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O regulamento espontâneo nos MMORPGs

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Trabalho realizado na Universidade do Porto sobre comunidades de jogos online.

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O regulamento espontâneo nos MMORPGs

  1. 1. Universidade do Porto | janeiro de 2009. Novos Média | Prof. Paulo Frias Fernanda Castelo Branco e Marcos Malagris O regulamento espontâneo nos MMORPGs
  2. 2. Abstract <ul><li>O trabalho analisa as convenções espontaneamente criadas e mantidas pelos jogadores de MMORPG e os regulamentos informais que sustentam um grau de ordem, indo além da governança dos servidores. São abordados os métodos e instrumentos de organização dos usuários, como guildas e fóruns, e a relação dos mesmos com os Game Masters e Guild Leaders. </li></ul>
  3. 3. Objeto de estudo: MMORPGs <ul><li>42 milhões de jogadores pagantes (2006) </li></ul><ul><li>Mundos persistentes </li></ul><ul><li>Atuação através de avatar </li></ul><ul><li>Complementaridade de classes </li></ul><ul><li>Missões: desafios e recompensas </li></ul><ul><li>Temáticas: fantasia medieval, ficção científica, etc. </li></ul>
  4. 4. Jogadores <ul><li>Jogadores de videogames têm em média 33 anos; predominam mulheres </li></ul><ul><li>Três tipos de motivação: achievement, social, immersion </li></ul><ul><li>Média de 22 horas semanais </li></ul><ul><li>50% dos homens e 48% das mulheres são trabalhadores em tempo integral </li></ul><ul><li>Diferentes idades, países, motivações </li></ul>
  5. 5. Servidores <ul><li>Sistema de computação que atende a uma rede de usuários </li></ul><ul><li>Jogos gratuitos X pay-per-play: </li></ul><ul><li>- distribuição gratuita mediante plano de pagamento </li></ul><ul><li>- jogo vendido com código de utilização </li></ul><ul><li>- pagamento por vantagens específicas </li></ul><ul><li>Game Masters: manutenção e vigilância </li></ul><ul><li>Scammers, bots e comércio ilegal </li></ul>
  6. 6. Comunidade <ul><li>Dinâmica econômica e social </li></ul><ul><li>Inteligência coletiva </li></ul><ul><li>Cooperação para atingir objetivos maiores: parties, raids, guildas </li></ul>
  7. 7. Guildas <ul><li>Jogos incorporaram a prática </li></ul><ul><li>85% dos jogadores pertencem a guildas </li></ul><ul><li>Motivação, pertencimento, colaboração e sociabilidade </li></ul><ul><li>Acesso a conteúdos específicos do jogo </li></ul><ul><li>Guild Leaders: relações sociais, moderação, normas, negociação com outras guildas </li></ul>
  8. 8. Comunicação e articulação <ul><li>Jogos oferecem chats </li></ul><ul><li>Uso de fóruns e redes sociais </li></ul><ul><li>Estratégias, dicas, convenções </li></ul><ul><li>Próprios participantes moderam comportamento dos colegas </li></ul><ul><li>Skype / TeamSpeak </li></ul><ul><li>Amizades vão além do jogo ou são comparáveis às do “mundo real” </li></ul>
  9. 9. Conclusões <ul><li>Jogadores criam regras para além das estabelecidas pelos servidores </li></ul><ul><li>Governança multilateral, assim como o modelo de comunicação adotado </li></ul><ul><li>Monitoração feita por participantes </li></ul><ul><li>Sanções: deboche, indiferença, expulsão </li></ul><ul><li>Colaboração visando a fluidez do jogo </li></ul>
  10. 10. <ul><li>“ Vocês não conhecem a nossa cultura, nossa ética, ou os códigos não-escritos que já conferem à nossa sociedade mais ordem do que poderia ser alguma vez obtida por suas imposições [...] Onde há conflitos reais, onde há erros, iremos identificá-los e resolvê-los à nossa maneira. Estamos formando nosso próprio Contrato Social. Este governo surgirá conforme nossas condições, não as suas.” </li></ul><ul><li>John Barlow </li></ul><ul><li>Declaração da Independência do Ciberespaço </li></ul>

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