Caso Clínico Veterinário: Epilepsia Canina

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Apresentação para aula de Clínica Médica Animal I, sobre caso clínico de epilepsia canina, em cães da raça Boxer.

Histórico, anamnese, ocorrência, etiologia, diagnóstico, diferencial, tratamento e controle.

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  • Os meus 2 bichinhos são um Labrador e um Pastor alemão Capa preta,começaram com crises de Epilepsia....To apavorada!
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  • meu cao e um bace
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  • ola meu cao a um tempo começou a ter umas crises,ele fica paralisado de lado,nao mexe nada, e parece ter dificuldade para respirar ,penso eu que seja epilepsia,pois dezem que é hereditario,e o pia dele tinha,passou um ano tomando gardenal, e depois disso minha mae decidiu parar com o remedio e nunca mais ele teve crises
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  • Consulte um veterinário. Obrigada.
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  • boa tarde tenho uma poodle ela tem 2 meses e a dois dias ela começou a ter crises de convussao de madrugada ja chegou a ter 4 seguidas ela cai no chao mexe as patas como se estivesse pedalando a boca dela espuma e ela morde varias veses a mesma lingua, sem falar que ela se contorse toda e fica toda dura, agora ela mexe as patas mas nao anda nem fica em pe é como se estivesse alejada; nao tenho condiçoes de levala ao veterinario entao comecei a dar a ela hoje de meio dia fenobarbital , mas agora as 15:53 ela teve mais um ataque,entao peço que por favor alguem poça me responder , tenho dulvidas se é epilepsia ou cinomose porque ela nao anda mais e nao sei se isso é cinomose ou fraquesa ;ja que ela nao consegue nem se alimentar; estou dando seringas na boca dela de leite, assim como tambe gatorade, ME AJUDEM POR FAVOR NAO DURMO A DUAS NOITES PORQUE ELA TEM ATAQUES A NOITE TODA , A NOITE É MAIS FREQUENTE QUE DE DIA, E NAO SEI MAIS O QUE FAZER,
    MEU EMAIL É
    CELOEDANI2009@HOTMAIL.COM
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Caso Clínico Veterinário: Epilepsia Canina

  1. 1. Epilepsia
  2. 2. Clínica de Pequenos Animais Aluna: Natália Mendonça Ferreira Borges Universidade Federal de Goiás Escola de Veterinária Departamento de Clínica Médica Disciplina de Clínica I
  3. 3. Resenha <ul><li>Nome: Felippo </li></ul><ul><li>Espécie: Canina </li></ul><ul><li>Sexo: Macho </li></ul><ul><li>Idade: 3 anos e 10 meses </li></ul><ul><li>Raça: Boxer </li></ul><ul><li>Peso: 44 kg </li></ul>
  4. 4. Anamnese <ul><li>Convulsões desde 1 ano de idade com intervalos de 6 meses </li></ul><ul><li>Há 3 dias apresentou 10 episódios convulsivos num mesmo dia </li></ul><ul><li>Na convulsão: o animal treme, fica em decúbito lateral, urina e defeca </li></ul><ul><li>Últimos episódios: movimentos de pedalagem </li></ul>
  5. 5. Exame Clínico <ul><li>Estado geral bom </li></ul><ul><li>Um pouco acima do peso </li></ul><ul><li>Temperatura: 38,5 ºC (R 38,5 a 39,5 ºC) </li></ul><ul><li>FC: 100 bpm </li></ul><ul><li>Mucosas: Normocoradas </li></ul><ul><li>Ectoparasitos: Carrapatos </li></ul>
  6. 6. Suspeitas Clínicas ?????
  7. 7. Suspeitas Clínicas <ul><li>Epilepsia Genética </li></ul><ul><li>Epilepsia Adquirida </li></ul><ul><ul><li>Traumatismo </li></ul></ul><ul><ul><li>Sequela da Cinomose </li></ul></ul><ul><ul><li>Intoxicações </li></ul></ul><ul><ul><li>Neoplasia cerebral </li></ul></ul><ul><li>Epilepsia Idiopática </li></ul>
  8. 8. Exame Laboratorial - Hemograma Ausente Ausente Inclusão viral Ausente Ausente Hematozoários 200 a 900 giga/L 228 x 10³/mL Plaquetas 720 a 5100 /mm³ 21% (2.499) Linfócitos 180 a 1.700 /mm³ 2% (238) Monócitos 120 a 1.700 /mm³ 6% (714) Eosinófilos 3.600 - 13.090 /mm³ 71% (8.449) Segmentados 0 – 510 /mm³ 1% (119) Bastonetes 6 – 17% 10³ /mm³ 11.900 Leucócitos 12,0 – 18,0 g/dL 12,1 Hemoglobina 37 – 55% 36% Hematócrito 5,5 a 8,5 Tera/L 5,07 Hemácias
  9. 9. Diagnóstico Diferencial <ul><li>Epilepsia Genética </li></ul><ul><li>Epilepsia Adquirida </li></ul>
  10. 10. Diagnóstico Definitivo <ul><li>Epilepsia idiopática </li></ul>
  11. 11. Revisão - Epilepsia <ul><li>Introdução </li></ul><ul><ul><li>Considera-se epilepsia o quadro clínico caracterizado pela repetição freqüente dos episódios de convulsão. </li></ul></ul><ul><ul><li>A epilepsia é causada por uma descarga elétrica no cérebro que faz com que o animal fique, momentaneamente, sem coordenação ou sem movimentos voluntários, podendo ser de origem genética ou adquirida. Os ataques duram poucos minutos. </li></ul></ul>
  12. 12. Revisão - Epilepsia <ul><li>Causas </li></ul><ul><ul><li>Teoricamente, a epilepsia de origem genética aparece antes do animal completar 6 meses de idade.  </li></ul></ul><ul><ul><li>A epilepsia adquirida pode ocorrer como sequela de cinomose, traumatismos cranianos (acidentes, pancadas), presença de tumor cerebral ou em quadros de intoxicação grave. </li></ul></ul>
  13. 13. Revisão - Epilepsia <ul><li>Sinais e sintomas </li></ul><ul><ul><li>Grau Leve: cão salivando (babando) com movimentos desordenados de cabeça. </li></ul></ul><ul><ul><li>Evolução para: cão cai no chão (geralmente de lado), saliva, movimenta as pernas como se estivesse pedalando ou tentando se levantar. </li></ul></ul><ul><ul><li>O ataque pode levar de segundos a alguns minutos. </li></ul></ul><ul><ul><li>Podem ocorrer ataques isolados, de causa desconhecida. </li></ul></ul>
  14. 14. Revisão - Epilepsia <ul><li>Diagnóstico </li></ul><ul><ul><li>Avaliação da causa das convulsões </li></ul></ul><ul><ul><li>Idade do animal e relatos do proprietário </li></ul></ul><ul><ul><li>Informações importantes: traumas cranianos a pouco tempo; presença de substâncias tóxicas nas proximidades; uso de inseticidas; idade do animal na ocasião da primeira crise; intervalo entre as crises; convulsões em outros membros da família; </li></ul></ul>
  15. 15. Revisão - Epilepsia <ul><li>Diagnóstico Diferencial </li></ul><ul><ul><li>Há outras causas de convulsões que mimetizam o quadro clínico da epilepsia verdadeira. </li></ul></ul><ul><ul><li>As principais são as alterações estruturais do cérebro: as neoplasias sempre devem ser consideradas, especialmente, quando o quadro neurológico for progressivo. </li></ul></ul><ul><ul><li>Faz-se uso da tomografia computadorizada. </li></ul></ul>
  16. 16. Revisão - Epilepsia <ul><ul><li>Em sequelas do vírus da cinomose (VCC), o quadro clínico deverá ser estável, não progressivo. </li></ul></ul><ul><ul><li>Faz-se uso da história clínica aliada aos exames sorológicos. </li></ul></ul><ul><ul><li>Outras causas: insuficiência cardíaca, hipoglicemia e outros distúrbios metabólicos, especialmente, a hipocalcemia puerperal. </li></ul></ul><ul><ul><li>Os envenenamentos, principalmente, pelo fluoracetato de sódio (chumbinho) </li></ul></ul><ul><ul><li>Faz-se uso de procedimentos clínicos diferentes. </li></ul></ul>
  17. 17. Revisão - Epilepsia <ul><li>Tratamento </li></ul><ul><ul><li>1º caso: O animal é atendido em crises convulsivas (Estado epiléptico) </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Sedante </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Ventilação </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Diazepam (0,5 mg/Kg de PV/ 30-30min./EV) </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Pentobarbital sódico (5 a 10 mg/Kg de PV/ EV) </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>2º caso: O animal é atendido sem crises convulsivas </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Fenobarbital (2 a 8 mg/kg /12 em 12h/VO) </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Brometo de Sódio (30 a 40 mg/kg /12 em 12h/VO) </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>Obs.: Dano hepático </li></ul></ul>
  18. 18. Prognóstico <ul><li>Reservado </li></ul>
  19. 19. Protocolo de Tratamento <ul><li>Fenobarbital </li></ul><ul><ul><li>2 a 8 mg/kg / VO/ 12 em 12h </li></ul></ul>
  20. 20. Receita <ul><li>Proprietário: Vera Lúcia </li></ul><ul><li>Animal: Felippo Espécie: Canina Peso: 44kg </li></ul><ul><li>Uso interno: </li></ul><ul><li>1. Fenobarbital Comp. ____________100mg_______________ 1 caixa </li></ul><ul><li>Dar por via oral, 2 comprimidos de 12 em 12 horas. </li></ul><ul><li>Goiânia, 15 de setembro de 2005 </li></ul><ul><li>Natália Mendonça Ferreira Borges </li></ul><ul><li>Médica Veterinária </li></ul><ul><li>CRMV 17722 </li></ul>
  21. 21. Controle e Profilaxia <ul><li>Castrar animais </li></ul>
  22. 22. Obrigada! Fim

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