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Júlio Resende Gondomarense de coração
<ul><li>Nasceu no Porto a 23 de Outubro de  1917   </li></ul>
<ul><li>De  1930 a 1936  frequentou a Academia Silva Porto .  </li></ul>
<ul><li>Em  1937  entra para a Escola de Belas-Artes do Porto onde é discípulo de Dórdio Gomes.   </li></ul>Noite de S.Joã...
<ul><li>Em  1943  participa na organização do &quot;Grupo dos Independentes&quot;. </li></ul><ul><li>Faz a sua primeira ex...
<ul><li>Em  1944  ingressa no ensino secundário como professor.  </li></ul>
<ul><li>Em  1945  conclui o Curso na Escola de Belas-Artes com a pintura &quot;Os Fantoches&quot;. Obtém os prémios da Aca...
<ul><li>A Visita ao Museu do Prado em Madrid e o encontro com Vasquez Diaz marcam a sua obra de um tenebrismo goyesco.  </...
<ul><li>Em  1946  obteve uma bolsa no estrangeiro do &quot;Instituto Para a Alta Cultura&quot;.  </li></ul>
<ul><li>De  1947/1948  estuda as técnicas de afresco e gravura na Escola de Belas-Artes de Paris.Foi discípulo de Duco de ...
<ul><li>De  1947/1948 c opia os Mestres no Museu do Louvre. </li></ul><ul><li>Visita os museus da Bélgica, Holanda, Inglat...
<ul><li>1949 Fonte da Praça 15x20,6  Aguarela </li></ul><ul><li>1949 Regresso do Campo 16x21,5 Aguarela e Tinta da China <...
<ul><li>Em  1949/1950  estabelece contactos com o escritor Virgílio Ferreira e com os artistas Júlio e Charrua. </li></ul>...
<ul><li>Viaja até à Noruega onde é hospede de Oddvard Straume. Permanece uma temporada em Orstavik.  </li></ul>
<ul><li>Em  1951  fixa-se no Porto mantendo actividade docente no ensino secundário. O mar entra na sua obra que ganha lum...
<ul><li>Em  1954  lecciona na Escola Secundária da Póvoa de Varzim. </li></ul>Júlio Resende. Aguarela, 1954 (Póvoa do Varz...
<ul><li>Em  1956  conclui o curso de Ciências Pedagógicas na Universidade de Coimbra .  </li></ul>
<ul><li>Em  1958  é convidado para docente da Escola de Belas-Artes do Porto.  </li></ul>Fachada do edifício central da Fa...
<ul><li>Em  1962  presta provas públicas para a Cadeira de Professores na Escola Superior de Belas-Artes do Porto.  </li><...
<ul><li>Em  1971  faz a sua primeira viagem ao Brasil encontrando-se com Jorge Amado e Mário Cravo Filho.  </li></ul>1971 ...
<ul><li>De 1975 a 1976  dedica-se a tempo inteiro à gestão da ESBAP  </li></ul>Fotografia cedida por: limamil 2005
<ul><li>Em  1977  viaja até ao Nordeste Brasileiro. Encontra-se com os artistas Sérgio Lemos e Francisco Brennand. </li></...
<ul><li>Em  1978  visita as Faculdades de Belas-Artes de Espanha.  </li></ul>
<ul><li>Em  1986  faz viagem a Goa   </li></ul>
<ul><li>Em  1992  faz viagem a S. Vicente e Stº Antão (Cabo Verde).  </li></ul>1992 Pescadores Pastel
<ul><li>Em  1997  viaja até Santiago e Fogo (Cabo-Verde).   </li></ul>1999 Meninos Pescadores - Cabo Verde 20,5x16 Pastel
<ul><li>Em  1987  profere a última lição na ESBAP.   </li></ul>Júlio Resende: uma obra excepcional Foto: Lucilia Monteiro
<ul><li>Em  1993  é criado o &quot;Lugar do Desenho - Fundação Júlio Resende&quot;.  </li></ul>Inauguração  do lugar do De...
<ul><li>Em  1997  recebe a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique.   </li></ul>
<ul><li>Em  1999  faz uma viagem à Ilha de Moçambique com Armando Alves, Francisco Laranjo, Manuel Casal Aguiar, Marta Res...
<ul><li>Em  2000  vai ao Recife, Brasil.  </li></ul>
 
Percurso
Banda Desenhada
 
Cenários e figurinos
<ul><li>1965 S/Título - Ciclorama para &quot;Auto da India&quot; TEP [Encenação de Carlos Avilez] 27,5x41 Técnica Mista </...
<ul><li>Orienta o visual estético do Espectáculo de Portugal na &quot;Exposição Mundial de Osaka&quot;. (1970) </li></ul><...
<ul><li>Realizou múltiplos afrescos: </li></ul>
<ul><li>Ilustrou vários livros: </li></ul><ul><li>1968  &quot;Aparição&quot; de Virgílio Ferreira.  </li></ul><ul><li>1973...
<ul><li>Júlio Resende.  Aquela Nuvem e Outras  de Eugénio de Andrade </li></ul><ul><li>Aguarela 1986  </li></ul>
<ul><li>1989 Tenho uma Ideia  de Arsénio Mota 14,5x26,5 Colagem </li></ul>
A Técnica
Arrisco-me a afirmar que em arte, a técnica passa despercebida… 1963 Mulher e Bilha 65,0x50,0 Técnica Mista 1989 S/ Título...
<ul><li>Aguarela, pastel, guacho, lápis, tinta da china , etc, são técnicas “expeditas” que pratico nas minhas deambulaçõe...
<ul><li>Outras técnicas, às quais apelido “oficinais”, como:  gravura, monotipia, colagem, técnica mista   constituem o el...
<ul><li>1973 Figura Feminina Tinta da China </li></ul>
<ul><li>1982 Descanso Tinta da China e Lápis de Cor </li></ul>
<ul><li>1986 Korntal Esferográfica  </li></ul>
<ul><li>A aguarela foi a técnica preferida por Resende nas suas várias deslocações, sobretudo e durante as décadas 40/50 r...
 
Circunstâncias familiares motivaram frequentes estadias em Korntal, vale do trigo,  a poucos quilómetros de Estugarda, loc...
 
<ul><li>A inserção do artista plástico na sociedade é por demais entendível  …… </li></ul>Mural
Estação Sete-Rios do Metropolitano, Júlio Resende, Lisboa, 1995. foto: Metropolitano de Lisboa   <ul><li>… .parece dever r...
<ul><li>a  decoração de um mural é sempre uma referência consequente de um tempo, como o de Berlim ou de uma fé, como o da...
<ul><li>Um muro, só por si, tem sempre um significado, quer físico quer psicológico.   </li></ul>1994/95 Pastel sobre Papel
Painel da Ribeira Negra, Júlio Resende, Porto, 1983 · 1985. foto: Carlos Monteiro (DDF-IPM)
<ul><li>a arte no muro em vez de enfatizar o &quot;statu quo&quot; em que a sociedade está entorpecida, deveria despertá-l...
<ul><li>1994/95 Pastel sobre Papel </li></ul>1996 Tinta da China e Pastel
Mural – S. Cosme de Gondomar
Serigrafia
 
1989 S/ Título Gravura
A Escola A Escola
<ul><li>O objecto da minha busca? Talvez a conciliação de duas coisas aparentemente inconciliáveis.   </li></ul>
<ul><li>Encontrar a forma que se ajuste ao &quot;sentir&quot; e à &quot;reflexão&quot;. </li></ul>
<ul><li>os analistas afirmam que a minha obra deixa transparecer um expressionismo lírico  </li></ul>1950 Lavadeiras do Av...
<ul><li>Ambivalência no sentir e no reflectir responsável por inúmeras hesitações de percurso ….  </li></ul><ul><li>propós...
<ul><li>no tempo, passei ao lado neo-realismo (anos 40), do abstraccionismo (anos 47/48) e dos demais &quot;ismos&quot;, …...
<ul><li>Admito pois, que me coloquem no &quot;Index&quot; de uma contemporaneidade marcada pela indefinição própria do &qu...
1987 Tinta da China Sou apenas um pintor plástico.
 
<ul><li>Alia a disciplina formal cubista à dramaticidade expressionista.&quot;   </li></ul><ul><li>Fernando Pernes </li></...
<ul><li>Teve uma fase tenebrista (de 1949 a 1951) alimentada por Goya e o Alentejo. </li></ul>
<ul><li>A luz ao entrar na sua obra em íntima  relação entre a figura e o fundo expressou poética expressionista que se pr...
<ul><li>Passou uma fase menos figurativa patente no interesse pela matéria, pelo &quot;objecto físico do quadro“. </li></u...
<ul><li>A gama cromática do pintor, feita de tons pesados, aclarou-se, ganhou novos brilhos e vibrações no final da década...
<ul><li>A experiência do Brasil associa-se ao regresso da figura humana e a um intenso e depurado lirismo traduzido plasti...
1971 Figuras na Estrada 21,5x15,5 Caneta e Lápis de Cor
<ul><li>O final da década de setenta é assinalado pela série de Ribeiras Negras, uma homenagem à cidade do Porto, que cons...
<ul><li>O ciclo das Ribeiras Negras prossegue nos anos 80 alternando com o lirismo e a luminosidade, decorrentes de novas ...
<ul><li>1994 Homens no Cais 25,5x32 Aguarela </li></ul>1967 S/ Título 63x47,8 Aguarela
 
&quot;Um cântico da terra oferecido ao homem, uma claridade desabrochando, uma cor radiante, um jardim para a alma, um jar...
 
Bibliografia <ul><li>Maria João Fernandes,  Mestre Resende: Notícias do Paraíso,   J.L.   07/03/ 2001 </li></ul><ul><li>Ge...
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Júlio Resende

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Júlio Resende, o homem, a arte e a técnica

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Júlio Resende

  1. 1. Júlio Resende Gondomarense de coração
  2. 2. <ul><li>Nasceu no Porto a 23 de Outubro de 1917 </li></ul>
  3. 3. <ul><li>De 1930 a 1936 frequentou a Academia Silva Porto . </li></ul>
  4. 4. <ul><li>Em 1937 entra para a Escola de Belas-Artes do Porto onde é discípulo de Dórdio Gomes. </li></ul>Noite de S.João&quot; Aguarela 1927 Dordio Gomes
  5. 5. <ul><li>Em 1943 participa na organização do &quot;Grupo dos Independentes&quot;. </li></ul><ul><li>Faz a sua primeira exposição individual no Salão Silva Porto. </li></ul>
  6. 6. <ul><li>Em 1944 ingressa no ensino secundário como professor. </li></ul>
  7. 7. <ul><li>Em 1945 conclui o Curso na Escola de Belas-Artes com a pintura &quot;Os Fantoches&quot;. Obtém os prémios da Academia Nacional e &quot;Armando de Bastos&quot;. </li></ul>1944 No Circo 22,5x29 Aguarela
  8. 8. <ul><li>A Visita ao Museu do Prado em Madrid e o encontro com Vasquez Diaz marcam a sua obra de um tenebrismo goyesco. </li></ul>
  9. 9. <ul><li>Em 1946 obteve uma bolsa no estrangeiro do &quot;Instituto Para a Alta Cultura&quot;. </li></ul>
  10. 10. <ul><li>De 1947/1948 estuda as técnicas de afresco e gravura na Escola de Belas-Artes de Paris.Foi discípulo de Duco de La Haix. Na Academia Grande Chaumière recebe lições de Othon Friesz. </li></ul>1948 Marché aux Puces 25,5x35 Aguarela
  11. 11. <ul><li>De 1947/1948 c opia os Mestres no Museu do Louvre. </li></ul><ul><li>Visita os museus da Bélgica, Holanda, Inglaterra e Itália. </li></ul>
  12. 12. <ul><li>1949 Fonte da Praça 15x20,6 Aguarela </li></ul><ul><li>1949 Regresso do Campo 16x21,5 Aguarela e Tinta da China </li></ul><ul><li>Em 1949/1950 é professor na pequena escola de cerâmica de Viana do Alentejo. </li></ul>
  13. 13. <ul><li>Em 1949/1950 estabelece contactos com o escritor Virgílio Ferreira e com os artistas Júlio e Charrua. </li></ul><ul><li>Em Lisboa conhece Almada Negreiros e E. Viana. </li></ul>
  14. 14. <ul><li>Viaja até à Noruega onde é hospede de Oddvard Straume. Permanece uma temporada em Orstavik. </li></ul>
  15. 15. <ul><li>Em 1951 fixa-se no Porto mantendo actividade docente no ensino secundário. O mar entra na sua obra que ganha luminosidade. </li></ul>1957 Menina com Alga 33,5x22,5 Tinta da China
  16. 16. <ul><li>Em 1954 lecciona na Escola Secundária da Póvoa de Varzim. </li></ul>Júlio Resende. Aguarela, 1954 (Póvoa do Varzim)
  17. 17. <ul><li>Em 1956 conclui o curso de Ciências Pedagógicas na Universidade de Coimbra . </li></ul>
  18. 18. <ul><li>Em 1958 é convidado para docente da Escola de Belas-Artes do Porto. </li></ul>Fachada do edifício central da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto Fotografia cedida por: limamil 2005 http://sigarra.up.pt/fbaup/web_page.inicial
  19. 19. <ul><li>Em 1962 presta provas públicas para a Cadeira de Professores na Escola Superior de Belas-Artes do Porto. </li></ul>Fotografia cedida por: limamil 2005
  20. 20. <ul><li>Em 1971 faz a sua primeira viagem ao Brasil encontrando-se com Jorge Amado e Mário Cravo Filho. </li></ul>1971 Flor Rosa 15,5x20 Caneta e Pastel sobre Papel
  21. 21. <ul><li>De 1975 a 1976 dedica-se a tempo inteiro à gestão da ESBAP </li></ul>Fotografia cedida por: limamil 2005
  22. 22. <ul><li>Em 1977 viaja até ao Nordeste Brasileiro. Encontra-se com os artistas Sérgio Lemos e Francisco Brennand. </li></ul>1971 Moça com Balão 20x15,5 Caneta e Pastel sobre Papel
  23. 23. <ul><li>Em 1978 visita as Faculdades de Belas-Artes de Espanha. </li></ul>
  24. 24. <ul><li>Em 1986 faz viagem a Goa </li></ul>
  25. 25. <ul><li>Em 1992 faz viagem a S. Vicente e Stº Antão (Cabo Verde). </li></ul>1992 Pescadores Pastel
  26. 26. <ul><li>Em 1997 viaja até Santiago e Fogo (Cabo-Verde). </li></ul>1999 Meninos Pescadores - Cabo Verde 20,5x16 Pastel
  27. 27. <ul><li>Em 1987 profere a última lição na ESBAP. </li></ul>Júlio Resende: uma obra excepcional Foto: Lucilia Monteiro
  28. 28. <ul><li>Em 1993 é criado o &quot;Lugar do Desenho - Fundação Júlio Resende&quot;. </li></ul>Inauguração do lugar do Desenho
  29. 29. <ul><li>Em 1997 recebe a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique. </li></ul>
  30. 30. <ul><li>Em 1999 faz uma viagem à Ilha de Moçambique com Armando Alves, Francisco Laranjo, Manuel Casal Aguiar, Marta Resende, Victor Costa e Zulmiro de Carvalho </li></ul>
  31. 31. <ul><li>Em 2000 vai ao Recife, Brasil. </li></ul>
  32. 33. Percurso
  33. 34. Banda Desenhada
  34. 36. Cenários e figurinos
  35. 37. <ul><li>1965 S/Título - Ciclorama para &quot;Auto da India&quot; TEP [Encenação de Carlos Avilez] 27,5x41 Técnica Mista </li></ul><ul><li>1968 Cenário de Bailado da Gulbenkian &quot;Judas&quot; Coreógrafa Águeda Sena 37,5x50,5 Técnica Mista </li></ul>1965 Figurino para &quot;Auto da India&quot; TEP 32,7x21 Técnica Mista 1969 Estudo para Cenário &quot;Auto da Alma&quot;TEP Encenação de Luis Tito 14,6x18,8 Técnica Mista
  36. 38. <ul><li>Orienta o visual estético do Espectáculo de Portugal na &quot;Exposição Mundial de Osaka&quot;. (1970) </li></ul><ul><li>1970 Descobertas - Figurino para Espectáculo de Portugal em Osaka 41,5x23,2 Tinta da China </li></ul>
  37. 39. <ul><li>Realizou múltiplos afrescos: </li></ul>
  38. 40. <ul><li>Ilustrou vários livros: </li></ul><ul><li>1968 &quot;Aparição&quot; de Virgílio Ferreira. </li></ul><ul><li>1973 &quot;Retalhos da Vida de um Médico&quot;de Fernando Namora </li></ul>
  39. 41. <ul><li>Júlio Resende. Aquela Nuvem e Outras de Eugénio de Andrade </li></ul><ul><li>Aguarela 1986 </li></ul>
  40. 42. <ul><li>1989 Tenho uma Ideia de Arsénio Mota 14,5x26,5 Colagem </li></ul>
  41. 43. A Técnica
  42. 44. Arrisco-me a afirmar que em arte, a técnica passa despercebida… 1963 Mulher e Bilha 65,0x50,0 Técnica Mista 1989 S/ Título 25,0x18,0 Pastel 1952 Conjunto Feminino 13,5x21,0 Lápis
  43. 45. <ul><li>Aguarela, pastel, guacho, lápis, tinta da china , etc, são técnicas “expeditas” que pratico nas minhas deambulações … </li></ul>1996/2000 Postura - Goa 29,5x21 Pastel 1960 Tinta da China Aguada 1952 lápis sobre Papel 1982 Itamaracá 32x24 Aguarela sobre Papel
  44. 46. <ul><li>Outras técnicas, às quais apelido “oficinais”, como: gravura, monotipia, colagem, técnica mista constituem o elo de referência para a técnica do óleo, acrílico , etc …. </li></ul>Gravura com Pastel Técnica Mista Colagem Gravura
  45. 47. <ul><li>1973 Figura Feminina Tinta da China </li></ul>
  46. 48. <ul><li>1982 Descanso Tinta da China e Lápis de Cor </li></ul>
  47. 49. <ul><li>1986 Korntal Esferográfica </li></ul>
  48. 50. <ul><li>A aguarela foi a técnica preferida por Resende nas suas várias deslocações, sobretudo e durante as décadas 40/50 reassumindo importância nos anos 80 quando o autor foi assíduo apreciador da Floresta Negra e do Nordeste Brasileiro. </li></ul>Aguarela
  49. 52. Circunstâncias familiares motivaram frequentes estadias em Korntal, vale do trigo, a poucos quilómetros de Estugarda, local da residência da filha Marta e do neto Daniel.
  50. 54. <ul><li>A inserção do artista plástico na sociedade é por demais entendível …… </li></ul>Mural
  51. 55. Estação Sete-Rios do Metropolitano, Júlio Resende, Lisboa, 1995. foto: Metropolitano de Lisboa <ul><li>… .parece dever reclamar-se do artista aquela espécie de humildade para reconhecer o momento justo de participar no ambiente exterior ao seu atelier , esse sim, o espaço da experimentação. … </li></ul>
  52. 56. <ul><li>a decoração de um mural é sempre uma referência consequente de um tempo, como o de Berlim ou de uma fé, como o das Lamentações. </li></ul>1993 Tinta da China e Pastel sobre Papel Vegetal
  53. 57. <ul><li>Um muro, só por si, tem sempre um significado, quer físico quer psicológico. </li></ul>1994/95 Pastel sobre Papel
  54. 58. Painel da Ribeira Negra, Júlio Resende, Porto, 1983 · 1985. foto: Carlos Monteiro (DDF-IPM)
  55. 59. <ul><li>a arte no muro em vez de enfatizar o &quot;statu quo&quot; em que a sociedade está entorpecida, deveria despertá-la pelo oposto, isto é, pela nova harmonia que o artista de hoje deverá encontrar pela responsabilidade que lhe cabe. Júlio Resende, “O Desenho no Muro”     </li></ul>
  56. 60. <ul><li>1994/95 Pastel sobre Papel </li></ul>1996 Tinta da China e Pastel
  57. 61. Mural – S. Cosme de Gondomar
  58. 62. Serigrafia
  59. 64. 1989 S/ Título Gravura
  60. 65. A Escola A Escola
  61. 66. <ul><li>O objecto da minha busca? Talvez a conciliação de duas coisas aparentemente inconciliáveis. </li></ul>
  62. 67. <ul><li>Encontrar a forma que se ajuste ao &quot;sentir&quot; e à &quot;reflexão&quot;. </li></ul>
  63. 68. <ul><li>os analistas afirmam que a minha obra deixa transparecer um expressionismo lírico </li></ul>1950 Lavadeiras do Ave Lápis de Cor
  64. 69. <ul><li>Ambivalência no sentir e no reflectir responsável por inúmeras hesitações de percurso …. </li></ul><ul><li>propósito de autenticidade de que não abdico. </li></ul>1984 Homem Pássaro Aguada de Tinta da China
  65. 70. <ul><li>no tempo, passei ao lado neo-realismo (anos 40), do abstraccionismo (anos 47/48) e dos demais &quot;ismos&quot;, …..sempre fiel ao sentir e à reflexão estética que comigo nasceu. </li></ul>1960 S/ Título Tinta da China Aguada
  66. 71. <ul><li>Admito pois, que me coloquem no &quot;Index&quot; de uma contemporaneidade marcada pela indefinição própria do &quot;efémero&quot;, do &quot;minimalismo&quot; </li></ul>1992 Sinais de Atelier Pastel
  67. 72. 1987 Tinta da China Sou apenas um pintor plástico.
  68. 74. <ul><li>Alia a disciplina formal cubista à dramaticidade expressionista.&quot; </li></ul><ul><li>Fernando Pernes </li></ul>1962 S/ Título 22x18 Técnica Mista
  69. 75. <ul><li>Teve uma fase tenebrista (de 1949 a 1951) alimentada por Goya e o Alentejo. </li></ul>
  70. 76. <ul><li>A luz ao entrar na sua obra em íntima relação entre a figura e o fundo expressou poética expressionista que se prolonga nos anos cinquenta </li></ul>1958 27,5x32,8 Caneta de Feltro e Tinta da China
  71. 77. <ul><li>Passou uma fase menos figurativa patente no interesse pela matéria, pelo &quot;objecto físico do quadro“. </li></ul>1956 S/ Título 17x24 Técnica Mista
  72. 78. <ul><li>A gama cromática do pintor, feita de tons pesados, aclarou-se, ganhou novos brilhos e vibrações no final da década de 60. Esta tendência acentua-se com a primeira viagem ao Brasil em 1971. </li></ul>1982 Itamaracá 21,1x14,6 Caneta e Lápis de Cor sobre Papel
  73. 79. <ul><li>A experiência do Brasil associa-se ao regresso da figura humana e a um intenso e depurado lirismo traduzido plasticamente numa valorização dos tons claros, do movimento e da dinâmica da composição. </li></ul>1971 Flor Rosa 15,5x20 Caneta e Pastel sobre Papel
  74. 80. 1971 Figuras na Estrada 21,5x15,5 Caneta e Lápis de Cor
  75. 81. <ul><li>O final da década de setenta é assinalado pela série de Ribeiras Negras, uma homenagem à cidade do Porto, que considera o contexto ideal do seu trabalho de criação dramático e expressionista. </li></ul>
  76. 82. <ul><li>O ciclo das Ribeiras Negras prossegue nos anos 80 alternando com o lirismo e a luminosidade, decorrentes de novas viagens ao Brasil em 80 e 90. </li></ul>1986 Ribeira 21,8x24 Aguarela
  77. 83. <ul><li>1994 Homens no Cais 25,5x32 Aguarela </li></ul>1967 S/ Título 63x47,8 Aguarela
  78. 85. &quot;Um cântico da terra oferecido ao homem, uma claridade desabrochando, uma cor radiante, um jardim para a alma, um jardim onde o corpo da pintura prova a possibilidade do sonho e nos convida à sua viagem, a uma mesma descoberta, a uma semelhante invenção.&quot; Rui Mário Gonçalves
  79. 87. Bibliografia <ul><li>Maria João Fernandes, Mestre Resende: Notícias do Paraíso, J.L. 07/03/ 2001 </li></ul><ul><li>Germano da Silva, Entrevista Júlio Resende - A alma do Lugar do Desenho, J.L. 01/12/ 1999 </li></ul><ul><li>mnsr-pmuseus.pt/biografias </li></ul><ul><li>lugardodesenho.org </li></ul>

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