Successfully reported this slideshow.
We use your LinkedIn profile and activity data to personalize ads and to show you more relevant ads. You can change your ad preferences anytime.
Marcelo da Rocha Carvalho
Professor Convidado do Curso de
TCC do AMBAN/HC/FMUSP
“...propõe que o pensamento distorcido ou
disfuncional (que influencia o humor e o
comportamento do paciente) seja comum a...
Terapia Cognitiva da Depressão(Beck e col,
1997):
• Erro conceitual gera aproximação ao modelo da TC:
confusão entre ativ...
 A maneira como as pessoas interpretam
os eventos influencia diretamente a
emoção e o comportamento(Beck, 1976).
 Beck e...
A avaliação realista e a modificação no
pensamento produzem melhora no humor
e no comportamento.
A melhora duradoura res...
Cognição Afeto Comportamento
Ambiente Futuro
Eu
DEPRESSÃO
Avaliação
negativa de:
• si - mesmo,
• ambiente e
• do futuro.
ANSIEDADE
Avaliação
catastrófi...
 Os significados disfuncionais servem para
explicar a tríade cognitiva e o desenvolvimento da
psicopatologia.
 Existem d...
Há três níveis de cognição:
a. nível pré-consciente – pensamentos
automáticos;
b. nível consciente;
c. nível metacognitiv...
 O tratamento baseia-se tanto em uma
formulação cognitiva de um transtorno
específico como em sua aplicação à
conceituaçã...
Princípio 01
• A terapia cognitiva se baseia em uma
formulação em contínuo desenvolvimento do
paciente e de seus problemas...
Princípio 02
• A terapia cognitiva requer uma aliança terapêutica
segura.
 Cordialidade empatia, atenção, respeito genuín...
Princípio 03
• A terapia cognitiva enfatiza a colaboração
participativa e ativa.
 Trabalho em equipe
 Número de sessões
...
Princípio 04
• A terapia cognitiva é orientada em meta e
focalizada em problemas;
 Enumeração de problemas e estabelecime...
Princípio 05
• A terapia cognitiva inicialmente enfatiza o
presente.
 Foco em problemas atuais e situações que são afliti...
Princípio 06
• A terapia cognitiva é educativa, visa ensinar o
paciente a ser seu próprio terapeuta e enfatiza a
prevenção...
Princípio 07
• A terapia cognitiva visa ter tempo limitado
 Prover alívio dos sintomas;
 Facilitar uma remissão dos tran...
Princípio 08
• As sessões de terapia cognitiva são estruturadas.
 Estabelecer uma agenda para a sessão de acordo com
a av...
Princípio 09
• A terapia cognitiva ensina os pacientes a
identificar, avaliar e responder a seus
pensamentos e crenças dis...
Princípio 10
• A terapia cognitiva utiliza uma variedade de
técnicas para mudar pensamento, humor e
comportamento.
 Compo...
Crenças nucleares
Ativação de
esquemas
Situação Pensamentos Reações
Crenças
Intermediárias
Emocional
Comportamental
Fisiol...
 Representa um conjunto de dados acerca do
paciente
• história de vida – dados da infância, pensamentos,
crenças, e os si...
 A conceitualização cognitiva indica as técnicas que
serão utilizadas (Persons, 1989).
 A estrutura da entrevista, que i...
A terapia cognitivo-comportamental
constitui“uma abordagem ativa, diretiva,
por tempo limitado, estruturada(...)
baseada ...
 Breve e de tempo limitado, incentivando os
pacientes a desenvolver habilidades
independentes de auto-ajuda;
 Estruturad...
 Baseada em métodos indutivos, de forma a que
os pacientes aprendam a considerar
pensamentos e crenças como hipóteses cuj...
 Qual o diagnóstico do paciente?
 Quais são seus problemas atuais, como estes
problemas se desenvolveram e como eles são...
Crenças Centrais
Crenças intermediárias
(regras, atitudes, suposições)
Pensamentos automáticos
Crenças Centrais
Crenças intermediárias
(regras, atitudes, suposições)
Situação → Pensamentos automáticos → Emoção
Crenças Centrais
Crenças intermediárias
(regras, atitudes, suposições)
Situação → Pensamentos automáticos → Reações
Eu sou...
 Que aprendizagens e experiências antigas(e talvez
predisposições genéticas) contribuem para seus
problemas atuais?
 Qua...
1. Estabelecer confiança e rapport.
2. Socializar o paciente na terapia cognitiva.
3. Educar o paciente sobre o seu transt...
1. Estabelecer a agenda(e prover um embasamento
lógico para fazer isso).
2. Fazer uma checagem de humor, incluindo escores...
1. O que você vivenciou hoje que é importante para
você lembra?
2. Quanto você sentiu que poderia confiar/acreditar
no seu...
1. Breve atualização e verificação do humor(e
de medicação, uso de álcool e/ou drogas,
quando aplicável).
2. Ponte com a s...
 Capítulos para leitura:
• Dois – avaliação
cognitivo
comportamental
completa;
• Seis – terapia da
depressão.
• Doze – re...
 Para identificar:
1. Faça essa pergunta quando você perceber uma
mudança no(ou intensificação) afeto durante a
sessão.
2...
1. Sobre o que você acha que estava pensando?
2. Você acha que poderia ter pensado sobre _______ ou
_______?
3. Você estav...
 Testar os pensamentos negativos;
 Comparação funcional do aprendizado
histórico/ambiental pelo paciente de esquemas
dis...
Padrões persistentes de pensamento.
Adquiridos durante o desenvolvimento.
Determinam o modo pelo qual uma
pessoa respon...
Dificultam o invocar outros esquemas mais
saudáveis ou adequados.
A organização cognitiva torna-se
autônoma, independe d...
Crenças fundamentais;
Crenças Intermediárias(regras, atitudes,
expectativas);
Estratégias de comportamento para
compens...
 Ideias fundamentais sobre si mesmo, outras
pessoas e o mundo.
 Desenvolvem-se na infância.
 Manifestam-se na época de ...
 Não tenho salvação
 Não tenho saída
 Sou incompetente
 Estou vulnerável
 Não sou bom o suficiente
 Sou fraco
 Sou ...
Resumo
• Associadas a desesperança, crença de
incompetência e a impossibilidade de ser amado.
Essência
• Impossibilidade...
Desconexão e Rejeição
Autonomia e desempenho ou performance
comprometidos
Restrição da Gratificação
Comprometimento do...
Rejeição e desconexão
• Expectativas de que a necessidade por
segurança, estabilidade, empatia, aceitação,
respeito e per...
Abandono e instabilidade
• Perceber as pessoas disponíveis para apoio e
relacionamento como instáveis ou não confiáveis.
...
Desconfiança e abuso
• Os outros irão ferir, abusar, humilhar, enganar,
mentir, manipular, levar vantagem.
• O ferir é in...
 Isolamento ou privação emocional
• Desejo de pertencer ou receber apoio emocional não
será satisfeito.
• Ausência de ate...
Defeito ou vergonha
• Sensação de possuir um defeito ou falha, ser
mau, indesejado, inferior, inválido.
• Ser impossível ...
Inibição emocional
• Dificuldade excessiva para expressar ou discutir
sentimentos (feridas, tristezas, alegria, raiva,
ex...
 Comprometimento da autonomia ou
desempenho
• Expectativas sobre si mesmo ou o ambiente que
interferem na capacidade de d...
Dependência e Incompetência
• Crença de que se é incapaz de lidar com as
responsabilidades cotidianas de modo
competente,...
 Vulnerabilidade
• Medo exagerado de que uma catástrofe acontecerá a
qualquer momento e de que não se tem os recursos
par...
 Enredamento ou pouca individuação
• Envolvimento emocional ou proximidade excessivos
às custas da individuação ou desenv...
 Subjugar
• Entrega do controle, das próprias decisões e
preferências a outro, para evitar raiva, retaliação ou
abandono....
Fracasso
• Crença de que fracassou ou que fracassará.
• Se é inadequado quando se compara aos colegas
(escola, trabalho, ...
Pouca gratificação
• Ênfase excessiva no trabalho, status, dever,
padrão, responsabilidade para com os outros às
custas d...
 Auto-sacrifício
• Procurar satisfazer as necessidades dos outros
excessivamente.
• Motivos: evitar sofrimento, culpa, ga...
 Padrões muito elevados de conduta
• Valores, escolhas, alvos muito rígidos ou não
adequados às suas inclinações naturais...
 Negativismo e pessimismo
• Foco nos aspectos negativos da vida (sofrimento,
morte, perdas, desapontamentos, conflitos, c...
Comprometimento dos limites
• Limites internos deficientes
• Dificuldade para respeitar os outros
• Dificuldade para atin...
Egoísmo/Autocentrado
• Insistência em fazer ou receber o que deseja,
sem levar em conta o custo e motivos dos outros.
• C...
Autocontrole ou autodisciplina
insuficientes
• Dificuldade em manter o autocontrole.
• Intolerância à frustração
• Expres...
São tentativas de lidar com as crenças
fundamentais.
Expressas através de regras,
pressupostos, expectativas ou atitudes...
 Crenças, regras ou necessidades irracionais
ou insensatas:
• Ser amado ou aprovado por todos.
• Para ter valor devo ser ...
 Crenças, regras ou necessidades irracionais
ou insensatas:
• Se algo pode ser perigoso, devo me preocupar
bastante sobre...
 Padrões de comportamento que ajudam a
enfrentar as crenças fundamentais, ou a impedir
que elas se tornem públicas.
 Não...
 Evitar se emocionar
 Ser perfeito
 Ser muito responsável
 Evitar intimidade
 Emoções intensas
 Ser incompetente ou
...
 Buscar
reconhecimento
 Evitar confronto
 Controlar as situações
 Agir de modo infantil
 Tentar agradar os
outros
 E...
Como o paciente desenvolveu este
transtorno?
Quais foram os acontecimentos,
experiências e interações importantes em
sua...
Quais estratégias usou e usa para
administrar suas crenças negativas?
Quais os principais pensamentos
automáticos?
Em q...
Como as crenças interagem com os
acontecimentos de modo a deixá-lo
vulnerável?
Quais seus problemas?
Quais os fatores d...
Desenvolvimento
Crenças Fundamentais
Pressupostos, Regras, Expectativas e Atitudes
Estratégias Compensatórias
Situação
Pensamento Automático
Significado
Sentimento
Comportamento
 Terapeuta pergunta série de questões que
eliciam o significado pessoal de uma idéia ou
interferência.
 Objetivo é desco...
Educando acerca das crenças
• É uma ideia, não necessariamente uma verdade.
• Acreditar ou sentir que é verdade, não a to...
Educando acerca das crenças:
• Continua a ser mantida porque era ignorada.
• Continua a ser mantida porque não se leva em...
Hipótese principal a ser testada:
• Ou você está certo e é completamente
inadequado (podemos trabalhar para modificar
iss...
Metáforas para explicar a manutenção das
crenças:
• Filtro ou tela ao redor da mente (O que está de
acordo com a crença p...
Qual a crença fundamental?
Quanto você acredita nela neste instante?
(0 a 100)
Quanto acreditou nela durante esta
seman...
Nova crença fundamental:___________
Quanto você acredita nela?
Evidências que contradizem a antiga
crença fundamental?
...
Após identificá-las usar o Questionamento
Socrático:
• Quais as evidências?
• De que outra maneira se pode olhar para a
c...
 Diagrama Cognitivo;
 Educação;
 Análise das “Vantagens e Desvantagens”;
 Diário da atividade das Crenças;
 Agir “com...
Distanciar, comparando ou contrastando
com exemplos;
Desenvolver novos padrões para
comparação e avaliação;
Metáforas;
...
 Continuum Cognitivo;
 Revisão da História de Vida;
 Reestruturar memórias antigas;
 Evidências que contrariam as cren...
 Crenças que possuem componente pictórico
(imagens, memórias vívidas de acontecimentos
da infância):
• Modificar interpre...
 Orientações gerais para trabalhar com imagens:
• Focalizar acontecimentos do passado identificados como
críticos ou trau...
Focalizar atenção nas emoções e
sensações físicas.
Perguntar sobre quando teve esta
sensação pela primeira vez.
Elabora...
Elaborar pensamentos e emoções vividos
pela “criança”:
• O que ela achava que estava acontecendo?
• O que ela esperava do...
Resumir o significado pessoal associado à
memória.
Avaliar o pensamento do adulto:
• Você acredita que esta crença é ver...
Modificar as crenças da criança:
• Trazer o adulto para a imagem
• Trazer pessoa de confiança ou protetora
 Com quem voc...
Modificar as imagens de modo que a
criança sinta controle e bem estar:
• O que você quer que aconteça?
• Modificar os aco...
Esquemas ativados por acontecimentos
não verbais: Temperatura, odores,
sensações físicas, postura, tom de voz,
velocidade...
Passos para modificação desses
esquemas:
• Desafiar o conteúdo dos esquemas através de
métodos verbais, com imagens ou fí...
Bandura, Albert e col. – TEORIA SOCIAL
COGNITIVA: Conceitos básicos, Artmed,
2008.
Barlow, David (Org.) – “MANUAL CLÍNIC...
Caballo, V. – MANUAL DE TÉCNICAS DE
TERAPIA E MODIFICAÇÃO DO
COMPORTAMENTO. Ed. Santos, 1996.
Caballo, V.E. – Manual de ...
 Gonçalves, O. – TERAPIAS COGNITVAS:
teorias e práticas. Biblioteca das Ciências do
Homem, 2000.
 Everly, G. & Rosenfeld...
 Lipp, M. E. N. (2000 ) INVENTÁRIO DE
SINTOMAS PARA ADULTOS DE LIPP. São Paulo:
Casa do Psicólogo.
 Lipp, M. e Malagris,...
Conceitualização em Terapia Cognitiva
Conceitualização em Terapia Cognitiva
Conceitualização em Terapia Cognitiva
Conceitualização em Terapia Cognitiva
Conceitualização em Terapia Cognitiva
Conceitualização em Terapia Cognitiva
Conceitualização em Terapia Cognitiva
Upcoming SlideShare
Loading in …5
×

34

Share

Download to read offline

Conceitualização em Terapia Cognitiva

Download to read offline

Em Terapia Cognitiva, o tratamento baseia-se tanto em uma formulação cognitiva de um transtorno específico como em sua aplicação à conceituação e entendimento do paciente individualmente.

Related Books

Free with a 30 day trial from Scribd

See all

Related Audiobooks

Free with a 30 day trial from Scribd

See all

Conceitualização em Terapia Cognitiva

  1. 1. Marcelo da Rocha Carvalho Professor Convidado do Curso de TCC do AMBAN/HC/FMUSP
  2. 2. “...propõe que o pensamento distorcido ou disfuncional (que influencia o humor e o comportamento do paciente) seja comum a todos os distúrbios psicológicos.”
  3. 3. Terapia Cognitiva da Depressão(Beck e col, 1997): • Erro conceitual gera aproximação ao modelo da TC: confusão entre ativação do paciente deprimido e técnicas comportamentais. Observações clínicas comportamentais: • Bandura e a aprendizagem social e auto-eficácia. • Lazarus e a Terapia Multimodal. • Meichenbaum e auto-manejo. • Seligman e o desamparo aprendido.
  4. 4.  A maneira como as pessoas interpretam os eventos influencia diretamente a emoção e o comportamento(Beck, 1976).  Beck e Alford(2000): a posição filosófica da teoria e terapia cognitiva integra: Dimensões Externas (contexto ambiental) Dimensões Internas (percepções fenomenológicas)
  5. 5. A avaliação realista e a modificação no pensamento produzem melhora no humor e no comportamento. A melhora duradoura resulta da modificação das crenças disfuncionais básicas dos pacientes.
  6. 6. Cognição Afeto Comportamento
  7. 7. Ambiente Futuro Eu DEPRESSÃO Avaliação negativa de: • si - mesmo, • ambiente e • do futuro. ANSIEDADE Avaliação catastrófica de: • si – mesmo como sem estratégias, • ambiente é perigoso e • do futuro como incerto.
  8. 8.  Os significados disfuncionais servem para explicar a tríade cognitiva e o desenvolvimento da psicopatologia.  Existem dois níveis de significado: público e privado. O significado público, ou objetivo de um evento, tem poucas implicações para o indivíduo. O significado pessoal ou privado inclui implicações, significação, generalizações extraídas da ocorrência de eventos (Beck, 1976, p.48).
  9. 9. Há três níveis de cognição: a. nível pré-consciente – pensamentos automáticos; b. nível consciente; c. nível metacognitivo: reflexão sobre um pensamento – respostas racionais. Os esquemas são estruturas teleonômicas que evoluem para facilitar a adaptação do indivíduo no ambiente.
  10. 10.  O tratamento baseia-se tanto em uma formulação cognitiva de um transtorno específico como em sua aplicação à conceituação e entendimento do paciente individual.
  11. 11. Princípio 01 • A terapia cognitiva se baseia em uma formulação em contínuo desenvolvimento do paciente e de seus problemas em termos cognitivos.  Enquadramentos tríplices:  Pensamento atual e comportamentos problemáticos;  Fatores precipitantes;  eventos desenvolvidos e padrões duradouros de interpretação. • A paciente aprende a identificar os pensamentos associados a seu afeto e a avaliar e formular respostas mais adaptativas ao seu pensamento.
  12. 12. Princípio 02 • A terapia cognitiva requer uma aliança terapêutica segura.  Cordialidade empatia, atenção, respeito genuíno e competência.  Verificar se paciente saiu entendida e positiva da sessão.
  13. 13. Princípio 03 • A terapia cognitiva enfatiza a colaboração participativa e ativa.  Trabalho em equipe  Número de sessões  Tarefas de casa  O terapeuta deve encorajar o paciente a se tornar mais ativo durante às sessões.
  14. 14. Princípio 04 • A terapia cognitiva é orientada em meta e focalizada em problemas;  Enumeração de problemas e estabelecimento de metas específicas (ex. fazer amigos).  O terapeuta deve ajudar a avaliar e responder pensamentos que interferem em sua meta.  Validade desses pensamentos (exame de evidências);  Estratégias de resolução de problemas (verificar histórico);
  15. 15. Princípio 05 • A terapia cognitiva inicialmente enfatiza o presente.  Foco em problemas atuais e situações que são aflitivas para o paciente;  Em três circunstâncias volta-se ao passado:  O paciente expressa uma forte predileção;  Quando o trabalho voltado aos problemas atuais produz pouca ou nenhuma mudança cognitiva, comportamental e emocional;  Quando o terapeuta julga importante entender como e quando ideias disfuncionais importantes se originaram e como essas ideias afetam o paciente até hoje.
  16. 16. Princípio 06 • A terapia cognitiva é educativa, visa ensinar o paciente a ser seu próprio terapeuta e enfatiza a prevenção de recaída.  Natureza do transtorno;  Processo da terapia cognitiva – como os pensamentos influenciam seus comportamentos;  Ensina como estabelecer metas, avaliar pensamentos e planejar a mudança comportamental.  Registros.
  17. 17. Princípio 07 • A terapia cognitiva visa ter tempo limitado  Prover alívio dos sintomas;  Facilitar uma remissão dos transtornos;  Ajudá-la a resolver problemas mais prementes;  Ensinar-lhe o uso de ferramentas para evitar recaídas.
  18. 18. Princípio 08 • As sessões de terapia cognitiva são estruturadas.  Estabelecer uma agenda para a sessão de acordo com a avaliação inicial do paciente (humor, queixa, revisão da semana, feedback da sessão anterior, tarefa de casa, resume com frequência, nova tarefa, feedback);  A medida que o tempo passa o terapeuta encoraja o paciente a assumir a liderança e contribuir para a agenda.
  19. 19. Princípio 09 • A terapia cognitiva ensina os pacientes a identificar, avaliar e responder a seus pensamentos e crenças disfuncionais.  Focalizar o problema específico;  Identificar seu pensamento disfuncional;  Avaliar a validade de seu pensamento;  Projetar um plano de ação.
  20. 20. Princípio 10 • A terapia cognitiva utiliza uma variedade de técnicas para mudar pensamento, humor e comportamento.  Comportamentais e Gestalt.  A terapia varia de acordo com:  O paciente individual;  A natureza e motivação para mudar;  Habilidade para formar vínculo terapêutico;  Experiência prévia com terapia;  Preferências de tratamento.  Mas modela e educa o paciente para suas características.
  21. 21. Crenças nucleares Ativação de esquemas Situação Pensamentos Reações Crenças Intermediárias Emocional Comportamental Fisiológica
  22. 22.  Representa um conjunto de dados acerca do paciente • história de vida – dados da infância, pensamentos, crenças, e os significados que são atribuídos.  Permite facilitar o entendimento de fatores cognitivos e comportamentais e a influência nas reações emocionais, comportamentais e fisiológicas.  Auxilia o terapeuta para desenvolver o plano de tratamento.  O terapeuta compartilha com o paciente os dados da conceitualização cognitiva. (Beck, 1997; Beck, 2007).
  23. 23.  A conceitualização cognitiva indica as técnicas que serão utilizadas (Persons, 1989).  A estrutura da entrevista, que inclui uma agenda, feedback e exercícios para casa são procedimentos oriundos da terapia comportamental.  O formato de questionamento foi derivado originalmente da “anamnese associativa” de Felix Deustsch, da terapia não-diretiva de Carl Rogers, e do questionamento socrático de Albert Ellis.  As estratégias de encenação emotivas foram influenciadas pelo psicodrama e pela terapia de Gestalt.  Os procedimentos da terapia racional-emotiva auxiliaram na testagem ou avaliação de crenças disfuncionais.
  24. 24. A terapia cognitivo-comportamental constitui“uma abordagem ativa, diretiva, por tempo limitado, estruturada(...) baseada no fundamento lógico teórico subjacente de que o afeto e o comportamento do indivíduo são amplamente determinados pela maneira como ele estrutura o mundo” (Beck et al., 1979).
  25. 25.  Breve e de tempo limitado, incentivando os pacientes a desenvolver habilidades independentes de auto-ajuda;  Estruturada e diretiva;  Voltada para o problema e concentrada em fatores mantenedores das dificuldades, e não em suas origens;  Dependente de um processo de questionamento e “descoberta orientada”(Young e Beck, 1982), e não de persuasão, doutrinação ou debate;
  26. 26.  Baseada em métodos indutivos, de forma a que os pacientes aprendam a considerar pensamentos e crenças como hipóteses cuja validade se presta a ser testada;  Educativa, apresentando técnicas cognitivo- comportamentais como habilidades a ser adquiridas através da prática e transferidas para o contexto do paciente através do exercício de casa.
  27. 27.  Qual o diagnóstico do paciente?  Quais são seus problemas atuais, como estes problemas se desenvolveram e como eles são mantidos?  Que pensamentos e crenças disfuncionais estão associados aos problemas, quais as reações(emocionais, fisiológicas e comportamentais) estão associadas ao seu pensamento?
  28. 28. Crenças Centrais Crenças intermediárias (regras, atitudes, suposições) Pensamentos automáticos
  29. 29. Crenças Centrais Crenças intermediárias (regras, atitudes, suposições) Situação → Pensamentos automáticos → Emoção
  30. 30. Crenças Centrais Crenças intermediárias (regras, atitudes, suposições) Situação → Pensamentos automáticos → Reações Eu sou incompetente. Se eu não entendo algo perfeitamente, então eu sou burro. Ler um Livro Isso é difícil demais. Eu jamais entenderia isso. Emocional: Tristeza. Comportamental: fechar o livro. Fisiológica: peso no abdômen. → →
  31. 31.  Que aprendizagens e experiências antigas(e talvez predisposições genéticas) contribuem para seus problemas atuais?  Quais são suas crenças subjacentes(incluindo atitudes, expectativas e regras) e pensamentos?  Como ele enfrentou suas crenças disfuncionais? Que mecanismos cognitivos, afetivos e comportamentais, positivos e negativos, ele desenvolveu para enfrentar suas crenças disfuncionais? Como ele via(ou vê) ele mesmo, os outros, seu mundo pessoal, seu futuro  Que estressores contribuíram para seus problemas psicológicos ou interferiram em sua habilidade para resolver esses problemas?
  32. 32. 1. Estabelecer confiança e rapport. 2. Socializar o paciente na terapia cognitiva. 3. Educar o paciente sobre o seu transtorno, sobre o modelo cognitivo e sobre o processo de terapia. 4. Regularizar as dificuldades do paciente e instaurar esperança. 5. Extrair(e corrigir, caso necessário) as expectativas do paciente com a terapia. 6. Coletar informações adicionais sobre as dificuldades do paciente. 7. Utilizar essas informações para desenvolver um lista de metas.
  33. 33. 1. Estabelecer a agenda(e prover um embasamento lógico para fazer isso). 2. Fazer uma checagem de humor, incluindo escores objetivos. 3. Revisar brevemente o problema presente e obter um atualização(desde a avaliação). 4. Identificar problemas e estabelecer metas. 5. Educar o paciente sobre o modelo cognitivo. 6. Identificar as expectativas do paciente em relação à terapia. 7. Educar o paciente sobre o transtorno. 8. Estabelecer tarefa de casa. 9. Prover resumo. 10. Obter feedback.
  34. 34. 1. O que você vivenciou hoje que é importante para você lembra? 2. Quanto você sentiu que poderia confiar/acreditar no seu terapeuta hoje? 3. Houve qualquer coisa que o incomodou em relação a terapia de hoje? Se houve, o que foi? 4. Quanta tarefa de casa você fez para terapia hoje? 5. Quão propenso você está a fazer a nova tarefa de casa? 6. O que você deseja certificar-se de abordar na próxima sessão?
  35. 35. 1. Breve atualização e verificação do humor(e de medicação, uso de álcool e/ou drogas, quando aplicável). 2. Ponte com a sessão anterior. 3. Estabelecer roteiro. 4. Revisar tarefa de casa. 5. Discussão de tópicos do roteiro, estabelecimento de nova tarefa de casa e resumos periódicos. 6. Relatório final e feedback.
  36. 36.  Capítulos para leitura: • Dois – avaliação cognitivo comportamental completa; • Seis – terapia da depressão. • Doze – resolução de problemas e terapia breve em TCC
  37. 37.  Para identificar: 1. Faça essa pergunta quando você perceber uma mudança no(ou intensificação) afeto durante a sessão. 2. Faça o paciente descrever uma situação problemática ou momento que durante o qual ele experimentou uma mudança de afeto e faça pergunta anterior. 3. Caso necessário, faça o paciente utilizar uma imagem pra descrever a situação específica ou o momento em detalhes(como se estivesse acontecendo agora) e então faça a pergunta. 4. Caso necessário ou desejado, faça o paciente encenar uma interação específica com você e então faça a pergunta.
  38. 38. 1. Sobre o que você acha que estava pensando? 2. Você acha que poderia ter pensado sobre _______ ou _______? 3. Você estava imaginando algo que poderia acontecer ou lembrado de algo que aconteceu? 4. O que esta situação significou para você? (ou diz para você?) 5. Você estava pensando em _______?(O terapeuta coloca um pensamento oposto à resposta esperada.)
  39. 39.  Testar os pensamentos negativos;  Comparação funcional do aprendizado histórico/ambiental pelo paciente de esquemas disfuncionais;  Identificar suposições disfuncionais: • Não refletem a realidade da experiência humana; • São rígidas, hipergeneralizadas e extremas; • Impedem a concretização dos objetivos ao invés de facilitá-los; • Sua transgressão está associada a emoções extremas e excessivas; • São relativamente inacessíveis a experiência
  40. 40. Padrões persistentes de pensamento. Adquiridos durante o desenvolvimento. Determinam o modo pelo qual uma pessoa responde às circunstâncias. Latentes. Ativados em situações particulares. Quando ativos dominam os processos cognitivos.
  41. 41. Dificultam o invocar outros esquemas mais saudáveis ou adequados. A organização cognitiva torna-se autônoma, independe da estimulação externa. Desencadeiam pensamentos automáticos negativos. Trazem sintomas: depressão, ansiedade, disforia, anedonia, etc.
  42. 42. Crenças fundamentais; Crenças Intermediárias(regras, atitudes, expectativas); Estratégias de comportamento para compensar as crenças; Futuro: teoria dos Modos(Beck).
  43. 43.  Ideias fundamentais sobre si mesmo, outras pessoas e o mundo.  Desenvolvem-se na infância.  Manifestam-se na época de sofrimento emocional.  Não são totalmente conscientes.  São globais, radicais, absolutas e gerais.  Quando ativadas processam facilmente toda a informação que a apoia, e distorce a informação contrária.
  44. 44.  Não tenho salvação  Não tenho saída  Sou incompetente  Estou vulnerável  Não sou bom o suficiente  Sou fraco  Sou inadequada  Não tenho valor  Sou abandonada  Não sou amado  Sou um fracasso  Sou defeituosa  Sou desrespeitada  Sou mau  Sou feia  Meu destino é a rejeição  Não sou querido  Ninguém cuida de mim  Não sou atraente  Ninguém me deseja
  45. 45. Resumo • Associadas a desesperança, crença de incompetência e a impossibilidade de ser amado. Essência • Impossibilidade de ser amado
  46. 46. Desconexão e Rejeição Autonomia e desempenho ou performance comprometidos Restrição da Gratificação Comprometimento dos limites
  47. 47. Rejeição e desconexão • Expectativas de que a necessidade por segurança, estabilidade, empatia, aceitação, respeito e pertencimento não será satisfeita. • Família de origem: distante, imprevisível, rejeitadora, inibida ou abusiva.
  48. 48. Abandono e instabilidade • Perceber as pessoas disponíveis para apoio e relacionamento como instáveis ou não confiáveis. • Os outros não continuarão a prover apoio, conexão, força ou cuidados por serem emocionalmente instáveis ou imprevisíveis, ou porque poderão morrer ou irão abandonar o/a paciente em troca de alguém melhor.
  49. 49. Desconfiança e abuso • Os outros irão ferir, abusar, humilhar, enganar, mentir, manipular, levar vantagem. • O ferir é intencional ou conseqüência de negligência extrema ou imperdoável. • Sensação de ser sempre enganado/a pelos outros.
  50. 50.  Isolamento ou privação emocional • Desejo de pertencer ou receber apoio emocional não será satisfeito. • Ausência de atenção, afeto, calor e companhia. • Ausência de força, direção e orientação por parte dos outros • Ausência de compreensão, compartilhar, ouvir por parte dos outros. • Sensação de ser diferente e de não pertencer.
  51. 51. Defeito ou vergonha • Sensação de possuir um defeito ou falha, ser mau, indesejado, inferior, inválido. • Ser impossível que outros o/a amem ou apreciem caso o defeito fique exposto. • A falha pode ser interna (egoísmo, impulsos de raiva, desejos sexuais inaceitáveis) • A falha pode ser externa (aparência física, educação, sociabilidade)
  52. 52. Inibição emocional • Dificuldade excessiva para expressar ou discutir sentimentos (feridas, tristezas, alegria, raiva, excitação sexual, etc.) • Apresenta-se como embotada, constrita, inibida, sem emoções, sem calor humano ou espontaneidade)
  53. 53.  Comprometimento da autonomia ou desempenho • Expectativas sobre si mesmo ou o ambiente que interferem na capacidade de desempenhar suas funções com independência e sucesso, sobreviver, reconhecer e expressar necessidades. • Família de origem enredada, controladora, minando a confiança da criança, superprotetora, que não reforça o desempenho competente fora do ambiente familiar.
  54. 54. Dependência e Incompetência • Crença de que se é incapaz de lidar com as responsabilidades cotidianas de modo competente, sem necessitar da ajuda dos outros. • Cuidar de si próprio, solucionar problemas, tomar decisões, assumir compromissos novos, etc. • Apresenta-se como passividade ou desamparo.
  55. 55.  Vulnerabilidade • Medo exagerado de que uma catástrofe acontecerá a qualquer momento e de que não se tem os recursos para lidar com ela ou preveni-la. • Medos de uma doença (SIDA. Infarto) • Medos emocionais (Ficar louco, perder o controle) • Medos financeiros (falência, ruína) • Medos gerais (elevador, crime, avião, terremoto)
  56. 56.  Enredamento ou pouca individuação • Envolvimento emocional ou proximidade excessivos às custas da individuação ou desenvolvimento social normal. • Crença de que pelo menos um dos envolvidos na relação não pode sobreviver ou ser feliz sozinho, sem apoio constante do outro. • Sentimento de ser sufocado ou de estar fundido com o outro. • Falta de individualidade e direção interna. • Sensação de vazio.
  57. 57.  Subjugar • Entrega do controle, das próprias decisões e preferências a outro, para evitar raiva, retaliação ou abandono. • Percepção de os próprios desejos não são válidos ou importantes. • Raiva conseqüente não é expressa abertamente para evitar conflito. • Cooperação excessiva e necessidade de agradar combinados com sensação de estar preso/a em armadilha.
  58. 58. Fracasso • Crença de que fracassou ou que fracassará. • Se é inadequado quando se compara aos colegas (escola, trabalho, esportes). • Se é burro, incapaz, inepto, sem talento, ignorante, sem status, mal sucedido.
  59. 59. Pouca gratificação • Ênfase excessiva no trabalho, status, dever, padrão, responsabilidade para com os outros às custas de felicidade, inclinações naturais, saúde, otimismo ou criatividade. • Família de origem exige desempenho, sacrifício, autocontrole. • Família de origem não valoriza prazer, alegria e expressão de sentimentos.
  60. 60.  Auto-sacrifício • Procurar satisfazer as necessidades dos outros excessivamente. • Motivos: evitar sofrimento, culpa, ganhar estiva, manter o relacionamento. • Sensibilidade ao sofrimento dos outros. • Sentimento exagerado de dever e de responsabilidade. • Sensação de que próprias necessidades não são satisfeitas. • Ressentimento de quem se está cuidando.
  61. 61.  Padrões muito elevados de conduta • Valores, escolhas, alvos muito rígidos ou não adequados às suas inclinações naturais. • Para receber aprovação, não passar vergonha, não perder o controle ou prevenir consequências graves. • Comprometimento do prazer, relaxamento, espontaneidade, saúde, satisfação. • Ênfase no sucesso, competição, dinheiro, aparência física, status social, autocontrole, disciplina, perfeccionismo, ordem, atenção aos detalhes, controle e domínio do ambiente, na moral, ética ou preceitos religiosos.
  62. 62.  Negativismo e pessimismo • Foco nos aspectos negativos da vida (sofrimento, morte, perdas, desapontamentos, conflitos, culpa, ressentimento, problemas não resolvidos, erros potenciais, traições, coisas que podem dar errado, etc. • Minimizar ou negar aspectos positivos ou otimistas. • Queixas contínuas que não se modificam diante de soluções adequadas ou melhora objetiva das circunstâncias.
  63. 63. Comprometimento dos limites • Limites internos deficientes • Dificuldade para respeitar os outros • Dificuldade para atingir os próprios alvos. • Família de origem permissiva e indulgente.
  64. 64. Egoísmo/Autocentrado • Insistência em fazer ou receber o que deseja, sem levar em conta o custo e motivos dos outros. • Controle excessivo dos outros, exigências descabidas • Falta de empatia pelas necessidades e sentimentos dos outros.
  65. 65. Autocontrole ou autodisciplina insuficientes • Dificuldade em manter o autocontrole. • Intolerância à frustração • Expressão excessiva de emoções e impulsos.
  66. 66. São tentativas de lidar com as crenças fundamentais. Expressas através de regras, pressupostos, expectativas ou atitudes. Podem seguir a fórmula “Se...., então....” • Se agradar a todos, nunca ficarei só. • Se não confiar em ninguém, não serei ferido. • Se usar, serei parte da turma.
  67. 67.  Crenças, regras ou necessidades irracionais ou insensatas: • Ser amado ou aprovado por todos. • Para ter valor devo ser competente. • Algumas pessoas são más e merecem punição. • As coisas devem ser do jeito que eu quero. • Temos pouco controle interno sobre a felicidade ou infelicidade. • Todo problema deve ter uma solução ideal.
  68. 68.  Crenças, regras ou necessidades irracionais ou insensatas: • Se algo pode ser perigoso, devo me preocupar bastante sobre isto. • É mais fácil evitar que enfrentar as dificuldades da vida. • Sou dependente de outros mais fortes. • O comportamento atual e futuro depende do passado. • Devo me incomodar com os problemas dos outros.
  69. 69.  Padrões de comportamento que ajudam a enfrentar as crenças fundamentais, ou a impedir que elas se tornem públicas.  Não eliminam o sofrimento, apenas o transferem para outro contexto. • Beber para se soltar e sentir mais confiança. • Agradar a todos. • Nunca recusar um programa ou emitir uma opinião. • Trabalhar muito para não cometer erros.
  70. 70.  Evitar se emocionar  Ser perfeito  Ser muito responsável  Evitar intimidade  Emoções intensas  Ser incompetente ou mostrar-se desamparado  Evitar responsabilidades  Intimidade inadequada ou excessiva
  71. 71.  Buscar reconhecimento  Evitar confronto  Controlar as situações  Agir de modo infantil  Tentar agradar os outros  Evitar chamar atenção  Provocar os outros  Abdicar controle necessário  Agir de modo autoritário  Distanciar-se ou agradar só a si próprio.
  72. 72. Como o paciente desenvolveu este transtorno? Quais foram os acontecimentos, experiências e interações importantes em sua vida? Quais as crenças fundamentais e básicas sobre si próprio? Quais seus pressupostos, regras, expectativas e atitudes?
  73. 73. Quais estratégias usou e usa para administrar suas crenças negativas? Quais os principais pensamentos automáticos? Em que circunstâncias eles surgem? Há imagens ou comportamentos disfuncionais?
  74. 74. Como as crenças interagem com os acontecimentos de modo a deixá-lo vulnerável? Quais seus problemas? Quais os fatores de estresse? O que está acontecendo em sua vida e como ele percebe e interpreta isto?
  75. 75. Desenvolvimento Crenças Fundamentais Pressupostos, Regras, Expectativas e Atitudes Estratégias Compensatórias
  76. 76. Situação Pensamento Automático Significado Sentimento Comportamento
  77. 77.  Terapeuta pergunta série de questões que eliciam o significado pessoal de uma idéia ou interferência.  Objetivo é descobrir as crenças fundamentais. • Se isto for verdade, então...? • O que te incomoda nisto? • O que isto mostra sobre você? • O que isto significa?
  78. 78. Educando acerca das crenças • É uma ideia, não necessariamente uma verdade. • Acreditar ou sentir que é verdade, não a torna verdadeira. • Como é uma ideia, pode ser testada. • Por ter origem na infância, não foi necessariamente verdadeira na época.
  79. 79. Educando acerca das crenças: • Continua a ser mantida porque era ignorada. • Continua a ser mantida porque não se leva em conta as informações em contrário. O objetivo do trabalho terapêutico é ter uma visão realista de si próprio.
  80. 80. Hipótese principal a ser testada: • Ou você está certo e é completamente inadequado (podemos trabalhar para modificar isso); • Ou você não é completamente inadequado, mas tem uma “crença” de que é (sentindo e agindo como se a crença fosse verdadeira).
  81. 81. Metáforas para explicar a manutenção das crenças: • Filtro ou tela ao redor da mente (O que está de acordo com a crença passa pelo filtro). • Qualquer informação que contradiga a crença é rebatida pela tela ou distorcida para passar pelo filtro. Você tem um exemplo que aconteceu na última semana?
  82. 82. Qual a crença fundamental? Quanto você acredita nela neste instante? (0 a 100) Quanto acreditou nela durante esta semana?
  83. 83. Nova crença fundamental:___________ Quanto você acredita nela? Evidências que contradizem a antiga crença fundamental? Evidências que apoiam a nova crença?
  84. 84. Após identificá-las usar o Questionamento Socrático: • Quais as evidências? • De que outra maneira se pode olhar para a crença? • Se sua crença é verdadeira, quais as implicações?
  85. 85.  Diagrama Cognitivo;  Educação;  Análise das “Vantagens e Desvantagens”;  Diário da atividade das Crenças;  Agir “como se”;  Técnicas de Terapia Gestáltica;  Técnicas Psicodramáticas.
  86. 86. Distanciar, comparando ou contrastando com exemplos; Desenvolver novos padrões para comparação e avaliação; Metáforas; Estórias e Fábulas; Álbum de retratos; Experimentos Comportamentais.
  87. 87.  Continuum Cognitivo;  Revisão da História de Vida;  Reestruturar memórias antigas;  Evidências que contrariam as crenças em cada ano da vida;  Evidências que contrariem as crenças no dia a dia;  Evidências que dão suporte às novas crenças realistas.
  88. 88.  Crenças que possuem componente pictórico (imagens, memórias vívidas de acontecimentos da infância): • Modificar interpretações distorcidas sobre estes eventos. • Reestruturar o significado das memórias visuais. • Reviver o passado de modo mais saudável (Controlando e modificando as imagens de uma maneira que o paciente não conseguiria fazer quando os eventos aconteceram). • Exemplo das técnicas de Lazarus e Young.
  89. 89.  Orientações gerais para trabalhar com imagens: • Focalizar acontecimentos do passado identificados como críticos ou traumáticos. • Focalizar acontecimentos atuais que trouxeram grande emoção e relacioná-los com os acontecimentos do passado. • Focalizar tema com grande carga afetiva e relacioná-lo com acontecimentos semelhantes de fora da sessão.
  90. 90. Focalizar atenção nas emoções e sensações físicas. Perguntar sobre quando teve esta sensação pela primeira vez. Elaborar pensamentos e emoções vividos pela “criança”: • O que estava pensando? • O que estava sentindo?
  91. 91. Elaborar pensamentos e emoções vividos pela “criança”: • O que ela achava que estava acontecendo? • O que ela esperava do futuro? • O que passou a pensar sobre si mesmo? • O que passou a pensar sobre os outros? • Que crenças e regras estava construindo? • Quais as interpretações sobre sua capacidade de ser amada, competência, etc.
  92. 92. Resumir o significado pessoal associado à memória. Avaliar o pensamento do adulto: • Você acredita que esta crença é verdade? Colocar a posição adulta: • Exercícios dramáticos. • Discutir racionalmente com o paciente adulto.
  93. 93. Modificar as crenças da criança: • Trazer o adulto para a imagem • Trazer pessoa de confiança ou protetora  Com quem você gostaria de conversar?  O que você gostaria de ouvir?
  94. 94. Modificar as imagens de modo que a criança sinta controle e bem estar: • O que você quer que aconteça? • Modificar os acontecimentos dos outros na imagem. • Modificar o comportamento da criança. • Modificar as consequências. Avaliar os pensamentos e sentimentos após o exercício.
  95. 95. Esquemas ativados por acontecimentos não verbais: Temperatura, odores, sensações físicas, postura, tom de voz, velocidade do discurso, etc. Passos para modificação desses esquemas: • Identificação: Avaliação cuidadosa de situações desencadeantes, investigando modalidades sensoriais e procurando um padrão.
  96. 96. Passos para modificação desses esquemas: • Desafiar o conteúdo dos esquemas através de métodos verbais, com imagens ou físicos. • Colocar em palavras os esquemas evocados. • Ativar os esquemas deliberadamente usando os estímulos apropriados.
  97. 97. Bandura, Albert e col. – TEORIA SOCIAL COGNITIVA: Conceitos básicos, Artmed, 2008. Barlow, David (Org.) – “MANUAL CLÍNICO DOS TRANSTORNOS PSICOLÓGICOS”, Artes Médicas, 1999; Beck, A. e col – “TERAPIA COGNITIVA DA DEPRESSÃO”, Artes Médicas, 1979/1997; Burka, J. e Yuen, L. – PROCRASTINAÇÃO : POR QUE ADIAMOS AS DECISÕES? Nobel, São Paulo, 1991.
  98. 98. Caballo, V. – MANUAL DE TÉCNICAS DE TERAPIA E MODIFICAÇÃO DO COMPORTAMENTO. Ed. Santos, 1996. Caballo, V.E. – Manual de avaliação e treinamento das habilidades sociais. Ed. Santos, 2003. Ellis, A. – OVERCOMING DESTRUTIVE BELIEFS, FEELINGS AND BEHAVIORS. Prometheus Books, 2001.
  99. 99.  Gonçalves, O. – TERAPIAS COGNITVAS: teorias e práticas. Biblioteca das Ciências do Homem, 2000.  Everly, G. & Rosenfeld, R. (1979) THE NATURE AND TREATMENT OF THE STRESS RESPONSE, New York: Plenum Press.  Hawton, K. e col – “TERAPIA COGNITIVA- COMPORTAMENTAL DOS PROBLEMAS PSIQUIÁTRICOS: UM GUIA PRÁTICO”, Martins Fontes, 1997;  Knapp, P. – TERAPIA COGNITIVO- COMPORTAMENTAL NA PRÁTICA PSIQUIÁTRICA. Artmed, 2004.
  100. 100.  Lipp, M. E. N. (2000 ) INVENTÁRIO DE SINTOMAS PARA ADULTOS DE LIPP. São Paulo: Casa do Psicólogo.  Lipp, M. e Malagris, L. – O STRESS EMOCIONAL E SEU TRATAMENTO. In: Rangé, B. – PSICOTERAPIA COGNITVO- COMPORTAMENTAIS: um diálogo com a psiquiatria. Artmed, 2001.  Seligman, M. – “DESAMPARO: SOBRE DEPRESSÃO, DESENVOLVIMENTO E MORTE”. Hucitec-Edusp, 1977.  Young, Jeffrey – “TERAPIA COGNITIVA DO TRANSTORNOS DE PERSONALIDADE: UMA ABORDAGEM FOCADA NO ESQUEMA”. ArtMed, 2003.
  • CludiaBachilli

    Sep. 4, 2021
  • AnaCarolinaSenadeAle

    Apr. 26, 2021
  • AnaLuciaDemamanGarci

    Mar. 26, 2021
  • EliasSantana27

    Jan. 17, 2021
  • nartosface

    Nov. 1, 2020
  • VanessaMontanare

    Aug. 29, 2020
  • SusanSoto1

    Jun. 19, 2020
  • BiancaOliveiraTst

    Mar. 28, 2020
  • IsisPsi

    Dec. 1, 2019
  • leoniamaria

    Oct. 19, 2019
  • lcheveau

    Aug. 30, 2019
  • LiliMieko

    Aug. 27, 2019
  • PauloHenriqueMaiaDua

    Aug. 19, 2019
  • MrciaSantos101

    Mar. 7, 2019
  • JulianaPinto28

    Jun. 14, 2018
  • OlviaAndrade1

    Apr. 17, 2018
  • armando41964

    Mar. 15, 2018
  • PaulaGalhego

    Mar. 10, 2018
  • GabrielaCarvalho142

    Feb. 27, 2018
  • LeidyaneSimplicioXav

    Nov. 27, 2017

Em Terapia Cognitiva, o tratamento baseia-se tanto em uma formulação cognitiva de um transtorno específico como em sua aplicação à conceituação e entendimento do paciente individualmente.

Views

Total views

6,889

On Slideshare

0

From embeds

0

Number of embeds

1

Actions

Downloads

178

Shares

0

Comments

0

Likes

34

×