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Não podemos deixar de considerar que temos quePanorama das tecnologias                                   procurar alterar ...
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Boletim eletronico da sbem ms - dezembro 2011

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I Boletim da SBEM/MS

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Boletim eletronico da sbem ms - dezembro 2011

  1. 1. Boletim Eletrônico da SBEM-MSDiretor: IRIO VALDIR KICHOW (UFGD); Vice-Diretor: MARCIO ANTONIO DA SILVA (UFMS – Campo Grande); Primeiro Tesoureiro: ANTONIO SALES (UEMS – Nova Andradina); Segunda Tesoureira: MARIA APARECIDA MENDES DE OLIVEIRA (UFGD); Primeira Secretária: VANILDA ALVES DA SILVA (UFMS – Ponta Porã); Segunda Secretária: CARLA REGINA MARIANO DA SILVA (UFMS – Campo Grande).Ano 1, Volume 1 dezembro 2011 Também apresentamos um relato sobre o XEditorial Encontro Sul-mato-grossense de EducaçãoEste é o primeiro Boletim Eletrônico da Sociedade Matemática, que ocorreu nos dias 26, 27 e 28 deBrasileira de Educação Matemática – Regional MS. outubro, na cidade de Dourados.A ideia de elaborar esse canal de comunicação entre No X ESEM, o Professor Doutor Antonio Vicentea SBEM-MS e professores que ensinam Matemática Marafioti Garnica (UNESP – Bauru) proferiu ae educadores matemáticos nasceu na Assembleia palestra de abertura, intitulada As memórias derealizada durante o X Encontro Sul-Mato-Grossense Justin Bieber: elementos para uma História dade Educação Matemática, realizado no mês de Formação e atuação de professores de Matemáticaoutubro, em Dourados. no Brasil. O professor Vicente Garnica escreveu umaLá foi constituída uma comissão formada pelos síntese dessa palestra especialmente para essaprofessores: Marcio Antonio da Silva (UFMS), José edição do Boletim da SBEM-MS.Luiz Magalhães de Freitas (UFMS), Carla Regina Contamos também com a colaboração da ProfessoraMariano da Silva (UFMS) e Heiracles Mariano Dias Heiracles Mariano Dias Batista (Heira) que escreveuBatista. um texto sobre o uso das novas tecnologias nos diasEm apenas dois meses conseguimos publicar um atuais.boletim voltado principalmente ao professor que Apresentamos uma seção destinada à divulgação deensina Matemática, com relatos de experiências e resultados de pesquisas realizadas em Programasinformações sobre eventos que ocorreram e de Pós-Graduação em Educação e Educaçãoocorrerão no Mato Grosso do Sul e no Brasil. Matemática, na tentativa de contribuir para asNesse primeiro boletim contamos com um artigo práticas profissionais de professores que ensinamescrito pelos professores José Luiz Magalhães de Matemática na Educação Básica. Na estréia dessaFreitas e Luiz Carlos Pais da UFMS fazendo uma seção, convidamos a Professora Anelisa Kisielewskibreve retrospectiva da história da SBEM-MS e da Esteves que apresenta um artigo sobre númerosEducação Matemática em Mato Grosso do Sul. decimais. Outra seção, intitulada atividades matemáticas emNESTA EDIÇÃO sala de aula (nome sugerido pelo Professor José Luiz Magalhães de Freitas), apresentará sugestões Um breve histórico da Educação Matemática em2 Mato Grosso do Sul de materiais de apoio e práticas pedagógicas que podem ajudar o professor no seu trabalho diário.4 Relato do X ESEM Também apresentamos um relato do trabalho Panorama das tecnologias na sociedade5 contemporânea e o ensino de Matemática realizado pela equipe da Secretaria Municipal de As memórias de Justin Bieber: elementos para uma Educação de Campo Grande, e convidamos todos6 história da formação de professores de matemática os leitores a enviarem atividades que podem ser no Brasil compartilhadas com outros docentes. Números Decimais na Escola Fundamental: Finalizando esse boletim, apresentamos uma8 interações entre os conhecimentos de um grupo de professores e a relação com sua prática pedagógica agenda com alguns eventos locais, estaduais e nacionais que ocorrerão no próximo ano.9 Seção Atividades Matemáticas em Sala De Aula Boa leitura!10 Agenda Diretoria da SBEM-MS Boletim Eletrônico da SBEM-MS 1
  2. 2. Um breve histórico da Programa de Apoio ao Desenvolvimento Científico eEducação Matemática em Tecnológico (PADCT), cujo objetivo era contribuir naMato Grosso do Sul melhoria do ensino de Ciências e Matemática, a partir do envolvimento direto de professores queJosé Luiz Magalhães de Freitas e atuavam em nível da Educação Básica. ALuiz Carlos Pais (UFMS) participação nesse projeto motivou o grupo deO surgimento da Sociedade Brasileira Educação professores e acadêmicos do curso de LicenciaturaMatemática (SBEM) no estado de Mato Grosso do em Matemática a criar um Laboratório de Ensino deSul está fortemente ligado a uma equipe de Matemática (LEMA), nas dependências doprofessores do primeiro curso de Licenciatura em Departamento de Matemática da UFMS. Assim,Matemática da Universidade Federal de Mato Grosso foram empreendidos esforços para a construção dedo Sul (UFMS). Os professores pioneiros desse uma ampla coleção de recursos didáticos,primeiro curso de Matemática da UFMS integravam o acompanhados de sugestões de problemas ecorpo docente do curso de Engenharia Civil, criado materiais bibliográficos e a ser explorados emem 1970, em Campo Grande, pela então consonância com a utilização desses dispositivosUniversidade Estadual do Mato Grosso. Em 1977 foi didáticos, que culminaram com a criação, em 1987,criado o Estado de Mato Grosso do Sul e, em 1979, da Revista do Laboratório de Ensino de Matemáticapor meio da federalização da Universidade Estadual (Revista do LEMA), como uma nova publicação dado Mato Grosso, foi criada a Universidade Federal de Editora na UFMS.Mato Grosso do Sul e nela os cursos de Licenciatura Nesse ano de 1987 estavam em curso, no planoem Matemática, Química e Física, que começaram a nacional, os preparativos para a criação dafuncionar em 1981. A criação desses cursos exigiu a Sociedade Brasileira de Educação Matemáticaampliação do Departamento de Matemática e a (SBEM), o que ocorreria em 1988, em Maringá (PR),contratação de novos professores com formação por ocasião do II Encontro Nacional de Educaçãomínima em nível de Mestrado. Matemática (ENEM). Como uma etapa preparativa,A equipe responsável pelo curso de Licenciatura em em fevereiro de 1987, realizou-se nas dependênciasMatemática, sempre teve grande preocupação em da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, ozelar pelo nível de conhecimento matemático dos Primeiro Encontro Nacional de Educaçãoalunos, mas também por uma boa formação didática Matemática, reunindo cerca de 500 professores dedos futuros professores. Surgiu então um grupo de vários estados brasileiros, com a apresentação deprofessores do Departamento de Matemática que cerca de 150 trabalhos científicos. Nesse evento,deu início ao oferecimento de cursos de formação estiveram presentes professores do Departamentocontinuada para professores da Educação Básica da de Matemática da UFMS que atuaram norede pública. A princípio, esses projetos foram oferecimento de um mini-curso sobre o Ensino derealizados somente em Campo Grande, mas nos Geometria e em discussões sobre a Prática deanos seguintes, foram oferecidos em várias cidades Ensino de Matemática. A importância de participaçãodo interior. Os primeiros cursos oferecidos ainda nesse evento contribuiu para o aprofundamento dasestavam centrados essencialmente nos conteúdos convicções subjacentes ao movimento emergente damatemáticos, mas logo foi percebido que essa Educação Matemática e o compromisso deestratégia poderia também levar os participantes a organizar, no estado do Mato Grosso do Sul, umsituações de conflito e desestimulantes para muitos. núcleo inicial para a futura implantação da sonhadaEssa experiência desafiadora exigiu o confronto de sociedade. Atuaram ativamente nesse processo osconcepções acadêmicas com a realidade professores Eronides de Jesus Bíscola, José Luizeducacional, contribuindo para o fortalecimento do Magalhães de Freitas e Luiz Carlos Pais, na épocagrupo, pois o obrigou a desenvolver estratégias professores do Departamento de Matemática.próprias para conduzir os cursos oferecidos, Na tentativa de acompanhar esse movimentoprocurando entremear aspectos metodológicos e nacional, foram realizadas ações imediatas para aconceituais da Matemática. criação da regional da SBEM no Estado do MatoAs reflexões conduzidas em torno dessas Grosso do Sul, cuja primeira diretoria regional, eleitaexperiências contribuíram para a ampliação do em 1988, foi liderada pelo professor Renato Gomestrabalho e conduziu à participação do grupo num Nogueira, grande militante da área de Educaçãogrande projeto nacional financiado pelo chamado Matemática em nosso estado. Renato faleceu em Boletim Eletrônico da SBEM-MS 2
  3. 3. Continuação da página 2março de 2008, às vésperas de defender sua tese de vários projetos e ações que visam a melhoria dadoutorado em Educação, no Programa de Pós- Educação Matemática em nosso estado. Ela jágraduação em Educação da UFMS, sob a orientação promoveu dez Encontros Estaduais de Educaçãoda professora Dra. Marilena Bittar. Seu falecimento Matemática (ESEM), sendo o primeiro realizado emocorreu num violento acidente na BR 163, entre março de 1988, no qual ocorreu a criação daCampo Grande e Dourados, juntamente com os SBEM/MS com a eleição de sua primeira diretoria e,colegas: Chateaubriand Nunes Amâncio, Ivonélia recentemente, o X ESEM, ocorrido no mês deCrescêncio da Purificação e Ronaldo Marcos outubro deste ano de 2011, na cidade de Dourados-Martins, que perderam a vida quando retornavam do MS. Como nos demais encontros, neste último foramII Seminário Sul-mato-grossense de Pesquisa em apresentados mini-cursos, palestras, sessões deEducação Matemática, evento que marca o início do comunicação, mesa-redonda e atividades culturais.ano letivo no curso de Mestrado de Educação Na assembléia geral de encerramento do eventoMatemática da UFMS. Os quatro pesquisadores foram criadas várias comissões, dentre elas a deeram professores da Faculdade de Ciências Exatas organização do II Fórum de Licenciaturas dee Tecnologia da UFGD. Matemática de MS, que será realizado em Abril de 2012 em Ponta Porã, a de organização do XI ESEM,O curso de Mestrado em Educação Matemática na que será realizado em Agosto de 2012 na cidadeUFMS foi criado em 2007, como resultado de um Nova Andradina e uma responsável pela publicaçãoprocesso que se consolidou no transcorrer das duas do Boletim Eletrônico da SBEM/MS.últimas décadas. Os integrantes da área deEducação Matemática sempre promoveram cursos, No IX Encontro Estadual de Educação Matemática,seminários, colóquios e já haviam organizado oito realizado em dezembro/2007, na UFMS (Campoencontros estaduais de Educação Matemática, dos Grande), os professores Chateaubriand e Ivonéliaquais participaram professores de quase todas as foram eleitos para os cargos de diretor e vice dacidades do Estado. Nesses eventos foi possível diretoria da SBEM/MS e o professor Renato comoobservar a intensa participação dos profissionais que integrante da comissão editorial. Dentre os váriosatuam nessa área, bem como a expectativa existente projetos daquela diretoria, um deles era a criação depara continuar estudos em nível de mestrado, um site da SBEM/MS, que contivesse a publicaçãofazendo com que a implantação do Programa de de um boletim e de uma revista eletrônica quePós-Graduação de Educação Matemática tivesse o atingisse os professores de Matemática de nossodesafio de atender também essa reivindicação justa estado que atuam em sala de aula na educaçãoe necessária do ponto de vista educacional e básica. Esta publicação caracteriza-se, portanto,regional. Além disso, a demanda por vagas, na linha como uma forma de dar continuidade aos projetos dede pesquisa Ensino de Ciências e Matemática do nossos colegas falecidos.Mestrado em Educação da UFMS, havia crescido aolongo dos anos e a possibilidade de acolher novos REFERÊNCIASmestrandos na linha era muito restrita. Essa procura PAIS, L.C., FREITAS, J.L.M. e BITTAR, M.evidenciou a necessidade de criação de um Participação do estado de Mato Grosso do Sul naMestrado específico em Educação Matemática, cujo história recente da Educação Matemática no Brasil.processo de criação foi liderado pela professora Dra. In: Perspectivas da educação matemática: revistaMarilena Bittar, primeira coordenadora do programa. do Programa de Mestrado em EducaçãoPor outro lado, foi a existência de um grupo Matemática da UFMS – Campo Grande, MS: Editora da UFMS, v.1, n.1, p.7-24, jan./jun. 2008.pesquisadores em Educação Matemática na UFMS, PAIS, L.C., FREITAS, J.L.M. e BITTAR, M. Umanos campi de Campos Grande, Três Lagoas e mensagem de lembrança aos colegas educadoresParanaíba, bem como na recém criada Universidade matemátios que faleceram em março de 2008. In:Federal da Grande Dourados (UFGD) que Perspectivas da educação matemática: revista dopossibilitou as condições iniciais para a abertura do Programa de Mestrado em Educação Matemáticaprograma. Recentemente, novos professores da UFMS – Campo Grande, MS: Editora da UFMS,ingressaram no corpo docente do programa e ele é v.1, n.2, p.7-22, jul./dez. 2008.coordenado pela professora Dra. Patrícia SandaloPereira. Visite o site da sbem-ms:Desde sua criação a SBEM-MS vem participando de www.sbem-ms.com.br Boletim Eletrônico da SBEM-MS 3
  4. 4. Relato do X ESEM que relataram suas memórias sobre a profissão, seu dia-a-dia nas salas de aula, suas perplexidades,Marcio Antonio da Silva (UFMS) dificuldades e sucessos.Nos dias 26, 27 e 28 de outubro foi realizado o X O X ESEM contou com a colaboração de trêsEncontro Sul-mato-grossense de Educação professores convidados: Prof. Dr. Antonio VicenteMatemática, na cidade de Dourados. Marafioti Garnica, da Unesp de Bauru, que proferiu aEste evento foi um marco para os educadores palestra de abertura, intitulada as memórias dematemáticos e professores que ensinam Matemática Justin Bieber: elementos para uma história daem Mato Grosso do Sul, pois o encontro não era formação de professores de matemática no Brasil;realizado há quatro anos. A atual diretoria regional Profª Drª. Marilena Bittar, da UFMS, que participouda SBEM instituiu uma comissão formada por da mesa-redonda entre a formação e aprofessores da educação básica e de três Profissionalização do Professor de Matemática,Universidades públicas (UEMS, UFGD e UFMS) para juntamente com Ana Maria de Lima Souza, técnicaorganizar o evento. Destaca-se a participação de pedagógica de Matemática da Secretaria de Estadodois membros da comissão que tiveram papel de Educação de Mato Grosso do Sul e o Prof. Dr.fundamental na realização do X ESEM: Prof. Dr. José Luiz Magalhães de Freitas, da UFMS, queMarcelo Salles Batarce e Profª. Drª. Maria Aparecida encerrou o evento com a palestra a formação inicialSilva Cruz (Tida), ambos da Universidade Estadual e continuada de Professores de Matemática: umade Mato Grosso do Sul. reflexão sobre desafios pessoais e institucionais. Durante o evento, foi realizada uma assembleia da SBEM-MS, na qual se decidiu que o próximo Encontro Sul-mato-grossense de Educação Matemática ocorrerá em agosto de 2012, em Nova Andradina.Foram mais de 200 inscrições online e mais de 150participantes. Houve 10 minicursos ministrados porprofessores das três Universidades já mencionadas,além de mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Educação Matemática da UFMS.Estas oficinas foram oferecidas a professores daeducação básica e acadêmicos do curso deMatemática e versaram sobre temas variados, comoformação de professores, ensino e aprendizagem, euso de tecnologias.A programação incluiu apresentações de 31comunicações orais e 12 pôsteres, divididas em trêssessões coordenadas, além de uma sessão inéditacom a apresentação de professores da rede pública Boletim Eletrônico da SBEM-MS 4
  5. 5. Não podemos deixar de considerar que temos quePanorama das tecnologias procurar alterar a nossa postura em relação educaçãona sociedade e as tecnologias, tem que ser vista como suporte paracontemporânea e o ensino o professor para fazer das suas aulas se tornem maisde Matemática colaborativas e participativas, só assim iniciaremos um novo caminhar para a educação. No ensino deHeiracles Mariano Dias Batista matemática não pode ser diferente, matemática e tecnologias caminham juntas. Pense nisso.Professora de Matemática (Rede Ao analisar a sociedade na atualidade não difícil de perceber a supervalorização para aqueles que têmEstadual de Ensino de MS) domínio das tecnologias e acesso a informação,Mestranda em Educação (UFGD) caracterizada até mesmo pelas relações de poder e dominação nos grupos sociais.Primeiramente não podemos negar as transformações Não se discute o fato que devido às mudanças aque tem ocorrido na sociedade contemporânea nos maneira de ensinar a geração digital e virtual é distintaúltimos anos. Você já parou para pensar nestas do processo tradicional. Muitas vezes ainda nãotransformações? A mudança à qual me refiro é temos o sentimento dessas alterações no contextochegada e a rápida disseminação da tecnologia digital educacional. Ainda estamos acostumados práticas enas últimas décadas do século XX. Levando para o experiências vivenciadas a partir da nossa formação,interior da escola, podemos afirmar que de acordo que muitas vezes está distante da realidade do ensinocom Marc Prensky, ele dizia que os estudantes atual.haviam mudado radicalmente daqueles do passado, Há anos tenho assistido às dificuldades geradas nomas que a mudança não era somente com suas ensino da matemática, devido algumas práticas: comogírias, adornos corporais, ou estilo, como outrora, mas a matemática é difícil, a matemática é para poucos,que esses “novos” estudantes passavam a vida inteira para que serve os conteúdos ensinados na escola,rodeados por computadores, televisores, filmadoras, desinteresse e outras. Será que já está na hora decelulares e outras, tudo faz parte de suas vidas. nós, professores de matemática, repensarmos asConsiderando que em relação ao uso das tecnologias nossas práticas e inserir atividades com o uso dana sociedade contemporânea de acordo com Beloni e tecnologia em sala de aula. Como: pesquisa deGomes (2008), é que os jovens são os mais atraídos história de matemática através de vídeos, softwarespelas tecnologias no cotidiano como os bate-papos, (Geogebra, Cabri, entre outros), tecnologias deMSN, blogs, fotologs, jogos eletrônicos, redes sociais. símbolos matemáticos através do LATEX, jogosIsto é facilmente visível no contexto escolar, quando online, desafios, envio de atividades através de blog,observamos os alunos em sala de aula. celulares e outras atividades.Nas pesquisas recentes realizadas 2010 identificaram Evidente que não podemos descartar a importância dacinco tipos do que as pessoas faziam com as formação e da capacitação continuada, um dostecnologias no seu cotidiano: interesse pessoal ou grandes desafios para a Educação. Devido ao fatoentretenimento; comunicação social; uso diário para que requer repensar no currículo, carga horária,atividades variadas; uso profissional para trabalho e incentivo, uma escola de qualidade.uso para a universidade como atividades de estudo. O Outro desafio do ensino de matemática, ela serComitê Gestor de Internet no Brasil (CGI) mostra que significativa para o aluno, para que possa ocorrer temo acesso que os brasileiros tiveram a computador e que despertar a visão que a matemática faz parte dainternet aumentou consideravelmente em relação a sua vida cotidiana. O conhecimento deve ser2005, isto é perceptível quando assistimos à televisão constituído através da relação professor e aluno.(noticiários) a presença tecnologias neste século XXI.Não podemos deixar de frisar que infelizmente existe REFERÊNCIASuma disparidade neste acesso dependendo da região. BELLONI, M. L. O que é mídia educação. Campinas: autoresApesar destas desigualdades os jovens têm um associados. 3ed. 2009. GARBIN.M.C.Uma análise da produção audiovisual colaborativa:desejo e interesse por todas as tecnologias. A escola uma experiência inovadora em uma escola de ensino fundamental,tem o papel de compensar estas desigualdades 2010. 112fl. Dissertação de Mestrado em Educação. Faculdade deintegrando os jovens às tecnologias culturais digitais. Educação Universidade Estadual de Campinas, SP. Disponível em:Neste momento após analisarmos o crescimento http://cutter.unicamp.br/document/?code=000779100. Acesso em 15 nov. 2011.tecnológico, sem esquecer os fatores sócios GUIMARAES. Camila. Entrevista de Marc Prensky. “O aluno viroueconômicos, políticos e sociais. Há uma reflexão especialista” Revista Época. Ciência e Tecnologia Acesso em 20 demuito pertinente: estaria a escola preparada para Nov.de 2011.receber estes jovens os chamados “nativos digitais”? http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI153918- 15224,00-Qual é o papel do professor na sociedade MARC+PRENSKY+O+ALUNO+VIROU+O+ESPECIALISTA.htmlcontemporânea? Como ensinar matemática diante IBOPE Nielsen Online. Acesso em 20.de Nov.2011.deste contexto? http://www.teleco.com.br/internet.aspFreire em 1980 ressaltava a importância de não MILL, D.; PIMENTEL, N. Ensino, aprendizagem e inovação em Educação a Distancia: ensino, aprendizagem e inovação. In: MILL,considerar os alunos “depósitos de conteúdos”, mas D.; PIMENTEL, N. (Orgs.). Educação a Distancia: desafiossim como “corpos conscientes” com a capacidade de contemporâneos. São Carlos: EDUFSCAR, 2010.participar da construção da aprendizagem, fazer parte. PNE. Plano Nacional de educação- Brasil. Período de 2011- 2020.(FREIRE apud GARBIN, 2010, p.26). Projeto de Educação. 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  6. 6. As memórias de Justin que já eram muito diferentes dos livros que meu pai teve quando estudou.Bieber: elementos para uma Eu vejo essas alterações como sendo resultadohistória da formação de também das pesquisas em Educação e Educaçãoprofessores de matemática Matemática que temos produzido. Eu vejo essasno Brasil alterações como resultado de uma comunidade de pesquisa que, mesmo sem uma diretriz segura,Antonio Vicente Marafioti Garnica consolidada, sem uma sociedade forte e politicamente significativa, tem participado das discussões queUNESP – Bauru / Rio Claro (SP) definem as políticas públicas, os programas, os livros didáticos, as estratégias de ensino... Tudo mudou como esperávamos que mudassem? Não. Isso é óbvio. Há estrangulamentos, e esses estrangulamentos têm motivos diversos, dos quais podemos citar alguns: (a) Há uma marca muito forte nas práticas e discursos sobre a escola que se manifesta como manutenção de um estado de coisas e baseia-se na prerrogativa de que “é natural que as coisas sejam assim – ou é mais fácil que sejam assim – porque sempre foram assim”. Essa concepção de manutenção – que vem dos que vêem como desagradável, ou inócua, ou impossível, ou indesejada a saída de uma zona de conforto –, fortemente conservadora, é ainda hegemônica. OsA conferência de abertura do X Encontro Sul- discursos se alteram, mas as posturas – dematogrossense de Educação Matemática, visando a subversão ao discurso – permanecem. A lógica édiscutir aspectos da formação e atuação de simples: é preciso dizer o que esperam queprofessores de Matemática no Brasil, baseou-se em digamos, enquanto cuidamos para criardois tópicos principais: inicialmente foram estratégias para que nossas práticas seapresentados alguns resultados de uma pesquisa mantenham à revelia dos discursos queespecífica, em História da Educação Matemática, para, propagamos. Curiosamente, essa subversão –em seguida, tendo como pano-de-fundo as reflexões que é cotidiana, corriqueira, hegemônica – é muitopossíveis a partir dessa pesquisa, levantar questões pouco tematizada/problematizada pela pesquisa;sobre se – e como – nossas investigações têm (b) Há pouquíssima pesquisa sobre a escola públicainfluenciado efetivamente o sistema de ensino e, em como local de trabalho. Faz-se pesquisa NAparticular, as salas de aula de Matemática. Neste escola pública, mas não SOBRE a escola pública.texto-síntese, considero apenas o segundo desses Se isso é verdade para a área da educação étópicos. mais verdade para a Educação Matemática – emA apresentação da pesquisa, no primeiro momento da Educação Matemática não se fez pesquisaconferência, induziu-me a tentar uma avaliação inicial SOBRE a escola pública pois – dizem – temos umsobre o movimento de aproximação entre nós, objeto específico para dar conta (a Matemática);membros da comunidade de Educadores Matemáticos (c) Além da Escola Pública ser um “lugar”, umbrasileiros e o cotidiano das práticas escolares, pois há “espaço” não pesquisado, ela não é umum discurso insistente segundo o qual as pesquisas “lugar/espaço” de trabalho uno, seja em suasque desenvolvemos não chegam às salas de aula, não formas de manifestação, seja em suas estruturaspromovem intervenções efetivas. Considero essa organizacionais e administrativas. A Escolaposição como um pseudodiscurso, e me permitirei Pública não existe no singular, o que implica umadiscordar dele. série de questões do ponto de vista da pesquisaAlguns motivos justificam essa minha posição e o mais como, por exemplo, o abandono de concepções,forte desses motivos é que, na história do sistema teorias e procedimentos metodológicoseducacional brasileiro, passamos por inúmeras padronizados e generalistas (para uma discussãolegislações, inúmeras propostas de programas para os extremamente lúcida sobre essa configuraçãovários graus de ensino, e hoje temos um sistema problemática da escola pública como local deeducacional e temos programas de ensino muito trabalho, veja-se o trabalho de Celestino Alves dadiferenciados do que tínhamos há tempos atrás. Silva Júnior);Temos hoje livros didáticos que são muito distintos dos (d) Não há, no Brasil, um movimento ou instâncialivros didáticos que eu tive na escola quando estudei, política efetiva e consolidada que reúna os Boletim Eletrônico da SBEM-MS 6
  7. 7. Continuação da página 6 educadores matemáticos de modo a interferir mais Diz que nosso presente está muito apressado, nosso decisivamente nas instâncias que determinam as modo de marcar o tempo não é mais o modo de políticas públicas relativas à Educação. Uma nossos pais e nossos avós. Nosso modo de conceber sociedade tal, menos que produzir consensos, presente, passado e futuro mudou. O futuro não é mais teria como função promover discussões, criar uma promessa de realização: nosso futuro é, agora, fóruns de debates representativos, gerando uma temeridade. Isso permite com que aos 16 anos posições – ainda que mutáveis, dinâmicas – de Justin Bieber tenha duas autobiografias e que isso seja modo a permitir uma defesa de diretrizes que considerado normal. Essa aceleração do tempo pode considerasse os diversos atores que participam do ser percebida pela febre de patrimonialização que cenário da Educação Matemática brasileira. Se temos vivenciado: tudo torna-se patrimônio – as temos interferido nas políticas públicas, não temos construções, as práticas, as tradições. É preciso feito isso de forma sistemática, de forma legítima, patrimonializar, é preciso guardar, é preciso registrar, de forma representativa; pois o presente massivo nos leva a um futuro que a (e) Deve-se reiterar que a história, sendo uma prática tudo devora. Tudo é rápido, nosso tempo diminui, as social problematizadora cuja estratégia é olhar máquinas se multiplicam, os relógios correm mais para o passado a partir do presente, nos mostra rápido. É preciso registrar, é preciso guardar, é preciso claramente que a vida se faz entre manutenções e patrimonializar... e nessa pressa do registro, do permanências. Concepções não são alteradas de acúmulo e da patrimonialização, não temos tempo para um momento a outro, e com as concepções pensar no que foi registrado, acumulado e relativas à educação e à escolaridade não seria patrimonializado. Justin Bieber tem duas autobiografias diferente. Notemos que pelo menos desde a e aceitamos isso sem sequer nos perguntarmos por década de 1830, em meio ao debate sobre a que... Nosso presente é massivo, determinante, necessidade de expandir a escolarização no compacto. Sem que reservemos um tempo para Brasil, a formação de professores vem sendo pensá-lo, ele continuará massivo e será engolido pelo colocada como entrave à qualidade da escola. futuro. Desvalorizamos nosso cotidiano, nossas Não por acaso, exatamente nesse momento – na práticas, nossa necessidade de reflexão e atuação. década de 1830, mais precisamente em 1835 – se Nossos dias passam, nossas práticas são, cada vez criam, no Brasil, as Escolas Normais. Houve mais, parte de uma rotina que impede a suspeição: já alterações em relação ao cenário de formação de não suspeitamos de nada. Queremos usar história professores? Houve – isso é certo. Mas muitas para falar com alunos como se eles fossem de ontem, das questões cruciais discutidas àquela época são enquanto nossos alunos vivem num mundo em que ainda tema de discussões do presente. Mesmo Justin Bieber tem duas autobiografias. Queremos falar sendo uma das estratégias mais baratas para com alunos como falavam a nós e a nossos pais. termos uma escola de qualidade, a formação de Queremos simplesmente que a história nos dê professores é tratada com negligência pelas respostas sem que façamos sequer perguntas. Nós políticas educacionais. E não culpemos apenas o não temos tempo. O tempo passa muito depressa. O sistema, esse grande e abstrato gerenciador, mas futuro nos atordoa. também a nós próprios, que na universidade, em É contra esse estado de coisas que a historiografia que nossos programas de pós-graduação e mesmo defendo pretende lutar. Desacelerar é a proposta, em nossos cursos de Licenciatura, pouco ou desacelerar o tempo, pois precisamos pensar e não quase nada temos feito para interferir na política apenas juntar os resíduos de passado que nos são de carreira e nas condições de trabalho e salário acessíveis. Só a desaceleração do presente nos dos professores das escolas de nível fundamental permitirá perguntar por que Justin Bieber, aos 16 anos, e médio: essa discussão nos escapa, essas tem duas autobiografias. interferências estão distantes de nossas preocupações. Nossas práticas têm visado outros focos, nunca articulados diretamente ao cotidiano dos professores que nossos cursos de Licenciatura formam (ver, em relação a esse tema, o excelente ensaio de Luciano Mendes de Faria Filho).Finalmente, parece ser necessário entender o que fazJustin Bieber no título desta conferência. Justin Bieber,como todos devem saber, é um cantor canadense de16 anos. Justin Bieber tem me perturbado, e essaperturbação começou quando fiquei sabendo queJustin Bieber tem 16 anos e já tem duas autobiografiaspublicadas... Isso deve nos dizer alguma coisa... E diz. Boletim Eletrônico da SBEM-MS 7
  8. 8. Números Decimais na os conhecimentos de um grupo de professores dosEscola Fundamental: anos inicias do Ensino Fundamental sobre númerosinterações entre os decimais, objetivando estabelecer possíveis relaçõesconhecimentos de um entre esses conhecimentos e sua prática pedagógica.grupo de professores e a O grupo envolvido nesta pesquisa foi formado porrelação com sua prática cinco professores experientes e duas professoras empedagógica1 início de carreira, que atuavam no 5º ano do EnsinoAnelisa Kisielewski Esteves2 Fundamental, em uma escola municipal de CampoMuito tem sido discutido nos últimos anos sobre a Grande/MS.formação de professores. Contudo as investigações Os dados foram coletados no 2º semestre de 2007, desobre a formação de professores e seus agosto a dezembro, por meio de observações dasconhecimentos para o ensino de Matemática ainda aulas; realização de cinco sessões de atividades sobremerecem maior atenção, principalmente quando se números decimais, nas quais foram propostas aostrata da formação de professores que atuam nos anos professores situações que envolveram o conceito deiniciais do Ensino Fundamental. números racionais, as operações com númerosPrecisamos nos preocupar, como alertado por decimais e as relações estabelecidas entre os númerosSerrazina (2003, p.69), com a formação matemática decimais, o sistema de numeração decimal e osdesses professores, a qual “não deve consistir no sistemas de medidas e monetário; análise detreino de receitas e métodos que são diretamente documentos (caderno de alguns alunos, caderno deaplicáveis na sala de aula, mas deve [...] ajudar os plano dos professores, listagem dos conteúdosfuturos professores a desenvolver a sua autonomia”. O propostos) e entrevistas com os professoresque, segundo ela, implica aumentar “seu conhecimento envolvidos.sobre a Matemática, sobre o aprender e ensinar Nosso estudo possibilitou que identificássemos aMatemática – como as crianças aprendem Matemática, existência de várias lacunas nos conhecimentos sobresobre a qualidade dos materiais de ensino etc”. números decimais dos professores participantes, asContudo, pesquisas no campo da Educação quais influenciam sua prática pedagógica, comoMatemática revelam que no Brasil, historicamente, pudemos observar no caderno de plano dostanto o curso de Magistério como o de Pedagogia professores, nos cadernos dos alunos, nas aulas a quepouco investem na formação matemática dos futuros assistimos e, principalmente, nos depoimentos deles.professores, de modo geral, “os conteúdos específicos Entendemos, e também defendemos, que adas disciplinas a serem ministradas em sala de aula responsabilidade dessa situação não pode sernão são objeto dos cursos de formação inicial do atribuída aos professores, pois não podemos ignorar aprofessor” (GATTI, 2008, p.25). realidade de seu contexto de trabalho (SACRISTÁN,Preocupados com essas questões e buscando 1995) nem sua formação. Sabemos, como já discutidocontribuir para minimizar esse quadro, investigamos por outros estudos, que aos conhecimentos matemáticos necessários ao professor que atuará nos1 Dissertação defendida em 2009, no Programa de anos iniciais do Ensino Fundamental e também naMestrado em Educação Matemática da UFMS, soborientação da profª. Drª. Neusa Maria Marques de Educação Infantil, é dada pouca atenção nos cursos deSouza. formação inicial. Assim, sem a contribuição dos cursos2 Pedagoga e Mestre em Educação Matemática.Professora dos anos iniciais da Rede Municipal de de formação, tanto inicial como continuada, osEnsino de Campo Grande/MS, atualmente técnica da professores não aprofundam nem ampliam seusCoordenadoria de Ensino Fundamental do 1º ao 5º anoda Secretaria Municipal de Educação. conhecimentos matemáticos, por isso, muitas vezes,E-mail: anelisakesteves@terra.com.br Boletim Eletrônico da SBEM-MS 8
  9. 9. Continuação da página 8buscam em suas experiências como alunos osalicerces para esse ensino, como observado em nossa SEÇÃO “ATIVIDADES MATEMÁTICASinvestigação. AULA” EM SALA DE AULA”Cabe ressaltar, entretanto, que muitos professores Panorama do Trabalhoconscientes de suas dificuldades anseiam por ajuda, Desenvolvido pelo Núcleobuscam oportunidades que lhes possibilitem de Matemática da SEMEDcompreender melhor os conteúdos que ensinam, como Adriano da Fonseca Melono caso dos professores envolvidos nesse estudo. Eles Deise Maria Xavier de Barros Souzase dispuseram a participar das sessões de atividades, Iraci Cazzolato Arnaldifora de seu horário de trabalho, porque queriam saber Kely Fabrícia Pereira Nogueiramais sobre o ensino dos números decimais. Luiz Cleber Soares PadilhaExpuseram suas dúvidas, suas experiências e Rosa Maria Dalpiaz Diasconhecimentos, refletindo sobre sua prática e tambémsobre seus saberes, o que contribuiu para ampliação e O Núcleo de Matemática da Secretaria Municipal deaprofundamento de seus conhecimentos sobre os Educação (SEMED) de Campo Grande/MS,números decimais. atualmente composto por educadores matemáticos,Nossa experiência revelou, assim, que situações que tem como principal função oferecer Formaçãopropiciem a reflexão e ampliação dos conhecimentos Continuada para os professores de Matemática dados professores acerca dos objetos de ensino podem Rede Municipal de Ensino - REME do 6° ao 9° ano.contribuir para sua formação e, consequentemente, Para que a equipe de Matemática possa oferecer umaoperar mudanças, mesmo que tênues, em sua prática formação de qualidade, a Secretaria Municipal depedagogia. Educação possibilita a participação de seus integrantesDefendemos, portanto, que a atenção dada aos em encontros, momentos de estudos, palestras,conhecimentos matemáticos nos cursos de formação, seminários, congressos de Educação Matemática etanto inicial como continuada, merece maiores cursos de pós-graduação em Educação Matemática.investimentos no estado atual da formação de Essa equipe oferece bimestralmente encontros comprofessores que ensinam Matemática na escola esses professores no horário de seu planejamento.fundamental. Também acreditamos que é preciso Nesses momentos discutimos conteúdos do 6° ao 9°desenvolver trabalhos de formação que estejam ano, aprimorando metodologias que possibilitem aefetivamente inseridos na realidade da escola, inter-relação entre eles e a importância de retomá-los,desenvolvidos dentro delas, os quais impliquem em sempre que necessário independente do ano,reflexões sobre a prática realizada, pautados em objetivando melhorar o aprendizado dos alunos.estudos, discussões e apoio constante aos Entre 2010 e 2011 foram trabalhados os conteúdos:professores. conjuntos numéricos, suas propriedades e operações; geometria e medidas; resolução de problemas;REFERÊNCIAS tratamento da informação e elementos da álgebra, comGATTI, B. A. Formação de professores para o Ensino recursos didáticos que possibilitem aos professoresFundamental: Instituições formadoras e seuscurrículos. Fundação Carlos Chagas. São Paulo, 2008. aprofundar seus conhecimentos matemáticos eSACRISTÁN, J.G. Consciência e Acção sobre a metodológicos.Prática como Libertação Profissional dos Professores.In: NÓVOA, A. (org.) Profissão Professor. Portugal, A equipe de Matemática também fazPorto Editora, 1995, p.63-92 acompanhamentos regulares nas escolas da REME,SERRAZINA, L. A formação para o ensino daMatemática: perspectivas futuras. Educação observando o trabalho desenvolvido pelos professoresMatemática em Revista. Ano 10, nº. 14, p. 67-73, 2003. e vem verificando que alguns professores têm Boletim Eletrônico da SBEM-MS 9
  10. 10. Continuação da página 9diferenciado suas metodologias, comatividades que despertam em seusalunos o gosto pelo estudo daMatemática. Há ainda, acompanhamento AGENDAaos alunos com altas habilidades comatividades diferenciadas e apoio ALGUNS EVENTOS RELACIONADOSpedagógico ao professor. À EDUCAÇÃO MATEMÁTICA EM 2012Articulamos ainda, com os demais VI Seminário Sul-Mato-Grossense de Pesquisa emsetores da SEMED, para promover a Educação Matemática – SESEMAT.formação continuada de professores que O evento ocorrerá na cidade de Campo Grande,atuam em ações como: projeto Travessia nos dias 8 e 9 de março de 2012.do Jovem Estudante – TRAJE com odesenvolvimento de material didático eformação dos professores; na FormaçãoContinuada dos professores da EJA –Educação de Jovens e Adultos e naassessoria da Formação Continuada dostécnicos e dos professores dos anosiniciais do ensino fundamental. II Fórum de Licenciaturas em Matemática do MS.Oportunamente poderemos relatar com O evento ocorrerá no dia 7 de Abril de 2012mais detalhes as dinâmicas (sábado), na cidade de Ponta Porã.metodológicas de nossos encontros com Equipe Organizadora: César Klayson Soares dos Santos; Claudia Carreira da Rosa; Franciscoos professores de Matemática da Rede Esquivel Filho; Vanilda Alves da Silva e AdrianaMunicipal de Ensino de Campo Grande. Flores de Almeida. Informações: forumlicenmat@gmail.com XI Encontro Sul-Mato-Grossense de Educação Professor: envie relatos Matemática (ESEM). O evento ocorrerá no período de 15 a 17 de agosto de experiências realizadas de 2012 na cidade de Nova Andradina. Evento concomitante: IV Simpósio de Educação em suas aulas para que Matemática de Nova Andradina. Coordenação Geral: Antonio Sales. possamos publicá-los nos V Seminário Internacional de Pesquisa em Educação Matemática – SIPEM. próximos boletins. Tema: Questões Epistemológicas, Teóricas e Práticas da Pesquisa em Educação Matemática. Encaminhe para o email: Coordenação local: Profª. Mônica Mandarino – SBEM-RIO. marcio.silva@ufms.br Coordenação científica: Profª. Rute Borba – SBEM-PE. O evento acontecerá na cidade de Petrópolis – RJ, no período de 28 a 31 de outubro de 2012. Boletim Eletrônico da SBEM-MS 10

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