Rede conceptal da ação

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Rede conceptal da ação

  1. 1. http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Kyrgyz_student.jpg
  2. 2. A relação agente -- acçãoLinha causalista , pretendiam explicar objectivamente aacção humana , limitando-se a identificar o sujeito que atinha produzido.De orientação comportamentalista, esta perspectivaignorava o que se passava no interior do sujeito
  3. 3. A relação agente -- motivaçãoInspirada em Paul Ricouer, esta concepção defendeque é necessário desvendar o interior do agente daacção.O sujeito comporta no seu interior, segundo estaconcepção, uma explicação ou causa da acção,possuindo uma estrutura constituída porelementos que se articulam dinamicamente einteragem uns sobre os outros.
  4. 4. Uma explicação por compreensão, para seraceitável, deve satisfazer as três condiçõesseguintes. 1. deve poder estar de acordo sobre o que o agente fez. 2. deve determinar as razões do agente para realizar essa ação. 3. deve determinar quais foram as razões, além das presentes, que levaram o agente efetivamente a agir.
  5. 5.  AGENTE : é o sujeito de uma ação. RAZÕES PARA AGIR  COMPONENTE COGNITIVA: crença de que uma certa ação é útil ou necessária para realizar um fim;  COMPONENTE VOLITIVA: intenção ou vontade (desejo) de realizar alguma coisa.
  6. 6. Não se pode conceber a consciência em termossubstantivos, mas sim em termos relativos. Consciência é ser consciente, saber de si mesmo e do mundo (Henri Ey). A consciência está sempre referida a algo: intenção  O homem desperto não tem consciência no sentido substantivo, mas é ele próprio consciência, diversamente desperta, sensível, vivenciante, animada, racionalmente sabedora, ativa (Scharffeter).
  7. 7.  Consciência de si mesmo: o sujeitoreconhece-se a si mesmo como vivente eatuante, com total coerência biográfica que,aliás, se mantêm continuamente (em condiçõesnormais), ao longo da vida. À consciência de simesmo corresponde a consciência daexperiência e da ação, da realidade e dovivenciar o tempo.
  8. 8.  A ação humana define-se por ser consciente, voluntária, livre, responsável e intencional.  Esta acontece quando um sujeito, agente, escolhe uma determinada interferência no mundo (ação), mediante motivos e tendo em vista uma intenção, um fim.  Temos então o carácter intencional que distingue a ação humana.
  9. 9.  A intenção está relacionada com aquilo que constitui no agente a sua motivação para agir. A ação humana é intencional porque tem sempre um propósito, uma finalidade.
  10. 10.  O desejo de fazer algo é a condição necessária para alguém ter a intenção de fazer algo, mas não é suficiente. Ter a convicção de que fazer esse algo maximiza o fim que se tem em vista é uma condição necessária para que haja a intenção de fazer algo.
  11. 11.  As intenções estão relacionadas não apenas com os desejos do agente, mas também com algumas das suas crenças ou convicções.
  12. 12.  As intenções estão ligados a estados psicológicos conscientes: os desejos e as crenças do agente A intenção implica no agente não só um desejo de realizar algo -- existe um plano que O desejo difere da intenção por orienta as ações do agente e não estar associado ao que explica as ações do agente compromisso: – mas o comprometimento do O desejo pode dar origem a agente na realização desse uma ação, mas não garante a plano: sua realização. A intenção dá origem e sustenta a ação.
  13. 13.  Crenças e desejos dão-nos as razões que permitem compreender o comportamento do agente. Esta explicação da ação parte do pressuposto de que o agente é um ser dotado de razão, que age racionalmente. A crença de que fazer algo é a forma de o conseguir dá-nos a conhecer a razão de ser dessa ação.
  14. 14.  O Homem age de certa forma porque a sua ação está orientada para uma certa finalidade. Esse fim indica o que motiva o agente a agir.
  15. 15.  O Homem age de certa forma... Agir de certa forma implica um processo de deliberação e de escolha baseado em razões. Deliberação é um processo de reflexão , avaliando as vantagens e consequêcias da escolha de cada uma das alterantivas de que o agente dispõe.
  16. 16.  A deliberação é o processo de reflexão que, em princípio, antecede a decisão;  Processa-se sob a influência da vontade, que leva a inteligência a considerar atentamente o objecto de todos os pontos de vista para descobrir se se trata de bem para o sujeito nesse momento concreto;http://www.ideachampions.com/weblogs/archives/breakthrough_thinking/index.shtml
  17. 17. Agente da ação Intenção Motivo FimRazão de agir Projecto AÇÃO
  18. 18. O motivo responde à questão  Desejo tem um sentidodo porquê? da ação. Tem a que o aproxima mais dafunção de explicação, de noção de impulso para um bem no sentido daesclarecer , em tornar satisfação de umainteligível, em fazer necessidade,compreender:  Está associado à dimensão fisico-«A motivação significa a biológica do ser humano.possibilidade de explicar no  O desejo é do domínio do consciente e leva osentido de tornar claro, agente decidir se oargumentar, legitimar.» realiza ou não.P. Ricoeur  vontade
  19. 19.  O MOTIVO É A RAZÃO INVOCADA PARA TORNAR A AÇÃO INTENCIONAL COMPREENSÍVEL E RACIONALIZÁVEL TANTO PARA O AGENTE COMO PARA OS OUTROS
  20. 20.  A vontade é a capacidade racional de decisão, ou seja, a capacidade de responder ante as alternativas e tendo em vista o projecto do agente. A vontade influencia a intenção pois para esta existir é preciso que o agente tenha vontade de a realizar.
  21. 21. A intençãoO motivoDecisãoDecidir é eleger uma entre várias possibilidades.… ter a intenção de realizar qualquer coisa.Considerar-se o agente do projecto, estar disposto a realizá-lo e serresponsável pelas suas consequências.Ter motivos que sustentam o projecto e legitimam a sua decisão.
  22. 22.  Uma decisão é reflectida e pensada. Sempre?
  23. 23. 1. Concepção da ação – consciencialização de uma meta e de um plano2. Deliberação – análise das hipoteses e dos motivos da ação; análise das consequências: conflitos e dúvidas3. Decisão – determinação em agir4. Execução – passagem da intenção ao ato.
  24. 24. 1. É uma visão artificial: há ações que ocorrem sem decisão prévia;2. Apresenta de forma descontínua o que é um processo essenciamente contínuo: «Quem não executa não decidiu ainda verdadeiramente» P. Ricoeur3. As fases são cronologicamente arbitrárias: «o coração tem razões que a razão desconhece» Pascal
  25. 25. Na teoria da acção, existe uma distinção fundamental entre as acções que sãopremeditadas, que são resultado de alguma espécie de planificação prévia, e as acçõesque são espontâneas, em que fazemos alguma coisa sem qualquer reflexão anterior.Um erro comum que existe na teoria da acção é supor que todas as acçõesintencionais são o resultado de alguma espécie de deliberação, que são o produtode uma cadeia de raciocínio prático. Mas, obviamente muitas coisas que fazemosnão são assim. Simplesmente fazemos alguma coisa sem qualquer reflexão prévia.Por exemplo, numa conversa normal, não se reflecte sobre o que se vai dizer aseguir, simplesmente se diz. Em tais casos, há decerto uma intenção, mas não é umaintenção formada antes da realização da acção. É o que eu chamo uma intenção naacção. Noutros casos, porém, formamos intenções antecedentes. Reflectimossobre o que queremos e sobre qual é a melhor maneira de o levar a cabo. Esteprocesso de reflexão (Aristóteles chamou-o «raciocínio prático») resultacaracteristicamente na formação de uma intenção prévia ou, como tambémAristóteles sublinhou, por vezes resulta na própria acção.Mente , Cérebro e Ciência, John Searl, Edições 70, pp. 80 - 82

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