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Músicas do 25 de Abril

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meu trabalho e o da margarida. espero que vos seja útil!

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Músicas do 25 de Abril

  1. 1. Cultura de Intervenção Trabalho realizado por: Margarida, nº11 Mariana, nº13
  2. 2. Introdução <ul><li>Durante a época de opressão, muitos cantores tentaram exprimir a sua oposição ao regime através da música. No entanto, muitas das suas obras foram censuradas. </li></ul><ul><li>Neste trabalho vamos abordar a simbologia oculta nas músicas que, apesar de oposicionistas, conseguiram ser divulgadas em Portugal. </li></ul>
  3. 3. Índice <ul><li>Introdução </li></ul><ul><li>Paulo de Carvalho </li></ul><ul><li>- “E Depois do Adeus” </li></ul><ul><li>José Afonso </li></ul><ul><li>- “Grândola, Vila Morena” </li></ul><ul><li>- “Os Vampiros” </li></ul><ul><li>Sérgio Godinho </li></ul><ul><li>- “Que Força é Essa?” </li></ul><ul><li>Conclusão </li></ul><ul><li>Bibliografia </li></ul>
  4. 4. <ul><li>De tudo o que Abril abriu ainda pouco se disse um menino que sorriu uma porta que se abrisse um fruto que se expandiu um pão que se repartisse um capitão que seguiu o que a história lhe predisse e entre vinhas sobredos vales socalcos searas serras atalhos veredas lezírias e praias claras um povo que levantava sobre um rio de pobreza a bandeira em que ondulava a sua própria grandeza! </li></ul><ul><li>“ As Portas que Abril Abriu” José Carlos Ary dos Santos </li></ul>
  5. 5. Paulo de Carvalho <ul><li>&quot;Mais do que cantor sou músico, toco voz.&quot; </li></ul><ul><li>Paulo de Carvalho nasceu em 1947, em Lisboa, e é um cantor português que se destacou na altura da opressão pelo facto da sua música ‘E depois do adeus’, ter sido a primeira senha que confirmava a revolução do 25 de Abril. Fundou uma banda bastante popular em Portugal, os Sheiks, onde cantava e tocava bateria. Venceu duas vezes o festival RTP da Canção (em 1974 e 1977). </li></ul>
  6. 6. E Depois do Adeus (Paulo de Carvalho) <ul><li>Quis saber quem sou, </li></ul><ul><li>o que faço aqui </li></ul><ul><li>quem me abandonou, </li></ul><ul><li>de quem me esqueci </li></ul><ul><li>Perguntei por mim, </li></ul><ul><li>quis saber de nós </li></ul><ul><li>Mas o mar não me traz tua voz  </li></ul><ul><li>Em silêncio, amor, </li></ul><ul><li>em tristeza enfim </li></ul><ul><li>Eu te sinto em flor, </li></ul><ul><li>eu te sofro em mim </li></ul><ul><li>Eu te lembro assim, </li></ul><ul><li>partir é morrer </li></ul><ul><li>Como amar é ganhar e perder  </li></ul><ul><li>Tu vieste em flor, </li></ul><ul><li>eu te desfolhei </li></ul><ul><li>Tu te deste em amor, </li></ul><ul><li>eu nada te dei. </li></ul><ul><li>(…) </li></ul>
  7. 7. “ E depois do adeus” (Paulo de Carvalho) <ul><li>Esta foi a primeira senha tocada às 22 horas e 55 minutos do dia 24 de Abril que confirmava o avanço da revolução. </li></ul><ul><li>“ E depois do Adeus”  representa o fim do regime. </li></ul>
  8. 8. José Afonso <ul><li>“ O que é preciso é criar desassossego” </li></ul><ul><li>José Afonso, mais conhecido por Zeca Afonso, nasceu em 1929, em Aveiro. Em 1956 é editado o seu primeiro álbum, Fados De Coimbra. Até à data da sua morte, em 23 de Fevereiro, lançou 16 álbuns. </li></ul>
  9. 9. Grândola Vila Morena (Zeca Afonso) <ul><li>Grândola, vila morena Terra da fraternidade O povo é quem mais ordena Dentro de ti, ó cidade Dentro de ti, ó cidade O povo é quem mais ordena Terra da fraternidade Grândola, vila morena Em cada esquina um amigo Em cada rosto igualdade Grândola, vila morena Terra da fraternidade Terra da fraternidade Grândola, vila morena Em cada rosto igualdade O povo é quem mais ordena À sombra duma azinheira Que já não sabia a idade Jurei ter por companheira Grândola a tua vontade </li></ul>NOTA: Alguns dos versos desta canção foram censurados, sendo substituídos por ‘la la la’.
  10. 10. “ Grândola Vila Morena” José Afonso <ul><li>À meia noite e vinte e cinco minutos do dia 25 de Abril de 1974, esta música foi tocada no programa Limite da Rádio Renascença. Era a segunda senha que confirmava o bom andamento das operações e despoletava o avanço das forças organizadas pelo MFA. </li></ul>
  11. 11. <ul><li>“ Grândola Vila Morena”  é uma zona no Alentejo, onde as pessoas sofriam mais opressão por serem a região mais pobre (e, portanto, esquecida) do país; </li></ul><ul><li>“ o povo é quem mais ordena”  desejo de democracia; </li></ul><ul><li>“ em cada rosto igualdade”  o fascismo promovia a desigualdade dos homens, nomeadamente nas opiniões políticas, não sendo contabilizados os votos da oposição; </li></ul><ul><li>“ à sombra de uma azinheira”  simboliza o Alentejo; </li></ul><ul><li>“ Grândola a tua vontade jurei ter por companheira”  grande parte da população desejava a revolução; </li></ul><ul><li>“ que já não sabia a idade”  o regime perpetuou-se por mais tempo do que nos outros países fascistas, apesar de ter sido exigido depois da II Guerra Mundial que todos os países fossem democráticos. </li></ul>
  12. 12. Os Vampiros (Zeca Afonso) <ul><li>No céu cinzento Sob o astro mudo Batendo as asas Pela noite calada Vem em bandos Com pés veludo Chupar o sangue Fresco da manada Se alguém se engana Com seu ar sisudo E lhes franqueia As portas à chegada </li></ul><ul><li>Eles comem tudo Eles comem tudo Eles comem tudo E não deixam nada. </li></ul><ul><li>(…)  </li></ul><ul><li>São os mordomos Do universo todo Senhores à força Mandadores sem lei Enchem as tulhas Bebem vinho novo Dançam a ronda No pinhal do rei. </li></ul>
  13. 13. “ Os Vampiros” (José Afonso) <ul><li>“ no céu cinzento”  a situação ‘negra’ do país; </li></ul><ul><li>“ vêm em bandos”  representa a PIDE; </li></ul><ul><li>“ chupar o sangue”  assassínio dos opositores; </li></ul><ul><li>“ eles comem tudo”  a Nação usava a população para satisfazer os seus interesses; </li></ul><ul><li>“ são os mordomos do universo todo”  não existe oposição, pois esta era proibida; </li></ul><ul><li>“ senhores à força”  era através da opressão, censura e da PIDE que se conseguia a maioria dos votos; </li></ul><ul><li>“ mandadores sem lei”  representa a constituição deturpada do regime português, que era supostamente democrática. </li></ul>
  14. 14. Sérgio Godinho <ul><li>“ Sou um músico. E na música englobo as palavras – nesse aspecto sou um poeta…” </li></ul><ul><li>Sérgio Godinho nasceu no Porto em 1945. O seu primeiro álbum, ‘Os Sobreviventes’, foi editado em 1971, em França, onde antes tinha participado num musical. O seu álbum ‘Pré-Histórias’ e o seu primeiro álbum foram proibidos pela censura. Ao todo, editou 23 discos. </li></ul>
  15. 15. Que Força É Essa? (Sérgio Godinho) <ul><li>“ Vi-te a trabalhar o dia inteiro construir as cidades para os outros carregar pedras, desperdiçar muita força p´ra pouco dinheiro Vi-te a trabalhar o dia inteiro Muita força p´ra pouco dinheiro </li></ul><ul><li>Que força é essa que força é essa que trazes nos braços que só te serve para obedecer que só te manda obedecer Que força é essa, amigo que força é essa, amigo que te põe de bem com outros e de mal contigo Que força é essa, amigo Que força é essa, amigo Que força é essa, amigo </li></ul><ul><li>Não me digas que não me compreendes quando os dias se tornam azedos não me digas que nunca sentiste uma força a crescer-te nos dedos e uma raiva a nascer-te nos dentes Não me digas que não me compreendes “ </li></ul>
  16. 16. “ Que força é essa” (Sérgio Godinho) <ul><li>“ a carregar pedras, desperdiçar muita força para pouco dinheiro”  congelamento dos salários, para conseguir equilibrar a balança comercial do país; </li></ul><ul><li>“ que só te serve para obedecer”  subserviência ao estado, uma das características do fascismo; </li></ul><ul><li>“ que te põe de bem com outros e de mal contigo”  os interesses da Nação estão acima dos interesses individuais; </li></ul><ul><li>“ não me digas que não me compreendes”  grande parte da população estava descontente com o regime; </li></ul><ul><li>“ quando os dias se tornam azedos”  más condições de vida da população; </li></ul><ul><li>“ e uma raiva a nascer-te nos dentes”  desejo de revolução. </li></ul>
  17. 17. Conclusão <ul><li>Com esta investigação percebemos a importância das músicas revolucionárias e do seu impacto numa sociedade oprimida. </li></ul>
  18. 18. Bibliografia <ul><li>www.google.pt </li></ul><ul><li>www.pt.wikipedia.org </li></ul><ul><li>http://ww1.rtp.pt/icmblogs/rtp/25-abril/?k=Cancoes-de-Abril.rtp&post=1533 </li></ul>

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