Manual de processamento técnico

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Manual de processamento técnico criado pelos alunos Adriana Parra e Florindo Peixoto Neto. (FaBCI, 2011)

Manual de processamento técnico

  1. 1. 1Manual de Processamento Técnico Adrian Parra CARNEIRO Florindo PEIXOTO NETOFUNDAÇÃO ESCOLA DE SOCIOLOGIA E POLÍTICA DE SÃO PAULOFACULDADE DE BIBLIOTECONOMIA E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO SÃO PAULO 2011
  2. 2. Adrian Parra CARNEIRO Florindo PEIXOTO NETOMANUAL DE PROCESSAMENTO TÉCNICO Trabalho final da Disciplina de Biblioteca Laboratório objetivando requisitos parciais para conclusão da mesma, pela Faculdade de Biblioteconomia e Ciência da Informação – FaBCI, da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo – FESPSP. Professora: Adriana Maria de Souza SÃO PAULO 2011
  3. 3. AgradecimentosPrimeiramente, agradecemos ao fato de que a página de agradecimentos não éavaliada.Agradecemos à página de agradecimentos por ter nos permitido completar 70páginas neste trabalho.Agradecemos aos colegas de classe que também se mataram para fazer estetrabalho.Agradecemos um ao outro por termos feito este trabalho de forma que cada um ficoucom a parte que gosta.Agradecemos ao povo chato que, por ficar falando feito matracas na biblioteca, nosdavam uma boa desculpa para por o fone de ouvido e escutar Heavy Metal.Agradecemos aos grandes autores que escreveram uma infinidade de páginas quetivemos de ler feito malucos para poder desenvolver este trabalho.Agradecemos também às cadeiras confortáveis, sem as quais teríamos ficado comainda mais dor nas costas que o normal e as paredes geladinhas em que nosencostávamos para dormir depois de ter comido até passar mal.Agradecemos às nossas colunas que não quebraram mesmo quando carregávamos7 quilos de peso nas mochilas.Agradecemos ao João e ao Zé, do barzinho, por nos alimentar nas horas do almoçoe dos muitos cafés.Agradecemos ao nosso bom senso, que nos impediu de colocar todas as piadinhasque queríamos ter colocado ao longo do trabalho.Agradecemos à professora Adriana que no último ano fofocou bastante com a gentenas horas vagas (e algumas horas de trabalho também).Agradecemos de antemão a nota dez que iremos tirar neste trabalho. Eu, Adrian, não agradeço à professora Adriana por ter me dado nota menor do queeu merecia nas provas do ano passado, na primeira por ela ter dito que errei umapergunta mesmo quando expliquei o motivo de pensar de forma diferente dela e nasegunda porque eu não coloquei no exercício aquilo que não foi pedido.E, para finalizar, gostaríamos de agradecer a todas às pessoas que, de forma diretaou indireta, nos ajudaram a fazer este trabalho. Obrigado, obrigado, obrigado...
  4. 4. Lista de figurasFigura 1 - Árvore de Porfírio ........................................................................... 15Figura 2 - Capa e contracapa ......................................................................... 43Figura 3 - Orelha da capa e página de rosto .................................................. 43Figura 4 - Outras preliminares e orelha da contracapa ................................... 44Figura 5 - Capa e contra-capa ........................................................................ 48Figura 6 - Página de rosto .............................................................................. 48Figura 7 - Outras preliminares ........................................................................ 49Figura 8 - Capa e contra-capa ........................................................................ 53Figura 9 - Página de rosto e outras preliminares ............................................ 53Figura 10 - Capa e contra-capa ...................................................................... 58Figura 11 - Página de rosto ............................................................................ 58Figura 12 – Capa ............................................................................................ 62Figura 13 - Página de rosto e orelha esquerda............................................... 62Figura 14 - Outras preliminares ...................................................................... 63 Lista de TabelasTabela 1 - Tags mais utilizadas no MARC 21 bibliográfico ............................. 28Tabela 2 - Tags mais utilizadas no registro MARC 21 autoridades ................ 29Tabela 3 - Tags livro 1 .................................................................................... 47Tabela 4 - Tags livro 2 .................................................................................... 52Tabela 5 - Tags livro 3 .................................................................................... 57Tabela 6 - Tags livro 4 .................................................................................... 61Tabela 7 - Tags livro 5 .................................................................................... 66
  5. 5. Sumário1 Introdução ................................................................................................... 6 1.1 Objetivo ................................................................................................ 6 1.2 Metodologia .......................................................................................... 62 Desenvolvimento de Coleções.................................................................... 8 2.1 Política de Desenvolvimento de Coleções ........................................... 8 2.2 Estudo de Comunidade e Usuário ........................................................ 8 2.3 Seleção de Materiais de Informação .................................................. 10 2.4 Aquisição de Materiais de Informação................................................ 11 2.5 Desbaste ............................................................................................ 123 Breve história da Catalogação e ferramentas ........................................... 14 3.1 O CBU ................................................................................................ 14 3.2 AACR2r e MARC 21 ........................................................................... 14 3.3 Sistemas de Classificação.................................................................. 15 3.3.1 A Classificação Decimal de Dewey .............................................. 16 3.3.2 A Classificação Decimal Universal ............................................... 184 Prática de Catalogação ............................................................................. 20 4.1 Representação Descritiva .................................................................. 20 4.1.1 Leitura técnica .............................................................................. 20 4.1.2 Descrição do Recurso Bibliográfico .............................................. 21 4.1.3 Determinação dos Pontos de Acesso........................................... 25 4.1.4 Ficha Catalográfica ...................................................................... 26 4.1.5 Machine Readable Cataloging Format – MARC ........................... 27 4.2 Representação Temática ................................................................... 30 4.2.1 Leitura Técnica ............................................................................. 30 4.2.2 Indexação ..................................................................................... 31
  6. 6. 4.2.3 Linguagens Documentárias Pré-Coordenadas............................. 32 4.3 Tratamento Técnico............................................................................ 36 4.3.1 Localização .................................................................................. 36 4.3.2 Tratamento Físico ........................................................................ 395 Disseminação da informação e marketing ................................................ 406 Exemplos de catalogação ......................................................................... 42 6.1 Item 1 ................................................................................................. 43 6.2 Item 2 ................................................................................................. 48 6.3 Item 3 ................................................................................................. 53 6.4 Item 4 ................................................................................................. 58 6.5 Item 5 ................................................................................................. 627 Considerações Finais ............................................................................... 67Referências..................................................................................................... 68Anexos ............................................................................................................ 69 Anexo 1 – Designação Geral do Material – Lista 2 ..................................... 69
  7. 7. 61 Introdução A Catalogação é um dos pilares da Biblioteconomia, nela estão contidosvários aspectos diferentes que, portanto, são estudados separadamente. Ela podeser dividida em duas grandes áreas: representação descritiva e representaçãotemática. Ambas têm crescido muito nos últimos tempos, a primeira com a criaçãode normas e formatos utilizados para facilitar a troca de dados entre unidades deinformação; a segunda, com a criação de vocabulários controlados, tesauros eoutras técnicas de indexação, que têm por objetivo classificar e representar oconteúdo dos materiais bibliográficos. Contudo, a catalogação não é a única atividade em uma unidade deinformação. Tudo começa com o entendimento de o que é a sua unidade deinformação e quem é seu usuário. Para, a partir disso, selecionar o melhor materialpara atender as necessidades de seu público, desenvolvendo a coleção etrabalhando o material de forma que possa ser recuperado. 1.1 Objetivo O objetivo deste manual é criar um método, para que seja possível apadronização da rotina de trabalho na unidade de informação. Além de colocar emprática os conhecimentos adquiridos ao longo do curso. 1.2 Metodologia A metodologia utilizada para este trabalho foi a de explicar e orientar asatividades em uma biblioteca geral, sem determinar uma tipologia de bibliotecaespecífica.
  8. 8. 7 Para isso, foi feito um breve resumo do histórico e de como utilizar asferramentas necessárias para a catalogação e preparo físico de materiaisinformacionais. Finalmente, para exemplificar, foi feito o tratamento de cinco livros.
  9. 9. 82 Desenvolvimento de Coleções 2.1 Política de Desenvolvimento de Coleções A política de desenvolvimento de coleções é a diretriz usada pelosfuncionários para a tomada de decisão em todas as áreas que afetam diretamente acoleção. Esta norma é importante para que o caminho trilhado pela biblioteca não setorne difuso a ponto de não se saber onde se quer chegar. Há muito já foi superadaa visão de que uma biblioteca deve conter, ou pelo menos tentar guardar, todo oconhecimento humano. Com a generalizada falta de recursos nas mais diversastipologias de bibliotecas, os bibliotecários responsáveis pelas unidades deinformação devem procurar dar um sentido para seu acervo e servir como umaponte entre o usuário e o universo informacional a sua volta, seja em sua biblioteca,ou outras através dos serviços prestados por elas,como disse Vergueiro (1989).Para isso ser possível é muito importante que estas regras e diretrizes sejamescritas e firmadas pelos responsáveis. Quando se diz: dar um sentido ao acervo significa que é necessário encontrara aptidão da biblioteca, tratando-se de uma biblioteca especializada, a áreaintelectual do acervo já está bem definida.Entretanto, quando se trata de umabiblioteca pública a dificuldade aumenta. Mesmo assim, não é possível ter tudo emuma biblioteca e seleções devem ser feitas, mas a partir do momento em que se fazum estudo de comunidade e usuário pode-se tomar decisões mais assertivas. 2.2 Estudo de Comunidade e Usuário Para o desenvolvimento de coleções ser elaborado de maneira consistente esuprir as necessidades informacionais de sua comunidade, deve ser feito um estudode comunidade e usuário.Sabendo-se a tipologia da unidade de informação o estudo
  10. 10. 9deve mostrar o perfil de usuário ao qual a unidade vai servir. Com isso, a coleçãopode ser planejada e o perfil dos funcionários, que virão a trabalhar nela, melhordefinidos. Esta etapa é importante para estabelecer prioridades na hora da aquisição eno descarte de materiais, pois não se deve basear estes processos apenas navontade do bibliotecário responsável e sim nas necessidades do usuário, e o perfildo funcionário não deve ir de encontro com as necessidades intrínsecas ao cargoexercido no âmbito verificado. Segundo Vergueiro (1989, p. 29): Para a biblioteca pública, comunidade são todas as pessoas que residem na jurisdição política servida por ela; para a biblioteca escolar, são todos os alunos matriculados na instituição e, também, os professores a atendê-los; para a biblioteca universitária, são os corpos docentes e discente e, eventualmente, também os funcionários; para a biblioteca especializada, é a companhia, a instituição comercial, a fundação ou empresa que criou. Cada uma dessas bibliotecas tem suas características e demanda atençãoem maior ou em menor grau nos itens a serem estudados para a obtenção do perfilda comunidade, mas em todas elas, segundo Vergueiro (1989), deve-se obter dadosrelativos às seguintes áreas: a) História: dados de criação e crescimento que podem dar uma idéia geral do ponto em que a comunidade está. b) Demográficas: dados sociais da comunidade como idade, sexo, taxa de natalidade e mortalidade, nacionalidade, caráter urbano, etc. c) Geográficas: crescimento, barreiras naturais, distribuição da população, acesso a biblioteca. d) Educativas: grau de analfabetismo, nível de instrução, instituições educacionais, número de estudantes matriculados,, cursos de férias, iniciativas educacionais ligadas a grupos com interesses variados, etc. e) Sócio-econômica: atividades econômicas, índices de desemprego, atividades econômicas, serviços públicos de saúde e assistência, associações e lideres da comunidade. f) Transporte: existência de transportes públicos, horários, preços, fatores geográficos, etc.
  11. 11. 10 g) Culturais e informacionais: dados relativos a expressões culturais, eventos, características da comunidade, periódicos que tem mais acesso, outras unidades de informação para possíveis compartilhamentos de recursos, etc. h) Políticas e legais: questões ligadas a autoridades às quais a biblioteca está ligada ou subordinada, partidos políticos ligados a biblioteca, etc. Tendo estes dados em mãos, a elaboração de questionários para pesquisa deusuário se torna mais fácil e direcionada, pode-se também incluir questões voltadospara as necessidades da comunidade com o intuito de criar ações culturais. 2.3 Seleção de Materiais de Informação Ao selecionar um material de informação o bibliotecário deve lembrar-se deque o está fazendo para a comunidade e não para ele, tendo esta premissa emmente ao fazer a seleção dos materiais de informação o profissional já estáresolvendo metade dos problemas que envolvem esta etapa. Selecionar significa escolher, optar e excluir, dentro de uma unidade deinformação quer dizer que ao fazer a seleção dos materiais que entrarão para oacervo está também escolhendo, muitas vezes, os que não entrarão, para estadecisão ser tomada da melhor maneira possível o bibliotecário deve estar ciente dasnecessidades de seu público leitor, do objetivo do acervo, dos melhoresfornecedores, da qualidade dos materiais, da verba destinada e principalmente dasdiretrizes de seleção. As diretrizes de seleção devem ser criadas a partir do consenso dos diretoresda unidade de informação, seus funcionários e membros da comunidadedevidamente representados numa comissão de seleção e devem ser formalizadasem um documento. Essa prática evita que a preferência do bibliotecário prevaleça sobre a realnecessidade da biblioteca, evita também que censuras de parte da comunidade sesobreponham aos desejos informacionais da maioria.
  12. 12. 11 Para uma boa seleção é importante, como já foi dito, conhecer osfornecedores e os materiais fornecido por ele, para se aprofundar nesta área pode-se fazer uso de catálogos de editores, folhetos, resenhas das mais diversas fontes,bibliografias, listas de livros recomendados e etc. Assim, com a lista de materiais selecionados, pode-se partir para a etapa daaquisição de materiais de informação. 2.4 Aquisição de Materiais de Informação A aquisição de materiais de informação é a consolidação da fase de seleção,para que esta etapa seja realizada rapidamente, ela deve ser considerada comouma atividade administrativa e não necessitar de grandes comoções para serrealizada (Vergueiro, 1989). Há três maneiras de se adquirir os materiais de informação, são eles: comprapermuta e doação. Destas a compra exige mais tempo e desgaste por parte doprofissional que as demais.Principalmente porque o bibliotecário é consideradoresponsável pelos gastos na aquisição de materiais para a biblioteca e qualquergasto desnecessário pode se transformar em processos administrativos (Andrade,1996). a) Compra: para a realização da compra deve-se escolher o fornecedor e a qualidade do item.Neste momento, não adianta optar por comprar um material barato, de péssima qualidade, que vai acabar tendo uma vida útil pequena e logo deverá ser substituído. b) Permuta: é uma prática que se faz muito útil para a grande maioria das bibliotecas, através dela pode-se adquirir itens esgotados e de difícil acessoe também se desfazer de duplicatas indesejadas e otimizar o acervo. c) Doações: a política de recebimento de doações deve ser muito bem definida e, também, entendida pelo doador para evitar transtornos.Embora digam que “em cavalo dado não se olha os dentes”, no caso das doações, isto deve ser
  13. 13. 12 feito.Não se pode aceitar de tudo, pois isso foge do objetivo do acervo, resultando em obras fora de contexto, ocupando lugar nas prateleiras. Isso mostra que a atividade de aquisição é muito importante para a bibliotecae a maneira que ela é realizada pode maximizar seus recursos ou desperdiçá-lo. 2.5 Desbaste Como disse Vergueiro, em 1989, pode-se equiparar uma biblioteca a umaárvore, ambas devem ser regularmente desbastadas para poderem alcançar seumaior esplendor sem que alguns de seus ramos cresçam fora do conjunto. Em umaárvore isso é fácil de ser feito, basta uma tesoura de poda ou, em troncos maiores,usa-se uma serra, mas quais são as ferramentas usadas para ser feito semelhantetrabalho em uma biblioteca? Como perceber qual ramo está crescendo fora dosplanos? Encontrar o ramo descontrolado talvez seja a parte mais complicada em umabiblioteca, quando os bibliotecários são formados para conservar os materiais deinformação. Isso faz com que muitos profissionais se apeguem a itens que poderiamceder seu lugar na coleção a outros mais indicados. Estes profissionais se negam aentender que, assim como as pessoas, os materiais de informação têm vida útil e elaacaba mais cedo ou mais tarde. A vida útil de um material de informação não depende unicamente de seuestado físico, mas também da validade da própria informação contida nele. Na eradigital, quando terabytes de informações são geradas e transmitidas emnanosegundos, algumas informaçõestêm vida útil muito pequena. Isso não significaque os bibliotecários devem queimar suas bibliotecas toda semana e recheá-lasdepois com novas informações, mesmo porque o desbaste não é apenas o descartedos materiais, embora ele também faça parte.A partir do momento em que asferramentas e rotinas demonstrarem que um material está perdendo sua utilidade noacervo ele deve ser observado, colocado em quarentena fora da coleção principal
  14. 14. 13para ser avaliado quanto sua serventia para o público e a partir disso, decidir seudestino. Uma vez comprovada sua “morte” como informação, seu descarte deve serrealizado sem maiores pesares, porém se seu valor como informação for provadodeve-se mantê-lo na coleção, seja o mesmo item ou outro da mesma obra casopossível e necessário.
  15. 15. 143 Breve história da Catalogação e ferramentas 3.1 O CBU CBU é uma sigla usada para Controle Bibliográfico Universal, um ideal queteve suas origens durante a idade média, que é produzir um registro bibliográfico detodos os materiais informacionais produzidos no mundo, segundo Campelo (2006, p.2). O conceito de Controle Bibliográfico Universal (CBU) foi formalizado com a criação, em 1974, do International Office for UBC [Universal Bibliográphic Control] da Federação Internacional de Associações e Instituições Bibliotecárias (IFLA), que teve origem na Reunião Internacional de Especialistas em Catalogação, ocorrida em 1969. Para atingir este ideal todos os países que abraçaram este ideal tiveram queadotar um sistema único de catalogação, para as informações poderem ser trocadassem que houvesse discrepância nos dados. Neste ínterim as atenções foram voltadas para uma maneira de se catalogaras obras que formariam o catálogo do CBU. Desde 1831, Antony Panizzi trabalhavaem suas 91 regras de catalogação, que serviram de base para os estudiosos daárea.Assim, surgiram várias regras e uma delas era o ISBD apresentado no RIEC(Reunião Internacional de Especialistas em Catalogação)por Michael Gorman, esseconjunto de regras foram adotadas por todas as normas subseqüentes, inclusive oAACR2r (Código de Catalogação Anglo-americano) adotado então pela maioria dospaíses que abraçaram o ideal do CBU e o Brasil está entre eles. 3.2 AACR2r e MARC 21 O AACR2r é um código de catalogação usado mundialmente, nele estádescrito todas as regras adotadas e imprescindíveis para se fazer a representaçãodescritiva dos item a serem incluídos no catalogo de qualquer unidade deinformação.
  16. 16. 15 O MARC21 é a versão eletrônica do AACR2r, foi desenvolvido para aproveitara tecnologia, que vinha crescendo, nas bibliotecas e centros de documentação,como o formato do AACR2r havia sido criado para ser reconhecido por máquina, aadequação aconteceu sem muitos problemas. Hoje em dia, no Brasil, usa-se o AACR2r e o MARC 21 na grande maioria dasbibliotecas do país e, graças a isso, tanto o ensino da biblioteconomia como oscatálogos das bibliotecas estão consistentes. 3.3 Sistemas de Classificação O ato de classificar é algo natural do ser humano. Desde o momento em queconsegue distinguir semelhanças e diferenças, o homem cria grupos, em que se oser/objeto tem características similares é inserido, caso contrário está fora. Esse é o pensamento lógico funcionando, os primeiros sistemas declassificação utilizavam a lógica para montar uma hierarquia, como por exemplo: aárvore de Porfírio. Figura 1 - Árvore de Porfírio
  17. 17. 16 De acordo com Pombo (2002), os sistemas de classificação se baseiam nosanteriores, ou seja, os sistemas de classificação mais recentes têm característicascomuns aos seus antecessores, enquanto uma mudança é feita para justificar acriação do novo sistema. Os sistemas de classificação consistem em uma linguagem documentáriaonde os assuntos dos materiais informacionais (livros, CDs, DVDs, periódicos,diapositivos, mapas, normas, etc.) são divididos de acordo com suas especificidadese agrupados levando em conta suas semelhanças, os mais utilizados atualmentesão organizados de maneira lógica e hierárquica, são usados para, junto da notaçãode autor, montar o número de chamada que indicam a localização dos materiais noacervo, fazendo com que os itens de assuntos e tipologias semelhantes fiquemagrupados. Os sistemas de classificação mais usados hoje em dia são: ClassificaçãoDecimal de Dewey, Classificação Decimal Universal e Classificação Facetada deRanganathan.Entretanto, há bibliotecas e unidades de informações que utilizamseus próprios sistemas de classificação. Nesse manual falaremos da CDD, Classificação Decimal de Dewey e daCDU, Classificação Decimal Universal. A CDD é o sistema de classificação queintroduziu o sistema decimal e como seus antecessores é lógica e hierárquica.Como a CDU derivou da CDD, ela também é lógica, hierárquica e decimal, mascomeçou a introduzir a visão facetada de classificação. Esta visão foi melhoradacom o sistema de classificação de Ranganathan. 3.3.1 A Classificação Decimal de Dewey 3.3.1.1 Melvil Dewey Não se pode falar sobre a CDD sem falar sobre o seu criador, Melvil Dewey.Melville Kossuth Dewey nasceu em 1851, com a finalidade de economizar em todas
  18. 18. 17as áreas de sua vida, ele diminuiu seu nome para Melvil, deixou de usar o nome domeio e chegou até a diminuir o sobrenome para Dui. Ele criou a CDD com 21 anos,quando trabalhava como assistente em uma biblioteca (GUARIDO, 2008). Numa época em que o sistema de localização fixa 1 imperava, Deweycomeçou a questionar por que não classificar os livros definitivamente? Por que nãofazer algo que sirva em todas as bibliotecas? Após refletir muito sobre o assuntoDewey conseguiu uma solução: utilizar os símbolos mais simples conhecidos, osnúmeros arábicos, de forma decimal para classificar todo o conhecimento humano(GUARIDO, 2008). Os números passaram a representar assuntos e não a localização ordinal doslivros, o que fez surgir a localização relativa. Ou seja, os livros passaram a serorganizados pelo assunto e não pelo número de tombo. O que possibilitava que umlivro saísse de seu lugar na prateleira sem modificar a posição dos outros. O quepermite um grande avanço para os serviços de biblioteca: o empréstimo. No dia 8 demaio de 1873, Dewey obteve a aprovação de seu plano e pode aplicá-lo nabiblioteca de Amherst College, sua criação deu início a uma nova era àBiblioteconomia e hoje ele é considerado o pai da Biblioteconomia Moderna(GUARIDO, 2008). 3.3.1.2 Atualização da CDD O desenvolvimento da CDD é feito pelo Comitê Editorial, na Biblioteca doCongresso, em Washington, desde 1923. O Comitê é responsável por analisar comoos especialistas fazem a notação e, se for pertinente, a nova notação é incorporadaao sistema. A CDD tem duas edições a completa (22ª edição) e a abreviada (18ªedição), sendo a última recomendada para acervos de até 20.000 volumes e poucoutilizada. 1 Entende-se por Sistema de Localização Fixa aquele em que os itens são guardados comlugares fixos na prateleira, logo se uma coleção mudasse de prédio todos os livros deveriam serreclassificados. Pois estão diretamente ligados a prateleira e o local em que ela está posicionada.
  19. 19. 18 De acordo com Guarido (2008), a CDD é atualizada através de edições ecorreções publicadas em Dewey Decimal Classification: Additions, Notes andDecisions. Em 1996, a 21ª edição estava disponível em versão DOS, chamadaEletronic Dewey. Nesta versão, era possível fazer buscas por palavras ou frases,números ou termos do índice e por busca booleana. Também estavam disponíveiscinco cabeçalhos de assuntos com exemplos de como usar e quais eram maisutilizados. 3.3.2 A Classificação Decimal Universal 3.3.2.1 Paul Otlet De acordo com a CDU (2007), no final do século XIX e início do século XXPaul Otlet sentiu a necessidade de um sistema de classificação e foi quando eleencontrou a CDD, que estava em sua quinta edição. Então, ele escreveu a MelvilDewey pedindo para traduzir a CCD para o francês e, após receber a aprovação ecomeçar a traduzir, ele ficou impressionado com o sistema e sua possibilidade deexpansão por ser um sistema decimal. Com isso, percebeu que a notação poderia ir além de dar lugar ao livro naestante, mas também poderia expressar de maneira mais específica seu conteúdo.Logo, o projeto que começou com uma tradução, acabou se tornando algo mais: acriação de um novo sistema. 3.3.2.2 Atualização da CDU Desde 1992, o responsável pela atualização da CDU é o UDC Consortium,que teve como primeira prioridade a criação de um banco de dados com 60.000
  20. 20. 19termos. A CDU tem vários tipos de edição, em que o tipo de edição recomendadopara a biblioteca depende do tamanho de seu acervo. A edição padrão em língua portuguesa conta com cerca de 60.000 termos e aedição completa tem cerca de 220.000 termos. Desde agosto de 1949, correções eatualizações têm sido publicadas através de Extensions and Corrections to the UDC,o que acontece, hoje em dia, anualmente.
  21. 21. 204 Prática de Catalogação 4.1 Representação Descritiva Também chamada de descrição bibliográfica, a representação descritiva é aparte responsável pela caracterização física de um recurso bibliográfico. Seuobjetivo é extrair do item todas as informações de interesse para o usuário. Arepresentação descritiva reproduz quase todas as informações na forma como seencontram. Seguindo a norma internacionalmente acordada (MEY, SILVEIRA,2009). Para fins de trabalho, divide-se a representação descritiva em partes queserão estudadas separadamente: leitura técnica, descrição do recurso bibliográfico edeterminação dos pontos de acesso. 4.1.1 Leitura técnica A leitura técnica consiste em analisar o item a ser catalogado, para se retiraras informações necessárias para uso na representação. Para isso, são utilizadasnormas que ditam quais partes do item devem ser preferencialmente consultadas.Estas são chamadas fontes principais de informação e devem ser examinadascuidadosamente (MEY, SILVEIRA, 2009). Para monografias impressas a fonte principal de informação é a página derosto, é dela que devemos retirar as informações mais importantes para arepresentação descritiva. Outras informações podem ser retiradas de outras partesdo item ou até mesmo de fontes externas, desde que obedeçam as normasvigentes. A partir desde momento, toda vez que for citada a fonte principal deinformação entenda-se por página de rosto.
  22. 22. 21 Ao fazer a leitura técnica de livros, deve-se folhear o item, procurando portítulo, subtítulo, responsabilidade pelo conteúdo intelectual da obra, edição e outrasinformações (melhor discutido mais abaixo). Concluída esta fase, inicia-se a descrição do recurso bibliográfico. 4.1.2 Descrição do Recurso Bibliográfico No Brasil, para padronizar a catalogação, é utilizado o Código de CatalogaçãoAnglo-americano, segunda edição revisada de 2004 (AACR2r). O que o torna a basepara a representação descritiva. De acordo com o AACR2r, a representação descritiva é dividida em oitoáreas, cada uma com sua fonte de informação prescrita. Fonte de informaçãoprescrita é a parte do documento em que se pode procurar pela informaçãodesejada. Quando a informação é encontrada em outro lugar que não a fonte deinformação prescrita deve-se utilizar colchetes “[ ]”. Sempre que uma informaçãoestiver contida na fonte principal de informação, esta deverá ser incluída narepresentação descritiva. As oito áreas para a descrição bibliográfica são: área 1, título e indicação deresponsabilidade; área 2, edição; área 3, não utilizada para livros; área 4,publicação, distribuição, etc.; área 5, descrição física; área 6, série; área 7, notas;área 8, número normalizado e modalidades de aquisição. A área 1: Título e Indicação de Responsabilidade tem como fonte prescrita afonte principal de informação. Nela estão contidos: título principal, designação geraldo material, títulos equivalentes, outras informações sobre o título e indicação deresponsabilidade. Título principal é o nome principal de um item, o nome pelo qual é conhecido.O título principal é aquele que aparece em destaque tipográfico na fonte principal deinformação e deve ser transcrito exatamente como se encontra.
  23. 23. 22 Designação Geral de Material (DGM)é o termo de uma lista usado paradescrever qual o tipo de material que está sendo catalogado. O AACR2r prevê duaslistas. Em nossa biblioteca utilizamos a Lista 2 (vide anexo 1). A DGM deve serescrita em letras minúsculas entre colchetes. Título equivalente é o título que também aparece em destaque tipográficoigual ao do título principal, normalmente em outra língua ou com o termo “ou’separando-o do título principal. Deve ser transcrito igual a como aparece na fonteprincipal de informação antecedido de =. O título equivalente, quando em outralíngua, não deve ser confundido com o título original que aparece em outraspreliminares. Outras informações sobre o título devem ser transcritas como aparecem nafonte principal de informaçãoe precedidas de :. A indicação de responsabilidade é a atribuição de quem é o responsávelintelectual por uma obra. Entre eles: autor, tradutor, editor, ilustrador. O primeiro quedeve ser citado é o autor e depois os outros tipos de responsabilidade,separados por; e precedidos pelo tipo de responsabilidade, do modo que aparecem na fonteprincipal de informação. Por exemplo: J. K. Rowling ; tradução de Lia Wiler. Sempreque uma área de indicação de responsabilidade iniciar deve ser precedida por /. Quando duas ou três pessoas ou entidades compartilharem o mesmo tipo deresponsabilidade todos devem ser incluídos na descrição, sendo separados por ,.Quando mais de três pessoas ou entidades compartilharem o mesmo tipo deresponsabilidade somente o primeiro ou o que tiver destaque deve ser incluído nadescrição e sucedido por [et al.]. A área 2: Edição tem como fonte prescrita a fonte principal de informação eoutras preliminares e colofão. Outras preliminares são as páginas do livro queprecedem o texto, como o verso da página de rosto. Colofão é localizado na últimapágina do livro e deve conter informações sobre impressão e edição. Quando não aparecer na fonte principal de informação não é obrigatório queesta área seja usada. A edição deve ser transcrita de forma abreviada como noexemplo: segunda edição revisada – 2. ed. rev. Para uma lista de abreviaturasconsulte o apêndice B do AACR2r.
  24. 24. 23 A área 3 não é utilizada para livros. A área 4: Publicação, distribuição, etc. tem como fonte prescrita o mesmo quea área 2. Nela deve-se colocar a cidade em que o livro foi publicado, a casapublicadora e o ano em que foi publicado. Quando não for possível determinar olocal de publicação deve-se usar a expressão [S. l.], quando não for possíveldeterminar a casa publicadora, utiliza-se a expressão [S. n.]. As palavras editora elivraria podem ser omitidas na descrição. Entre a cidade e a casa publicadora deve-se colocar :. Entre a casa publicadora e a data deve-se incluir ,. Exemplos: SãoPaulo : Record, 2000. [S.l.] : Folhas ao Vento, 1980. Rio de Janeiro : [S. n.], 1995.[S.l. : S. n], 1985. A data de publicação é uma das informações mais importantes para o registrobibliográfico. Se a data de publicação não aparecer e houver data de copirraiteacrescente a letra c. Se não houver data de publicação, ou copirraite, ou defabricação, deve-se incluir uma data aproximada. Quando a data certa forconhecida, coloque-a entre colchetes, [1980]. Quando não se conhecer a datacorreta, mas acreditar-se que uma determinada data é a provável, use ponto deinterrogação, [1980?]. Quando estiver em dúvida sobre um período menor que 20anos use [entre 1980 e 1990]. Para data aproximada [ca. 1980]. Para década certa eprovável: [197-] e [197-?] respectivamente. Semelhante para século: [19--] e [19--?]. A área 5: Descrição física tem como fonte prescrita todo o documento. Elanão é essencial. Entretanto, recomenda-se que sejam indicadas a extensão e adimensão. Nesta área também são incluídas informações como ilustrações emateriais adicionais. O material só é considerado ilustrado quando pelo menos 50%de seu conteúdo forem ilustrações ou quando constar na fonte principal deinformação. A indicação de ilustração é precedida de :. A dimensão deve ser medidade acordo com o tamanho das páginas e para obras de capa dura, deve serconsiderado o tamanho da capa. Quando a medida não for um número inteiro,arredonde para cima. Deve-se indicar somente a altura do item em cm, entretanto,quando a largura for menor do que metade da altura ou maior do que a altura deve-se indicar altura e largura, além disso, quando a altura for menor do que 9 cm, deve-se indicar a altura em milímetros.
  25. 25. 24 A área 6: Série tem como fonte prescrita todo o item, nela incluí-se o título dasérie, subsérie, ISSN da série, volume do item na série e na subsérie, quandopresentes. A área da série é indicada entre parênteses. A área 7: Notas tem como fonte prescrita qualquer fonte, nela deve-se incluirqualquer informação que seja considerada necessária para o usuário. A área 8: Número normalizado e formas de aquisição, tem como fonteprescrita qualquer fonte, nela deve-se incluir o ISBN do livro e, se necessário, omodo de aquisição. O AACR2r prevê três níveis de descrição bibliográfica. Em nossa bibliotecautilizamos o nível 2. Em que temos: Título principal [DGM] = Título equivalente : outras informações sobre o título /Primeira indicação de responsabilidade ; outras indicações de responsabilidade. –Edição / primeira indicação de responsabilidade relativa à edição. – Primeiro lugarde publicação : primeira casa publicadora, data de publicação. Extensão do item : outros detalhes físicos ; dimensões. – (Título principal desérie / indicação de responsabilidade relativa à série, ISSN da série ; numeraçãodentro da série. Título da subsérie, ISSN da subsérie ; numeração dentro dasubsérie). Notas. Número normalizado. Ao término de uma área deve-se colocar ponto final, ao iniciar uma área namesma linha deve-se colocar travessão. As áreas 5 e 7 podem ser iniciadas, semtravessão, na linha de baixo ou permanecer na mesma linha. A área 8 deve iniciarem outro parágrafo. A pontuação é extremamente importante e deve sempre ter espaçamentoantes e depois, com exceção da vírgula e ponto final que tem espaçamento apenasdepois e dos parênteses e colchetes que não têm espaçamento entre eles e o textodentro dos mesmos.
  26. 26. 25 4.1.3 Determinação dos Pontos de Acesso Pontos de acesso são as formas que o usuário terá para encontrar os itens nocatálogo. Os pontos de acesso são divididos em ponto de acesso principal e pontosde acesso secundários. O ponto de acesso principal é determinado pelas informações que aparecemna fonte principal de informação. Em bibliotecas que utilizam fichas catalográficas, oponto de acesso principal será o cabeçalho principal da ficha matriz. Os pontos deacesso secundários ficam abaixo da representação descritiva e são chamados depista. A parte da pista referente a assuntos é numerada por algarismos arábicos e aparte da pista referente a outras informações são numeradas por algarismosromanos. Para cada uma das pistas, uma nova ficha catalográfica é gerada, com umdos pontos de acesso secundários as encabeçando. Tornando assim possível arecuperação pelos mesmos. Com exceção de assunto que será tratado posteriormente, as informaçõesque podem se tornar cabeçalhos são: pessoas ou entidades, título e série. Para poder dizer qual das informações será o ponto de acesso principal deve-se analisar o item e descobrir que tipo de responsabilidade de autoria o item possui.Pode-se dividir o tipo de autoria em: a) obras de autoria de uma única pessoa ouentidade; b) obrasde responsabilidade compartilhada entre duas ou três pessoas ouentidades; c) obras de responsabilidade compartilhada entre mais de três pessoasou entidades; e d) obras de responsabilidade mista. Para obras de autoria única: O cabeçalho principal será o nome do autor. Título e série serão entradassecundárias. Para obras de responsabilidade compartilhada entre duas ou três pessoas:
  27. 27. 26 O autor que estiver em destaque ou o que aparecer primeiro na fonte principalde informação será a entrada principal. Os outros autores, título e série deverãoaparecer como pontos de acesso secundários. Para obras de responsabilidade compartilhada entre mais de três pessoas ouentidades exercendo a mesma função: Quando um dos autores tiver destaque ou for mencionado como autorprincipal, o ponto de acesso principal será em nome dele. Caso não exista mençãode quem é o autor principal, a entrada principal deve ser feita pelo título. Este casotambém é conhecido como responsabilidade difusa. Os pontos de acessosecundários serão o primeiro autor citado na fonte principal de informação e série,quando houver. Para obras de responsabilidade mista: Obras de responsabilidade mista são aquelas em que duas ou mais pessoasdesempenharam diferentes papéis. Como, por exemplo: autor, tradutor, ilustrador eadaptador. Por existirem vários tipos de responsabilidade, cada uma tem uma regraespecífica (vide volume 2 do AACR2r). Para saber como representar corretamente os nomes e maiores informaçõesconsulte o AACR2r. 4.1.4 Ficha Catalográfica O resultado final da combinação da representação descritiva e determinaçãodos pontos de acesso, juntamente com a indexação e localização do item é a fichacatalográfica. A ficha catalográfica possui um cabeçalho principal (o ponto de acessoprincipal), a representação descritiva abaixo do cabeçalho, a pista e os dados delocalização. A ficha catalográfica deve ter dimensões de 12,5 cm x 7,5 cm. Seguemodelo de ficha catalográfica, como ainda não foram estudados os dados delocalização, eles serão representados por DADO LOC.
  28. 28. 27 Note que a primeira linha da descritiva começa abaixo da quarta letra docabeçalho principal e que todos os outros parágrafos seguem a mesma tabulação. DADO Ponto de acesso principal LOC. Título principal [DGM] = Título equivalente : outras informações sobre o título / Primeira indicação de responsabilidade ; outras indicações de responsabilidade. – Edição / primeira indicação de responsabilidade relativa à edição. – Primeiro lugar de publicação : primeira casa publicadora, data de publicação. Extensão do item : outros detalhes físicos ; dimensões. – (Título principal de série / indicação de responsabilidade relativa à série, ISSN da série ; numeração dentro da série. Título da subsérie, ISSN da subsérie ; numeração dentro da subsérie). Notas. Número normalizado. 1. Assunto(s). I. Pessoas. II. Título. III. Série. 4.1.5 Machine Readable Cataloging Format – MARC Existem vários formatos MARC, por exemplo: MARC21, UNIMARC. Em nossabiblioteca utilizamos o MARC 21 e é dele que iremos tratar neste manual. O MARC 21 é a representação em formato eletrônico do AACR2r. O quesignifica que para saber usar o formato MARC é necessário conhecer as regras doAACR2r. Os formatos MARC21 são padrões amplamente usados para a representação e exportação de dados bibliográficos, de autoridade, classificação, informação de comunidade e dados de coleção, em formato legível por máquina. Eles se constituem numa família de 5 formatos coordenados: formato MARC21 para dados bibliográficos; formato MARC21 para dados de autoridade; formato MARC21 para dados de coleção; formato MARC21 para dados de classificação; formato MARC21 para informação comunitária (FERREIRA, 2002, p. 15). Entretanto, apenas os formatos bibliográfico e autoridades são utilizados.Ressalta-se que o formato MARC 21 é um formato e não um software, ou seja, eleé um tipo de linguagem e não um aplicativo.
  29. 29. 28 O formato MARC 21 possui etiquetas que também são chamadas de tags.Cada etiqueta equivale a um campo que deve ser preenchido de acordo com oAACR2r, os campos são subdivididos em subcampos e para diferenciá-los utiliza-seum sinal, em nosso software usamos o $, e uma letra correspondente pré-estabelecida no formato. Para o formato bibliográfico existem etiquetas que são paralelas, como asetiquetas 1XX, 6XX e 7XX. Estas etiquetas representam respectivamente entradaprincipal, assunto e entradas secundárias. O seu final representa conteúdossemelhantes. Por exemplo: 100, entrada principal de pessoa; 600, pessoa comoassunto; e 700 entrada secundária de pessoa. O formato bibliográfico de autoridades permite que seja criada uma base dedados em que se pode colocar o nome escolhido como padrão para pessoas,entidades, entre outros. Facilitando a padronização na hora de se escolher ospontos de acesso, pois, se já tiverem sido usados anteriormente, já foramescolhidos. As tags do registro MARC 21 devem ser exibidas sempre em ordemcrescente. Utilizando-se aquelas que se aplicam ao item. 4.1.5.1 Breve descrição das tags – MARC 21 bibliográfico Abaixo estão as tags mais utilizadas do formato MARC 21. Para maioresinformações sobre o formato MARC 21 consulte os livros de Margarida M. Ferreira(vide referência). Tabela 1 - Tags mais utilizadas no MARC 21 bibliográfico TAG CONTEÚDO 000 Campo líder 008 Campo fixo 020 ISBN 040 Campo fixo 041 Campo fixo 044 Campo fixo
  30. 30. 29 080 CDU 082 CDD 09X Número de chamada local 100 Entrada principal - nome pessoal 110 Entrada principal - nome corporativo 111 Entrada principal - nome de evento 130 Entrada principal - título uniforme 245 Área 1 - representação descritiva 250 Área 2 - representação descritiva 260 Área 4 - representação descritiva 300 Área 5 - representação descritiva 490 Série (não gera entrada secundária) 5XX Notas 6XX Assuntos 7XX Entradas secundárias 830 Entrada secundária de série 956 Número de tombo/registro Em nossa biblioteca utilizamos as Tags 092 para a tabela PHA e 093 para atabela Cutter. 4.1.5.2 Breve descrição das tags – MARC 21 autoridades No MARC 21 autoridades o paralelismo continua, pode-se ver nas tags 1XX,4XX e 5XX. Abaixo estão as mais utilizadas Tabela 2 - Tags mais utilizadas no registro MARC 21 autoridades TAGS Conteúdo 100 Entrada principal – pessoa 110 Entrada principal – corporativo 111 Entrada principal – evento 130 Entrada principal – título uniforme 4XX Remissivas ver 5XX Remissivas ver também 667 Notas de interesse interno
  31. 31. 30 670 Fontes de pesquisa positiva (nome) 675 Fontes de pesquisa negativa (nome) 680 Notas de interesse público 4.2 Representação Temática A representação temática é em conjunto com a representação descritiva umadas partes mais importantes para a biblioteconomia. Enquanto a representaçãodescritiva tem como finalidade produzir um documento que representa outrodocumento, a temática tem como finalidade representar o conteúdo informacionalcontido no documento. Ao contrário da representação descritiva, a temática não éuma regra a ser seguida, pois o conhecimento humano é muito caótico para serinserido dentro de regras fechadas, porém, desde a Grécia antiga, os filósofostentam classificar o conhecimento. Após a Grécia antiga, outros pensadores tentaram desenvolver um sistemade classificação do conhecimento e hoje temos duas ferramentas bemdesenvolvidas para auxiliar na classificação e subseqüente representação do temainformacional do documento, são elas a CDD e a CDU, há outros, mas não iremosabordá-los neste manual. 4.2.1 Leitura Técnica O processo de leitura técnica se da nas seguintes etapas: a) com o item nasmãos lê-se o título, o subtítulo se houver, o texto da quarta capa, e as orelhas, comisso obtém-se a idéia geral de conteúdo; b) passa-se a leitura do sumário para saberos tópicos abordados e através do úmero de páginas o quanto fala de cada um; c)nesta etapa “folheia-se” o item a procura de detalhes importantes como tabelas,
  32. 32. 31quadros, listas, gráficos e outros; d) se o tema ainda parecer obscuro deve-se leralguns trechos, como o prefacio, apresentações, introduções, conclusões e asconsiderações finais. Nesta etapa alguns pontos importantes devem ser lembrados: o título muitasvezes é ambíguo ou até mesmo da uma idéia totalmente falsa do conteúdo; emalguns itens, principalmente livros que estão em voga, os textos de quarta capa nãopassam de propagandas para enaltecer a obra; e conhecer a tipologia do texto émuito útil para agilizar a leitura técnica. Com isso pretende-se que o bibliotecário saiba claramente o tema doconteúdo intelectual do item sem, por exemplo, ter lido o livro inteiro. 4.2.2 Indexação Tendo o conhecimento do tema da obra passa-se a extração de palavraschaves, entende-se por palavra chave expressões, frases, palavras ou termostécnicos que existam ou não na obra e que expressem o tema ou temasdesenvolvidos no conteúdo. Elas servirão para especificar melhor a idéia que obibliotecário tem sobre o conteúdo informacional a ser representado. Entretanto, deve-se procurar termos que serão alvos da busca do usuário, oprofissional da informação não pode esquecer que seu trabalho é facilitar a obtençãoda informação pelo usuário e não para mostrar o seu próprio nível intelectual devocabulário da língua latino-ibero-românica usada em nossa pátria: o português. Por não possuirmos um vocabulário controlado, é necessário atentar-se paraa correção dos termos utilizados para a indexação.
  33. 33. 32 4.2.3 Linguagens Documentárias Pré-Coordenadas Com as palavras chaves estabelecidas passa-se a sua tradução para umalinguagem documentária. A linguagem documentária é uma linguagem não natural, ou seja, ela é criadae seu crescimento é controlado, obtendo-se assim um conjunto de termos capaz,dentro de alguns limites, representar qualquer idéia criada. As linguagensdocumentárias podem ser tanto alfabéticas, como os tesauros, quanto numéricas,como os sistemas de classificação, podem também ser alfanuméricos. O termo “pré-coordenada” quer dizer que a tradução dos termos e a ligaçãodo item a eles, é realizada antes dele ser procurado pelo usuário. Portanto alinguagem documentária pré-coordenada é um trabalho feito pelo bibliotecárioobjetivando dentro, do possível, a facilidade do acesso a informação. Procura-se,também, através dela gerir o desenvolvimento da coleção, pois é mais fácil analisaruma lista de termos controlados representando o cervo que olhar item por item. 4.2.3.1 Classificação Decimal de Dewey A CDD é uma linguagem documentária pré-coordenada porque traduzconceitos para termos controlados, que no caso são representados por algarismosarábicos, chamados de números de classificação que dividem o conhecimentohumano em dez classes. O ato de classificar é natural para todas as pessoas que em seu cotidianoseparam as coisas de acordo com princípios pré-estabelecidos, como: pessoas quesão conhecidas ou desconhecidas, amigos, colegas de trabalho, colegas de escola;ou: livros bons, ruins, lidos, não lidos e assim por diante. Ou seja, a prática declassificar é inerente ao cotidiano das pessoas, contudo, classificar materiais deinformação foge um pouco a essa naturalidade pelos seguintes motivos: a) obibliotecário não pode classificar ao seu bel prazer, mas deve dar preferência às
  34. 34. 33escolhas do usuário; b) as classes a serem usadas estão pré-estabelecidas e suasregras devem ser obedecidas; c) a linguagem utilizada não é uma linguagem natural.Tendo isso em mente, passamos para o método. A notação pode ser definida como uma série de símbolos usados paradesignar classes e subdivisões. A notação da CDD é pura, ou seja, utiliza apenasnúmeros arábicos e um único ponto após o terceiro dígito. A intenção de Dewey erapoder mostrar a coordenação entre os assuntos e também fazer com que fossepossível a expansão, sem quebrar os tópicos relacionados. A CDD é dividida em dez classes principais: 0 - Generalidades 1 - Filosofia 2 - Religião 3 - Ciências Sociais 4 - Linguística 5 - Ciências Naturais 6 - Ciências Aplicadas 7 - Artes 8 - Literatura 9 - História e Geografia Um número significa o dígito padrão para a classe principal, por exemplo: 5,Ciências. Que podem ser expandidos acrescentando-se mais dígitos. Por exemplo:55, Ciências da Terra; 551, Geologia, Hidrologia e Meteorologia; 551.4,Geomorfologia e Hidrosfera; 551.41, Geomorfologia; 551.415, Desertos. A hierarquiaé formada apenas pelos dígitos, mas para comodidade foi acrescentado o pontoentre o terceiro e quarto dígitos. Apesar de um único dígito representar a classe, foi estabelecido porconvenção o mínimo de três dígitos. O que fez com que as classes principais se
  35. 35. 34tornassem: 000, 100, 200, 300, 400, 500, 600, 700, 800 e 900 (DEWEY, 2003).Esses três dígitos são chamados de primeiro sumário ou classes principais, segundoe terceiro sumário. Para maior especificidade na notação são utilizadas tabelas auxiliares. Comexceção das tabelas 1, subdivisão padrão, e 2, áreas geográficas, período históricoe pessoas; as tabelas auxiliares só podem ser usadas quando na tabela principal forrecomendado (DEWEY, 2003). As tabelas auxiliares são: Tabela 1 Subdivisão padrão Tabela 2 Áreas geográficas, períodos históricos e pessoas Tabela 3 Subdivisões para Artes, Literatura Individual e Literaturas Específicas. T3A Subdivisão para trabalhos de ou sobre autores individuais T3B Subdivisões para trabalhos de ou sobre mais de um autor T3C Notação para ser acrescentada com instrução da T3B. Tabela 4 Subdivisões de línguas individuais e famílias de línguas Tabela 5 Etnia, Grupos Nacionais Tabela 6 Linguagem Para determinar a classificação do item deve-se procurar no índice por termosque expressem o mesmo significado ou o próprio termo. Quando encontrado, deve-se procurá-lo na tabela principal e verificar se a notação encontrada significa aquiloque se estava procurando. Não há um limite de dígitos que devem ser inseridos na notação, contudo,deve-se analisar se a extensão da notação é realmente necessária para aqueledocumento, sendo permitido que algumas informações sejam omitidas na notação etratadas apenas na indexação.
  36. 36. 35 4.2.3.2 Classificação Decimal Universal A CDU é um sistema de classificação lógico, hierárquico e decimal, porém,por começar a criar um modo de classificação facetado, isto é, poder classificar umassunto de acordo com o ponto de vista do autor. Por isso, na CDU é extremamenteimportante entender o que é a forma do item, intrínseca e extrínseca. Dessa maneiraé possível classificar sem erros um livro que, por exemplo, fala de história e um itemque usa a história como forma para tratar de um outro assunto. Por ser facetada, a hierarquia da CDU é menos importante do que na CDD,pois é possível colocar aquilo que o classificador considera mais importante nafrente da notação. As classes principais da CDU são basicamente as mesmas que as da CDD,com exceção da classe 4 que não é utilizada na CDU. A CDU também aboliu a regrade três dígitos, assim existem notações de um e dois dígitos. Outro aspecto importante da CDU é o fato de ela ter inserido símbolos paraexpressar a relação entre os conceitos. Os sinais utilizados na CDU maiscomumente são: + para expressar a ideia de adição, o item trata de ciências puras eartes, notação 5+7; / para expressar a ideia de extensão, um item classificado como1/2 trata de tudo o que está entre a classe 1 e a classe 2; : para expressar a relaçãoentre os conceitos, história geral relacionada a ciências aplicadas 94:6. Além disso, existem as tabelas auxiliares, pode-se dizer a que umdeterminado grupo de dígitos e símbolos de acordo com o seu formato. As maisusadas são: = representa a língua em que está o documento; (0...) representa oformato do documento; (1/9) lugar geográfico; (=...) pessoas; “...” data. As tabelas auxiliares dividem-se em comuns e especiais, sendo que ascomuns podem ser usadas juntamente com qualquer notação e até mesmo sozinhase as auxiliares só podem ser utilizadas quando a classe principal indicar. Além disso,a notação não é limitada a apenas um ponto como na CDU, a cada três dígitosdeve-se incluir um novo ponto.
  37. 37. 36 A CDU não é muito utilizada nas bibliotecas brasileiras, duas possíveiscausas para isso são: a) por permitir uma maior liberdade para o classificador elaacaba causando constrangimento para o mesmo, que tem medo de fazer algoerrado e, b) a cada nova edição algumas notações mudam e caso tenha sido usadouma edição diferente na biblioteca, o bibliotecário não poderá utilizar a mais recentedepois, porque livros que tratam do mesmo assuntoestarão em lugares diferentesnas prateleiras. 4.3 Tratamento Técnico O tratamento técnico consiste em preparar o material para ser colocado naestante, possibilitando sua consulta pelos usuários, finalizando assim oprocessamento do material. Para isso é necessário dar ao material um número detombo, determinar sua localização e prepará-lo fisicamente. O número de tombo é a numeração daquele item no acervo, referente a suaordem de chegada na biblioteca. Ele permite que seja possível saber quantos itenshá na biblioteca de uma determinada tipologia, já que para cada tipologia há umalista de tombos diferente. 4.3.1 Localização A localização de um material é determinada pela sua classificação e pelanotação de autor. Para isso, é gerada uma etiqueta em que são anotados aclassificação, a notação de autor, gerados pelas tabelas PHA e Cutter e outrasinformações determinadas pela instituição. Em nossa biblioteca utilizamos a classificação da CDD e a tabela PHA, edição(quando anotada na representação descritiva), volume (no caso de séries) e onúmero do exemplar (a partir do segundo).
  38. 38. 37 Apesar de utilizarmos apenas a CDD e a tabela PHA, foi estudado a CDU eserá estudada a tabela Cutter para fins didáticos. 4.3.1.1 Tabela Cutter A tabela Cutter é utilizada para criar uma notação alfanumérica que consisteem: a primeira letra da entrada principal do cabeçalho do autor (maiúscula), seguidopela representação numérica encontrada na tabela para o cabeçalho do autor e pelaprimeira letra do título do item, excetuando-se os artigos (minúscula, com exceçãoda letra L que deve ser maiúscula para não ser confundida com a letra I). Por exemplo: suponha-se que Adrian Parra Carneiro escreveu um livrochamado O porquinho Tyson e seus amigos, como seria a notação da tabela Cutter? Primeiro, através do AACR2r, descobre-se que, como ele escreve emportuguês e é brasileiro, a entrada principal é pelo seu último sobrenome, ou sejaCarneiro. Logo, o primeiro item da notação é a letra C. Agora, deve-se procurar natabela o conjunto de letras que mais se aproxima de Carneiro. Ao procurar na tabela,encontra-se: Carn – 288, Carne – 289 e Carno – 291. Pensando alfabeticamente,todas as letras que se encontram no meio de Carn e Carne estão contidas em 288,todas que se encontram entre Carne, inclusive, e Carno, estão em 289. Portanto, onúmero da notação para Carneiro é 289 porque Carneiro está entre Carne e Carno.Finalmente, para o título O porquinho Tyson e seus amigos, utiliza-se a letra p, poisé a primeira letra do título, excluindo o artigo o. Concluindo assim a notação, que setorna: C289p. A localização na estante é feita por assuntos e dentro do assunto pelanotação de autor, ou seja, primeiro observa-se a notação da CDD ou CDU e depoisa notação da tabela Cutter ou PHA.
  39. 39. 38 4.3.1.2 Tabela PHA A tabela PHA foi criada por Heloísa de Almeida Prado e por isso tem por títuloa abreviação do nome da autora. Ela é uma adaptação da tabela Cutter para nomesbrasileiros. Pois, como a tabela Cutter é estrangeira, ela foi feita para nomesestrangeiros. Isso fez com que nomes portugueses e brasileiros ficassem com umnúmero só para vários autores, gerando caos. A notação da tabela PHA funciona do mesmo modo que a notação da tabelaCutter, por isso não será explicado novamente. 4.3.1.3 Casos específicos Existem nomes que são muito utilizados, como por exemplo: Smith, Stewart,Silva e Oliveira. Esses nomes são repetidos nas tabelas acompanhados a partir dasegunda entrada por uma letra. Esta letra representa a primeira letra do prenome dapessoa. Por exemplo: Oliveira. Na tabela PHA, para Oliveira é encontrado: Oliveira 45, Oliveira C. 46,Oliveira F. 47. Isso significa que Para prenomes começados pelas letras A e Butiliza-se o 45, para prenomes que começam com as letras C, D e E utiliza-se 46. Para autores com sobrenomes iguais, deve-se observar se eles escrevemsobre o mesmo assunto. Se isso ocorrer, em nossa biblioteca, deve-se acrescentarum dígito para a notação do autor. Por exemplo: André Oliveira e Anderson Oliveira,ambos têm notação número 45, então se o que apareceu depois for o Anderson, seunúmero será 451. Para obras em que o título se inicia com algarismos arábicos, deve-se colocara letra correspondente à primeira letra do nome do número por extenso. Exemplo: as1001 noites, a letra utilizada será m.
  40. 40. 39 Para obras que tem entrada pelo título, deve-se utilizar a primeira letra dotítulo, com exceção dos artigos, e a notação para a palavra. Exemplo: para um livrode autoria difusa que se chama Biblioteca Pública, utiliza-se o B (maiúsculo) e anotação (no caso da tabela PHA) 477 (bib), formando: B477. Para biografias e críticas literárias deve-se utilizar o nome do biografado oucriticado seguida de sua notação e a primeira letra do cabeçalho do autor dabiografia ou crítica. Por exemplo: Pedro Bial escreveu uma biografia sobre RobertoMarinho, anota-se o M de Marinho, mais a notação 291 (tabela PHA, Marinho M.) ea letra b de bial, formando: M291b. Isso possibilita que todas as biografias de umamesma pessoa fiquem juntas na estante. Para autobiografia não se acrescenta asegunda letra, assim uma autobiografia será a primeira a aparecer na estante,justificado pelo fato de que ninguém sabe mais sobre uma pessoa do que a mesma. Para livros que começam com a mesma letra deve-se acrescentar umasegunda letra à notação. Exemplo: André Oliveira escreveu os livros bibliotecaPública e Biblioteca Comunitária, a notação para os dois livros seria O45b, entãopara o segundo livro a ser incluído no sistema teria notação O45bi. Para séries deve-se colocar somente a letra e número do autor, deixando oespaço do título em branco. Na etiqueta acrescenta-se o número do volume nasérie, assim a ordem dos livros será mantida na estante. 4.3.2 Tratamento Físico O tratamento físico do material bibliográfico é a etapa final do processamentotécnico. Nesta fase é que precisamos carimbar o material para anotar número detombo, na página de rosto, e o modo de aquisição na última página. Depois deve-seimprimir a etiqueta e colá-la na lombada do livro a 1.5 cm de distância da base.
  41. 41. 405 Disseminação da informação e marketing Ao longo deste manual, foi abordado o tratamento técnico de materiaisinformacionais desde sua seleção, até sua disposição nas estantes, passando porsua representação descritiva e temática. Todo este tratamento tem como objetivo adisseminação da informação. Vivemos em uma sociedade em que muitos se referem a ela como sociedadeda informação, isso porque, com as revoluções informacionais sofridas até omomento, o homem começa a dar o devido valor a ela. Afinal, informação écomunicação e pode-se dizer que o homem deixou de ser um animal irracionalquando começou a se comunicar de maneira sistemática e com a invenção daescrita conseguiu forjar uma sociedade organizada. Mostrando que as revoluçõesinformacionais causaram tantas modificações no cotidiano das pessoas, quanto arevolução industrial. Em 1500, com a invenção da tipografia, a quantidade de obraspublicadas que chegavam facilmente as mãos do cidadão comum começou aaumentar freneticamente. Hoje, a informática e as redes de computadorespossibilitam ao escritor pular a etapa de buscar uma das casas publicadoras domercado para distribuir seu livro. Mais do que nunca, a informação se mostranecessária e abundante na sociedade, entretanto, para ela ser usada da maneiracorreta, ou até mesmo para ela ser simplesmente usada, ela deve chegar até seuusuário. Para isso acontecer os profissionais da informação devem realizar seutrabalho técnico, porque sem ele a disseminação da informação é prejudicada. Disseminar informação nada mais é que passar a informação para frente, nocontexto deste manual o termo “para frente” refere-se ao usuário da unidade dainformação que busca a informação. Informação sem uso não é nada, apenasquando a informação é utilizada para se criar conhecimento e quando oconhecimento é usado para produzir alguma melhoria, avanço na sociedade outomada de decisão, pode-se dizer que a informação está sendo verdadeiramentedisseminada e quanto mais disseminada ela for, maiores avanços a sociedadealcançará.
  42. 42. 41 Os meios de disseminação da informação tem se multiplicado de poucasdécadas até nossos dias, seguem alguns meios de disseminação da informação queaté poucos anos atrás não existiam: Revistas científicas Repositórios institucionais Blogs Twitter Facebook Youtube O trabalho do profissional da informação, principalmente do bibliotecário, éum trabalho de suporte, por isso muitas vezes ele não é enxergado. Nesta área oreconhecimento do grande público tarda a chegar. Cabendo ao bibliotecáriodesempenhar sua função o melhor possível, pois como a informação em si estácada vez mais importante, os profissionais que a tem como alvo de seu trabalhoserão reconhecidos impreterivelmente. Ficar querendo fazer propaganda de seu desempenho pode acabar mudandoo foco do profissional e resultar num trabalho malfeito, e isso só depõe contra aimagem do bibliotecário, documentalista e outros profissionais da área dainformação. Se o profissional quer ser reconhecido pelo seu trabalho o que ele devefazer é realizá-lo de maneira correta. Entretanto, se o marketing for utilizado para apresentar a unidade deinformação e seus recursos, gerando maior demanda, então a questão muda. A missão do bibliotecário é mais que esperar pelo usuário. Para que. tanto oprofissional quanto a instituição, possam verdadeiramente desempenhar seu papelna sociedade, ambos devem criar modos de atrair o usuário e fazer com que asinformações que guardam sejam disseminadas, para que estas colaborem para atransformação e evolução do mundo em que vivemos. Quando os esforçosestiverem voltados para este tipo de marketing então a energia gasta não estarásendo desperdiçada e sim contribuindo sinergicamente com o objetivo da ciência dainformação.
  43. 43. 426 Exemplos de catalogação Neste capítulo, segue, para servir de amostra, o processamento técnico decinco livros. Neste processo, será indicado o passo a passo, juntamente às regrasdo AACR2r para determinação dos pontos de acesso e o que foi utilizado dos outrosrecursos. Para ficar menos intangível, antes de iniciar o processamento técnico seráincluído imagens das capas, páginas de rosto, outras preliminares, orelhas e contracapa dos materiais a serem estudados.
  44. 44. 436.1 Item 1O primeiro livro é Como gerenciar Equipes de Robert Heller.Figura 2 - Capa e contracapaFigura 3 - Orelha da capa e página de rosto
  45. 45. 44 Figura 4 - Outras preliminares e orelha da contracapa O primeiro passo é fazer a leitura técnica para a descritiva. Anotando-se asinformações necessárias, temos: Titulo: Como gerenciar equipes Autor: Robert Heller Série: Série sucesso profissional: seu guia de estratégia pessoal Editora: Publifolha Ano de copirraite: 1999 Título original: Managing teams Número de páginas: 72 Dimensões: 18 cm. Local de publicação: São Paulo
  46. 46. 45 Contém índice ISBN 85-7402-089-3 A seguir é feita a descritiva em que temos: Como gerenciar equipes [texto] / Robert Heller. – São Paulo : Publifolha,c1999. 72 p. ; 18 cm. – (Série sucesso profissional : seu guia de estratégia pessoal). Tradução de: Managing teams. Contém índice. ISBN 85-7402-089-3 Na nota de título original é convencionado pela Biblioteca Nacional utilizar aexpressão “Tradução de:”. A seguir, são determinados os pontos de acesso. O ponto de acesso principaldesta obra é o autor Robert Heller, de acordo com a regra 21.4A. Por ter sobrenomeúnico o modo de escrevê-lo no cabeçalho é: Heller, Robert. De acordo com a regra21.30J, deve-se criar entrada secundária para o título e a regra 21.30L, deve-se criarentrada secundária para a série. O próximo passo é fazer a leitura técnica para determinar o assunto do livro:ao analisar orelhas, sumário e contra-capa pode-se retirar as seguintes palavras-chave: Gerenciamento de equipes e Liderança. Com estas palavras-chave em mente procuramos por elas no índice dastabelas CDD e CDU, depois checando o que foi encontrado na tabela principal parasaber se o conceito encontrado é o que foi procurado. Para CDD temos: Team Management: 658.402 2 Para CDU temos: Gerência e administração de pessoal: 658.310.8
  47. 47. 46 Agora procuramos por Heller nas tabelas PHA e Cutter. PHA: 419 Heller Cutter: 477 Helle Criando sua localização, para CDD e PHA, 658.402 2 H419c; e para CDU eCutter, 658.310.8 H477c. Com isso podemos criar a ficha catalográfica: 658.402 2 Heller, Robert. H419c Como gerenciar equipes [texto] / Robert Heller. – São Paulo : Publifolha, c1999. 72 p. ; 18 cm. – (Série sucesso profissional : seu guia de estratégia pessoal). Tradução de: Managing teams. Contém índice. ISBN 85-7402-089-3 1. Gerenciamento de equipes. 2. Liderança. I. Título. II. Série. 658.310.8 Heller, Robert. H477c Como gerenciar equipes [texto] / Robert Heller. – São Paulo : Publifolha, c1999. 72 p. ; 18 cm. – (Série sucesso profissional : seu guia de estratégia pessoal). Tradução de: Managing teams. Contém índice. ISBN 85-7402-089-3 1. Gerenciamento de equipes. 2. Liderança. I. Título. II. Série.
  48. 48. 47 Em um último momento faremos a conversão da ficha catalográfica para oformato MARC 21. Serão incluídas apenas as tags utilizadas para a formação daficha catalográfica. Os campos líder e fixos não serão utilizados. Tabela 3 - Tags livro 1Tags Conteúdo020_ _ $a8574020893080 _ _ 658.310.80820_ 658.4022092_ _ H419c093_ _ H477c1001_ $aHeller, Robert.24510 $aComo gerenciar equipes $h[texto] / $cRobert Heller.260_ _ $aSão Paulo : $bPublifolha, $cc1999.300_ _ $a72 p. $c18 cm.4901_ $aSérie sucesso profissional : seu guia de estratégia pessoal.5058_ $aContém índice.534_ _ $tTradução de: Managing teams.65014 $aGerenciamento de equipes.65014 $aLiderança.830_0 $aSucesso profissional.
  49. 49. 486.2 Item 2O segundo livro é Consciência Operária no Brasil de Celso Frederico.Figura 5 - Capa e contra-capaFigura 6 - Página de rosto
  50. 50. 49 Figura 7 - Outras preliminares O primeiro passo é fazer a leitura técnica para a descritiva. Anotando-se asinformações necessárias, temos: Titulo: Consciência operária no Brasil Autor: Celso Frederico Série: Ensaios, número 39 na série Editora: Ática Ano de produção: 1978 Número de páginas: 144 p. Dimensões: 21 cm. Local de publicação: São Paulo
  51. 51. 50 Contém bibliografia A seguir é feita a descritiva em que temos: Consciência operária no Brasil [texto] / Celso Frederico. – São Paulo : Ática,1978. 144 p. ; 21 cm. – (Ensaios ; 39) Contém bibliografia A seguir, são determinados os pontos de acesso. O ponto de acesso principaldesta obra é o autor Celso Frederico, de acordo com a regra 21.4A. Por tersobrenome único o modo de escrevê-lo no cabeçalho é: Frederico, Celso. De acordocom a regra 21.30J, deve-se criar entrada secundária para o título e a regra 21.30L,deve-se criar entrada secundária para a série. O próximo passo é fazer a leitura técnica para determinar o assunto do livro:ao analisar sumário e contra-capa pode-se retirar as seguintes palavras-chave:Operários, consciência de classe, sindicalismo e São Paulo. Com isso montamosduas pistas para utilizar na ficha: 1. Operários – consciência. 2. Sindicalismo – SãoPaulo. Com estas palavras-chave em mente procuramos por elas no índice dastabelas CDD e CDU, depois checando o que foi encontrado na tabela principal parasaber se o conceito encontrado é o que foi procurado. Para CDD temos: Workers Social class: 305.562; e São Paulo: 098161, formando: 305.562 098161. Para CDU temos: Questões trabalhistas de natureza geral. Teoria do trabalho. Ciência dotrabalho: 331.101; e São Paulo: 815.6 Agora procuramos por Heller nas tabelas PHA e Cutter. PHA: 929 Fred
  52. 52. 51 Cutter: 852 Fred Criando sua localização, para CDD e PHA, 305.562098161 F929c; e paraCDU e Cutter, 331.101 (815.6) F852c Com isso podemos criar a ficha catalográfica: 305.562 Frederico, Celso. 098161 Consciência operária no Brasil [texto] / Celso Frederico. – São F929c Paulo : Ática, 1978. 144 p. ; 21 cm. – (Ensaios ; 39) Contém bibliografia 1. Operários – consciência. 2. Sindicalismo – São Paulo. I. Título. II. Série. 331.101 Frederico, Celso. (815.6) Consciência operária no Brasil [texto] / Celso Frederico. – São F852c Paulo : Ática, 1978. 144 p. ; 21 cm. – (Ensaios ; 39) Contém bibliografia 1. Operários – consciência. 2. Sindicalismo – São Paulo. I. Título. II. Série.
  53. 53. 52 E o formato MARC 21: Tabela 4 - Tags livro 2Tags Conteúdo080 _ _ 331.101(815.6)0820_ 305.562098161092_ _ F929c093_ _ F852c1001_ $aFrederico, Celso.24510 $aConsciência operária no Brasil $h[texto] / $cCelso Frederico.260_ _ $aSão Paulo : $bÁtica, $c1978.300_ _ $a144 p. $c21 cm.4901_ $aEnsaios ; $n39.504_ _ $aContém bibliografia.65014 $aOperários – consciência.65014 $aSindicalismo $zSão Paulo.830_0 $aEnsaios
  54. 54. 536.3 Item 3O terceiro livro é Os Brasileiros de Darcy Ribeiro.Figura 8 - Capa e contra-capaFigura 9 - Página de rosto e outras preliminares
  55. 55. 54 O primeiro passo é fazer a leitura técnica para a descritiva. Anotando-se asinformações necessárias, temos: Titulo: Os brasileiros: livro 1 – teoria do Brasil (este livro pode parecerconfuso, entretanto como explicado anteriormente o título é aquele que tem maiordestaque) Autor: Darcy Ribeiro Série: Coleção perspectiva do homem, série antropologia, volume 44 c,estudos de antropologia, 4 Editora: Civilização Brasileira Ano de publicação: 1975 Edição: segunda Número de páginas: 200 Dimensões: 21 cm. Local de publicação: Rio de Janeiro Contém bibliografia A seguir é feita a descritiva em que temos: Os Brasileiros [texto] : livro 1 – teoria do Brasil / Darcy Ribeiro. – 2. ed. – Riode Janeiro : Civilização Brasileira, 1975. 200 p. ; 21 cm. – (Coleção perspectivas do homem : série antropologia, v.44c. Estudos de antropologia da civilização, 4). Contém bibliografia. A seguir, são determinados os pontos de acesso. O ponto de acesso principaldesta obra é o autor Darcy Ribeiro, de acordo com a regra 21.4A. Por ter sobrenomeúnico o modo de escrevê-lo no cabeçalho é: Ribeiro, Darcy. De acordo com a regra21.30J, deve-se criar entrada secundária para o título e a regra 21.30L, deve-se criarentrada secundária para a série.
  56. 56. 55 O próximo passo é fazer a leitura técnica para determinar o assunto do livro:ao analisar orelhas, sumário e contra-capa pode-se retirar as seguintes palavras-chave: Antropologia, ciências sociais e Brasil. Com estas palavras-chave em mente procuramos por elas no índice dastabelas CDD e CDU, depois checando o que foi encontrado na tabela principal parasaber se o conceito encontrado é o que foi procurado. Para CDD temos: Antropology: 301 Brasil: 981 Formando: 301.0981 Para CDU temos: Antropologia: 572 Brasil: 81 Formando: 572 (81) Agora procuramos por Ribeiro nas tabelas PHA e Cutter. PHA: 368 Ribeiro C. Cutter: 484 Ribe Criando sua localização, para CDD e PHA, 301.0981 R368b; e para CDU eCutter, 572 (81) R484b. Com isso podemos criar a ficha catalográfica:
  57. 57. 56301.0981 Ribeiro, Darcy.R368b Os Brasileiros [texto] : livro 1 – teoria do Brasil / Darcy Ribeiro. – 2. ed. – Rio de Janeiro : Civilização Brasileira, 1975. 200 p. ; 21 cm. – (Coleção perspectivas do homem : série antropologia, v. 44c. Estudos de antropologia da civilização, 4). Contém bibliografia. 1. Antropologia - Brasil. 2. Ciências Sociais. I. Título. II. Série. III. Série. Série antropologia. IV. Série. Estudos de antropologia da civilização.572(81) Ribeiro, Darcy.R484b Os Brasileiros [texto] : livro 1 – teoria do Brasil / Darcy Ribeiro. – 2. ed. – Rio de Janeiro : Civilização Brasileira, 1975. 200 p. ; 21 cm. – (Coleção perspectivas do homem : série antropologia, v. 44c. Estudos de antropologia da civilização, 4). Contém bibliografia. 1. Antropologia - Brasil. 2. Ciências Sociais. I. Título. II. Série. III. Série. Série antropologia. IV. Série. Estudos de antropologia da civilização.
  58. 58. 57 E o formato MARC 21: Tabela 5 - Tags livro 3Tags Conteúdo080 _ _ 572(81)0820_ 301.0981092_ _ R368b093_ _ R484b1001_ $aRibeiro, Darcy.24510 $aOs brasileiros$h[texto] : $blivro 1 – teoria do Brasil / $cRibeiro, Darcy.250_ _ $a2. ed.260_ _ $aRio de Janeiro : $bCivilização Brasileira, $c1975.300_ _ $a200 p. $c21 cm.4901_ $aColeção perspectivas do homem. $aSérie antropologia, $v v. 44c. $aEstudos de antropologia da civilização, $v 4.504_ _ $aContém bibliografia.65014 $aAntropologia $zBrasil.65014 $aCiências Sociais.830_0 $aPerspectivas do Homem.830_0 $aAntropologia830_0 $aEstudos de antropologia da civilização
  59. 59. 586.4 Item 4O quarto livro é O descobrimento do Brasil de Manuel Nunes Dias.Figura 10 - Capa e contra-capaFigura 11 - Página de rosto
  60. 60. 59 O primeiro passo é fazer a leitura técnica para a descritiva. Anotando-se asinformações necessárias, temos: Titulo: o descobrimento do Brasil: subsídio para o estudo da integração doAtlântico Sul. Autor: Manuel Nunes Dias Série: biblioteca pioneira de estudos brasileiros Editora: Pioneira editora Ano de copirraite: 1967 Número de páginas: XII, 195 p. (existem páginas no começo do livro que sãonumeradas com algarismos romanos, elas são contadas separadamente das outras,com números arábicos). Dimensões: 21 cm. Local de publicação: São Paulo Contém bibliografia A seguir é feita a descritiva em que temos: O descobrimento do Brasil [texto] / Manuel Nunes Dias. – São Paulo :Pioneira, 1967. XII, 195 p. ; 21 cm. – (Biblioteca pioneira de estudos brasileiros). Contém bibliografia. A seguir, são determinados os pontos de acesso. O ponto de acesso principaldesta obra é o autor Manuel Nunes Dias, de acordo com a regra 21.4A. Por tersobrenome composto e escrever em português o modo de escrevê-lo no cabeçalhoé: Dias, Manuel Nunes, e deve-se fazer uma remissiva ver para Nunes Dias, Manuel.De acordo com a regra 21.30J, deve-se criar entrada secundária para o título e aregra 21.30L, deve-se criar entrada secundária para a série.
  61. 61. 60 O próximo passo é fazer a leitura técnica para determinar o assunto do livro:ao analisar orelhas, sumário e até mesmo ler a introdução entende-se que o tema écomo o descobrimento do Brasil influenciou a Europa. Temos as seguintes palavras-chave: crise européia, século 15, história européia. Com estas palavras-chave em mente procuramos por elas no índice dastabelas CDD e CDU, depois checando o que foi encontrado na tabela principal parasaber se o conceito encontrado é o que foi procurado. Para CDD temos: História européia, período 1453 -: 940.2 Para CDU temos: História geral: 94, Europa: 4, Brasil: 81, século 15: “15”. Agora procuramos por Dias nas tabelas PHA e Cutter. PHA: 533 Dias M. Cutter: 541 Dias Criando sua localização, para CDD e PHA, 940.2 D533d; e para CDU eCutter, 94”15”(4:81) D541d. Com isso podemos criar a ficha catalográfica: 940.2 Dias, Manuel Nunes. D533d O descobrimento do Brasil [texto] / Manuel Nunes Dias. – São Paulo : Pioneira, 1967. XII, 195 p. ; 21 cm. – (Biblioteca pioneira de estudos brasileiros). Contém bibliografia. 1. História européia. 2. Comércio Atlântico-norte – séc. XV. I. Título. II. Série.
  62. 62. 61 94”15”(4:81) Dias, Manuel Nunes. D541d O descobrimento do Brasil [texto] / Manuel Nunes Dias. – São Paulo : Pioneira, 1967. XII, 195 p. ; 21 cm. – (Biblioteca pioneira de estudos brasileiros). Contém bibliografia. 1. História européia. 2. Comércio Atlântico-norte – séc. XV. I. Título. II. Série. E o formato MARC 21: Tabela 6 - Tags livro 4Tags Conteúdo020_ _ $a8574020893080 _ _ 94”15”(4:81)0820_ 940.2092_ _ D533d093_ _ D541d1001_ $aDias, Manuel Nunes24510 $aO descobrimento do Brasil$h[texto] / $cManuel Nunes Dias.260_ _ $aSão Paulo : $bPioneira, $c1967.300_ _ $aXII, 195 p.. $c21 cm.4901_ $aBiblioteca pioneira de estudos brasileiros504_ _ $aContém bibliografia.65014 $aHistória européia65014 $aComércio Atlântico-norte830_0 $aBiblioteca pioneira de estudos brasileiros.
  63. 63. 62 6.5 Item 5 O livro 5 é Metodologia científica, planejamento e técnicas de pesquisa deClaudionor dos Santos Oliveira. Figura 12 – Capa Figura 13 - Página de rosto e orelha esquerda
  64. 64. 63 Figura 14 - Outras preliminares O primeiro passo é fazer a leitura técnica para a descritiva. Anotando-se asinformações necessárias, temos: Titulo: Metodologia científica, planejamento e técnicas de pesquisa: uma visãoholística do conhecimento humano. Autor: Claudionor dos Santos Oliveira Editora: Universidade Ibirapuera Ano: [ca. 2002] (ao analisar o item não foi encontrada data, entretanto pode-se ver que o livro é de no mínimo 2002 pelas referências). Número de páginas: 132 Dimensões: 24 cm. Local de publicação: São Paulo Contém bibliografias. (há uma bibliografia ao final de cada parte do livro) ISBN 85-7322-996-9
  65. 65. 64 Edição: segunda A seguir é feita a descritiva em que temos: Metodologia científica, planejamento e técnicas de pesquisa [texto] : umavisão holística do conhecimento humano / Claudionor dos Santos Oliveira. – 2. ed. –São Paulo : Universidade Ibirapuera, [ca. 2002]. 132 p. ; 24 cm. Contém bibliografias. ISBN 85-7322-996-9 A seguir, são determinados os pontos de acesso. O ponto de acesso principaldesta obra é o autor Claudionor dos Santos Oliveira, de acordo com a regra 21.4A.Por ter sobrenome composto e se expressar em português o modo de escrevê-lo nocabeçalho é: Oliveira, Claudionor dos Santos e fazer uma remissiva para SantosOliveira, Claudionor dos. De acordo com a regra 21.30J, deve-se criar entradasecundária para o título. O próximo passo é fazer a leitura técnica para determinar o assunto do livro:ao analisar orelhas e sumário pode-se retirar as seguintes palavras-chave:metodologia científica e história da metodologia científica. Com estas palavras-chave em mente procuramos por elas no índice dastabelas CDD e CDU, depois checando o que foi encontrado na tabela principal parasaber se o conceito encontrado é o que foi procurado. Para CDD temos: Scienthific methods: 001.42 Para CDU temos: Metodologia. Inclusive estudo geral do método: 001.8 Agora procuramos por Oliveira nas tabelas PHA e Cutter. PHA: 46 Oliveira C.

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