Mercantilismo

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Mercantilismo

  1. 1. ANTIGO REGIME ABSOLUTISMOE MERCANTILISMO NUMA SOCIEDADE DE ORDENS
  2. 2. O OURO DO BRASIL CONDUZIU AO FRACASSO DAS MEDIDASMERCANTILISTAS CONTRA A CRISE DE FINAIS DO SÉC. XVII. PORQUÊ?
  3. 3. ANTIGO REGIME NÍVELNÍVEL POLÍTICO NÍVEL SOCIAL NÍVEL CULTURAL ECONÓMICOABSOLUTISMO SOCIEDADE DE MERCANTILISMO BARROCO ORDENS O antigo regime ficou marcado a nível político: absolutismo; A nível económico: mercantilismo; A nivel social: divisão em ordens; na sociedade. A nível da cultura, a arte e a mentalidade: estiloLuísJoão V, Rei de Portugal D. XIV, Rei de França barroco.
  4. 4. COMO ERA A VIDA ECONÓMICANO ANTIGO REGIME?
  5. 5. PREDOMINÂNCIA DA AGRICULTURA Caderno de atividades, página 27
  6. 6. • Predomínio da economia rural: agricultura de subsistência; a propriedade pertencia quase exclusivamente ao clero e à nobreza, .• A agricultura fornecia as principais matérias primas para o Artesanato (madeira) e para o comércio (cereais, vinhos, produtos coloniais).• O tráfico comercial, por outro lado, desenvolvia-se cada vez mais à escala mundial e constituía-se como elemento dinamizador da economia.Os camponeses, depois de pagarem os impostos mal conseguiam omínimo para a subsistir. Em algumas regiões do norte da Europa verificou-se, a partir do século XVII, uma grande expansão das culturas cerealíferas, da vinha e a criação de gado.
  7. 7. Terreiro do Paço no fim do Séc. XVIIDirk Stoop, Londres, 1662.
  8. 8. A IMPORTÂNCIA DO TRÁFICO COMERCIAL Especiarias (canela e pimenta) Açores Lisboa Açúcar / Tabaco Madeira Cabo Calecut Escravos (sobretudo de Angola) Verde Guiné S. Tomé e Príncipe Pernambuco Angola Baía Moçambique Cabo da Boa EsperançaRotas comerciais portuguesas em meados do século XVII
  9. 9. “O que sabemos é que, por meados do século XVII, a economia portuguesaatravessava uma conjuntura difícil. Em parte, essa situação foi o resultado dasperturbações de vária ordem, provocadas pela Restauração. Mas, numa outraparte, não menos importante, teve a ver com a conjuntura económicainternacional, ela própria atravessando uma fase crítica em alguns setores (…).Os níveis do comércio externo decaíram consideravelmente; a agriculturacolonial havia estagnado (…), a agricultura metropolitana experimentou tambémdiversas dificuldades; e a indústria era incapaz de corresponder às necessidadesinternas, num momento em que, por falta de meios de pagamento, o país nãopodia continuar a recorrer às importações. Crise em toda a linha, portanto.” José Vicente Serrão in História de Portugal, Círculo de Leitores
  10. 10. “O que sabemos é que, por meados do século XVII, a economia portuguesaatravessava uma conjuntura difícil. Em parte, essa situação foi o resultado dasperturbações de vária ordem, provocadas pela Restauração. Mas, numa outraparte, não menos importante, teve a ver com a conjuntura económicainternacional, ela própria atravessando uma fase crítica em alguns setores (…).Os níveis do comércio externo decaíram consideravelmente; a agriculturacolonial havia estagnado (…), a agricultura metropolitana experimentou tambémdiversas dificuldades; e a indústria era incapaz de corresponder às necessidadesinternas, num momento em que, por falta de meios de pagamento, o país nãopodia continuar a recorrer às importações. Crise em toda a linha, portanto.” José Vicente Serrão in História de Portugal, Círculo de Leitores
  11. 11. Em 1668-1670, a economia portuguesa entrou em crise Evolução dos preços em réis do açúcar e do tabaco400035003000 Exportações250020001500 Importações1000500 0 1650 1659 1668 1688 Açucar (arroba) Tabaco (arrátel) Saldo negativo da balança comercial MERCANTILISMO
  12. 12. QUE MEDIDAS FORAMTOMADAS PARA COMBATER A CRISE COMERCIAL DEFINAIS DO SÉCULO XVII?
  13. 13. “Creio que facilmente se estará de acordo sobre este princípio de que apenas a abundância de dinheiro (ouro e prata) aumenta a grandeza e o poderia de um Estado. Segundo este princípio, todos os anos saem do Reino, em produtos necessários ao consumo, cerca de 12 a 13 milhões de libras. São essas as minas do nosso Reino e é na sua conservação que devemos trabalhar cuidadosamente . (...) Para lá das vantagens que traria a entrada de uma quantidade maior de moeda no Reino, pelas manufaturas, um milhão de pessoas que definham na ociosidade poderia vir a ganhar a vida; um número de pessoas, igualmente considerável ganharia a sua vida na navegação e nos portos marítimos, a multiplicação quase ao infinito dos barcos multiplicariam a grandeza e o poderia do reino. Eis, a meu ver, os fins aos quais deve tender a aplicação do Rei, a sua bondade e o seu amor pelos seus súbditos.”Claude LefebvreJEAN-BAPTISTE COLBERT (1619-1683)
  14. 14. MERCANTILISMOPARA CONCRETIZAR ESTA TEORIA ERANECESSÁRIO APLICAR UM CONJUNTO Exportações Importações DE MEDIDAS PROTECCIONISTAS. Importações ExportaçõesO MERCANTILISMO É UMA FORMA DE NACIONALISMO ECONÓMICO
  15. 15. Uma manufatura têxtil
  16. 16. O MERCANTILISMO EM PORTUGAL DOC. 4, PÁG. 103 EM PORTUGAL, D. LUÍS DE MENESES, CONDE DA ERICEIRA, VEDOR DA FAZENDA DO REI D.PEDRO II, TAMBÉM PROMOVEU ALGUMAS MEDIDAS MERCANTILISTASD. LUÍS DE MENESES, CONDE DA ERICEIRA
  17. 17. Dom Pedro, por Graça de Deus, Príncipe de Portugal e dosAS DESENVOLVEU Algarves [...]. MANUFACTURAS 1. DOS LANIFÍCIOS, NA Primeiramente ordeno e mando que COVILHÃ, FUNDÃO E nenhuma EM PORTALEGRE pessoas de qualquer condição, grau, qualidade, título, dignidade, pre eminência, por maior que seja, assim homens como mulheres, nestes Reinos e Senhorios de Portugal e suas Conquistas, possa usar nos PUBLICOU AS LEIS adornos de suas pessoas, INCENTIVOU A serviço filhos, casa, VINDA DE TÉCNICOS PRAGMÁTICAS e uso, que de ESPECIALIZADOS novo fizer, de ESTRANGEIROS (proibiam a importação e uso de artigos de seda, rendas, fitas, bordados ou guarnições que luxo) tenham ouro, prata fina ou falsa [...] 4. Nenhuma pessoa se poderá vestir de pano que não seja fabricado neste Reino: como CONCEDEU tambémEMPRESÁRIOS não PRIVILÉGIOS A poderá usarPágina 27 do caderno de rendas,ABRIAM QUEchapéus que não sejam feitos cintos, ESTRANGEIROS atividades nele [...] MANUFACTURAS EM PORTUGAL Lisboa, 25 de janeiro de 1677
  18. 18. DE QUE MODO SE EXPLICA A FALÊNCIA DAS PRIMEIRASMEDIDAS MERCANTILISTAS?
  19. 19. O TRATADO DE METHUEN (ler doc. 6, pág. 103) Comérciode vinho de Portugal para Inglaterra Exportação Português com a Inglaterra 18000 1200 16000 1000 14000N.º de pipas (média por ano) 12000 800 Milhares de libras 10000 600 8000 Importações 6000 400 Exportações 4000 200 2000 0 0 1678-1687 1701-1705 1688-1697 1706-1710 1711-1715 1698-1707 1716-1720 1721-1725 1708-1717 1726-1730 1731-1735 1718-1727 J. Rodrigues de Freitas, Notices of Portugal
  20. 20. A CHEGADA DO OURO DO BRASIL A FEBRE DO OURO ouro do Brasil Descarregamentos de BRASILEIROA sede insaciável do(kg) estimulou tantos ouro adeixarem as suas terras e a meterem-se por14000caminhos tão maus, como são os das12000Minas, que dificilmente se poderá contar o10000número dos que atualmente lá estão. [...] 8000[...] vão pessoas de todas as condições: 6000homens e mulheres, moços e velhos, pobres 4000e2000ricos, nobres e plebeus, seculares eclérigos. 0 1699 1701 1703 1712 Antonil, Cultura e opulência do Brasil, 1911 Carlos Julião Extração de diamantes, 1693
  21. 21. O OURO DO BRASIL CONDUZIU AO FRACASSO DAS MEDIDASMERCANTILISTAS CONTRA A CRISE DE FINAIS DO SÉC. XVII. PORQUÊ?
  22. 22. Foi utilizado:- para pagar a dívida externa.- Para financiar um nível de vida faustoso e paracunhar moeda sem restrições.-Portugal desinteressou-se do seu planomanufactureiro- O Tratado de Methuen representou um golpe finalna política mercantilista nacional, afetou, a longoprazo o setor manufatureiro e marcou o início dadependência de Portugal em realação à Grã-Bretanha.

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