Apostilaposicionamento1

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Aula de posicionamento de MMSS

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Apostilaposicionamento1

  1. 1. POSICIONAMENTO 1 <br />CONCEITOS E FUNDAMENTOS GERAIS.<br />1<br />
  2. 2. 2<br />O posicionamento radiográfico refere-se ao estudo do posicionamento do paciente para demonstrar radiograficamente ou visualizar partes específicas do corpo nos filmes.<br />É essencial que cada pessoa que planeja trabalhar como técnico/radiologista compreenda claramente o emprego correto da terminologia de posicionamento.<br />Esses termos são usados de acordo com a terminologia de posicionamento e incidência conforme aprovada e publicada pelo American Registry ofRadiologicTechnologists(ARRT).<br />Além disso, esses termos são compatíveis com aqueles usados no Canadá, de acordo com a CanadianAssociationof Medical RadiationTechnologists(CAMRT)<br />
  3. 3. 3<br />O termo radiografia inclui o filme e a imagem.Imagens radiográficas: As imagens radiográficas podem ser obtidas, vistas e armazenadas como cópias físicas (radiografias) ou como imagens digitais, que podem ser manipuladas, vistas e armazena­das digitalmente. <br />Exame ou procedimento radiográfico um técnico/radiologista é mostrado posicionando o paciente para um exame de rotina tem de se preocupar com 5 fatores para ter um bom exame:<br />Posicionamento da parte do corpo e alinhamento do raio central (RC) <br />Seleção de medidas de proteção contra a radiação<br />Seleção dos fatores de exposição (técnica radiográfica) no painel de controle<br />Instrução do paciente para respirar e, em seguida, início da exposição <br />Revelação do filme<br />
  4. 4. PRINCÍPIOS BASICOS<br />4<br />A posição do paciente indica a posição geral do corpo para a incidência.<br />A posição da parte fornece uma descrição detalhada e clara de como o corpo do paciente deve ser posicionado em relação ao filme e/ou a mesa.<br />O RAIO CENTRAL (RC) descreve a localização precisa da incidência dos raios-x, ou seja, por onde o raios-x vai passar no corpo do paciente, onde ele realmente vai radiografar.<br />
  5. 5. 5<br />A distância foco­filme(DFoFi), é a distância entre ampola de raios-x e o filme (chassi de filme), vai variar conforme o posicionamento. <br />DFoFi, é a sigla mais comumente usadas na literatura radiológica, mas encontramos também assim DFF ( que também está correta.<br />DOF (Distancia Objeto Filme): é a distancia entre a estrutura estudada e o filme (chassi).<br />
  6. 6. 6<br />COLlMAÇÃO: é onde o campo de raios X recomendada para a incidência em questão, e para evitar irradiar outras partes que não são de interesse do estudo.<br />RESPIRAÇÃO descreve as necessidades em termos de respiração para a incidência em questão. São mais usados em posicionamentos de tórax e abdomêm.<br />
  7. 7. Biotipos<br />7<br />O posicionamento radiográfico requer o conhecimento das variações mais comuns na forma do corpo (biotipo). <br />Essa variação no formato do corpo possui um efeito importante na forma e localização dos órgãos internos. <br />Portanto, cada técnico/radiologista deve aprender a reconhecer esses. tipos corpóreos e a saber o seu efeito nos órgãos internos, como descrito em cada capítulo referente ao posicionamento desses sistemas orgânico.<br />Os quatro tipos de corpo mais comuns estão ilustrados nos slides a seguir e suas devidas descrições características.<br />
  8. 8. 8<br />Hiperestênico: Conhecido como o mais "atarracado", maciço. A cavidade torácica é larga e profunda de frente para trás, com uma dimensão vertical curta, o que indica um diafragma alto. Isso faz também com que o abdome superior seja também muito largo, alterando a localização de órgãos como vesícula biliar, estômago e cólon, como mostram os desenhos e descrevem capítulos posteriores.<br />Estênico: Este representa o mais próximo da média, mas ainda é ligeiramente troncudo e freqüentemente o tipo de pessoa mais musculosa. Os órgãos torácicos e abdominais são próximos da média em for­ma e localização, mas tendem mais ao tipo de constituição corporal compacto e hiperestênico, como se vê nos desenhos abaixo.<br />Hipoestênico: Este representa o mais próximo da média porém é mais esbelto e às vezes o tipo corpóreo de maior estatura. A vesícula biliar e o estômago estão mais baixos e próximos da linha média, bem como o cólon, que se localiza em algum lugar no abdome inferior.<br />Astênico: Este é o extremo do tipo corpóreo delgado com uma cavidade torácica mais estreita e pouco profunda, porém com uma grande dimensão vertical indicando um diafragma mais baixo. O abdome superior também é mais estreito na porção superior e mais largo nas dimensões inferiores, o que posiciona os órgãos abdominais em andares mais inferiores.<br />
  9. 9. 9<br />
  10. 10. TERMOS COMNUS DE INCIDÊNCIAS<br />INCIDÊNCIA: Incidência é um termo de posicionamento que descreve a direção ou trajetória do RC da fonte de raios-X quando estes atravessam o paciente, projetando uma imagem no filme.<br />10<br />
  11. 11. Incidência postero-anterior (PA)<br />11<br />É a incidência do RC de trás para a frente. <br />A combinação desses dois termos, posterior e anterior, em uma única palavra é abreviada como PA. <br />O RC penetra na superfície posterior e sai na superfície anterior (incidência em PA). <br />Obtém-se uma PA verdadeira quando não há rotação intencional precisando o RC estar perpendicular ao plano coronal do corpo e paralelo ao plano sagital, <br />A menos que algum termo que qualifique como oblíqua ou em rotação seja usado para indicar em contrário<br />
  12. 12. Incidência ântero-posterior (AP)<br />12<br />É uma incidência do RC de frente para trás, o oposto de PA.<br />A combinação desses dois termos, anterior e posterior, em uma única palavra descreve a direção do RC, que penetra na superfície anterior e sai pela superfície posterior (incidência em AP)<br />Obtém-se uma AP verdadeira quando não há rotação intencional, a menos que algum termo que qualifique seja também usado indicando que seja uma incidência oblíqua.<br />
  13. 13. Incidências oblíquas AP ou PA<br />13<br />É uma incidência em AP ou em PA dos membros superiores ou inferiores que seja oblíqua ou rodada, não sendo uma AP ou PA verdadeira. <br />Por esse motivo, é preciso haver um adjetivo indicando para que lado está rodada, como rotação medial ou lateral (de AP ou PA, conforme a posição anatômica)<br />
  14. 14. Incidências médio-lateral e látero-medial<br />14<br />Uma incidência lateral descrita segundo a trajetória do RC.<br />Dois exemplos são as incidências médio-lateral do tornozelo e látero-medial do punho. <br />A determinação do lado medial ou lateral é novamente baseada na posição anatômica do paciente.<br />
  15. 15. POSIÇÕES DO CORPO<br />Em radiologia, o termo posição é usado de duas formas, a primeira como uma posição geral do corpo, como descrito a seguir, e a segunda como uma posição específica do corpo <br />15<br />
  16. 16. Posições gerais do corpo<br />16<br />As oito posições gerais do corpo mais comumente usadas em radiologia são:<br />Decúbito dorsal<br />Deitado de costas, com a face anterior do corpo para cima<br />Decúbito ventral<br />Deitado de frente, com a face anterior do corpo para baixo (a cabeça pode estar virada para um lado). <br />Ereta.<br />Na posição vertical, em pé <br />Ou sentado com o tronco ereto. <br />Decúbito (reclinado)<br />
  17. 17. 17<br />Deitado em qualquer posição (decúbito)<br /> Decúbito Dorsal: Deitado sobre o dorso<br /> Decúbito Ventral: Deitado sobre o abdome<br /> Decúbito Lateral: Deitado de lado (lateral esquerda ou direita)<br />
  18. 18. TRENDELENBURG<br />18<br />Uma posição de decúbito na qual a cabeça fica em um nível mais baixo do que os pés<br />
  19. 19. Posição de Fowlert<br />19<br />É uma posição de decúbito em que o corpo é inclinado de forma que a cabeça esteja em um nível superior ao dos pés<br />
  20. 20. Posição de Sim (posição de semidecúbito ventral<br />20<br />É uma posição de decúbito oblíquo em que o paciente se deita sobre o lado anterior esquerdo com a perna esquerda esticada e o joelho direito parcialmente fletido<br />A posição de Sim modificada é usada para a inserção deum tubo retaI para enemabaritado<br />
  21. 21. Posição de Litotomia<br />21<br />É uma posição de decúbito dorsal na qual os joelhos e o quadril ficam fletidos e a coxa abduzida e rodada externamente, apoiada pelo suporte para os tornozelos.<br />
  22. 22. Laterais e Oblíquas <br />22<br />
  23. 23.  Posição lateral<br />23<br />Refere-se ao lado, ou à visão lateral.<br />São as posições laterais específicas como a parte restrita ao filme, ou à parte do corpo onde o RC incide. Uma posição lateral verdadeira estará sempre a 90° ou perpendicular ou em ângulo reto à verdadeira incidência AP ou PA. Se não for uma lateral erdadeira, será uma posição oblíqua.<br />
  24. 24. Posição oblíqua<br />24<br />É uma posição angulada em que nem o plano sagital nem o plano coronaldo corpo são perpendiculares ou em ângulo reto com o filme As posições oblíquas do tórax, abdome ou pelve são descritas pelaparte restrita ao filme, ou à parte do corpo onde o RC incide.<br />
  25. 25. Posições oblíquas posteriores esquerda e direita (OPE e OPD) <br />25<br />Descreve uma posição oblíqua específica em que o aspecto Posterior esquerdo ou direito do corpo é restrito ao filme.<br />O feixe de raios X sai na face direita ou esquerda do corpo Observação: Essas também poderiam ser denominadas incidências oblíquas AP porque o RC penetra na superfície anterior e sai posteriormente. <br />Isso, entretanto, não é uma descrição completa e também exige uma discriminação específica da posição, como posição OPD ou OPE.<br />Todavia, as oblíquas de membros inferiores e superiores são corretamente descritas como oblíquas AP ou PA, mas precisam de uma descrição adicional como rotação medial ou lateral<br />
  26. 26. 26<br />
  27. 27. Posições oblíquas anteriores direita e esquerda (OAD e OAE)<br />27<br />Referem-se àquelas posições oblíquas em que o aspecto anterior direito ou esquerdo do corpo é restrito ao filme e pode ser na posição ereta ou nas posições gerais de decúbito. <br />Observação: Essas também podem ser descritas como incidências oblíquas em PA se uma especificação da posição for adicionada, como posição em OAD ou OAE. <br />Não é correto o uso desses termos oblíquos ou abreviações OAE, OPD, OAD ou OAE sozinhos como incidências porque eles não descrevem a direção ou caminho do RC<br />
  28. 28. Decúbito<br />28<br />A palavra decúbito significa literalmente "deitado", ou a posição presumida como estando deitado. Essa posição do corpo, que significa aparado em uma superfície horizontal, é designada segundo a superfície onde o corpo se encontra deitado.<br />Isso portanto refere-se ao paciente deitado em uma das seguintes superfícies do corpo: costas (dorsal), frente (ventral) ou lado (lateral esquerda ou direita). No posicionamento radiográfico, o decúbito é sempre usado com uma fonte horizontal de raios X.<br />As posições em decúbito são fundamentais para a detecção de níveis hidroaéreos ou ar livre nas cavidades do corpo, como tórax ou abdome, onde o ar se mobiliza para a porção superior da cavidade. <br />
  29. 29. 29<br />Posição de decúbito lateral direito ou esquerdo (incidência AP ou PA).<br />Nessa posição, o paciente deita-se de lado e a fonte de raios X é posicionada horizontalmente de anterior para posterior (AP) ou de posterior para anterior (PA).<br />A posição AP ou PA entre parênteses é importante como especificação do termo para denotar a direção do RC.<br />Isso é designado de acordo com o lado dependente (o lado na posição inferior). <br />Observação: Isso é semelhante à posição de decúbito lateral, exceto pela fonte emissora de raios X, que é direcionada horizontalmente, tornando-a uma posição de decúbito lateral (incidência AP ou PA).<br />
  30. 30. 30<br />
  31. 31. 31<br />Posição de decúbito dorsal (lateral esquerda ou direita) Nessa posição, o paciente está deitado de costas sobre uma superfície com o feixe de raios X direcionado horizontalmente, saindo do corpo do lado mais próximo do filme.<br />A posição é denominada de acordo com a superfície sobre a qual o paciente está deitado (dorsal ou ventral) e pelo lado mais próximo do filme (direito ou esquerdo).<br />
  32. 32. 32<br />Observação: É semelhante à posição de decúbito dorsal, exceto pelo fato de que o feixe de raios X está direcionado horizontalmente e sai pelo lado do corpo, indicando que essa é uma posição lateral de decúbito dorsal. <br /> Posição de decúbito ventral (lateral direito ou esquerdo): nessa posição, o paciente está deitado na superfície ventral (anterior), com os raios X direcionados horizontalmente, saindo do lado mais próximo ao filme. <br />A posição é designada de acordo com a superfície na qual o paciente está deitado (ventral ou dorsal) e com o lado mais próximo ao filme (direito ou esquerdo).<br />
  33. 33. 33<br />
  34. 34. Incidências especiais<br />34<br />A seguir veremos alguns termos adicionais comumente usados para descrever incidências. Esses termos, como mostram suas definições, também se referem à trajetória ou incidência do RC e são portanto incidências, em vez de posições.<br />
  35. 35. Incidência axial<br />35<br />O termo axial refere-se ao eixo longo de uma estrutura ou parte (em torno da qual o corpo gira ou é disposto). <br />O termo súpero-inferior ou cefalocaudal descreve uma posição axial verdadeira em que o RC é direcionado ao longo do eixo axial ou à linha central do corpo humano da cabeça (superior ou cefálica) aos pés (inferior ou caudal). <br />Aplicação especial - Axial AP ou PA: No posicionamento radiográfico, o termo axial é usado para descrever qualquer ângulo do RC maior que 10 graus ao longo do eixo longitudinal do corpo.<br />Deve­se notar, entretanto, que em um sentido real uma incidência axial deve ser direcionada ao longo ou paralela ao eixo longitudinal do corpo ou da parte. <br />O termo semi-axial descreve mais precisamente qualquer ângulo ao longo do eixo que não seja verdadeiramente ao longo ou paralelo do eixo longitudinal.<br /> Entretanto, em nome de outras referências, o termo incidência axial será usado ao longo do texto para descrever tanto a incidência axial como a semi-axial como definido acima e ilustrado nas figuras a seguir:<br />
  36. 36. 36<br />
  37. 37. Incidências axiais ínfero-superior e súpero-inferior<br />37<br />As incidências infere-superiores são freqüentemente feitas para os ombros e o quadril, onde o RC penetra abaixo ou inferiormente e sai acima ou superiormente (Fig. 1.67). O contrário a isso é a incidência súpero-inferior, como na incidência especial para os ossos nasais (Fig. 1.65).<br />
  38. 38. 38<br />
  39. 39. Incidência tangencial<br />39<br />Significa tocando a curva ou a superfície em apenas um ponto.<br />Esse termo especial de incidência é usado para descrever a incidência que simplesmente toca uma parte do corpo para projetá-Ia em seu perfil e distante de outras estruturas do corpo:<br /> Exemplos: A seguir, temos três exemplos ou aplicações do termo incidência tangencial como definido acima:<br />Incidência do arco zigomático (Fig. 1.68). Incidência para trauma de crânio a fim de demonstrar uma fratura depressiva (Fig. 1.69).Incidência especial da patela (Fig. 1.70).<br />
  40. 40. 40<br />
  41. 41. Incidência axial AP - posição lordótica<br />41<br />Esse é um tipo específico de incidência AP de tórax para Demonstrar os ápices pulmonares. É também comumente chamado de incidência ápico-Iordótica. Nesse caso, é o eixo longitudinal do corpo que está angulado, em vez do RC.<br /> O termo lordótico vem de lordose, um termo que denota a curvatura das colunas cervical e lombar. (Ver Figs. 1.84 e 1.85.).<br />Quando o paciente assume essa posição (Fig. 1.71), a curvatura lombar lordótica está exagerada, tornando esse termo descritivo para essa incidência especial de tórax. <br />
  42. 42. 42<br />
  43. 43. Incidência transtorácica lateral (posição lateral direita)<br />43<br />É uma incidência lateral através do tórax<br />Requer um termo específico de posicionamento (posição lateral direita ou esquerda) para se indicar qual o ombro. Observação: Essa é uma adaptação especial do termo incidência, significando que o RC passa através do tórax mesmo que não seja incluída a sua entrada nem seu local de saída. Na prática, é uma incidência lateral de ombro comum e é referida como lateral transtorácica de ombro direito ou esqu<br />
  44. 44. 44<br />
  45. 45. Incidências dorsoplantar e plantodorsal<br />45<br />Esses são termos secundários para as incidências AP e PA do pé. <br />Dorsoplantar (DP) descreve a via do RC da superfície dorsal (anterior) para a superfície plantar (posterior) do pé (Fig. 1.73).<br />A incidência plantodorsal especial para o osso do calcanhar (calcâneo) é chamada de incidência plantodorsal axial (PD) porque o RC angulado penetra a superfície plantar do pé e sai pela superfície dor­sal (Fig. 1.74).<br />Observação: Lembre-se, o termo dorso para o pé refere-se à superfície anterior (Fig. 1.4 1).<br />
  46. 46. 46<br />
  47. 47. Incidências parietoacantial e acantioparietal<br />47<br />Para a incidência parietoacantial, o RC penetra pelo osso parietal do crânio e sai no acântio (junção entre o nariz e o lábio superior), (Fig. 1.75).<br />O RC em direção oposta descreve a incidência acantioparietal (Fig. 1.76). <br />Tais incidências para os ossos da face são também conhecidas como PA de Waters e PA de Waters reversa.<br />
  48. 48. 48<br />
  49. 49. Incidências submentovértice (SMV) e vértice submentoniana (VSM)<br />49<br />Essas incidências são para o crânio e para a mandíbula.Para a incidência submentovértice (SMV), o RC penetra abaixo do queixo ou mento e sai pelo vértice ou topo do crânio (Fig. 1.77).A incidência vértice submentoniana (VSM) é oposta à última e me­nos comum, entrando pelo topo do crânio e saindo abaixo da mandíbula (sem ilustração). <br />
  50. 50. 50<br />
  51. 51. TERMOS DE RELAÇÃO<br />A seguir, foram emparelhados termos de posicionamento e/ou anatômicos descrevendo as relações das partes do corpo com seus significa­dos opostos:<br />51<br />
  52. 52. Medial versus lateral: <br />52<br />Em direção versus distante do centro, ou do plano mediano. Na posição anatômica, o aspecto medial de qualquer parte do corpo é à parte "de dentro" mais próxima ao plano mediano e a parte lateral é a mais distante do plano mediano ou linha média do corpo. Exemplos: Na posição anatômica, o polegar está no aspecto lateral da mão. A parte lateral do abdome e do tórax é distante do plano mediano.<br />
  53. 53. Proximal versus Distal <br />53<br />O proximal está próximo da origem ou do início, e distal está distante do mesmo. Em relação aos membros superiores e inferiores, proximal e distal devem significar as partes mais próximas ou distantes do tronco, da origem ou início do membro.Exemplos: O cotovelo é proximal ao punho. A articulação do dedo mais próxima à palma é chamada de articulação interfalangiana proximal (IFP), e a articulação próxima da parte final do dedo é chamada de articulação interfalangiana distal (lFD).<br />
  54. 54. Cefálico versus Caudal<br />54<br />Cefálico significa em direção, enquanto caudal significa distante da cabeça.<br />O ângulo cefálico é qualquer ângulo em direção à cabeça (Figs. 1.79 e 1.81). (Cerólico significa literalmente cabeça ou em direção à cabeça.) O ângulo caudado é qualquer ângulo em direção aos pés ou distante da cabeça (Fig. 1.80). (Caudal ou caudado deriva de cauda, que literalmente significa "rabo".) Na anatomia humana, os termos cefálico e caudado também podem ser descritos como superior (em direção à cabeça) e inferior (em direção aos pés).<br />Observação: Conforme mostrado nas ilustrações, esses termos são corretamente empregados para descrever a direção do RC para todas as incidências axiais ao longo de toda a extensão do corpo, não apenas incidências da cabeça.<br />
  55. 55. Interior versus exterior<br />55<br />Interior significa estar dentro de algo, próximo ao centro, e Exterior significa estar situado sobre ou próximo do exterior. O prefixo intra significa estar situado dentro ou na parte de Dentro (por exemplo, intravenoso: estar dentro da veia).<br />O prefixo inter significa estar situado entre algo (por exemplo, intercostal: localizado entre as costelas). O prefixo isso significa estar fora ou externamente (por exemplo), exocárdico: algo em desenvolvimento ou situado fora do coração). <br />
  56. 56. Superficial versus Profundo<br />56<br />Superficial está próximo à superfície da pele; profundo está longe da mesma. <br />Exemplo: O corte transverso desenhado na Fig. 1.83 mostra que o úmero é profundo quando comparado à pele do braço.<br />Outro exemplo é um tumor ou lesão superficial, localizado próximo à superfície, comparado a um tumor profundo ou lesão, localizado mais profundamente dentro do corpo ou parte dele.<br />
  57. 57. Ipsilateral versus Contralateral<br />57<br />Ipsilateral significa estar do mesmo lado do corpo ou de parte dele; contralateral é o lado oposto.<br />Exemplo: O polegar direito e o há luxação ipsilaterais; o joelho direito e a mão esquerda são contra laterais.<br />
  58. 58. Termos Descritivos das Curvaturas da Coluna <br />58<br />Lordose e cifose ambos os termos descrevem uma curvatura da frente para trás da coluna.<br />A lordose é uma convexidade anterior mais comum na região da coluna lombar.<br />A cifose é uma convexidade posterior, geralmente na região da coluna torácica.<br />A escoliose é uma curvatura lateral, ou "lado a lado" da coluna. <br />
  59. 59. 59<br />
  60. 60. Termos Relacionados aos Movimentos<br />O grupo final de termos relacionados ao posicionamento que todo técnico/radiologista deve saber refere-se à variedade de movimentos. <br />A maioria deles está listada em pares descrevendo movimentos em direções opostas.<br />60<br />
  61. 61. Flexão versus extensão<br />61<br />Ao fletir ou estender uma articulação, o ângulo entre as partes diminuem ou aumentam.<br />Alfexãodiminui o ângulo da articulação (ver os exemplos da Flexão do joelho, do cotovelo e do punho).<br />A extensão aumenta o ângulo conforme as partes do corpo se flexionam para uma posição retificada. <br />Isso é válido para as articulações do joelho, cotovelo e punho, como demonstrado.<br />
  62. 62. Hiperextensão<br />62<br />É estender uma articulação além do seu estado natural.<br />Hiperextensão anormal: A hiperextensão do cotovelo ou do joelho ocorre quando a articulação é estendida além de seu estado retificado ou natural. <br />Esse não é um movimento natural para essas duas articulações e resulta em lesão ou trauma.<br />Flexão normal e hiperextensão da coluna: A flexão é o ato de dobrar, e a extensão é o retorno à posição retificada ou natural. <br />Uma curvatura para trás além de sua posição de neutralidade é a hiperextensão. <br />Na prática, entretanto, os termos flexão e extensão são comumente empregados para expressar uma flexão extrema e as incidências de hiperextensão da coluna. <br /> Ver: Fig. 1.87<br />
  63. 63. 63<br />
  64. 64. 64<br />Híperextensão normal do punho:Um segundo exemplo para o uso especial do termo hiperextensão é no punho, para avaliação do canal ou túnel carpal. Nessa posição, o <br />punho é hiperestendido além da posição neutra. Esse movimento também é denominado dorsiflexão (ou flexão posterior) <br />Ver: Fig. 1.88 à esquerda.<br />Flexão aguda do punho: Uma flexão aguda ou completa do punho é necessária para algumas incidências tangenciais para visualizar a ponte do carpo na face posterior do punho.<br />Ver: Fig. 1.88 à Direita<br />
  65. 65. 65<br />
  66. 66. Desvio ulnar versus desvio radial do punho<br />66<br />Desvio significa literalmente "para o lado" ou "sair do padrão ou curso". Desvio ulnar significa virar ou dobrar a mão e o punho a partir de seu estado natural em direção ao lado ulnar, e desvio radial significa voltar o punho para o lado radial. <br />Observação: Edições passadas deste livro, bem como outras referências sobre posicionamento, definiram esses movimentos do punho como movimentos de flexão radial e ulnar porque eles descrevem os movimentos de flexão específica voltados tanto para a ulna como para o .<br />Entretanto, a comunidade médica, incluindo os ortopedistas, comumente usa os termos desvio radial e ulnar para os movimentos dos punhos. <br />Esta edição também alterou essa termino­logia para movimentos de desvio ulnar e radial a fim de evitar confusões e assegurar a coerência com outras referências médicas. <br />Ver: Fig.1.89<br />
  67. 67. 67<br />
  68. 68. Dorsiflexão versus flexão plantar do pé<br />68<br />Dorsiflexão do pé: diminuir o ângulo (flexão) entre o dorso (topo do pé) e a parte inferior da perna, movendo o pé e os dedos para cima. <br />Flexão plantar do pé: esticar a articulação do calcanhar, movendo o pé e os dedos para baixo a partir da posição normal; flexionar ou diminuir o ângulo voltado para a superfície plantar (posterior) do pé.<br /> Observação: Compare dorsiflexão do punho (Fig. 1.88) com a dorsiflexão do pé (Fig. 1.90).<br />
  69. 69. 69<br />
  70. 70. Eversão versus inversão<br />70<br />Eversão é um movimento de estresse para fora com O pé através da articulação do calcanhar.<br />Inversão é um movimento de estresse para dentro aplicado ao pé sem a rotação da perna.<br />A superfície plantar (sola) do pé é virada ou rodada para fora do plano mediano (a sola aparece em uma direção mais lateral) para a versão e voltado para o plano mediano na inversão (Figs. 1.91 e 1.92).<br />A perna não roda, e um estresse é aplicado aos aspectos media I e lateral da articulação do calcanhar para a avaliação de uma possível maior abertura do espaço articular (encaixe do calcanhar)<br />
  71. 71. 71<br />
  72. 72. Valgo versus Varo<br />72<br />O valgo descreve a curvatura da parte para fora ou se distanciando da linha média do corpo. Valgo é usado às vezes para descrever a eversão de estresse (esforço valgo) da articulação do calcanhar.<br />O varo significa "joelho travado" e descreve a curvatura da parte interna ou voltada para a linha média. <br />O termo esforço varo é às vezes utilizado para descrever a inversão de estresse aplicada à articulação do calcanhar.<br />Observação: Os termos valgo e varo são também usados para descrever a perda de alinhamento dos fragmentos ósseos. <br />
  73. 73. Rotação medial (interna) versus rotação lateral (externa)<br />73<br />A rotação medial é a rotação ou desvio de parte do corpo, movendo o aspecto anterior da parte para dentro, ou para o plano mediano. <br />A rotação lateral é a rotação anterior voltada para fora, ou para longe da linha média.<br />Observação: Lembre-se, no posicionamento radiográfico esses termos descrevem o movimento do aspecto anterior da parte a ser rodada. <br />Assim, nos movimentos do antebraço, o aspecto anterior do antebraço move-se medialmente ou internamente na rotação medial e lateralmente ou externamente na rotação medial e lateral­mente ou externamente na rotação lateral. <br />Outro exemplo são as oblíquas medial e lateral do joelho, em que a parte anterior do joelho é rodada medialmente e lateralmente tanto nas incidências AP como em PA. <br />
  74. 74. LIMPO<br />74<br />
  75. 75. Abdução versus Adução<br />75<br />Abdução é o movimento lateral do braço ou perna se distanciando do corpo. Outra aplicação para esse termo é a abdução dos quirodáctilos e dos pododáctilos, o que significa afastáIos entre si.<br />Adução é o movimento do braço ou perna em direção ao corpo, a fim de aproxima-lo do centro ou da linha média.<br />A adução dos quirodáctilos e dos pododáctilos significa movê-Ios juntos ou aproxima-los entre si. <br />Observação: Um auxílio de memória é associar o d de em direção com o “d” de adução.<br />
  76. 76. 76<br />
  77. 77. Supinação versus Pronação<br />77<br />Supinação é o movimento de rotação da mão para a posição anatômica (a palma para cima em decúbito dorsal ou para a frente na posição ortostática).<br />Esse movimento gira o rádio e o antebraço lateralmente ao longo de seu eixo.<br />Pronação é a rotação da mão em uma posição oposta à anatômica (palma voltada para baixo ou para trás).<br />Observação: Para ajudar a lembrar esses termos, relacione-os aos de­cúbito dorsal e ventral. <br />Decúbito dorsal e supinação significam que a face e a palma da mão estão voltadas para cima, e decúbito ventral ou pronoção significam que a face e a palma estão voltadas para baixo. <br />
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  79. 79. Protração versus Retração<br />79<br />A protração é o movimento de avanço em relação à posição normal. A retração é o movimento retrógrado ou a condição de levar para trás. <br />Exemplo: A protração é o movimento de avanço da mandíbula (levar o queixo para a frente) ou de avançar com os ombros. <br />A retração é o oposto disso, mover a mandíbula para trás ou retrair os ombros, como nas posturas militares.<br />
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  81. 81. Elevação versus Depressão<br />81<br />Elevação é levantar, elevar ou mover uma parte superiormente. <br />Depressão é rebaixar, descer ou mover uma parte inferiormente. <br />Exemplo: Os ombros são elevados quando a pessoa os encolhe, em sinal de indiferença.Deprimir os ombros implica abaixa-las.<br />
  82. 82. 82<br />
  83. 83. Circundução<br />83<br />Significa mover ao redor em forma de círculo.<br />Esse termo descreve movimentos seqüenciais de flexão, abdução, extensão e adução, resultando em um movimento semelhante ao de um cone em qualquer articulação que permita esses quatro movimentos (por exemplo, dedos, punho, braço, perna).<br />
  84. 84. 84<br />
  85. 85. Inclinação versus Rotação<br />85<br />Inclinação é um movimento inclinado em relação ao eixo longitudinal.<br />Na Fig. 1.99, por exemplo, a parte do corpo está posicionada obliquamente ou inclinada 15° e rodada 1 5° de forma que o RC não fique alinhado ou paralelo ao eixo longitudinl e o eixo longitudinal da cabeça não fique alinhado com o eixo longitudinal do corpo.<br />
  86. 86. 86<br />
  87. 87. 87<br />Observação: A inclinação de 15° e a rotação de 15° da cabeça são necessárias para a incidência tangencial da arcozigamático, a fim de distingui-lo de outras estruturas do crânio.<br />Rotação é virar ou rodar parte do corpo ao redor de seu eixo. A parte do corpo está rodada 3r de uma incidência PA no exemplo da Fig. 1.100. <br />Observação: Note que nenhuma inclinação ocorre no eixo longitudinal da cabeça, estando ainda alinhada ou paralela ao eixo longitudinal de todo o corpo.<br />
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  89. 89. IDENTIFICAÇÃO DO PACIENTE E DATA <br />No mínimo dois tipos de marcadores devem ser impressos em todas as radiografias.<br /> São eles (1) a identificação do paciente e a data e (2) os marcadores do lado anatômico.<br />89<br />
  90. 90. Identificação Do Paciente E Data <br />90<br />Geralmente essa informação do paciente, que inclui informações como nome, data, número do caso e instituição, é feita através de um cartão identificador e então lampejada no filme em um espaço reservado para o bloco de chumbo no porta-filme. Cada chassi ou porta-filme deve ter um marcador em seu exterior indicando a área onde a identificação do paciente, incluindo a data, será fotografada.<br />
  91. 91. 91<br />É preciso cuidado para que essa área não cubra a anatomia essencial a ser evidenciada.<br />Ao longo deste texto, a localização preferida desse marcador de identificação do paciente é mostrada em relação à parte do corpo. Uma regra geral para radiografias de tórax e abdome é colocar os dados de identificação do paciente na margem superior do filme quando for de tórax e na margem inferior quando for de abdome. <br />Esse marcador deve ser sempre colocado onde for menos provável a cobertura de uma estrutura anatômica essencial.<br />
  92. 92. MARCADOR DO LADO ANATÔMICO<br />92<br />Um marcador radiopaco à direita (D) ou à esquerda (E) tem de aparecer sempre em todas as radiografias, indicando apropriadamente o lado direito e o lado esquerdo do paciente ou qual membro está sendo radiografado, se o direito ou o esquerdo. <br />
  93. 93. Outros Marcadores Ou Identificação<br />93<br />Alguns outros marcadores ou identificadores podem ser também usa­dos, como as iniciais do técnico/radiologista, que são geralmente posicionadas no marcador à direita ou <br />à esquerda para identificar o profissional responsável pelo exame. Às vezes, o número da sala de exame pode também ser incluído.<br />Indicadores de tempo são também comumente usados para anotar os minutos transcorridos em uma série, como 1 min, 5 min, 1 5 min e 20 min, como ocorre na urografia excretora.<br />Outro importante marcador em todas as posições de decúbito é um marcador de decúbito ou algum tipo de indicador como uma seta que identifique o lado de cima. Um marcador "vertical“ ou "ereto" também tem de ser usado para identificar as posições eretas de tórax e de abdome comparadas com a posição deitada, além de ter uma seta indicando qual o lado voltado para cima.<br />Os marcadores de inspiração (lNSP) e expiração (EXP) são usados para comparações especiais em incidências em PA do tórax. Marcadores indicando interno (lNT) e externo (EXT) podem ser usados para incidências de rotação, tais como para a porção proximal do úmero e do figura a seguir.<br />
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