Ambientes virtuais de interação

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Grandes bibliotecas constroem comunidades?
3º Seminário de Informação em Arte
Rio de Janeiro 2013

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Ambientes virtuais de interação

  1. 1. Se não há política, não se sabe o que fazer. Então no fundo os bibliotecários estão sempre querendo um manual de como engajar as pessoas a seus serviços e produtos. Só que dessa vez no ambiente digital
  2. 2. Ambientes virtuais de interação Moreno Barros [esse foi o tema da palestra]
  3. 3. Ambientes virtuais de interação? me vejo fazendo isso sempre meu discurso é que funciona bem o ambiente de interação entre pares, mas não com os usuários
  4. 4. Panfletar informação é bem diferente de compartilhar informação
  5. 5. Muitas das iniciativas de interação virtual são na verdade uma cópia dos murais de margarida das escolas e bibliotecas
  6. 6. Um exemplo: criei um grupo no facebook para troca de artigos científicos. Tipo de coisa que funciona muito melhor que o COMUT.
  7. 7. Na verdade, pouco me importa o ambiente (o facebook, no caso). E sim a capacidade de realizar melhor meu trabalho e com mais rapidez.
  8. 8. O ambiente de interação também funciona bem quando peço ajuda aos colegas
  9. 9. internet, melhor ambiente de interação que existe ok, mas quando estamos falando de interação no contexto das bibliotecas, o que estamos querendo dizer?
  10. 10. INTERAÇÃO?
  11. 11. MANTRA Bibliotecas que constroem coleções (ruins), que constroem serviços (boas) e que constroem comunidades (grandes) *Dora traduziu o texto que eu retuitei, leiam
  12. 12. Em outro evento da redarte (2010) falei sobre a biblioteca como plataforma e uma divisão em níves de curadoria
  13. 13. FASE 1 FASE 2 FASE 3
  14. 14. A BIBLIOTECA COMO PLATAFORMA 1. bibliotecas liberam seus dados 2. usuários trabalham sobre esses dados 3. dados remixados retornam à curadoria da biblioteca
  15. 15. O grande exemplo de intervenção na curadoria original dos bibliotecários é o The Commons do Flickr. No Brasil, ainda estamos presos na fase 1: digitalização, acesso a informação, dados abertos, etc.
  16. 16. Fabiano Caruso me explicou que uma curadoria de segundo nível seria mais direcionada a criação de valor e formação de comunidades a partir desta informação que foi previamente tratada, aberta e é oferecida.
  17. 17. Hoje, minha dúvida é saber se os níveis 2 e 3 são papel dos bibliotecários, das bibliotecas… Fabiano acha que não é um trabalho “exclusivo” mas mais uma oportunidade.
  18. 18. ADENDO (by Caruso) • a biblioteconomia carece de entendimento dos fins, ela só tem noção dos meios. • pois os fins (marketing) convertido nos tipos de bibliotecas (pública, escolar, etc), já é empurrado goela abaixo para nós • e qualquer mudança nos fins acaba dependendo de que consigamos nos adaptar para isso • ou seja, a biblioteconomia é meio que um serviço social especializado • só que o que vamos fazer ou deixar de fazer é muito amarrado em políticas públicas para isso (de um lado as políticas governamentais para bibliotecas públicas, de outro lado aquela lei de repositórios institucionais para bibliotecas universitárias e etc). • percebe como a área não consegue por conta própria fazer pesquisa de marketing e pensar em serviços de forma mais fragmentada?
  19. 19. Uma plataforma de intervenção, a curadoria funcionando nos 3 níveis. Um nome me vem à mente: foursquare Como a biblioteca pode se tornar uma espécie de foursquare?
  20. 20. interação?
  21. 21. FOURSQUARE o melhor guia da cidade. Meus amigos são meus guias.
  22. 22. A BIBLIOTECA COMO PLATAFORMA PARA AÇÃO • dado, informação, conhecimento, insight (leiam BARRETO, Aldo) • 0 é a biblioteca, 1 e 2 são pessoas • O desafio da biblioteca é juntar o 0,1 e 2 e promover o salto para o 3
  23. 23. *caruso desenhou isso
  24. 24. COMO AS BIBLIOTECAS FUNCIONAM HOJE? bibliotecas são um depósito. onde cada busca começa sempre do zero. dificilmente consigo visualizar no espaço real ou virtual da biblioteca os rastros de conhecimento acumulado de todas as pessoas que já percorram aquilo antes de mim (que é o que o foursquare faz de melhor) ou seja, tanto nas bibliotecas públicas (avaliações sociais das leituras) como nas universitárias (informações técnicas acumuladas e produtos derivados das leituras) não existe o acúmulo de registros sobre o uso dos materiais, apenas o acúmulo dos materiais por si só
  25. 25. nas bibliotecas universitárias o modelo de recomendação e avaliação são as referências bibliográficas ou a bibliografia da disciplina chancelada pelo professor. é um grande início de pesquisa, mas é top-down e não deveria ser o único caminho. as bibliotecas então tinham que oferecer mecanismos de mapear os rastros de uso sobre os seus produtos e serviços, para que pessoas pudessem tomar proveito de informações de uso de pessoas anteriores
  26. 26. O QUE TEM SIDO FEITO? Na prática, alguns projetos estão sendo consolidados, saindo da fase 1, para a fase 2 EXEMPLO 1: MAPA DAS BIBLIOTECAS • informações geotageadas com base no censo do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas, criado por Tiago Murakami no google fusion.
  27. 27. EXEMPLO 2: WEB QUALIS DA CAPES • Capes disponibiliza a tabela do Web Qualis em pdf. Esse tipo de arquivo precisa ser aberto para permitir melhor e maior integração com outros sistemas • cidadãos (OKF Brasil e Murakami) pediram os dados abertos via Lei de Acesso à Informação, Capes negou. Vamos fazer na marra.
  28. 28. EXEMPLO 3: ORÇAMENTO A SEU ALCANCE sintetiza informações atualizadas e mensais sobre o desembolso financeiro dos ministérios e demais órgãos federais
  29. 29. EXEMPLO 4: LIBRARY THING (for libraries) Modelo mais próximo que temos atualmente de uma biblioteca que oferece o mecanismo da revisão, da intervenção. Mas ainda estamos longe de ter um catálogo de biblioteca nos moldes da Amazon.
  30. 30. CURADORIA DIGITAL Também diz respeito ao embate entre criadores e curadores. Bibliotecários devem estar além desse embate, porque sempre estiveram ao lado dos 2 Somos privilegiados por ter acesso ilimitados aos dados, os registros. Ou seja, as possibilidades de curadoria para os bibliotecários são ilimitadas Isso é papel das bibliotecas? Não é exclusivo, mas é uma oportunidade.
  31. 31. E as coisas que venho fazendo, no nível pessoal individual que talvez se caracterizem como um tipo de curadoria
  32. 32. facebook.com/umacapapordia O exercício de publicar uma capa por dia, critério estético pessoal, a partir da seleção em massa dos catálogos dos editores brasileiros Projeto original de Vivian Andreozzi
  33. 33. morenobarros.com Seleção de imagens de bibliotecas digitais nacionais e republicação de textos antigos e esquecidos da biblioteconomia nacional, não disponíveis em HTML
  34. 34. ExLibris Brasilis seleção de exlibris nacionais esquecidos ou ainda não catalogados www.pinterest.com/morenobarros/ex-libris/
  35. 35. Arquitetura de bibliotecas seleção dos projetos nacionais de design e arquitetura de biblioteca arquiteturadebibliotecas.blogspot.com
  36. 36. BiblioCamp desconferência para compartilhamento de boas práticas bibliocamp.com
  37. 37. No final das contas tudo se resume à interação com pessoas. Pessoas que interagem com pessoas por meio de tecnologia e arte O mecanismo de interação é menos importante do que a interação em si
  38. 38. interação? OBRIGADO!

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