Gondomar aprendizagem, diversidade e igualdade de oportunidades

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Gondomar aprendizagem, diversidade e igualdade de oportunidades

  1. 1. Aprendizagens efectivas e diversidade - questões de equidade Discurso, práticas e cultura da escola Maria do Céu Roldão
  2. 2. Do discurso <ul><li>O pensamento (aparentemente) convergente </li></ul><ul><li>expresso na legislação, nos projectos, no discurso, na legitimação. </li></ul><ul><li>. O peso do “pedagogicamente correcto” e a consequente escassez da argumentatividade. </li></ul><ul><li>. As contradições emergentes ao nível do próprio discurso . </li></ul>
  3. 3. As contradições emergentes ao nível do discurso <ul><li>Reconhecimento da diferença – como um facto - sem reconhecimento da correspondente igualdade – como um direito. </li></ul><ul><li>Representação dominante da diferença como défice/ diminuição – legitimando o paternalismo, justificando o insucesso. </li></ul><ul><li>Estereotipificação das diferenças versus acolhimento das diversidades (Cf. Burbules) </li></ul><ul><li>Insensibilidade às diferenças menos visíveis, e às diferenças dentro da diferença . </li></ul><ul><li>Permanência do referencial homogeneidade/uniformidade na acção e organização da escola. </li></ul>
  4. 4. Das práticas… I - ou o desejo de incluir numa organização de trabalho que exclui… <ul><li>O padrão dominante do trabalho escolar </li></ul><ul><li>- Apresentação/exercício(s)/verificação. </li></ul><ul><li>- Dominância do dispositivo pergunta (professor)/resposta (aluno) (Vd a a universalidade da chamada “ficha”) </li></ul><ul><li>- Procedimentos de “descoberta/pesquisa” sem rede – valorização dos previamente mais </li></ul><ul><li>favorecidos . </li></ul>
  5. 5. Das práticas II Os pressupostos dominantes para lidar com a diversidade <ul><li>Separação (física ou não); </li></ul><ul><li>Apoio/ ajuda – como substituição da acção desejada no aluno; </li></ul><ul><li>Redução de escala – o pequeno grupo; </li></ul><ul><li>Manutenção dos mesmos procedimentos de ensino e de aprendizagem – apenas a escala menor. </li></ul><ul><li>Padrão de uniformidade/défice . </li></ul>
  6. 6. Da cultura da escola e dos professores Marcas culturais mais fortes <ul><li>Desejo benevolente e sincero de ajudar- crença na eficácia do desejo </li></ul><ul><li>Crença na inevitabilidade das alegadas limitações na aprendizagem </li></ul><ul><li>Atribuição externalista de explicações para as dificuldades apresentadas pelos alunos </li></ul><ul><li>Descentração da responsabilidade face ao modo como se ensina na escola. </li></ul><ul><li>Reprodução acrítica de dispositivos e materiais-tipo , sem concepção pelos professores. </li></ul><ul><li>Ausência de estudo e trabalho colaborativo pelo colectivo de professores </li></ul>
  7. 7. Os cenários de futuro I <ul><li>Mudar a organização do trabalho de ensinar e aprender na escola? </li></ul><ul><li>Ou ser forçado a desistir da escola como espaço de equidade ? Com que consequências? </li></ul><ul><li>(CF Perrenoud, 1999; Caldwell, 2001) </li></ul>
  8. 8. Os cenários de futuro II Ruptura nas práticas e na organização da escola <ul><li>Trabalhar na e sobre a aprendizagem de cada aluno – função activa do professor. </li></ul><ul><li>Instituir a figura de equipa de trabalho no acto de ensinar - ruptura efectiva do individualismo na acção de ensinar (Cf. Hargreaves). </li></ul><ul><li>Organizar a escola com outros agrupamentos de trabalho que não a classe (esta tornar-se-ia a excepção). </li></ul>
  9. 9. Os cenários de futuro II Ruptura nas práticas e na organização da escola <ul><li>Estruturar o modo de ensinar como organização sistemática e aferida de desafios ao pensamento, ao conhecimento e ao desenvolvimento. </li></ul><ul><li>Criar modos de comunicação multi-direccionais no trabalho de ensinar e aprender </li></ul><ul><li>Ensinar a perguntar – e não apenas a adivinhar respostas “certas” </li></ul><ul><li>Conceber e ajustar aos “casos ” todos os materiais e tarefas </li></ul><ul><li>Rentabilizar a heterogeneidade no trabalho com e de todos os alunos. </li></ul>
  10. 10. Para uma qualidade com equidade <ul><li>Tomar consciência dos paradoxos da prática actual </li></ul><ul><li>Agir no sentido de uma reconstrução do paradigma da educação escolar que abandone o modelo de escola construído para o século XIX </li></ul><ul><li>Re-fundar a crença num papel social da escola que possa responder eficazmente à necessidade de garantir a justiça social pela igualdade - efectiva e construída - de acesso ao conhecimento. </li></ul><ul><li>Profissionalizar o trabalho docente pela reorganização da produção e uso de saber e pela mutação dos instrumentos e métodos de ensino. </li></ul>

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