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As Pupilas do Senhor Reitor - 2ª A - 2011

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As Pupilas do Senhor Reitor - 2ª A - 2011

  1. 1. E.E.Profa Irene Dias Ribeiro As Pupilas do Senhor Reitor Autor: Júlio Diniz Thainá Francisco de Souza Amanda Paola Silva Gustavo Jorge M. Aguiar Guilherme Henrique M. Aguiar 2 A - 2011
  2. 2. Biografia <ul><li>Júlio Diniz: Joaquim Guilherme Gomes Coelho </li></ul><ul><li>Romancista e poeta doutorou-se em Medicina na sua cidade natal, estudante ainda publicou algumas poesias e pequenos romances </li></ul><ul><li>O romance porém que lhe atraiu a admiração publica foi “As Pupilas do Senhor Reitor”. </li></ul>
  3. 3. Análise da Obra <ul><li>As Pupilas do Senhor Reitor, de Júlio Dinis, primeiro romance português do século, publicado inicialmente em 1866, em forma de folhetim, e só no ano seguinte apareceria em livro. Seu caráter moralizador e a religiosidade que perpassa por todo o romance, a bondade capaz de chegar a extremos quase incríveis de sacrifício pessoal, são alguns dos ingredientes que transformaram em muito pouco tempo o autor desconhecido em sucesso nacional.  </li></ul>
  4. 4. <ul><li>A calma da cidade do interior (Ovar - Portugal) e a observação da vida simples das pessoas da aldeia propiciaram o aparecimento desse romance que, algum tempo depois, se tornaria um dos mais famosos em Portugal. Os capítulos são tipicamente folhetinescos: unidades narrativas com peripécias e final em suspensão. É um romance está cheio de ironias bem humoradas, tornando-o, apesar do moralismo intencional, de leitura mais agradável. </li></ul>
  5. 5. <ul><li>Como costuma acontecer com escritores românticos, Júlio Dinis também vê o mundo com as lentes do maniqueísmo . Assim, assenta sua obra em um jogo contínuo de oposições . Entre as principais, destacam-se: </li></ul><ul><li>A cidade - O campo </li></ul><ul><li>A modernidade - A tradição </li></ul><ul><li>O desejo - O amor. </li></ul>
  6. 6. Enredo <ul><li>Uma aldeia portuguesa do século XIX é o cenário ideal para o desenrolar de uma delicada trama: o amor e os desencontros entre as órfãs Clara e Guida. </li></ul>
  7. 7. <ul><li>Daniel, ainda menino, prepara-se para ingressar no seminário, mas o reitor descobre seu inocente namoro com a pastorinha Margarida (Guida). O pai, José das Dornas, decide, então, enviá-lo ao Porto para estudar medicina. Dez anos depois Daniel volta para a aldeia, como médico homeopata. Margarida, agora professora de crianças, conserva ainda seu amor pelo rapaz. Ele, no entanto, contaminado pelos costumes da cidade, torna-se um namorador impulsivo e inconstante, e já nem se lembra da pequena pastora. </li></ul>
  8. 8. <ul><li>A esse tempo, Pedro, irmão de Daniel, está noivo de Clara, irmã de Margarida. O jovem médico encanta-se da futura cunhada, iniciando uma tentativa de conquista que poria em risco a harmonia familiar. Clara, inicialmente, incentiva os arroubos do rapaz, mas recua ao perceber a gravidade das conseqüências. Ansiosa por acabar com impertinente assédio, concede-lhe uma entrevista no jardim de sua casa. </li></ul>
  9. 9. <ul><li>Esse encontro é o ponto culminante da narrativa: surpreendidos por Pedro, são salvos por Margarida, que toma o lugar da irmã. Rapidamente esses acontecimentos tornam-se um grande escândalo que compromete a reputação de Margarida. Daniel, impressionado com a abnegação da moça, recorda-se, finalmente, do amor da infância. Apaixonado agora por Guida, procura conquistá-la. No último capítulo, depois de muita resistência e de muito sofrimento, Margarida aceita o amor de Daniel. </li></ul>
  10. 10. Temática <ul><li>O romance  gira em torno da tese segundo a qual a vida simples e natural torna as pessoas alegres e felizes. </li></ul><ul><li>Júlio Diniz descreve o campo, os tipos humanos, os hábitos e as idéias, desenvolvendo toda uma problemática pequeno-burguesa, com o &quot;propósito de pregar uma moralização de costumes pela vida rural e pela influência de um clero convertido ao liberalismo&quot;. </li></ul>
  11. 11. Linguagem <ul><li>Escrito numa linguagem que se aproxima do realismo-naturalismo, mas contando uma estória nitidamente romântica, sendo que o foco narrativo é o escritor onisciente e onipresente, utilizando, também da metalinguagem. </li></ul>
  12. 12. Personagens Principais <ul><li>Daniel: o segundo filho de José das Dornas franzino,volúvel e irresponsável,principalmente em relação as mulheres em tudo diferente do irmão,detesta o trabalho no campo,começa estudando latim e finalmente vai para a cidade de Porto de onde volta muitos anos depois. </li></ul><ul><li>Causando antipatias na aldeia com sua fama de conquistador barato. </li></ul>
  13. 13. <ul><li>Características de Daniel: Um moço namorador em meio de seus 23 anos,a cantorias com afeições delicadas ,frágil como sua mãe. </li></ul><ul><li>Margarida ou Guida: A irmã mais velha de Clara filha do segundas núpcias mas não seu pai não sobrevive muito tempo </li></ul><ul><li>Ao perder seu pai Margarida recebe tratamento cruel de sua madrasta. </li></ul><ul><li>Características de Margarida: Uma moça dócil que representa o papel da bondade a qualquer preço. </li></ul>
  14. 14. <ul><li>Clara: Das duas pupilas ela é a mais nova,única herdeira dos pais mortos,filha do segundo casamento,torna-se noiva de Pedro,com quem devera se casar brevemente ,mas se impressiona-se com Daniel quando ele chega do porto. </li></ul><ul><li>Características de Clara: Uma moça alegre dada também a cantorias um pouco leviana,mas regenerada por algumas das coisas que passava como castigo por sua leviandade. </li></ul>
  15. 15. <ul><li>Pedro: filho de José das Dornas em tudo semelhante ao pai robustez,disposição a qual Daniel não tinha, muito apaixonada por Clara e parecido com seu pai dez da força até a honestidade. </li></ul><ul><li>Característica: Ingênuo mas alegre dado a cantorias muito ligado a vida no campo,apaixona-se por Clara de quem fica noivo,jovem aldeão cuja pureza ,simplicidade e alegria pela vida e a visão romântica pela existência rural por volta de seus 27 anos. </li></ul>
  16. 16. <ul><li>José das Dornas: Lavrador abastado mas humilde e humano por volta de 60 anos homem alegre encarnação de pensamento positivo do autor. Um viúvo forte e rígido </li></ul><ul><li>Padre Antônio: É o senhor Reitor destaca-se entre os personagens por sua função porta voz do narrador o que percebe-se por sua presença estratégica e definidora dos rumos seguidos ao longe romance. </li></ul>
  17. 17. <ul><li>Características : O pároco(responsável pela igreja local) uma espécie de anjo bem fazer onipresente e incansável. Com o“evangelho no coração” ele não apenas representa a imagem do religioso autêntico,militante,cuja vida é dedicada aos outros especialmente as pupilas. Porta-voz dos valores que Júlio Diniz quer transmitir utilizando um velho pároco de aldeia como exemplo vivo de força e da austeridade desses valores. </li></ul>
  18. 18. Personagens Secundários <ul><li>João das Esquinas: Merceeiro que com sua família centraliza as fofocas locais. O plano de casar Francisca sua desmiolada filha, com Daniel, rico herdeiro ao falhar torna-se inimigo irreconciliável dos “das Dornas” </li></ul><ul><li>D.Teresa : Respectivamente esposa de João das Esquinas </li></ul><ul><li>Francisca: Filha de João das Esquinas </li></ul>
  19. 19. <ul><li>João Semana: O único medico da aldeia até que Daniel regresse do Porto. Conservador, nacionalista,fervoroso,contador de anedotas picantes sobre frades. Encarna a solidariedade comunitária com sua medicina apostolado a vida sem outro sentido que não seja a pratica do bem e a preocupação com os problemas alheios </li></ul><ul><li>Joana: Criada de João Semana fiel e maternal. Forte persuasiva de coração grande sempre a disposição de medico,seu amo. </li></ul>
  20. 20. Tempo e Espaço <ul><li>O tempo histórico é o presente, como convinha a um autor pré-Realista que preconizava a substituição do maravilhoso psicológico pelo romance de costumes. E presente, neste caso, é o início da segunda metade do século XIX. </li></ul>
  21. 21. <ul><li>Toda a ação transcorre em uma aldeia típica de Portugal. Seus costumes, suas festas, seus valores e personagens. Da estada para tratamento de saúde em Ovar, interior de Portugal, são as memórias que o autor utiliza na composição de seu romance. Os costumes rurais portugueses, incluindo aí as maledicências, as beatas de verniz, mas também os valores positivos do agricultor próspero, cuja moral do trabalho Júlio Dinis dá como modelo social. </li></ul>
  22. 22. Foco Narrativo <ul><li>O foco narrativo organiza-se através de um narrador que conta a história em terceira pessoa , sem se confundir com nenhum dos personagens, a respeito dos quais tem uma visão onisciente . Assim, conhece-os de forma absoluta, em seu mundo interior e exterior, em suas ações e motivações íntimas. </li></ul>
  23. 23. <ul><li>A forma didática como o narrador conduz a leitura da obra, ora descrevendo a interioridade de um personagem, ora se colocando como mero cronista que registra os acontecimentos, caracteriza-o como alguém que narra para um tipo específico de leitor: o leitor de jornal, que lê o romance de maneira descontínua e cuja atenção deve ser constantemente alimentada. </li></ul>
  24. 24. Movimento Literário <ul><li>Pedro jovem de robustez adquirida pele trabalho no campo constitui uma pessoa decidida orienta seu pensamento. </li></ul><ul><li>Já seu irmão Daniel por sua vez constitui o avesso de Pedro:desajeitado passional e frágil de corpo conduz-se pela impetuosidade das emoções. </li></ul><ul><li>Da mesma forma,isso é o mesmo tipo de oposição de caráter pode ser notada em relação a Clara, e Margarida que são irmãs por parte de pai. </li></ul>
  25. 25. <ul><li>Margarida jovem sensata arquiteta sua existência </li></ul><ul><li>a partir de pilares sólidos tais como a racionalidade e a virtude introspectiva calada,sofre suas decepções sentimentais sem testemunhas maturidade de Margarida. </li></ul><ul><li>Já Clara é o contrario:alegre, extrovertida </li></ul><ul><li>boa e meiga ela no entanto não possui a maturidade de Margarida ,sendo assim, frequentemente tem problemas decorrentes de suas relações emocionais. </li></ul>

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