4ªSessãO B1 B3

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4ªSessãO B1 B3

  1. 1. O MODELO DE AUTO-AVALIAÇÃO DAS BIBLIOTECAS ESCOLARES: METODOLOGIAS DE OPERACIONALIZAÇÃO (PARTE I) PLANO DE AVALIAÇÃO NOVEMBRO 2009 DREA - TURMA 3 - MARGARIDA FERREIRA
  2. 2. Escola Sec/3CEB Poeta Al Berto, Sines APLICAÇÃO DO MODELO DE AUTO-AVALIAÇÃO DA BIBLIOTECA Domínio B: LEITURA E LITERACIA 2009-2010
  3. 3. Introdução Na implementação do Modelo de Auto-avaliação da BE há que ter em atenção diversos procedimentos e etapas a percorrer bem como o envolvimento de toda a escola, os recursos humanos, físicos, financeiros e as características da escola e da biblioteca. Assim, no trabalho que é proposto, seleccionei o Domínio B: Leitura e Literacia, por considerar que este é um domínio com necessidade de desenvolvimento e melhoria e por isso pretendo analisá-lo de um modo mais aprofundado. No entanto, para implementação do Modelo de Auto-avaliação a selecção do Domínio deverá seguir os procedimentos a seguir indicados. A – Planeamento da Avaliação - Selecção do domínio No início do ano lectivo, Setembro/Outubro, após um levantamento dos pontos fortes e fracos da biblioteca, a selecção do domínio deverá ser orientada pelo Professor Bibliotecário e envolver todos os docentes da escola uma vez que a sua participação é essencial para que o processo de auto-avaliação não só se realize mas seja também fidedigna. O envolvimento de toda a escola implica accionar os meios de comunicação que se considerem mais eficazes. A equipa da biblioteca, a Direcção da Escola, o Conselho Pedagógico e os Departamentos ponderarão os pontos fracos e fortes da biblioteca e, tendo em conta os recursos humanos, as estruturas, os alunos, a documentação, … participarão na escolha do domínio a avaliar. Esta fase de ponderação, se possível a realizar no final do ano lectivo, poderá articular-se com a avaliação do domínio avaliado anteriormente e permitirá prever necessidades e preparar atempadamente contactos, documentação, actividades, etc.
  4. 4. Enquadramento 1 - Escola A Escola Secundária com 3º Ciclo do Ensino Básico Poeta Al Berto foi fundada no ano lectivo de 1993-1994, mas só a partir do ano lectivo de 1995-1996 passou a funcionar nas actuais instalações. Está situada num ponto elevado e das suas janelas avistam-se moinhos tradicionais e de energia eólica, o mar e o porto. Possui 29 salas para aulas normais e instalações específicas, tais como: Laboratórios de Química, Física, Biologia e salas de Informática; Biblioteca; duas Salas de Estudo; Sala de Educação Tecnológica; duas Oficinas; Serviços Administrativos; Gabinete do Director; Sala de Professores; Sala de Directores de Turma; Sala Polivalente; Gabinetes de Trabalho para professores; Sala de Convívio dos alunos; Sala de atendimento a Encarregados de Educação; Reprografia; PBX; Refeitório; Bufete e Papelaria, dois campos de jogos no exterior e um Pavilhão gimno-desportivo também utilizado pela comunidade local. Existe um Gabinete de Educação para a Saúde. A cantina dá apoio aos alunos da Escola Básica nº3, situada num terreno adjacente e que entrou em funcionamento este ano lectivo. A Escola tem parcerias com a Câmara Municipal, o Centro de Saúde e várias empresas da zona onde os alunos fazem estágios. Trabalham na escola 102 professores, 34 dos quais muito jovens, colocados este ano na escola, 9 funcionárias administrativas, 14 técnicos operacionais, 2 cozinheiras e um segurança. Há uma Associação de Pais e uma Comissão de Finalistas. Há dois anos que não há Associação de Estudantes. No ano lectivo em curso a população escolar é de 611 alunos e funcionam, além do ensino básico (248 alunos) e secundário (236 alunos), duas turmas de CEFs (2-Jardinagem e Espaços; 3- Operador de Informática - 30 alunos); seis Cursos Profissionais (Técnico de Turismo, Técnico de Salvamento e Socorro em Meios Aquáticos, Técnico de Recepção, Técnico de Gestão do Ambiente, Técnico Animador Sociocultural e Técnico de Gestão – 64 alunos); Curso de Educação e Formação de Adultos (23 alunos). No Centro de Novas Oportunidades que também funciona na escola há 293 alunos em processo de certificação de competências.
  5. 5. 2- Biblioteca A biblioteca da Escola entrou para a Rede Nacional de Bibliotecas em 2003. É um espaço agradável e amplo, situado no primeiro andar e de fácil acesso. Está equipado com 14 computadores para utilização de alunos e professores e dois para os serviços. A classificação (CDU) e a informatização de documentos (Porbase) não estão completas (cerca de 80% e 50% respectivamente). Os recursos humanos este ano são os seguintes: Equipa da Biblioteca: Professores colaboradores: Professora bibliotecária: Margarida Ferreira – Inglês – 35h Lúcia Abenta – Economia - 2 segmentos de 45m Maria Augusta Silva – Português - 3 segmentos Professoras: Maria José Amaral – História - 2 segmentos Anabela Novo – Francês – 4 segmentos de 45m Nuno Parrinha – Informática – 1 segmento Carla Pinela – Informática – 2 segmentos Pedro Faria – Informática – 1 segmento Leonilde Peste – Inglês – 5 segmentos Assistente Operacional: Cristina Vilhena – 35h O Guião de Utilização da Biblioteca, elaborado no ano lectivo transacto e do qual se apresenta uma parte, poderá ser útil para uma apreensão mais global da divisão de espaços e equipamento:
  6. 6. Pontos fortes Pontos fracos - Funcionamento de cursos profissionais e CEFs - Vários professores colaboradores com poucas horas - Elevado número de alunos que frequenta a biblioteca atribuídas cada um - Apoio do órgão directivo - Apenas um professor colaborador tem alguma formação em - Horário de funcionamento de acordo com os horários dos alunos bibliotecas - A Coordenadora do PNL é uma professora colaboradora da biblioteca - Sobrecarga de trabalho dos professores da equipa devido a - Existência de trabalho colaborativo com a BM outros cargos de coordenação - Colecção diversificada e actualizada - Pouco interesse dos alunos pela leitura - Acesso ao catálogo informatizado em todos os computadores da BE - Dificuldade em motivar os alunos devido ao seu nível etário - Definição de amostras Definição de amostras para a aplicação de questionários: 20% do número total de docentes, distribuídos pelos vários Departamentos;10% do número total de alunos, envolvendo todos os cursos e todos os anos de escolaridade. B – Recolha de Evidências As evidências deverão ser significativas, sistemáticas e envolver toda a escola. Domínio B: Leitura e Literacia
  7. 7. Indicador de processo - B1:Trabalho da BE ao serviço da promoção da leitura na escola Acções a avaliar Recolha de Evidências Intervenientes Calendarização - A BE identifica novos públicos - Registos de actividades/projectos - Equipa da BE e professores - Sempre que se realizem e adequa a colecção e as práticas realizados em articulação com os às necessidades desses públicos professores das turmas (CEF, EFA, CNO, Cursos - Registos de opiniões de professores e - Alunos e professores - Sempre que se verifiquem Profissionais e Gabinete de alunos Educação para a Saúde) - Avaliação das actividades/projectos - Equipa da BE e professores - Após a sua realização - Estatísticas de requisição, circulação na - Equipa da BE - Mensalmente escola e uso de recursos relacionados com a leitura - Questionário aos docentes (QD2) - Professores - Início e final do ano lectivo - Questionário aos alunos (QA2) - Alunos - Início e final do ano lectivo - A BE promove encontros com - Registos de actividades - Equipa da BE - Sempre que se realizem escritores ou outros eventos - Registos de opiniões de professores e - Alunos e professores - Sempre que se verifiquem culturais que aproximem os alunos alunos dos livros ou de outros - Avaliação das actividades - Equipa da BE - Após a sua realização materiais / ambientes e que - Estatísticas de requisição, circulação na - Equipa da BE - Mensalmente incentivem o gosto pela leitura escola e uso de recursos relacionados com a leitura - Questionário aos docentes (QD2) - Professores - Início e final do ano lectivo - Questionário aos alunos (QA2) - Alunos - Início e final do ano lectivo
  8. 8. Indicador de resultados e impacto - B3:Impacto do trabalho da BE nas atitudes e competências dos alunos, no âmbito da leitura e da literacia Acções a avaliar Recolha de Evidências Intervenientes Calendarização - Os alunos usam o livro e a BE - Estatísticas de utilização da BE para - Equipa da BE - Mensalmente para ler de forma recreativa, para actividades de leitura se informar ou para realizar trabalhos escolares - Estatísticas de requisição domiciliária - Equipa da BE - Mensalmente - Os alunos desenvolvem - Observação de utilização da BE (O3; - Equipa da BE e professores - Trimestralmente trabalhos onde interagem com O4) equipamentos e ambientes - Trabalhos realizados pelos alunos na BE - Equipa da BE e Professores - Ao longo do ano lectivo informacionais variados, no âmbito das disciplinas curriculares manifestando progressos nas - Questionário aos docentes (QD2) - Professores - Início e final do ano lectivo suas competências no âmbito da - Questionário aos alunos (QA2) - Alunos - Início e final do ano lectivo leitura e da literacia C - Análise dos dados (quantitativos e qualitativos) No final do 3º período serão feitas apreciações e comparar-se-ão os dados recolhidos com os factores críticos de sucesso e os perfis de desempenho, situando a BE num dos quatro níveis. D - Elaboração do relatório final e divulgação dos resultados Nesta etapa há que preencher o relatório final e divulgar os resultados através da Página da escola, afixação no painel da biblioteca e apresentação no Conselho Pedagógico. Far-se-á também uma síntese dos resultados para incluir no Relatório de Auto-avaliação da Escola.
  9. 9. E - Preparar e implementar um Plano de Acção Os resultados obtidos constantes do relatório final permitirão não só situar a biblioteca num determinado nível de desempenho mas também preparar o plano de acção do ano lectivo seguinte. Assim, serão definidos objectivos a atingir e planificadas e implementadas as acções de melhoria. BIBLIOGRAFIA • Texto da sessão • Modelo de Auto-Avaliação das Bibliotecas Escolares • Basic Guide to Program Evaluation

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