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Jornal Ortopedia FMABC Ano / Abril 2008:

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  1. 1. Ano 4 • Número 9 • Abril 2008 Fomentar o conhecimento cien- tífico, através da organização de eventos é um dos objetivos do Centro de Estudos da Disciplina de Doenças do Aparelho Locomotor da FMABC Trabalho iniciado em2006 permitiu quemédicos angolanostreinados por orto-pedistas da FMABCrealizassem primeiraartroplastia total dequadril no país em35 anos m dddddooooooosssssssss CCCCCCCCeeeeeeeeeennnnnnntttttttrrrrrrrooooooooo dddddddddeeeeeeeeee EEEEEEEEEEEssssssssssttttttttuuuuuuuudddddddooooooosssssss A Reunião Clínica da Disci- plina de Doenças do Aparelho Locomotor da FMABC é um dos principais esteios na formação dos futuros ortope- distas. Uma vez por semana, dezenas de profissionais se reúnem para discutir os casos clínicos. Para os residentes é uma oportunidade rara de compartilhar opinião de pro- fessores e médicos assistentes que atuam no Hospital Mário Covas e em outros hospitais da região do ABC A Reunião Clínica da Disci- plina de Doenças do Aparelho RRRRReeeeeeuuuuunnnnniiiiããããRRRRReeeeeeuuuunnnnniiiiiããããããooooo dddddeeeeennnnniiiiiãããããooooo ddddddeeeee AAAAppppprrrrreeeeennnnndddddiiiiizzzzzaaaaadddddoooooodddddooooo AAAApppprrrrreeeennnnndddddiiizzzzaaaaa AAAApppprrrreeeennnnnddddiii AAAAAppppprrrreeeennnnAAAAApppppppprrreeeeennnnndddddiiizzzzaaaa O diretor administrativo da FMABC, Ferrucio Dall’Áglio diz que as adaptações reali- zadas na FMABC atenderam às necessidades de alunos e professores Pág. 03 Pág. 02 p s em Pág. 04 Pág. 06 ggg aannggggoooolllaaa tooo AAAnnggggooollaaa jjeetttooo AAAAnnnggggoooollllaa jjeettoo AAnngg lll PPPrrrooojjjeeettttooo AAAnngg lll OOOO dididididdddididididiretor admi FMABC Ferruci IIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIInnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnffffffffffffffffffffffffrrrrrrrrrrrrrrrrrrraaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa-------------eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeesssssssssssssssssssssssssssssstttttttttttttttttttttttttttttttttrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrruuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuutttttttttttttttttttttttuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuurrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrraaaaaaaaaaaaaaaaa mmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeellllllllllllllllllllllhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhooooooooooooooooooooooooooooooorrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrraaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaddddddddddddddddddddddddddddaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhoooooooo
  2. 2. 2 Ano 4 • Número 9 • Abril 2008 O Informativo ORTOPEDIA FMABC é uma publicação da Disciplina de Doenças do Aparelho Locomotor da Faculdade de Medicina do ABC. Projeto e Execução: DUALUP Design (dualup@uol.com.br). Jornalista Responsável: Adimilson Cerqueira (MTB 21.597-SP). Reportagens: Alexandre Manduca. Designer Gráfico: Wagner G. Francisco. Tiragem: 4.000 Centro de Estudos da Disciplina de Doenças do Aparelho Locomotor da FMABC Presidente Carlo Milani Vice-Presidente Walter Yoshinori Fukushima Secretário Edison Noboru Fujiki Tesoureiro Oswaldo Roberto Nascimento Diretor científico Nelson Keiske Ono Conselho Fiscal Roberto Yukio Ikemoto Fabio Lucas Rodrigues Fabiano Prata Nascimento Conselho Científico Rui dos Santos Barroco Luciano Miller Reis Rodrigues Diretor Luiz Henrique Camargo Paschoal Vice-diretora Maria Alice Mello R.Tavares da Silva Diretor Administrativo Ferrucio Fernando Dall’Aglio Secretária-geral Nidia Caivano ACESSE: www.ortopediafmabc.org.br L Ma Promovendo CONHECIMENTO O buscador Goo- gle indica mais de 1.08 milhão de pá- ginas sobre o tema Centro de Estudos, cuja definição mais comum é a “reunião periódica de especialistas ou técnicos em local fixo predeterminado que promove dis- cussões a respeito de determinado assunto”. Estas agremiações estudam de tudo: genoma humano, petróleo, família e sociedade, meio ambiente, clima etc. O Centro de Estudos da Dis- ciplina de Doenças do Aparelho Locomotor da FMABC, funciona nos mesmos moldes, com infra- estrutura de serviço voltada para atender aos ortopedistas da casa, porém, sua responsabilidade é bem maior do que simplesmente disponibilizar mesas e cadeiras. “Nosso Centro de Estudos não está limitado a um espaço físico para discussões, mas a proposta é oferecer suporte científico a toda equipe médica em todas as áreas necessárias”, diz o professor Nel- son Keiske Ono, diretor científico do Centro de Estudos. Segundo ele, a principal tarefa é auxiliar os diversos grupos de especialidades na organização e auxílio de eventos científicos. Segundo Nelson Ono, todos os cursos, jornadas e demais reuniões científicas organiza- das no ano passado contaram com o apoio do Centro de Estudos. Um dos as- pectos mais impor- tantes na função do Centro de Estudos é a busca por parcerias comerciais para viabilizar as atividades de educação continuada. “Não conseguiríamos manter nossa agenda científica sem o apoio de empresas do setor farma- cêutico e da indústria de implantes, por isso é importante estreitarmos nossos relacionamentos com em- presas privadas, de maneira ética e transparente”, afirma o médico. Diferentemente do que ocorre em outras entidades, as empre- sas interessadas em patrocinar determinadas atividades passam, obrigatoriamente, pelo Centro de Estudos. “Não há possibilidade de uma empresa patrocinar um profissional ou uma atividade específica. Todos os recursos são direcionados para o Centro de Estudos, o que nos parece mais adequado, ético e condizente com a nossa atividade”, finaliza Nelson Ono. Nelson OnoN l O
  3. 3. 3 Ano 4 • Número 9 • Abril 2008 Incentivando o raciocínio no aprendizado Muito além de ensinar normas e padrões fechados a Reunião Clínica visa a exercitar o raciocínio dos residentes de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina do ABC Realizadas todas as quintas- feiras, das 12h às 14h, no Hospital EstadualMárioCovasdaFaculdade de Medicina do ABC, a Reunião Clínica da Disciplina de Doenças doAparelho Locomotor da FBAMC é voltada, principalmente, para a formação dos residentes. Durante duas horas são discutidas todas as cirurgias realizadas no hospital pelos Grupos de Especialidades seja Mão, Pé, Joelho, Trauma, Ombro e Coluna, entre outros. Os temas são previamente colocados no site (www.ortopediafmabc.org. br) para que os interessados em participar possam se preparar e levar casos para discussão. As reuniões são abertas para todos os ortopedistas do ABC que estejam interessados no tema proposto. “Temos cerca de 400 ortopedistas atuando no ABC e nosso encontro é uma oportu- nidade ímpar para que casos complexos sejam apresentados e discutidos. É a melhor alternativa de se conseguir uma segunda opinião, por isso nosso auditório geralmente lota”, declara Carlo Milani, professor-titular da Disciplina de Doenças do Aparelho Loco- motor da FMABC. O assunto é discutido pelos professores assistentes ou seniores da instituição. Duranteoprocesso,oresidenteapresentaum caso, explica o histórico do paciente e qual conduta tomaria. Caso haja algo a corrigir, os mais experientes o fazem. “A finalidade é que os residentes desenvolvam um raciocínio clínico e não apenas aceitem uma conduta porque o chefe do grupo determinou ou porque o protocolo da disciplina assim definiu. Ele precisa aprender a pensar e a ver cada paciente de forma diferenciada. Eles precisam acompanhar o paciente, examiná- los, avaliá-los, interpretar correta- mente os exames complementares e desenvolverem a autocrítica”, diz o professor. A cada estágio da residência é dada uma função diferente. Os R1 apenas apresentam o caso, fazem o histórico e o exame físico dos pacientes; aos R2 é dada a responsabilidade de emitir opi- nião a respeito do tratamento; já os R3 devem estar preparados para discutir o caso com os assistentes. “O importante é que todos os grupos com seus chefes passem em visita aos pacientes junto com seus residentes e, antes da reunião clinica, discutam cada caso. Isso ajuda muito”, afirma Milani. A participação na reu- nião clinica é heterogênea, com grupos provenientes de várias escolas que, por vezes, adotam protocolos diferentes para as mesmas patologias. Esse quadro pode gerar divergências de opiniões que, segundo Carlo Milani, são essenciais para o desenvol- vimento dos futuros especialistas. “O ideal é termos um protocolo, mas Medicina se faz com gente inteligente e questionadora. Creio que a divergência é salutar, desde que fundamentada na literatura e na experiên- cia, para que os residentes conheçam todas as variáveis que um tratamento possa ter. A partir dessas discussões adotamos ou não uma conduta. O que me dá maior prazer é quando um residente descobre e prova que a conduta que ele elegeu, ainda que diferente da nossa, é a mais adequada ao paciente. Quando isso ocorre vemos que ele realmente aprendeu”, finaliza Carlo Milani. Residentes de Ortopedia durante a reunião clínica: aprendendo com os mais experientes Residentes de Ortopedia durante a reunião clínica: Carlo Milani: “Fico feliz quando o residente discorda de um procedimento e consegue provar que está certo, porque é sinal de que ele realmente aprendeu”. f Carlo Milani: Reunião Clínica
  4. 4. 4 Ano 4 • Número 9 • Abril 2008 Projeto Angola Uma vitória da Medicina na África Artroplastia total de quadril realizada por equipe comandada por ortopedistas da FMABC é um dos maiores feitos de Angola após 35 anos de guerra civil e conflitos étnicos Angola, um dos países africanos mais conturbados do mundo, revive a esperança de construir uma sociedade melhor após cirurgia inédita que devolveu os movimentos a uma cadei- rante de 58 anos com quadro grave de artrose. A cirurgia foi feita no final do ano passado por cirurgiões angolanos treinados por ortopedistas da FMABC, que desde novembro 2006 prestam serviços assistenciais na capital, Luan- da. “Foi a primeira artroplastia total de quadril realizada no país em 35 anos”, diz o cirurgião ortopedista Edson Fujiki, que participa do projeto da FMABC em Angola. A missão assistencial em Angola é fruto de um convênio entre a GESA Health, consultoria de tecnologia e gestão em saúde que se aliou ao governo angolano para reestruturar o sistema de saúde após mais de três décadas de conflitos civis entre os cerca de 15 milhões de habitantes. O intercâmbio com a FMABC consiste no governo, e os traumatizados, que não dispõem de atendimento na rede públi- ca”, diz. As prioridades já identificadas pelos representantes da Ortopedia nas últimas viagens à África estão no Trauma Ortopédico, devido a acidentes de trânsitos, Artroplastia do Quadril, por causa da incidência de anemia falciforme, e problemas de Coluna e Joelho, além de Ortopedia Infantil. Em Luanda, segundo Fujiki, existe um número pequeno de médicos com formação ortopédica capa- citados a receber treina- mento avançado. “O que encoraja nosso trabalho é a avidez e o entusiasmo por novos conhecimentos demonstrados pelos cole- gas angolanos. O que para nós é trivial, para eles é uma grande necessidade”, finaliza Edison Fujiki. repasse de know-how,trabalho iniciado em novembro de 2006 através de um programa de capacitação de médicos. Das 10 artroplastias totais feitas no Hospital Prenda, na capital Luanda, as quatro últimas ficaram sob responsa- bilidade plena da equipe local treinada pela Medicina ABC. “São profissionais nativos que assimilam bem os ensi- namentos, paralelamente ao esforço do governo em equipar ao máximo a rede pública de saúde destruída pela guerra”, diz Edison Fujiki. Segundo ele, a Ortopedia é uma das especialidades médicas onde há maior carência. “Há pelo menos dois grupos de população necessitada: os feridos de guerra, que precisam de tratamentos de alta comple- xidade e que viajam para o exterior, com custeio pelo Edison Fujiki: “O interesse dos médicos angolanos encoraja nosso trabalho” Edi F jiki Na foto da esquerda, médicos brasileiros com a equipe angolana. Ao lado, visita à enfermaria do Hospital Maria Pia, com discussão de caso, coordenada pelo ortopedista brasileiro Fábio Lucas
  5. 5. 5 Ano 4 • Número 9 • Abril 2008 Aprendizado Liga de Ortopedia integra alunos e professores na FMABC Participar de todas as atividades ligadas à Disciplina para que ocorra um grande envol- vimento. Esta é a função básica das ligas estudantis, o que não difere da intenção da atividade da Liga de Ortopedia da Faculdade de Medicina doABC (FMABC).Criada há oito anos, a Liga de Ortopedia é coordenada por Gabriela Daffre Carvalho, aluna do 4º ano de Medicina que junto com outros alunos orga- nizam uma série de atividades de integração e aperfeiçoamento. Segundo Gabriela o aluno, que só terá contato com a Ortopedia e Traumatologia no 4º ano, terá acesso antecipadamente do conhecimento ligado à área.“O aluno poderá participar da disciplina a partir do 1º ano, aprofundando-se na especialidade, tendo contato com os professores e uma formação mais consciente e abrangente”, diz. Esta integração ocorre através de reuniões e eventos promovidos pela Liga, como por exemplo, os grupos de estudos, que apresen- tamasatividadesambulatoriaissupervisiona- das pelos professores,incentivando,inclusive, a iniciação e o desejo de seguir o trabalho médico dos alunos nesta especialidade. Além disso, busca promover o conhecimento adequado para atendimento pré-hospitalares nos traumas que envolvem fraturas, assim como, da importância da adesão do paciente ao tratamento ortopédico e do diagnóstico precoce. Anualmente a Liga promove uma semana de cursos e palestras com alunos e professo- res, onde são apresentadas as questões que envolvem o funcionamento da própria Liga, dos centros hospitalares e dos procedimentos clínicos. Professores têm a oportunidade de apresentar estudos, casos e procedimentos, ampliando o conhecimento dos alunos. “A Liga”, diz Gabriela, “oferece uma visão mais abrangente do que é a Ortopedia, colocando os alunos em contato intenso com a função, plantões semanais, aulas teóricas, reuniões, feiras científicas e atividades esportivas”. Atualmente, compõem a liga oito alunos do 4º e 5º anos, que em regime de plantão atendem os interessados em participarem desta atividade.A Liga de Ortopedia integra- se com diversos grupos de outras faculdades do estado de São Paulo, que promovem anualmente o Interligas, um evento que prevê cursos, palestras e outras atividades. Neste ano a presidência do evento estará a cargo do grupo de alunos da FMABC. As ligas universitárias são formadas por grupos de estudantes que desejam e criam oportunidades para a execução de atividades científicas, didáticas, culturais e sociais no espaço acadêmico. Estas ligas, normalmente, supervisionadas por professores, são muito comuns nas universidades brasileiras, prin- cipalmente nos cursos de Medicina, tendo desdobramentos por disciplinas, como no caso da Liga de Ortopedia. A Liga de Ortopedia da FMABC, junto com outras faculdades (entre elas a EPM/Unifesp, Unisa, Santa Casa de São Paulo, Ciências Médicas de Santos), formam a Interligas de Ortopedia e Traumatologia com a finalidade de promover integração e intercâm- bio de experiências entre as ligas. Além de integrar as atividades desenvolvi- das na disciplina nas faculdades, a Interligas promove anualmente um curso de atualização em Ortopedia, Traumatologia e Lesões do Esporte com a participação de professores que compõe o corpo docente das faculdades e médicos convidados. Fundada em 2002, a Interligas realizou seu primeiro curso, sob a responsabilidade da Escola Paulista de Medicina (EPM/Unifesp). Neste mesmo ano, deu-se a criação do estatuto, com o objetivo de estabelecer os cargos e as obrigações de cada liga acadêmica.“O estudante, além de ter contato e atualizar-se sobre a disciplina em sua faculdade, tem a oportunidade de conhecer outros trabalhos, atividades e os profissionais que contribuem para o desenvolvimento da ortopedia”, diz Gabriela. A Interligas promove uma espécie de rodízio entre as ligas das faculdades integrantes para presidir, promover e organizar seu curso anual. Outras faculdades são constantemente convidadas para participar dos encontros e fortalecer o grupo para troca de experiências e conhecimento.A média de público nos últimos anos foi de 250 pessoas. As ligas universitárias são formadas por upos de estudantes que desejam e criam finalidade de promover integração e intercâm- bio de experiências entre as ligas cada liga acadêmica.“O estudante, além de ter contato e atualizar se sobre a disciplina em sua Interligas promove curso anual Integrantes da Liga de Ortopedia da FMABC. Sentados: Igor Dias Brockhausen, Gustavo Santiago L. Figueiredo, Ricardo Mercaldi Rodrigues e Gabriela Daffre Cavalho. Em pé: Samuel Shiraishi R. Albuquerque, Bruno Fellice Zampieri, Marina Justi Pisani e Rodrigo Coutinho Mariano t t t t édi d di ó ti l tõ i O G e C A e
  6. 6. 6 Ano 4 • Número 9 • Abril 2008 Faculdade de Medicina Adaptações mostram nova fase da FMABC Segundo Ferrucio Fernando Dall’Aglio, diretor administrativo da FMABC, na última década a faculdade começou a mudar sua história. “Quando assumimos a diretoria, fizemos um choque de gestão,uma mudança na maneira de encarar a escola”, diz. Foram construídos vários prédios, aprimorou-se o trabalho, tanto com os alunos como com a comunidade,dando“uma nova direção para a instituição”, complementa Dall’Aglio. Dentre as mudanças ocorridas nos últimos anos destacam-se a construção de vários prédios, como o prédio da Adminis- tração, a Casa Ronald ABC (Casa de Apoio à Criança e ao Adolescente com Câncer do ABC), o Centro de Estudos, Pesquisa, Prevenção e Tratamento em Saúde (Cepes) e ampliação do ambulatório de reabilita- ção dermato-cosmiátrica para pacientes oncológicos, além da reforma de todas as instalações já existentes, com a colocação de novos elevadores, geradores, plantio de árvores, instalação de mesas e bancos nos jardins – que criaram um novo espaço para leitura e convivência. O ambulatório de Dermatologia, por exemplo, teve suas insta- lações ampliadas em 800 metros quadrados para aumentar em 30% as mais de 30 mil consultas que realiza por ano. “Todos os serviços trabalham com equipamentos de ponta, mantendo-se sempre atualizados em todas as especialidades”, diz Dall’Aglio. No ano passado a FMABC, através da diretoria administrativa, realizou uma série de adaptações. Dentre elas estão a compra de equipamentos (cadeiras, suprimentos, geradores, endoscópio, colonoscópio, biômetro para oftalmologia etc), realização de obras nos laboratórios de Nutrição, Fisioterapia, Terapia Ocupacional, Farmácia e Fisiologia, dentre outras, ampliação da recepção aos pacientes e da Dermatologia, novas salas de aula, reforma de salas da Cardiologia e dos tanques da morfologia. O ensino, grande preocupação da facul- dade, teve suas áreas reformuladas. Todas as salas de aulas receberam cadeiras novas, melhores instalações, computadores e data shows. As alterações estruturais refletiram, segundo Dall”Aglio, em todos os seis cursos mantidos pela faculdade e no atendimento à população. “As salas de aulas possuem no máximo 50 alunos, oferecendo uma integração maior entre aluno e professor, melhorando grandemente o aprendizado”, diz. Em virtude da Fundação administrar diversos hospitais e ambulatórios estaduais e municipais,isto oferece aos alunos,profes- sores e comunidade o melhor atendimento e aprendizagem. Dall”Aglio reafirma que FMABC é a escola de medicina particular com o menor valor de mensalidade e a que mais tem atuação dentro da comunidade, segundo constatação do Ministério da Educação (MEC). “As alterações estruturais promovidas nos últimos anos proporciona- ram uma melhora em todas as áreas, prin- cipalmente nas condições de trabalho dos profissionais, no atendimento aos pacientes de forma igualitária em todos os departa- mentos e disciplinas”, diz Dall’Aglio. Para o futuro, a FMABC tem como priori- dade, dentre outras, a construção do prédio do Instituto de Hebiatria, batizado de Centro de Referência Adolescente Cidadão- Esperança. Um centro de referência que será erguido dentro do campus de Santo André em mil metros quadrados, contendo 18 consultórios para avaliação clínica e diversas salas de avaliação antropométrica, estudo e atendimento. Vão compor a equi- pe especialistas em Hebiatria, Ortopedia, Pediatria, Psiquiatria do adolescente, Psico- logia, Enfermagem, Nutrição, Fisioterapia, Terapia Ocupacional e Educação Física, para atender necessidades específicas da criança e do jovem de ambos os sexos, um período de maior desenvolvimento físico, emocional e psicológico do indivíduo. Reportagem: Alexandre Manduca O diretor adminis- trativo da FMABC, Ferruccio Fernando Dall’Aglio Humanização Em setembro de 2007 a FMABC inaugurou um Centro de Atendimento Oftalmológico, incorporado ao Instituto dos olhos. A ala foi construída seguindo a tendência de atendimento humanizado aos usuários com mobilidade reduzida (cadeirantes, deficientes visuais, idosos, obesos etc.). A readequação dos espaços começa fora do campus, no ponto de ônibus. A calçada foi reformada, com eliminação de buracos e obstáculos. O piso foi sinalizado em todo o trajeto integrando-se aos elevadores e outras facilidades. Foto:AlexandreManduca
  7. 7. 7 Ano 4 • Número 9 • Abril 2008 Teses Produção científica da Disciplina de Doenças do Aparelho Locomotor da FMABC no primeiro trimestre de 2008 ARTIGOS PUBLICADOS EVENTOS ESPECIAIS TESES DEFENDIDAS Aplicação da cola de fibrina em microanastomoses vasculares: análise comparativa microcirúrgico ADisciplinadeOrtopediaeTraumatologiadaFMABC cumprimenta Álvaro Baik Cho pela conquista do título com a Tese de Doutorado defendida em 17 de março de 2008, na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Projeto 100 Cursos de Atualização em Emergências Ortopédicas, realizados pela SBOT em parceria com o Ministério da Saúde nos dias 04 e 05 de abril. Na região do ABC a coordenação foi de Marcos Hono, auxiliado por Edson Miashiro e Marcio Aita. Luciano Miller, Rogério Serpone e Edgar Valesin Filho também estiveram envolvidos no projeto. ACESSE: www.ortopediafmabc.org.br Gustavo M. Ruggiero Álvaro Baik Cho Marcos Hono Walter Fuskushima Marcelo Navarro Maurício de Moraes Alternative to the distal interphalan- geral joint arthrodesis: lateral aproach and plate fixation JHS – Janeiro de 2008 – Volume 33-A - Nº 1 The Journal of Hand Surgery Autor: Gustavo Mantovani Ruggiero. Co-autores: Walter Yoshinori Fukushima,Alvaro Baik Cho e Marcio Aurelio Aita. Reimplante total de mão e dedo mínimo Arq. Medico ABC / Santo André,V.32 – Nº 21 p. 51-94 - Julho/Dezembro de 2007 Autor: Walter Yoshinori Fukushima. Co-autores: Mauricio Morita Sugiyama, Gustavo Mantovani, Ruggiero, Luciana Saab,Alvaro Baik Cho e Marcio Aurelio Aita. Perfil do atendimento multidisciplinar durante uma prova de maratona Arq.Med.ABC – Santo André – v.32 – Supl. 2 – p. S1-S78 – Dezembro 2007 Autor: Marcelo Schmidt Navarro. Co-autores: Paulo Sergio Barone, Fábio Matsumoto, Edison Noboru Fujiki, Rogério José Neves e Carlo Milani. Instabilidades patelofemorais Capítulo de livro - Guia de Medicina Ambulatorial e Hospitalar da Unifesp/EPM: Ortopedia e Traumato- logia - 1a edição - 2008 – Ed. Manole Autor: Marcelo Schmidt Navarro Lesões na criança e no adolescente Capítulo de Livro - Guia de Medicina Ambulatorial e Hospitalar da Unifesp/EPM: Medicina do Esporte - 1a ed - 2008 - Ed Manole. Autor: Marcelo Schmidt Navarro Estudo das fraturas peritrocanterianas instáveis do fêmur tratadas com haste céfalo-diafisária bloqueada: técnica minimamente invasiva Acta Ortop. Brasileira, 2005, vol.13, nº 3, p.153-155. ISSN 1413-7852. Autor: Maurício de Moraes. Co-autores: Edison Noboru Fujiki, Nelson Keiske Ono, Paulo H. N. da Costa, Rubens Rodriguese Carlo Milani.
  8. 8. 8 Ano 4 • Número 9 • Abril 2008 Parcerias que promovem EDUCAÇÃO A Disciplina de Doenças do Aparelho Locomotor da FMABC faz questão de manter um relacionamento saudável com as empresas que atuam na área de Ortopedia, com objetivo de alavancar projetos de educação continuada. Saiba o que pensam estes atores sobre esta parceria: “A Impol Instrumental e Implantes Ltda, com seus mais de 30 anos de vida, conta com parcerias importantes com as principais entidades médicas do país, entre elas estão a Fundação Faculdade de Medicina do ABC. As parcerias possibilitam a interação de diversas maneiras, possibili- tando estabelecer relações sumamente importantes para oferecer novas tecnologias e serviços, estimular o aper- feiçoamento profissional e intercâmbio de profissionais brasileiros e estrangeiros, e buscando soluções que visem promover o bem estar e a melhoria na qualidade de vida dos pacientes submetidos às intervenções ortopédicas. Iniciamos nossa parceria com a FMABC em 2003, e a Impol Implantes e Instrumental Ltda. tem como missão participar conjuntamente com a equipe médica em forne- cer soluções em Ortopedia e Traumatologia. Nossa razão de existir está baseada em oferecer soluções com respeito e humanidade para toda comunidade, médicos e equipes envolvidas visando a satisfação do cliente, e superando os desafios do dia a dia”. Daniel D´Andrea Gerente Geral “Avaliamos de forma positiva a nossa relação com a Faculdade de Medicina do ABC, levando em consideração que essa parceria nos traz a possibili- dade de desenvolvimento de novos projetos tendo como objetivo distribuir produtos de qualidade e confiabilidade sempre com o compromisso de aten- der de maneira exemplar médicos e principalmente pacientes. Os principais benefícios dessa relação é a possibilidade de estar presente nas reuniões científicas realizadas para demonstração de novos produtos e preferência em eventos promovidos pela FMABC”. Marcio Bonilho Gilabel Diretor comercial “A Synthes tem como filosofia apoiar entidades médicas, principalmente os hospitais-escola. Este apoio visa Ao desenvolvimento dos profissionais em fase inicial de carreira, o estímulo à realização de pesquisas e a prestação de serviços à comunidade local, principalmente aos pacientes que utilizam o Sistema Único de Saúde. A Synthes tem orgulho em fazer parte da parceria com a FMABC e o Centro de Estudos do Hospital Estadual Mario Covas. Apoiar uma entidade séria e de grande respaldo científico faz parte da nossa filosofia de trabalho. Com esta parceria, temos a possibilidade de divulgar novos materiais ao corpo clínico, realizar workshops e demonstrações, bem como participar periodicamente das reuniões clínicas, com o objetivo de estreitar o relacionamento com as equipes de ortopedia e atender os médicos em suas solicitações diárias. Não podemos deixar de aproveitar esta oportunidade para agradecer à confiança e ao empenho de todos os chefes de equi- pe e professores que sempre nos prestigiaram e nos deram espaço para a realização de um trabalho sério e duradouro dentro desta entidade”. Bruno Narciso Representante Comercial “Trata-se de uma relação fundamental no desenvol- vimento da medicina e também do nível de qualidade de produtos e serviços que são disponibilizados à população de um modo geral. Há aqui uma conside- rável e necessária interdependência onde uma das partes, enquanto fomentadora de pesquisa e geradora de conhecimento, dá à outra, os rumos e subsídios para que se mantenha competitiva, rentável e socialmente útil, num processo contínuo que resultará sempre em beneficio do cidadão. Como importadora e distribui- dora de marcas mundialmente reconhecidas no setor ortopédico, a Ortomedic viabiliza às várias entidades ligadas à FMABC, o acesso a materiais e instrumentais de avançado nível tecnológico, que contribuem para um melhor desenvolvimento de estudos clínicos e eventos cirúrgicos reais. De sua parte, a FMABC possibilita à Ortomedic e às empresas que representa, o acesso ao conhecimento e técnicas criadas em seus centros de pesquisa. Esta parceria promove também a integração entre médicos brasileiros e estrangeiros através de cursos, congressos e encontros, os quais contribuem sobremaneira na divulgação de melhores técnicas e procedimentos criados aqui e em importantes centros da ortopedia mundial”. Tonimar Francisco Pereira Diretor-presidente “A MSD acredita que parcerias entre empresas privadas e entidades médicas são essenciais, uma vez que têm como principal objetivo a atualização e o desenvolvimento dos profissionais que atuam na área de saúde. Além disso, atualmente acreditamos que o papel da empresa privada pode ir além. Hoje também buscamos com esse tipo de parceria ajudar as entidades médicas a identificar oportunidades de melhoria não só nos serviços prestados por elas, bem como em alternativas para incrementar o acesso de pacientes a esses serviços. Nesse caso, buscamos ajudar também no desenvolvimento profissional dos gestores dessas entidades e não só do corpo clínico, com programas focados em técnicas de administração, RH, entre outros. Acreditamos que a parceria entre a MSDe a FMABC tem sido muito bem sucedida já que conseguimos ajudar o Centro de Estudos a oferecer constantemente atividades de atualização científica a seu corpo clínico, ajudando assim na formação, especialização e desenvolvimento profissional das pessoas que trabalham ali. Acredita- mos que assim estamos cumprindo com nosso papel como indústria farmacêutica de pesquisa, não apenas oferecendo medicamentos que atendam a necessidades médicas, mas ajudando o profissional a se desenvolver, para assim ajudar a melhorar a quali- dade de vida de milhares de pessoas que o buscam diariamente”. Joilson Habbermann

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