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Comércio mundial

O comércio à escala mundial

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Comércio mundial

  1. 1. O COMÉRCIO À ESCALA MUNDIAL
  2. 2. INDICADORES DE APRENDIZAGEM <ul><li> Identifica as novas rotas do comércio intercontinental do século XVI. </li></ul><ul><li> Enumera as consequências destas trocas intercontinentais. </li></ul><ul><li> Relaciona a dinamização dos centros económicos europeus com a chegada dos novos produtos. </li></ul>
  3. 3. Os Portugueses criaram uma economia à escala do Globo Jacques le Goff
  4. 4. Que rotas existiam no século XVI?
  5. 6. <ul><li>Rota do Extremo Oriente – transportava os produtos do Estremo Oriente para Goa – caital do Império </li></ul><ul><li>Rota do cabo – Transportava as especiarias e os produtos do Oriente para Lisboa, através do Cabo da Boa Esperança </li></ul><ul><li>Rota de Manila – Transportava de Manila, os produtos do Extremo Oriente para Acapulco. Aqueles eram pagos com os metais desta localidade. O Galeão de Manila era depois encaminhada para Sevilha. </li></ul>Rotas
  6. 7. <ul><li>Comércio Triangular – Rota que levava sal, tecidos berrantes e quinquilharias para África, trocava por ouro e escravos que eram encaminhados para a América, primeiro para o Brasil e depois, também, para a América espanhola. </li></ul>
  7. 8. <ul><li>A VIAGEM DAS PLANTAS </li></ul>
  8. 9. <ul><li>batata </li></ul>feijão amendoim pimenta azeitona milho Cana-do-açúcar trigo pêssego café banana Cana-do-açúcar arroz maçã Milho painço soja Grão de bico beringela repolho cevada
  9. 11. Explora através de feitorias Coloniza e impõe a sua civilização Explora através de feitorias Império Colonial
  10. 12. <ul><li>Os descobrimentos contribuíram para a troca de produtos entre continentes. </li></ul><ul><li>A Europa levou para a América: </li></ul><ul><li>- cereais </li></ul><ul><li>- a videira </li></ul><ul><li>- a cana-do-acúçar </li></ul><ul><li>- a oliveira </li></ul><ul><li>- algodão </li></ul><ul><li>- o boi, o porco, as galinhas.. </li></ul>
  11. 13. <ul><li>A América forneceu: </li></ul><ul><li>Milho </li></ul><ul><li>- Feijão </li></ul><ul><li>Tomate </li></ul><ul><li>- Batata </li></ul><ul><li>Mandioca </li></ul><ul><li>Cacau </li></ul><ul><li>- Ananás </li></ul><ul><li>tabaco </li></ul><ul><li>e animais (perú) </li></ul>
  12. 15. <ul><li>A Ásia deu a a conhecer: </li></ul><ul><li>as especiarias </li></ul><ul><li>- o chá </li></ul><ul><li>- café </li></ul><ul><li>- arroz </li></ul><ul><li>cana-do-açúcar </li></ul><ul><li>o coqueiro </li></ul><ul><li>e o algodão </li></ul>
  13. 16. especiarias tecidos porcelanas
  14. 17. <ul><li>A África forneceu à Europa o milho miúdo </li></ul>
  15. 18. Que modificações se operaram no quotidiano ?
  16. 19. A vida quotidiana modificou <ul><li>Com o milho fizeram-se papas e bolos </li></ul><ul><li>A pouco e pouco, a batata substituiu a castanha. </li></ul><ul><li>O açúcar, o chá e o café passaram a ser consumidos em larga escala. </li></ul>
  17. 20. <ul><li>“ A mesa estava delicadamente ornada e coberta com toalhas da Bretanha e tela da Índia (…) Os manjares eram abundantíssimos (…) e na maior parte pouco agradáveis ao paladar, porque lhes deitavam à toa e em todos grandes quantidades de açúcar, canela, especiarias (…) Dos lados estavam dois criados vestidos de veludo preto chamados porteiros (…) O duque de Bragança (…) vinha vestido com uma capa de pano raso, abotoado o capuz com diamantes e fecho de ouro, e as bandas compridas e apresilhadas com rubis e ouro; o barrete era de veludo com fios de rubis, diamantes, pérolas e ouro; as calças eram de veludo azul-escuro agaloadas de ouro” </li></ul><ul><li>Relato de um mercador italiano (séc. XVI) </li></ul><ul><li>(…) Em Portugal tem-se como uma grande desonra exercer alguma profissão. Os escravos pululam por toda a parte. </li></ul><ul><li>Nicolau Clenardo , Carta a Látomo </li></ul>
  18. 21. Consequências <ul><li>As mercadorias vinham de Goa para Lisboa, para a Casa da Índia. Daqui partiam para a feitoria da Flandres onde eram trocados por produtos de 1ª necessidade. </li></ul><ul><li>Como Portugal, viveu este período de forma faustosa e não desenvolveu as manufacturas nem as indústrias teve que utilizar os lucros das especiarias para comprar os bens de primeira necessidade de que necessitava. </li></ul>
  19. 22. Metais preciosos descarregados em Sevilha Comenta o quadro abaixo ANOS QUANTIDADES PRATA (Kg) QUANTIDADES OURO (Kg) 1591-1600 1601-1610 1611-1620 1621-1630 1631-1640 1641-1650 1651-1660 2 707 626 2 213 631 2 192 255 2 145 330 1 396 759 1 056 430 443 256 19 451 11764 8 855 3889 1240 1549 469
  20. 23. <ul><li>(…) o português e o espanhol, que não podem viver sem nos mendigar o pão, foram procurar o Peru, o Golfo Pérsico, a Índia, e a América e outras terras e, aí, cavaram as entranhas da terra para dela tirar o ouro e no-la trazer todos os anos, em belos lingotes, em portugueses, em duplos ducados, em pistolas e noutras espécies, para obter os nossos trigos, telas, panos, papel e outras mercadorias.” </li></ul><ul><li>Discurso sobre as causas da carestia em França (1574) cit in M. Chalanges, Pour une Histoire Vivante </li></ul>
  21. 24. Explica o sentido dos versos <ul><li>Não me temo de Castela donde inda guerra não soa; mas temo-me de Lisboa, que, ao cheiro desta canela, o Reino nos despovoa. </li></ul><ul><li>Sá de Miranda </li></ul>
  22. 25. <ul><li>A exploração das minas de ouro e prata da América fizeram aumentar a quantidade de metais amoedáveis. Estes desvalorizaram e os preços aumentaram, provocando uma verdadeira revolução dos preços e carestia de vida. </li></ul><ul><li>O facto das pessoas irem tentar melhorar a sua vida no Oriente ou no Brasil fez escassear a mão de obra no reino. </li></ul>
  23. 26. Porque se diz que os portugueses deram novos mundos ao mundo?
  24. 31. <ul><li>Nossa Senhora do Rosário, procedente de Paracatu, Minas Gerais. Imagem do tipo conhecido como &quot;santo do pau oco&quot;. A abertura nas costas tinha duas finalidades: torná-la mais leve para ser transportada em procissões e permitir o contrabando do ouro que as minas produziam. </li></ul>
  25. 32. <ul><li>Peça de ARTE MOGOL - &quot;GOA E O GRÃO-MOGOL&quot;. As relações entre Portugal e o Oriente estão, aqui, muito bem documentadas - fascínio e desejo de aprofundar conhecimentos </li></ul>
  26. 33. <ul><li>Biombo Arte nambam </li></ul>
  27. 36. <ul><li>Bobora </li></ul><ul><li>Amêndo </li></ul><ul><li>Bolo </li></ul><ul><li>Botan Kapa </li></ul><ul><li>Katorikku </li></ul><ul><li>Koppu </li></ul><ul><li>Kirishitan </li></ul><ul><li>Jibão </li></ul><ul><li>Esu </li></ul><ul><li>Manto </li></ul><ul><li>Misa </li></ul><ul><li>Oratorio </li></ul><ul><li>Patere </li></ul><ul><li>Pan </li></ul><ul><li>Shabon </li></ul><ul><li>Sarada </li></ul><ul><li>Tabako </li></ul><ul><li>Beranda </li></ul><ul><li>Bidro </li></ul><ul><li>Abóbora </li></ul><ul><li>Amêndoa </li></ul><ul><li>Bolo </li></ul><ul><li>Botão </li></ul><ul><li>Capa </li></ul><ul><li>Católico </li></ul><ul><li>Copo </li></ul><ul><li>Cristão </li></ul><ul><li>Gibão </li></ul><ul><li>Jesus </li></ul><ul><li>Manto </li></ul><ul><li>Missa </li></ul><ul><li>Oratório </li></ul><ul><li>Padre </li></ul><ul><li>Pão </li></ul><ul><li>Sabão </li></ul><ul><li>Salada </li></ul><ul><li>Tabaco </li></ul><ul><li>Varanda </li></ul><ul><li>Vidro </li></ul>
  28. 37. <ul><li>Banzai </li></ul><ul><li>Byôbu </li></ul><ul><li>Judo </li></ul><ul><li>Kimono </li></ul><ul><li>Nippo </li></ul><ul><li>Nippon </li></ul><ul><li>Samurai </li></ul><ul><li>Tchá </li></ul><ul><li>Tchawan </li></ul><ul><li>Banzé </li></ul><ul><li>Biombo </li></ul><ul><li>Judo </li></ul><ul><li>Quimono </li></ul><ul><li>Nipónico </li></ul><ul><li>Japão </li></ul><ul><li>Samurai </li></ul><ul><li>Chá </li></ul><ul><li>Chávena </li></ul>
  29. 38. Contador luso-indiano Porcelana da Companhia das Índias
  30. 39. Goa Igreja do Bom Jesus Sé Velha Túmulo de S. Francisco Xavier
  31. 40. Arco dos Vice-Reis Fortaleza da Aguada
  32. 41. Ormuz Fortaleza de Ormuz
  33. 42. <ul><li>O mundo que até ali se desconhecia passou a estar em contacto entre si – o 1º passo para a globalização. </li></ul><ul><li>Muitos hábitos, tradições, línguas sofreram influências mútuas – é a aculturação. </li></ul>
  34. 43. Divulgação da cultura europeia nas áreas colonizadas Raça e língua Economia e construção Miscigenação nas colónias europeias (portuguesas e espanholas) As línguas europeias impôem-se na África e na América Técnicas agrícolas Animais e plantas europeias Construção de novas cidades e europeização de outras Aculturação dos povos não europeus Guerra Religião Armas de fogo levadas pelos europeus Divulgação do Cristianismo em África, América e Ásia

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  • pinhoanabel

    Nov. 14, 2013
  • giuliadenaro1

    Nov. 19, 2013
  • franciscoxvs

    Feb. 2, 2015

O comércio à escala mundial

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