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Resumo - CAP1 - As regras do método sociológico[Durkheim]

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Resumo - CAP1 - As regras do método sociológico[Durkheim].

Resumo do capítulo 1 apenas, destinado à cadeira de Sociologia e Meio Ambiente do 1° período da Engª de Computação.

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Resumo - CAP1 - As regras do método sociológico[Durkheim]

  1. 1. 1 Universidade de Pernambuco – UPE Escola Politécnica de Pernambuco – POLI Aluno: Matheus Phelipe Alves Pinto Curso: Engª da Computação Turma: BM Período: 1°2017.2 Disciplina: Soc. Meio Ambiente Professor(a): Mirna Data de entrega: 08.09.17 Capítulo I (Que é Fato Social?) – Resumo Para poder fazer uma análise mais precisa sobre os métodos de estudo do Fato Social, o autor discorre sobre a importância do entendimento da sua real definição, ilustrando uma forma de trabalha-lo de maneira inadequada: associar um fato como social a quase todos os fenômenos que envolvam a esfera social ou um interesse social. Partindo desse esclarecimento, conclui-se que há uma distinção entre os fenômenos, dando a cada um específicas finalidades e formas de estudo. São características fundamentais que as enquadram em uma área de análise. Nota-se que o ato de beber, comer e dormir, por serem de natureza biológica e garantirem a manutenção da vida de todos, destinam-se a um estudo que tem um objeto bem definido a ser estudado, não sendo exatamente objeto da sociologia. Definir um Fato Social como quase todo fenômeno ocorrido em sociedade entraria em choque com as demais áreas uma vez que nem todos os fenômenos são estritamente sociais, e sim mais próximos de fatores biológicos, químicos e físicos, embora aconteçam em sociedade uma vez que somos seres sociais. Se a definição acima fosse válida, a sociologia não teria o que analisar e muito menos impor métodos de análise – o que não acontece, existem grupos de fenômenos que se adequam com suas características no campo do estudo social. Feito isso, o texto apresenta uma série de fenômenos que são praticados por cada indivíduo e enfatiza que, embora tenhamos uma relação de cumplicidade com estes, eles já existem fora de cada um e são injetados por intermédio da educação. São modos de agir já confeccionados além de nossas consciências individuais. Regras genealógicas como o indivíduo X ser pai da pessoa Y, sistemas monetários, de sinais e dentre outros. O fato é que os fenômenos (maneiras de agir e pensar) existem antes de nossa própria existência, e são incorporados gerações após gerações. Tais modos de agir e pensar apresentam um alto poder persuasivo e coercitivo em nossas vidas, sendo impostos contra ou a favor de nossa vontade. A coercitividade dos fatos que cerceiam os indivíduos e suas vontades se torna tão eficiente ao ponto de reagir contra cada um que não adota um estado de conformidade com aquele fenômeno. Ao reagir, tal “imposição” atua de modo a corrigir e direcionar cada indivíduo enquanto há tempo, ou até mesmo gerar rotas alternativas para que cada ser entre em um novo estado de normalidade em relação ao que é impositor, normalidade esta criada pela sociedade e inserida por meio dos fenômenos para justamente “excluir” a consciência de que tal ação é coercitiva. A coercitividade dos fenômenos está presente na sociedade e é capaz de gerar um efeito de repulsão entre aquele que vai contra ao fenômeno e os demais, cujo adotam o fenômeno sem gerar um efeito de contraposição. Desse modo, sendo máxima ou mínima, direta ou indireta, a coerção é bastante eficaz e gera, por assim dizer, os mesmos efeitos.
  2. 2. 2 Não importa se é referente às convenções do mundo, na cultura local ou até mesmo nas instituições mínimas, a qual o indivíduo é participante. Não se trata da impossibilidade de fugir das convenções estipuladas, e sim do peso e poder que os fatos exercem sobre o indivíduo, gerando uma luta de sua consciência com o mundo externo. Tal luta mostra que a vida em sociedade exerce uma forte influência na maneira de agir e pensar de cada constituinte. Desse modo, observa-se que tais fenômenos são qualificados como sociais, em virtude de não se encaixarem nos demais e muito menos serem confundidos (é o que se espera), como os biológicos (orgânicos) e psíquicos. Estes atuam na esfera individual enquanto aqueles partem de ações e representações de todos os seres, não fugindo à regra – todos necessitam de vitaminas, por exemplo. São fatos estritamente relacionados a sociedade, não cabendo serem relacionados à esfera individual, exclusivamente. Deve-se ter o envolvimento dos mais diversos grupos, como escolas políticas, corporações profissionais, crenças e etc. Fatos Sociais são de domínio da sociedade – fatos que competem à sociologia estuda-los e analisa-los. O ato da coerção demonstrar-se “impositora”, como foi anteriormente dita, pode aparentar um caráter que exclui a possibilidade da ação e pensamento individualista, para determinado grupo de indivíduos. A definição tratada pode, ao primeiro olhar, diminuir a potencialidade individual de agir e pensar para esses grupos, os quais relatam a plena autonomia humana. No entanto, é considerado de forma incontestável que nosso modo de viver baseia-se por tendências externas, não intimas e não elaboradas por nós. Desse modo, conclui-se que tais padrões e tendências são absorvidos por nós por intermédio de pressões externas, sendo essa a pretensão a ser transcrita pelo fator coercitivo dos fatos sociais – salvas exceções onde a coerção não tange somente a exterioridade da personalidade humana. Ao passo que são instituídas instituições bem definidas para a existência dos fatos sociais e do seu caráter impositor, existem correntes sociais as quais têm o mesmo teor coercitivo a respeito dos indivíduos. Ao entrar em um movimento, a ação em cadeia ou até mesmo o pensamento de maneira análoga ao movimento é um ato que foi gerado pela vivência em conjunto com os demais integrantes, o qual naquele momento não gera desconforto ou soa estranho para cada um. Desse modo, pode parecer fruto de uma constituição exclusiva da consciência de cada agente que é oposta às individualidades existentes, mas, no entanto, foi o movimento que produziu influências que foram rapidamente assimiladas como uma emoção comum da parte de todos, sendo, portando, algo externo aos integrantes. Partindo dessa análise, pode-se afirmar que, isoladamente, um agente não compartilharia dos mesmos sentimentos ou da consciência unificada gerada pelo movimento, é sentida uma pressão que vai de encontro as individualidades de todos. Tal “explosão” de modos de agir e pensar são perfeitamente associáveis às pressões das instituições consolidadas e contínuas como a religião, política, literatura e dentre outras. Este modo de definir o fato social pode ser explicitado através de um exemplo, apropriando-se da educação da seguinte forma: desde pequenas as crianças são instruídas a praticarem práticas como horário de dormir bem determinados, dieta alimentícia, hábitos higiênicos e dentre outros. Nota-se que há um empenho massivo da sociedade
  3. 3. 3 para moldar o pensamento das crianças, por meio da educação, para que cheguem a práticas que se dependessem do pensamento individual, provavelmente não teriam. Não importa se esta coerção deixa de se sentir sentida ao longo do tempo, o fato é que nossas tendências internas derivam dela, do poder coercitivo que a educação é capaz de propor. Segundo Spencer, uma educação ideal não deveria dotar desse poder, e sim incentivar o pensamento individual, tornando-nos livre nesse sentido. No entanto, tal prática não foi realizada por nenhum grupo conhecido. Desse modo, percebe-se que a imposição da educação se aproxima bastante daquela sofrida pelo indivíduo enquanto ser social. Para ser mais precisa, a educação é o próprio meio social – a educação tem como objetivo principal moldar indivíduos para a convivência nas instituições sociais, tendo, portanto, caráter impositor onde pais e mestres são instrumentos. A generalidade de um pensamento, isto é, a repetição de um movimento, não pode ser declarada como fato social. Crenças, tendências e ações entre os grupos podem ser denominados como fatos sociais. Há uma separação entre esses fatores. Fatos sociais estão relacionados, sim, com a rotina e cotidiano, mas não ficam presos a isso. Vão além dessa esfera e se enquadram na maneira de agir e pensar coletiva, tendo como exemplos as regras morais e jurídicas. O fato social é distinto de uma realização exclusivamente pessoal, ele é geral (atinge a maior parte das pessoas) e está no exterior do indivíduo. Com base nessas informações, um fato social resulta da vivencia em comum, das pressões mútuas exercidas pela sociedade em cada ator da sociedade. É uma força que impulsiona todos a terem uma “batalha” entre o exterior e suas consciências individuais – há um alto poder coercitivo, como foi dito anteriormente. Além do poder coercitivo e da generalidade, vale ressaltar que o fato social é externo a mentalidade individual, não havendo dependência da consciência interior. Relacionando-os de uma forma completa, temos que um comportamento exterior só se torna geral quando ele é imposto às consciências individuais. Embora tenham sido usados exemplos “palpáveis”, como as maneiras de agir em sociedade, os fatos também atuam (exercem pressão) na maneira de ser de cada constituinte. Desse modo, para uma análise do perfil das divisões políticas e comportamentos de uma sociedade, métodos de investigação materiais e geográficos não são suficientes. Por exemplo, para entender as razões da população se concentrar, de modo predominante, nas regiões urbanas, se faz necessário entender o modo de pensar da população. Quais fatores determinaram tal corrente de pensamento? É quase como uma obrigação nascer e ter em mente que a região urbana é “melhor” que a rural. Esse exemplo é geral, externo e coercitivo, agindo no modo de pensar e agir de todos. Outros fatos sociais estão presentes desde as vestimentas até as construções encontradas ao redor. Todas essas pressões já consolidadas moldam as maneiras de agir e principalmente de ser de cada agente, inserindo-os e tornando-os aptos para as relações em sociedade. Portanto, por fim, conclui-se que um fato social é todo modo de agir e ser, sendo ele fixo ou não impulsionado por uma coerção que é externa e geral. Externo em razão de ter uma existência que independe do pensamento individual de cada ser sociável.

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