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algoritmos       Profª. Mariangela Gomes Setti       Prof. Richard Duarte Ribeiro                     CEFET-PR            ...
1. Tipos Básicos e Comandos Básicos em Pseudocódigo  1.1. Constantes       Uma constante é um determinado valor fixo que n...
OBS.: Os nomes de variáveis devem começar com letra (maiúscula ou minúscula e podem serseguidos por números, letras , “-“ ...
Além disso, usaremos os nomes das funções matemáticas comuns. Por exemplo:      sen(x); cos(x); tg(x); exp(x)  ex, etc......
Ex.: leia NOTA,NUM;            Saída                                                             ,                       ...
1.10. Blocos     Podem ser definidos como um conjunto de comandos com uma função bem definida. Elesservem também para defi...
1.12.1.        Estrutura Condicional Simples       Neste caso, a seqüência só é executada se a condição for verdadeira.   ...
1.13. Estrutura de Repetição       1.13.1.        Enquanto-faça       Usado quando um conjunto de ações é executado repeti...
1.13.3.      Repita-enquanto        A semântica do comando é a seguinte: os comandos C1, C2, ..., Cn são executados pelome...
Os dois últimos comandos (repita-enquanto e faça-para) possuem equivalência com ocomando enquanto-faça, como pode ser veri...
Ex.:    leia tipo, peso;        escolha (peso*2+3)             caso 15:                VALOR 15,00;                interro...
2. Estrutura de Dados  2.1. Variáveis Compostas HomogêneasVariáveis compostas homogêneas correspondem a posições de memóri...
2.1.2. Variáveis Compostas Multidimensionais        Conjunto de dados referenciados por um mesmo nome e que necessita de m...
    Inicialização de Variáveis Compostas–    Para inicializar um vetor com o mesmo valor          Ex.: Em um vetor NOTA[5...
Onde REGCAD é o nome da estrutura de registro e FUNC é uma variável da forma  REGCAD.           registro (              in...
3. Modularização       A forma natural de solucionarmos problemas complexos é dividi-los em problemas maissimples, aos qua...
O cabeçalho identifica o procedimento, contém seu nome e a lista de parâmetros formais, ocorpo contém declarações locais e...
senão ABS  -x;                    fim se                 fim {ABS}        A chamada da função, no programa principal é fe...
temporal: quando o módulo contém tarefas que são relacionadas pelo fato de todas          terem que ser executadas num mes...
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Algoritmos

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Algoritmos

  1. 1. algoritmos Profª. Mariangela Gomes Setti Prof. Richard Duarte Ribeiro CEFET-PR DAINF Curitiba-2002Revisado pelo prof. Robson Ribeiro Linhares
  2. 2. 1. Tipos Básicos e Comandos Básicos em Pseudocódigo 1.1. Constantes Uma constante é um determinado valor fixo que não se modifica ao longo do tempo, durantea execução de um programa. Constantes podem ser do tipo numérica, lógica ou literal. 1.1.1. Constantes Numéricas Exemplos: a) 25; b) 3,14; c) 7,8 x 103; d) -15; e) 0,342; f) –10-9. 1.1.2. Constantes Lógicas É um valor lógico, isto é, que só pode ser falso ou verdadeiro. 1.1.3. Constante Literal Exemplos: a) “José da Silva”; b) “1234”; (note que isto não é uma constante numérica) c) “X1Y2W3”; d) “*A!B?-/”. 1.2. Variáveis No Pseudocódigo, temos quatro tipos básicos de dados que podem ser utilizados: Inteiro: qualquer número inteiro, negativo, nulo ou positivo. Ex.: -5; 0; 235 Real: qualquer número real, negativo, nulo ou positivo. Ex.: -5; 30,5; 0; 40 Caractere: qualquer conjunto de caracteres alfanuméricos. Ex.: “AB”; “xyz” Lógico: conjunto de valores falso ou verdadeiro em proposições lógicas. 1.2.1. Declaração de variáveis Toda variável deve ser declarada conforme a sintaxe abaixo: , inteiro identificador ; real Identificador é o nome da variável que está sendo declarada. caractere lógico lógica aplicada - Prof. Richard p á g . ( 2/19) arq.: algoritmos-120823054517-phpapp02.doc
  3. 3. OBS.: Os nomes de variáveis devem começar com letra (maiúscula ou minúscula e podem serseguidos por números, letras , “-“ ou “_”. Exemplos de declaração de variáveis: inteiro x1; real A, B; caractere frase, NOME; lógico TEM; Exemplos de nomes de variáveis inválidos: Variável 1; 3x; x + y.REGRA: Dê nomes significativos para variáveis. Para identificar, por exemplo, uma variável que receberá a média aritmética de notas de provas utilize o nome media (sem acento) ao invés de z, x ou k. 1.3. Comentários Para melhorar a clareza do algoritmo deve-se fazer uso dos comentários . Eles podem serinseridos dentro de chaves.Ex.: {Isto é um comentário em pseudocódigo} Os mesmos podem ser colocados em qualquer ponto do algoritmo. 1.4. Comando de Atribuição Para a atribuição de um valor a uma variável, usaremos o símbolo de atribuição “ “.Sintaxe : identificador expressão ; cExemplos: a k 1; (a variável k recebe o inteiro 1) r COR “verde”; a TESTE falso; c t A B; e MÉDIA SOMA/N; r e 1.5. Operadores Aritméticos Além os símbolos das quatro operações básicas (+, – (unário ou binário), *, /) usaremossímbolos para raiz quadrada e exponenciação, por exemplo: a ou raiz(a) (a + b)n ou (a + b) ** n b2 4ac lógica aplicada - Prof. Richard p á g . ( 3/19) arq.: algoritmos-120823054517-phpapp02.doc
  4. 4. Além disso, usaremos os nomes das funções matemáticas comuns. Por exemplo: sen(x); cos(x); tg(x); exp(x)  ex, etc... abs(x) ou |x|; sinal (x)  fornece –1, +1 ou zero conforme x int(x)  inteiro de xUsaremos também como nomes de operadores: mod, por exemplo: m mod i é: resto (módulo) da divisão de m por i resto (m,i): idem div ou “/”, por exemplo, n div m: quociente da divisão inteira de n por m quociente (n,m): idem 1.6. Operadores Lógicos Dentro das relações lógicas, usaremos os conectivos usuais: “e” ou “ ” para a conjunção “ou” ou “ ” para a disjunção (não exclusiva) “não” ou “~” ou “ ” para a negação 1.7. Operadores Relacionais Analogamente, usaremos os conectivos relacionais =, ( ou !=, ou <>), (ou >=), <, (ou <=)de significado óbvio. 1.8. Hierarquia das Operações As prioridades para as operações mistas são dada pela tabela a seguir: 1 Parênteses e funções 2 Expressões aritméticas: 1) +, – (unários) 2) * * 3) *, / 4) +, – (binários) 3 Comparações: <, , =, , >, 4 não (~) 5 e( ) 6 ou ( ) 1.9. Comandos de entrada e saída  Entrada , leia c identificador a ; lógico r c a c a l ó g i c at a p l i c a d a - P r o r . R i c h a r d f p á g . ( 4/19) a r q . : a l g o r i t m o s - 1 2 0 8 2a 0 5 4 5 1 7 - p h p a p p 0 2 . d o c 3 e c r t e e r
  5. 5. Ex.: leia NOTA,NUM;  Saída , escreva c identificador i a ; ; d lógico r expressão c e a n c a lógico r t caractere i e ógico ,a lógico f c r i t e Onde: ógico c e Identificador = variável; r r e ógico Expressão = expressão matemática; e a Caractere = conjunto de caracteres. l inteiro Ex.: c escreva “NOME:”, N; i inteiro a n escreva A, X, 35; r t escreva “Valor Lido:”, N, “Resultado =”, N**2+5; e a i c r t e Fluxograma o r Fundamentalmente é uma ferramenta de codificação. Apresenta de forma gráfica a seqüência na equal os comandos ou blocos de processo são executados e a lógica de controle de execução.Tradicionalmente têm servido para dois propósitos. Primeiro, têm sido usados como umaferramenta de projeto de programa para planejar a lógica detalhada e complicada do programa.Segundo, têm sido usados como documentação do programa. Como os fluxogramas fornecem uma representação seqüencial de programa e não umarepresentação hierárquica, não podem apresentar a estrutura do programa e as inter-relações entrecomponentes procedurais.Símbolos de Fluxograma Processo Conector Terminação Decisão Entrada/Saída , , , lógic lógic lógic Documento Memória Exibição , de Disco identificló , gico , , inteiro inteiro inteiro caractere lógica aplicada - Prof. Richard p á g . ( 5/19) arq.: algoritmos-120823054517-phpapp02.doc identificló identificló gico gico ; ; caractere real real
  6. 6. 1.10. Blocos Podem ser definidos como um conjunto de comandos com uma função bem definida. Elesservem também para definir os limites onde as variáveis declaradas em seu interior são conhecidas.São delimitados pelas palavras início e fim. início <declaração de início variáveis> <inicialização de variáveis> <comandos> fim fim Pseudocódigo Fluxograma 1.11. Estrutura Seqüencial É um conjunto de comandos, separados por ponto e vírgula (;) que serão executados em umaseqüência linear de cima para baixo. C1 ; C2 ; Onde Ci são C1; C3 ; comandos . . . C2; . . . . Cn ; . Cn; Pseudocódigo Fluxograma 1.12. Estrutura Condicional A estrutura condicional permite a escolha do grupo de ações e estruturas a ser executadoquando determinadas condições, representadas por expressões lógicas, são ou não satisfeitas. Estasestrutura é delimitada pelo comando se e pela expressão fim se. lógica aplicada - Prof. Richard p á g . ( 6/19) arq.: algoritmos-120823054517-phpapp02.doc
  7. 7. 1.12.1. Estrutura Condicional Simples Neste caso, a seqüência só é executada se a condição for verdadeira. se <condição> F então Onde Ci são V C1 ; comandos C2 ; C1; C3 ; . . . C2; Cn ; . . fim se . Cn; Pseudocódigo Fluxograma 1.12.2. Estrutura Condicional Composta Neste caso, a seqüência a ser executada (dentre duas seqüências) dependerá do resultado dacondição. se <condição> V F então Onde Ci e Di C1 ; são C2 ; comandos C1; D1; C3 ; . . . C2; D2; Cn ; . . . . . . senão D1; Cn; Dn; D2; D3; . . . Dn; fim se Pseudocódigo Fluxograma lógica aplicada - Prof. Richard p á g . ( 7/19) arq.: algoritmos-120823054517-phpapp02.doc
  8. 8. 1.13. Estrutura de Repetição 1.13.1. Enquanto-faça Usado quando um conjunto de ações é executado repetidamente enquanto uma determinadacondição permanece válida. (Expressão cujo resultado é o valor lógico verdadeiro) Enquanto o valor da <condição> for verdadeiro, as ações dos comandos são executadas.Quando for falso, o comando é abandonado. Se já da primeira vez o resultado é falso, os comandosnão são executados nenhuma vez. enquanto <condição> faça F C1 ; Onde Ci são condição C2 ; comandos V C3 ; . C1; . . Cn ; fim enquanto C2; . . . Cn; Pseudocódigo Fluxograma 1.13.2. Interrupção Caso seja necessária uma interrupção durante a execução da repetição, pode-se fazê-la atravésdo comando interrompa. O mesmo fará a execução da repetição ser interrompida, sendo executadaa seqüência de comandos que vier logo após a expressão fim enquanto. Tal caso é mostrado no segmento abaixo: enquanto <condição> faça seqüência A de comandos; se <condição> então interrompa; fim se seqüência B de comandos; fim enquanto seqüência C de comandos; Neste trecho, durante a repetição, as seqüências A, e B de comandos serão executadas até que acondição para interrupção seja alcançada. Quando isso ocorrer (depois da execução da seqüênciaA), o controle passará para a seqüência C. Note que depois da interrupção a seqüência B decomandos não será executada. lógica aplicada - Prof. Richard p á g . ( 8/19) arq.: algoritmos-120823054517-phpapp02.doc
  9. 9. 1.13.3. Repita-enquanto A semântica do comando é a seguinte: os comandos C1, C2, ..., Cn são executados pelomenos uma vez. Quando a condição é encontrada, ela é testada. Se for verdadeira os comandos C1,C2, ..., Cn voltam a ser executados, se for falsa o comando seguinte será executado. Em outraspalavras, os comandos C1, C2, ..., Cn são reexecutados enquanto a condição for verdadeira. repita C1 ; Onde Ci são C2 ; comandos C3 ; . C1; . V . Cn ; enquanto <condição> ; C2; . . . OBS: atente para o uso do “;” ao final do Fcondição comando de repetição. V F 1.13.4. Para-faça A semântica do comando é a seguinte: v, i, l e p são variáveis quaisquer e que, de acordocom as regras da programação estruturada, não devem ser modificadas nos comandos C1, C2, ...,Cn. para v de i até  passo p faça v i C1 ; C2 ; F C3 ; condição . . V . Cn ; C1; fim para C2; . v v+p . . Cn; Pseudocódigo Fluxograma lógica aplicada - Prof. Richard p á g . ( 9/19) arq.: algoritmos-120823054517-phpapp02.doc
  10. 10. Os dois últimos comandos (repita-enquanto e faça-para) possuem equivalência com ocomando enquanto-faça, como pode ser verificado pelos exemplos abaixo: Exs.: a) Comando repita-enquanto: I 1; I 1; Repita enquanto I <= 18 faça A B + C; A B + C; Escreva A; escreva A; I I + 1; I I + 1; enquanto I<=18; fim enquanto b) Comando faça-para: I 1; para I de 1 até 18 passo 2 faça enquanto I <= 18 faça A B + A; A B + A; escreva A; escreva A; fim para I I + 2; fim enquanto 1.14. Alternativa de Múltipla Escolha A sintaxe de comando será: escolha (<expressão>) caso v11: Onde Ci e Di expressão [caso v12:] são ... comandos [caso v1n:] senão C11; ...; C1n; interrompa; C1; C2; Cn; Cm+1 caso v22: ; ... [caso v2n:] C21; ...; C2n; interrompa; ... caso vn1: ... [caso vnn:] C1; ...; Cn; interrompa; senão: C1; ...; Cn; interrompa; fim escolha Fluxograma Pseudocódigo senão D1; lógica aplicada - Prof. Richard p á g . ( 10/19) arq.: algoritmos-120823054517-phpapp02.doc fim se
  11. 11. Ex.: leia tipo, peso; escolha (peso*2+3) caso 15: VALOR 15,00; interrompa; caso 17: caso 18: caso 19: VALOR 19,00; interrompa; caso 20: caso 21: se TIPO=5 então VALOR 25,00; senão VALOR 30,00; fim se interrompa; senão: escreva “Peso acima do limite”; VALOR 0; interrompa; fim escolhaObs.: O comando interrompa vale para todos os três tipos de estruturas de repetição, a para aalternativa de múltipla escolha, fazendo com que caso ocorra uma chamada ao interrompa ocontrole de execução passe para a linha seguinte à estrutura. Regras para confecção de Algoritmos 1. Em primeiro lugar declare as variáveis; 2. Em seguida essas variáveis devem ser inicializadas; 3. Escolha nomes significativos para as variáveis; 4. Procure alinhar os comandos de acordo com o nível a que pertençam, isto é, destaque a estrutura na qual estão contidos. lógica aplicada - Prof. Richard p á g . ( 11/19) arq.: algoritmos-120823054517-phpapp02.doc
  12. 12. 2. Estrutura de Dados 2.1. Variáveis Compostas HomogêneasVariáveis compostas homogêneas correspondem a posições de memória, identificadas por ummesmo nome, individualizadas por índices e cujo conteúdo é de mesmo tipo. O conjunto de 10 notas dos alunos de uma disciplina pode constituir uma variávelcomposta. A este conjunto associa-se o identificador NOTA que passará a identificar não uma únicaposição de memória, mas 10. A referência ao conteúdo do n-ésimo elemento do conjunto será indicada por NOTA[n],onde n é um número inteiro ou uma variável numérica contendo um valor inteiro. Ex.: NOTA 60 70 54 85 63 76 98 46 67 96 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10NOTA[3] se referencia ao terceiro elemento do conjunto, cujo conteúdo é 54. 2.1.1. Variáveis Compostas Unidimensionais São os conjuntos de dados referenciados por um mesmo nome e que necessitam de somenteum índice para que seus elementos sejam endereçados. São conhecidos como vetores. Exs.: NOTA OTA 60 70 54 85 63 76 98 46 67 96 TA 0 0 4 5 3 6 8 6 7 6 A1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 0 PESO 78,5 91,1 68,6 71,4 62,7 1 2 3 4 5Sintaxe: <tipo> <identificador 1> [n 1], <identificador 2> [n 2], ... , <identificador x> [n x]; onde, <tipo> é um dos tipos básicos já definidos (inteiro, real, caractere, lógico); <identificador x> é o nome associado a variável que se deseja declarar; n x é um número inteiro; Exemplos de declarações: inteiro VETOR[20]; {representa um vetor de 20 posições} real NOTAS[30]; lógico TEM[3], NAOTEM[6]; inteiro TESTE[4], FLAG[14], ok[4]; lógica aplicada - Prof. Richard p á g . ( 12/19) arq.: algoritmos-120823054517-phpapp02.doc
  13. 13. 2.1.2. Variáveis Compostas Multidimensionais Conjunto de dados referenciados por um mesmo nome e que necessita de mais de um índicepara ter seus elementos individualizados.Exs.: ESCANINHO 1 2 3 1 60 65 25 2 56 68 36 3 86 32 34 1 LIVRO 1 2 2 3 98 3 65 31 1 9 75 64 2 87 2 1 60 65 25 2 56 6824 65 36 32 3 6 8 64 3 86 32 34 6 1 1 2 3Sintaxe: <tipo> <identificador 1> [m 1][n 1]...[z 1], <identificador 2> [m 2][n 2]...[z 2],<identificador x> [m x][n x]...[z x]; onde, <tipo> é um dos tipos básicos já definidos (inteiro, real, caractere, lógico); <identificador x> é o nome associado a variável que se deseja declarar; m x, n x e z x são números inteiros; Exemplos de declarações: inteiro CELULAS[20][30], TIPOS[2][4]; real MATRIX[10][23][5]; lógico RESULTADOS[3][6][23]; inteiro TESTE[6][8][2]; lógica aplicada - Prof. Richard p á g . ( 13/19) arq.: algoritmos-120823054517-phpapp02.doc
  14. 14.  Inicialização de Variáveis Compostas– Para inicializar um vetor com o mesmo valor Ex.: Em um vetor NOTA[5], NOTA 0 equivale a: NOTA[1] 0; NOTA[2] 0; NOTA[3] 0; NOTA[4] 0; NOTA[5] 0;– Para inicializar um vetor com valores diferentes Ex.: Em um vetor NOTA[5], NOTA (5.7, 9.5, 10.0, 3.7, 9.8) equivale a: NOTA[1] 5.7; NOTA[2] 9.5; NOTA[3] 10.0; NOTA[4] 3.7; NOTA[5] 9.8; 2.2. Variáveis Compostas Heterogêneas 2.2.1. Registros São conjunto de dados logicamente relacionados, mas de tipos diferentes (numérico, literal,lógico) Ex.: FUNC NOME caractere SALARIO real IDADE CASADO inteiro lógicoSintaxe: registro [nome] (<componentes>) <lista-de-identificadores> ; onde, registro é uma palavra chave; [nome] é o nome da estrutura (opcional). <componentes> são declarações e/ou identificadores de variáveis compostas, separados por ponto-e-vírgula; <lista-de-identificadores> são os nomes que estão sendo associados aos registros que se deseja declarar;Exemplo de declarações: registro REGCAD ( caractere NOME; real SALARIO; inteiro IDADE; lógico CASADO; ) FUNC; lógica aplicada - Prof. Richard p á g . ( 14/19) arq.: algoritmos-120823054517-phpapp02.doc
  15. 15. Onde REGCAD é o nome da estrutura de registro e FUNC é uma variável da forma REGCAD. registro ( inteiro CPF, IDENTIDADE; lógico FGTS; ) PAG; Acima é declarada uma variável chamada PAG definida pela estrutura que a procede. A atribuição de valores às variáveis que compõem o registro pode ser qualificado daseguinte maneira: FUNC.NOME “Fulano de Tal”; FUNC.SALARIO 3000,00; FUNC.IDADE 32; REGPAG.FGTS V; REGPAG.CPF 123663430; 2.2.2. Conjunto de Registros Podem-se ter conjuntos de registros referenciáveis por um mesmo nome e individualizáveispor índices. Ex.: Usando o registro REGCAD definido anteriormente, podemos definir um conjunto deregistros da forma: registro REGCAD CADASTRO [100]; REGCAD NOME SALARIO IDADE CASADO 1 2 CADASTRO 3 4 100 A atribuição de dados ao funcionário número 3 seria: CADASTRO[3].NOME “Fulano de Tal”; CADASTRO[3].SALARIO 12700; {UAH!!} CADASTRO[3].IDADE 32; CADASTRO[3].CASADO V;Ou CADASTRO[3] (“Fulano de Tal”, 12700, 32, V); lógica aplicada - Prof. Richard p á g . ( 15/19) arq.: algoritmos-120823054517-phpapp02.doc
  16. 16. 3. Modularização A forma natural de solucionarmos problemas complexos é dividi-los em problemas maissimples, aos quais chamamos de módulos. A modularização é uma ferramenta da programação estruturada, que tem como objetivoaumentar a confiabilidade, legibilidade, manutenibilidade e flexibilidade. Um módulo é, então, umgrupo de comandos, constituindo um trecho de algoritmo, com uma função bem definida e o maisindependente possível em relação ao resto do algoritmo.Ex.: “Ler o valor unitário de um quilo de feijão e a quantidade de quilos vendida para um determinado freguês. Calcular o valor total a ser cobrado, sabendo que sobre o valor total vendido temos que aplicar 45% de impostos, mais 10% de lucro. Depois de ter calculado o valor total, exibir o código do produto vendido, o valor unitário do produto, a quantidade vendida e o total que o freguês terá que pagar.” Apesar deste problema não ser muito complexo, podemos dividi-lo em 3 partes distintas, ou seja, 3 módulos: 1. leitura dos dados (vlr_unitário, qtde_vendida); 2. cálculo do valor total a pagar; 3. exibição dos dados. Devemos utilizar módulos de tamanho limitado, isso não quer dizer que um módulo deva terno máximo 100 linhas, mas que, módulos muito extensos acabam perdendo sua funcionalidade.Cada módulo pode definir as próprias estruturas de dados necessárias para sua execução. Todomódulo é constituído por uma seqüência de comandos que operam sobre um conjunto de variáveisque podem ser globais ou locais. A comunicação entre módulos deverá ser feita através de variáveis globais ou portransferência de parâmetros.Vantagens da modularização: a independência do módulo permite uma manutenção mais simples e evita efeitos colaterais em outros pontos do algoritmo; pode-se elaborar um módulo independente do restante do algoritmo; testes e correções dos módulos podem ser feitos em separado; reutilização dos módulos por outros algoritmos. Podemos utilizar dois tipos de ferramentas para fazer a modularização: procedimentos efunções. Ambos são módulos hierarquicamente subordinados a um algoritmo chamado de móduloprincipal, da mesma forma um procedimento ou função pode conter procedimentos e funçõesaninhadas, como mostra a figura abaixo: MP P1 P2 F1 F2 P3 F3 F4 P4Onde: P – Procedimento F – Função A declaração de um procedimento ou função é composta por um cabeçalho e um corpo. lógica aplicada - Prof. Richard p á g . ( 16/19) arq.: algoritmos-120823054517-phpapp02.doc
  17. 17. O cabeçalho identifica o procedimento, contém seu nome e a lista de parâmetros formais, ocorpo contém declarações locais e os comandos do procedimento. Para ativarmos um módulo,fazemos referência a seu nome e a indicação dos parâmetros atuais. 3.1. Procedimentos 3.1.1. Sintaxe procedimento <nome do procedimento> (<lista-de-parâmetros>) <especificação dos parâmetros> início <declaração de variáveis locais> Comandos; fim. {nome do procedimento} Ex.: procedimento Leia_dados (Valor, Qtde) real Valor; inteiro Qtde; início leia Valor, Qtde; escreva Valor, Qtde; fim; Para chamar o procedimento no programa principal, basta o nome do procedimento e a listade parâmetros: Leia_dados (vlr_unitário, qtde_vendida); Os parâmetros Valor e Qtde, são chamados de parâmetros formais e serão substituídospelos parâmetros efetivos (vlr_unitário, qtde_vendida), no momento da chamada ao procedimento. Depois que os comandos de um procedimento são executados, o fluxo de controle retornaao comando seguinte àquele que fez a chamada. 3.2. Função Parecida com os procedimentos, têm a característica especial de retornar um valor aoalgoritmo que a chamou. 3.2.1. Sintaxe função <nome da função> (< lista-de-parâmetros>) <especificação dos parâmetros> início <declaração de variáveis locais> Comandos; <nome da função>  <expressão>; {parâmetro de retorno} fim. {nome da função}Ex.: função ABS(x) real x; início se X >= 0 então ABS  x; lógica aplicada - Prof. Richard p á g . ( 17/19) arq.: algoritmos-120823054517-phpapp02.doc
  18. 18. senão ABS  -x; fim se fim {ABS} A chamada da função, no programa principal é feita com uma referência a seu nome e aindicação dos parâmetros efetivos em uma expressão: resultado  ABS(num); Neste caso o parâmetro formal é x e num é o parâmetro efetivo. Após esta linha decomando a variável resultado conterá o valor absoluto de num, calculado pela função ABS. 3.3. Passagem de parâmetros Existem várias formas de passarmos parâmetros entre o programa principal e os módulos, aescolha de uma delas dependerá do nosso objetivo.  por valor: as alterações feitas nos parâmetros formais, dentro do módulo, não se refletem nos parâmetros efetivos. O valor do parâmetro efetivo é copiado no parâmetro formal, no momento da chamada, neste caso ele é chamado de parâmetro de entrada. Ou seja, os parâmetros de entrada têm seus valores estabelecidos fora do módulo e não podem ser modificados dentro do módulo;  por resultado: as alterações feitas nos parâmetros formais, dentro do módulo, se refletem nos parâmetros efetivos. O valor do parâmetro formal é copiado no parâmetro efetivo, ao retornar do módulo, neste caso ele é chamado de parâmetro de saída. Ou seja, os parâmetros de saída têm seus valores estabelecidos dentro do módulo;  por referência: toda alteração feita num parâmetro formal corresponde a mesma alteração feita no seu parâmetro efetivo associado. Neste caso ele é chamado de parâmetro de entrada e saída. Ou seja, eles têm seus valores estabelecidos fora do módulo, mas podem ter seus valores alterados dentro dele.OBS: Vale lembrar que cada linguagem de programação tem suas regras específicas para realizar apassagem de parâmetros, sendo as vezes necessário realizar adaptações ao algoritmo. 3.4. Independência Funcional Quando projetamos um algoritmo devemos construir módulos com apenas um propósito(alta coesão), e diminuir ao máximo a interação entre eles (baixo nível de acoplamento). Ou seja, oideal é projetar software de forma que cada módulo encaminhe uma subfunção específica derequisitos e tenha uma interface simples quando visto de outras partes da estrutura do programa. A independência funcional é fundamental para um bom projeto. 3.4.1. Coesão É a medida da força funcional relativa de um módulo. Podemos classificar um software emrelação a coesão, da seguinte maneira: coincidental: quando o módulo realiza várias tarefas, que não tem nenhuma relação uma com a outra; lógica: quando o módulo executa tarefas logicamente relacionadas, p.ex.: um módulo que realiza todas as entradas de dados de um software; lógica aplicada - Prof. Richard p á g . ( 18/19) arq.: algoritmos-120823054517-phpapp02.doc
  19. 19. temporal: quando o módulo contém tarefas que são relacionadas pelo fato de todas terem que ser executadas num mesmo intervalo de tempo. 3.4.2. Acoplamento Depende da complexidade da interface entre os módulos. Podemos classificar um software,em relação ao acoplamento, da seguinte maneira: baixo acoplamento: quando a interface entre módulos se faz através da passagem de dados; acoplamento moderado: quando a interface entre os módulos é feita por controle, p.ex., quando o módulo1 passa o controle para o módulo 2; acoplamento elevado: quando o módulo está ligado a um ambiente externo ao software, p.ex., a E/S acopla um módulo a dispositivos, formatos e protocolos de comunicação. Ou ainda, módulos que utilizam variáveis globais.Obs: Qto. maior o nível de coesão e menor o nível de acoplamento, melhor é o software. lógica aplicada - Prof. Richard p á g . ( 19/19) arq.: algoritmos-120823054517-phpapp02.doc

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