ASSISTÊNCIA E ORIENTAÇÃO ÀS FAMÍLIAS DE IDOSOS

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SEGUNDA JORNADA DE GERIATRIA E GERONTOLOGIA - LAGG UFJF

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ASSISTÊNCIA E ORIENTAÇÃO ÀS FAMÍLIAS DE IDOSOS

  1. 1. CEPEDEN – CENTRO DE PESQUISA EM DESENVOLVIMENTO E ENVELHECIMENTO
  2. 2. CEPEDEN <ul><li>II JORNADA DE GERIATRIA E GERONTOLOGIA DE JUIZ DE FORA </li></ul>
  3. 3. ASSISTÊNCIA E ORIENTAÇÃO ÀS FAMÍLIAS DE IDOSOS <ul><li>Introdução : Elementos que contribuem para </li></ul><ul><li>uma nova sensibilidade social: </li></ul><ul><li>Aumento de consciência sobre o envelhecimento da população; </li></ul><ul><li>Mudanças sociais provocam mudanças na forma da pessoas perceberem a velhice: os idosos são mais saudáveis, vivem mais e mais produtivos; </li></ul><ul><li>- O sonho de ficar velho mantendo a juventude. </li></ul>
  4. 4. Aumento da longevidade x imagens do envelhecimento bem sucedido. <ul><li>Os idosos que desfrutaram ou desfrutam de boas condições de vida têm assegurado o acesso à satisfação e ao sucesso na velhice? </li></ul><ul><li>Os idosos que sofreram precariedades de natureza econômica, educacional, médica, habitacional, estarão condenados à infelicidade e a prejuízos físicos e psicológicos incontornáveis? </li></ul>
  5. 5. Bem-estar subjetivo <ul><li>Reflete a avaliação que o indivíduo faz baseado em critérios pessoais e referenciados aos padrões e expectativas sociais. Reflete a discrepância, ou congruência entre suas expectativas e o que conseguiu ser, ter, ou fazer, que conduz a afetos, positivos ou negativos. Está vinculado à leitura que o indivíduo faz sobre sua qualidade de vida. </li></ul>
  6. 6. Variáveis Antecedentes Variáveis Moderadoras Variáveis Critério Riscos sócio-econômicos Pobreza Exclusão social Baixa escolaridade Baixo status ocupacional Riscos biológicos Doenças somáticas Déficits sensoriais Depressão Dor crônica Incapacidade funcional Incapacidade intelectual Inatividade Susceptibilidade ao estresse crônico Mecanismos de auto-regulação do self Auto-conceito Auto-estima Auto-avaliação Senso de auto-eficácia Senso de controle Sistema de metas estratégicas de enfrentamento Estratégias de seleção, otimização e compensação Senso de ajustamento psicológico Bem-estar subjetivo Satisfação global com a vida e satisfação referenciada a domínios Afetos positivos e negativos Idade Gênero Recursos sociais
  7. 7. AS FAMÍLIAS DEVEM SER ORIENTADAS A: <ul><li>COMPREENDER OS FATORES DE RISCOS À SAÚDE FÍSICA E MENTAL DOS IDOSOS. </li></ul><ul><li>INCENTIVAR A AUTONOMIA DO IDOSO SAUDÁVEL E O AUMENTO DA REDE DE APOIO SOCIAL. </li></ul><ul><li>ADAPTAR-SE ÀS CONDIÇÕES DA VELHICE:- PERDA DA PLASTICIDADE – GANHO EM CAPACIDADES COMPENSATÓRIAS NAS QUAIS OS IDOSOS GARANTAM DOMÍNIO. </li></ul>
  8. 8. Principais queixas dos cuidadores familiares. <ul><li>Falta de suporte mais efetivo da rede de saúde e dos profissionais que nela atuam. </li></ul><ul><li>Déficit de qualificação dos profissionais da área da saúde para atender essa clientela. </li></ul><ul><li>Falta de compreensão dos profissionais de saúde de que os familiares são seus clientes e parceiros na implementação dos cuidados aos idosos. </li></ul><ul><li>Necessidade de comunicação esclarecedora e efetiva entre familiares, idosos e profissionais. </li></ul>
  9. 9. O cuidado Domiciliar e as Políticas Públicas. <ul><li>Lei 8.842/94 – P.N. do Idoso. </li></ul><ul><li>Garantir bem estar físico, emocional e social. </li></ul><ul><li>Priorizar o atendimento aos idosos por intermédio de suas próprias famílias x asilar. </li></ul><ul><li>Reprivatização do cuidado e o retorno à família da responsabilidade de cuidar de seus idosos. </li></ul><ul><li>Apoio ao desenvolvimento de cuidadores informais parceria com profissionais da saúde. </li></ul>
  10. 10. Com a PNI – o que ocorreu na prática? <ul><li>Tentativa de capacitação em massa de pessoas que estavam fora do mercado de trabalho em função de pouca escolaridade e baixa qualifica-ção profissional. Criação de nova categoria funcional – cuidador domiciliar. </li></ul><ul><li>Excluiram – necessidade de treinamento, supervisão, orientação, suporte emocional, social e financeiro dos cuidadores familiares. </li></ul>
  11. 11. O cuidador domiciliar quem é? <ul><li>Família percebida como a cuidadora ideal </li></ul><ul><li>Realidade concreta apontada pelas pesquisas – ela permanece desassistida tendo que assumir sozinha mais essa responsabilidade. </li></ul><ul><li>A mulher na faixa dos 45-50 anos em diante, em geral é a cuidadora principal, mesmo em família mutigeracionais. (Cuidadora primária). </li></ul><ul><li>É comum que desempenhe suas tarefas sozinha, sem ajuda de outros familiares ou profissionais. </li></ul>
  12. 12. Cuidados aos idosos fragilizados <ul><li>Prestar cuidados a idosos fragilizados insere-se no âmbito dos valores culturais, que norteiam o curso de vida social e individual. </li></ul><ul><li>Este é um momento na vida familiar com demandas econômicas, físicas, afetivas e sociais específicas típicas do dever de reciprocidade nas relações intergeracionais -elevado valor cultural. </li></ul><ul><li>Pode configurar-se como um ônus e crise no desenvolvimento da vida do cuidador. </li></ul>
  13. 13. Cuidadores fragilizados e estressados. <ul><li>Restrição da autonomia do idoso ao longo do tempo (processos de demências) – aumento gradual e sobrecarga de cuidados pelo familiar. </li></ul><ul><li>Conflitos ligados à historia anterior afetiva entre os dois ou os gerados pela própria dependência física, psicossocial e econômica do idoso. </li></ul><ul><li>Dilema que atinge tanto ao idoso quanto ao cuidador: Sentimentos de desamparo, senso de perda do controle, incerteza e ineficácia pessoal. </li></ul>
  14. 14. Avaliação do cuidador <ul><li>Exigências ou pressões que recaem sobre o cuidador. </li></ul><ul><li>O que essas exigências representam para ele. Como ele as percebe, avalia, a que as atribui, como pensa que elas podem ser resolvidas. Até quanto pode suportá-las, quanto devem durar, piorar ou melhorar. </li></ul><ul><li>Que recursos pessoais possui- como lida com os próprios sentimentos e como proporciona efetivamente o cuidado. Que efeitos o cuidado tem sobre o seu bem estar subjetivo e a sua saúde. </li></ul><ul><li>A natureza dos comprometimentos do idoso (cognitivo e funcional) é o mais importante preditor da saúde e do funcionamento psicossocial do cuidador. </li></ul>

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