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Cristologia - Natureza humana de Cristo - Matheus Rocha

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Cristologia - Natureza humana de Cristo - Matheus Rocha

  1. 1. A Doutrina de Cristo Como Jesus pode ser plenamente Deus e plenamente homem, e ainda assim uma pessoa?
  2. 2. As Duas Naturezas de Cristo Divina Humana
  3. 3. A Humanidade de Cristo O nascimento virginal. Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Que estando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem, achou-se ter concebido do Espírito Santo. Então José, seu marido, como era justo, e a não queria infamar, intentou deixá-la secretamente. E, projetando ele isto, eis que em sonho lhe apareceu um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber a Maria, tua mulher, porque o que nela está gerado é do Espírito Santo; Mateus 1:18-20 E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar. Gênesis 3:15
  4. 4. Jesus possuía um corpo humano. E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome; Mateus 4:2 Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e vede, pois um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho. Lucas 24:39
  5. 5. Jesus possuía uma mente humana. E crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens. Lucas 2:52 Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos que estão no céu, nem o Filho, senão o Pai. Marcos 13:32 Isaías 11:2
  6. 6. As pessoas próximas de Jesus consideravam-no apenas humano. E aconteceu que Jesus, concluindo estas parábolas, se retirou dali. E, chegando à sua pátria, ensinava-os na sinagoga deles, de sorte que se maravilhavam, e diziam: De onde veio a este a sabedoria, e estas maravilhas? Não é este o filho do carpinteiro? e não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos Tiago, e José, e Simão, e Judas? E não estão entre nós todas as suas irmãs? De onde lhe veio, pois, tudo isto? Mateus 13:53-56 Porque nem mesmo seus irmãos criam nele. João 7:5
  7. 7. Foi o mesmo corpo que Jose de Arimateia pediu para sepultar: “Este foi ter com Pilatos e pediu-lhe o corpo de Jesus. Então Pilatos mandou que o corpo lhe fosse dado. E Jose, tomando o corpo, envolveu-o num fino e limpo lençol” (Mt 27.58,59). Quando as mulheres chegaram ao jardim onde Ele fora sepultado, “entrando [no sepulcro], não acharam o corpo do Senhor” (Lc 24.3). Livro Teologia Sistemática Pentecostal, pág. 121
  8. 8. “O trabalho da sua alma ele vera, e ficara satisfeito...” (Is 53.11,12). Neste texto, vemos que não somente o corpo de Cristo, mas a sua alma e toda a extensão do seu Ser foram entregues pelos pecados da humanidade. Durante a sua vida terrena, o Senhor Jesus tinha uma alma — que e o centro das emoções humanas — ligando ao seu corpo tanto a parte psíquica como a somática. Por isso, Ele sentiu pavor e angustia (Mc 14.33), indignação (Mc 10.14), compaixão (Mt 9.36) e agonia (Lc 22.44), além de chorar (Jo 11.35) e se perturbar (Jo 12.27). Livro Teologia Sistemática Pentecostal, pág. 122
  9. 9. O espirito de Cristo Ha na Biblia a expressao “Espirito de Cristo”, que nao se refere ao espirito humano do Senhor — diz respeito a um dos nomes do Espirito Santo. Contudo, ao se fazer Homem, Jesus passou a ter, evidentemente, um espirito, como lemos em Lucas 23.46: “E, clamando Jesus com grande voz, disse: Pai, nas tuas maos entrego o meu espirito”.
  10. 10. A dupla natureza de Cristo Isto e, Jesus, ao andar na Terra, era verdadeiro Deus e verdadeiro Homem. O conceito de que Ele era 50% homem e 50% Deus não tem fundamento bíblico. Filho do homem e Filho de Deus são a mesma pessoa. Jesus na eternidade estava com Deus e era Deus (Jo I.I). Ao humanizar-se, não deixou de ser divino, pois atributos exclusivos da deidade foram manifestos por Ele entre os homens. Ao abrir mão, voluntariamente, de sua gloria junto ao Pai, limitou-se, esvaziou-se, aniquilou-se a si mesmo, a fim de sofrer pela humanidade (Fp 2.6-8). No ventre de Maria, pois, uniram-se duas naturezas: a divina e a humana. Por amor de nos, para nos salvar, Deus se fez Homem.
  11. 11. Por que era necessário que Jesus fosse plenamente humano? • Possibilitar uma obediência representativa. • Ser um sacrifício substitutivo. (Rm 6.23) • Ser o único mediador entre Deus e os homens. • Cumprir o propósito original do homem de dominar a criação. • Ser nosso exemplo e padrão na vida.
  12. 12. Cristo humanizou-se para aniquilar o que tinha o império da morte, o Diabo. O autor de Hebreus mostra isso de maneira sublime e sem igual: “E, visto que os filhos participam da carne e do sangue, também ele participou das mesmas coisas, para que pela morte aniquilasse o que tinha o império da morte, isto e, o diabo” (Hb 2.14). Esse triunfo de Cristo sobre o Inimigo e seu império anulou a “cédula” que era contra nos (Jo 5.24; Ap 2.11). Por isso, o apostolo Paulo, inspirado por Deus, afirmou: “Havendo [Cristo] riscado a cedula que era contra nos nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contraria, e a tirou do meio de nos, cravando-a na cruz. E, despojando os principados e potestades, os expos publicamente e deles triunfou em si mesmo” (Cl 2.14,15). Livro Teologia Sistemática Pentecostal.
  13. 13. Ensinamentos falsos sobre a dupla natureza de Cristo Gnósticos. E provável que o gnosticismo tenha surgido como um segmento cristão, no Egito, entre o fim do século I e o inicio do século II. Muitos escritos do gnosticismo do segundo século foram encontrados, incluindo o chamado Evangelho Segundo Tome.
  14. 14. Os gnósticos formularam três conceitos diferentes: 1) Negavam a realidade do “corpo humano” de Cristo. Ensinavam que Cristo apareceu na pessoa de Jesus, mas que este nunca foi realmente um ser humano. Tal “Cristologia” e conhecida por docetismo (gr. dokeo, “aparecer” ou “parecer”). Para eles, Jesus apenas se parecia com o homem. Toda a sua existência na terra teria sido uma farsa; Ele teria fingido ser carne e sangue, visando ao bem dos discípulos. 2) Afirmavam que Cristo tinha um “corpo real”, mas negavam que fosse material. 3) Ensinavam uma “Cristologia” dualista, pela qual “Cristo” teria entrado em “Jesus” no batismo e o abandonado pouco antes de sua morte. “Cristo” teria, por exemplo, usado as cordas vocais de “Jesus” para ensinar os discípulos, porem nunca foi realmente um ser humano. Afirmava, portanto, que “Jesus” e “Cristo” eram duas pessoas distintas.

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