Conceitos básicos em análise semântica

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Conceitos básicos em Semântica para quem está iniciando os estudos nessa área da linguística.

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Conceitos básicos em análise semântica

  1. 1. Conceitos básicos em análise semântica Ms. Miquéias Vitorino (UFPB)
  2. 2. Apresentação Este slide tem como objetivo apresentar conceitos básicos utilizados nos diversos estudos semânticos. Não adotamos aqui nenhuma postura teórica ou corrente semântica específica, mas colocamos em evidência algumas terminologias usadas na Semântica.
  3. 3. Menção Menção é a ênfase ou destaque de uma palavra, expressão ou enunciado que está sob análise linguística. O destaque fica por conta do uso de aspas simples („‟) ou qualquer outro tipo de destaque tipográfico que realce a palavra em análise. Exemplos: • A palavra ‘singular’ (adj.), dentro de determinados contextos, pode ser sinônimo de ‘único’ (adj.). • A expressão ‘deixar de’ aciona a pressuposição de repetição de uma ação.
  4. 4. Uso Uso é definido como a mesma expressão está em situação de uso comum e real, sem estar sob análise linguística ou destaque. Exemplos: • Este artefato é singular. • Pedro deixou de fumar.
  5. 5. Linguagem-objeto Observe os exemplos: • ‘Show’ é uma palavra de origem inglesa. • ‘Oxente’ é uma expressão nordestina. Linguagem-objeto (em destaque) é definido como termo ou enunciado que está sendo analisado através de estudos da linguagem. É a “linguagem sobre a qual se fala” (parafraseando Mortari, 2001, p. 39)
  6. 6. Metalinguagem Observe os exemplos: • ‘Show’ é uma palavra de origem inglesa. • ‘Oxente’ é uma expressão nordestina. Metalinguagem (em destaque) é definido como termo ou enunciado que explica o que está sendo analisado através de estudos da linguagem. É a “linguagem com a qual se fala” sobre a linguagem (MORTARI, 2001, p. 39).
  7. 7. Explícito Quando o significado de uma expressão depende unicamente do que está no plano superficial da linguagem (escrito ou falado) para ser interpretado, então o sentido é explícito. É explícito o sentido quando as palavras de um enunciado significam aquilo que é previsto em dicionário. Ex.: João brigou com o barbeiro (João agrediu o barbeiro de verdade)
  8. 8. Implícito Quando o significado de uma expressão ou palavra depende do contexto de produção, pressupõe ou deixa algo subentendido, é um implícito. Os implícitos podem ser percebidos através de marcas linguísticas (acionadores de pressuposição) ou contexto de produção (implicaturas) Ex.: 1) João brigou com o barbeiro (sabendo que João está barbudo e cabeludo e faz tempo que ele não se barbeia ou corta o cabelo). 2) João deixou de se barbear (o uso da expressão deixar de faz com que entendamos que antes disso, o João se barbeava).
  9. 9. Negação Fenômeno semântico-discursivo que transforma um enunciado, conferindo-lhe um sentido inverso ou negativo, acrescentando advérbio de negação, como „não‟, prefixos negativos (in-, des-) ou qualquer outro termo de valor semelhante. O estudo da negação analisa o alcance do que está sendo negado e desmitifica a ideia de que o advérbio de negação transforma apenas o verbo (cf. ILARI & GERALDI, 2006, p.30) 1. Os prefeitos não compareceram à reunião. 2. A minha mãe jamais teve 3 filhos homens. 3. Despreocupe-se de tudo.
  10. 10. Ambiguidade Quando uma enunciação pode significar, por ausência de contexto, posição inadequada de um termo ou por falha na estrutura sintática mais de uma coisa. 1) João viu o incêndio do prédio do lado 2) João não foi ao médico por pressão da mulher Leituras possíveis Em 1), João estava no prédio do lado ou era o prédio do lado que estava pegando fogo (e foi visto por João)? Em 2), João deixou de ir para o médico por culpa da mulher ou ele foi ao médico por outro motivo que não o da pressão da mulher?
  11. 11. Vagueza Um termo é vago quando não há um valor de referência para tomar como base e ser comparado. 1) João é alto que/quem?) e forte. (em relação a
  12. 12. Aprofundando o estudo Faz-se necessário ampliar os conceitos apresentados nesse slide introdutório pela ótica das diversas correntes semânticas. Há muito a ser explorado sobre esses conceitos e sobre outras terminologias, que são mais específicas à cada vertente.
  13. 13. Referências bibliográficas BASSO, Renato Miguel et alli. Semântica e pragmática: delimitando os campos. In: Semântica. Florianópolis: LLV/CCE/UFSC, 2009. ILARI, Rodofo; GERALDI, João. Semântica. São Paulo: Ática, 2006. MORTARI, Cezar. Uso e menção. Linguagem e metalinguagem. In: Introdução à Lógica. São Paulo: Editora Unesp, Imprensa Oficial do Estado, 2001.

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