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Aula 3 - A questão ambiental

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Urbanismo e Meio Ambiente - 2º período Arquitetura IFF

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Aula 3 - A questão ambiental

  1. 1. A QUESTÃO AMBIENTAL CONCEITOS E DEFINIÇÕES PRELIMINARES
  2. 2. MEIO AMBIENTE URBANO <ul><li>ambiente natural ambiente construído </li></ul>
  3. 3. <ul><li>Ao se produzir a cidade , altera-se o ambiente natural e ao alterar o ambiente natural , altera-se a cidade . </li></ul><ul><li>Relação dialética </li></ul>
  4. 4. <ul><li>Que processos oriundos do ambiente construído transformam o ambiente natural ? </li></ul><ul><li>impermeabilização dos solos; </li></ul><ul><li>desmatamento; </li></ul><ul><li>poluição hídrica; </li></ul><ul><li>poluição atmosférica; </li></ul><ul><li>produção de lixo; </li></ul><ul><li>movimentação de terra, etc </li></ul>
  5. 5. <ul><li>Em que momento esses processos começaram a preocupar a sociedade? </li></ul>
  6. 6. IDADE MÉDIA Concentração em pequenos espaços e em lugares de produção e de trocas.
  7. 7. Renascença Movimento de retorno às artes e conhecimentos da Antiguidade clássica Ampla renovação cultural, social e religiosa
  8. 8. As cidades continuam a aumentar sua importância Descem das colinas para as planícies e os traçados regulares dominam. As ruas passam a irradiar de uma praça central de onde os canhões defendem as entradas da cidade.
  9. 9. Fim do século XVI A cidade passa a ser vista como espaço político , como centro de decisão .
  10. 10. 1760 1830 REVOLUÇÃO INDUSTRIAL As cidades passam a crescer num ritmo explosivo. As indústrias localizam-se na cidade para aproveitar a mão de obra e o mercado consumidor. A urbe passou a ser o centro de produção.
  11. 11. CIDADE – local de produção e comércio Divide-se em diferentes zonas, caracterizadas pelas atividades funcionais. Surgem as zonas industriais , comerciais , residenciais de baixo, médio e alto padrão, refletindo as diferenças entre classes sociais. Produção x Consumo Trabalhadores ( Favelas ) x Proprietários dos meios de produção ( Zonas residenciais )
  12. 12. EVOLUÇÃO URBANA NO BRASIL Capitanias hereditárias 1549 - Governo Geral – fundar cidades na colônia Ao longo do século XVI, fundaram-se 18 vilas e cidades Porto Seguro São Jorge dos Ilhéus Olinda Recife São Vicente Vitória Salvador São Paulo de Piratininga São Sebastião do Rio de Janeiro Surgiram nas aldeias indígenas, feitas pelos jesuítas.
  13. 13. Diagrama “ tabuleiro de xadrez” IGREJA: posição de destaque O Brasil – colônia de Portugal – foi objeto de um processo de colonização rudimentar.
  14. 14. A fundação de cidades ganha impulso no século XVII A urbanização brasileira evoluiu lentamente até o século XVII e aceleradamente a partir do século XIX .
  15. 15. OS CICLOS ECONÔMICOS E AS CIDADES CICLO DA MINERAÇÃO Em Minas Gerais, no século XVIII, nasceram as &quot;vilas do ouro&quot; . Em pouco mais de uma década, entre 1711 e 1718, foram fundadas oito cidades em Minas Gerais. As mais destacadas são Vila Rica , depois Ouro Preto , que foi a capital da capitania, Mariana e Sabará . A seguir vieram São João Del Rei e Serro , em 1714, e mais tarde Tijuco , depois Diamantina (passagem do ciclo exclusivo da mineração aurífera para a mineração de diamantes)
  16. 16. CIDADES BARROCAS A presença do urbanismo barroco no Brasil, embora disseminado por inúmeras cidades brasileiras, tem na rede criada em Minas Gerais , nas primeiras décadas do século XVIII, a sua manifestação mais importante.
  17. 17. CICLO DO CAFÉ Duas transformações importantes produziram alterações significativas no urbanismo brasileiro . Primeira metade do século XIX: o café atinge alto valor no mercado europeu Transferência da Corte portuguesa para o Rio de Janeiro . A emergência do ciclo econômico-produtivo baseado na cultura cafeeira .
  18. 18. Territorialmente, a região sudeste do país, sobretudo o Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, tornou-se o maior pólo de desenvolvimento nacional.
  19. 19. O processo de urbanização associado ao ciclo do café produziu uma rede de cidades ao longo de dois eixos principais , Rio de Janeiro e São Paulo . A chegada da ferrovia, em 1850 , dinamizou o processo de urbanização. O porto de Santos acompanhou o surto cafeeiro e tornou-se o mais importante do país, concentrando grande parte da exportação.
  20. 20. Novas cidades foram surgindo como “bocas de sertão”: Campinas , Limeira , Ribeirão Preto , Marília , Bauru , depois as cidades do norte do Paraná.
  21. 21. CICLO DA INDÚSTRIA A cidade “derrotou” o campo, em termos de predomínio político e econômico, a partir de 1930 , acentuando-se a urbanização do país. Construída em 1893, Belo Horizonte é a primeira manifestação do urbanismo moderno no Brasil. Criada para substituir Ouro Preto como capital do Estado de Minas Gerais, é uma das poucas cidades brasileiras planejadas.
  22. 23. É importante destacar uma característica do processo social brasileiro: industrialização sem reforma agrária , diferente do que ocorrera na Europa e nos Estados Unidos.
  23. 24. O censo de 1940 , o primeiro a dividir a população brasileira em rural e urbana , registrou que apenas 31,1% dos brasileiros viviam em cidades. A partir dessa época, o percentual da população brasileira residente em cidades não parou de crescer.
  24. 25. A determinação desenvolvimentista do governo Juscelino Kubitschek (1956-1960) produziu fatos eloquentes na urbanização brasileira . O &quot; Plano de Metas &quot;, para ser cumprido em quatro anos, continha uma &quot;meta síntese&quot; de grande impacto: a construção de Brasília , a nova capital.
  25. 26. Um grande concurso nacional premiou a proposta do arquiteto e urbanista Lucio Costa . Esquematicamente, o projeto foi concebido sob os princípios urbanísticos elaborados pelos Congressos Internacionais de Arquitetura Moderna (CIAMS), documentados na Carta de Atenas , publicada em 1942, que prevê um estrito zoneamento funcional , baseado nas funções morar , trabalhar , recrear e circular .
  26. 27. O projeto, segundo Lucio Costa , &quot;nasceu do gesto primário de quem assinala um lugar ou dele toma posse: dois eixos cruzando-se em ângulo reto, ou seja, o próprio sinal da cruz&quot;.
  27. 28. O arquiteto Oscar Niemeyer é responsável pelos projetos de todos os edifícios públicos da capital. Existe uma perfeita e intensa relação entre o Plano Piloto concebido por Lucio Costa e os projetos de arquitetura de Oscar Niemeyer. Ambos criaram uma cidade integralmente projetada, considerada como um &quot;objeto&quot; global e único. Palácio do Planalto
  28. 29. A partir de 1960 , a urbanização brasileira acentua-se, de forma diferenciada , em todas as regiões do país.
  29. 30. A partir de Brasília, o urbanismo brasileiro assumiu novas questões e novos instrumentos de atuação . Os projetos urbanísticos, com grande ênfase nos aspectos físico-espaciais, cederam lugar ao planejamento urbano . A dimensão e a complexidade das cidades e metrópoles brasileiras já não comportavam mais projetos com as abordagens ocorridas até aqui. Durante duas décadas, mais especificamente entre os anos 50 e 70 , a população metropolitana no Brasil triplicou, saltando de 3 milhões para 8,5 milhões de habitantes . A NOVA ESCALA URBANA
  30. 31. Este crescimento vertiginoso, embora diferenciado de acordo com as regiões brasileiras, contribuiu para que o Brasil chegasse aos anos 90 com uma taxa de 75% da sua população vivendo nas cidades e metrópoles.
  31. 32. O Brasil chegou ao final do século XX como um país urbano: segundo o CENSO 2000, a população urbana ultrapassou 2/3 da população total, e atingiu a marca dos 138 milhões de pessoas, cerca de 82% da população brasileira. No final do século a imagem das grandes cidades está marcada por favelas, poluição do ar e das águas, enchentes, desmoronamentos, crianças abandonadas, violência, epidemias.
  32. 33. Dos pobres brasileiros, 33% estão nas &quot;ricas&quot; metrópoles do sudeste. Concentram-se também nas regiões metropolitanas 80% da população moradora das favelas. Em 9 metrópoles brasileiras moram cerca de 55 milhões de pessoas. A pobreza urbana está concentrada nas Regiões Metropolitanas.
  33. 34. Dentre as principais consequências da falta de alternativas de moradias legais (ou seja, reguladas pela legislação urbanística e inseridas na cidade oficial) está a agressão ambiental . A ocupação de áreas ambientalmente frágeis - beira dos rios e lagos, encostas deslizantes, várzeas inundáveis, áreas de proteção dos mananciais - é a alternativa que sobra para quem não tem acesso à casa própria. CRESCIMENTO URBANO & DESASTRE AMBIENTAL
  34. 35. Nas grandes e médias cidades, os rios, riachos, lagos, mangues e praias tornaram-se canais ou destino dos esgotos domésticos e até mesmo industriais. O esgotamento sanitário atinge 54% dos domicílios em todo o Brasil mas apenas 10% do esgoto coletado é tratado. O restante permanece na rede hídrica. Quanto ao lixo, 29% do montante coletado é tratado.
  35. 36. O que estamos fazendo com o planeta?
  36. 37. <ul><li>TEXTO: A CIDADE COMO ECOSSISTEMA </li></ul><ul><li>REFLEXÃO: “A cidade nem é totalmente natural, nem totalmente construída”. </li></ul><ul><li>Considerando a cidade como um processo, faça um breve levantamento de problemas ambientais da cidade de Campos, escolha um deles e elabore uma proposta de solução. </li></ul>

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