Ppt unidade 8 ano 2

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Ppt unidade 8 ano 2

  1. 1. PROGRAMA NACIONAL PELA ALFABETIZAÇÃO NA IDADE CERTA PNAIC Secretaria Municipal de Educação São José do Rio Preto – SP 2013 Encontro 23/11/2013 2º ANO
  2. 2. LEITURA PARA DELEITE: Manhã: “Calvin e trechos de depoimentos de autores diversos sobre a difícil tarefa de escrever”.
  3. 3. “Escrevo a mão, em caderno, não importa em que lugar da casa. Prefiro lápis à caneta. Sempre carrego o caderno, mesmo em viagem, para registrar um episódio, um acontecimento que tenha natureza poético-literária. Sei que é a semente do texto. É meu dever registrar aquilo (...). Mas quando o livro fica pronto, costumo queimar todos os cadernos de rascunho.” Adélia Prado “Tenho uma característica: quando escrevo me ponho contra mim mesmo, como se eu estivesse querendo não facilitar as coisas para mim. Sou um escritor de muitos rascunhos. Não sou um escritor espontâneo, fluente.” Rubens Figueiredo “Gosto mais de desenhar do que de escrever. Se soubesse apenas desenhar... escrever não é uma coisa que faço com naturalidade. A falta de ânimo e de ideias é constante. Mas, pelo menos uma ideia por dia é preciso ter...” Luiz Fernando Veríssimo
  4. 4. Tarde: “Sondagem” – Carlos Drummond de Andrade. Sondagem O carteiro, conversador amável, não gosta de livros. Tornam pesada a carga matinal, que na sua opinião, e dado o seu nome burocrático, devia constituir-se apenas de cartas. No máximo algum jornalzinho leve, mas esses pacotes e mais pacotes que o senhor recebe, ler tudo isso deve ser de morte! Explico-lhe que não é preciso ler tudo isso, e ele muito se admira: ─ Então o senhor guarda sem ler? E como é que sabe o que tem no miolo? ─ Em primeiro lugar, Teodorico, nem sempre eu guardo. Às vezes dou aos amigos, quando há alguma coisa que possa interessar a eles. ─ Mas como sabe que pode interessar, se não leu? Esclareço a Teodorico que não leio de ponta a ponta, mas sempre abro ao acaso, leio uma página ou umas linhas, passo os olhos no índice, e concluo. Meu crédito diminui sensivelmente a seus olhos. Não lhe passaria pela cabeça receber qualquer coisa do correio sem ler inteirinha. ─ Mas, Teodorico, quando você compra um jornal se sente obrigado a ler tudo que está nele? ─ Aí é diferente. Eu compro o jornal para ver os crimes, o resultado do seu-talão-vale-um-milhão etc. Leio aquilo que me interessa. ─ Eu também leio aquilo que me interessa. ─ Com o devido respeito, mas quem lhe mandou o livro desejava que o senhor lesse tudinho. ─ Bem, faz-se o possível, mas... ─ Eu sei, eu sei. O senhor não tem tempo. ─ É. ─ Mas quem escreveu, coitado! Esse perdeu o seu latim, como se diz. ─ Será que perdeu? Teve satisfação em escrever, esvaziou a alma, está acabado.
  5. 5. A ideia de que escrever é esvaziar a alma perturbou meu carteiro, tanto quanto percebo em seu rosto magro e sulcado. ─ Não leva a mal? ─ Não levo a mal o quê? ─ Eu lhe dizer que nesse caso carece prestar mais atenção ainda nos livros, muito mais! Se um cidadão vem à sua casa e pede licença para contar um desgosto de família, uma dor forte, dor-de-cotovelo, vamos dizer assim, será que o senhor não escutava o lacrimal dele com todo o acatamento? ─ Teodorico, você está esticando demais o meu pensamento. Nem todo livro representa uma confissão do autor, ainda ontem você me trouxe uma publicação do Itamaraty sobre o desenvolvimento da OPA, * que drama de sentimento há nisso? ─ Bem, nessas condições... ─ E depois, no caso de ter uma dor moral, escrevendo o livro o camarada desabafa, entende? Pouco importa que seja lido ou não, isso é outra coisa. Ficou pensativo; à procura de argumento? Enquanto isso, eu meditava a curiosidade de um carteiro que se queixa de carregar muitos livros e ao mesmo tempo reprova que outros não os leiam integralmente. ─ Tem razão. Não adianta mesmo escrever. ─ Como não adianta? Lava o espírito. ─ No meu fraco raciocínio, tudo é encadeado neste mundo. Ou devia ser. Uma coisa nunca acontece sozinha nem acaba sozinha. Se a pessoa, vamos dizer, eu, só para armar um exemplo, se eu escrevo um livro, deve existir um outro ─ o senhor, numa hipótese ─ para receber e ler esse livro. Mas se o senhor não liga a mínima, foi besteira eu fazer esse esforço, e isso é o que acontece com a maioria, estou vendo. ─ Teodorico! Você... escreveu um livro? Virou o rosto. ─ De poesia, mas agora não adianta eu lhe oferecer um exemplar. Até segunda, bom domingo para o senhor. ─ Escute aqui, Teodorico... ─ Bem, já que o senhor insiste, aqui está o seu volume, não repare os defeitos, ouviu? Esvaziei bastante a alma, tudo não era possível! ANDRADE, Carlos Drummond. Sondagem. In: Werneck, Humberto (org.). Boa Companhia: crônicas. São Paulo: Companhia das Letras, 2005, pp. 31-33.)
  6. 6. Carlos Drummond de Andrade nasceu em Itabira do Mato Dentro - MG, em 31 de outubro de 1902. De uma família de fazendeiros em decadência, estudou na cidade de Belo Horizonte e com os jesuítas no Colégio Anchieta de Nova Friburgo RJ, de onde foi expulso por "insubordinação mental". De novo em Belo Horizonte, começou a carreira de escritor como colaborador do Diário de Minas, que aglutinava os adeptos locais do incipiente movimento modernista mineiro. Ante a insistência familiar para que obtivesse um diploma, formou-se em farmácia na cidade de Ouro Preto em 1925. Fundou com outros escritores A Revista, que, apesar da vida breve, foi importante veículo de afirmação do modernismo em Minas. Ingressou no serviço público e, em 1934, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde foi chefe de gabinete de Gustavo Capanema, ministro da Educação, até 1945. Passou depois a trabalhar no Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e se aposentou em 1962. Desde 1954 colaborou como cronista no Correio da Manhã e, a partir do início de 1969, noJornal do Brasil. O modernismo não chega a ser dominante nem mesmo nos primeiros livros deDrummond, Alguma poesia (1930) e Brejo das almas (1934), em que o poema-piada e a descontração sintática pareceriam revelar o contrário. A dominante é a individualidade do autor, poeta da ordem e da consolidação, ainda que sempre, e fecundamente, contraditórias. Torturado pelo passado, assombrado com o futuro, ele se detém num presente dilacerado por este e por aquele, testemunha lúcida de si mesmo e do transcurso dos homens, de um ponto de vista melancólico e cético. Mas, enquanto ironiza os costumes e a sociedade, asperamente satírico em seu amargor e desencanto, entrega-se com empenho e requinte construtivo à comunicação estética desse modo de ser e estar. Vem daí o rigor, que beira a obsessão. O poeta trabalha sobretudo com o tempo, em sua cintilação cotidiana e subjetiva, no que destila do corrosivo. EmSentimento do mundo (1940), em José (1942) e sobretudo em A rosa do povo(1945), Drummond lançou-se ao encontro da história contemporânea e da experiência coletiva, participando, solidarizando-se social e politicamente, descobrindo na luta a explicitação de sua mais íntima apreensão para com a vida como um todo. A surpreendente sucessão de obras-primas, nesses livros, indica a plena maturidade do poeta, mantida sempre. Várias obras do poeta foram traduzidas para o espanhol, inglês, francês, italiano, alemão, sueco, tcheco e outras línguas. Drummond foi seguramente, por muitas décadas, o poeta mais influente da literatura brasileira em seu tempo, tendo também publicado diversos livros em prosa. Em mão contrária traduziu os seguintes autores estrangeiros: Balzac (Les Paysans, 1845; Os camponeses), Choderlos de Laclos (Les Liaisons dangereuses, 1782; As relações perigosas), Marcel Proust (La Fugitive, 1925; A fugitiva), García Lorca (Doña Rosita, la soltera o el lenguaje de las flores, 1935; Dona Rosita, a solteira), François Mauriac (Thérèse Desqueyroux, 1927; Uma gota de veneno) e Molière (Les Fourberies de Scapin, 1677; Artimanhas de Scapino). Alvo de admiração irrestrita, tanto pela obra quanto pelo seu comportamento como escritor, Carlos Drummond de Andrade morreu no Rio de Janeiro RJ, no dia 17 de agosto de 1987, poucos dias após a morte de sua filha única, a cronista Maria Julieta Drummond de Andrade. Fonte: http://www.releituras.com/drummond_bio.asp
  7. 7. BREVE RETOMADA DO ENCONTRO ANTERIOR. SOCIALIZAÇÃO DA TAREFA: • Conversa sobre as leituras: - Direitos de aprendizagem: componente curricular Arte (Unidade 7/Ano 2 - p.27 a 29). - Obras complementares: cada livro, uma viagem (Unidade 7/Ano 2 - p. 33 a 38). • Socialização dos quadros feitos, projetos e sequências desenvolvidas durante o ano letivo de 2013. ESTUDO E REFLEXÃO: 1. Leitura em voz alta da seção: “Iniciando a conversa”. Em todas as unidades deste curso foram realizadas algumas reflexões que tinham como princípios: o pressuposto de que os estudantes têm direitos de aprendizagem que precisam ser garantidos, a inclusão de todos os estudantes no processo educativo por meio de situações que consideram as heterogeneidades dos processos de aprendizagem e a diversidade de formas de apropriação do conhecimento.
  8. 8. O objetivo traçado ao longo de todos os textos apresentados no curso visa que os direitos de aprendizagem sejam garantidos e, para isso, o ensino precisa ser diversificado, reflexivo e prazeroso por meio de situações organizadas didática e pedagogicamente orientado por processos permanentes de avaliação e planejamento que atendam às diferentes necessidades das crianças. Nesta unidade, tais temas serão retomados na perspectiva de sistematizarmos algumas reflexões sobre o que é necessário para se garantir a progressão e a continuidade das aprendizagens para a construção de conhecimentos por todas as crianças. Além disso, discutiremos sobre a prática do professor no ciclo de alfabetização tendo como foco a dimensão formativa e organizativa do trabalho docente. Desse modo, os objetivos da unidade 8 são: • planejar o ensino na alfabetização; • compreender a importância da avaliação no ciclo de alfabetização, analisando e construindo instrumentos de avaliação e de registro de aprendizagem; • construir, coletivamente, o que se espera em relação aos direitos de aprendizagem e desenvolvimento no ciclo de alfabetização.
  9. 9. 2. Leitura colaborativa do texto “Progressão e continuidade das aprendizagens: possibilidades de construção de conhecimentos por todas as crianças no ciclo de alfabetização” - Aprofundando o tema. (Unidade 8 / Ano 2 - p.06 a 18). Eliana Borges Correia de Albuquerque Magna do Carmo Silva Cruz • • • Pequena retrospectiva histórica Década 70: extensão do EF para 8 anos; Década 80 a 90: ampliação do acesso às camadas populares, seriação passou a ser vista como promotora do fracasso escolar ( índices elevados de repetência e evasão escolar; Métodos sintéticos e analíticos, homogeneidade, língua como um código- transmissão e memorização. Meados da Década de 80: Ciclo Básico – eliminar a reprovação ao final da 1ª série, buscava assegurar a continuidade do processo de ensino da leitura e escrita.Abordagem construtivista passaram a nortear as práticas de alfabetização com estudos da Psicogênese da Língua Escrita.
  10. 10. Diferente da progressão automática que tem como objetivo racionalizar o fluxo de alunos e reduzir as taxas de reprovação, Ferreira e Leal (2006) apontam 4 argumentos para o regime de ciclos.  Favorece a interdisciplinaridade, participação, respeitando os ritmos.  Nega a lógica excludente e competitiva das séries e adota a lógica inclusiva e solidária.  Trabalha com a perspectiva multicultural com respeito à diversidade de saberes, práticas e valores do grupo.  Rejeita a homogeneidade e valoriza a heterogeneidade. Mudança de paradigma e reorganização do sistema escolar para ciclos não causou melhoria nas práticas de alfabetização. Qual a diferença entre “aprovação/progressão automática” e a proposta de “ciclos” • Supressão da avaliação ao longo do processo; • Não há ações para promoção de aprendizagem para alunos de baixo rendimento; • O aluno passa de um ano para outro sem ter efetuado aprendizagem.
  11. 11. Progressão no ciclo de alfabetização em três dimensões: Progressão escolar: relacionada ao direito que a criança tem de avançar na escolarização; Progressão do ensino: que requer a organização e elaboração de direitos de aprendizagem em todas as áreas de conhecimento e anos escolares de cada ciclo; Progressão das aprendizagens: que está diretamente ligada à qualidade crescente das aprendizagens construídas ao longo do ano e entre os anos do ciclo de alfabetização pelas crianças. Lei PNE 2011/2020- ideia da escolaridade em ciclos foi fortalecida. O ciclo de Alfabetização baseia na: 1. Ampliação do direito à educação, democratização e ruptura com as práticas de exclusão dentro da escola; 2. Na aprendizagem como processo contínuo em maior tempo por meio do atendimento às diferenças individuais; 3. No desenvolvimento pleno de todas as crianças; 4. No reconhecimento da pluralidade e diversidade cultural como integrante do currículo escolar; 5. Na ideia de uma escola menos seletiva, integradora dos diferentes grupos sociais, por meio da permanência e continuidade.
  12. 12. Os documentos oficiais, nacionais e municipais precisam organizar o processo de alfabetização, ao longo dos três anos, propondo direitos de aprendizagem que possam nortear as práticas dos professores visando à continuidade e ao aprofundamento das aprendizagens. Para garantir que os alunos progridam em suas aprendizagens, a avaliação ao longo de cada ano escolar deve ter um caráter processual, participativo, formativo, diagnóstico e redimensionador da ação pedagógica. É importante a elaboração de instrumentos e procedimentos de observação, acompanhamento contínuo, registro e reflexão permanente sobre o processo de ensino e de aprendizagem.
  13. 13. 3. Debate de ideias: • Argumentos favoráveis e desfavoráveis em relação à retenção escolar. • Como trabalhar com a proposta de ciclo garantindo qualidade nos processos de ensino e de aprendizagem? a) Discussão nas duplas ou trios e elaboração de registro sobre as questões propostas. b) Socialização e debate das ideias apresentadas. 4. Vídeo: “Avaliação no Ciclo de Alfabetização” – Salto para o Futuro (excertos).
  14. 14. 5. Estudo dirigido: “Reflexão sobre a prática do professor alfabetizador: o registro das experiências docentes na dimensão formativa e organizativa dos saberes”. (Unidade 8 / Ano 2 - p.19 a 32) Magna do Carmo Silva Cruz Eliana Borges Correia de Albuquerque Questionamentos norteadores: • Como se dá a construção das práticas docentes? • Como o professor deve ser visto profissionalmente? • Como os saberes docentes são e/ou devem ser constituídos? • Qual a importância do registro e suas contribuições na ação docente (dimensão formativa e dimensão organizativa)? • Descreva instrumentos avaliativos pertinentes à perspectiva do PNAIC e à progressão e continuidade das aprendizagens no ciclo de alfabetização. a) Leitura individual. b) Registro dos questionamentos propostos. c) Socialização.
  15. 15. 6. Conversa sobre os principais apontamentos do Texto – Compartilhando “Depoimento de docente relacionado ao trato com a diversidade de conhecimentos das crianças visando progressão da aprendizagem de todos”. (Unidade 8 / Ano 2 - p.33 a 37) Professora: Priscila Angelina Silva da Costa Santos 2º ano do Ensino Fundamental Escola Municipal Maurício de Nassau (Recife-PE) 7. Vídeo: Tematização da Prática – Professora Magda – Rede Municipal de São José do Rio Preto . • Análise da situação e condições didáticas – foco no trato com a diversidade de conhecimentos dos alunos. 8. Análise e reflexão: “Pensando que o nosso trabalho pertence a uma rede com um currículo oficial comum norteador e que cada escola também tem sua autonomia devido suas especificidades. Como realizar uma boa escolha do livro didático? Quais critérios devem ser considerados?”. a) Leitura em voz alta do texto “Depoimento sobre o uso do livro didático na prática de alfabetização” - (Unidade 8 / Ano 2 - p.38 a 39 - Professora: Ana Lúcia Martins Maturano / Turma: 2º ano do Ensino Fundamental/ Escolas: Municipal Nova Santana (Camaragibe – PE) e Municipal Creusa de Freitas Cavalcanti - Recife – PE). b) Análise da situação proposta em pequenos grupos: c) Socialização.
  16. 16. 9. Sistematização.
  17. 17. 9. Sistematização. “Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção.” Paulo Freire
  18. 18. • Intencionalidade educativa. Por meio do engajamento em situações que desafiem os aprendizes a resolver problemas, os professores favorecem novas aprendizagens e a consolidação das aprendizagens realizadas ou iniciadas. Para isso, precisam ter clareza sobre quais são os direitos de aprendizagem das crianças, considerando suas vivências na escola e fora dela. Tendo consciência sobre quais são esses direitos, o docente precisa, por meio da avaliação, distinguir entre quais já foram garantidos, quais estão em processo e quais ainda não foram contemplados.
  19. 19. • Processos avaliativos. AVALIAÇÃO INTEGRADA AÇÃO INTENCIONAL MULTIDIRECIONAL PLANEJAMENTO DOCENTE O DESENVOLVIMENTO DE MECANISMOS INTEGRADOS DE AVALIAÇÃO REQUER ACOMPANHAMENTO DO QUE É PLANEJADO ATÉ AS AÇÕES DE ENSINO, ATRAVÉS DE INSTRUMENTOS VARIADOS QUE PERMITAM ANALISAR A PROGRESSÃO DOS ALUNOS E SUAS RELAÇÕES COM AS ESTRATÉGIAS DIDÁTICAS ADOTADAS. O PLANEJAMENTO REQUER DEFINIÇÃO DOS OBJETIVOS, CLAREZA EM RELAÇÃO AO CONTEÚDO QUE OS ALUNOS PRECISAM APRENDER, ELABORAÇÃO DE BOAS SITUAÇÕES DIDÁTICAS E INTERVENÇÕES .
  20. 20. Não são apenas as crianças que devem ser avaliadas no processo educativo. É preciso avaliar o sistema de ensino, o currículo, a escola, o professor e os próprios processos de avaliação. Avaliação Sistema de ensino - Prova Brasil - visão macro – país/rede de ensino. Objetivo: orientar políticas públicas de gerenciamento das redes de ensino, de formação de professores, de escolha de recursos didáticos. Currículo: prescrito nos documentos oficiais X praticado nas escolas. Quem avalia? Todos os participantes do processo educativo da escola: equipes pedagógicas das secretarias, gestores, professores, comunidades/pais, alunos. Avaliação da escola: a organização interna da unidade educacional e o monitoramento das ações, pautados a partir do projeto político pedagógico têm impacto sobre a aprendizagem das crianças. Projeto Político Pedagógico:-Construção coletiva e avaliada continuamente- Concepção de ensino, aprendizagem, avaliação, missão, prioridades de ensino, as estratégias didáticas, projetos, deve contemplar opções variadas para atender aos estudantes/necessidades/diversidade (apoio pedagógico/AEE). Professor : Não é o único responsável pela aprendizagem das crianças, mas ele tem papel crucial nesse processo, pois é quem está no dia a dia com os estudantes. Como avaliar? Autoavaliação - reflexão de sua própria ação; a avaliação feita pelos pais e pelos estudantes auxilia o professor a pensar quais são seus “pontos fortes” e onde ele pode melhorar. A formação continuada deve servir de ponto de partida para esse revisitar da prática diária.
  21. 21. Avaliação A voz dos estudantes- central no processo de avaliação dos docentes. Exemplo: pesquisa de Lima (2011) página11. Os resultados de aprendizagem das crianças também é um bom parâmetro da autoavaliação. Se as crianças não estão aprendendo o que se pretende ensinar, é preciso analisar se as estratégias de ensino e de mediação podem ser melhoradas. Por isso, ter boas estratégias para avaliar as crianças é necessário para que se possa avaliar a própria prática. Avaliação da aprendizagem: principal, perpassa todas as outras avaliações. Não são apenas as aprendizagens dos conteúdos das disciplinas que nos interessam. Santos, Lucíola e Paraíso (1996, p. 37), “o currículo constrói identidades e subjetividades: junto com os conteúdos das disciplinas escolares, adquirem-se na escola percepções, disposições e valores que orientam os comportamentos e estruturam as personalidades”. A avaliação não é um processo indissociável das práticas de ensino, é o professor que tem condições de fazer essa avaliação mais ampla, pela observação, diálogo permanente e pela reflexão do que ocorre no interior de uma sala de aula, com suas singularidades. É preciso buscar compreender os estudantes, estando sensível não apenas ao que eles demonstram saber ou não, mas também às suas características, modos de interagir, suas inseguranças, seus medos e anseios. É preciso propor avaliações mais investigativas para buscar as razões para aprendizagem e não aprendizagem e propor estratégias de intervenção. É urgente encaminhar a avaliação a partir da efetiva relação professor e aluno em benefício do nosso país, contrapondo-se à concepção sentenciva, grande responsável pelo processo de eliminação de crianças e jovens na escola. Jussara Hoffmann (1992, p. 42)
  22. 22. Sugestões para avaliação considerando os diferentes eixos de ensino A forma como o professor avalia a leitura depende da concepção que ele tem sobre o que é ler. O que se espera de um leitor depende e muito de como se entende a leitura e seu ensino Numa perspectiva sociointeracionista, compreende-se o leitor como alguém que interage com textos escritos e tem como referência as práticas sociais de leitura nas quais esperamos que o leitor se torne proficiente. Além disso, defende-se que essa interação é sempre mediada por outras pessoas (além, é claro, do autor do texto) e, no caso específico da escola, que está permeada por uma intencionalidade pedagógica. Segundo PACTO PELA ALFABETIZAÇÃO NA IDADE CERTA, a habilidade de leitura da criança deve avançar mais do que simplesmente investir na capacidade de ler palavras soltas. É necessário adquirir autonomia, a criança deve ter condições de ler e compreender textos de gêneros diversos para atender a diferentes finalidades. Dependendo das situações didáticas, as crianças podem aprender, desde pequenas, a desenvolver estratégias que as ajudem a lidar com textos escritos, de forma a buscar neles a construção de sentidos e não apenas uma correspondência entre letras e sons. É importante planejar situações de leitura em que a criança possa identificar marcadores de diferentes gêneros textuais (p.ex. o que compõe uma receita de bolo), associar o texto novo com outros já conhecidos, localizar informações presentes no texto, fazer inferências a partir de indícios não explicitados, se posicionar diante do que está escrito e associar o texto ao contexto sociocomunicativo.
  23. 23. Avaliação da leitura 1. Esse texto serve para: (A) VENDER UMA CASA NA CIDADE (B) ENSINAR A NÃO JOGAR LIXO NA CIDADE E EM CASA (C) PEDIR UMA INFORMAÇÃO SOBRE UMA CASA (D) CONVIDAR PARA UM PASSEIO NA CIDADE 2. Qual o assunto do texto: (A) A LIMPEZA DAS ÁRVORES (B) A LIMPEZA DA CIDADE E DA CASA (C) A LIMPEZA DO PARQUE E DA PRAÇA (D) A LIMPEZA DOS CAMPOS Retirado do site: http://sinistrinhosbar.blogspot.com.br/2012/07/voce-jogalixo-no-chao-da-sua-casa.html
  24. 24. A avaliação da produção textual Quem escreve avalia o próprio texto, e nesse caso, avaliar pode significar rever, corrigir, reescrever, rascunhar, passar a limpo, confirmar ou negar hipóteses no ato da escrita, o que não precisa ser necessariamente realizado apenas na escola numa única aula. É preciso também que o professor se volte para a sua própria visão de texto e de avaliação e, principalmente, que considere as repercussões das marcas da sua correção. (EVANGELISTA et al, 2009 p. 29). A avaliação busca como princípio central o diálogo, em que professor e estudante possam interagir como leitores críticos dos textos produzidos, fazendo uso da linguagem como prática social. Os estudantes podem ser incentivados a perceber que também são responsáveis por suas aprendizagens. Assim, para que se tenha uma visibilidade do que se ensina e aprende nas produções textuais, é essencial uma reflexão sobre a construção dos instrumentos e acerca das formas de acompanhamento e encaminhamentos diante dos resultados. Avaliação no Ciclo de Alfabetização. P.30 O que considerar na elaboração de um instrumento de avaliação de produção de textos? Qual a importância do contexto de produção de textos para esse momento de escrita?Qual gênero textual a ser escrito? Bronckart (2003, p. 93) denomina de contexto de produção:“conjunto dos parâmetros que podem exercer uma influência sobre a forma como um texto é organizado”. É de posse das informações do contexto de produção que o sujeito fará a representação da situação de comunicação, ou seja, criará uma base de orientação para a sua escrita. P.31 Os quadros de Direitos de aprendizagem podem nos ajudar nessa questão, pois neles encontramos uma sinalização das habilidades e conhecimentos que as crianças têm o direito de aprender em cada ano escolar. Toda situação de escrita, seja para avaliar ou não, essa deve ser contextualizada e com significado para a criança. Dessa forma, é necessário deixar claro para o aluno: O que ele produzirá (qual gênero)? Para que produzirá (o objetivo do texto)? Para quem (destinatário)? Onde esse texto circulará?
  25. 25. Produções coletivas- tomar nota do que a turma foi capaz de desenvolver, perceber quais alunos participam (ou não), e até se demonstram ter mais ou menos segurança. Produções em duplas ou em grupos maiores também podem servir a esse propósito. Quanto maior o número de alunos envolvidos, maior dificuldade o professor terá para diagnosticar tais capacidades de forma mais precisa. Terá uma visão coletiva da turma, o que não deixa de ser algo também interessante e importante.
  26. 26. Orientações para o diagnóstico: Produção de bilhete  Explicar aos alunos com respeito à atividade, salientando a importância de que seja realizada individualmente.  Entregar uma folha com um bilhete para cada aluno e solicitar que escrevam o próprio nome na primeira linha;  Pedir aos alunos para que leiam o bilhete e que façam de conta que o receberam;  Solicitar que escrevam a resposta ao bilhete. Sugestão de Bilhete
  27. 27. Análise de Produção de Bilhete- alunos do 2º ano – Outubro de 2013
  28. 28. Análise de Produção de Início de Conto Alunos do 2º ano – Outubro de 2013
  29. 29. A oralidade nas aulas de língua portuguesa: como avaliar as competências discursivas dos alunos? Entrevista Sugestão de atividade 1. Apresentar à turma a proposta de entrevistar funcionários da escola para conhecer as atividades realizadas por esses profissionais e as razões pelas quais estão trabalhando na função. 2. Elaborar coletivamente um roteiro de perguntas para conhecer as pessoas que trabalham na escola, as atividades realizadas por elas, os motivos pelos quais trabalham na escola e as razões pelas quais escolheram a profissão. 3. Organizar a turma, em duplas ou trios, para entrevistar os funcionários da escola. 4. Orientar que, no momento da entrevista, prestem atenção nas respostas, anotando tudo. 5. Gravar a entrevista e analisá-la segundo o roteiro abaixo.
  30. 30. • APRESENTAÇÃO DE PAINÉIS • IMAGENS REPRESENTATIVAS DA FORMAÇÃO • ATIVIDADES DESENVOLVIDAS • FOTOS E REGISTROS • DEPOIMENTO DE PROFESSORES, ALUNOS... • APRESENTAÇÃO DE ALGUMA ATIVIDADE PELO PROFESSOR (EXPLICAÇÃO, DEMONSTRAÇÃO...) • VÍDEOS
  31. 31. REGISTRO Com um bom registro, garantimos que as crianças sejam avaliadas continuamente de modo mais seguro. Podemos ver seus avanços de modo muito mais claro do que por meios assistemáticos e desorganizados, que podem, muitas vezes, turvar a visão e deixar que imagens sedimentadas sobre as crianças levem a construções negativas acerca de suas potencialidades. Para garantir que os alunos progridam em suas aprendizagens, a avaliação ao longo de cada ano escolar deve ter um caráter processual, participativo, formativo, diagnóstico e redimensionador da ação pedagógica. É importante a elaboração de instrumentos e procedimentos de observação, acompanhamento contínuo, registro e reflexão permanente sobre o processo de ensino e de aprendizagem.
  32. 32. Zabala (1998), pautado na concepção de que o professor possui um pensamento prático e uma capacidade reflexiva, recomenda que este realize uma constante avaliação do trabalho desenvolvido nas salas de aula, buscando estabelecer o que se deve aprender, o que se deve fazer e como deve ser desenvolvida cada atividade. Além disso, o referido autor aponta que nessa atividade de reflexão sobre a própria prática, o docente precisaria verificar qual concepção de ensino, aprendizagem e conhecimento está subjacente à sua ação, quais são as atividades desenvolvidas e porque são desenvolvidas, como ocorrem as relações na sala de aula, como os conteúdos são organizados para serem ensinados, que materiais são utilizados e como o processo de ensino e aprendizagem é avaliado. O registro das experiências docentes, nesse sentido, pode contribuir para a formação do professor alfabetizador.
  33. 33. Também na escola, para entender a relação entre os acontecimentos, é preciso registrar o que observamos, o que nos marca, o que nos é significativo... Só assim podemos avançar!
  34. 34. Para que o registro da atividade docente sirva como alternativa para reflexão sobre o fazer didático e pedagógico, em uma perspectiva formativa e organizativa, estes precisam retratar as discussões críticas da turma, apresentar observações sobre o processo de ensino e aprendizagem, reproduzir frases e reunir exemplos da produção das crianças, possibilitando o planejamento, a realização, a documentação, a análise e o replanejamento pelo docente, pois, conforme indica Zabala os registros ajudam o planejamento do trabalho do professor. Faz-se necessário, portanto, registrar também sua própria atividade e, com base na autoanálise, desenvolver parâmetros para um maior controle da situação de ensino, tais como: o tempo necessário para o ensino de cada conhecimento, especificidades sobre o conhecimento a ser ensinado, tarefas necessárias ao ensino, possibilidades de regulação das atividades e da atenção dos alunos na aprendizagem, dentre outros.
  35. 35. • Trabalho coletivo na escola – ação de todos os atores.
  36. 36. “Salientamos a importância de cada escola/município assumir o compromisso de que as crianças estejam alfabetizadas aos 8 anos, buscando tratar sobre a organização do tempo de aprendizagem ao longo de cada ano e entre os anos do ciclo de alfabetização. No caso das crianças não atingirem os direitos de aprendizagens previstos para o 2º ano, elas devem receber atenção redobrada no ano seguinte para que possam não só atingir as aprendizagens previstas para o 2º ano, mas também continuar avançando para obter o perfil esperado no 3º ano. Para o atendimento dessas crianças, podem-se desenvolver projetos especiais para o acompanhamento das aprendizagens com atividades e intervenções específicas, mobilizando toda a escola nesse sentido”. (Unidade 8 – p. 15 e 16)
  37. 37. • Garantia de progressão nos diferentes anos do ciclo de alfabetização. “Na proposta dos ciclos de alfabetização, não se defende a aprovação automática dos alunos, mas o compromisso com as aprendizagens e a construção de conhecimentos dos educandos de modo a garantir que, ao longo do ano escolar e do ciclo, eles progridam em seus conhecimentos. Considera-se a progressão no ciclo de alfabetização em três dimensões: progressão escolar, relacionada ao direito que a criança tem de avançar na escolaridade; progressão de ensino, que requer a organização e elaboração de direitos de aprendizagem em todas as áreas de conhecimento e anos escolares de cada ciclo; e progressão das aprendizagens, que está diretamente ligada à qualidade crescente das aprendizagens construídas ao longo do ano e entre os anos do ciclo de alfabetização pelas crianças”. ( Unidade 8 – p. 9)
  38. 38. • Organização do trabalho pedagógico. “É por meio do planejamento que o professor busca melhor organizar sua prática. Ao planejar, o docente reflete sobre os objetivos que quer alcançar, exerce sua ação didática segundo suas intenções. Assim, as atividades a serem desenvolvidas são articuladas de forma mais consciente com o que se pretende desenvolver. No entanto, é necessário ter clareza de que a flexibilidade é um princípio necessário nos momentos de planejamento. Ao se deparar com a realidade da sala de aula – as expectativas, as necessidades, os desejos dos estudantes, as condições de espaço e de tempo, os imprevistos –, o docente necessita, muitas vezes, modificar o que tinha sido pensado, mudar o rumo dos encaminhamentos previstos”. (Unidade 6 – p. 6)
  39. 39. “Desse modo, é possível estabelecer rotinas que contemplem diferentes tipos de atividades e organização do tempo pedagógico. Mas é fundamental também que os diferentes componentes curriculares sejam contemplados na rotina escolar, de modo articulado, atendendo a princípios didáticos gerais, tais como: escolha de temáticas relevantes para a vida das crianças, valorização dos conhecimentos prévios dos alunos, estímulo à reflexão, promoção de situações de interação propícias às aprendizagens, favorecimento da sistematização dos conhecimentos, diversificação de estratégias didáticas”. (Unidade 6 – p. 7)
  40. 40. • Modalidades organizativas imprescindíveis no ensino dos anos iniciais. SEQUÊNCIAS DIDÁTICAS PROJETOS DIDÁTICOS ATIVIDADES PERMANENTES ATIVIDADES INDEPENDENTES/OCASIONAIS/ DE SISTEMATIZAÇÃO
  41. 41. • Movimentos metodológicos necessários aos processos de ensino e de aprendizagem. COLETIVO / GRANDE GRUPO PEQUENOS GRUPOS DUPLAS INDIVIDUAIS
  42. 42. • Atendimento à diversidade de saberes – heterogeneidade. “Atender à diversidade de conhecimentos dos aprendizes em sala de aula pressupõe ajustar o ensino às diferentes necessidades de aprendizagem da turma. Essa complexa tarefa docente envolve a proposição não apenas de atividades únicas e padronizadas, que são realizadas simultaneamente por todos os alunos, mas, também, de atividades diferenciadas ou que podem ser respondidas de modos distintos por alunos com diferentes níveis de conhecimento”. (Unidade 7 – p.11)
  43. 43. Considerando, portanto, as limitações envolvidas no atendimento a alunos com defasagem de aprendizagem em sala de aula, sugerimos que outros agentes e instâncias também se envolvam nesse processo. Por isso, consideramos fundamental que outros educadores (coordenadores pedagógicos, professores auxiliares etc.), sobretudo com experiência em alfabetização, assumam a tarefa de atender, em momentos e em tempos específicos, aos alunos que estão com defasagem de aprendizagem em seu processo de alfabetização. (Unidade 7 – p. 14)
  44. 44. Para isso, a gestão da escola precisa envolverse com essa questão, não a deixando apenas nas mãos do professor. Essa tarefa também pode e deve ser assumida mais amplamente pelas secretarias de educação, que podem propor programas que visem a atender aos alunos que precisem de um acompanhamento extraclasse, em tempos e espaços ampliados de aprendizagem, para continuar trilhando, sem dificuldade, o seu percurso escolar. (Unidade 7 – p. 15)
  45. 45. • Recursos didáticos – quais, como e quando utilizá-los. Ao situarmos nosso debate nos direitos de aprendizagem e nos princípios didáticos discutidos, consideramos que alguns tipos de recursos didáticos são essenciais no ciclo de alfabetização: 1- livros que aproximem as crianças do universo literário, ajudando-as a se constituírem como leitoras, a terem prazer e interesse pelos textos, a desenvolverem estratégias de leitura e a ampliarem seus universos culturais, tais como os livros literários de contos, poemas, fábulas, dentre outros; 2- livros que ampliem o contato com diferentes gêneros e espaços sociais, considerando as diferentes finalidades de leitura, tais como os livros de reflexão sobre o mundo da ciência, as biografias, os dicionários, os livros de receitas, dentre outros;
  46. 46. 3- livros que estimulem a brincadeira com as palavras e promovam os conhecimentos sobre o Sistema de Escrita Alfabética; 4- revistas e jornais variados que promovam a diversão e o acesso a informações, tais como os jornais, com destaque aos suplementos infantis, as revistas infantis e os gibis; 5- os livros didáticos, que agrupam textos e atividades variadas; 6- materiais que estimulem a reflexão sobre palavras, com o propósito de ensinar o sistema alfabético e as convenções ortográficas, tais como jogos de alfabetização, abecedários, pares de fichas de palavras e figuras, envelopes com figuras e letras que compõem as palavras representadas pelas figuras e coleções de atividades de reflexão sobre o funcionamento do sistema de escrita; 7- os materiais que circulam nas ruas, estabelecimentos comerciais e residências, com objetivos informativos, publicitários, dentre outros, como os panfletos, cartazes educativos e embalagens;
  47. 47. 8- os materiais cotidianos com os quais nos organizamos no tempo e no espaço, como calendários, folhinhas, relógios, agendas, quadros de horários de todos os tipos, catálogos de endereços e telefones, mapas, itinerários de transportes públicos etc; 9- os registros materiais a respeito da vida da criança e dos membros de seus grupos de convívio: registro de nascimento/batismo ou casamento (dos pais e/ou dos parentes), boletim escolar, cartões de saúde/vacinação, fotografias (isoladas e em álbuns), cartas ou e-mails, contas domésticas, carnês, talões de cheque, cartões de crédito etc; 10- recursos disponíveis na sociedade que inserem as crianças em ambientes virtuais e que promovem o contato com outras linguagens, tais como a televisão, o rádio, o computador, dentre outros. (Unidade 2 – p. 34 e 35)
  48. 48. [...] aprender a ler, a escrever, alfabetizar-se é, antes de mais nada, aprender a ler o mundo, compreender o seu contexto, não numa manipulação mecânica de palavras, mas numa relação dinâmica que vincula linguagem e realidade. (Freire, 1999, p.45)
  49. 49. 10. Breve relato individual sobre o curso. 11. Avaliação. 12. Tarefa: a) Fazer o registro reflexivo. b) Leitura do material “Educação Especial – A alfabetização de crianças com deficiência: uma proposta inclusiva” para o próximo encontro de 30/11/2013. c) Organização do portfólio – reta final. d) Realizar a avaliação do encontro (referente ao mês de dezembro) no site:<http://simec.mec.gov.br/> de 15/12 a 17/12. e) Realizar avaliação do curso em: https://pt.surveymonkey.com/s/pnaicprofs ATENÇÃO: O item a da tarefa deverá compor o portfólio físico e digital.

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