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Lista de AbreviaturasFPB – Federação Portuguesa de BadmintonCAR – Centro de Alto RendimentoASHRAE - Sociedade Americana de...
ÍndiceLista de Abreviaturas .................................................................................................
IntroduçãoO presente relatório surge no âmbito da unidade curricular: Gestão de InstalaçõesDesportivas, da Licenciatura: G...
Neste prisma , os centros de alto rendimento surgem do Programa / Estratégia:Medida 6 - “Centros de Alto Rendimento” no qu...
Neste momento olha-mos para instalações como Estádio AXA em Braga, exemplo deuma edificação completa o Estádio AXA ou Está...
AbordagemA principal abordagem da visita ao CAR de Badminton, está compreendida naperspectiva de conhecer e avaliar, uma i...
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RepercussõesA sociedade actual é marcada pelo sedentarismo que nela impera, sendo a pratica deactividade física uma respos...
próprios funcionários. Na arquitectura actual há um predomínio da cultura do visual nodesenho dos espaços, onde se tem gra...
   È igualmente aconselhável limitar a velocidade dos fluidos dimensionando        suficientemente as condutas, quer seja...
   Iluminação de serviço =300lux      Factor de uniformidade =0,7      Iluminação de emergência regulamentarA Langon&Wi...
Entidades                    Características                             Renovações         de   ar    por Velocidade do A...
Reflexão CriticaA reflexão desta visita ao Centro de Alto Rendimento de Badminton,             prende-seinicialmente com a...
instalação, decerto que no cariz estético a instalação ficaria mais frágil, mas nãomenos apelativa.Do ponto de vista da lo...
ConclusãoCentro de Alto Rendimento de Bandminton, decerto que as abordagens que foramsendo citadas ao longo do trabalho so...
Referencias BibliográficasRaposo P. (2010) – Slides da unidade Curricular “Gestão de Instalações Desportivas”Escola Superi...
Anexos
Anexo 1Relatório da Apresentação da Diana CastanheiraData – 3 de Dezembro de 2010Inicio: 10 HorasFim: 11 HorasAssunto – Ap...
Ao finalizar a apresentação á ainda a relatar a intervenção da Dr. Rita directora deMarketing, explicando as técnicas, e m...
Anexo 2DesignNota: As varias cores espalhadas nas indicações na instalação, reflectem aautorização que cada tipo de utiliz...
Anexo 3Legislação Europeia e NacionalO importante contributo, dado pela Educação Física e pelo Desporto, para a formaçãoda...
assimilar o novo contexto comercial, não pode perder, por causa disso, a suaidentidade nem a sua autonomia, com destaque p...
Devido ao interesse que os cidadãos encontram na prática da actividade física edesportiva, o Estado, através do direito pú...
humanos indispensáveis ao pleno desenvolvimento dos povos e do respeito pelosrecursos do planeta.Assim, o artigo 1.º, na a...
Rectifica a Portaria n.º 216-B/2008, de 3 de Março;• Portaria 216-B/2008, de 3 de MarçoFixa os parâmetros para o dimension...
ética desportiva e exercer as competências que lhe são cometidas por lei. O Conselhofunciona junto do membro do Governo re...
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Analise critica centro de a lto rendimento de badminton

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Analise critica centro de a lto rendimento de badminton

  1. 1. INSTITUTO POLITÉCNICO DE SANTARÉM ESCOLA SUPERIOR DE DESPORTO DE RIO MAIOR Relatório da visita ao Centro de Alto Rendimento de Badminton UNIDADE CURRICULAR Gestão de Instalações Desportivas Ano Lectivo 2010-2011Docentes: Pedro RaposoAutor: Marcelo Nascimento nº28133
  2. 2. Lista de AbreviaturasFPB – Federação Portuguesa de BadmintonCAR – Centro de Alto RendimentoASHRAE - Sociedade Americana de Aquecimento, Refrigeração Engenheiros e Ar-CondicionadoLNEC - Laboratório Nacional de Engenharia CivilIND – Instituto nacional do desportoACSM - American College of Sports Medicine
  3. 3. ÍndiceLista de Abreviaturas .................................................................................................... 2Introdução..................................................................................................................... 4Abordagem ................................................................................................................... 7Estrutura de Conhecimentos Transmitidos ................................................................... 8Repercussões ............................................................................................................... 9Reflexão Critica .......................................................................................................... 14Conclusão................................................................................................................... 16Referencias Bibliográficas .......................................................................................... 17Anexos ....................................................................................................................... 18 Anexo 1 ................................................................................................................... 19 Relatório da Apresentação da Diana Castanheira ................................................... 19 Anexo 2 ................................................................................................................... 21 Design ..................................................................................................................... 21 Anexo 3 ................................................................................................................... 22 Legislação Europeia e Nacional .............................................................................. 22
  4. 4. IntroduçãoO presente relatório surge no âmbito da unidade curricular: Gestão de InstalaçõesDesportivas, da Licenciatura: Gestão das Organizações Desportivas, na qual épretendida uma descrição da visita ao Centro de Alto Rendimento de Badmintonsediado em Caldas da Rainha. Decerto que conhecer as instalações do nosso país ébenéfico, não só para analise de boas praticas, mas, também para o reconhecimentode novos métodos, novos materiais, novas maneiras de saber-fazer, só nos enriquececomo pessoas mas também como gestores desportivos.A visita recorre de um conjunto de aspectos, que se proporcionaram favoráveis à suarealização, não só o caloroso acolhimento do Sr. João Matos Presidente da FederaçãoPortuguesa de Badminton, mas também dos órgãos sociais e colaboradores. A aindaa destacar a subdivisão da visita em duas partes distintas, a primeira que diz respeitoá apresentação da Diana Castanheira discente na Escola Superior de Desporto de RioMaior, do seu trabalho final á unidade curricular: Estratégia e Organização dasOrganizações Desportivas, que se debruçou sobre o CAR (anexo1). A segunda parteda visita, corresponde a identificação e observação de todas as instalações.A abordagem adoptada pela Sr. João Matos ao mostrar-nos as instalações, foi umaabordagem interventiva, comunicativa, explicativa, sempre com o intuito que fazerchegar a mensagem que o CAR é para os atletas, e esta estruturado para tirar omelhor rendimento desportivo deles.A plenitude da visita não se fica somente pela modalidade, e pelo contributo que ainstalação dá à mesma, fica igualmente pautada por uma multiplicidade decaracterísticas físicas da instalação que fazem despertar o interesse e curiosidade aqualquer pessoa que a visite, e a veja em funcionamento.Desta forma fica patente que a instalação não despertou um interesse meramenteimediato, mas sim uma vontade em saber, como funcionam certas características dainstalação, os seus custos, a sua utilidade entre outros factores pertinentes.A primeira questão que nos surge ao entrar num CAR é porquê que isto surge?.Decerto que muitos Caldences e turistas pensam nisso quando passam pelo edifício,certo que eu pensei no mesmo, e motivou-me para tentar perceber em que contextosurgem os CAR´S, para que servem, para quem se destinam e em que contexto a suaedificação é benéfica.
  5. 5. Neste prisma , os centros de alto rendimento surgem do Programa / Estratégia:Medida 6 - “Centros de Alto Rendimento” no qual o QREN (Quadro de ReferenciaEstratégico Nacional) foca o seu âmbito no Desenvolvimento do Sistema Urbano doPrograma Operacional Valorização do Território. Que consistem em :a) Construção ou beneficiação e modernização de infra-estruturas concebidas evocacionadas para padrões elevados de exigência e modernização e que possamconstituir-se como Centros de Apoio ao Desporto de Alto Rendimento;b) Construção de Grandes Campos de Jogos em Relva Artificial, incluindo instalaçõesde apoio e complementares, aptos para a prática de desportos colectivos, nosmunicípios que não disponham de nenhum equipamento desportivo dessa natureza.Em suma os Centros de Alto Rendimento, surgem com o propósito de potenciar otreino do alto rendimento, com vista à superação nos resultados desportivos, pois sepensarmos numa analise custo-beneficio, decerto que todas as medalhas/resultadospositivos que os atletas possam vir a ganhar futuramente, têm necessariamente queentrar no role de benefícios dos Centros de Alto Rendimento, pois constituemefectivamente um beneficio intangível, ou seja, impossível de quantificar.È igualmente pertinente e alvo de reflexão toda a arquitectura, do CAR de Badminton,certamente que fogem ao comum visualizado no nosso pais, não só pelas referenciashistóricas que o nosso País comporta neste contexto, mas também pela necessidadede inovar, e fazer reflectir nas instalações a vanguarda das mesmas.“O regime que dominou Portugal, desde os anos 30 do séc. XX até Abril de 1974 eque se convencionou designar de “Estado Novo”, mais marcadamente nos anos 40 e50, sob a batuta de Salazar, do seu Ministro das Obras Públicas – Duarte Pacheco – edo ideólogo da propaganda do regime que foi António Ferro, sustentou a produção dearquitecturas que, num estilo que procurava sintetizar a tradição local com a ideia deImpério e de um gosto pelo “modesto”, pelo rural, absorvendo muito dos arquitectosque, como Pardal Monteiro, Carlos Ramos, Cristino da Silva, Cotinelli Telmo e outros,desde os anos 20, começavam a produzir obras ao gosto modernista da época,rendendo-se boa parte destes ao gosto oficial, que só por ignorância se poderáconfundir com o da obra de Raul Lino.”
  6. 6. Neste momento olha-mos para instalações como Estádio AXA em Braga, exemplo deuma edificação completa o Estádio AXA ou Estádio Municipal de Braga, conhecidopor "A Pedreira", afirma-se como uma mais-valia para o concelho, valorizando acidade e a região. Projectado pelo Arquitecto português Eduardo Souto Moura epelo Engenheiro português Rui Furtado.Trata-se de um projecto de linhas arquitectónicas inovadoras, próprias de um estádiocom 30 mil lugares de capacidade e apenas duas bancadas laterais, sendo que ostopos do estádio são constituídos pelo anfiteatro rupestre da encosta do monte. Acobertura assume como referência "as pontes construídas pela civilização Inca",no Peru, de modo a iluminar a relva com luz natural, preservando assim a qualidadenatural do relvado. Refira-se que esta obra foi contemplada com o Prémio Secil em2004 (Categoria Arquitectura), e em 2005 (Categoria Engenharia Civil), prémio esteque distingue de dois em dois anos pares e de dois em dois anos ímpares as maissignificativas obras de Arquitectura e Engenharia realizadas nesse período.Por sua vez o Centro de Alto Rendimento de Badminton, apresenta-se com uma linhasarquitectónicas rectas, potenciando a sua perspectiva inovadora e luminosidadeexterior, que se identifica a uma grande amplitude da instalação. A colocação de Led`sRGB no exterior faz com que a instalação tenha um aspecto multifacetado,apresentando-se sempre de maneira diferente ao seu publico. Considerada de Classe1 de acordo com a Sport England, e de “Instalação desportiva especializada”de acordocom o Decreto Lei 141/2009 o CAR é sem duvida uma instalação que promove a idaaos eventos, não só pelo cariz “chamativo” que detêm, mas também pela perfeitaedificação e design na óptica do consumidor/utente não participativo.Neste área, (design) o CAR apresenta-se completamente moldado, para a facilitaçãoda utilização dos consumidores, facilmente o publico consegue saber para onde têmde se dirigir, e quais as áreas interditas (anexo2)
  7. 7. AbordagemA principal abordagem da visita ao CAR de Badminton, está compreendida naperspectiva de conhecer e avaliar, uma instalação de vanguarda e especializada notreino da modalidade em questão.Conhecer o que melhor é feito em Portugal, como está subdividida a instalação, quaisas suas características que fazem dela uma instalação de referencia. Torna-sebastante benéfico para os gestores de amanha perceber possíveis problemas quesurgem em instalações como estas, e colher as soluções tomadas por gestores noactivo, com o sentido de saber quais as alternativas que poderiam ser tomadas.Por ultimo à ainda a transmissão de conteúdos, mais destinados as componentestécnicas da modalidade, que fazem se fazem repercutir na instalação e em todo oambiente e divisão da mesma.
  8. 8. Estrutura de Conhecimentos Transmitidos Conteúdos Apresentação da ID ID em Funcionamento Reconhecimento Explicação de Partilha de Reconhecimento das componentes Problemas e Espacial particularidades técnicas soluções técnicas
  9. 9. RepercussõesA sociedade actual é marcada pelo sedentarismo que nela impera, sendo a pratica deactividade física uma resposta positiva ás agressões a que somos sujeitos neste modode vida. Além de sedentária, a sociedade tornou-se também regida pelo principio doconsumismo, sendo o desporto e o exercício físico um dos produtos mais procurados.Consequentemente surge a necessidade de fazer corresponder a oferta à procura,aumentando com isso as ofertas no mercado satisfazendo desta forma asnecessidades da procura.Assistimos a uma proliferação de Pavilhões Desportivas em Portugal nos últimos anos,que provocou não só um aumento exponencial da oferta desportiva, mas também anecessidades de estas acompanharem as exigências cada vez mais rigorosas dosconsumidores que as frequentam.Parece ser unânime que os parâmetros de construção e conforto de equipamentosdesportivos ganhou nos últimos anos especial relevo, tendo agora como principaisvectores a qualidade e multifuncionalidade dos serviços disponibilizados. Surge anecessidade de reflectir na qualidade destas instalações, uma vez que é um dosprincipais factores que pode promover a satisfação e preencher as necessidades dosclientes que as frequentam.Visitar uma instalação como o CAR fez despertar acima de tudo, um reconhecimento,dos parâmetros legais, que estão por trás da construção de uma instalação como esta(anexo 3).A apresentação de todas as características da instalação, faz-nos reflectir sobre, ascondições favoráveis à pratica desportiva, todo o ambiente tem que ser propicio pararetirar dos atletas toda a sua capacidade física, ou seja, aspectos técnicos como aventilação, climatização, acústica, são critérios que não podem ser descorados eminstalações como a citada. Por essa razão e perfeitamente perceptível que oconhecimento dos gestores de amanha nesta área de acção é necessário erecomendável. Desta forma foi nesta áreas que investi algum tempo procurando todotipo de características que estivessem por trás destas varias áreas.AcústicaA prática desportiva em espaços fechados gera uma grande quantidade de ruído quepodem eventualmente gerar algumas perturbações quer nos usuários quer nos
  10. 10. próprios funcionários. Na arquitectura actual há um predomínio da cultura do visual nodesenho dos espaços, onde se tem grandes preocupações com a estética, ailuminação, as cores e os acabamentos descurando muitas vezes um elemento básicodo conforto como é a acústica.Assim assumimos como competençia do gestor desportivo a capacidade de prever nafase de concepção, ou durante a realização de actividades os ajustamentosnecessários de forma a proporcionar os níveis de conforto acústico adequados àactividade a realizar.O acondicionamento acústico de uma instalação consiste na definição das formas eacabamentos das suas superfícies internas, com o objectivo de alcançar as condiçõesmais adequadas ao tipo de actividade a realizar. Posso enumerar alguns conselhos deconstrução e planeamento, no que diz respeito a pavilhões desportivos, que pensadosà priori resultam muitas vezes em ganhos financeiros: (Consell Vatalà lÈsport, 2005)  Para evitar as anomalias derivadas à geometria do espaço deve-se evitar construir cúpulas e superfícies côncavas, uma vez que estas concentram as reflexões em pontos concretos. Ao invés deve-se optar por construir tectos convexos que favorecem a dispersão do som;  O volume é um dos principais favorecedores à dispersão do ruído, sendo aconselhável ajustar-se às dimensões mínimas exigidas pelos regulamentos das competições;  Deve-se reduzir o tempo de reverberação a valores de conforto entre um e dois segundos.  O eco flutuante é um incomodo habitual nas instalações desportivas, que surge devido ao contacto sucessivo de um som entre superfícies paralelas. Para resolver este efeito pode-se construir superfícies que formem um ângulo de 5 graus, ou que tenham um pequeno colapso entre ambas.  As grandes dimensões dos espaços desportivos geram elevados tempos de reverberação gerando excesso de ruído. A solução passa pela colocação de painéis de insonorização, como sejam os painéis de absorventes ou reflectores. Entre as propriedades deverão ser porosos para permitir a entrada do som e a sua dissipação sob a forma de calor.  È conveniente situar as instalações técnicas fora do espaço desportivo, devido à quantidade elevada de ruído que produzem.
  11. 11.  È igualmente aconselhável limitar a velocidade dos fluidos dimensionando suficientemente as condutas, quer sejam de agua ou de ar.Em termos legislativos, e entre outros, podemos destacar o decreto regulamentarnº9/92 de 28 de Abril que determina os factores de exposição dos trabalhadores aoruído, definindo os seus limites, contendo igualmente um lista de indicativa sobre osriscos ligados á exposição de ruído durante o trabalho. Existe também o Decreto deLei 129/2002 de 11 de Maio que regula os requisitos acústicos dos edifícios, quecontem um artigo em especial (artigo 9) para edifícios desportivos.No que diz respeito, aos valores a partir dos quais se considera que a exposição aoruído poderá ser prejudicial, a literatura aponta para valores superiores a 85 decibéis.A exposição prolongada e continua acima deste valor provoca danos no ouvido eorganismo das pessoas a vários níveis.IluminaçãoOs pavilhões desportivos devem dispor de boas condições de iluminação natural eartificial, de modo a evitar a fadiga visual dos usuários, originando pela inadequaçãodo nível de iluminação, quer pela ultrapassagem dos limites de tolerância visual eluminosidade que podem provocar encadeamento, quer ainda pela instabilidade e máqualidade da luz (Barreira, 2003)De acordo com a IAKS os princípios que se devem ter em conta numa instalação deiluminação artificial são: excelente percepção dos objectos móveis; efeito de brilho edos reflexos reduzidos ao mínimo; boa iluminação de cores; atmosfera geral eagradável; os aparelhos de iluminação deverão ser em materiais adequados, queresistam ao choque e a impactos, deve ser possível ajustar o nível de luz necessáriosde acordo com as actividades a realizar.Relativamente aos indicadores de conforto luminosos o LNEC refere que a iluminaçãonatural deverá ser moderada e equilibrada, devendo atingir níveis que satisfaçam apratica de varias actividades, podendo atingir valores entre 200 a 2000 Lux.Para a INDESP os requisitos de iluminação para as salas de desporto devem ser osseguintes: iluminação natural com área entre os 6% e 12% da área da praticadesportiva, da qual 1/3 distribuída pelo tecto; iluminação artificial de nível médiohorizontal .  Iluminação de base =200lux
  12. 12.  Iluminação de serviço =300lux  Factor de uniformidade =0,7  Iluminação de emergência regulamentarA Langon&Wilson refere que se devem utilizar uma fonte de luz “quentes” de forma aque os utentes tenham boa aparência e não pareçam “desmaiados e mortos”,aconselhando a utilizar clarabóias e luz natural. Para esta empresa os requisitos deiluminação a ter em conta são:  Áreas de fitness = 807 a 860lux  Estúdios = 268 a 807lux  Chuveiros = 538lux  Escritórios = 1076 luxTérmicoAs condições térmicas ambientais influenciam frequentemente o esforço físico. Fazerexercício com elevadas ou baixas temperaturas impõe uma pesada carga sobre osmecanismos que regulam a temperatura corporal.Segundo o LNEC (1986) o estudo das exigências do conforto térmico passará pelafixação das temperaturas limites (máxima e mínima), que se devem exigir, tendo emvista a compatibilização de diferentes interesses.Para a IND os requisitos térmicos adequados a salas de actividade desportiva são:  Temperatura ambiente nas zonas de exercício – 15 a 21 ºC no Inverno; 18 a 26ºC no Verão  Temperatura ambiente em instalações de apoio – mínimo 18ºC, máximo 26ºCVentilaçãoNas instalações desportivas, o consumo de ar no recinto de jogo é substancialmenteelevado, sendo que os jogadores e os espectadores partilham da mesma fonte dealimentação. Assim é fundamental que o volume de ar de uma instalação desportivaseja suficiente para responder as necessidades de consumo de oxigénio tanto dosespectadores como dos praticantes.
  13. 13. Entidades Características Renovações de ar por Velocidade do Ar (m/s) hora (N)LNEC (1986) 1,5 Renovações de ar por hora – Inverno 3 Renovações de ar por hora – Verão (para edifícios de iluminação artificial)IND/IDP ( S/D) Caudal do ar inferior ou igual a 20 m3/hora por utenteNorma Francesa 90/208 N superior ou igual 1,2 ou(1995) 1,3 no invernoASHRAE (1995) 0,008 a 0,03 m3 por pessoaACSM (1997) 8 a 12 renovações de arDesta forma o CAR fez despertar o interesse numa vasta área de características, deconstrução e desenvolvimento de uma instalação desportiva, porque se queremos omelhor dos nossos atletas, temos necessariamente que lhe dar as melhorescondições. A principal mensagem que se pode retirar depois da visita a uma instalaçãocomo esta é sem duvida que a construção de instalações desportivas em Portugal temque sofrer alguma melhoria, não só no que diz respeito a projecção, como também áprópria construção. A que procurar na projecção das instalações, formas derentabilizar o espaço, alternativas ao foco principal da acção. Neste prisma o CAR foiprojectado exclusivamente a pensar no Badminton, e na pratica deste, excluindoalternativas de financiamento que pudessem de algum modo trazer mais valias para agestão de uma infra-estrutura tão complexa e distinta.
  14. 14. Reflexão CriticaA reflexão desta visita ao Centro de Alto Rendimento de Badminton, prende-seinicialmente com a importância que tem um bom planeamento, para um gestão segurae eficaz no futuro da ID, na projecção de instalações devemos ter sempre em contaum Projecto Desportivo, e um Projecto de Gestão, nos quais devemosantecipadamente, citar alternativas de gestão, e de postura perante as necessidadesdos utilizadores e da própria instalação. Se assim o suceder as necessidades dainstalação serão antecipadamente analisadas e planeadas alternativas que asatisfaçam. Neste caso o CAR de Badminton sofria desde a sua edificação de umproblema, que consiste no reduzido numero de potenciais utilizadores, que poderia porem causa a rentabilidade da instalação, se assim o sucedia cabia ao arquitecto,empreiteiro, FPB e á própria autarquia tomarem consciência e planearem alternativasque favorecessem a gestão da instalação, como por exemplo o planeamento daexistência de condições para que outras modalidades pudessem usufruir da instalação(Tapete alternativo para futsal, ténis etc), em suma, criar uma instalação de cariz dealto rendimento mas igualmente com um conceito polivalente onde se perspectiva-se autilização de outras modalidades.A selecção do arquitecto e o acompanhamento do seu trabalho é igualmenteimportante no desenrolar da obra, a especificidade de cada modalidade desportiva,leva a que, a edificação de uma instalação de alto rendimento, ao qual se exige obtertodas as potencialidades que estimulem o desenvolvimento desportivo dos atletas, eestimulem a sua competitividade (sala de treinos em areia inexistente). Daí ser cadavez mais necessária a existência de instituições/empresas com conhecimentoabrangente em todas áreas desportivas, para que o planeamento seja realizado deforma eficaz e rentável na óptica da exploração, estimulando a capacidadeimaginativa e criativa para a adequabilidade, harmonia e estética das resoluçõestomadas. Neste caso em particular podemos realçar a cariz estético da instalação, quese realça ao cair da noite com a existência de Led`s RGB (Red, Green, Blue), quefazem desta instalação um foco de luminosidade. Este facto faz-nos novamentequestionar todo o planeamento da instalação, outras valências foram esquecidas, emdetrimento do investimento numa politica de design, que tem importância na promoçãoda instalação e no modo como os próprios utentes se vêem reflectidos na instalação.Mas esqueceu-se de um politica ecológica, rentável que favorece-se a gestão da
  15. 15. instalação, decerto que no cariz estético a instalação ficaria mais frágil, mas nãomenos apelativa.Do ponto de vista da localização o CAR Badminton encontra-se situado num complexodesportivo, que contempla varias instalações desportivas para vais modalidades, emtermos da escolha da cidade decerto que Caldas da Rainha terá sido foi uma foiaposta, não só pela existência da Sede da FPB, como também pela existência de umelevado numero de praticantes, onde a historia do Badminton está bem sedimentada eenraizada na população.Por ultimo à ainda a mencionar a boa gestão de Marketing aplicada pela FPB,promovendo a instalação e a própria modalidade, fazendo com que esta entre nomapa desportivo nacional. Promovendo os eventos Nacionais e Internacionais que sedesenrolam no CAR. Transmitindo-as onli-ne a promovendo o clube nas rádiosnacionais.Como extensão á ainda a mencionar o facto da instalação estar aberta a cerca de umano e ainda não ter um corpo de gestão, que se focalize unicamente nos problemasexistentes, e tente procurar alternativas que beneficiem a instalação e os própriosutilizadores. Este facto deve-se ao facto da Câmara Municipal das Caldas da Rainha,um dos investidores no projecto, não querer fazer parte desse corpo de gestão, o queprovocaria um investimento da FPB que esta não tem capacidade de resposta.
  16. 16. ConclusãoCentro de Alto Rendimento de Bandminton, decerto que as abordagens que foramsendo citadas ao longo do trabalho sobre a instalação, foram contundentes comalgumas modificações que poderia ser efectuadas na mesma, desde á criação de umasala de treinos com areia, que proporcionasse uma melhoria no treino dos membrosinferiores dos atletas, passando pela colocação de um tapete amovível que beneficia-se a pratica de outras modalidades no interior da instalação. Mas todas estassugestões passam necessariamente pela resolução do problema do corpo de gestão,que a meu ver seria resolvido com a criação de um corpo de gestão autónomo a FPBe à Autarquia, ou seja, um corpo de gestão com formação na área capaz de fazerconvergir os interesses de ambas as partes, à a ressalvar que este corpo de gestãoera financiado por (administração central e local) . Por ultimo o desenvolvimento damodalidade nos escalões mais jovens, é outro dos pontos fulcrais no desenvolvimentodo CAR, o anuncio do fim do programa nacional “Desporto Escolar” vem contrariareste ponto, mas cabe a FPB criar mecanismos de desenvolvimento da modalidade,nas escolas portuguesas fazendo incrementar o gosto pela modalidade. Por ultimomas não menos importante surge a necessidade de criar equipas de apoio áconstrução de instalações desportivas, não sendo uma necessidade fulcral é umanecessidade necessária, para a melhoria das instalações nacionais. Esta equipa deapoio poderia surgir de cariz privado, abrindo portas aos novos gestores desportivos,como mercado de trabalho, mas também de cariz publico, pois cabe ao estado criarcondições para que as novas instalações desportivas nacionais não sobram dosmesmos problemas das que foram construídas outrora.
  17. 17. Referencias BibliográficasRaposo P. (2010) – Slides da unidade Curricular “Gestão de Instalações Desportivas”Escola Superior de Desporto de Rio Maior.Sport England – Linhas de orientação-BadmintonNotas editoriais – Gazeta das Caldas, Jornal das Caldas.Nascimento M. (2010) – Poster Centro de Alto Rendimento de Badminton para aunidade Curricular “Gestão de Instalações Desportivas” Escola Superior de Desportode Rio Maior.Sites Consultados:Consultados em 15 de Janeiro de 2011  http://www.fpbadminton.pt/  http://www.badminton.org/  http://www.idesporto.pt/  http://www.licht.de/de/  http://www.ashrae.org/  http://www.acsm.org/
  18. 18. Anexos
  19. 19. Anexo 1Relatório da Apresentação da Diana CastanheiraData – 3 de Dezembro de 2010Inicio: 10 HorasFim: 11 HorasAssunto – Apresentação do Plano Estratégico do CAR de BadmintonAutor – Diana CastanheiraA cerimonia de abertura por parte do Presidente da federação Portuguesa deBadminton, na voz do Sr. João Matpos, com uma breve referencia à importância dosfuturos gestores de organizações desportivas, na gestão dos centros de altorendimento, especificamente no CAR de Badminton.A apresentação do trabalho final da unidade curricular Estratégia e Desenvolvimentodas Organizações Desportivas, com o objectivo primordial de 2. Recolher, tratar eanalisar dados e indicadores susceptíveis de identificar mercados, os seusinfluenciadores e tendências; 3. Conhecer as principais variáveis externas quecondicionam o funcionamento de uma organização desportiva; 4. Conhecer asprincipais variáveis internas que condicionam o funcionamento de uma organizaçãodesportiva; 5. Diagnosticar factores externos e internos susceptíveis de influenciar aactividade das organizações desportivas; 6. Relacionar tendências externas,oportunidades e ameaças, e capacidade internas, forças e fraquezas; 7. Desenharestratégias; 8. Criar mecanismos de controlo e avaliação das estratégias; 9. Criarmedidas de alteração ao funcionamento da organização de modo a concretizar asestratégias.Em forma de avaliação podemos concluir que a apresentação foi bem recebida pelosvários orgaos sociais da FPB presentes, referindo inclusive que o facto de toda ainformação ter sido colocada em formatos, tabela síntese, simplifica substancialmenteo trabalho de analise da própria federação.A ainda a mencionar a intervenção do Sr Luis Carvalho, explicando o facto de terocorrido um pico de praticantes e clubes no ano de 2000, que foi justificado como oano de eleições, que despontou num aumento da pratica da modalidade.
  20. 20. Ao finalizar a apresentação á ainda a relatar a intervenção da Dr. Rita directora deMarketing, explicando as técnicas, e métodos de divulgação da modalidade e daprópria instalação, “catalogando” o plano de comunicação como, “por as pessoas epensar no badminton”. Plano de comunicação esse que se baseava na introdução damodalidade em programas de Rádio destinados ao Futebol, dizendo inclusive”(…) nãoos podes vencer junta-te a eles(…)”, a colocação on-line de vídeos da modalidade eda própria instalação, e ainda um novo site da Federação.Em suma a apresentação correu de forma bastante satisfatória, potenciando a partilhade informações e pontos de vista, que só beneficiam a modalidade e todos ospresentes na apresentação.
  21. 21. Anexo 2DesignNota: As varias cores espalhadas nas indicações na instalação, reflectem aautorização que cada tipo de utilizador tem em entrar ou não num compartimento. Queé facilmente com uma design inovador e ao mesmo tempo dinâmico.
  22. 22. Anexo 3Legislação Europeia e NacionalO importante contributo, dado pela Educação Física e pelo Desporto, para a formaçãoda pessoa e para a sua integração harmoniosa na sociedade, tem vindo a serprogressivamente reconhecido pelas mais diversas entidades e tem sido objecto deinúmeras recomendações, nacionais e internacionais.A Carta Europeia do Desporto1 foi adoptada pelos Ministros Europeus responsáveispelo Desporto, reunidos para a sua 7.ª Conferência, aos 14 e 15 de Maio de 1992, emRhodes.A revisão de 2001 introduziu a problemática da protecção do desporto e dosdesportistas contra o “assédio sexual e abuso de crianças, jovens e mulheres”.Tem-se apresentado como base essencial para as políticas governamentais nodomínio do Desporto por promover a prática desportiva “como factor importante dodesenvolvimento humano”.No seu artigo 1.º, refere que os governos tomarão as medidas necessárias com oobjectivo de: “I. Dar a cada indivíduo a possibilidade de praticar desporto2:a) Assegurando a todos os jovens a possibilidade de beneficiar de programas deeducação física para desenvolver as suas aptidões desportivas de base.b) Assegurando a cada um a possibilidade de praticar desporto e de participar emactividades físicas e recreativas num ambiente seguro e saudável; e em cooperaçãocom os organismos desportivos apropriados.c) Assegurando a quem manifestar tal desejo e possuir as competências necessárias,a possibilidade de melhorar o seu nível de rendimento e de realizar o seu potencial de1 Foi criada na sequência da primeira reunião da Conferência dos Ministros Europeusresponsáveis pelo Desporto, em 1975, sob o tema “Carta Europeia do Desporto paraTodos”.2 “Entende-se por desporto todas as formas de actividades físicas que, através deuma participação organizada ou não, têm por objectivo a expressão ou omelhoramento da condição física e psíquica, o desenvolvimento das relações sociaisou a obtenção de resultados na competição a todos os níveis”, in alínea a) do ponto 1,artigo 2.º da Carta Europeia do Desporto.O Conselho Europeu reconheceu que o desporto ao nível da Europa, por maisdiversificado que possa ser, possui características comuns, as quais convém protegerde possíveis desvios. O desporto constitui, para a sociedade europeia, um excelenteinstrumento de coesão social, bem como uma actividade que excede o contextoestritamente económico porque, se bem que deva simultaneamente ser capaz de
  23. 23. assimilar o novo contexto comercial, não pode perder, por causa disso, a suaidentidade nem a sua autonomia, com destaque para as funções que desempenha nosdomínios social, cultural, de saúde e educativo.A Declaração n.º 294, relativa ao desporto, anexa ao Tratado de Amesterdão,salienta nomeadamente “o significado social do desporto, em especial o seu papel naformação da identidade e na aproximação das pessoas”, e convida “as instituições daUnião Europeia a ouvir as Associações Desportivas sempre que se coloquemimportantes questões relacionados com o mundo do desporto”.A Declaração de Amesterdão representou uma etapa decisiva para que o desportofosse tido em conta a nível comunitário. Aproveitando o impulso desta declaração, aComunidade expôs, pela primeira vez, a sua visão global do desporto no relatórioapresentado ao Conselho de Helsínquia, em Dezembro de 1999, e na Declaração aoConselho Europeu de Nice de 20005.Essa visão ultrapassa a concepção tradicional do desporto como domínio horizontal deintervenção de várias políticas. Estabelece uma doutrina homogénea e coerente nestesector, 3 Segundo o Artigo 10.º da Carta Europeia do Desporto. 4 Tratado deAmesterdão assinado em 2 de Outubro de 1997. 5 Tratado de Nice assinado em 26 deFevereiro de 2001.A Declaração sobre o Desporto proferida no Conselho de Nice de 2000sublinhava que a Comunidade, na sua acção, ao abrigo das diferentes disposições doTratado, deve ter em conta as funções sociais, educativas e culturais do desporto.Também a nível nacional, através da Constituição da República Portuguesa,apresenta-se como tarefa fundamental do Estado a promoção do “bem-estar e daqualidade de vida do povo” a criação de condições económicas, sociais, culturais eambientais que garantam, entre outras, a promoção da “cultura física e desportiva” ede “práticas de vida saudável”6 e, em particular para a juventude, refere-se que “osjovens gozam de protecção especial para a efectivação dos seus direitos económicos,sociais e culturais, nomeadamente na educação física e no desporto.Em particular no artigo 79.º é assegurado a todos o “direito à cultura física e aodesporto” referindo-se que “incumbe ao Estado, em colaboração com as escolas, asassociações e as colectividades desportivas, promover, estimular, orientar e apoiar aprática e a difusão da cultura física e do desporto, bem como prevenir a violência nodesporto”. Assim sendo a Constituição da República Portuguesa assume a actividadefísica e desportiva como um direito de todos os cidadãos, reconhecendo a sua práticacomo um factor importante no desenvolvimento da pessoa humana nos aspectos desaúde pública, de formação, de organização tornando-se uma matéria importante doDireito Público.
  24. 24. Devido ao interesse que os cidadãos encontram na prática da actividade física edesportiva, o Estado, através do direito público, envolve-se com a organização dodesporto de forma a encorajar a sua prática.O Programa do XVII Governo Constitucional, relativamente ao seu ponto 1 do Cap. IV“Uma visão de serviço público do desporto”, refere que é uma noção de serviçopúblico do desporto que deve ser acolhida na definição dos valores centrais da políticadesportiva em Portugal e nesta, como noutras áreas de actividade, em cooperaçãocom os cidadãos e a sociedade, ou seja, com todos os agentes desportivos. Referetambém que “Mais e melhor desporto para mais cidadãos” significará aumentar osíndices de prática desportiva, formar na escola e desenvolver no movimentoassociativo, garantindo igualdade de acesso às actividades desportivas semdiscriminações sociais, físicas ou de sexo. Em que a dimensão moderna do desporto,o seu 6 Alínea a) do ponto 2 do Artigo 64 da Constituição da República Portuguesa.7 Artigos 9.º e 70.º da Constituição da República Portuguesa.A Lei de Bases da Actividade Física e do Desporto8 assenta no postulado de que odireito ao desporto é um direito fundamental com expressa consagraçãoconstitucional, promove e orienta a generalização da actividade desportiva, comofactor cultural indispensável na formação plena da pessoa humana e nodesenvolvimento da sociedade e, estrutura as condições e oportunidades para oexercício da actividade desportiva como factor cultural indispensável na formaçãoplena da pessoa humana e no desenvolvimento da sociedade.Estas orientações são consideradas quando da programação de instalaçõesdesportivas sendo materializadas, em termos urbanísticos, nos instrumentos deplaneamento territorial, nomeadamente nos planos directores municipais.O actual regime dos instrumentos de planeamento territorial, expresso no Decreto-Lei310/2003, de 10 de Dezembro, que regula a execução dos Planos Municipais deOrdenamento do Território9 é claro quando diz, no seu artigo 85.º, que a rede urbana,viária, de transportes e equipamentos de educação, de saúde, de abastecimentopúblico e de segurança (...), entre outros elementos do sistema urbano, deverãoconstar do conteúdo material dos planos directores municipais, mas não se refereespecificamente nem a instalações desportivas nem a equipamentos colectivos emgeral.UNESCOA Carta Internacional da Educação Física e do Desporto da UNESCO11 enfatiza,no seu preâmbulo, a importância da educação física e do desporto nodesenvolvimento completo e harmonioso das pessoas, na promoção dos valores
  25. 25. humanos indispensáveis ao pleno desenvolvimento dos povos e do respeito pelosrecursos do planeta.Assim, o artigo 1.º, na alínea 1.1, é peremptório ao dizer que “todas as pessoashumanas têm o direito à educação física e ao desporto, indispensáveis aodesenvolvimento da sua personalidade. O direito ao desenvolvimento das aptidõesfísicas, intelectuais e morais, através da educação física e do desporto, deve sergarantido, tanto no quadro do sistema educativo, como nos outros aspectos da vidasocial”.No artigo 2.º reconhece que a Educação Física e o Desporto constituem elementosessenciais da educação permanente, no sistema global da educação e que, comodimensões fundamentais da Educação e da Cultura, desenvolvem as aptidões, avontade e o autodomínio de qualquer ser humano, favorecendo a sua integração nasociedade, contribuindo para a preservação e melhoria da saúde e uma saudávelocupação do tempo livre, reforçando as resistências aos inconvenientes da vidamoderna, enriquecendo no nível comunitário as relações sociais através de práticasfísicas e desportivas. Onde se “estabelece o quadro de atribuições e competênciasdas autarquias locais”.Adoptada pela Conferência Geral da Organização das Nações Unidos, em 1978.Refere também no artigo 5.º a necessidade de um planeamento a longo prazo no quediz respeito a instalações para os planos de urbanização e de ordenamento rural,tendo sempre em consideração as possibilidades oferecidas pelo meio ambientenatural. A Carta Internacional da Educação Física e do Desporto, da UNESCO, aoestabelecer o direito de todos à prática desportiva e à actividade física permitiu acompreensão do desporto através de perspectivas educacionais, do lazer, daparticipação e da performance. Com esta abrangência social, o desporto, como lazerou com carácter de participação, é o conjunto de práticas desportivas e actividadesfísicas às quais todos, de uma forma democrática, conseguem ter acesso fácil.Outra legislação aplicável à construção de instalações desportivasLei de Bases da Actividade Física e do Desporto• Lei n.º 5/2007, de 16 de JaneiroAtravés do seu artigo 8.º (Política de infra-estruturas e equipamentos desportivos) oEstado obriga-se articular o desenvolvimento de políticas de instalações desportivascom o sistema de gestão territorial e os seus instrumentos de planeamento.Código dos Contratos Públicos• Decreto-Lei n.º 18/2008, de 29 de Janeiro.Regime Jurídico da Urbanização e da Edificação• Rectificação da Portaria 216-B/2008, de 3 de Março
  26. 26. Rectifica a Portaria n.º 216-B/2008, de 3 de Março;• Portaria 216-B/2008, de 3 de MarçoFixa os parâmetros para o dimensionamento das áreas destinadas a espaços verdes ede utilização colectiva, infra-estruturas viárias e equipamentos de utilização colectiva,contemplando as instalações desportivas a céu aberto e os destinados à prática deactividades de recreio e lazer e de desporto;• Decreto-Lei n.º 60/2007, de 4 de SetembroProcede à sexta alteração ao Decreto -Lei n.º 555/99, de 16 de Dezembro, queestabelece o regime jurídico da urbanização e edificação.Elaboração de Projectos de Obras• Portaria n.º 701-H/2008, de 29 de Julho.Regulamento de Planeamento, Organização e Coordenação para promover aSegurança, Higiene e Saúde no Trabalho em Estaleiros de Construção• Decreto-Lei n.º 273/2003, de 29 de Outubro;• Decreto-Lei n.º 163/2006, de 8 de AgostoNormas técnicas sobre acessibilidade em edifícios públicos, equipamentos colectivose via pública para melhoria da acessibilidade de pessoas com mobilidadecondicionada;• Regulamento Municipal para a Promoção da Acessibilidade e MobilidadePedonal, aprovado em Sessão da Assembleia Municipal de 27 de Abril de 2004 (Editaln.º 29/2004). Regulamento das Condições Técnicas e de Segurança dos Recintos deEspectáculos e Divertimentos Públicos• Decreto Regulamentar n.º 34/95, de 16 de DezembroDisposições relativas à Qualidade das Piscinas de Uso Público• Norma Portuguesa NP-EN 15288-1 2008 Piscinas – Parte I: Requisitos deSegurança para Concepção;• Directiva CNQ n.º 23/93, do Conselho Nacional da Qualidade.• Declaração de Rectificação n.º 100/2007 de 26 de OutubroRectifica o Decreto-Lei n.º 315/2007, de 18 de Setembro, da Presidência do Conselhode Ministros, que estabelece as competências, composição e funcionamento doConselho Nacional do Desporto, publicado no Diário da República, 1.ª série, n.º 180,de 18 de Setembro;• Decreto-Lei n.º 315/2007, de 18 de SetembroEstabelece as competências, composição e funcionamento do Conselho Nacional doDesporto. O Conselho tem por missão a elaboração, no âmbito da execução daspolíticas definidas para a actividade física e para o desporto, de pareceres ourecomendações que lhe sejam solicitados, zelar pela observância dos princípios da
  27. 27. ética desportiva e exercer as competências que lhe são cometidas por lei. O Conselhofunciona junto do membro do Governo responsável pela área do desporto, em secçõescom a seguinte designação: a) Conselho para a Ética e Segurança no Desporto(CESD); b) Conselho para o Sistema Desportivo (CSD).• Decreto-Lei n.º 141/2009, de 16 de JunhoRevoga o Decreto-Lei n.º 317/97, de 25 de Novembro.Regime da Responsabilidade Técnica pelas Instalações Desportivas Abertas aoPúblico e Actividades aí desenvolvidas• Decreto-Lei n.º 385/99, de 28 de Setembro.Regulamento das Condições Técnicas e de Segurança dos Estádios• Decreto-Lei n.º 92/2009, de 16 de Abril;• Decreto-Lei n.º 44/2008, de 11 de Março.Associações Promotoras de Desporto• Decreto-Lei n.º 279/97, de 11 de OutubroCria as associações promotoras de desporto (APD). Associativismo• Portaria n.º 1441/2007, de 7 de NovembroIndica as conservatórias competentes para a tramitação do regime especial deconstituição imediata de associações;• Lei n.º 40/2007, de 24 de AgostoRegime especial de constituição imediata de associações – “Associação na Hora”.Constituição imediata de associações com personalidade jurídica. Estatuto deUtilidade Pública• Decreto-Lei n.º 391/2007, de 13 de DezembroProcede à primeira alteração e à republicação do Decreto-Lei n.º 460/77, de 7 deNovembro, que aprovou o estatuto das colectividades de utilidade pública,introduzindo mecanismos de simplificação administrativa na concessão da declaraçãode utilidade pública;• Portaria n.º 540/2007, de 30 de AbrilAprova os Estatutos do IPQ. No âmbito do SPQ, o IPQ é o organismo responsávelpela gestão de programas de apoio financeiro, intervindo ainda na cooperação comoutros países no domínio da Qualidade;

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