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O uso indiscriminado das drogas otimizadoras de performance

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Aula sobre o uso indiscriminado de substâncias ergogênicas e otimizadoras de performance, problematizando o dilema da política de caça às bruxas e o código de silêncio resultante

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O uso indiscriminado das drogas otimizadoras de performance

  1. 1. Entre a caça às bruxas e o código do silêncio: a encruzilhada da saúde pública Dra. Marília Coutinho
  2. 2. <ul><li>Uso, mau uso e abuso de substâncias ergogênicas e otimizadoras </li></ul><ul><li>História do uso de substâncias ergogênicas e elementos de uma história de seu mal uso </li></ul><ul><li>Prescrição X Cultura underground </li></ul>
  3. 3. “ ergogênica” = ERGO + GENICA, que produz TRABALHO. “Ergo” deriva da palavra grega ERGON, que significa TRABALHO. <ul><li>Realidade : </li></ul><ul><li>Existem, são produzidas por indústrias nacionais e multinacionais legais e também de forma artesanal, ilegalmente </li></ul><ul><li>Representam um mercado de bilhões de dólares em vendas legais e ilegais no mundo todo </li></ul><ul><li>São comercializadas de inúmeras formas, desde as mais legais e formais (prescrição e farmácia) até o mercado negro stricto sensu </li></ul>Esteróides anabólicos androgênicos Drogas anti-estrogênicas Hormônio do crescimento e drogas peptídicas Termogênicos (queimadores de gordura) Outras drogas otimizadoras de performance
  4. 8. <ul><li>(mundo anabólico) </li></ul>
  5. 10. *Independente de serem esteres de testosterona ou não – ilustrados aqui pela popularidade do uso Classe Principais substâncias Principais fabricantes legais Esteróides anabólicos androgênicos* Nandrolona, Oximetolona, metandrostenolona, boldenona, oxandrolona, cipionato de testosterona, undecanoato de testosterona, enantato de trembolona, stanozolol Sintex (Brasil), Unimed Pharm (USA), Biomax Labs, Bio-Technology General Corp, Searle, Ciba-Geigy, Roussel Uclaf, Organon Drogas anti-estrogênicas Anastrozol, citrato de clomifeno, citrato de tamoxifeno Merck, Medley, Sandoz, Eurofarma , Aventis Hormônio do crescimento e drogas peptídicas GHRP-6, HGH, IGF1, IGF-BP3 complex, insulina, MGF (mechano growth factor), PGF2A Genentech, Eli Lilly Termogênicos (queimadores de gordura) Albuterol, cafeina, clenbuterol, liotironina, DNP, efedrina, T3 , T4 Glenmark, Pharmascience, Glaxosmithkline, Outras drogas otimizadoras de performance Isotretinoin, dutasteride, tadalifil, selegiline, EPO, vardenafil, sildenafil Pfizer, Eli Lilly
  6. 11. Performance: Força Velocidade Resistência Recuperação Potência Foco stamina Composição corporal: Volume muscular Massa muscular Densidade muscular Definição muscular Percentual de gordura ?? Densidade óssea?? ?? Humor ??
  7. 12. <ul><ul><li>1849 - Os pássaros perderam várias de suas características masculinas, incluindo as funções sexuais. Nestes experimento foi determinado que os testículos tinham um efeito sistêmico no organismo todo. O que quer que fosse, era secretado no sangue dos animais. </li></ul></ul><ul><ul><li>1886 Arthur Linton, umciclista de 24 anos, morre durante uma corrida de Bordeaux para Paris; afirmou-se, na época, que a morte foi devida a febre tifoide, mas acredita-se que ele tomou trimetil, um estimulante. </li></ul></ul><ul><ul><li>1889 Charles-Édouard Brown-Séquard , 72, um médico francês, extrai fluido testicular de cães e porquinhos da Índia e injeta-o em si mesmo. Anuncia seus resultados numa reunião científica em Paris, reportando uma sensação de energia renovada e rejuvenecimento. </li></ul></ul><ul><li>1929 - Outro experimento foi conduzido produzindo um extrato de potente atividade de testículo de touro. </li></ul><ul><li>1935/6 - O cientista Ruzicka sintetizou testosterona a partir de colesterol. Outros dois cientistas conduziram experimento semelhante bem sucedido: Butenandt e Hanisch. O primeiro composto sintético foi criado e utilizado num experimento demonstrando que a excreção de nitrogênio em um cão castrado podia ser aumentada suplementando-o com testosterona e assim aumentando seu peso corporal. </li></ul><ul><li>1935 Cienstistas alemães liderados pelo químico Adolf Butenandt desenvolvem esteróides anabólicos como forma de tratar hipogonadismo. Butenandt ganharia mais tarde o Prêmio Nobel por suas descobertas com hormônios sexuais. </li></ul>
  8. 13. 1940-45 De acordo com relatos anedóticos, os Nazistas testaram esteróides anabólicos em prisioneiros, soldados da Gestapo e no próprio Hitler. A testosterona e seus análogos foram utilizados por soldados alemães para promover agressividade e força física. Retrospectivamente, de acordo com seu médico, o estado mental de Hitler perto do fim de sua vida mostra características consistentes com uso pesado de esteróides: manida, estados paranóicos, comportamento excessivamente agressivo e violento, depressão. 1945-47 Esteróides anabólicos são usados para reverter os efeitos consumptivos da guerra e aprisionamento em campos de concentração. 1950 As primeiras drogas otimizadoras de performance, as anfetaminas, usadas amplamente por soldados na Segunda Guerra mundial, chegaram aos esporte no início dos anos 1950s. Estas drogas, apelidadas la bomba pelos ciclistas italianos, e atoom pelos ciclistas Holandeses, minimizavam as sensações desconfortáveis da fadiga durante o exercício. 1954 Assim que a União Soviética começa a dominar o esporte mundial, o médico da equipe de levantamento olímpico revela ao colega americano que foram utilizadas injeções de testosterona nos levantadores russos. O médico americano John Ziegler começa a trabalhar na síntese de um composto que beneficiasse as capacidades de construção muscular, sem os efeitos colaterais indesejados da testosterona, como o aumento da próstata. 1958 O composto inventado por Ziegler – a metandrostenolona – é produzido pela Cipa Pharmaceuticals sob o nome de Dianabol. 1960 A Sports Illustrated publica Our Drug-Happy Athletes por George Walsh, expondo o uso de anfetaminas (“pep pills”), tranquilizantes, cocaina e outras drogas no esporte de elite. O ciclista holandês, Knut Jensen, morre dia 26 de agosto de 1960 durante as Olimpíadas de Roma, na corrida por equipes de 100km. Seu colapso, no qual fraturou o crâncio, é inicialmente atribuida às altas temperaturas. Sua autópsia, no entanto, revela traços de uma anfetamina chamada Ronicol. Jensen é o segundo atleta a morrer durante uma competição Olímpica.
  9. 14. 1969 A Sports Illustrated produz uma investigação sobre drogas otimizadoras de performance no esporte. Fontes predizem que o uso de tais substâncias eventualmente explodirá numa epidemia. 1973 Mulheres da Alemanha oriental levam 10 das 14 medalhas nas competições inaugurais em natação, em Belgrado. 1975 O Comitê OlímpicoInternacional acrescenta os esteróides anabólicos à lista de substâncias banidas. 1976 As nadadoras da Alemanha Oriental ganham 11 das 13 medalhas de ouro individuais, batem 8 recordes mundiais, nas Olimpíadas de Montreal, as primeiras a ter testes anti-doping. 1983 O corpo dirigente dos Jogos Panamericano de Caracas caça três medalhas de ouro do levantador de peso Jeff Michels e três outros levantadores de peso Latino Americanos, quanto testam positivo para esteróides anabólicos. Treze membros do atletismo americano abandonam os Jogos. Vinte e três medalhas, 11 de ouro, são caçadas. 1988 A rivalidade pública entre os fundistas Carl Lewis e Ben Johnson culmina quando Johnson estabelece o recorde de 9,79 segundos nos 100 metros rasos nas Olimpíadas de Seoul. O recorde é caçado, bem como sua medalha, depois que a substância stanazolol é detectada em sua urina. 1991 Vinte antigos técnicos da Alemanha Oriental admitem ter administrado esteróides anabólicos a alguns de seus nadadores. 1990 O Ato de Controle de Esteróides Anabólicos e introduzido pelo Congresso Norte-americano. Este Ato classifica os esteróides como substâncias controladas nível III, para as quais o tráfico é um crime, e não uma contravenção.
  10. 15. 1992 O jogador da NFL Lyle Alzado morre de câncer no cérebro dia 14 de maio, aos 43 anos. O jogador acredita que sua doença foi resultado de mais de duas décadas de uso de esteróides e HGH. Não há evidência científica para esta afirmação. 1998 Suspeitas quanto à rápida ascenção de Michelle Smith se agravam quando a nadadora irlandesa, que ganhou três medalhas de bronze em Atlanta (1996), deixa de comparecer a vários testes anti-doping. Smith, que ascendeu no esporte depois de começar a treinar com seu marido, um arremessador de disco suspenso por faltar num teste, tentou diluir sua amostra de urina com whiskey durante um exame surpresa em sua residência. A nadadora foi suspensa por 4 anos. 1998 Ocorre o grande escândalo da Tour de France quando o time de Festina é expulso depoisque o diretor da equipe Bruno Roussel admite que supervisionou o suprimento de drogas otimizadoras de performance. Várias substâncias, incluindo a eritropoietina (EPO), uma substância que aumenta a capacidade de oxigenação do sangue, são descobertas no carro do massagista da equipe. Outras 6 das 21 equipes abandonam voluntariamente o evento, citando táticas policiais injustas e mau trato dos participantes. Durante as três semanas, o número inicial de 189 ciclistas é reduzido a menos de 100. Richard Virenque, um atleta da equipe Festina que confessou o uso de substâncias banidas, é suspenso de competições internacionais por nove meses. 1999 . A World Anti-Doping Agency (WADA – Agência Mundial Anti-doping), uma agência independente, é formada através do COI.
  11. 16. 2000 Os testes de urina são melhorados para detectar EPO, mas o doping de transfusão – injetar-se com as próprias células do sangue – permanece indetectável. Riscos potenciais de doping de transfusão incluem coágulos, AVCs e tromboses. 2002 Ken Caminiti, que aposentou-se do baseball depois da estação competitiva de 2001, admite que usou esteróides quando venceu o premio MVP da Liga Nacional de 1996, dizendo “Fiz uma tonelada de erros. Não acho que usar esteróides foi um deles.” Ele estima que pelo menos metade de seus colegas das grandes ligas usam regularmente esteróides. 2003 Uma pessoa identificando-se apenas como um técnico de atletismo “conhecido” denuncia a Bay Area Laboratory Co-Operative (BALCO) e seu fundador, Victor Conte, como fabricante e distribuidor de esteróides não detectáveis sendo utilizados por vários atletas. Mais de 30 atletas de elite são finalmente chamados a testemunhar diante do grande juri em São Francisco. Entre os chamados, está a campeã de atletismo Marion Jones e vários jogadores das grandes ligas como Barry Bonds , Jason Giambi e Gary Sheffield . 2004 Caminiti morre de infarto aos 41 anos dia 10 de Outubro. 2004 Baseado em processos e documentos da polícia da Alemanha Oriental, o New York Times estima que de 500 a 2000 dos 10.000 atletas alemães envolvidos no programa de doping do país estão sofrendo sérios problemas de saúde, incluindo tumores do fígado, doenças cardíacas, câncer testicular e mamário, infertilidade, depressão, desordens alimentares, abortos e defeitos de nascimento.
  12. 17. 2005 O livro de Jose Canseco , Juiced: Wild Times, Rampant 'Roids, Smash Hits, & How Baseball Got Big é publicado com grande publicidade. Nele, o jogador aposentado fala de seu próprio uso de esteróides começando aos 20 anos e alega que outros jogadores como Mark McGwire e Sammy Sosa também usavam. 2005 O jogador aposentado da NFL Bill Romanowski admite usar esteróides obtidos através de Conte. 2006 O livro Game of Shadows por Lance Williams e Mark Fainaru-Wada é publicado em março. O livro fala das investigações da BALCO, denunciando Bonds enquanto este tenta caçar o recorde de home run de Hank Aaron. 2006 Atletas da antiga Alemanha Oriental ganham compensação monetária em Dezembro pelos danos de saúde resultantes dos experimentos de doping dos anos 1970s e 80s. Cada um dos 167 atletas recebeu US$12.210 e concordou não prosseguir com o processo. O dinheiro veio da União Alemã dos Esportes Olímpicos, do governo federal, e da empresa Jenapharm, que produziu as drogas. 2007 O lutador Chris Benoit, sua esposa Nancy e seu filho de sete anos Daniel, são encontrados mortos em Fayetteville, GA, dia 25 de junho. A polícia considera o caso como assassinato-suicídio. Exames mostram uma quantidade 10 vezes maior de testosterona no corpo de Benoit. 2006 Dia 23 de Julho, Floyd Landis vence a Tour de France. Landes sobe oito lugares nos três dias finais da corrida. O diretor Jean-Marie Leblanc considera essa a melhor performance a história da corrida.
  13. 18. <ul><li>2006 Dia 27 de julho, a equipe de Landis Phonak confirma que ele testou positivo para altas doses de testosterona. Landis diz que ganhou de forma justa. </li></ul><ul><li>2007 Bonds quebra a marca de Aaron dia 7 de agosto quando faz sua 756a home run. Afirma não ter usado substância alguma. </li></ul><ul><li>2007 Dia 12 de dezembro, o IOC caça as cinco medalhas de Jones (três de ouro, duas de bronze) que ela ganhou em Sydney. Em outubro, Jones admitiu ter usado a “designer drug” da BALCO, chamada “the Clear” de 2001 a 2002. </li></ul><ul><li>Dia 13 de dezembro é divulgado o relatório de Mitchell sobre uso de esteróides no baseball. </li></ul><ul><li>Compiled by Rebecca Shore, SI.com </li></ul><ul><li>http://sportsillustrated.cnn.com/2008/magazine/03/11/steroid.timeline/index.html </li></ul>
  14. 19. <ul><li>As substâncias utilizadas como drogas otimizadoras de performance surgiram, inicialmente, para outros usos. O oximetolona (hemogenin), por exemplo, foi inicialmente disponibilizada no mercado para anemia, HGH para deficiências pituitárias, oxandrolona é indicado para situações de necessidade de ganho de peso rápido, como casos pós-traumáticos ou recuperações de doenças consumptivas, a insulina é administrada para diabéticos e o tamoxifeno para portadoras de câncer de mama. </li></ul><ul><li>Boa parte dos esteróides androgênicos pode ser utilizada com benefícios para situações de hipogonadismo ou reposição hormonal androgênica </li></ul><ul><li>Existe pesquisa recente utilizando esteróides anabolizantes em doenças consumptivas, inclusive AIDS, em depressão pós-menopausa e andropausa e outros usos clínicos. </li></ul><ul><li>Um uso polêmico e legal dos esteróides androgênicos é para os indivíduos que desejam trocar de sexo ou viver uma condição transgenérica. </li></ul>
  15. 20. <ul><li>O estudo australiano (Peters et al 1990) identificou 4 usos que não se encaixam nas situações clínicas descritas: </li></ul><ul><li>1. esportivo </li></ul><ul><li>2. estético </li></ul><ul><li>3. ocupacional </li></ul><ul><li>4. “adolescente” </li></ul><ul><li>Estes quatro usos, associados a diferentes tipos de usuários, cultura de uso e até mesmo organização do comércio e distribuição, formatam a Cultura Underground da venda e utilização de substâncias otimizadoras. </li></ul><ul><li>Existe uma categoria de uso estético e esportivo que não compõe a Cultura Underground e não é objeto desta aula: trata-se da utilização de substâncias otimizadoras em atletas e indivíduos em busca de otimização de composição corporal com intenso acompanhamento médico, nutricional e profissional de modo geral, como é o caso de alguns atores, socialites e atletas profissionais que vieram a público admitindo este uso. Do ponto de vista da saúde pública (epidemiológico), é rigorosamente irrelevante. </li></ul>
  16. 21. <ul><li>dificuldades metodológicas nos estudos </li></ul><ul><li>os dados existentes e estimativas </li></ul><ul><li>Falta de capacitação dos pesquisadores: é visível, no texto de introdução, que os autores dos trabalhos (principalmente no Brasil e Estados Unidos) têm rejeição aos usuários, não conhecem a cultura das salas de treino e, consequentemente, criam ferramentas de pesquisa insatisfatórias . Afirmações de que o uso dos anabolizantes é uma emulação dos fisiculturistas são gratuitas e, se citadas, citam fontes onde não houve pesquisa que corrobore tal afirmação </li></ul>
  17. 22. <ul><li>Treinamento dos entrevistadores </li></ul><ul><li>Taxa de não-adesão </li></ul><ul><li>Taxa de respostas falsas </li></ul><ul><li>A maior parte das pesquisas tem mais de 10 anos, sendo que os dados recentes são parciais, pontuais e pouco informativos </li></ul><ul><li>Muitas das pesquisas metodologicamente mais cuidadosas foram feitas na população de “collegiate athletes” (atletas-estudantes, estudantes que obtém bolsa de estudo pela prática de um esporte) </li></ul>
  18. 23. Lin, G.C. & Erinoff, L. eds. Anabolic Steroid Abuse. Research Monograph. Research Monograph 102. 1990. U.S. DEPARTMENT OF HEALTH AND HUMAN SERVICES. Public Health Service. Alcohol, Drug Abuse, and Mental Health Administration. National institute on Drug Abuse
  19. 24. National Drug Intelligence Center National Drug Threat Assessment 2005 February 2005 http://www.justice.gov/ndic/pubs11/12620/steroids.htm
  20. 25. National Drug Intelligence Center National Drug Threat Assessment 2005 February 2005 http://www.justice.gov/ndic/pubs11/12620/steroids.htm
  21. 26. National Drug Intelligence Center National Drug Threat Assessment 2005 February 2005 http://www.justice.gov/ndic/pubs11/12620/steroids.htm
  22. 27. Anabolic Steroid Abuse – Research Report - NIH Publication Number 00-3721. Printed 1991, Reprinted 1994, 1996. Revised April 2000 2008 Monitoring the Future survey, funded by the National Institute on Drug Abuse, National Institutes of Health, Department of Health and Human Services, and conducted by the University of Michigan’s Institute for Social Research.
  23. 28. <ul><li>- adolescentes </li></ul><ul><li>- “estetas” </li></ul><ul><li>- uso “ocupacional” </li></ul><ul><li>- atletas (representam menos de 6% dos usuários) </li></ul><ul><li>Richard Peters, Jan Copeland, Paul Dillon & Andrea Beel. Patterns and Correlates of Anabolic-Androgenic Steroid Use. National Drug and Alcohol Research Centre. Technical Report number 48. ISBN 0 947229 78 7. © NDARC 1997. Funded by the New South Wales Department of Health </li></ul>
  24. 29. <ul><li>Público de renda mais alta ($30.000/ano) e alta consciência de saúde </li></ul><ul><li>Expressaram o desejo de ter uma comunicação mais aberta com profissionais da área da saúde para obter informação fidedigna </li></ul><ul><li>Nos anos 1980s , a política de combate aos AAS incluiu negar publicamente seu efeito ergogênico. Segundo o estudo, essa estratégia foi negativa, afastando os usuários e potenciais usuários dos agendes de saúde, uma vez que a afirmação é falsa. </li></ul><ul><li>Foi apenas em 1984 que o American College of Sports Medicine reviu sua posição e concedeu que os AAS conferem efeitos ergogênicos, mas então era tarde demais e toda uma estrutura institucional paralela de produção, distribuição e comercialização de AAS havia se desenvolvido na informalidade. </li></ul><ul><li>Em 1995, o censo australiano mostrou que 0,2% da população já havia utilizado AAS (o dobro do número em 1993), correspondendo a um número de 28.800 pessoas. </li></ul><ul><li>Inúmeros autores acreditam que os atletas representam o menor contingente de usuários de AAS. Os três grupos motivacionais mais importantes seriam os de “imagem corporal”, uso “ocupacional” e adolescentes. </li></ul>
  25. 30. <ul><li>Observou-se um baixo índice de co-ocorrência de uso de substâncias recreacionais como álcool, cigarro, maconha e outros </li></ul><ul><li>Quando esta superposição ocorre, é principalmente entre os adolescentes </li></ul><ul><li>Com as sanções legais impostas à produção e comercialização legal dos AAS, surgiu um mercado negro descrito no estudo como de “bioquímicos e endocrinologistas amadores (não-qualificados)”. A localização física destas redes são as academias/ salas de musculação. Junto com as redes física e digital, um código de silêncio que dificulta qualquer pesquisa. </li></ul><ul><li>Um importante resultado do estudo, que pode ter aplicabilidade geral, é que o padrão de uso, escolha de substâncias, características do mercado, entre outras, difere muito entre os diversos grupos de usuário e suas sub-culturas. </li></ul><ul><li>O que existe de comum a todos eles é: </li></ul><ul><ul><li>A administração em CICLOS </li></ul></ul><ul><ul><li>O “stacking” (uso concorrente de vários esteróides e também outras substâncias) </li></ul></ul><ul><ul><li>A administração de doses </li></ul></ul>
  26. 31. <ul><li>O maior grupo de usuários de AAS no estudo australiano é o chamado por alguns estudiosos de “estetas”: usuários que empregam as substâncias para otimizar a imagem corporal. Entre eles estão o que é chamado no estudo de “fisiculturistas recreacionais” (pessoas que treinam como se fossem fisiculturistas, mas não são atletas e tampouco competem), modelos, atores e aspirantes a atores e homens gays. </li></ul>
  27. 32. <ul><li>Grupo constituido de pessoas que utiliza AAS com a finalidade de otimizar o “desempenho ocupacional”. Entre eles estão seguranças, trabalhadores da construção civil, policiais, bombeiros, soldados e membros de gangues de rua. </li></ul>
  28. 33. <ul><li>Os adolescentes são o grupo mais preocupante e utilizam AAS no contexto da construção de sua identidade masculina, tendo como exemplos os atores de maior muscularidade e atletas de elite (pessoas de vida glamurosa). </li></ul>
  29. 35. O estudo australiano não evidenciou a presença de critérios de dependência psicológica, conforme descritos no DSM-IV, e as entrevistas mostraram uma taxa de satisfação com a própria imagem semelhante a do grupo controle
  30. 42. <ul><li>Estudos em países diferentes demonstram perfis diferentes </li></ul><ul><li>Na Australia, o estudo etnográfico mostrou uma população de usuários bastante consciente e de nível educacional mais alto, predominantemente motivada por razões estéticas e preocupada com questões de saúde </li></ul><ul><li>Os dados americanos são discrepantes, apontam para uma população cada vez mais jovem e inconsciente quanto aos riscos </li></ul><ul><li>As pesquisas no Brasil são praticamente inexistentes </li></ul>
  31. 43. Lucas, A.C.S. et al. Uso de psicotrópicos entre universitários da área da saúde da Universidade Federal do Amazonas, Brasil. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 22(3):663-671, mar, 2006
  32. 44. Mota, T. Nunes, L.G. Prevalência do uso ilícito de esteróides anabolizantes em homens treinados fisicamente (Predominancia del consumo ilícito de esteroides anabólicos en hombres físicamente entrenados ) http://www.efdeportes.com/ Revista Digital - Buenos Aires - Año 14 - Nº 138 - Noviembre de 2009
  33. 45. Mota, T. Nunes, L.G. Prevalência do uso ilícito de esteróides anabolizantes em homens treinados fisicamente (Predominancia del consumo ilícito de esteroides anabólicos en hombres físicamente entrenados ) http://www.efdeportes.com/ Revista Digital - Buenos Aires - Año 14 - Nº 138 - Noviembre de 2009
  34. 46. Mota, T. Nunes, L.G. Prevalência do uso ilícito de esteróides anabolizantes em homens treinados fisicamente (Predominancia del consumo ilícito de esteroides anabólicos en hombres físicamente entrenados ) http://www.efdeportes.com/ Revista Digital - Buenos Aires - Año 14 - Nº 138 - Noviembre de 2009
  35. 47. Mota, T. Nunes, L.G. Prevalência do uso ilícito de esteróides anabolizantes em homens treinados fisicamente (Predominancia del consumo ilícito de esteroides anabólicos en hombres físicamente entrenados ) http://www.efdeportes.com/ Revista Digital - Buenos Aires - Año 14 - Nº 138 - Noviembre de 2009
  36. 48. GALDUROZ, José Carlos F.; NOTO, Ana Regina; NAPPO, Solange A.  and  CARLINI, E.A.. Uso de drogas psicotrópicas no Brasil : pesquisa domiciliar envolvendo as 107 maiores cidades do país - 2001 . Rev. Latino-Am. Enfermagem [online]. 2005, vol.13, n.spe, pp. 888-895. ISSN 0104-1169.  doi: 10.1590/S0104-11692005000700017
  37. 49. SILVA, Luciana Silvia Maria Franco  and  MOREAU, Regina Lúcia de Moraes. Uso de esteróides anabólicos androgênicos por praticantes de musculação de grandes academias da cidade de São Paulo . Rev. Bras. Cienc. Farm. [online]. 2003, vol.39, n.3, pp. 327-333. ISSN 1516-9332.
  38. 50. SILVA, Luciana Silvia Maria Franco  and  MOREAU, Regina Lúcia de Moraes. Uso de esteróides anabólicos androgênicos por praticantes de musculação de grandes academias da cidade de São Paulo . Rev. Bras. Cienc. Farm. [online]. 2003, vol.39, n.3, pp. 327-333. ISSN 1516-9332.
  39. 51. Faixa etária O início do uso de esteróides é observado na população abaixo de 20 anos (5%); este uso aumenta para 18% na faixa etária de 20 a 24 anos, atingindo a maior incidência na faixa de 25 a 29 anos (46%). Após esta idade, o uso tende a declinar (13%, tanto para a faixa de 30 a 34 anos, como na de 35 a 39 anos e 5% para acima de 40 anos). Motivações para prática de musculação e uso de esteróides O principal fator que induziu usuários e ex-usuários de esteróides a praticarem musculação foi a possibilidade de melhora na estética corporal (82%), seguido da manutenção da saúde (41%). Não usuários de EAA declararam ter essas mesmas motivações distribuídas entre 69 e 67%, respectivamente. A principal motivação para o uso de esteróides também foi a melhoria da aparência, com a mesma incidência de 82%. OBSERVAÇÃO MINHA: não se trata de ATLETAS – apenas praticantes recreacionais de musculação em academias SILVA, Luciana Silvia Maria Franco  and  MOREAU, Regina Lúcia de Moraes. Uso de esteróides anabólicos androgênicos por praticantes de musculação de grandes academias da cidade de São Paulo . Rev. Bras. Cienc. Farm. [online]. 2003, vol.39, n.3, pp. 327-333. ISSN 1516-9332.
  40. 52. Silva, P.R.P. et al. Prevalência do Uso de Agentes Anabólicos em Praticantes de Musculação de Porto Alegre. Arq Bras Endocrinol Metab 2007;51/1:104-110)
  41. 53. Silva, P.R.P. et al. Prevalência do Uso de Agentes Anabólicos em Praticantes de Musculação de Porto Alegre. Arq Bras Endocrinol Metab 2007;51/1:104-110)
  42. 54. Silva, P.R.P. et al. Prevalência do Uso de Agentes Anabólicos em Praticantes de Musculação de Porto Alegre. Arq Bras Endocrinol Metab 2007;51/1:104-110)
  43. 55. <ul><li>Idade predominante dos usuários de 18 a 25 </li></ul><ul><li>Quase todos motivados por razões estéticas </li></ul><ul><li>Segundo o entrevistado, 90% usam esteróide para “tapear” um treino e dieta mal feitos </li></ul><ul><li>Maioria com 1 a 2 anos de treino, com pouca orientação </li></ul><ul><li>Utilizam predominantemente esteróides preparados em laboratórios clandestinos artesanais </li></ul><ul><li>A preferência pelas substâncias preparadas desta forma sobre os produtos industrializados veterinários está relacionada à pouca confiabilidade dos últimos, freqüentemente não estéreis </li></ul><ul><li>Nos laboratórios clandestinos, os produtos são preparados com sais obtidos da China, de alta contaminação e nenhum controle de qualidade. Existem contatos internacionais que viabilizam esta “importação” </li></ul>
  44. 56. <ul><li>- estética (muscularidade) </li></ul><ul><li>- estética (baixa gordura corporal) </li></ul><ul><li>- ocupacional </li></ul><ul><li>- virilidade e rituais de iniciação </li></ul>
  45. 57. <ul><li>Aumento da atratividade sexual </li></ul><ul><li>Aceitação social </li></ul><ul><li>Admiração </li></ul><ul><li>Oportunidades </li></ul><ul><li>Principal motivação do uso de substâncias ergogênicas em homens </li></ul>
  46. 58. <ul><li>“ Definição” </li></ul><ul><li>Principal motivador para o uso de substâncias ergogênicas em mulheres </li></ul><ul><li>Motivo principal do abuso de termogênicos e estimulantes </li></ul>
  47. 59. <ul><li>Acreditam que sua sobrevivência depende do uso dos AAS </li></ul><ul><li>Policiais, bombeiros, soldados, etc. </li></ul><ul><li>Lembrar que um dos primeiros empregos dos AAS podem ter sido nos exércitos envolvidos na Segunda Guerra Mundial </li></ul>
  48. 60. <ul><li>Elemento relevante no início do uso em adolescentes </li></ul><ul><li>Pode ser a busca de um físico com aparência mais “madura” (menos infantil) </li></ul><ul><li>Pode representar um rito de transgressão, como fumar ou se embriagar </li></ul>
  49. 61. <ul><li>- o que está sendo demonizado? </li></ul><ul><li>- o dilema do combate: a caça às bruxas e o código do silêncio </li></ul><ul><li>- a natureza da decisão informada: quanta informação, que tipo e onde </li></ul>
  50. 62. <ul><li>The Demonization of Anabolic Steroids, Part 1 </li></ul><ul><li>What Makes These Hormones So Evil? </li></ul><ul><li>http://www.mesomorphosis.com/articles/williams/demonization-of-anabolic-steroids-01.htm </li></ul><ul><li>Nestes artigos de John Williams, o autor argumenta que a reação institucional contra o uso de esteróides é desproporcional aos danos à saúde causados por estas substâncias. Haveria, então, algo mais profundo e simbólico na rejeição da muscularidade e força em si. Outros autores reforçam esta tese alegando que já existe um “muscle profiling” na justiça americana, onde a muscularidade passa a ser evidência “by proxy” de um crime. </li></ul><ul><li>“ Culpado, até prova em contrário?” </li></ul>
  51. 63. <ul><li>Tem sido apontado por diversos especialistas que as políticas de combate ao uso indiscriminado de substâncias ergogênicas se transformou numa caça às bruxas </li></ul><ul><li>A discussão é semelhante àquela levantada pelos autores que questionam a demonização dos esteróides, da força muscular e da própria muscularidade. </li></ul><ul><li>Combater porque faz mal X Combater porque É O MAL </li></ul><ul><li>Esta atitude tira a base racional da política e afasta quem tem autoridade de quem é vítima de uma situação perniciosa </li></ul><ul><li>Polícia, médicos, família e escola partilham a atitude, fazendo com que o jovem usuário não tenha com quem discutir </li></ul><ul><li>Instala-se o código do silêncio , o pior inimigo de qualquer política eficiente de saúde pública </li></ul>
  52. 64. <ul><li>Estudos sobre tomada de decisão individual e pública mostram que a qualidade da decisão está relacionada à informação disponível sobre o que deve ser decidido. </li></ul><ul><li>Fatores decisivos: </li></ul><ul><ul><li>Qualidade da informação (neutralidade, isenção, e necessidade) </li></ul></ul><ul><ul><li>Quantidade da informação (suficiente) </li></ul></ul><ul><ul><li>Oportunidade (onde, quando e como a informação é disponibilizada ao usuário/consumidor de informação) </li></ul></ul><ul><ul><li>Credibilidade (autoridade da fonte) </li></ul></ul>
  53. 65. <ul><li>É necessário re-educar os profissionais da área da saúde para lidar com o problema com base sólida e isenção </li></ul><ul><li>Combater os preconceitos, especialmente contra os esportes </li></ul><ul><li>Disponibilizar informação onde a potencial vítima possa encontrar e consumir: internet, revistas, aulas, workshops, cartazes, etc </li></ul><ul><li>Tornar cada aluno um multiplicador de uma atitude responsável, isenta e generosa </li></ul>
  54. 66. <ul><li>National Drug Intelligence Center National Drug Threat Assessment 2005 February 2005 http://www.justice.gov/ndic/pubs11/12620/steroids.htm </li></ul><ul><li>SILVA, Luciana Silvia Maria Franco  and  MOREAU, Regina Lúcia de Moraes. Uso de esteróides anabólicos androgênicos por praticantes de musculação de grandes academias da cidade de São Paulo. Rev. Bras. Cienc. Farm. [online]. 2003, vol.39, n.3, pp. 327-333. ISSN 1516-9332. </li></ul><ul><li>GALDUROZ, José Carlos F.; NOTO, Ana Regina; NAPPO, Solange A.  and  CARLINI, E.A.. Uso de drogas psicotrópicas no Brasil: pesquisa domiciliar envolvendo as 107 maiores cidades do país - 2001. Rev. Latino-Am. Enfermagem [online]. 2005, vol.13, n.spe, pp. 888-895. ISSN 0104-1169.  doi: 10.1590/S0104-11692005000700017 </li></ul><ul><li>Mota, T. Nunes, L.G. Prevalência do uso ilícito de esteróides anabolizantes em homens treinados fisicamente (Predominancia del consumo ilícito de esteroides anabólicos en hombres físicamente entrenados ) http://www.efdeportes.com/ Revista Digital - Buenos Aires - Año 14 - Nº 138 - Noviembre de 2009 </li></ul><ul><li>Lucas, A.C.S. et al. Uso de psicotrópicos entre universitários da área da saúde da Universidade Federal do Amazonas, Brasil. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 22(3):663-671, mar, 2006 </li></ul><ul><li>Peters, R. et al. Patterns and Correlates of Anabolic-Androgenic Steroid Use National Drug and Alcohol Research Centre Technical Report number 48 ISBN 0 947229 78 7 © NDARC 1997 Funded by the New South Wales Department of Health </li></ul>
  55. 67. <ul><li>Lin, G.C. & Erinoff, L. eds. Anabolic Steroid Abuse. Research Monograph. Research Monograph 102. 1990. U.S. DEPARTMENT OF HEALTH AND HUMAN SERVICES. Public Health Service. Alcohol, Drug Abuse, and Mental Health Administration. National institute on Drug Abuse </li></ul><ul><li>Anabolic Steroid Abuse – Research Report - NIH Publication Number 00-3721. Printed 1991, Reprinted 1994, 1996. Revised April 2000 </li></ul><ul><li>2008 Monitoring the Future survey, funded by the National Institute on Drug Abuse, National Institutes of Health, Department of Health and Human Services, and conducted by the University of Michigan’s Institute for Social Research. </li></ul><ul><li>Silva, P.R.P. et al. Prevalência do Uso de Agentes Anabólicos em Praticantes de Musculação de Porto Alegre. Arq Bras Endocrinol Metab 2007;51/1:104-110) </li></ul><ul><li>http://www.isteroids.com/Anabolic_Steroids.html </li></ul><ul><li>http://www.steroid.com/ </li></ul><ul><li>http://www.mesomorphosis.com/steroid-profiles/index.htm </li></ul><ul><li>http://en.wikipedia.org/wiki/Anabolic_steroid </li></ul><ul><li>http://en.wikipedia.org/wiki/Ergogenic_use_of_anabolic_steroids </li></ul><ul><li>http://www.lycos.com/info/steroids.html </li></ul>
  56. 69. oximetolona Hemogenin, o famoso “tic tac”, popularizado por sua fácil disponibilidade no Brasil.
  57. 70. Nandrolona, a famosa “deca”
  58. 71. Metandrostenolona, o dianabol – primeiro esteróide anabólico sintetizado
  59. 72. Stanozolol – a droga com maior taxa de falsificação no mercado.
  60. 73. Hormônio do crescimento humano.
  61. 74. Droga simpatomimética, com efeito estimulante do SNC, hipertensiva e por esse motivo representa risco cardíaco aos usuários. Amplamente utilizada como queimador de gordura.
  62. 75. O DNP foi responsável por centenas de mortes e, mesmo banido pela FDA e outros organismos reguladores, continua sendo utilizado como um queimador de gordura. É um desacoplador de fosforilação oxidativa, portanto, um veneno. 2,4-Dinitrophenol IUPAC name [hide] 2,4-dinitrophenol Other names[hide] Solfo Black Identifiers CAS number 51-28-5   Y PubChem 1493 ChemSpider 1448 UN number 0076 , 1320 SMILES   [show] O=[N+]([O-])c1cc(ccc1O)[N+]([O-])=O InChI   [show] 1/C6H4N2O5/c9-6-2-1-4(7(10)11)3-5(6)8(12)13/h1-3,9H InChI key UFBJCMHMOXMLKC-UHFFFAOYAV Properties Molecular formula C 6 H 4 N 2 O 5 Molar mass 184.106 Density 1.683 g/cm³ Melting point 108 °C, 381 K, 226 °F Boiling point 113 °C, 386 K, 235 °F Acidity (p K a ) 4.114

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