Construção de referenciais para avaliação do desempenho docente – um roteiro reflexivo Eusébio André Machado ( [email_addr...
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<ul><li>Referencializar a avaliação – porquê? </li></ul><ul><li>assegurar que a avaliação é um processo transparente, fund...
<ul><li>“ A avaliação do desenvolvimento profissional não é apenas uma actividade técnica, mas é também uma  actividade pr...
<ul><li>Construir um referencial assenta num conjunto de “decisões políticas”   (Hadji, 1994) : </li></ul><ul><li>- “decis...
<ul><li>“ INTENÇÕES” – PARA QUE É QUE SE AVALIA? </li></ul><ul><li>De um modo geral, é possível identificar duas funções c...
<ul><li>“ FORMAS DE ORGANIZAÇÃO DA AVALIAÇÃO” – COMO SE AVALIA? </li></ul><ul><li>A referencialização: </li></ul><ul><li>“...
<ul><li>Objectivos: </li></ul><ul><li>encontrar e/ou construir referentes; </li></ul><ul><li>ii) operar diagnósticos provi...
<ul><li>Referencialização – a construção de referenciais que se assumem como </li></ul><ul><li>- únicos; </li></ul><ul><li...
<ul><li>“ Um  referencial permanente com vocação estável  estaria, com efeito, na origem de todos os perigos: </li></ul><u...
Referencialização Referencial Método de delimitação de um conjunto de referentes Formulação provisória da referencializaçã...
Critérios Indicadores “ uma forma observável, tangível, manipulável, quantificável” (Alves, 2001: p. 261) “ os indicadores...
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Referentes <ul><li>Externos: </li></ul><ul><li>ECD </li></ul><ul><li>Estatuto do Aluno do Ensino Não superior </li></ul><u...
Referentes <ul><li>Externos: </li></ul><ul><li>ECD </li></ul><ul><li>Estatuto do Aluno do Ensino Não superior </li></ul><u...
Referentes <ul><li>Externos: </li></ul><ul><li>ECD </li></ul><ul><li>Estatuto do Aluno do Ensino Não superior </li></ul><u...
Instrumentos <ul><li>Lista de verificação </li></ul><ul><li>Grelhas de Análise </li></ul>Evidências <ul><li>Observação das...
<ul><li>“ USOS” -  QUAL É A UTILIDADE DA AVALIAÇÃO? </li></ul><ul><li>Quais as condições para uma avaliação ser “mobilizad...
<ul><li>“ a avaliação das professoras e dos professores tornou-se indispensável, mas há o perigo de se falhar. A profissão...
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AvaliaçãO Do Desempenho

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  • Boa tarde!

    Segue dica de sistema onlien para Avaliação de Desempenho.
    www.SoftwareAvaliacao.com.br


    Grande abraço!
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AvaliaçãO Do Desempenho

  1. 1. Construção de referenciais para avaliação do desempenho docente – um roteiro reflexivo Eusébio André Machado ( [email_address] ) Delegado da Secção Portuguesa da ADMEE (Associação para o Desenvolvimento de Metodologias de Avaliação em Educação)
  2. 2. <ul><li>Referencializar a avaliação – porquê? </li></ul>Desocultar Legitimar Negociar Clarificar Fundamentar O acto de avaliar
  3. 3. <ul><li>Referencializar a avaliação – porquê? </li></ul><ul><li>assegurar que a avaliação é um processo transparente, fundamentado e rigoroso; </li></ul><ul><li>b) garantir que avaliação é uma “construção para qual os actores contribuíram” (Figari, 1996, p. 177 ) ; </li></ul><ul><li>c) promover a avaliação como um constructo colectivo que dá sentido (s) as acções humanas . </li></ul>
  4. 4. <ul><li>“ A avaliação do desenvolvimento profissional não é apenas uma actividade técnica, mas é também uma actividade profundamente política .” (Day, 2004, p. 115) </li></ul>
  5. 5. <ul><li>Construir um referencial assenta num conjunto de “decisões políticas” (Hadji, 1994) : </li></ul><ul><li>- “decisões” sobre as “intenções” da avaliação: </li></ul><ul><li>PARA QUE É QUE SE AVALIA? </li></ul><ul><li>- “decisões” sobre as “formas de organização” da avaliação: </li></ul><ul><li>COMO SE AVALIA? </li></ul><ul><li>- “decisões” sobre os “usos” da avaliação: </li></ul><ul><li>QUAL É A UTILIDADE DA AVALIAÇÃO? </li></ul>
  6. 6. <ul><li>“ INTENÇÕES” – PARA QUE É QUE SE AVALIA? </li></ul><ul><li>De um modo geral, é possível identificar duas funções centrais para avaliação dos professores (Paquay, 2004, p. 24) : </li></ul><ul><li>“ 1.º um balanço sumativo que se concretiza na prestação de contas , nas promoções, na valorização de estatuto ou nas certificações muitas vezes numa lógica de gestão de carreira ; </li></ul><ul><li>2.º uma regulação formativa que visa uma melhoria do ensino, uma melhoria das competências do indivíduo ( desenvolvimento profissional ) e uma dinamização do ensino através nas suas tarefas e no seu desenvolvimento.” </li></ul>
  7. 7. <ul><li>“ FORMAS DE ORGANIZAÇÃO DA AVALIAÇÃO” – COMO SE AVALIA? </li></ul><ul><li>A referencialização: </li></ul><ul><li>“ o processo de elaboração do referente (articulado em torno das suas duas dimensões: geral e situacional). A referencialização consiste em assinalar num contexto e em construir, fundamentando-o com os dados, um corpo de referências relativo a um objecto (ou a uma situação), em relação ao qual poderão ser estabelecidos diagnósticos, projectos de formação e avaliações. (Figari, 1996: p. 52) </li></ul>
  8. 8. <ul><li>Objectivos: </li></ul><ul><li>encontrar e/ou construir referentes; </li></ul><ul><li>ii) operar diagnósticos provisórios que se destinam a motivar o prosseguimento da procura sistemática de informações; </li></ul><ul><li>iii) definir dimensões de avaliação: abrir categorias de questionamento que desemborcarão na formulação dos critérios utilizados para a avaliação; </li></ul><ul><li>iv) delimitação do contexto num ambiente multiforme, criando um quadro em relação ao qual os diagnósticos poderão ser discutidos; </li></ul><ul><li>v) justificar e nomear os critérios que presidirão à avaliação. </li></ul><ul><li>Alves (2001: p.249) </li></ul>Referencialização
  9. 9. <ul><li>Referencialização – a construção de referenciais que se assumem como </li></ul><ul><li>- únicos; </li></ul><ul><li>- efémeros; </li></ul><ul><li>- provisórios; </li></ul><ul><li>- contextuais; </li></ul><ul><li>- plurais. </li></ul>
  10. 10. <ul><li>“ Um referencial permanente com vocação estável estaria, com efeito, na origem de todos os perigos: </li></ul><ul><li>- o de se tornar uma norma ou uma bitola e restringir a avaliação a uma medida de conformidade (…); </li></ul><ul><li>- o de ser mal compreendido pelos utilizadores que não tivessem participado na sua elaboração; </li></ul><ul><li>- o de ser reflexo de uma situação já ultrapassada (…). (Figari, 1996, p. 181) </li></ul>
  11. 11. Referencialização Referencial Método de delimitação de um conjunto de referentes Formulação provisória da referencialização Referente “ é um elemento exterior com que qualquer coisa pode ser relacionada, referida”, ou seja, o referente é “aquilo em relação ao qual um juízo de valor é produzido” (Figari, 1999: p. 150) Externo Administração central Investigação Interno Contexto local
  12. 12. Critérios Indicadores “ uma forma observável, tangível, manipulável, quantificável” (Alves, 2001: p. 261) “ os indicadores deverão fazer sobressair a informação, permitindo efectuar concretamente a comparação induzida pelo critério” ( idem : p. 266) Referentes “ modos de interpretação da informação”. Figari (1996: 34)
  13. 13. <ul><li>Dos referentes aos instrumentos – construção de um referencial para avaliação do “processo de avaliação das aprendizagens dos alunos” (alínea d) do n.º 1 do Artigo 17.º do Decreto Regulamentar n.º 18) </li></ul><ul><li>Avaliador: Coordenador de Departamento </li></ul><ul><li>a) Referentes (externos e internos)? </li></ul><ul><li>b) Critérios? </li></ul><ul><li>c) Indicadores? </li></ul><ul><li>d) Instrumentos? </li></ul><ul><li>e) Evidências? </li></ul>
  14. 14. Referentes <ul><li>Externos: </li></ul><ul><li>ECD </li></ul><ul><li>Estatuto do Aluno do Ensino Não superior </li></ul><ul><li>Decreto Regulamentar n.º 2/2008 </li></ul><ul><li>Fichas de avaliação </li></ul><ul><li>Despacho Normativo n.º 1/2005 </li></ul><ul><li>Programas </li></ul><ul><li>Internos: </li></ul><ul><li>PE </li></ul><ul><li>PAA </li></ul><ul><li>RI </li></ul><ul><li>PCE/PCT </li></ul><ul><li>Critérios de avaliação </li></ul>Critérios D.1 Adequação (regularidade e rigor) Indicadores 1.1. Os critérios de avaliação foram apresentados/explicados aos alunos no princípio do ano lectivo? 1.2. A avaliação diagnóstica revelou-se adequada às características dos alunos e da turma? 1.3. A avaliação formativa teve um carácter contínuo, sistemático e adequado aos alunos? 1.4. Os instrumentos de avaliação foram adequados e aplicados de acordo com as características dos alunos e da turma? 1.5. Os resultados da avaliação das aprendizagens foram apresentados de modo adequado e em tempo útil aos alunos?
  15. 15. Referentes <ul><li>Externos: </li></ul><ul><li>ECD </li></ul><ul><li>Estatuto do Aluno do Ensino Não superior </li></ul><ul><li>Decreto Regulamentar n.º 2/2008 </li></ul><ul><li>Fichas de avaliação </li></ul><ul><li>Despacho Normativo n.º 1/2005 </li></ul><ul><li>Programas </li></ul><ul><li>Internos: </li></ul><ul><li>PE </li></ul><ul><li>PAA </li></ul><ul><li>RI </li></ul><ul><li>PCE/PCT </li></ul><ul><li>Critérios de avaliação </li></ul>Critérios Indicadores D.2 Pertinência 2.1. Os resultados da avaliação diagnóstica foram tidos em conta na preparação, organização e realização das actividades lectivas? 2.2. A avaliação formativa forneceu aos alunos informações úteis para a sua aprendizagem? 2.3. Os resultados da avaliação sumativa foram úteis para os alunos e os encarregados de educação tomarem decisões? 2.4. A avaliação das aprendizagens realizou-se de acordo com as características da turma e dos alunos? 2.5. A avaliação das aprendizagens teve sistematicamente implicações na preparação, organização e realização das actividades lectivas?
  16. 16. Referentes <ul><li>Externos: </li></ul><ul><li>ECD </li></ul><ul><li>Estatuto do Aluno do Ensino Não superior </li></ul><ul><li>Decreto Regulamentar n.º 2/2008 </li></ul><ul><li>Fichas de avaliação </li></ul><ul><li>Despacho Normativo n.º 1/2005 </li></ul><ul><li>Programas </li></ul><ul><li>Internos: </li></ul><ul><li>PE </li></ul><ul><li>PAA </li></ul><ul><li>RI </li></ul><ul><li>PCE/PCT </li></ul><ul><li>Critérios de avaliação </li></ul>Critérios Indicadores D.3 Conformidade 3.1. Os critérios de avaliação definidos pela escola foram respeitados? 3.2. O processo de avaliação das aprendizagens desenvolveu-se de acordo com as orientações legislativas? 3.3. A avaliação das aprendizagens teve em consideração as orientações definidas pela escola (PEE, PCE e PCT)? 3.4. A avaliação das aprendizagens respeitou as orientações dos programas curriculares? 3.5. Os instrumentos de avaliação revelam conformidade com as aprendizagens pretendidas, com o PCT e com as planificações?
  17. 17. Referentes <ul><li>Externos: </li></ul><ul><li>ECD </li></ul><ul><li>Estatuto do Aluno do Ensino Não superior </li></ul><ul><li>Decreto Regulamentar n.º 2/2008 </li></ul><ul><li>Fichas de avaliação </li></ul><ul><li>Despacho Normativo n.º 1/2005 </li></ul><ul><li>Programas </li></ul><ul><li>Internos: </li></ul><ul><li>PE </li></ul><ul><li>PAA </li></ul><ul><li>RI </li></ul><ul><li>PCE/PCT </li></ul><ul><li>Critérios de avaliação </li></ul>Critérios Indicadores D.4 Regulação 4.1. Os critérios de avaliação foram discutidos com os alunos? 4.2. A informação dos resultados dos avaliação permitiu a reflexão dos alunos? 4.3. Os instrumentos de avaliação foram objecto de resolução no sentido de promover a tomada de consciência e de auto-reflexão? 4.4. A avaliação das aprendizagens promoveu a participação dos alunos? 4.5. A auto-avaliação dos alunos teve efeitos na preparação, organização e realização das actividades lectivas?
  18. 18. Instrumentos <ul><li>Lista de verificação </li></ul><ul><li>Grelhas de Análise </li></ul>Evidências <ul><li>Observação das aulas </li></ul><ul><li>Análise Documental </li></ul><ul><li>Portfolio </li></ul>
  19. 19. <ul><li>“ USOS” - QUAL É A UTILIDADE DA AVALIAÇÃO? </li></ul><ul><li>Quais as condições para uma avaliação ser “mobilizadora” (Paquay, 2004, pp. 316-317, adaptado) ? </li></ul><ul><li>“ 1.º Explicitar claramente os referentes da avaliação; </li></ul><ul><li>2.º Assegurar a transparência dos procedimentos; </li></ul><ul><li>3.º Garantir uma função unicamente formativa visando um melhoria das práticas de ensino e o desenvolvimento profissional; </li></ul><ul><li>4.º Determinar as prioridades tendo como referência os diversos aspectos da profissão; </li></ul><ul><li>5.º Associar os professores ao conjunto do processo de avaliação; </li></ul><ul><li>6.º Inscrever o processo de avaliação do professor num processo alargado de avaliação das equipas e das escolas; </li></ul><ul><li>7.ºAssegurar um ambiente que faça o professor sentir-se seguro.” </li></ul>
  20. 20. <ul><li>“ a avaliação das professoras e dos professores tornou-se indispensável, mas há o perigo de se falhar. A profissão deve continuar a ser um profissão do humano e ser avaliada como tal (…). Prestemos contas, colaboremos, aceitemos as avaliações, mas não esqueçamos que um ‘público-alvo’ é um povo vivo, que os ‘sistemas educativos’ são habitados por mulheres, homens e crianças, que as ‘organizações escolares’ são escolas vivas, e que as professoras e os professores são humanos providos de recursos antes de serem ‘recursos humanos’”. (Pasquier, 2001) </li></ul>
  21. 21. Construção de referenciais para avaliação do desempenho docente – um roteiro reflexivo Eusébio André Machado ( [email_address] ) Delegado da Secção Portuguesa da ADMEE (Associação para o Desenvolvimento de Metodologias de Avaliação em Educação)

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