Marketing Brasileiro - Formação Cultural do Povo Brasileiro

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Palestra sobre o Marketing Brasileiro. Metodologia desenvolvida pela Agência Isto é Brasil Marketing & Comunicação sobre como empreender as regiões brasileiras e destacar as culturas locais. www.istoebr.com.br / contato@mauriliosantosjr.com.br

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Marketing Brasileiro - Formação Cultural do Povo Brasileiro

  1. 1. Eventos Corporativos 2010 PALESTRA Marketing Brasileiro Entendendo a formação cultural do povo brasileiro
  2. 2. ENTENDENDO A FORMAÇÃO CULTURAL DO POVO BRASILEIRO
  3. 4. MATRIZ TUPI – ÍNDIOS BRASILEIROS <ul><li>Índios oriundos de tronco TUPI vividos nos litorais </li></ul><ul><li>Aprimoravam as técnicas agrícolas </li></ul><ul><li>Cultura da mandioca, milho, amendoim, caju, etc. </li></ul><ul><li>Todos os índios estavam compelidos a produção de alimentos, ou seja, economia de subsistência exceto líderes (Pajés, Caraíbas, e alguns chefes guerreiros) </li></ul>Por que resistiam a colonização ?
  4. 5. MATRIZ LUSITANA – BRANCOS EUROPEUS <ul><li>Civilização urbana e classista: </li></ul><ul><li>Rei e Rainha </li></ul><ul><li>Conselhos Ultramarinos </li></ul><ul><li>Igreja Católica (Santo Ofício) </li></ul>Visão de Ordem Social ?
  5. 6. MATRIZ AFRO-BRASILEIRA – ESCRAVOS NEGROS <ul><li>Três grupos principais: </li></ul>
  6. 7. BRASIL CRIOULO
  7. 8. BRASIL CRIOULO – ECONOMIA DO AÇÚCAR
  8. 9. BRASIL CRIOULO – ECONOMIA DO AÇÚCAR <ul><li>Senhor de Engenho </li></ul><ul><li>Curvavam-se diante dele: Submissos, Clero e Administração Reinol </li></ul><ul><li>Estrutura Patriarcal: Senhor, Sinhá, Sinhazinhas e suas mucamas </li></ul><ul><li>Frente a eles apenas a camada parasitária de armadores e comerciantes exportadores de açúcar e importadores de escravos </li></ul>
  9. 10. BRASIL CRIOULO – ECONOMIA DO AÇÚCAR <ul><li>A Casa Grande </li></ul><ul><li>Provia a família senhoril de confortos e gozos </li></ul><ul><li>Amplos espaços, rico imobiliário , tralha de conforto </li></ul><ul><li>Família do Senhor de Engenho </li></ul><ul><li>Cultura dos valores cristãos </li></ul><ul><li>Configuravam um padrão ideal de organização familiar </li></ul><ul><li>Estabilidade assentada sobre o livre acasalamento com o mulheril local </li></ul><ul><li>Senzala </li></ul><ul><li>Negros e Mestiços desgastados como bestas de cargas </li></ul><ul><li>Mucamas e criados domésticos (Aspectos mais agradáveis . Nascidos no engenho para servir) </li></ul><ul><li>Religião baseada no candomblé, xangô e macumba (se tornou nas cidades a religião mais ativa da população pobre “negros, pardos e branco”) </li></ul>
  10. 11. BRASIL – VISÃO DA SOCIEDADE ATUAL Família Conservadora Cidadão Comum Castigo Casa Rua Trabalho
  11. 12. BRASIL CABOCLO
  12. 13. BRASIL CABOCLO – ECONOMIA DA BORRACHA
  13. 14. BRASIL CABOCLO – ECONOMIA DA BORRACHA <ul><li>Origem e formação dos Caboclos </li></ul><ul><li>Lusitanos Açorianos, neo brasileiros mestiços e índios escravos </li></ul><ul><li>Para domar e escravizar os índios a melhor solução foi a instalação de núcleos missionários de três ordens: Jesuíta, Franciscano e Carmelitas </li></ul><ul><li>Difundiram técnicas artesanais como: tecelagem, edificação com pedra e cal, cultivo do arroz e gado maior, criação de animais domésticos “porcos, galinhas” </li></ul><ul><li>Religiosidade folclórica e pouco ortodoxa </li></ul><ul><li>Declínio da borracha e a nova economia </li></ul><ul><li>Em 1872 a Inglaterra sobrepõe o mercado internacional e os seringais brasileiros vão a falência </li></ul><ul><li>Os caboclos são aliciados nas matas, não possuem objeto de trabalho e agora marginalizados tratam da sua própria subsistência. </li></ul><ul><li>Aprendem a caçar com arco e flecha, lavrar campos com estacas de madeiras e a pescar com arpão. </li></ul><ul><li>Alimentam-se das comidas da Terra incluindo tartaruga e jacaré </li></ul><ul><li>Integram-se as práticas de pajelanças e mitologias </li></ul><ul><li>Tornam-se porém arremedos de índios </li></ul>
  14. 15. BRASIL SERTANEJO
  15. 16. BRASIL SERTANEJO – VAQUEIJADA
  16. 17. BRASIL SERTANEJO – VAQUEIJADA <ul><li>Perfil do Sertanejo </li></ul><ul><li>Religiosidade singela tendente ao messianismo fanático </li></ul><ul><li>Carrancismo de hábitos (Apego aos hábitos do passado) </li></ul><ul><li>Laconismo e rusticidade (Fala resumida e indelicada) </li></ul><ul><li>Predisposição ao sacríficio e violência </li></ul><ul><li>Culto da honra pessoal , brio e fidelidade as suas chefaturas </li></ul><ul><li>Cabeça chata enterrada nos ombros (Matriz indigena tribal nordestina) </li></ul><ul><li>Vestimenta típica, folguedos estacionais e dieta culinária específica </li></ul><ul><li>Estratificação Social </li></ul><ul><li>Criador de Gado </li></ul><ul><li>Respeitado como senhor . Quando se faz presente se faz compadre e padrinho </li></ul><ul><li>Tinham/tem autoridade sobre os bens, às vezes a vida e mulheres que pertencessem </li></ul><ul><li>Moravam em fazendas, casas com telhas, avarandadas providas de porta e janela </li></ul>
  17. 18. BRASIL SERTANEJO – VAQUEIJADA <ul><li>Estratificação Social </li></ul><ul><li>Vaqueiro </li></ul><ul><li>Sertanista morador de rancharias </li></ul><ul><li>Lavradores de Mocó – Moradores de palhoças </li></ul><ul><li>Coronelismo ( Problema da seca) </li></ul><ul><li>Entre o poder federal e a massa flagelada medeia a camada “senhoril” de coronéis que controla a vida do sertão </li></ul><ul><li>São grandes eleitores dos deputados, senadores e governadores </li></ul><ul><li>Agem sempre na seca e se apropriam das ajudas governamentais destinadas aos flagelados </li></ul><ul><li>Latifundiários beneficiam suas propriedades hostilizando a “cultura do favor” </li></ul><ul><li>Domínio x Dominado </li></ul><ul><li>Sob estas condições as relações do Sertanejo com o patronato se revestem de maior respeito e deferência </li></ul><ul><li>Permitem-se receber qualquer restrição, esforçam para demonstrar lealdade pessoal e político pois seu temor supremo é verem desgarrados de patrão </li></ul>
  18. 19. BRASIL SERTANEJO – VAQUEIJADA Chegaram em São Paulo  Sem cobre quebrado  E o pobre acanhado  Procura um patrão  Meu Deus, meu Deus  Só vê cara estranha  De estranha gente  Tudo é diferente  Do caro torrão  Ai, ai, ai, ai Trabaia dois ano,  Três ano e mais ano  E sempre nos prano  De um dia vortar  Meu Deus, meu Deus  Mas nunca ele pode  Só vive devendo  E assim vai sofrendo  É sofrer sem parar  Ai, ai, ai, ai Se arguma notícia  Das banda do norte  Tem ele por sorte  O gosto de ouvir  Meu Deus, meu Deus  Lhe bate no peito  Saudade lhe molho  E as água nos óio  Começa a cair  Ai, ai, ai, ai Do mundo afastado  Ali vive preso  Sofrendo desprezo  Devendo ao patrão  Meu Deus, meu Deus  O tempo rolando  Vai dia e vem dia  E aquela famia  Não vorta mais não  Ai, ai, ai, ai Distante da terra  Tão seca mas boa  Exposto à garoa  À lama e o paú  Meu Deus, meu Deus  Faz pena o nortista  Tão forte, tão bravo  Viver como escravo  No Norte e no Sul  Ai, ai, ai, ai Patativa do Assaré Triste Partida
  19. 20. BRASIL CAIPIRA
  20. 21. BRASIL CAIPIRA – ECONOMIA/DECADÊNCIA DO OURO Ouro Preto - MG
  21. 22. BRASIL CAIPIRA – ÁREA CULTURAL
  22. 23. BRASIL CAIPIRA – ÁREA CULTURAL <ul><li>Estilo de vida e economia </li></ul><ul><li>Agricultura itinerante </li></ul><ul><li>Nasce aqui a economia artesanal doméstica, satisfazia seus níveis possíveis </li></ul><ul><li>Este estilo de vida não impuseram segregação (Formado por bairros rurais) </li></ul><ul><li>Só contavam com o convívio diário da família </li></ul><ul><li>Quando havia tarefas pesadas (Roçados, bateação de safras, construção e limpeza) faziam mutirões . </li></ul><ul><li>Ao final de cada mutirão, antes provido pelo beneficiado a alimentação, ofereciam festas com música e pinga (Oportunidade de lazer e convívio ameno ) </li></ul><ul><li>Núcleos e a paróquia </li></ul><ul><li>Cada núcleo além da produção de subsistência produz para o mercado incipiente como: Queijos, requeijão, rapadura, farinha de mandioca, toucinho, lingüiça, cereais, galinha e porcos. </li></ul><ul><li>A população integrada em bairros até os tornam a uma condição alienada culturalmente as aspirações que o faz parecer desambicioso e até vadio </li></ul><ul><li>Vizinhanças mais solidárias, a paróquia pode ser o local de organização superior de convívio promovendo missas, festas, leilões, sempre seguidos de baile </li></ul>
  23. 24. BRASIL CAIPIRA – ÁREA CULTURAL <ul><li>Nova economia – Café </li></ul><ul><li>As Terras são reavidas pela ocupação com formas de legitimação no cartório, na qual, era inacessíveis aos caipiras, entravasse na urbanização e era do café. </li></ul><ul><li>Nova reordenação social </li></ul><ul><li>Vizinhanças – Tornam-se Distritos </li></ul><ul><li>Arraias – Cidades </li></ul><ul><li>Religiosidade – Paróquias com vigário permanente </li></ul><ul><li>Instala-se o poder estatal – Polícia </li></ul><ul><li>Assim o aparato jurídico concentra a propriedade e surgem os: grileiros, subordinados, juízes, polícia desalojando caipira. </li></ul>Novo Fator social
  24. 25. BRASIL SULINO
  25. 26. BRASIL SULINO – MATUTOS, GAÚCHOS, GRINGO BRASILEIROS
  26. 27. BRASIL SULINO – ÁREA CULTURAL <ul><li>Formação </li></ul><ul><li>Lavradores matutos origem açoriana ( Do Paraná para o Sul) </li></ul><ul><li>Gaúchos (Mestiços – Branco + Índio) Rio Grande do Sul </li></ul><ul><li>Gringos-Brasileiros (Imigrantes Europeus – Alemães, Poloneses, Russos). Influência Intelectual </li></ul><ul><li>Sistema de Produção </li></ul><ul><li>Matuto – Lavoura Arcaica </li></ul><ul><li>Gaúcho – Pastoreio </li></ul><ul><li>Gringos - Colonos </li></ul><ul><li>Gaúcho Original </li></ul><ul><li>Uniforme: Bombacha, chapéu, lenço, poncho </li></ul><ul><li>Boleadeiras: Laços de caça e rodeio </li></ul><ul><li>Candeias e sebo para iluminar as tralhas </li></ul><ul><li>Hábito do consumo do sal como tempero, aguardente e sabão </li></ul><ul><li>Faca e esporas </li></ul>
  27. 28. BRASIL SULINO – ÁREA CULTURAL <ul><li>Economia e sociedade </li></ul><ul><li>As apropriações de Terra foram virando estâncias (cercados de aramados) </li></ul><ul><li>Com a introdução do Negro institui-se o trabalho de produção </li></ul><ul><li>Surgiram frigoríficos e abatedouros </li></ul><ul><li>O gaúcho se torna o peão </li></ul><ul><li>Convívio Cordial (Relação entre patrão e empregados </li></ul><ul><li>Roda de chimarrão </li></ul><ul><li>Gosto do patronato masculino e servil (Cercado de peões carrapatos) </li></ul><ul><li>Fazem os encontros com as chinas da vizinhança </li></ul><ul><li>Vida Cívica sub humana marginalizada </li></ul><ul><li>Nos bolichos corredores dispersos, ouvem rádio comentando as novidades ente volta de chimarrão e de pinga </li></ul><ul><li>Discutem política e políticos </li></ul><ul><li>Falam de Reforma Agrária e sempre sóbrios e severos </li></ul>
  28. 29. BRASIL SULINO – ÁREA CULTURAL <ul><li>Imigração para as Zonas Urbanas </li></ul><ul><li>O Rio Grande do Sul experimentou uma urbanização sem industrialização , multiplicando-se assim sub ocupados, mendigos e prostitutas </li></ul><ul><li>Nova Economia </li></ul><ul><li>Triticultura – Trigo </li></ul><ul><li>Rizicultura – Arroz </li></ul><ul><li>Soja - Exportação </li></ul>
  29. 30. BRASIL
  30. 31. VISÃO ECONÔMICA SOBRE O PÓS MILAGRE ECONÔMICO
  31. 32. BRASIL – O CRESCIMENTO DA BASE DA PIRÂMIDE SOCIAL
  32. 33. ESSE É O SEU BRASIL. VIVA O BRASIL !
  33. 34. ENTENDENDO ALGUNS COMPORTAMENTOS DO BRASILEIRO
  34. 35. BRASIL – COMIDA E MULHERES <ul><li>O mundo da comida nos leva a manter relações sociais </li></ul><ul><li>Diferença do crú vs cozido </li></ul><ul><li>Diferença do alimento vs comida </li></ul>Qual a comida preferida do Brasileiro ? <ul><li>Mulheres </li></ul><ul><li>Homens x Mulheres </li></ul><ul><li>Relações Sexuais e Comida , o que tem haver ? </li></ul>
  35. 36. BRASIL – CARNAVAL E O PRAZER <ul><li>Para nós o trabalho é um castigo e a festa uma alegria </li></ul><ul><li>No carnaval é a ocasião de sair da rotina e todas as coisas são possíveis </li></ul><ul><li>O carnaval é a liberdade e a ausência utópica da miséria, trabalho, obrigações </li></ul>Qual a regra do Carnaval ? <ul><li>Trocamos o uniforme do trabalho pela fantasia sem se preocupar com o patrão </li></ul><ul><li>Dormimos nos asfaltos da Rua. A tão perigosa rua. </li></ul><ul><li>Fazemos sexo na rua com proteção policial e do governo </li></ul>COMPETIÇÃO DAS ESCOLAS – MUDANÇA DE LUGAR E ORDEM
  36. 37. BRASIL – A MALANDRAGEM E O JEITINHO BRASILEIRO FAMOSA FRASE Indivíduo Pessoa Jeitinho & Malandragem <ul><li>Entre o “ pode ” e o “ não pode ” mora o jeitinho </li></ul><ul><li>Nesta hora entre o homem da regra ou da lei busca a impessoalidade (Religião, Time, Estado de Nascimento, Amigo em comum etc...) </li></ul>
  37. 38. BRASIL – RELIGIÃO E OS CAMINHOS PARA DEUS <ul><li>Em vez de discursarmos – Rezamos </li></ul><ul><li>Em vez de ordenarmos – Pedimos </li></ul><ul><li>Em vez de falarmos - Suplicamos </li></ul>BRASIL PAÍS ECUMÊNICO No Brasil temos outros hábitos do além: <ul><li>As súplicas acompanhadas de promessas, oferendas e campanhas </li></ul><ul><li>São mais fortes que a reza comum. </li></ul><ul><li>A promessa é o ato que obriga os dois lados a cumprirem o trato </li></ul>
  38. 39. “ Quem me dera que eu fosse o pó da estrada E que os pés dos pobres me estivessem pisando... Quem me dera que eu fosse os rios que correm E que as lavadeiras estivessem à minha beira... Quem me dera que eu fosse os choupos à margem do rio E tivesse só o céu por cima e a água por baixo... Quem me dera que eu fosse o burro do moleiro E que ele me batesse e me estimasse... Antes isso que ser o que atravessa a vida Olhando para trás de si e tendo pena...” Alberto Caeiro
  39. 40. MANIFESTO EM DEFESA DO MARKETING BRASILEIRO http://defesadomarketingbrasileiro.blogspot.com/
  40. 41. OBRIGADO ! Maurílio Santos Jr www.mauriliosantosjr.com.br [email_address]

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