Navegar...navegar até ao brasil

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Navegar...navegar até ao brasil

  1. 1. Tema: “Ao cheiro desta canela” Realizado por: Eduarda Correia Pinto nº8 8ºA Mariana Ribeiro Monteiro nº21 8ºA Professora: Mª Luz Sampaio
  2. 2. 2 Navegar, navegar…até ao Brasil 9 De Março de 1500, este dia era diferente de todos os outros, todos se reuniam no porto de Lisboa para a despedida dos marinheiros com a sua família. Olhares tristes, rostos desanimados, olhares sentidos, abraços comovidos toda esta tristeza fazia parte deste cenário amargo. As famílias consolavam-se entre si. E no momento da verdadeira despedida em que os 1500 marinheiros em 13 caravelas se dirigiam para o seu barco levando na sua memoria as recordações de vidas felizes ou tristes com as suas famílias. Todo o porto se enchia de panos brancos que os familiares abanavam para a despedida de um dos membros da família, sem saberem se seria a ultima vez que iram ver aquele rosto.As caravelas iam desaparecendo ao longo do horizonte. Dentro das caravelas a agitação e a emoção eram constantes. Porém, só cada um sabia a angústia que sentia. Ao longo da viagem esse sentimento, que nunca esquecido, ia diminuindo e os marinheiros começavam a preocupar-se com as tempestades, a falta de higiene e a fome. Todos os marinheiros tinham uma função, uns faziam limpezas, outros faziam a carga e a descarga de mercadorias, ainda havia os marinheiros que ficavam no lemo e outros que estavam de serviço em piloto da caravela. Pedro Alvares Cabral, principal comandante de toda esta tripulação era ajudado nas mais difíceis decisões pelos seus conselheiros. - Pedro, o que pensas fazer quando chegares aquele tenebroso mar?– Interrogou um conselheiro receoso. - Não te agites. Isso não passa de simples histórias do povo. – Esclareceu Pedro. Este era um homem destemido, leal e pronto para novas aventuras. Fora mandado pelo Infante D. Manuel I, em segredo, descobrir uma nova terra dando a ideia que iam encontrar o caminho para a India. Ao longo do tempo iam morrendo marinheiros devido ás condições de higiene, não tomavam banho pois a água era utilizada apenas para beber e cozinhar ,as suas necessidades eram feitas ao ar livre. Também morriam devido á sua alimentação que era muito escassa e os alimentos eram controlados de modo a não ficarem sem comida com isto os marinheiros ganhavam doenças como o escorbuto que provoca inchaços nas gengivas impedindo os marinheiros de se alimentarem. Quando a navegação era fácil e estava tudo calmo os navegadores pescavam, divertiam-se simulando touradas, procissões, teatros e jogavam jogos de tabuleiro, que na maioria das vezes eram proibidos pois acabavam em zangas ou em pancadaria. Num dia chuvoso Pedro Alvares Cabral reuniu-se com alguns marinheiros para discutir a situação económica e o balanço desta viagem.
  3. 3. 3 Fora uma discussão calma até que inesperadamente se ouviu um forte trovão que arrastou consigo um vento feroz e assustador que fez com que toda a tripulação sobressalta-se. Ouvia-se gritos que atravessavam a caravela. Esta abanava de um lado para o outro e as fortes ondas arrastavam a águasalgada para dentro da caravela. Até o próprio mar tinha medo! Alguns marinheiros assustados faziam de tudo para que a caravela não virasse, Pedrotambém não era excepção. Esta tempestade foi horrível, medonha, sinistra… Nunca antes se vira tal coisa. Ao fim de tanta luta contra o mar os marinheiros cansados conseguiram vencer esta batalha, mas só os mais fortes resistiram. - Terra á vista! – Gritou um jovem e pobre empregado. Esta foi a frase que fez renascer a tripulação. Todos os marinheiros, incluindo o próprio comandante se ergueram e com as forças que lhes restavam gritaram, festejaram e agradeceram a Deus. Viram uma extensão de Terra a que chamaram “Pindorama”. Aterraram as caravelas e os marinheiros mergulharam naquele nova terra descoberta. Mas repararam que não eram os primeiro a pisaram aquele chão. Á frentes deles viram uns homens e mulheres diferentes. Tinham a cara pintada, trajes feitos de peles de animais, penas com adereços. Esta tinha sido a recompensa de toda esta viagem, de todo este trabalho e todo este apuramento, não havia nada melhor numa descoberta a não ser implantar um marco, um símbolo português que marcava conquista de determinado território era como se fosse uma sensação nova, de frescura e brisa suave depois do cansaço da luta contra a tempestade. Os navegadores conquistaram o “Pindorama” aos Índios e ao longo dos anos tornaram o Brasil uma terra melhor que aumentou o monopólio comercial português. Enquanto isso Pedro Alvares Cabral retomou a Portugalpara anunciar a conquista de ”Pindorama” e passado 26 anos morreu em Santarém esquecido. DESCANSE EM PAZ!

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