Níveis de estoque

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Níveis de estoque

  1. 1. NÍVEIS DE ESTOQUE Murilo Toledo
  2. 2. INTRODUÇÃO A O Gráfico Dente de Serra! apresentação da movimentação (entrada e saída) de uma peça dentro de um sistema de estoque pode ser feita por um gráfico.
  3. 3. O CICLO ACIMA REPRESENTADO SERÁ SEMPRE REPETITIVO E CONSTANTE SE: a) b) c) d) não existir alteração de consumo durante o tempo T; não existirem falhas administrativas que provoquem um esquecimento ao solicitar compra; o fornecedor nunca atrasar; nenhuma entrega do fornecedor for rejeitada pelo controle de qualidade.
  4. 4. TEMPO DE REPOSIÇÃO: PONTO DE PEDIDO a) emissão do pedido: tempo que se leva desde a emissão do pedido de compras até ele chegar ao fornecedor; b) preparação do pedido: tempo que leva o fornecedor para fabricar os produtos, separar, emitir faturamento e deixá-los em condições de serem transportados; c) transporte: tempo que leva da saída do fornecedor até o recebimento pela empresa dos materiais encomendados.
  5. 5. Constata-se que determinado item necessita de um novo suprimento, quando o estoque atingiu o ponto de pedido, ou seja, quando o saldo disponível estiver abaixo ou igual a determinada quantidade chamada ponto de pedido (PP).
  6. 6. PARA O CÁLCULO DO ESTOQUE DISPONÍVEL, DEVEMOS CONSIDERAR:  Estoque existente (físico);  Os fornecimentos em atraso;  Na prática, os dois últimos itens são Os fornecimentos não entregues, mas ainda dentro do agrupados como saldo prazo. de fornecedores. ESTOQUE DISPONÍVEL = ESTOQUE VIRTUAL
  7. 7. Estoque Virtual = Estoque físico + Saldo de Fornecimento Estoque Virtual = Estoque físico + Saldo de Fornecimento + Estoque em Inspeção OBS: Devemos fazer uma nova reposição do estoque, quando o estoque virtual estiver abaixo ou igual à quantidade determinada.
  8. 8. DETERMINAÇÃO DO PONTO DE PEDIDO (PP)
  9. 9. EXEMPLO Uma peça é consumida a uma razão de 30 por mês, e seu tempo de reposição é de 2 meses. Qual será o ponto de pedido, uma vez que o estoque mínimo deve ser de um mês de consumo? PP = (C . TR) + E.Mn PP = (30 . 2) + 30 PP = 90 unidades LEMBRAR DO ESTOQUE VIRTUAL!
  10. 10. ALGUMAS DEFINIÇÕES IMPORTANTES Consumo médio mensal: é a quantidade referente à média aritmética das retiradas mensais de estoque. C1 + C 2 + C 3 + ... C n CM = n
  11. 11. ALGUMAS DEFINIÇÕES IMPORTANTES Estoque médio: é o nível médio de estoque em torno do qual as operações de compra e consumo se realizaram. Q E.M = 2 Q = Quantidade que será comprada para ser consumida.
  12. 12. Se considerarmos o estoque mínimo ou de segurança agregado ao estoque médio, teremos a seguinte expressão: Q E.M = E.Mn + 2
  13. 13. ALGUMAS DEFINIÇÕES IMPORTANTES Estoque mínimo: é uma quantidade morta, só sendo consumida em caso de necessidade, logo, ela é uma constante. Intervalo de ressuprimento: é o intervalo de tempo entre dois ressuprimentos.
  14. 14. T R IR
  15. 15. ALGUMAS DEFINIÇÕES IMPORTANTES Estoque máximo: é igual à soma do estoque mínimo mais o lote de compra (Q). E.Mx = E.Mn + Q Ruptura do estoque: é caracterizada quando o estoque chega a zero e não se pode atender a uma necessidade de consumo.
  16. 16. ESTOQUE MÍNIMO O estoque mínimo, também chamado de estoque de segurança, por definição, é a quantidade mínima que deve existir em estoque, que se destina a cobrir eventuais atrasos no ressuprimento, objetivando a garantia do funcionamento ininterrupto e eficiente do processo produtivo, sem o risco de faltas.
  17. 17. ENTRE AS CAUSAS QUE OCASIONAM ESSAS FALTAS, PODEMOS CITAR: Oscilação no consumo;  Oscilação nas épocas de aquisição (atraso no tempo de reposição);  Variação na qualidade, quando o CQ rejeita um lote;  Remessas por parte do fornecedor, divergentes do solicitado;  Diferenças de inventário. 
  18. 18. O estabelecimento de uma margem de segurança ou estoque mínimo é o risco que a companhia está disposta a assumir com relação à ocorrência de falta de estoque.
  19. 19. EXEMPLO: Suponhamos uma peça X, com um consumo previsto de 4.000 unidades, com uma variação de 10% para maior, conforme os valores anteriores do consumo. Assim, teríamos um valor acumulado de 30% de diferença entre o real e o previsto após os três meses: a) Cada mês, diferença de 10% 1º mês – 10% 2º mês – 20% 3º mês – 30% Total em 3 meses = 33% do consumo mensal.
  20. 20. EXEMPLO: Podemos considerar também erros e variações no tempo de reposição. Vamos supor um atraso no prazo de entrega de 10% em relação ao previsto: b) Cada mês, diferença de 10% 1º mês – 10% 2º mês – 20% 3º mês – 30% Total em 3 meses = 33% do consumo mensal.
  21. 21. EXEMPLO: c) Existem ainda riscos de rejeição ou outros problemas com o cobertura desses fornecedor. outros Para riscos a não enquadrados em a e b, vamos definir uma taxa de 20% do consumo mensal.
  22. 22. EXEMPLO: A soma de a + b + c = 80% ou 0,8 do consumo mensal. O estoque mínimo é determinado pelo consumo mensal multiplicado pela taxa total. E.Mn = 4.000 x 0,8 E.Mn = 3.200 unidades
  23. 23. CÁLCULOS PARA O ESTOQUE MÍNIMO A) FÓRMULA SIMPLES E.Mn = C X K Onde: E.Mn = estoque mínimo C = consumo médio mensal K = fator de segurança com o qual se deseja garantia contra um risco de ruptura
  24. 24. EXEMPLO: Se quisermos que uma peça tenha um grau de atendimento de 90%, ou seja, queremos garantia de que somente 10% das vezes o estoque desta peça esteja a zero, sabendo que o consumo mensal é de 60 unidades, o E.Mn será: E.Mn = 60 x 0,9 E.Mn = 54 unidades
  25. 25. CÁLCULOS PARA O ESTOQUE MÍNIMO B) MÉTODO DA RAIZ QUADRADA Este método considera o tempo de reposição não variando mais do que a raiz quadrada de seu valor. Porém, ele só deve ser usado se:    O consumo durante o tempo de reposição for pequeno, menor que 20 unidades; O consumo do material for irregular; A quantidade requisitada ao almoxarifado seja igual a 1.
  26. 26. EXEMPLO: Usando o mesmo exemplo citado em a e com um tempo de reposição (TR) de 90 dias (1,5 mês), teremos: E.Mn = C.TR E.Mn = 60.1,5 E.Mn = 90 = 9,48 ≅ 9unidades
  27. 27. CÁLCULOS PARA O ESTOQUE MÍNIMO C) MÉTODO DA PORCENTAGEM DE CONSUMO Este método considera os consumos passados que são medidos em um gráfico de distribuição acumulativa.
  28. 28. Nº de dias Consu Consu % da que o Acumula mo mo X nº acumulaç consum do diário de dias ão o ocorreu 90 4 360 360 2,12 80 8 640 1000 5,91 70 12 840 1840 10,87 65 28 1820 3660 21,63 60 49 2940 6600 39,00 50 80 4000 10600 62,64 40 110 4400 15000 88,65 30 44 1320 16320 96,45
  29. 29. CÁLCULOS PARA O ESTOQUE MÍNIMO O consumo médio é de 46 unidades, um consumo de 70 unidades por dia só ocorrerá em aproximadamente 10% das vezes. Considerando este número de peças como o consumo máximo, o estoque mínimo seria: E.Mn=(C.Max – C.Médio) X TR
  30. 30. CÁLCULOS PARA O ESTOQUE MÍNIMO Se o TR for de 10 dias, o estoque mínimo para este caso será: E.Mn=(70 – 46) X 10 E.Mn=(24) X 10 E.Mn= 240
  31. 31. CÁLCULOS PARA O ESTOQUE MÍNIMO C) MÉTODO PRÁTICO Este método considera o tempo para o item ser comprado em um 2º fornecedor. E.Mn= C.Médio X TR2
  32. 32. GIRO DO O giro do estoque, ou rotatividade, é uma relação ESTOQUEanual e o estoque médio do existente entre o consumo produto. Giro = Consumo médio anual Estoque médio
  33. 33. GIRO DO Exemplo: o consumo de de 800 ESTOQUEanual 100um item foi O giro unidades e o estoque médio, de unidades. seria: Giro = 800 100 =8
  34. 34. ANTIGIRO DO ESTOQUE de cobertura indica quantos O antigiro ou taxa meses de consumo equivalem ao estoque real ou ao estoque médio. Antigiro = Estoque médio consumo
  35. 35. ANTIGIRO DO ESTOQUE que tem um estoque de 3.000 Exemplo: um item unidades é consumido a uma taxa de 2.000 unidades por mês. Quantos meses o estoque cobre a taxa de consumo? Antigiro = 3.000 2.000 = 1,5 meses
  36. 36. NÃO DEVEMOS ESQUECER:  A disponibilidade de capital para investir em estoque é que vai determinar a taxa de rotatividade padrão;  Não se devem utilizar taxas de rotatividade iguais para materiais de preços diferenciados;
  37. 37. NÃO DEVEMOS ESQUECER:  Baseado na política da empresa, nos programas de produção e na previsão de vendas, determine a rotatividade que atenda às necessidades ao menor custo total;  Estabeleça uma periodicidade para comparação entre a rotatividade padrão e a rotatividade real.
  38. 38. REFERÊNCIA Dias, Marco Aurélio P. Administração de Materiais: princípios, conceitos e gestão 6ª ed. São Paulo: Atlas, 2011.

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