Successfully reported this slideshow.

Fraturas diafisária de úmero

54,788 views

Published on

Aula de fraturas diafisárias de úmero com dados retirados do livro Fraturas em adultos - Rockwood and Green 6 edição

Published in: Health & Medicine

Fraturas diafisária de úmero

  1. 1. Fraturas diafisária do Úmero Hospital IFOR 06/2010 Dr. Marcus Hideki Murata
  2. 2. Epidemiologia <ul><li>3 a 5 % de todas as fraturas </li></ul><ul><li>Distribuição Bimodal (Reino Unido) </li></ul><ul><ul><li>25 por 100.000 – Homens 21 a 30 anos </li></ul></ul><ul><ul><li>100 por 100.000 – Mulheres 60 a 80 anos </li></ul></ul><ul><ul><li>Traumas de alta energia em homens jovens e baixa energia em mulheres idosas </li></ul></ul><ul><li>5% fraturas expostas </li></ul><ul><li>63% fraturas de traços simples </li></ul>
  3. 5. Anatomia <ul><li>Fraturas geralmente ocorrem proximalmente distal ao colo cirúrgico e distalmente próximo a crista supracondilar </li></ul><ul><li>Úmero proximal possui formato circular e distalmente vai se tornando triangular </li></ul><ul><li>O úmero possui uma boa cobertura muscular e de tecidos moles </li></ul><ul><li>O braço é divido em compartimento anterior e posterior pelos septos intermusculares lateral e medial. </li></ul><ul><li>A artéria braquial, o nervo mediano e o nervo musculocutâneo estão no compartimento anterior em todo o seu percurso. O nervo ulnar começa no compartimento anterior e passa para o compartimento posterior no cotovelo. O nervo radial começa no compartimento posterior e vai para o anterior </li></ul>
  4. 7. Anamnese <ul><li>Mecanismos de traumas incluem: </li></ul><ul><ul><li>Quedas simples e traumas torcionais em idosos </li></ul></ul><ul><ul><li>Acidentes automobilísticos, quedas de altura, lesões por arremesso em jovens </li></ul></ul><ul><li>Historias de traumas mínimos causando fraturas em idosos, devem alertar o cirurgião a fraturas patológicas (metástases ou osteoporose severa) </li></ul><ul><li>Alcoolismo, tabagismo, e/ou uso de drogas ilícitas geram um pior prognostico no tratamento das fraturas diafisária de úmero </li></ul><ul><li>Discordância entre o traço de fratura e o mecanismo de trauma podem indicar abuso domestico </li></ul>
  5. 8. Exame físico <ul><li>Em politraumatizados há um aumento da incidência de fraturas expostas, fraturas ipsilaterais, síndrome compartimental e lesões neurovasculares </li></ul><ul><li>Há um aumento da incidência de síndrome compartimental no antebraço em fraturas do úmero e antebraço (“cotovelo flutuante”), especialmente em crianças </li></ul>
  6. 9. <ul><li>A presença ou ausência de lesões nervosas (especialmente nervo radial) devem ser bem documentada antes de qualquer intervenção. </li></ul><ul><li>Avaliar sempre o ombro e o cotovelo: lesões associadas ou lesões preexistentes podem ser indicações cirúrgicas, pois a rigidez pode transferir stress fisiológico ao local da fratura e aumentar o tempo de consolidação. </li></ul>
  7. 10. Diagnóstico por imagem <ul><li>Radiografias simples: 2 incidências - ap e perfil, incluindo o ombro e o cotovelo, são suficientes. </li></ul><ul><li>Se há suspeita lesão vascular solicitar uma arteriografia </li></ul><ul><li>Quando estão associadas lesões intra articulares ou quando há grande desvios rotacionais a tomografia computadorizada deve ser solicitada. </li></ul><ul><li>São aceitos desvios rotacionais menores que 30 graus </li></ul>
  8. 11. Classificação <ul><li>Vários fatores são importantes em uma classificação de fraturas de diafise umeral como: Mecanismo de lesão (baixa energia, alta energia, FAF), local da fratura (proximal, diafise e distal), com extensão peri ou intra articular, lesões de partes moles associadas, lesões vasculares ou nervosas (mais comum nervo radial) associadas, qualidade óssea (normal, osteopenico ou osteoporótico) e a presença de alguma prótese. </li></ul>
  9. 12. <ul><li>AO – diafise umeral (12) </li></ul><ul><ul><li>A. Fraturas simples </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>A1 – espiral </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>A2 – Obliqua </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>A3 – transversa </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>B. Fraturas em Cunha </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>B1 - Cunha espiral </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>B2 – Cunha em flexão </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>B3 – Cunha fragmentar </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>C. Fraturas complexas </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>C1 – Espiral </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>C2 – Segmentar </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>C3 - Irregular </li></ul></ul></ul>
  10. 13. Vias Cirúrgicas <ul><li>Via Anterolateral </li></ul><ul><ul><li>Opção preferida para a maioria das fraturas diafisarias ou do terço proximal, que necessitam de fixação por placa e parafuso. </li></ul></ul><ul><ul><li>O paciente fica em posição supina ou em “cadeira de praia”, um coxim é colocado atrás da escápula para elevar o membro e o membro fica livre para incluir acesso ao cotovelo ou ao ombro se necessário. O membro pode ser apoiado em uma mesa de mayo ou uma prancha. </li></ul></ul><ul><ul><li>A incisão na pele é centrada no local da fratura e acompanha longitudialmente a borda lateral do bíceps braquial, o ponto de referencia proximal é o processo coracoide e o ponto de referencia distal é o crista supracondilar </li></ul></ul>
  11. 14. <ul><ul><li>Proximalmente a dissecção é feita entre o peitoral maior medialmente e o deltóide lateralmente, observar e isolar a veia cefálica </li></ul></ul><ul><ul><li>No terço médio a dissecção é feita entre o bíceps e o tríceps, chegando no braquial o qual é separado longitudinalmente em sua porção lateral. </li></ul></ul><ul><ul><li>Distalmente a dissecção entre o braquial medialmente e o braquiorradial lateralmente. Nesse local o nervo radial abraça a porção lateral do úmero distal e deve ser dissecado e isolado. Há o perigo do nervo ficar aprisionado sobre a porção distal e lateral da placa. </li></ul></ul><ul><ul><li>Verificar a ADM do cotovelo em uma placa colocada muito distalmente </li></ul></ul>
  12. 15. <ul><ul><li>Vantagens: </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Posição favorável do paciente (politraumatizados) </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>A opção para estender a incisão proximalmente para lidar com fraturas de ombros associadas </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Identificação o nervo radial distalmente </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>Desvantagens </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Dificuldade técnica para colocar a placa na região lateral da crista supracondilar </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Dificuldade de acesso a lesões na coluna medial </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Cicatriz ampla </li></ul></ul></ul>
  13. 18. <ul><li>Via Posterior </li></ul><ul><ul><li>A via ideal para fraturas do terço distal, especialmente quando há extensão intra-articular. </li></ul></ul><ul><ul><li>O paciente fica em posição pronada ou em decúbito lateral. O membro fica sobre um coxim, dependendo da extensão proximal da lesão pode-se colocar um garrote. </li></ul></ul><ul><ul><li>A incisão posterior sobre o foco da fratura, podendo ser estendido da ponta do olecrano distalmente até a ponta postero-lateral do acrômio. </li></ul></ul>
  14. 19. <ul><ul><li>Após a incisão é a realizado a dissecção com a separação do tríceps, tomando cuidado para identificar o nervo radial e a artéria braquial profunda e isolá-los. </li></ul></ul><ul><ul><li>O limite de dissecção proximal região posterior do deltóide e o nervo axilar e a artéria circunflexa posterior do úmero </li></ul></ul><ul><ul><li>Distalmente se for necessário a fixação da coluna medial, identificar e isolar o nervo ulnar </li></ul></ul>
  15. 20. <ul><ul><li>Se necessário o tríceps poderá ser desinserido do olécrano para acessar o cotovelo </li></ul></ul><ul><ul><li>Vantagens: </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Acesso a coluna lateral e medial </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Facilidade de fixação fratura distal </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>A superfície lisa da região posterior do úmero que é ideal para a fixação com placa </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Exposição do nervo radial </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>Desvantagens: </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Proximidade do nervo radial </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>O decúbito do paciente pode não ser favorável do anestesista. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Não é possível acessar cabeça e colo umeral </li></ul></ul></ul>
  16. 22. <ul><li>Via lateral </li></ul><ul><ul><li>Indicado para fraturas diafisárias do úmero que necessitam de exploração do nervo radial </li></ul></ul><ul><ul><li>Via estendido lateral elucidada por Mill, consiste na via lateral de cotovelo entendida proximalmente a diafise do úmero </li></ul></ul><ul><ul><li>Exposição dos 2 terços distais do úmero e do nervo rádial. </li></ul></ul><ul><ul><li>Pode ser entendida proximalmente via antero-lateral ou distalmente pela via de Kocher para acessar patologias do cotovelo. </li></ul></ul><ul><ul><li>Desvantagem para acessar a coluna medial distalmente e proximalmente o acesso posterior ao úmero é dificultada pela deltóide. </li></ul></ul>
  17. 23. <ul><li>Via Anteromedial </li></ul><ul><ul><li>Pouco utilizada para fixação de fraturas, geralmente utilizada quando há uma lesão rara de artéria braquial que necessita de reparo </li></ul></ul><ul><ul><li>Incisão começa distalmente do epicôndilo medial e vai proximalmente até borda posterior do bíceps braquial </li></ul></ul><ul><ul><li>Após dissecção o nervo ulnar é identificado e isolado posteromedialmente, e o nervo medial e a artéria braquial isolados anterolateralmente </li></ul></ul><ul><ul><li>Vantagens: Cicatriz em posição mais discreta. </li></ul></ul><ul><ul><li>Desvantagens: Área com muitas estruturas anatômicas (nervos cutâneos e estruturas vasculares) </li></ul></ul>
  18. 24. Tratamento conservador <ul><li>Consolidação com desvios rotacionais, axiais ou angulares geram limitação funcional mínimas devido ao grande arco de movimento do ombro e cotovelo. </li></ul><ul><li>Charnley – O osso longo mais facilmente tratado conservadoramente. </li></ul><ul><li>Técnicas descritas: Pinça de confeiteiro, talas de coaptação, chacinas, gessos longos, tração em olécrano. </li></ul><ul><li>Técnica de imobilização Gold-standard: Brace </li></ul><ul><ul><li>Devido a facilidade de colocação, ajustabilidade, baixo custo, mobilidade do ombro e cotovelo. </li></ul></ul>
  19. 25. <ul><ul><li>Brace foi descrito por Sarmiento em 1977 </li></ul></ul><ul><ul><li>Consiste em uma ortese circunferencial feita sob medida que permite a movimentação do ombro e cotovelo. Foi modificado com o passar do tempo e agora consiste aparelho plástico pré fabricado com velcro para ajustes. </li></ul></ul><ul><ul><li>O aparelho funciona com o principio de contração muscular ativa corrigindo rotação e angulação, o efeito compressivo “hidráulico” dos tecidos moles alinhando os fragmentos da fratura e a força da gravidade no alinhamento </li></ul></ul><ul><ul><li>Sarmiento: consolidação em 98% de fraturas fechadas e 94% em fraturas expostas </li></ul></ul>
  20. 26. <ul><ul><li>Como a ortese permite movimento precoce do ombro e cotovelo foi visto que 89% dos paciente perderam 10 graus ou menos da ADM do Ombro e 93% perderam 10 graus ou menos da ADM do cotovelo </li></ul></ul><ul><ul><li>55% dos paciente tratados com o brace tiveram uma deformidade de 5 graus. A deformidade mais comum é varo (42%), e 86% consolidaram com desvio de 10 graus no plano ântero-posterior </li></ul></ul>
  21. 27. Tratamento Cirúrgico <ul><li>Indicações: </li></ul><ul><ul><li>Indicações pela fratura: </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Falha para obter e manter redução fechada adequada: encurtamento >3 cm, Rotação > 30 graus, Angulação > 20 graus </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Fraturas Segmentares </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Fraturas patológicas </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Extensão intra-articular </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>Lesões associadas: </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Fratura expostas </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Lesão vascular </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Lesão do plexo braquial </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Fraturas antebraço, ombro e cotovelo ipsilateral </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Fratura de úmero bilateral </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Fraturas de membros inferiores que necessitam de uso de aparelhos para deambular </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Queimaduras </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>FAF de alta energia </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Rigidez articular de ombro e cotovelo </li></ul></ul></ul>
  22. 28. <ul><ul><li>Indicações pelo paciente: </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Politrauma </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>TCE (glasgow 8) </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Trauma torácico </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Paciente pouco colaborativo </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Obesidade mórbida </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Seios grandes </li></ul></ul></ul>
  23. 29. Osteosintese com placa <ul><li>Gold standard para fixação de fraturas de diafise do úmero </li></ul><ul><li>Associado com uma alta taxa de consolidação, baixa taxa de complicação, retorno rápido da função. </li></ul><ul><li>Pode ser usada em fraturas com extensão distal ou proximal </li></ul><ul><li>É segura e efetiva em fraturas expostas. </li></ul><ul><li>Complicações: paralisia do nervo radial(2 a 5%), infecção(1 a 2% fraturas fechadas e 2 a 5% em fraturas expostas) e refratura(1%) </li></ul>
  24. 30. <ul><li>Utiliza-se placas DCP ou LC-DCP largas de 4,5mm </li></ul><ul><ul><li>Em pacientes fisicamente pequenos podem ser utilizadas placas de 4,5mm finas </li></ul></ul><ul><li>Na zona de transição entre a diafise e a crista supracondilar pode-se utilizar 2 placas de compressão de 3,5mm uma na coluna medial e uma na coluna lateral </li></ul><ul><li>Um parafuso interfragmentar utilizado através da fratura pode aumentar a rigidez entre 30 e 40%. </li></ul><ul><li>Seis corticais proximais e distais com o uso de parafuso interfragmentario, se não for utilizado parafuso interfragmentario oito corticais proximais e distais </li></ul><ul><li>Placas de bloqueio são artifícios novos, apresentando possível vantagem em fixação de ossos osteopenicos </li></ul>
  25. 32. Haste intramedular <ul><li>Hastes utilizadas anteriormente como pinos de Rush e hastes de Ender eram eficazes em fraturas simples, mas tinhas alguns problemas com instabilidade axial e rotacional </li></ul><ul><li>Hastes novas com bloqueios, resolveram esses problemas, porém não apresentaram resultados tão bons como as hastes nas extremidades inferiores. Problemas com lesão no local de inserção, fraturas cominutas iatrogênicas e pseudoartrose foram observadas. Alem disso as vantagens das hastes como mobilidade precoce e diminuição de fraturas peri implantes foram ilusórias </li></ul><ul><li>Estudos mostram uma taxa maior de reoperação e lesão de estruturas no ombro foram observadas. </li></ul><ul><li>As indicações são fraturas patológicas, fraturas segmentar com grande diástase, lesão de partes moles </li></ul>
  26. 33. <ul><li>Fresagem pode melhorar a consolidação, porém o foco de fratura de estar bem estabilizado para evitar a lesão do nervo radial. </li></ul><ul><li>Além disso o canal umeral distal termina em um final cego acima da fossa do olécrano, por isso deve-se escolher o tamanho correto da haste para evitar a distase do foco da fratura. </li></ul><ul><li>Em canais medulares com menos de 9 mm deve-se evitar o uso de hastes. </li></ul>
  27. 35. <ul><li>Técnica Anterógrada: </li></ul><ul><ul><li>Paciente em “cadeira de praia” </li></ul></ul><ul><ul><li>Membro afetado pendente </li></ul></ul><ul><ul><li>Radioscopia localizado lateralmente, com o paciente na borda da mesa cirúrgica </li></ul></ul><ul><ul><li>Incisão na região antero-lateral do acrômio, o deltóide é aberto. O tendão do supraespinhal é identificado e aberto 1 a 2 cm na linha das suas fibras.Posterior sutura do tendão. </li></ul></ul><ul><ul><li>O ponto de entrada é o tubérculo maior, lateral a margem articular. </li></ul></ul><ul><ul><li>Iniciado a entrada com uma sovela, e após é passado um fio guia através do foco de fratura. </li></ul></ul><ul><ul><li>Fratura é reduzida com uma leve tração e manipulação </li></ul></ul><ul><ul><li>Realizado fresagem mínima e inserido a haste 1 mm menor que a ultima fresa. </li></ul></ul><ul><ul><li>Realizado o bloqueio proximal. O bloqueio distal ântero-posterior deve ser feito com uma pequena incisão e ficar em posição lateral em relação bíceps e seu tendão. Usar guia para bloqueio. </li></ul></ul>
  28. 36. <ul><li>Técnica retrógrada </li></ul><ul><ul><li>Melhor utilizada para fraturas da diafise e do terço distal. </li></ul></ul><ul><ul><li>Paciente em posição pronada ou decúbito lateral, com o membro em um coxim. </li></ul></ul><ul><ul><li>Radioscopia no lado ipsilateral </li></ul></ul><ul><ul><li>Incisão feita linha média posterior da ponta da fossa do olécrano proximalmente 4 ou 5 cm. O tríceps é separada e visto a ponta do olécrano </li></ul></ul><ul><ul><li>Dois pontos de acesso: o tradicional na linha média 2 cm acima da fossa do olécrano e a mais recente borda superior da fossa do olécrano </li></ul></ul><ul><ul><li>O restante do procedimento é igual a haste anterógrada, porém o bloqueio proximal deve ser feito em um local sem risco de lesão do nervo axilar, geralmente 1,5 cm da superfície articular da cabeça </li></ul></ul><ul><ul><li>Lavagem com soro fisiológico para retirar os restos da fresagem para evitar formação óssea heterotopica. </li></ul></ul>
  29. 37. Fixação Externa <ul><li>Geralmente utilizadas em pacientes com contra indicação de fixação por placas ou hastes. Incluindo fraturas contaminadas ou francamente infectadas, queimaduras, controle de danos. </li></ul><ul><li>Grande índice de complicações principalmente nas locais dos pinos devido a largura do envelope muscular e de tecidos moles no úmero, e o movimento do ombro e cotovelo resultando alto índices de infecção nos pinos, quebra dos pinos. </li></ul>
  30. 38. Estudos clínicos fixação com placas versus haste intramedular <ul><li>Dor no ombro muito menor em pacientes tratados com placas (0% com placas e 5 a 42% com uso de hastes anterógradas) </li></ul><ul><li>Menor taxa de reoperação (6% com placas e 18% com hastes) </li></ul><ul><li>Pseudoartrose (11% com hastes e 6% com placas) </li></ul>
  31. 39. Lesões associadas a fraturas de úmero <ul><li>Paralisia do nervo Radial </li></ul><ul><ul><li>Nervo mais comum a ser lesado </li></ul></ul><ul><ul><li>Geralmente ocorre uma neuropraxia, com retorno espontâneo da função. </li></ul></ul><ul><ul><li>Geralmente ocorre devido contusão/alongamento no momento de uma fratura em espiral </li></ul></ul><ul><ul><li>Depende da energia do trauma, pode variar de 3 a 34% aumentando em fraturas expostas, politrauma, lesão vascular. </li></ul></ul><ul><ul><li>Não é uma indicação de exploração </li></ul></ul><ul><ul><li>Indicações de exploração quando há uma lesão exposta ou lesão ipsilateral e for necessário cirurgia aberta. Primeira indicação prognóstico, se o nervo estiver lesado indica uma ráfia, segunda o nervo pode estar interpondo o foco da fratura ou qualquer outro tipo de compressão do nervo. </li></ul></ul><ul><ul><li>Se apresentar paralisia orientar o paciente utilizar uma imobilização para manter o punho em extensão e fazer movimentação passiva do punho e dos dedos para evitar contratura em flexão </li></ul></ul>
  32. 40. <ul><ul><li>Eletroneuromiografia 3 semanas pos lesão </li></ul></ul><ul><ul><li>Observar qualquer sinal de recuperação do nervo geralmente no músculos distais a lesão braquiradial, o extensor radial curto e longo do carpo </li></ul></ul><ul><ul><li>Se não ocorrer nenhum sinal de recuperação em 3 ou 4 meses, exploração do nervo é indicada </li></ul></ul>
  33. 41. Paralisia do plexo braquial <ul><li>Raramente ocorre </li></ul><ul><li>Maior taxa de pseudoartrose com o uso de brace devido a falta de contração e tônus muscular </li></ul><ul><li>Lesão ulcerada devido falta de sensibilidade, com o uso de gessos e orteses </li></ul><ul><li>Melhor tratamento fixação com placa </li></ul>
  34. 43. Fraturas patológicas <ul><li>Causa mais comum de fraturas patológicas são metástases de neoplasias malignas </li></ul><ul><li>O osso longo mais afetado é o fêmur, seguido pelo úmero </li></ul><ul><li>Geralmente tardiamente </li></ul><ul><li>A perda de função pode ser muito importante em pacientes, já debilitados e podem resultar em perda de qualidade de vida. </li></ul><ul><li>Indicação de hastes intramedulares, vantagens como mobilidade precoce, inicio rápido da radioterapia pois na há incisão, </li></ul>
  35. 45. Fraturas expostas <ul><li>Menos de 10% das fraturas diafisarias do úmero </li></ul><ul><li>Trauma de alta energia, com o aumento da incidência de paralisia do nervo radial, fraturas cominutas, fraturas ipsilaterais, lesões sistêmicas </li></ul>
  36. 46. Complicações <ul><li>Hastes intramedulares </li></ul><ul><ul><li>Dor no local de inserção </li></ul></ul><ul><ul><li>Canal medular está na linha da superfície articular da cabeça umeral e manguito rotador e a área de inserção está em um local onde qualquer inchaço de tecidos moles, protusão da haste pode causar sintomas de impacto. </li></ul></ul><ul><ul><li>Poderá ser evitados complicações com o advento de hastes com alterações proximais que mudam o ponto de entrada e não lesam a superfície articular nem o manguito rotador </li></ul></ul>
  37. 47. <ul><li>Fraturas no final da haste </li></ul><ul><ul><li>A haste termina no úmero em osso diafisário e não em osso metafisário com nas hastes de membro inferior </li></ul></ul><ul><ul><li>Geralmente ocorrem 8 - 26 semanas do tratamento </li></ul></ul><ul><ul><li>Relacionados a traumas torcionais </li></ul></ul>
  38. 48. <ul><li>Pseudoartrose </li></ul><ul><ul><li>Investigar infecção antes de iniciar tratamento </li></ul></ul><ul><ul><li>Pode ocorrer em tratamento cirúrgico ou conservador </li></ul></ul><ul><ul><li>Relacionados a má técnica cirúrgica: tamanho inadequado de placa, distração do local da fratura, escolha inadequada do parafuso. Falha mecânica em osso osteopenico </li></ul></ul><ul><ul><li>Tratamento estabilização e estimular a biologia no local da fratura </li></ul></ul><ul><ul><li>RAFI com a utilização de enxerto de ilíaco apresentou bons resultados </li></ul></ul><ul><ul><li>A pseudo artrose pode estar relacionada a osteopenia nestes casos é indicado: placas mais longas, utilização de cimento ortopédico, fixação com placas lamina </li></ul></ul><ul><ul><li>Pode estar relacionado com interposição de tecidos moles, obesidade mórbida, grande angulação da fratura. </li></ul></ul>
  39. 49. <ul><li>Infecção </li></ul><ul><ul><li>Infecção grave em úmero é raro, devido a seu bom suprimento sanguíneo, mesmo em fraturas tratadas com placa em infecções plenas. </li></ul></ul><ul><ul><li>Relacionado com Comorbidades especialmente diabetes. </li></ul></ul><ul><ul><li>Culturas devem ser colhidas, para otimizar o uso de antibióticos </li></ul></ul>
  40. 50. Conclusão <ul><li>Fraturas de diafise do úmero são comuns </li></ul><ul><li>A maioria delas podem ser tratadas conservadoramente com sucesso </li></ul><ul><li>Redução aberta e fixação interna está relacionado com baixa taxas de pseudoartrose, baixa taxas de complicação, e restauração rápida da função </li></ul><ul><li>Hastes intramedulares possuem indicações em alguns tipos de fratura ou situações clinicas. </li></ul>
  41. 51. <ul><li>Bibliografia: </li></ul><ul><ul><li>Rockwood and Green : fraturas em adultos – Volume 1 / editores Robert W Bucholz, James D. Heckman – 6. edição </li></ul></ul>
  42. 52. Obrigado.

×