatriz de Lima Falcão Maristela Gatti Piffer Selma Lúcia de Assis Pereira
  2. 2. Leitura
  3. 3. Conversando... Na leitura do livro Fugindo das garras do gato observamos que os ratinhos foram desenvolvendo estratégias de registros a partir de determinada situação comunicativa que os levou a formular questões e a construir representações para comunicar os dados. Nesse processo de produção os personagens da história foram utilizando um conjunto de conhecimentos matemáticos que podem explorados em sala de aula.  Registre em seu caderno, quais conhecimentos matemáticos podem ser trabalhados a partir dessa literatura infantil.  Qual eixo da Educação Matemática esses conhecimentos estão relacionados?
  4. 4. Conversando • No texto quais as situações que os ratinhos queriam pesquisar? • No contexto da história quem deveria decidir que estratégias seriam utilizadas? • Todos votavam ou apenas parte dos ratinhos? • Na primeira situação de votação eles deveriam decidir entre duas variáveis, quais eram elas?
  5. 5. Caderno 7 Educação Estatística
  6. 6. Reflexões iniciais... O objetivo deste caderno é apresentar a Educação Estatística, fornecendo ao professor elementos que permitam o planejamento de práticas pedagógicas que auxiliem a criança a reconhecer e produzir informações, em diversas situações e diferentes configurações. Nesse sentido este caderno aponta como objetivos e conhecimentos a serem trabalhados:
  7. 7. MEC, PNAIC, Caderno 7, Matemática, , 2014, p. 5 e 6.
  8. 8. Relacionando o Caderno 7 com os direitos da aprendizagem...
  9. 9. De acordo com os PCNs (BRASIL, 1998, p. 27), em relação à Educação Estatística é importante que seja trabalhado um amplo espectro de conteúdos, desde o ensino fundamental: “elementos de estatística, probabilidade e combinatória, para atender à demanda social que indica a necessidade de abordar esses assuntos”. Nesse sentido, é importante refletirmos:  A Educação Estatística vem sendo trabalhada na escola?  Como é desenvolvido esse trabalho? Quando?  Quais instrumentos são utilizados?
  10. 10. No texto A pesquisa como eixo estruturados da Educação Estatística (p.7), Verônica Gitirana, explica que:
  11. 11. Como a Educação Estatística nos anos iniciais é muito recente, é preciso pensar: MEC, PNAIC, Caderno 7, Matemática, 2014, p. 7.
  12. 12. Sistematizando Nesse sentido o Pacto traz no caderno 7 (p. 5-6) a necessidade de inserir a criança no universo da investigação, a partir de situações de interesse próprio, realizando coletas de dados e apresentando-os em gráficos e tabelas. Gráficos e tabelas, além de serem ferramentas para apresentação de dados, são recursos para a elaboração de problematizações relativas a outros eixos dos Direitos de Aprendizagem. Além disso destaca que a Estatística cumpre o papel de auxiliar as investigações nas quais muitos dados estão presentes, buscando tratar, quantitativamente, as situações para que informações sejam geradas e apresentadas de forma planejada. A pesquisa é um dos eixos estruturadores da abordagem da Estatística na escola (MEC, PNAIC, GITIRANA, p. 8, 2014)
  13. 13. De acordo com a autora, para entender como a Estatística funciona e como podemos desenvolver um trabalho nessa área devemos levar a criança a entender: 1. O que queremos investigar; 2. Que população iremos investigar; 3. Levantar hipóteses; 4. Amostra da população que será investigada; 5. Como coletar dados; 6. Como apresentar esses dados; 7. Interpretar esses dados; 8. Construir e interpretar gráficos e tabelas.
  14. 14. Vejamos o exemplo relatado no caderno do Pnaic (p. 8) a partir de uma curiosidade das crianças: Qual o bicho de estimação preferido dos meus colegas?
  15. 15. 1. O que queremos investigar? A criança chega à escola cheia de questionamentos. A curiosidade é uma qualidade das crianças que, por falta de valorização, vai, ao longo dos anos, desaparecendo . A Educação Estatística ajuda a valorizar o desenvolvimento dessa curiosidade. (p. 8)
  16. 16. 2. Que população queremos investigar? • Os colegas da sala, os professores da escola, alunos de outras turmas, familiares, vizinhos, ...
  17. 17. 3. Levantando hipóteses Quais as possíveis hipóteses que poderiam ser levantadas em relação a pergunta: Qual o bicho de estimação preferido dos meus colegas?
  18. 18. 3. Levantando hipóteses Gato, cachorro, coelho, galinha, coelho, etc.
  19. 19. 4. Quem fará parte da pesquisa? • Após a definição da população a ser investigada é preciso decidir se todos serão pesquisados ou apenas uma parte da população – uma amostra. É preciso assegurar que as variáveis identificadas sejam levadas em conta no momento de escolher uma amostra. (p. 9)
  20. 20. Tipos de Variáveis
  21. 21. 5. Como coletar os dados?
  22. 22. • A decisão do método de coleta e classificação dos dados é necessária para que não haja problema durante a coleta e análise dos dados coletados.
  23. 23. 6. Como apresentar os dados? • Após a coleta e organização dos dados, vem uma etapa de análise estatística desses dados. Precisamos buscar as medidas estatísticas que permitam responder à questão posta:
  24. 24. No livro “Fugindo das Garras do Gato”...
  25. 25. 7. Interpretando os dados • É importante apresentar os dados tratados por meio de gráficos e tabelas que tenham relação com as perguntas levantadas, e dizer o que se pode interpretar a partir deles. Uma tendência comum das crianças é fugir dos dados e falar o que acham, mesmo que os dados digam outra coisa. É preciso buscar que elas sejam críticas e contrastem o que pensam com o que os dados dizem. Fazer uma apresentação para comunicar os resultados e, se for o caso tomar decisões. (p. 16)
  26. 26. Reflexões sobre práticas de leitura e produção de textos a partir da Educação Estatística Considerando o exemplo de trabalho com a Educação Estatística utilizado no Caderno 7, com o tema Bichos preferidos da turma, analisaremos as práticas de produção dos textos a partir das seguintes problematizações: 1. Com qual finalidade as tabelas e os gráficos foram produzidos? Para organizar e comunicar resultados da pesquisa desenvolvida.
  27. 27. 2. Para quem? Para as ccrriiaannççaass ddaa ttuurrmmaa ee oouuttrraass ppeessssooaass ddaa eessccoollaa.. 3. Qual o conteúdo dos textos? AAnniimmaaiiss ddee eessttiimmaaççããoo pprreeffeerriiddooss ddooss mmeenniinnooss ee ddaass mmeenniinnaass..
  28. 28. 4. Quais características desses gêneros textuais podem ser observadas? Para melhor apresentação dos dados, esses gêneros são compostos por elementos da linguagem verbal e da linguagem não verbal. Os elementos composicionais não verbais mais utilizados são: linhas, caixas, cores, curvas, figuras geométricas e números. Na linguagem verbal são utilizadas palavras escritas nos títulos, denominações, eixos, legendas ou dados e informações.
  29. 29. 5. Qual domínio social de circulação esses gêneros são mais utilizados? Transmissão e construção de saberes Expor Apresentação textual de diferentes formas dos saberes texto expositivo (em livro didático) exposição oral seminário conferência comunicação oral palestra entrevista de especialista verbete artigo enciclopédico texto explicativo tomada de notas resumo de textos expositivos e explicativos resenha relatório científico relatório oral de experiência... Tomando como referência a classificação proposta por Dolz e Schneuwly (2004) podemos incluir os gráficos e as tabelas no conjunto de gêneros textuais que integram a esfera TRANSMISSÃO E CONSTRUÇÃO DE SABERES.
  30. 30. Podemos concluir que, no exemplo citado, a escolha dos gêneros gráficos e tabelas, ocorreu em função de uma situação definida por um certo número de parâmetros: finalidade, destinatários, conteúdo, esfera de circulação que serviram como base para uma ação discursiva (DOLZ E SCHNEUWLY, 2004).
  31. 31. Atividade 1: Interpretando gráficos Caderno 7, p. 57
  32. 32. Os exemplos citados evidenciam ainda outros aspectos essenciais na Educação Estatística, como a classificação e a categorização. Conforme explica Gitirana (p.17), a classificação está na base de várias atividades humanas. Por exemplo:
  33. 33. MEC, PNAIC, Caderno 7, Matemática, 2014 p. 17.
  34. 34. Para geração de uma classificação , é preciso estudar as características dos dados (ou objetos) e escolher os critérios corretos que serão utilizados para definir cada classe. Uma classificação pode ser feita com um ou mais critérios, porém, neste texto, discutiremos essencialmente a geração de classificações a partir de um único critério – a categorização. (caderno 7, p. 18)
  35. 35. Cada categoria pode sofrer novas partições. Ao olhar as figuras que estavam no “grupo das figuras sem autointersecção”, a criança observou que poderia separá-las em figuras somente com segmentos de reta ou figuras com curvas e segmentos de reta. Nesse sentido produziriam mais duas categorias.
  36. 36. Sistematizando Classificação é um conceito importante na Educação Estatística. Para classificar as crianças precisam ser levadas à estabelecer critérios para criação de categorias. Em Estatística, e em várias situações da vida cotidiana, é importante gerar categorizações em que um mesmo dado seja alocado sempre em apenas uma categoria (Caderno 7, p. 19).
  37. 37. De acordo com Guimarães e Oliveira (p. 21):
  38. 38. • A partir de gráficos e tabelas podemos nos informar sobre os mais variados assuntos e, a partir dos dados, refletir sobre o que eles indicam sobre a temática. Assim, o trabalho com estatística pode ser facilmente integrado com qualquer outra área de conhecimento ou disciplina. Nesse sentido, é fundamental que os dados utilizados nessas representações sejam reais, pois somente dessa forma poderão subsidiar reflexões sobre fenômenos naturais ou sociais. (p.21)
  39. 39. Por meio dessas estratégias as crianças podem aprender a resumir grandes quantidades de dados a partir da produção de gráficos e tabelas com diferentes finalidades: - dar tratamento adequado à dados de pesquisa; - organizar dados para melhor compreensão de determinados fenômenos; - comunicar resultados de eleições, pesquisas, enquetes, etc. - identificar necessidades e potencialidades de situações observadas; - resolver situações a partir do tratamento das informações obtidas. De quais modos as informações podem ser sistematizadas?
  40. 40. Os gráficos devem favorecer a interpretação
  41. 41. Tipos de gráficos e sua construção no ciclo de alfabetização Os gráficos evidenciam uma visão geral dos dados e favorecem a compreensão. Mas, essa aparente facilidade pode trazer implicações para a interpretação dos dados e a escolha do tipo de gráfico precisa estar apoiada sobre os fatores que motivarem sua produção e não apenas sobre a sua aparência Nesse sentido, é importante que as crianças tenham oportunidade de conhecer os diferentes tipos de representações gráficas, para serem capazes de reconhecer a mais adequada aos seus objetivos (GUIMARÃES E OLIVEIRA, p. 21).
  42. 42. Gráfico de Barra: tanto horizontal como vertical, permite estabelecer comparações de frequências ou porcentagem.
  43. 43. Fugindo das Garras do Gato
  44. 44. Exemplo de Gráfico de Barra
  45. 45. Barras Horizontais
  46. 46. Gráfico de Setores: Este tipo de gráfico permite que comparemos as partes em relação ao todo, cada parte ou setor é uma fração do todo.
  47. 47. Gráfico de Setores: importante Caderno 7, p.23
  48. 48. Outro Exemplo
  49. 49. Gráfico de Linhas: Os gráficos de linhas geralmente apresentam dados de determinados eventos no decorrer de um espaço de tempo.
  50. 50. Exemplo real
  51. 51. Exemplo real
  52. 52. Pictogramas: é o mais indicado para o trabalho com as crianças pequenas. Seja por sua simplicidade, seja pelo apelo visual que oferece. Nesses gráficos utilizamos ícones para representar os dados.
  53. 53. Sistematizando Desde o início da escolarização, os alunos são capazes de compreender aspectos da variabilidade entre os dados apresentados em um gráfico, o que pode ser potencializado se eles vivenciarem na escola situações de ensino que os desafiem a analisar e refletir sobre dados tratados estatisticamente. Diante de um gráfico, vários tipos de questões podem surgir. Podemos, por exemplo, perguntar sobre pontos extremos do gráfico (ponto máximo e mínimo), pedir a localização da frequência de uma categoria ou a categoria de uma frequência, a localização de acréscimos, decréscimos ou ausência de variação.
  54. 54. Questões como essas levam os alunos a procurar a resposta no próprio gráfico relacionando suas informações. As respostas a essas questões estão expressas no gráfico. Entretanto, muitas vezes, queremos tomar decisões a partir dessas informações e para isso, temos que fazer uma extrapolação dos dados apresentados, realizando aquilo que é chamado de inferência informal. A inferência informal é um processo criativo, indutivo, no qual o aluno gera uma hipótese provisória, observando padrões nos dados. Essa é uma abordagem poderosa para desenvolver o raciocínio estatístico dos alunos (p.30).
  55. 55. Trabalhando com tabelas No campo da Estatística, uma tabela é uma organização matricial composta por linhas e colunas, cujas interseções são denominadas de células, nas quais se encontram dados que podem ser números, palavras, frases, etc. Em uma tabela, nas linhas está apresentada uma variável e nas colunas outra(s) variável (is) relacionadas. (p.31)
  56. 56. Tipos de Tabelas
  57. 57. Tabela nos livros Didáticos (p.34)
  58. 58. Tabela nos livros Didáticos (p.34)
  59. 59. Tabela nos livros Didáticos (p.34)
  60. 60. Atividades LD “A escola é Nossa” 1º ano LD, p. 92
  61. 61. Atividades LD “A escola é Nossa” 1º ano LD, p. 172
  62. 62. Atividades LD “A escola é Nossa” 1º ano LD, p. 182
  63. 63. Reflexões sobre práticas de leitura e produção de textos a partir da Educação Estatística A partir dos exemplos citados por Guimarães e Oliveira, podemos refletir sobre a importância da mediação na produção, leitura e compreensão de gráficos e tabelas. Conforme ressaltado pelas autoras para construir um gráfico, por exemplo, é preciso conhecer as especificidades da representação. A escala é uma dessas especificidades e tem se constituído em desafio para os alunos (p. 29).
  64. 64. A leitura de um gráfico requer, também, o desenvolvimento de estratégias, pois as informações não são expostas de maneira linear e seus modos de representação são variados, com elementos verbais e não verbais que integram os sentidos do texto. Assim... (GUIMARÃES E OLIVEIRA, Caderno 7, PNAIC, p. 30, 2014)
  65. 65. (GUIMARÃES E OLIVEIRA, Caderno 7, PNAIC, p. 30 - 31, 2014)
  66. 66. Assim, desde a formulação das questões, elaboração das hipóteses, escolha das amostras e instrumentos adequados para a resolução de problemas, a coleta dos dados, classificação e representação dos mesmos para uma tomada de decisão, até a atividade de leitura e compreensão do texto, é necessário planejamento e mediações intencionais que promovam apropriações devidas, tanto dos conhecimentos sobre a situação de produção dos textos como dos conhecimentos matemáticos.
  67. 67. Atividade 2: Análise de relato de experiência Considerando a importância da mediação na produção, leitura e compreensão de tabelas e gráficos, analisaremos o relato de experiência da professora Ida Maria Marassatto, intitulado “Partindo de uma situação do livro didático, explorando diferentes formas de registro”. (Caderno 7, p. 48).
  68. 68. MEC, PNAIC, Caderno 1, Matemática, 2014, p. 48-52.
  69. 69. Referências bibliográficas • BRASIL, Secretaria de Educação Básica. Diretoria de Apoio à Gestão Educacional. Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa: Educação Estatística. Brasília: MEC, SEB, 2014. 88 p. • BRASIL, Secretaria de Educação Básica. Diretoria de Apoio à Gestão Educacional. Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa: Organização do trabalho pedagógico. Brasília: MEC, SEB, 2014. 88 p. • SCHNEUWLY. Bernard; DOLZ, Joaquim e Colaboradores. ROJO, Roxane. CORDEIRO, Glaís Sales (Org.). Gêneros orais e escritos na escola. São Paulo: Mercado das Letras, 2004.

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