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Dia da consciência negra

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Dia da consciência negra

  1. 1. DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA E.M. ARACY MUNIZ FREIRE 08.33.015
  2. 2. ZUMBI DOS PALMARES
  3. 3. LEI 10.639/2003 <ul><li>A lei 10.639, de 9 de janeiro de 2003, incluiu o dia 20 de novembro no calendário escolar – data em que comemoramos o Dia Nacional da Consciência Negra. A mesma lei também tornou obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira. </li></ul><ul><li>Com isso, professores(as) devem inserir em seus programas aulas sobre os seguintes temas: </li></ul>
  4. 4. LEI 10.639/2003 <ul><ul><li>História da África e dos africanos; </li></ul></ul><ul><ul><li>Luta dos negros no Brasil; </li></ul></ul><ul><ul><li>Cultura negra brasileira; </li></ul></ul><ul><ul><li>O negro na formação da sociedade nacional. </li></ul></ul><ul><li>Com a implementação dessa lei, o governo brasileiro espera contribuir para o resgate das contribuições dos povos negros nas áreas social, econômica e política ao longo da história do país. </li></ul>
  5. 5. LEI 10.639/2003 <ul><li>A escolha desta data não foi por acaso: em 20 de novembro de 1695, Zumbi – líder do Quilombo dos Palmares – foi morto em uma emboscada na Serra Dois Irmãos, em Pernambuco, após liderar uma resistência que culminou com o início da destruição do Quilombo dos Palmares. </li></ul>
  6. 6. LEI 10.639/2003 <ul><li>Sendo assim, comemorar o Dia Nacional da Consciência Negra é uma forma de homenagear e manter viva em nossa memória a figura histórica de Zumbi – não somente como líder, mas também como elemento central na luta pela libertação dos escravos, concretizada em 1888. </li></ul>
  7. 7. QUILOMBO DOS PALMARES <ul><li>O Quilombo dos Palmares (localizado na atual região de União dos Palmares, Alagoas) era uma comunidade autossustentável. </li></ul><ul><li>Considerado um reino (ou república) na visão de alguns, era formado por escravos negros que haviam escapado das fazendas, prisões e senzalas brasileiras. </li></ul><ul><li>Os negros refugiados que lá moravam viviam de acordo com sua cultura africana, plantando e produzindo em comunidade. </li></ul>
  8. 8. SENZALAS
  9. 9. SENZALAS
  10. 10. SENZALAS
  11. 11. QUILOMBO DOS PALMARES <ul><li>Na época colonial, o Brasil chegou a ter centenas destas comunidades (quilombos) espalhadas, principalmente, pelos atuais estados da Bahia, Pernambuco, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais e Alagoas. </li></ul>
  12. 12. QUILOMBO DOS PALMARES <ul><li>Em 1630 Pernambuco foi invadida pelos holandeses e muitos dos senhores de engenho acabaram por abandonar suas terras.  </li></ul><ul><li>Este fato beneficiou a fuga de um grande número de escravos, que, após fugirem, buscaram abrigo no Quilombo dos Palmares. </li></ul><ul><li>Esse fato propiciou o crescimento do Quilombo dos Palmares, que, no ano de 1670, já abrigava em torno de 50 mil escravos. </li></ul>
  13. 13. ZUMBI DOS PALMARES <ul><li>Zumbi dos Palmares nasceu no estado de Alagoas no ano de 1655. </li></ul><ul><li>Embora tenha nascido livre, foi capturado quando tinha por volta de sete anos de idade.   </li></ul><ul><li>Nesta época Zumbi é entregue a um padre (Pe. António Melo) que se torna responsável por sua formação.  </li></ul>
  14. 14. ZUMBI DOS PALMARES <ul><li>Recebeu o batismo e ganhou o nome de Francisco. </li></ul><ul><li>Aprendeu a língua portuguesa e a religião católica, chegando a ajudar o padre na celebração da missa. </li></ul><ul><li>Aos 15 anos de idade, voltou para viver no Quilombo. </li></ul><ul><li>No ano de 1675, o Quilombo é atacado por soldados portugueses. </li></ul>
  15. 15. ZUMBI DOS PALMARES <ul><li>Zumbi ajuda na defesa e se destaca como um grande guerreiro.  </li></ul><ul><li>Após esta batalha sangrenta, os soldados portugueses são obrigados a se retirar para a cidade de Recife. </li></ul><ul><li>Três anos mais tarde (1678), o governador da província de Pernambuco aproxima-se do líder do Quilombo, Ganga-Zumbá, para tentar um acordo. </li></ul>
  16. 16. ZUMBI DOS PALMARES <ul><li>A proposta do governador consistia em dar liberdade para os negros do Quilombo de Palmares perante a submissão à Coroa Portuguesa. </li></ul><ul><li>Ganga-Zumbá aceita, mas Zumbi vai contra essa decisão. </li></ul><ul><li>Alega que não se podia dar a liberdade somente ao povo de Palmares havendo ainda milhares de outros negros sendo escravizados. </li></ul>
  17. 17. ZUMBI DOS PALMARES <ul><li>Por esta razão, Zumbi se torna o novo líder de Palmares. </li></ul><ul><li>Em 1694 o bandeirante Domingos Jorge Velho organiza um grande ataque ao Quilombo dos Palmares. </li></ul><ul><li>Após uma intensa batalha, Macaco, a sede do Quilombo, é totalmente destruída. </li></ul><ul><li>Ferido, Zumbi consegue fugir, porém é traído por um antigo companheiro. </li></ul><ul><li>  </li></ul>
  18. 18. ZUMBI DOS PALMARES <ul><li>É entregue às tropas do bandeirante. </li></ul><ul><li>Aos 40 anos de idade, foi degolado em 20 de novembro de 1695. </li></ul><ul><li>Os colonos transportaram sua cabeça para Recife, onde foi exposta em praça pública para amedrontar os abolicionistas. </li></ul><ul><li>Hoje Zumbi é um dos mais importantes nomes da história brasileira e considerado um dos “pais” da capoeira. </li></ul>
  19. 19. ZUMBI DOS PALMARES <ul><li>Em função da sua expressão histórica e da resistência que Zumbi representa, o dia de sua morte (20 de novembro) foi adotado pelo Movimento Negro Brasileiro como o Dia Nacional da Consciência Negra. </li></ul>
  20. 20. PARQUE MEMORIAL QUILOMBO DOS PALMARES <ul><li>Em 2007, um antigo sonho da comunidade afro brasileira tornou-se realidade: a inauguração do Parque Memorial Quilombo dos Palmares. </li></ul><ul><li>Primeiro parque cultural temático afro brasileiro e referência do turismo étnico da América Latina. </li></ul>
  21. 21. PARQUE MEMORIAL QUILOMBO DOS PALMARES
  22. 22. INFLUÊNCIA AFRICANA: CULINÁRIA
  23. 23. INFLUÊNCIA AFRICANA: LUTA / DANÇA
  24. 24. INFLUÊNCIA AFRICANA: INSTRUMENTOS MUSICAIS
  25. 25. INFLUÊNCIA AFRICANA: RELIGIÃO
  26. 26. INFLUÊNCIA AFRICANA: ARTE
  27. 27. INFLUÊNCIA AFRICANA: MÚSICA
  28. 28. INFLUÊNCIA AFRICANA: LÍNGUA PORTUGUESA
  29. 29. INFLUÊNCIA AFRICANA: LÍNGUA PORTUGUESA ( KIMBUNDU e KIKONGO ) <ul><li>Banzé – Benzegele (confusão) </li></ul><ul><li>Bengala – Mbangala (cajado) </li></ul><ul><li>Cafundó – Ka-nfundo (difícil de chegar) </li></ul><ul><li>Cafuné – Kifune (estalar as unhas) </li></ul><ul><li>Cambada – Kamba (grupo de pessoas) </li></ul><ul><li>Canjica – Kanjika (milho cozido) </li></ul><ul><li>Caramujo – Nkala (caranguejo) </li></ul><ul><li>Chilique – Sulika (ataque nervos) </li></ul><ul><li>Dendê – Ndende (coqueiro africano) </li></ul>
  30. 30. INFLUÊNCIA AFRICANA: LÍNGUA PORTUGUESA ( KIMBUNDU e KIKONGO ) <ul><li>Embecado – Mbeka (roupa formal, túnica) </li></ul><ul><li>Farofa – Falofa (farinha temperada) </li></ul><ul><li>Fungar – Kufunga (puxar ar pelo nariz) </li></ul><ul><li>Gingar – Junga (balançar o corpo, girar) </li></ul><ul><li>Jiló – Luó (amargo) </li></ul><ul><li>Kizumba – Kizomba (festa) </li></ul><ul><li>Quiabo – Kiauaba (fruto usado c/ hortaliça) </li></ul><ul><li>Quindim – Kénde (doce de milho) </li></ul><ul><li>Quitanda – Kitanda (feira) </li></ul>
  31. 31. INFLUÊNCIA AFRICANA: LÍNGUA PORTUGUESA ( KIMBUNDU e KIKONGO ) <ul><li>Quitute – Kitutu (digestão) </li></ul><ul><li>Senzala – Sanzala (casa de família) </li></ul><ul><li>Tagarela – Tangela (pessoa que fala muito) </li></ul><ul><li>Tocaia – Kukaia (espreitar) </li></ul><ul><li>Trambiqueiro – Mbiki (charlatão) </li></ul><ul><li>Zangado – Izanga (lágrima) </li></ul>
  32. 32. EXIBIÇÃO DO CURTA: “ VISTA MINHA PELE”

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