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Primeira página do diário de Anne                                                 15 de julho de 1944“Vejo o mundo a ser l...
“A nossa primavera"A primavera está nas árvores, nos campos, nas florestas,Mas aqui, no gueto, é outono e tudo é frio,Mas ...
O que foi o Holocausto?
“Porque aconteceu?           Como foi possível?Quem foi responsável?   Quais as consequências?”
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A história de Anne FrankA vida de Anne Frank  A vida na Alemanha
Os judeus corriam perigo crescenteVida na Alemanha            na Alemanha. Em março de1925                        1933, qu...
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Crise eantissemitismo
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A história de Anne FrankA vida de Anne Frank  Emigração para a Holanda
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A Guerra Eclode                                Em 1939, a ameaça de guerra                                continuava a aum...
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Decretos antissemitas Anne, no seu diário, escreveu uma lista de coisas que deixaram de ser permitidas aosjudeus:         ...
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O esconderijo 1942                                                               Prinsengracht situava-se                 ...
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Para além da família Frank, havia mais quatro judeus no Anexo Secreto: Hermann eAuguste van Pels, o filho Peter e Fritz Pf...
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A decisão de se esconderSegundo estimativas, na Holandaesconderam-se cerca de 300 000pessoas, seja por um período de tempo...
crianças na clandestinidadeAlguns pais judeus enfrentaram uma decisão difícil durante a guerra. Por vezes, era maisfácil e...
A história de Anne FrankA vida de Anne Frank   A detenção
A Prisão1944              Anne é presa juntamente com              os restantes habitantes do              Anexo. No campo...
No dia 4 de agosto de 1944, Os habitantes do Anexo Secreto foram presos. Alguém osdenunciara. Primeiro foram deportados pa...
Num dia quente                  de agosto de                  1944, concretizou                  -se o principal          ...
4 de agosto de 1944, um dia lindo e              soalheiro. O telefone tocou na sede da              Polícia. Era uma denú...
“Fiquem sentados!”Os funcionários do escritório estavam a trabalhar no segundo andar, quando a porta seabriu de repente. M...
Os objetos de valor As pessoas escondidas tinham deentregar todos os seus objetos devalor. Silberbauer pegou na pasta quec...
As pessoas do esconderijo e os dois                  ajudantes do sexo masculino foram                  presos e levados p...
InterrogatórioAs oito pessoas do esconderijo foram levadas para uma prisão em Euterpestraat ecolocadas num espaço grande, ...
A Deportação paraos campos"Claro que todos nós tivemos de trabalhar no campo, mas à noiteéramos livres e podíamos ficar ju...
O campo deWesterbork                                                     A abrir baterias no campo de Westerbork.A 8 de ag...
A deportação paraAuschwitzOs comboios partiam com regularidade de Westerbork para campos deconcentração mais a leste. No s...
O comboio de mercadoriasNa manhã seguinte, um enorme comboio de mercadorias estava à espera. Cerca desetenta presos eram e...
ExaustosA viagem de comboio durou três dias. No vagão, um balde servia de sanita. Dentrode pouco tempo o cheiro tornou-se ...
Na                                                                plataforma, em Auschwitz                                ...
Os médicos das SS avaliavam os                                                                      prisioneiros. As crian...
O destino dos                             Cada homem e cada mulher recebiahabitantes do                             um núm...
Otto Frank, Fritz                                              Pfeffer, Hermann e Peter van                               ...
Fritz Pfeffe foi deportado para o campo deconcentração de Neuengamme, em outubro de1944. Milhares de prisioneiros morreram...
Otto Frank foi o único sobrevivente.Em 27 de janeiro de 1945, os soldadosrussos libertaram Auschwitz. OttoFrank era um dos...
O destino dasMulheresApós a seleção, Edith, Margot e Anne ficaram no mesmoalojamento. Auguste van Pels provavelmente foi e...
Edith FrankNo inverno de 1944, o Exército russo estava aavançar. Os nazis decidiram levar o maiornúmero possível de prisio...
Margot e Anne em Bergen–BelsenApós uma terrível viagem de comboio de três dias, Margot e Anne chegaram a Bergen-Belsen. Ca...
Auguste van PelsNo final de novembro de 1944, outro comboio deprisioneiros de Auschwitz chegou a Bergen-Belsen. Auguste va...
O regresso de Otto Frank1945                       Depois de Auschwitz ter sido                           libertado, Otto ...
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Visita virtual A Casa de Anne Frank

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Visita virtual A Casa de Anne Frank

  1. 1. Primeira página do diário de Anne 15 de julho de 1944“Vejo o mundo a ser lentamente transformado numdeserto (..), sinto o sofrimento de milhões de pessoas.E contudo, quando ergo os olhos para o céu, tenho asensação de que tudo vai mudar para melhor, de queesta crueldade acabará também, de que a paz e atranquilidade regressarão novamente.” Anne Frank
  2. 2. “A nossa primavera"A primavera está nas árvores, nos campos, nas florestas,Mas aqui, no gueto, é outono e tudo é frio,Mas aqui, no gueto, tudo está triste e gélido,Como uma casa enlutada – em sofrimentoPrimavera! Lá fora, os campos foram semeados,Aqui, à nossa volta, só o desespero foi plantado,Aqui, à nossa volta, crescem paredes defensivas,Vigiados como numa prisão, durante a longa noite.A Primavera, já chegou! Em breve maio chega,Mas aqui, o ar cheira a pólvora e a chumbo.O carrasco arou com a sua espada sangrentaUm cemitério gigante – a terra. Soldados alemães interrogam judeus capturados Mordecai Gebirtig, 1942 durante a revolta do gueto de Varsóvia. Polónia, maio de 1943.
  3. 3. O que foi o Holocausto?
  4. 4. “Porque aconteceu? Como foi possível?Quem foi responsável? Quais as consequências?”
  5. 5. Iremos agora conhecer a história de uma família, os seus rostos, sonhos e esperanças, que viu a sua vida interrompida pelo maior dos sofrimentos.Fotografia da famíliaFrank,Merwedeplein, Amesterdão, maio de
  6. 6. Uma visita virtual ao Museu Anne Frank, Amesterdão Convidamos-te a fazer uma visita virtual ao Museu Anne Frank, a casa onde esta adolescente alemã se escondeu das forças Nazis, com a família e amigos, durante 25 meses, entre 1942 e 1944. Foi neste Anexo Secreto que a jovem judia escreveu o seu diário, a que deu o nome de Kitty, contando a sua vida enquanto refugiada. Após apublicação do diário (1947), um dos livros mais traduzidos no mundo, o Anexo secreto tornou-se num famoso museu. Anne Frank morreu aos 15 anos no campo de concentração de Bergen-Belsen, com febre tifóide, e tornou-se num dos símbolos do holocausto.
  7. 7. A história de Anne Frank A vida de Anne Frank  A vida na Alemanha  A emigração para a Holanda  O esconderijo  A DetençãoAnne Frank a escrever na mesa do seu quarto, no apartamento deMerwedeplein, Amesterdão.
  8. 8. A história de Anne FrankA vida de Anne Frank A vida na Alemanha
  9. 9. Os judeus corriam perigo crescenteVida na Alemanha na Alemanha. Em março de1925 1933, quando Anne tinha quatro anos, os seus pais decidiram emigrar para a Holanda. Otto Frank e Edith Holländer casaram- se em Aachen, a 12 de maio de 1925. Depois da lua de mel na Itália, foram viver para Frankfurt am Main. A 16 de fevereiro de 1926, nasceu a primeira filha: Margot Betti. Um mês depois, mudaram-se para Marbachweg, uma casa grande num bairro tranquilo na periferia da cidade, onde havia muitas famílias com diferentes crenças religiosas: judaica, católica e protestante. AnneliesJudeus Marie Frank nasceu a 12 de junho de 1929 em Frankfurt am
  10. 10. Os primeiros anos de casamento foram muito felizes, mas a crise económica levou Hitler ao poder em 1933. Otto e Edith Frank ficaram profundamente preocupados e procuravam sair do país. Judeus e alemães A família Frank era judia e alemã. Os Frank e os Holländer viviam na Alemanha há séculos. A família de Otto Frank vivia em Frankfurt am Main durante gerações. A família de Edith era oriunda de Aachen, perto da fronteira holandesa.Anos felizes
  11. 11. A crise estimula sentimentos radicaisA ascensão dosNazis
  12. 12. Na década de 1920, o Partido Nacional Socialista dos TrabalhadoresAlemães (NSDAP), de Adolf Hitler, era constituído um pequeno grupode dissidentes políticos. Mas a escalada da crise atraía cada vez maispessoas para os partidos radicais.Hitler e o seu partido eram antissemitas, o que significa queodiavam os judeus. Segundo eles, caso se livrassem dosjudeus, resolveriam todos os problemas da Alemanha. O NSDAP deHitler foi crescendo e tornou-se o maior partido político do país em1932.
  13. 13. Crise eantissemitismo
  14. 14. A economia alemã estava em crise. Os judeus eram culpados por isso. A situação ficava cada vez pior, por isso, Otto e Edith Frank estavam profundamente preocupados.Principais preocupaçõesPara além do clima económico, também existiam problemas políticos no país. Os apoiantes dopartido de Hitler estavam a aumentar. Em julho de 1932, o NSDAP tornou-se o maiorpartido, com 37% dos votos. Os membros das SA (tropas de assalto) marchavam pelas ruascantando músicas antissemitas. O judeus na Alemanha eram acusados ​de todos os problemas dopaís. Procissão de velas com membros da SA, Berlim, 30 de janeiro de 1933.
  15. 15. “Lembro-me que já em 1932, grupos de tropas de choque marchavam, cantando: "Quando sangue judeu respingar da faca.” Otto Frank Adolf Hitler (à esquerda) tornou-se chanceler em 30 de janeiro de 1933. A Alemanha democrática transformou-se numa ditaduraSem palavras e atordoadoQuando Hitler se tornou chefe do governo alemão, em 30 de janeiro de 1933, Otto e EdithFrank estavam em casa de amigos. Otto descreveu esse momento: “Estávamos sentados àmesa a ouvir rádio. Então veio a notícia de que Hitler se tinha tornado chanceler. Seguiu-seum relato da procissão em Berlim em que podíamos ouvir gritos e aplausos. Hitler terminou oseu discurso com as palavras: "Deem-me quatro anos." O nosso anfitrião, em seguida, dissecom entusiasmo: "Vamos ver o que o homem pode fazer!" Eu fiquei sem palavras e a minhaesposa atordoada. "
  16. 16. Otto e Edith Frank procuravam uma forma de sair da Alemanha. No início de março 1933, tomaram uma decisão: por intermédio do cunhado Erich Elias, Otto teve oportunidade de criar uma empresa na Holanda.Planos paraemigrarem
  17. 17. Otto Frank escreveu numa carta depois da guerra: "Como muitos dos meus compatriotas alemães se foram transformando em hordas de nacionalistas, cruéis, antissemitas criminosos, eu tive que enfrentar as consequências, e isso magoou-me profundamente. Percebi que a Alemanha não era o mundo e deixei o meu país para sempre. " Fonte: Cara Weiss Wilson, "Dear Cara: Cartas de Otto Frank, p. 45.Foto de passaporte10 de março de 1933
  18. 18. A história de Anne FrankA vida de Anne Frank Emigração para a Holanda
  19. 19. Em maio de 1934, Anne começou a frequentar o jardim de infância Montessori.Novo Lar Otto Frank conseguiu montar um negócio em Amesterdão. Edith, Margot e Anne seguiram-no para a Holanda. Foram viver em Merwedeplein. Os Frank sentiram-se seguros e livres de novo. As crianças foram para a escola, Otto trabalhava arduamente no seu negócio e Edith cuidava da casa.
  20. 20. Ameaça de GuerraAtravés de amigos e conhecidos, a família Frank tinha conhecimento da situação naAlemanha nazi. A discriminação contra os judeus continuava a aumentar. Haviam-setornado cidadãos de segunda classe no seu próprio país. Professores e funcionáriospúblicos judeus foram demitidos dos seus empregos, os casamentos entre judeus e não-judeus foram proibido, e os judeus já não podiam ter os seus próprios negócios.
  21. 21. Kristallnacht (Noite de Cristal) Durante a noite de 9 de novembro de 1938, os nazis organizaram uma onda de violência contra a judeus. Mais de 100 judeus foram assassinados durante a "Kristallnacht". Centenas de sinagogas e lojas judaicas foram destruídas, milhares de homens judeus presos em campos de concentração e prisões. Os nazis também prenderam dois irmãos de Edith, Julius e Walter Holländer. Como Júlio combateu no exército alemão durante a I Guerra Mundial, foi libertado quase imediatamente. Walter foi libertado a 1 deKristallnacht (Noite de Cristal) dezembro.Durante a Kristallnacht a sinagoga deAachen, onde Otto e Edith Frank se casaram, é
  22. 22. Walter foi para a Holanda e acabou num campo de refugiados. Júlio ficou em Aachen, até conseguir um visto para os Estados Unidos. Partiu em abril de 1939, seguido por Walter em Dezembro. A mãe de Edith também não quis ficar na Alemanha. Em março de 1939, foi autorizada a partir para a Holanda, mas obrigada a deixar todos os seus bens. Foi morar com a família Frank .Oma Holländer
  23. 23. A Guerra Eclode Em 1939, a ameaça de guerra continuava a aumentar. A Alemanha nazi havia criado um enorme exército que, no dia 1 de setembro de 1939, atacou a Polónia, marcando o início da Segunda Guerra Mundial. A população holandesa e os refugiados da Alemanha esperavam que o país se mantivesse neutro, tal como aconteceraExército alemão em Grebbeberg durante a Primeira Guerra Mundial
  24. 24. A história de Anne Frank A 10 de maio de 1940, a Alemanha invade a Holanda. A família Frank está novamente em perigo.A vida de Anne Frank A invasão Alemã
  25. 25. A Holanda é ocupada Anne escreveu: "Depois de maio de 1940 os bons tempos foram poucos e distantes entre si: primeiro houve a guerra, depois a capitulação e a seguir a chegada dos alemães, altura em que começaram os problemas para os judeus.” O que era temido por todos, aconteceu em 10 de maio de 1940: o exército alemão atacou a Holanda. Após quatro dias de combate, os aviões alemães bombardearam o centro de Roterdão. Quando o alto comando alemão ameaçou bombardear outras cidades, o exército holandês rendeu-se. A ocupação dos Países Baixos começou a 15 de maio de 1940.O centro de Roterdão foi bombardeado e destruído em 1940.
  26. 26. A Alemanha invade a Holanda1940 As medidas antissemitas impostas pelas forças de ocupação eram cada vez mais restritivas para Anne. Para além de ser obrigada a mudar-se para uma escola judaica, a piscina, o cinema e o eléctricoOcupada também foram proibidos aos judeus.Com a Holanda já ocupada, a vida muda paraa família Frank. As restrições não têm apenasefeitos individuais, mas também para asempresas de Otto. Quando Margot foichamada para ser enviada para um campo detrabalho alemão, Otto e Edith consideraramque os perigos se haviam tornado demasiadograndes e decidiram esconder-se.
  27. 27. Anne escreveu: “Não se podia fazer isso eMedidas não se podia fazer aquilo, mas a vida continuava. Jacqueantissemitas costumava dizer-me: ‘Já não me atrevo a fazer sejaNo início da ocupação, os judeus não foram impedidos de o que for, pois tenho medoterem o seu próprio negócio. Mas em outubro de 1940 de que seja proibido."tudo se alterou. Os funcionários públicos foram obrigados aassinar uma declaração oficial expressando se eram ou nãojudeus. Tal como já havia sido feito na Alemanha, osfuncionários e professores judeus foram demitidos. Noinício de 1941, tiveram de se registar. Desta forma, oocupante, sabia exactamente onde viviam.
  28. 28. É proibido ter o próprio negócio.A partir de outubro de 1940, os judeus deixaram de poder ter a sua própria empresa. Deforma inteligente, Otto Frank conseguiu manter a Opekta e a Pectacon fora das mãos dosalemães. Este acordo também permitiu que permanecesse ativo no negócio, mas por trásdos bastidores. Poucos meses depois, a empresa instalou-se em Prinsengracht.Só é possível frequentar escolas judaicasApós o verão de 1941, Margot e Anne foram obrigadas a frequentar a Escola judaica. OsAlemães proíbiram os estudantes judeus de frequentarem as mesmas escolas do que ascrianças não-judias.Esta foi a primeira vez que as irmãs Frank frequentam a mesmaescola. A estrela judaica Para além disso, no início de maio de 1942, foram forçados a usar uma estrela amarela com a palavra "judeu". No dia 12 junho de 1942, Anne Frank fez 13 anos e recebeu um presente dos seus pais: um diário. De imediato começou a escrever nele.
  29. 29. Decretos antissemitas Anne, no seu diário, escreveu uma lista de coisas que deixaram de ser permitidas aosjudeus: SÁBADO, 20 DE JUNHO DE 1942"A nossa liberdade foi severamente restringida por uma série de decretos antissemitas: osjudeus tinham de usar uma estrela amarela; os judeus tinham de entregar as suasbicicletas; os judeus estavam proibidos de usar os elétricos; os judeus estavam proibidosde andar de carro, mesmo no seu próprio carro; os judeus tinham de fazer as suascompras entre as 3 e as 5 da tarde; os judeus tinham apenas de frequentar barbearias ecabeleireiras de propriedade judaica; os judeus estavam proibidos de andar na rua entreas 8 da noite e as 6 da manhã; os judeus estavam proibidos de ir aos teatros, cinemas ouqualquer outra forma de entretenimento; os judeus estavam proibidos de usarpiscinas, campos de ténis, campos de hóquei ou quaisquer outros campos desportivos;(…) os judeus estavam proibidos de se sentarem nos seus jardins ou nos jardins dos seusamigos depois das 8 da noite; os judeus estavam proibidos de visitar as casas de cristãos;os judeus tinham de frequentar escolas judaicas, etc. “
  30. 30. Na placa pode ler-se “Proibido a Judeus”
  31. 31. Tudo parecia correr bem... ...mas depois chegou uma carta Naquela tarde, Anne estava deitada ao sol a ler. A campainha tocou às 3 da tarde. Era o carteiro com uma carta registada para Margot: uma convocatória oficial. Margot tinha de apresentar-se. Iria ser enviada para um campo de trabalho nazi na Alemanha. Esta convocatória não foi uma completa surpresa. Há semanas que se ouviam rumores sobre tal decreto. Se Margot não se apresentasse, toda a família seria presa.Margot éconvocada
  32. 32. Anne escreveu:“Eu fiquei atordoada. Umaconvocatória: toda a gente sabe o queisso significa. Visões de campos deconcentração e células solitáriaspassaram-me pela mente. "
  33. 33. Preparações parair para o esconderijoOtto e Edith Frank estavam preparados. Tinham encontrado umesconderijo secreto onde planeavam esconder-se a 16 de julho. Devidoà convocatória de Margot, a data prevista foi antecipada.
  34. 34. O esconderijo SecretoO esconderijo secreto estava quase pronto. Nãoapenas para a família Frank, mas também paraos Van Pels: Hermann, Auguste e o filhoPeter. Hermann van Pels era sócio de Otto naempresa.No dia seguinte, a família Frank foi para oesconderijo, carregada desacos. Naturalmente, Anne levava o seudiário. Muito mais tarde, escreveu: “Adespreocupação dos dias de escola desapareceupara sempre."A parte vazia das instalaçõesO esconderijo localizava-se nas traseiras doedifício de escritórios de Otto Frank, nonúmero 263 de Prinengracht.Enquanto que a empresa, localizada na partefrontal do edifício, continuava com onegócio, as pessoas ficariam escondidas noAnexo Secreto, na parte de trás.
  35. 35. Noite agitadaA noite de 5 de julho éextremamente agitada.Os membros do pessoal deOtto, que conheciam o Anne escreveu:plano, ajudaram a levar os bens “...estávamos embrulhados em tantas camadas de roupa que parecia que íamospessoais da família para o passar a noite num frigorífico, e tudoesconderijo. Na manhã apenas para conseguirmos levar maisseguinte, bem cedo, Margot foi a roupa connosco. Nenhum judeu na nossa situação se atreveria a sair de casa comprimeira a sair de casa. Foi de uma mala de viagem cheia de roupa. Eubicicleta com Miep. Meia hora trazia duas camisolas interiores, trêsmais tarde, Otto, Edith e Anne pares de calcinhas, um vestido, e por cima, uma saia, um casaco e umapartiram. Caminharam para o gabardina, dois pares de meias, sapatosesconderijo em baixo de chuva. pesados, um boné, um cachecol e muito mais.”
  36. 36. A história de Anne Frank A vida de Anne Frank  O esconderijoAnne Frank a escrever na mesa do seu quarto no apartamento deMerwedeplein, Amesterdão.
  37. 37. O esconderijo 1942 Prinsengracht situava-se numa área onde se localizavam muitas pequenas empresas. À esquerda existia uma empresa de chá e à direita uma de mobiliário. Esta localização era favorável para as pessoas escondidas, porque A ida para o ninguém daria conta do fumo que sairia da esconderijo chaminé aos fins de semana.O esconderijo em Prinsengracht era relativamente espaçoso. Havia espaço suficiente paraduas famílias. Isso era invulgar, uma vez que pais e filhos que iam para esconderijos eramfrequentemente separados. A maioria tratava-se de pequenos espaços em caves húmidasou sótãos empoeirados. As pessoas que se escondiam nas aldeias, por vezes conseguiam irpara o exterior, mas apenas se não houvesse perigo de serem descobertas.
  38. 38. Anne escreve: "O anexo é um lugar ideal para nos escondermos. Pode ser húmido e torto, mas provavelmente não haverá esconderijo mais confortável em Amesterdão. Não, em todaO esconderijo a Holanda.""Agora o nosso Anexo Secreto tornou-se verdadeiramente secreto... o Sr. Kugler achou queseria melhor construir uma estante em frente da entrada do nosso esconderijo. Gira sobredobradiças, e abre-se como uma porta. Sr. Voskuijl fez o trabalho de carpintaria. (Sr. Voskuijlfoi informado de estávamos sete pessoas aqui escondidas e tem sido muito prestável.)
  39. 39. Anne escreveu: "Não poder sair irrita- me mais do aquilo que eu posso dizer, e estou apavorada. Se o esconderijo for descoberto seremos fuzilados."Na clandestinidade
  40. 40. Para além da família Frank, havia mais quatro judeus no Anexo Secreto: Hermann eAuguste van Pels, o filho Peter e Fritz Pfeffer. Quatro funcionários de Otto ajudavam-nos. Viviam todos com o medo constante de serem descobertos. E certamente não seriafácil para oito pessoas viverem tão perto.A família Van Pels chegou ao Anexo Secreto uma semana depois. Anne ficou felizporque agora existiam mais pessoas para conversar.Em julho de 1942, não sabiam que iriam passar mais de dois anos no AnexoSecreto. Durante esse tempo, não puderam sair e tiveram de compartilhar a escuridão e ahumidade do esconderijo, sempre com medo de serem descobertos...Fritz Pfeffer, em novembrode 1942, foi a oitava pessoa ajuntar-se no esconderijo. Eradentista e um conhecido dasfamílias Frank e Van Pels.Margot começou a dormir noquarto dos pais e Anne passava apartilhar com ele o seu quarto. Quarto de Anne e Fritz Pfeffer
  41. 41. Muito cuidado Não podiam sair do esconderijo. Era muito perigoso. As cortinas do Anexo Secreto também não podiam ser aberta durante o dia, caso contrário, podiam ser vistos pelos vizinhos. A pequena janela no sótão era a única hipótese para obter uma lufada de ar fresco. À noite, outras janelas eram ocasionalmente abertas, mas apenas uma pequenaSótão, onde Anne pode ver o castanheiro fresta.DesejosA 23 de julho de 1943, Anne escreveu os desejos de todos: "Margot e o Sr. Van Pelsdesejam, acima de tudo, tomar um banho quente, numa banheira cheia até à borda, ondepossam ficar mais de meia hora. a Sra. Van Pels gostaria de comer um bolo, Pfeffer nãopensa em mais nada, senão em ver a sua Charlotte, e a Mamã está a morrer por umachávena de café a sério. O Papá gostaria de visitar o Sr. Voskuijl, Peter quer ir ao centro dacidade, e quanto a mim, ficaria tão excitada que nem saberia por onde começar. Acima detudo anseio por termos a nossa própria casa, por poder andar livremente de um lado para ooutro e por ter alguém que me ajude com os meus trabalhos de casa, por fim! Por outraspalavras, voltar à escola!"
  42. 42. As pessoas do esconderijo eram ajudadas por quatro colaboradores de Otto Frank: Miep Gies , Johannes Kleiman, Victor Kugler e Bep Voskuijl. Providenciavam alimentos, roupas, l ivros e todo tipo deOs ajudantes outras necessidades. Para além"Eles vêm cá cima todos os dias falar com os homens sobre os disso, mantinham-negócios e política, com as mulheres sobre os alimentos e as nos atualizadosdificuldades em tempo de guerra e com as crianças sobre livros e com as notícia dojornais. Trazem sempre uma expressão alegre, trazem flores e conflito, sobretudopresentes nos aniversários e feriados e estão sempre prontos para as que transmitiamfazer o que puderem. " Anne Frank esperança.
  43. 43. Anne escreveu: "Será que este ano de 1944 nos trará a vitória? DeA Guerra continua momento, continuamos sem saber nada, mas a esperança mantém-nosRusga em Merwedeplein - Uma incursão, no verão de 1943, no bairro deMerwedeplein, onde a família Frank viveu antes de se esconderem. vivos, dá-nos coragem para suportar as múltiplas"Hoje só tenho notícias tristes e deprimentes para relatar. Muitos angústias, privações edos nossos amigos e conhecidos judeus estão a ser levados em sofrimentos, trata-se demassa ... transportados em vagões de gado para Westerbork, um manter a calma e aenorme campo de concentração em Drenthe, para onde estão a perseverança, mais valeser enviando todos os judeus. Miep contou-nos a história de enterrar as unhas naalguém que tinha conseguido escapar de lá. Westerbork deve ser carne do que gritar!"terrível .”
  44. 44. Notícias através dos ajudantesMuitas vezes, durante a pausa para o almoço, e depois dos empregados do armazémterem ido para casa, os ajudantes subiam ao Anexo Secreto para almoçar com aspessoas do esconderijo. A situação da cidade era frequentemente discutida. Haviamuitos razias. Os judeus que não se entregassem voluntariamente eram apanhadose enviados para o campo de trânsito (campos de concentração onde mantinham osprisioneiros antes de os deportarem para outro campo de concentração ou deextermínio) em Westerbork. Quase todas as semanas, um comboio saia de lá rumo adestinos desconhecidos no leste da Europa. As pessoas do esconderijo já estavamtão ansiosas e deprimidas, por isso os ajudantes omitiam muitas das coisas queaconteciam no mundo exterior.
  45. 45. Quando estavam escondidos há quase dois anos no Anexo Secreto, surgiu uma notíciafantástica: um desembarque maciço dos Aliados nas praias da Normandia. Será que ospaíses ocupados serão libertados em breve? Anne esperava voltar para a escola emsetembro ou outubro ... Mapa da Normandia Depois do Dia D, Otto Frank começou a marcar o progresso das forças aliadas.
  46. 46. "Só com uma determinada distribuição do tempo, definida desde o início, no sentido de cada um ter as suas próprias tarefas, poderíamos ter esperança de suportar aquela situação. Acima de tudo, as crianças tinham de ter bastante livros para ler e aprender. Nenhum de nós queria pensar [sobre] quanto tempo duraria esta prisão voluntária. " Otto FrankAtividades diárias
  47. 47. O tempo no “Anexo Secreto” é passado a comer, a dormir, a estudar e a ler. Em 16 de maio de 1944, Anne, no seu diário, fez uma longa lista daquilo que estão a estudar e a ler.O estudo e a leituraOtto en Edith Frank, como pensaram que iam permanecer no Anne escreveu:esconderijo por um longo período de tempo, levaram os “Odeiolivros escolares das filhas. álgebra, geometria e aritmética. Gosto de todas as outras disciplinas, mas a história é a minha preferida!"
  48. 48. Não foram apenas os judeus que tiveram de ir para um esconderijo. A vida de outras pessoas também estava em risco. Tal como os judeus, precisavam igualmente de encontrar lugares para se esconder. Algumas pessoas esconderam-se em cidades, outras no campo. O Esconderijos podia ser grande ou pequeno. Algumas tiveram de ficar dentro de casa o diaOutros também se todo, enquanto outras podiam andar livremente foraesconderam porque tinham documentos falsos.
  49. 49. A decisão de se esconderSegundo estimativas, na Holandaesconderam-se cerca de 300 000pessoas, seja por um período de tempocurto ou longo. Paraa resistência, (pessoas que lutavamcontra os nazis de várias formas:destruíam os registos da população;criavam identificações e senhas decomida falsas; ajudavam as pessoas quese encontravam escondidas, realizavamataques, sabotavam vias decomunicação, distribuíam jornaisclandestinos e informavam os aliados) aquestão de "se esconder ou não seesconder?", na realidade, era uma falsa Uma entrada secreta, através de uma casa de banho, para um esconderijoquestão. Se não queriam acabar naprisão, tinham de se esconder. Muitasfamílias judias perguntavam-se porquerazão tinham de se esconder se nãohaviam feito nada de errado? E oscampos talvez não fossem assim tãomaus...
  50. 50. crianças na clandestinidadeAlguns pais judeus enfrentaram uma decisão difícil durante a guerra. Por vezes, era maisfácil esconder uma criança sozinha numa família. Para os pais, isso significava deixar o seufilho para trás num esconderijo por conta própria.Alguns ajudantes estavam dispostos a arriscar e ficar com uma criança. Para os adultos, eramais difícil encontrar um bom esconderijo. As crianças judias ocultas dessa formatornavam-se simplesmente um membro da família. Os anfitriões poderiam alegar que acriança tinha vindo de Roterdão, onde muitos registos se perderam durante osbombardeamentos.DenúnciasDos 25 000 judeus que passaram a esconder-se, 8 000 foram descobertos. Muitas vezeseram denunciados. Os detidos em esconderijos acabavam em campos deconcentração. Para os auxiliares, o resultado variava. Às vezes, só os que estavamescondidos eram presos e os ajudantes escapavam. Outras vezes os ajudantes tambémeram presos. Em teoria, havia penas pesadas para quem fosse apanhado a ajudar umjudeu, mas, na prática, isso nem sempre acontecia.
  51. 51. A história de Anne FrankA vida de Anne Frank  A detenção
  52. 52. A Prisão1944 Anne é presa juntamente com os restantes habitantes do Anexo. No campo de concentração de Auschwitz, Anne, Margot e a mãe ficam juntas. Mais tarde, Anne e Margot sãoDenunciados levadas para Bergen-Belsen. Morre em março de 1945, com 15 anos.
  53. 53. No dia 4 de agosto de 1944, Os habitantes do Anexo Secreto foram presos. Alguém osdenunciara. Primeiro foram deportados para o campo de trânsito de Westerbork edepois para Auschwitz. Otto Frank foi a única pessoa do Anexo Secreto asobreviver. Todos os restantes morreram. Hermann van Pels foi morto nas câmaras degás e Auguste lançada à frente de um comboio durante um transporte. Os outrosmorreram de doença e exaustão. Nunca se chegou a saber quem tinha denunciadoos clandestinos à polícia.
  54. 54. Num dia quente de agosto de 1944, concretizou -se o principal medo dos habitantes do Anexo: foram descobertos e presos.O dia da prisão
  55. 55. 4 de agosto de 1944, um dia lindo e soalheiro. O telefone tocou na sede da Polícia. Era uma denúncia anónima O oficial no comando, Julius Deetman, atendeu a chamada e ordenou ao oficial de serviço das SS, Karl Silberbauer, para se deslocar a Prinsengracht. Com ele foram quatro holandeses nazis. Silberbauer e alguns dos seus homens foram ao armazém, no piso térreo do edifício. Aproximaram-se de Van Maaren, empregado do armazém, que apontou em silêncio, indicando o andar de cima. Entraram no prédio e foram diretamente para o escritório. Victor Kugler foi obrigado a escoltá-los até ao Anexo Secreto. Os habitantes do esconderijoDescobertos haviam sido denunciados...
  56. 56. “Fiquem sentados!”Os funcionários do escritório estavam a trabalhar no segundo andar, quando a porta seabriu de repente. Miep, mais tarde, descreveu este momento: "A porta abriu-se eentrou um homem pequeno. Apontou-me a arma e disse: "Fiquem sentados! Não semexam! " Victor Kugler, que estava no escritório ao lado, ouviu o barulho e foi ver o queestava a acontecer. Victor Kugler: "Eu vi quatro polícias, um deles usava o uniforme daGestapo”. Um dos polícias apontou-lhe a pistola e obrigou-o a mostrar ocaminho. Seguiram todos na direção da estante móvel e entraram no Anexo Secreto, comas pistolas em punho.”Apanhados de surpresaForam apanhados completamente desprevenidos. Viveram os últimos dois anos com aansiedade de serem descobertos e esse momento chegou. Otto Frank descreveu-o: "Foipor volta de 10 e 30. Eu estava lá em cima, no quarto dos van Pels, a ajudar o Petercom os trabalhos escolares... De repente, ouvimos alguém subir as escadas... então aporta abriu-se e um homem estava parado, de frente para nós, apontando-nos umaarma... A minha esposa, as minhas filhas e os Van Pels suavam com as mãoslevantadas". Poucos minutos depois, Fritz Pfeffer também foi escoltado até a sala.
  57. 57. Os objetos de valor As pessoas escondidas tinham deentregar todos os seus objetos devalor. Silberbauer pegou na pasta quecontinha as folhas e o diário de Anne edespejou-a para poder levar os objetosde valor que recolhia. As páginas dodiário de Anne caíram ao chão.Otto Frank: "Então disse: Despachem-se. Têm de estar aqui em cincominutos’". Miep Gies: "Mais tarde, ouvi –os a descer as escadas, muitolentamente."Após a detenção, foram levados num Páginas do diário de Anne espalhadas pelo chão.camião fechado com os dois ajudantesdo sexo masculino, Victor Kugler eJohannes Kleiman, que também forampresos.
  58. 58. As pessoas do esconderijo e os dois ajudantes do sexo masculino foram presos e levados para interrogatório numa prisão dirigida por alemães. Os dois ajudantes posteriormente foram transferidos para outra prisão da cidade. Miep Gies e Bep Voskuijl são deixadas para trás na Prinsengracht e salvaram o diário de Anne Frank.Enviados para aprisão
  59. 59. InterrogatórioAs oito pessoas do esconderijo foram levadas para uma prisão em Euterpestraat ecolocadas num espaço grande, com outras pessoas que também haviam sido presas. Maistarde, foram interrogados individualmente. A polícia tentava descobrir se conheciamendereços onde outras pessoas podiam estar escondidas. Johannes Kleiman e VictorKugler recusaram-se a responder. Otto respondeu a essa pergunta dizendo que perderamo contato com todos os amigos e conhecidos, porque estavam isolados há vinte e cincomeses.SeparaçãoApós os interrogatórios, foram separados uns dos outros. Johannes Kleiman e VictorKugler foram levados para a cadeia da cidade vizinha de Amstelveenseweg, e as oitopessoas do esconderijo para um centro de detenção em Weteringschans, no centro deAmesterdão.Bep e Miep encontram o diário de AnneMiep Gies explicou: "Mais tarde, Bep e eu subimos para o quarto dos Frank. E láencontramos o diário de Anne deitado no chão. Vamos buscá-lo, disse eu. Bep estavaaturdida. Eu disse: Apanha-o, apanha-o, e vamos sair daqui! Estávamos com tantomedo! Descemos e lá estávamos nós. E agora Bep? Então ela disse: ‘tu és mais velha. Ficacom ele‘."
  60. 60. A Deportação paraos campos"Claro que todos nós tivemos de trabalhar no campo, mas à noiteéramos livres e podíamos ficar juntos. Para ascrianças, especialmente, foi um certo alívio. Já não estavam presasdentro de casa e podiam falar com outras pessoas. Noentanto, nós, adultos, temíamos ser deportados para os célebrescampos na Polónia. " Otto Frank
  61. 61. O campo deWesterbork A abrir baterias no campo de Westerbork.A 8 de agosto de 1944, os oito prisioneiros foram levados de comboio para o campo deWesterbork. Como não se entregaram voluntariamente, foram para os blocos de punição.Havia barracas para homens e para mulheres.Os prisioneiros tinham de trabalhar durante todo o dia a partir pilhas velhas. Ainda quefosse um trabalho sujo e insalubre, podiam conversar entre si.
  62. 62. A deportação paraAuschwitzOs comboios partiam com regularidade de Westerbork para campos deconcentração mais a leste. No sábado, dia 2 de setembro de 1944, osnomes dos prisioneiros que partiriam no dia seguinte foram lidos em vozalta. Os oito habitantes do Anexo Secreto estavam incluídos entre os1019 nomes referidos
  63. 63. O comboio de mercadoriasNa manhã seguinte, um enorme comboio de mercadorias estava à espera. Cerca desetenta presos eram empurrados para cadavagão. Homens, mulheres, crianças, jovens, velhos, saudáveis, doentes. A maioria dospresos teve de ficar. A família Frank conseguiu manter-se junta.Lenie de Jong van Naarden também estava no comboio e recorda: "Muitaspessoas, também as meninas Frank, dormiam encostadas à mãe ou o pai. Estávamostodos morto de cansaço." Transporte de Westerbork – Auschwitz
  64. 64. ExaustosA viagem de comboio durou três dias. No vagão, um balde servia de sanita. Dentrode pouco tempo o cheiro tornou-se insuportável. Os prisioneiros mal conseguiamrespirar.Janny Brilleslijper: "Se, por acaso, viajássemos junto a alguma fresta por ondeentrasse ar fresco, teríamos algum alívio com o cheiro, mas poderíamos apanharuma constipação.Rosa de Winter-Levy disse que “depois de dois dias, estávamos todos exaustos, umhomem morreu, e havia uma senhora idosa e crianças a chorar porque nãoaguentavam mais.
  65. 65. Na plataforma, em Auschwitz -Birkenau, os homens e mulheres eram separados. O médicos nazis determinavam quais os prisioneiros que seriam imediatamente mortos.A Chegada aAuschwitzA separaçãoO comboio parou subitamente na terceira noite, por volta das 2 horas e as portas foramabertas. Homens de roupas listadas gritavam emalemão Aussteigen, schnell, Schneller (Saiam, rápido, rápido). Os recém-chegados tinham dedeixar a bagagem no comboio. Os prisioneiros de Auschwitz eram os responsáveis ​por tiraremas pessoas do comboio. Havia soldados alemães das SS, desfilando para cima e para baixo daplataforma, com cães e chicotes nas mãos. O brilho desagradável dos Holofotes iluminava aplataforma. Os homens tinham de alinhar-se num lado e as mulheres no outro. Esta foi a última
  66. 66. Os médicos das SS avaliavam os prisioneiros. As crianças, os idosos e os doentes eram enviados para um lado, os restantes presos para o outro. Rosa de Winter-Levy recorda: "O polícia olhava para nós com um olhar severo, não dizia nada, apenas apontava para a direita... Todos os que foram na outra direção, como as pessoas mais velhas, todas as crianças e as respetivas mães, nunca mais foram vistos. Foram imediatamente levados para a câmara de gás. "As oito pessoasSeleção de prisioneiros na plataforma em Auschwitz-Birkenau. Os do Anexo Secreto foram todas paramédicos nazis decidiam que presos deveriam ser imediatamente mortos o lado direito.
  67. 67. O destino dos Cada homem e cada mulher recebiahabitantes do um número, que era tatuado no braço. As cabeças eram rapadas e recebiam as roupas do campo. OsAnexo homens eram colocados numa parte do acampamento, as mulheres noutra.Portão de entrada do campo de Auschwitz
  68. 68. Otto Frank, Fritz Pfeffer, Hermann e Peter van Pels conseguiram ficar juntos. A maioria dos presos tinha de executar um trabalho pesado a cavar trincheiras​​. Peter teve mais sorte: foi para os correios do campo. Guardas e não- judeus podiam receber correspondência. Peter, comoO destino dos lidava com os pacotes que chegavam, porHomens vezes, conseguia"arranjar" um pouco de comida extra. Hermann van Pels Todos os dias havia seleções: os prisioneiros que estavam muito doentes ou fracos para trabalhar eram enviados diretamente para a câmara de gás para serem mortos. Poucas semanas após a sua chegada, Hermann van Pels, exausto, já não era capaz de trabalhar, por isso também foi gaseado. Otto Frank e Peter van Pels testemunharam isso: "Eu nunca irei esquecer aquele momento em que eu e Peter van Pels vimos um grupo de homens selecionados. O pai de Peter estava entre eles. Foram levados embora e, duas horas depois, passou um carrinho com suas roupas. “
  69. 69. Fritz Pfeffe foi deportado para o campo deconcentração de Neuengamme, em outubro de1944. Milhares de prisioneiros morreram devido auma combinação de trabalho pesado, falta dealimentos e más condições sanitárias. Fritz Pfefferestava entre eles. Morreu doente a 20 dedezembro de 1944, com 55 anos.Peter van PelsPouco antes da libertação do campo deNeuengamme, o nazis evacuaram-no. Os presos queainda podiam andar foram com eles, nas chamadas“marchas da morte” (longas caminhadas forçadasque saiam dos campos de concentração, sob umaguarda tirânica e condições absolutamentedegradantes).Peter van Pels estava entre os prisioneiros. Chegouao campo de concentração de Mathausen, naÁustria, no final de janeiro. Os prisioneiros tinhamde realizar um trabalho pesado. Peter van Pelsmorreu de esgotamento a 5 de maio de 1945.
  70. 70. Otto Frank foi o único sobrevivente.Em 27 de janeiro de 1945, os soldadosrussos libertaram Auschwitz. OttoFrank era um dos 7 650 prisioneirosque ainda estavam vivos. Pesavamenos de 52 kg, enquanto que noAnexo Secreto pesava mais de 68. Ottolembrava-se dos uniformes brancocomo a neve que os soldados russosusavam e mais tarde disse: “Eram bonshomens. Não nos importávamos quefossem comunistas. Não estávamospreocupados com a suapolítica, estávamos interessados ​emser libertados."
  71. 71. O destino dasMulheresApós a seleção, Edith, Margot e Anne ficaram no mesmoalojamento. Auguste van Pels provavelmente foi enviada parauma parte diferente do campo. Durante o dia, as mulheresexecutavam um trabalho muito duro, tinham de carregarpedras pesadas. Passavam horas a fio no exterior, mesmo sobcondições meteorológicas adversas.
  72. 72. Edith FrankNo inverno de 1944, o Exército russo estava aavançar. Os nazis decidiram levar o maiornúmero possível de prisioneiros, os que aindaeram capazes de trabalhar, de volta à Alemanha.A saúde das mulheres presas era um fatorprimordial. Edith não pode ir. Margot e Anneforam deslocadas.Rosa de Winter-Levy testemunha: “Depois foi avez das duas meninas ... E, por momentos, láficaram elas, nuas e carecas. Anne olhou paranós com os olhos inocentes, e depois foramembora. Não sabemos o que lhes aconteceudepois. Ouvimos a Sra. Frank gritar: "Ascrianças! Oh Deus...“ Margot e Anne Frank foramamontoados num comboio de mercadoriaslotado com destino ao campo deconcentração de Bergen-Belsen. EdithFrank ficou em Auschwitz. Adoeceu e morreu a6 de janeiro de 1945.
  73. 73. Margot e Anne em Bergen–BelsenApós uma terrível viagem de comboio de três dias, Margot e Anne chegaram a Bergen-Belsen. Cada vez mais prisioneiros estavam a ser transferidos de outros campos deconcentração para este. Como o campo já estava muito cheio quando o comboiochegou, foram colocadas em tendas que, poucos dias depois, foram destruídas por umaforte tempestade. As prisioneiras tinham de encontrar espaço numa das barracas jásuperlotadas.Margot e Anne morreram no inverno de 1944-1945, quando a situação em Bergen-Belsen se deteriora. A comida escasseava e as condições sanitárias eram terríveis. Muitosdos prisioneiros acabaram por adoecer. Margot e Anne Frank morreram com tifo apenasalgumas semanas antes do acampamento ser libertado.
  74. 74. Auguste van PelsNo final de novembro de 1944, outro comboio deprisioneiros de Auschwitz chegou a Bergen-Belsen. Auguste van Pels estava entre osprisioneiros, juntando-se a Margot e Anne. Algunsmeses depois, deixava Bergen-Belsen e eratransportada para Raguhn, que fazia parte docampo de concentração de Buchenwald. DeRaguhn foi enviada para o campo deTheresienstadt. Durante esse percurso, entre 9 deabril e 8 de maio de 1945, Auguste van Pels foiassassinada.
  75. 75. O regresso de Otto Frank1945 Depois de Auschwitz ter sido libertado, Otto regressou a Amesterdão. No caminho de volta, ficou a saber da morte de Edith. Quando chegou, foi visitar Miep e Jan Gies. Ainda esperava que Anne e Margot estivessem vivas, mas depois descobriu que nenhuma delas tinha sobrevivido. Miep deu-lhe o diário de Anne.O único Anne queria que fosse publicado após a guerra, e seu desejo acabaria por se tornar realidade.
  76. 76. Fim

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