Ppt 3 ano 2 encontro pnaic

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  1. 1. 2º Encontro de Professores Formadores – 3 ano Secretaria Municipal de Educação São José do Rio Preto- SP 2013
  2. 2. Leitura de deleite Dona Licinha A senhora não me conhece. Faz tanto tempo e me lembro de detalhes do seu jeito, sua voz, seu penteado e roupas... A senhora ensinava na 3a série B e eu era aluna da 3ª série C no Grupo Escolar do Tatuapé... Passava no corredor fazendo figa para mudar de classe, pra minha professora viajar e nunca mais voltar, pra diretora implicar e me mandar pra 3a B... Nunca tive tanta inveja na minha vida como tive das crianças da série B...
  3. 3. Lembro que na sua sala se ouviam risadas quase o tempo todo. Maior gostosura! De vez em quando, um enorme silêncio quebrado por uma voz suave...era hora de contar histórias. Suspirando, eu grudava na janela e escutava o que podia... Também muitos piques e hurras, brincadeiras correndo solto. Esconde-esconde, telefone sem fio, campeonato de Geografia. Tanto fazia a aprontação inventada. Importava era sentir a redonda contenteza dos alunos.
  4. 4. A sua sala era colorida com desenhos das crianças, um painel com recortes de revistas e jornais, figurinhas bailando em fios pendurados, mapas e fotos... Uma lindeza rodopiante mudada toda semana! Vi pela janela seus alunos fantasiados, pintados, emperucados, representando cenas da História do Brasil! Maior maravilhamento! Demorei, entendi. Quem nunca entendeu foi a minha professora... Seu segredo era ensinar brincando. Na descoberta! Na contenteza!
  5. 5. Nunca ouvi berros, um "Cala boca", "Aqui quem manda sou eu" e outras mansidões que a minha professora dizia sem cansar. Não escutei ameaças de provas de sopetão, castigos, dobro da lição de casa, chamar a diretora, com que a minha professora me aterrorizava o tempo todo...
  6. 6. Dona Licinha, eu quis tanto ser sua aluna quando fiz a 3a série. Não fui... Hoje, tanto tempo depois, sou professora. Também duma 3a série. Agora sou sua colega... Só não esqueço que queria estar na sua classe, seguir suas aulas risonhas, sem cobranças, sem chateações, sem forçar barras, sem fazer engolir o desinteressante. Numa sala colorida, iluminada, bailante. Também quero ser uma professora assim. Do seu jeito abraçante.
  7. 7. Hoje, vi uma garotinha me espiando pela janela. Arrepiei. Senti que estava chegando num jeito legal de estar numa sala de aula... Por isso resolvi escrever para a senhora. Vontadona engolida por décadas. Tinha que dizer que continuo querendo muito ser aluna da Dona Licinha. Agora, aluna de como ser professora. Fazendo meus alunos viverem surpresas inventivas. Um abraço apertado, cheinho de gostosuras, da Ciça Conto de Fanny Abramovich Ilustrado por Carlo Giovani Foto de Leo Feltran Fonte: http://revistaescola.abril.com.br/fundamental-1/dona-licinha-634216.shtml
  8. 8. Fanny Abramovich
  9. 9. Fanny Abramovich  Escritora de literatura infantil e juvenil, pedagoga e atriz. Filha de mãe brasileira e pai argentino, é descendente de família judaica que imigra para o Brasil aos 14 anos de idade, Fanny começa a trabalhar dando aulas particulares. Com 16, matricula-se no curso normal, em 1958 inicia o curso normal, passa a lecionar no Ginásio Israelita Brasileiro Scholem Aleichem, onde atua por 11 anos. Em 1963 termina o curso de Pedagogia e tem seus primeiros contatos com a literatura infantil e juvenil.
  10. 10. Fanny Abramovich Em 1965 ganha bolsa de estudo do governo francês, e se especializa em arte e educação em Paris. Em 1977, começa a escrever sobre educação infantil para o Jornal da Tarde e outros periódicos. Seu primeiro livro na área de pedagogia, O Estranho Mundo que Se Mostra às Crianças Estréia na literatura infantil e juvenil em 1986, com Deixa Isso pra Lá e Vamos Brincar, que é reformulado dez anos depois, ganhando novo título: Brincando de Antigamente.
  11. 11. Fanny Abramovich
  12. 12. Atividades Entrega do material Apresentação das unidades Retomada dos combinados Simec (http://simec.mec.gov.br)- Avaliar até 3 dias após o encontro Tarefa
  13. 13. PNAIC PROFESSORES ALFABETIZADORES CARGA HORÁRIA: • Encontros Presenciais: 80 horas • Atividades/Tarefas: 40 horas • Portfólio: 60 horas
  14. 14. Encontro Mês dia 1º junho 08 2º julho 13 3º e 4º agosto 17 e 31 5º setembro 28 6º outubro 26 7º novembro 23 8º dezembro 07 2º e 3º ano
  15. 15. Portfólio  Pasta com as atividades desenvolvidas no Pnaic (físico e digital)  Memórias, Relatório dos encontros, tarefas, fotos, relato das atividades com alunos  Utilizar diferentes recursos: desenhos, textos literários, músicas, dobraduras, etc.
  16. 16. Critérios de avaliação • Registrar ao menos 75% das aulas (valendo 2,5) • Estabelecer relações entre o conteúdo discutido e a representação proposta (valendo 2,5) • Relacionar o conteúdo desenvolvido e a prática profissional (valendo 2,5) • Criatividade (valendo 2,5)
  17. 17. PRÁTICA DA REFLEXIVIDADE Capacidade que deve fazer parte da prática cotidiana do professor, favorece as tomadas de decisões na sala de aula; Fundamentada em análises conceituais, construídas a partir dos estudos científicos; Caminho é alternância entre a PRÁTICA/TEORIA/PRÁTICA
  18. 18. CONSTITUIÇÃO DA IDENTIDADE PROFISSIONAL É sempre importante revisitar nossas experiências profissionais e de formação, para, por meio delas, analisar a nossa atuação no presente. De acordo com Bosi (1994, p.55), “na maior parte das vezes, lembrar não é reviver, mas refazer, reconstruir, repensar com imagens de hoje, as experiências do passado. A memória não é sonho, é trabalho”. Relembrar e refletir sobre o próprio caminho percorrido pode ser revelador de práticas que precisam ser superadas, reconstruídas e/ou modificadas.
  19. 19. PROCESSO FORMATIVO Compreender que um processo formativo não pode ter a pretensão de ser algo que vai, da noite para o dia, como um remédio ou uma receita, vencer todos os males da educação. Um processo formativo não ocorre de forma linear e simples. Pensar uma formação de professores é desenvolver ações e emoções que possam promover o desejo, o entusiasmo, a solidariedade e o conhecimento. É tatear em um terreno – do fazer/saber docente – que queremos mudar e melhorar, sempre e mais.
  20. 20. FORMAÇÃO CONTINUADA Ao integrar-se a um programa de formação continuada é importante saber que essa decisão associa-se à ideia de que esse processo visa a contribuir tanto para o seu crescimento pessoal, como profissional e não que essa seja apenas uma exigência ou formalidade institucional a ser cumprida.
  21. 21. TAREFAS DE CASA E ESCOLA A formação é um processo contínuo. Ela não ocorre apenas nos momentos dos encontros presenciais. Ela se estende para as situações em que o que é discutido nos encontros é posto em ação em casa ou na escola. Cada etapa é a continuidade de um conhecimento que já foi construído e precisa ser retomado para a construção de novos conhecimentos. Essa retomada envolve, inclusive, a formação inicial.
  22. 22. PLANEJAMENTO E REFLEXÃO Refletir sempre a respeito do que é possível fazer em sala de aula, a partir do que foi trabalhado na formação, é muito importante. Para isso é preciso analisar de maneira organizada as condições e possibilidades de modificação ou readequação de procedimentos e intervenções em sua prática.
  23. 23. I-Introduzir; A - Aprofundar; C - Consolidar.
  24. 24. I- Introduzir; A - Aprofundar; C - Consolidar.
  25. 25. I-Introduzir; A - Aprofundar; C - Consolidar.
  26. 26. I-Introduzir; A - Aprofundar; C - Consolidar.
  27. 27. I-Introduzir; A - Aprofundar; C - Consolidar.
  28. 28. I-Introduzir; A - Aprofundar; C - Consolidar.
  29. 29. Avaliamos para favorecer aprendizagens e não para legitimar as desigualdades (exclusão e a competitividade). A Avaliação: forma de compreender o que os alunos já sabem ou ainda não sabem sobre determinados conhecimentos escolares Avaliação para Inclusão: alfabetização para todos
  30. 30. Cruza o trabalho pedagógico desde seu PLANEJAMENTO até a EXECUÇÃO; Relação entre o PLANEJAMENTO, ENSINO E A APRENDIZAGEM para orientar a INTERVENÇÃO DIDÁTICA Avaliação...
  31. 31. Não é reprovação em uma mesma etapa escolar, mas sim garantir que as aprendizagens não consolidadas em uma determinada etapa escolar, que pode corresponder a um mês, um semestre ou um ano de escolaridade, sejam garantidas em outra etapa posterior. Objetivo de Avaliar nessa abordagem...
  32. 32. Não é apenas o estudante que precisa ser avaliado. Ferreira e Leal (2006 p. 14) destacam que “(...)avaliar as próprias estratégias didáticas é fundamental para que possamos redimensionar o ensino, tendo como norte a avaliação do que os alunos fazem e dizem. Avaliação para Inclusão...
  33. 33. “... Ouvir o aluno e tentar entender as respostas que eles nos dão a partir dos instrumentos de avaliação é o primeiro passo para pensar sobre os procedimentos didáticos que usamos no nosso cotidiano.”
  34. 34. Favorece bastante a possibilidade de rever estratégias didáticas e posturas que assumimos em sala de aula; As práticas avaliativas que estimulam a criança a analisar seus próprios percursos, como por exemplo analisarem Portifólios. Avaliação pelas crianças...
  35. 35. De maneira que o processo avaliador independente de seu objeto de estudo, tem que observar as diferentes fases de uma intervenção que deverá ser estratégica. Avaliação Formativa...
  36. 36. Sem dúvida a produção de Textos escritos nos dá muitas informações sobre o processo de apropriação da língua, mas também podemos estruturar instrumentos com objetivos específicos. Quanto ao domínio do Sistema de Escrita Alfabética e da Ortografia
  37. 37. É necessário após delimitar claramente o que se pretende ensinar, criar situações favoráveis à fala e a escuta, tanto entre o professor e as crianças quanto entre elas mesmas e criar critérios para análise de como interagiram nas situações. Quanto à oralidade
  38. 38. Investigar quais conhecimentos ou capacidades a turma já construiu e se é preciso retomar com todos ou com alguns e o que o grupo não consolidou. Instrumento de Acompanhamento de Acompanhamento da Aprendizagem
  39. 39. A ousadia, e não o medo; a solidariedade, e não o individualismo; o prazer, e não o sofrimento são os pilares de um CURRÍCULO INCLUSIVO. Ensinamos para que todos possam aprender...
  40. 40. TAREFA- 1ºencontro Aplicar o instrumento de avaliação sugerido, preencher os quadros: “Acompanhamento de Aprendizagem” e “Quadro de Perfil da turma”. Explorar o site do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa: http://pacto.mec.gov.br blog: pnaicrp.blogspot.com
  41. 41. ACOMPANHAMENTO DA APRENDIZAGEM DAS CRIANÇAS - oralidade, produção e análise linguística
  42. 42. ACOMPANHAMENTO DA APRENDIZAGEM DAS CRIANÇAS - Sistema de Escrita Alfabética -SEA e Leitura
  43. 43. PERFIL DO GRUPO
  44. 44. Unidade 2
  45. 45. Iniciando a conversa O planejamento do ensino na alfabetização é o tema principal dessa unidade. Serão foco das reflexões temas, como: a rotina no ciclo da alfabetização, a integração entre os diferentes componentes curriculares no cotidiano das crianças, os recursos didáticos na prática alfabetizadora.
  46. 46. Iniciando a conversa Tais temas serão discutidos tendo como ponto de partida as reflexões sobre o currículo iniciadas na unidade 1, assim como os conceitos e os princípios sobre alfabetização, debatidos nos encontros de formação. O pressuposto, portanto, é que para planejar as situações didáticas de modo autônomo e consciente, é preciso ter clareza sobre o que se quer ensinar e o que os aprendizes pensam sobre o que se pretende ensinar.
  47. 47. Objetivos da Unidade 2 • aprofundar os conhecimentos sobre a concepção de alfabetização na perspectiva do letramento; • conhecer os recursos didáticos distribuídos pelo Ministério da Educação (livros didáticos e obras complementares aprovados no PNLD; livros do PNBE e PNBE Especial; jogos distribuídos pelo MEC) e planejar situações didáticas em que tais materiais sejam usados;
  48. 48. Objetivos da Unidade 2 • planejar o ensino na alfabetização, analisando e criando propostas de organização de rotinas da alfabetização na perspectiva do letramento; • criar um ambiente alfabetizador, que favoreça a aprendizagem das crianças; • compreender a importância da literatura nos anos iniciais do Ensino Fundamental e planejar situações de uso de obras literárias em sala de aula.
  49. 49. anos 1 e 2
  50. 50. Planejar... •Segundo Libâneo (1994), o planejamento é um processo de racionalização, organização e coordenação da ação docente, articulando a atividade escolar e a problemática do contexto social.
  51. 51. Planejar para quê?
  52. 52. Planejar para ... • Tomar decisões • organizar ações • fazer escolhas coerentes • organizar rotinas • delimitar objetivos • saber onde se quer chegar • saber o que que devemos ensinar • garantir os direitos de aprendizagens
  53. 53. Eixos direcionadores em Língua portuguesa 1- leitura 2- produção de texto escrito 3- oralidade 4- análise linguística, incluindo a apropriação do Sistema de Escrita Alfabética - SEA.
  54. 54. Leitura • A leitura envolve a aprendizagem de diferentes habilidades, • Quanto maior for a experiência de ouvir e ler textos, mais elaborada será a produção • No processo inicial de apropriação do SEA, cabe ao professor ser o mediador da turma • Ler para nossos alunos é prática fundamental para despertar o gosto e o desejo pela leitura • Utilizar a leitura com diferentes objetivos
  55. 55. É importante considerar •o professor tem um papel de modelo de ações, atitudes e expressões • é imprescindível selecionar os textos e material de leitura; planejar o ensino, a aprendizagem e a avaliação da leitura, bem como organizar o tempo pedagógico a ser dedicado para cada atividade.
  56. 56. Produção de texto • O texto a ser escrito pelas crianças pode ser longo ou curto, conhecido ou não. A letra de uma cantiga, uma quadrinha... são alguns exemplos de textos a serem escritos em sala de aula. • Toda criança pode e deve escrever espontaneamente desde as primeiras semanas de aula. • Despertar nas crianças o desejo de escrever é papel da escola • A produção de textos, pode se dar de diferentes formas: coletivamente, por meio de um escriba que geralmente é o professor; em dupla; ou individualmente.
  57. 57. Na escolhas de textos... • Qual é meu objetivo ao escolher este texto para esta turma? • O que espero de meus alunos com a leitura deste texto? • Qual seria um bom texto para desenvolver determinada habilidade de leitura que meus alunos ainda não dominam bem? • Qual a relação deste texto com o projeto pedagógico da escola, ou com meu próprio projeto para esta turma? • Minhas escolhas levam em consideração os interesses de meus alunos? • Quais foram as dificuldades encontradas por meus alunos para a compreensão do texto lido? • Se eu planejei alguma atividade para desenvolver a partir do texto lido, essa atividade contribuiu para a melhor compreensão do texto?
  58. 58. Um desafio para professores... • “o trabalho didático é organizado levando em conta os textos que circulam entre diversos grupos sociais, no dia a dia.” (KLEIMAN, 2005, p.34 •Um ensino voltado para os gêneros textuais promove um ensino voltado para a vida, com a formação do cidadão participativo as práticas sociais que envolvem a cultura escrita. É um direito de nossos alunos e cabe aos professores garantir este direito de aprendizagem a cada um.
  59. 59. Oralidade •Importante adequar sua linguagem ao contexto ou ao evento em que estamos inseridos, saber monitorar a fala e a escuta em situações formais • trabalhar com atividades sistemáticas que envolvam os gêneros orais como, por exemplo, apresentação de trabalhos, participação em entrevistas, contação de histórias.
  60. 60. Análise linguística - apropriação do SEA • Os alunos precisam conhecer todas as letras do alfabeto respectivos nomes e diferentes formas de grafá-las; perceber as relações que existem entre som-letra, por meio do desenvolvimento da consciência fonológica e por fim, precisa aprender sobre a ortografia • Na prática, apropriação do SEA pode se dar por meio de jogos, atividades lúdicas • A escrita de palavras é importante de modo que possam refletir sobre suas hipóteses • É importante pensar em atividades que envolvam ações de comparar, montar e desmontar palavras, discutir promovendo a apropriação e a consolidação da alfabetização
  61. 61. O bom planejamento •Todas as formas de organização do trabalho de sala de aula favorecem múltiplas aprendizagens desde que tenham sido elaborados planos de ação.
  62. 62. Telma Ferraz Leal Juliana de Melo Lima Unidade 2 (3ºano)
  63. 63. Currículo •O currículo é construído na prática diária de professores e, portanto, nem sempre reflete exatamente o que os documentos oficiais orientam, mas também não pode ser entendido como decisão de cada um. •Desse modo, é o que é praticado no cotidiano da escola que constitui, de fato, o currículo. •O documento curricular, constitui-se de orientações que podem reger o trabalho do professor.
  64. 64. Princípios didáticos Quanto mais consciência o professor tiver acerca dos princípios que regem sua prática, maior autonomia terá no processo de planejamento e realização da ação didática.
  65. 65. Princípios didáticos 1. ensino reflexivo – as professoras estimulavam as crianças a refletir sobre os conhecimentos, evitando situações em que estes eram simplesmente transmitidos por elas;
  66. 66. Princípios didáticos 2- ensino centrado na problematização – as professoras planejavam atividades em que as crianças eram desafiadas a resolver problemas diversos; havia desafios que motivavam as crianças a querer aprender;
  67. 67. Princípios didáticos 3- ensino centrado na interação em pares – as professoras priorizavam situações em que a aprendizagem se dava por meio da interação em grandes grupos, em pequenos grupos, em duplas; as atividades individuais sempre culminavam em momentos de socialização e discussão;
  68. 68. Princípios didáticos 4- ensino centrado na explicitação verbal – as crianças eram estimuladas a falar sobre o que pensavam, a responder perguntas; elas não tinham medo de errar porque sabiam que podiam dizer o que pensavam sem passar por constrangimentos; entendiam que todos estavam aprendendo;
  69. 69. Princípios didáticos 5- favorecimento da argumentação – as crianças eram estimuladas a expor e justificar suas opiniões; os diferentes pontos de vista na sala de aula eram confrontados; as professoras valorizavam as posturas de respeito, mas com explicitação das diferentes possibilidades de pensar sobre os conhecimentos;
  70. 70. Princípios didáticos 6-sistematização dos saberes – as professoras realizavam atividades de sistematização dos conhecimentos ensinados; havia momentos de sínteses em relação aos conhecimentos acumulados, seja por meio de exposições breves, seja por meio de registro coletivo das aprendizagens realizadas;
  71. 71. Princípios didáticos 7- valorização dos conhecimentos dos alunos – as docentes frequentemente realizavam atividades para saber o que as crianças pensavam sobre os conteúdos que estavam sendo ensinados; utilizavam tais conhecimentos para planejar as atividades e como ponto de partida nos momentos de resolução de problemas; as professoras estimulavam as crianças a expor seus conhecimentos, valorizando o que elas diziam; investiam também no aumento da autoestima das crianças;
  72. 72. Princípios didáticos/ na perspectiva sociointeracionista de ensino 8- incentivo à participação dos alunos – as professoras se dirigiam às crianças quando percebiam que elas estavam apáticas, sobretudo as crianças mais tímidas ou que não tinham iniciativa de participação nas atividades;
  73. 73. Princípios didáticos/ na perspectiva sociointeracionista de ensino 9- diversificação de estratégias didáticas – as professoras realizavam vários tipos de atividades para contemplar um determinado conteúdo; elas diversificavam tanto os recursos didáticos quanto as atividades;
  74. 74. Princípios didáticos 10- ensino centrado na progressão – as docentes contemplavam um mesmo conteúdo em aulas diferentes, aumentando o grau de dificuldade.
  75. 75. professor... Utilizando esses princípios nas aulas, pode gerar momentos de aprendizagem muito ricos, em que as crianças são motivadas a participar, tendo-se sempre em mente o direito à aprendizagem dos estudantes.
  76. 76. Organização Algumas formas de organização têm sido mais recorrentes nos dias atuais, como, por exemplo: •atividades permanentes, •sequências didáticas, •projetos didáticos.
  77. 77. Atividades permanentes •As atividades permanentes são aquelas que se repetem durante um determinado período de tempo (semana, mês, ano). •A hora da novidade, presente em muitas rotinas escolares, a hora da leitura (biblioteca), em que a professora lê textos literários para as crianças, ou mesmo a hora da brincadeira.
  78. 78. Sequências didáticas •sequências didáticas ou atividades sequenciais, que são as situações em que as atividades são dependentes umas das outras e a ordem das atividades é importante. • Por meio das atividades didáticas, um mesmo conteúdo pode ser revisitado em diferentes aulas, de modo articulado e integrado. •Analise, leitura, interdisciplinaridade
  79. 79. Projetos didáticos •um determinado problema precisa ser resolvido pelo grupo e para isso diferentes atividades são desenvolvidas. •A culminância com a socialização das produções é outra característica que marca os projetos didáticos
  80. 80. FINALIZANDO • Avaliação inicial (avaliação diagnóstica) • Compreender o que eles já sabem • Determinar o que eles vão aprender
  81. 81. Aprendizagem Baseada em Problemas
  82. 82. Diretrizes Nacionais A educação brasileira é norteada por diretrizes nacionais, fixadas pelo Conselho Nacional de Educação (CNE).  Trata-se de normas obrigatórias que orientam o planejamento curricular das escolas e sistemas de ensino, visando assegurar uma formação básica comum.  Os discursos oficiais destes documentos vêm enfatizando e valorizando metodologias que atribuem um papel ativo ao aluno e o uso de problemas como ponto de partida para o conhecimento. 89
  83. 83. Diretrizes Gerais Ed. Básica O parecer que originou as Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica (BRASIL, 2010) propõe explicitamente a necessidade de superar concepções tradicionais de ensino-aprendizagem em favor de metodologias que valorizam a pesquisa e levem em consideração características de uma geração que vive na era da informação e da comunicação. Defende o uso de metodologias problematizadoras e da organização interdisciplinar do conhecimento no currículo. 90
  84. 84. Como concretizar estas orientações Os recentes documentos norteadores da educação nacional apontam para a importância de: Privilegiar os processos de aprendizagem; Problematizar a realidade; Trabalhar conceitos de maneira articulada com a realidade (relação escola X vida); Fomentar o pensamento investigativo e científico; Atribuir um papel ativo ao estudante (não apenas como receptor de conhecimentos transmitidos por meio de aulas expositivas). COMO FAZER ISSO? Quais os caminhos? 91
  85. 85. ABP A Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP), tradução para o português de Problem Based- Learning (PBL) parte do uso de problemas reais para a construção de conhecimentos e tem como foco o processo de aprendizagem dos alunos. 92
  86. 86. Aprendizagem colocamos o sujeito que aprende como figura central do processo e isso implica também na consideração de seus desejos e na modificação de seus modos de interpretar a realidade e se relacionar com o mundo. Por isso, não podemos reduzir a aprendizagem à mera apreensão de conteúdos. 93
  87. 87. Aprendizagem Estudo promovido pela Socony-Vacuum Oil Company (in: J. E. Stice, 1987) demonstra que os estudantes aprendem: 10% do que leem; 26% do que ouvem; 30% do que veem; 50% do que veem e ouvem; 70% do que dizem; 90% do que dizem e fazem. 94
  88. 88. ABP A ABP apresenta problemas com dados da realidade aos estudantes e estes, por sua vez, devem investigá-los. Esta ação envolve etapas sucessivas: levantamento do que os integrantes do grupo já sabem sobre o problema em questão, o que é necessário investigar para compreender melhor o problema e quais são as fontes de informação que podem ser utilizadas. Com isso, instigam-se os estudantes a olhar criticamente para a realidade, a utilizar novos conhecimentos que os ajudem a compreender os fenômenos e a buscar soluções ou formas mais complexas e aprofundadas de interpretação da realidade. 95
  89. 89. Informações A Metodologia ABP (Aprendizagem baseada em problema) vem sendo apresentada como aprendizagem que concentra o aprendizado no aluno, que é confrontado com problemas contextualizados e deve apresentar soluções através de pesquisas, desenvolvendo uma visão crítica e ação proativa. O professor atua somente como facilitador 96
  90. 90. Fases - ABP 1. Problema, 2. Justificativa (argumentos e conceitos centrais) 3. Hipóteses, 4. Ações 5. Avaliação 6. Registro
  91. 91. ABP- Situação problema Mariana tem 7 anos, cursa o segundo ano, e encontra-se na hipótese silábica. Só utiliza vogais para escrever e não conhece todas as letras do Alfabeto. Em sua sala há 30 crianças, 12 com hipótese Alfabética, 10 Pré-silábicas e 8 silábicas
  92. 92. ABP-Situação problema Lúcia é Professora de uma sala de 3º Ano, em uma Escola Municipal. A sala constitui-se de alunos com hipótese de escritas bem diferentes. De um total de trinta alunos, vinte apresentam escrita Alfabética, cinco Silábicos com o uso do valor sonoro, três Silábicos sem o uso do Valor Sonoro e dois alunos que recebeu em transferência do Estado da Bahia estão Pré-silábicos.
  93. 93. ABP-Situação problema Henrique é aluno do terceiro Ano do Ensino Fundamental. Em sua sala todas as crianças já escrevem Alfabeticamente e a Professora está iniciando o trabalho com as regularidades ortográficas. Apenas Henrique está na hipótese Silábica com o uso do Valor Sonoro. Durante as atividades diárias, ele não consegue acompanhar com os demais alunos e na maioria dos dias somente realiza a cópia do cabeçalho.
  94. 94. Vídeo Programa “Alfabetização e Letramento (TVE – Salto para o Futuro – anos iniciais do Ensino Fundamental – pgm 2). http://tvescola.mec.gov.br/index.php?item_id=5582&optio
  95. 95. O planejamento é uma das responsabilidades do professor, mas é mais que uma obrigação, é uma maneira de garantir a sua autonomia como profissional. Ao situarmos nosso debate nos direitos de aprendizagem e nos princípios didáticos discutidos, consideramos que alguns tipos de recursos didáticos são essenciais no ciclo de alfabetização:
  96. 96. 1- Livros que aproximem as crianças do universo literário, ajudando-as a se constituírem como leitoras, tais como os livros literários de contos, poemas, fábulas, dentre outros; 2- Livros que ampliem o contato com diferentes gêneros e espaços sociais, tais como os livros de reflexão sobre o mundo da ciência, as biografias, os dicionários, os livros de receitas,dentre outros;
  97. 97. 3- Livros que estimulem a brincadeira com as palavras e promovam os conhecimentos sobre o SEA; 4- Revistas e jornais variados que promovam a diversão e o acesso a informações 5- Os livros didáticos; 6- Materiais que estimulem a reflexão sobre palavras, com o propósito de ensinar o sistema alfabético e as convenções ortográficas, tais como os jogos de alfabetização, abecedários, pares de fichas de palavras e figuras, dentre outros; 7- Os materiais que circulam nas ruas, estabelecimentos comerciais, residências, tais como os panfletos, cartazes educativos e embalagens;
  98. 98. 8- Os materiais do cotidianos com os quais nos organizamos no tempo e no espaço, como calendários, relógios, agendas, quadros de horários, catálogos de endereços e de telefones, mapas, itinerários de transporte públicos, etc. 9- Os registros materiais a respeito da vida da criança e dos membros de sua família: registro de nascimento/batismo, boletim escolar, cartões de saúde/vacinação, fotografias, cartas ou emails, contas domésticas, carnês, talões de cheque, cartões de crédito etc. 10- Recursos disponíveis na sociedade que inserem as crianças em ambientes virtuais, tais como a televisão, o rádio, o computador, dentre outros.
  99. 99. Alguns destes materiais fazem parte do Programas de Recursos Didáticos do Ministérios da Educação: Programa Nacional do Livro Didático (PNLD)
  100. 100. Programa Nacional do Livro Didático – Obras Complementares (PNLD Obras Complementares)
  101. 101. Programa Nacional da Biblioteca da Escola (PNBE) Programa Nacional da Biblioteca da Escola – Especial (PNBE Especial)
  102. 102. Programa Nacional do Livro Didático – Dicionários
  103. 103. Jogos de Alfabetização Os jogos são classificados em três grandes blocos:
  104. 104. 1- Jogos que contemplam atividades de análise fonológica, sem fazer correspondência com a escrita: • Bingo dos sons iniciais; • Caça rimas; • Dado sonoro; • Trinca mágica; • Batalha de palavras; Auxiliam as crianças a tomar os sons como objeto de reflexão. De modo que os estudantes podem mais facilmente perceber que, para escrever, precisam refletir sobre como se constituem as palavras e quais são as semelhanças e diferenças entre as palavras quanto à dimensão sonora.
  105. 105. 2- Jogos que levam a refletir sobre os princípios do SEA: • Mais uma • Troca letras; • Bingo de letra inicial; • Palavra dentro e palavra; • Favorece a reflexão sobre o funcionamento do sistema de escrita, ou seja os princípios que constituem a base alfabética, promovendo reflexões sobre as correspondências entre letras ou grupos de letras e fonemas.
  106. 106. 3- Jogos que ajuda a sistematizar as correspondências entre letras ou grupos de letras e fonemas: • Quem escreve sou eu Este jogo é importante, sobretudo, para as crianças que já entendem o funcionamento do sistema de escrita e estão em fase de consolidação dos conhecimentos das correspondências entre letras e os fonemas. PNBE do Professor Coleção Explorando o Ensino Formado por obras pedagógicas para aprofundamento de estudos dos professores e estão disponíveis na internet e podem ser acessados no Portal do MEC
  107. 107. DENTRE OUTROS DIREITOS, A COMPREENSÃO DO AMBIENTE NATURAL E SOCIAL É NECESSÁRIA, TAL COMO PREVISTO NO ARTIGO 32
  108. 108. ENSINO DE HISTÓRIA Deve ser garantido para que possa asseverar a compreensão do ambiente social, do sistema político e dos valores em que se fundamenta a sociedade Nos quadros propostos, alguns direitos de aprendizagem estão descritos e podem ser postos como pontos de partida para o estabelecimento do debate acerca do ensino de História nos anos iniciais do Ensino Fundamental.
  109. 109. NOS QUADROS SÃO DESCRITOS DIREITOS DE APRENDIZAGEM: GERAIS QUE PERMEIAM TODA A AÇÃO PEDAGÓGICA ESPECÍFICOS RELACIONADOS AOS CONCEITOS FUNDAMENTAIS DA DISCIPLINA NOS ANOS INICIAIS: FATOS HISTÓRICOS; SUJEITOS HISTÓRICOS E TEMPO HISTÓRICO.
  110. 110. 1° ANO: UNIDADE 2
  111. 111. Inicialmente modelo de rotina escolar, foi importado pela perspectiva da revolução industrial baseado na produção em massa, pois com a democratização era preciso a formação de muitos e o dia a dia da sala de aula era transformado em uma sucessão de atividades repetitivas que queriam garantir a absorção máxima do que era proposto. Cabia ao professor ser um mero executor de planos definidos por especialistas.
  112. 112. Na década de 80, com uma interpretação equivocada da teoria construtivista, passou-se a criticar o trabalho que vinha sendo realizado, com a justificativa de que era tradicional, velho e ultrapassado. Considerando o professor mediador da aprendizagem do aluno que deveria partir sempre do contexto real, a sala de aula tornou-se um lugar de improvisos.
  113. 113. Hoje sabemos que é preciso que o professor saiba conteúdos, procedimentos de ensino e conheça seus alunos, e o que eles sabem sobre determinados conteúdos para que possam planejar atividades que os faça evoluir em suas aprendizagens, na interação com os docentes e com os pares em sala de aula. E a organização desse trabalho precisa envolver um conjunto de procedimentos intencionais, planejados e organizados para serem executados durante um período.
  114. 114. A rotina escolar envolve interação entre os alunos, reflexão constante sobre a prática, com as atividades diagnósticas, as que possuem regularidades (atividades permanentes) envolvendo leitura em seus diferentes contextos e funções etc. Embora a organização da rotina privilegia a sistematização do trabalho de alfabetização contemplando os diferentes eixos de ensino da língua por meio de planejamento, o foco nessa fase é o trabalho no eixo da apropriação da escrita alfabética, portanto, todos os dias os alunos são levados a refletir sobre as unidades menores das palavras.
  115. 115. 2° ANO: UNIDADE 2
  116. 116. Para organizar a rotina da sala de aula é preciso ter claro os objetivos da alfabetização, os conceitos, ações e técnicas para atingir os objetivos: levar a criança a reflexão e ajuda-la se apropriar do sistema de escrita. Para isso o tempo pedagógico deve garantir cada eixo de ensino e que o professor reflita sobre o que ensina, por que ensina e o tempo que precisa para ensinar.
  117. 117. Pesquisas indicam a importância do estabelecimento de atividades regulares de ensino na rotina de alfabetização e sua contribuição para aprendizagem da criança, onde o quadro de rotinas é montado considerando atividades reflexivas de alfabetização (s.e.a.), a diversificação do ensino, formas de intervenção e tipos de atividades da rotina, o planejamento, com objetivos considerando a organização espacial e temporal e o modo de organização das atividades, situações didáticas (sequências didáticas, projetos didáticos, atividades permanentes, jogos...).
  118. 118. A organização do quadro de rotinas deve contemplar diferentes atividades que dependem das aprendizagens esperadas para a turma e devem ser distribuídas de foram equilibrada e progressiva na rotina semanal, contemplando ações como reflexão, sistematização e consolidação dos direitos de aprendizagem, além das condições didáticas.
  119. 119. Unidade 2
  120. 120. Situação problema Retomada da situação problema: planejamento de ações de intervenção. avaliação.
  121. 121. Elaborar um quadro de rotina Dividir em grupos Elaborar um quadro de rotina Registro em grupo e uma pessoa do grupo digitar e enviar por email para o orientador (Problema/ Justificativa e Hipóteses /Ações /Avaliação e o quadro de rotina) (não esquecer o nome dos participantes do grupo)
  122. 122. TarefaLer materiais didáticos no clico de alfabetização (ano 3- unidade 2 – pg 31) e fazer um levantamento dos materiais descritos no texto que estão na sua escola. Listar os materiais a serem usados nas turmas de 3 º Ano. Anexar fotos dos materiais. Reler o texto 1 – Planejamento do ensino: princípios didáticos e modos de organização do trabalho pedagógico. Refletir sobre a questão: “Considerando os 10 princípios didáticos apresentados, como você avalia a sua prática? Ler o livro do Ano 3 - Unidade 3 ( para conhecer o assunto)
  123. 123. Próximos encontros  17 e 31 de Agosto de 2013.

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