Unidade Didática

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Unidade didatica relacionada a solos e águas desenvolvida e aplicada no Estágio Obrigatório em ciências - 1º semestre de 2011 - Universidade Federal do Rio Grande

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Unidade Didática

  1. 1. UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM CIÊNCIAS. ENSINO FUNDAMENTALProfªs Orientadoras: Paula Ribeiro, Raquel Quadrado, Suzana, Silvia. UNIDADE DIDÁTICA ACADÊMICO: MARCELO GOMES DE OLIVEIRA, 37905, marcelobiosul@hotmail.com, http://biosul.blogspot.com ESCOLA MUNICIPAL DE ENSINO FUNDAMENTAL PORTO SEGURO PROFª.: SÍLVIA CORRÊA SÉRIE/ANO : 6º ANO/ 6ºB Rio Grande, junho de 2011. 1
  2. 2. “há que se cuidar do broto,pra que a vida nos dê flor ... e frutos”Trecho da música: Coração de estudante 2
  3. 3. I DADOS DO ESTÁGIAO: 4II TÍTULO DA UNIDADE DIDÁTICA: 5III ENTREVISTA COM A PROFESSORA: 6IV ANÁLISE DA AULA 7V DEPENDÊNCIAS DA ESCOLA 8VI INTRODUÇÃO 9VII OBJETIVOS GERAIS 11VIII OBJETIVOS ESPECÍFICOS 12IX CRONOGRAMA 13X PLANOS DE AULAS 14XI REFLEXÕES 52XII CONTEÚDOS: 62XII a. CONCEITUAIS: 62XII b. ATITUDINAIS: 63XII c. PROCEDIMENTAIS: 63XIII AUTO AVALIAÇÃO: 64XIV CONSIDERAÇÕES FINAIS: 64XVI REFERÊNCIAS: 65 3
  4. 4. I DADOS DO ESTÁGIAO: Escola Municipal de Ensino Fundamental Porto Seguro. Bairro: Parque Marinha. Cidade do Rio Grande –RS. Turno do estágio: tarde. Quintas-feiras (1 período), Sexta-feira (2 periodos) Séria/ano: 6ºano, 6B. Total de alun@s: 26 PROFESSORA TITULAR: Sílvia Correa, formada em Ciências biológicas Licenciatura pela Universidade Federal do Rio Grande. DISCIPLINA CIÊNCIAS 4
  5. 5. II TÍTULO DA UNIDADE DIDÁTICA:Um planeta melhor para as gerações futuras! Solos Saudáveis e a água limpa. 5
  6. 6. III ENTREVISTA COM A PROFESSORA:1)Em que curso a professora é formada?Licenciatura em Ciências – Habilitação em Biologia.2) Onde fez sua formação? FURG.3)Há quantos anos leciona? Em abril vou completar11 anos.4)Quantas horas tem em sala de aula? Em queséries? Quantas turmas? Qual a média de alunospor turma? 40 horas semanais em sala de aula + 10horas no projeto quero-quero, onde dou acessoriaem educação ambiental à professores da escola.Leciono de 5ª a 8ª séries, num total de 10 turmas. A média de alunos por turma é de 25.5)Trabalha em outro lugar? Qual e quantas horas? 20 no estado (escola AlmiranteTamandaré) e 30 no município (escola Porto Seguro)6)Quais são os objetivos que espera alcançar com sua proposta de trabalho? Que os alunosaprendam a raciocinar e não simplesmente decorar os conteúdos.7)Adota o livro didático? Qual? Baseado em que faz a escolha do mesmo? É comprado pelosalunos ou distribuem na escola? As aulas são exclusivamente nesse livro? Os livros sãocedidos pelo Governo, utilizo o livro do Carlos Barros – Ciências e meio ambiente, mas não ouso com muita freqüência, até porque não tem livros para todos os alunos.8) Se não adota o livro, em que se baseia para preparar as aulas? Como os alunos dispõemdos assuntos abordados na aula? Utilizo livros, reportagens de jornais e revistas, internet.Costumo passar textos no quadro ou levar Xerox dos mesmos.9) Qual a metodologia habitual de trabalho? Bastante variada ( aulas práticas, leitura einterpretação de textos, jogos, etc)10)Como organiza o trabalho dos alunos (individual, em grupo)? O que motiva essaorganização? Turmas agitadas é difícil fazer trabalhos em grupo. Mesmo assim, durante obimestre costumo fazer um trabalho em grupo, pois acredito que eles (os alunos se ajudamquando há dificuldade).11) Faz aulas práticas? Sim ou não por quê?Ás vezes. É difícil organizar as aulas (por falta de tempo) e também é difícil manter osalunos motivados.12)Qual sua opinião a respeito da avaliação? Como avalia? Faço avaliação qualitativa, prova,trabalhos (pode ser jogo, pesquisa, organização de panfletos, livros, enfim, depende doassunto). A maioria dos pais e em alguns casos, a própria direção, não estão interessados naaprendizagem , mas sim se o aluno aprovou. Atualmente a avaliação não mede o progresso doaluno, mas sim a capacidade que ele tem em reter ou não informações. 6
  7. 7. IV ANÁLISE DA AULA Cheguei alguns minutos antes para conhecer as dependências da escola. Chamou-me muita atenção de que no lado de fora da escola havia uma pista de skate e um campinho de futebol, logo percebi que ali havia uma comunidade bem entrosada e participativa. Já ouvira histórias que o Parque Marinha não era um bairro bom para se viver. Mas através do contato que tive com a escola e com as crianças que lá estudam, estes boatos foram derrubados. Esperei a professora Sílvia chegar. @s educand@s esperam o sinal para entrarem na escola. Logo cumprimentaram a professora e foram se acomodando em seus lugares. Até então eu era um elemento externo na sala, mas com o passar da aula percebi que foram se soltando e começaram a me enxergar como um estudante, assim como eles. Silvia iniciou a aula recapitulando o assunto trabalhado na semana anterior. Percebi que estavam estudando ecologia, pois a turma já parecia familiarizada aos conceitos ecológicos de: consumidores, decompositores e produtores. Percebi que a turma era bem participativa e questionadora. Logo que a professora entregou o exercício el@s buscaram fazer o mais rápido para que iniciasse a correção. Notei que conversas paralelas poderiam ser o grande obstáculo para mim, pois como são crianças e adolescentes, os assuntos são diversos e gostam muito de brincar. Minhas aulas deveriam ser atrativas o bastante para que eu pudesse instigá-l@s a estudar de forma crítica. No final do período a professora comunicou a toda turma que eu seria o profº de Ciências nas próximas aulas. Logo me apresentei, conversamos um pouquinho assim senti um pouco da energia da turma. Gostei muito da aula da profª Silvia, achei que é competente e proporciona em suas aulas momentos de leitura, e isso é realmente importante. ―É a forma que avaliarei suas aprendizagens...‖ 7
  8. 8. V DEPENDÊNCIAS DA ESCOLA A escola é muito bem cuidada. Fiquei surpreso ao entrar na sala, pois não havia vidros quebrados, nem classes mal cuidadas, muito menos paredes riscadas. O Pátio da escola Porto Seguro é rico em verde o que me pareceu que @s professor@s tem uma consciência ecológica bem desenvolvida. Muitas flores e espaços de gramíneas. As paredes das salas estão bem conservadas. Há ventiladores e cortinas em sala. Quadro negro e lixinhos bem higiênicos. Há um refeitório bem estruturado, onde a turminha faz seu lanche. Notei que nas tardes há suco, vitamina, bolachinha e frutas, muito bem aceito por tod@s. Na hora da merenda eles são avisados em sala. Há laboratório de informática com cerca de 20 computadores novos adquiridos pelo projeto Escuna. Projetor de Islides e um notebook para uso dos professores. Há um laboratório de Ciências que foi montado pela profª Silvia. Há alguns modelos biológicos, contudo não há microscópios e lupas. A biblioteca é rica com inúmeras obras, cuja turminha troca livros semanalmente. Este hábito é bem difundido. Na escola há um ginásio poliesportivo e uma quadra para a prática de esportes. 8
  9. 9. VI INTRODUÇÃO A teoria e a práxis no Ensino de Ciências são aliadas para que @sEducador@s possam compreender o processo ensino-aprendizagem e assimfazerem uma leitura de mundo adequada e a partir disso aplicar no contextode sala de aula. A reflexão e a ação no trabalho pedagógico sãoinstrumentos de transformação e formação. Pois a reflexão transforma osujeito através do dialogo com sigo mediado pela escrita com interação dasorientadoras que conosco caminharam durante este semestre. A açãopedagógica é nosso meio de tocarmos de forma elegante e educada aquelas30 crianças que vivenciaram 2 ou 3 períodos de ensino de Ciências, e queatravés de uma recíproca verdadeira nos ensinaram tanto quantoaprenderam nossos conceitos e conteúdos. É nesse sentido que encontramos no ensino de Ciência uma Filosofiade Vida, Por um lado um corpo de conhecimento, uma matériaacadêmica/escolar onde sustenta verdades as inúmeras perguntas sobre aNatureza das coisas e que estão subordinadas a respostas dos livrosdidáticos. Por outro lado em uma contraconcepção a isto pensamos que oensino de Ciência é um filosofar onde o mais importante são as perguntasque noss@s fantástic@s Alun@s fazem-nos,que as respostas mornas que muitas vezesdesaguamos nel@s. O que poderia eu responder quandoum aluno me perguntou:―- Professor! As nuvens são de algodão?‖ Será que seremos nós os responsáveispor podar todo o imaginário criativo e lúdicod@s noss@s pquenin@s para ensinar umaciência muitas vezes fria que está às vezesserviço das forças hegemônicas. Vivenciar o ensino de Ciências neste novo milênio para todos aquelesque criticam seus modos de vidas, como eu, antes de perceber @s outr@s, éparar nossa atividade do dia-a-dia e pensar:- para onde vai esta garrafa pet que acabo de colocar no lixo do centro dacidade? 9
  10. 10. - por que a bateria do meu celular dura apenas um ano, e devo no finaltrocar meu aparelho? O que os recursos hídricos tem haver com essecelular? Há algo de tóxico aqui? A terra absorve estes elementos?-Será que a água do mundo vai acabar? O que a descarga do meu banheirotem haver com o consumo de água da casa de meu pai e quanto custa isso nofinal das conta?- Por que os rios estão morrendo? E por que tanta hidroelétrica, Prof@?- Por que dizem que a cada minuto desaparece uma espécie deanimal/vegetal mesmo antes de ser descrita? O que é ecologia? Das inúmeras vezes que estas perguntas pairaram sobre nossospensamentos e até nas nossas aulas, foram raras vezes que fomos realmentefazer a pesquisa. Apenas escutamos algo ou ouvimos no noticiário e natelevisão. Percebemos que @s educador@s em formação devem estar emconstante estudo e pesquisa, devido ao fluxo de informação na rede e asentrelinhas dos comercias televisivos. Assim concordamos com Steimbergque as pedagogias culturais funcionam de modo eficaz: ―Pedagogia cultural supõe que a educação ocorra ―numa variedade de áreas sociais, incluindo mas não se limitando à escolar. Áreas pedagógicas são aqueles lugares onde o poder é organizado e difundido, incluindo-se bibliotecas, TV, cinemas, jornais, revistas, brinquedos, propagandas, videogames, livros, esportes, etc‖. Noss@s jovens estão conectados a internet, ligados a redes sociais.Assistem seus programas favoritos natelevisão e levam toda estas informações parao espaço escolar. Penso que o ensino de ciência vem aoencontro dessas questões atuais. Como: ainformática, os seres vivos, a saúde, o homem,o sistema como um todo. Micro eMacrocosmos. Nestes planos de aula seguintes que desenvolvemos na escola PortoSeguro, no Parque Marinha da Cidade do Rio Grande, há um tanto de mim...Do sujeito questionador. Do cidadão insatisfeito com a democracia. Doaluno/estudante/professor/pesquisador mutante e ator nesse cenário. Do 10
  11. 11. menino/adulto e do jovem/Educador, do sonhador... Há nestes planos ummovimento de tentar buscar um melhor tom a fim de seduzir e atençãodequel@s para quem foram destinatários destas aulas. Para a garotada daturma 6B. Nestes planos e reflexões há um tanto de Bianca, Endrel, Lázaro,Pâmela, Patrick, Luis, Ingrid, Carol, Eduarda, Geovana, Izabel, Andrey entreoutr@s... Nestas reflexãos há uma poção mágica que se chama Paula. Hádiálogos de Raquel. Há dicas de Suzana. Nestes planos há pitadas deEsperança, há temperos de Utopias, há kilogramas de trabalho, há horas deReflexão e há um perfume todo especial que dá vida ao prazer de fazer bemao próximo.VII OBJETIVOS GERAIS Trabalhar os assuntos de forma clara e objetiva, partindo do simplespara o complexo, dentro da realidade d@s educando@s através de exemploscotidianos, noticiários, jornais, temas geradores e realidade local dosecossistemas e ambiente. As aulas desenvolvidas durante a disciplina de Estágio supervisionadoem Ciências tiveram por objetivo gerais relacionar os aspectos de formaçãode solos, composição dos solos, tipos de solos e recursos naturais nelesexistentes. Entender práticas agrícolas amigáveis da terra. Desenvolver n@s alun@s uma consciência ecológica e evolutiva,trabalhando sua capacidade de refletir, argumentar e concluir, bem como 11
  12. 12. explorar a capacidade de expressão verbal e escrita, combinando os temastrabalhados, assuntos atuais de forma a resgatar estes valores. Promover um conhecimento sistêmico ecológico e integrado a um todocondizendo com as bases teóricas e práticas da Educação Ambiental. Proporcionar um ensino de ciências dialógico com as outras disciplinasdo conhecimento e facilitar que @s educandos compreendam inteiramenteos fatos físicos, sociais, políticos, artísticos etc. no contexto social, ou seja,os ―estudos do meio‖ indicados por KRASILCHIK.VIII OBJETIVOS ESPECÍFICOS Desenvolver as primeiras noções sobre solo e reconhecer diferentestipos de solos. Compreender a importância de cuidar dos solos. Capacidadede distinguir diferentes tipos de adubação assim como a importânciaIrrigação adequada. Conhecer drenagem e entender acidez dos solos e asconseqüências da erosão – Deslizamentos e soterramentos. Tivemos como objetivo a construção de um pequeno herbário e de umacomposteira para que em casa @s educand@s reciclem e separem o lixoorgânico do lixo inorgânico, os seja, apreendo a fazer o composto orgânicopara agregar nutrientes ao solo. Demonstrar a importância do consumo consciente na atualidadefrente ao esgotamento dos recursos naturais não renováveis. Distinguirrecursos naturais renováveis dos não renováveis. Entender qual é o motivoque leva o mundo moderno globalizado se direciona para as tecnologiaslimpas e a importância das mudanças radicais nas atitudes/comportamentosbásicos como: Sacolas renováveis - Reutilização das garrafas pets – consumoconsciente - Papéis recicláveis – utilização – reutilização – descarteadequado para reciclagem. Nossas aulas tiveram como atenção específica o estudo da água comoelemento fundamental para a vida. Também procuramos entender a poluiçãoe seus efeitos nocivos para as futuras gerações. Buscamos através denossos exemplos e exercícios faze-l@s refletir a respeito do esgotamentodos recursos hídricos. 12
  13. 13. IX CRONOGRAMAAULA DATA TEMAPLANO 1 14/15 ABRIL SOLOS E SUAS CARACTERÍSTICASPLANO 2 28/29 ABRIL TIPOS DE SOLOS E FERTILIDADE DOS SOLOSPLANO 3 5/6 MAIO PRESERVANDO SOLOSPLANO 4 12/13 MAIO RENOVÁVEIS OU NÃOPLANO 5 19/20 MAIO COMBUSTIVEIS FÓSSEISPLANO 6 26/27 MAIO AGUA E VIDAPLANO 7 2/3 JUNHO PLANETA AZULPLANO 8 9/10 JUNHO ESTADOS FÍSICOS DA ÁGUAPLANO 9 16/17 JUNHO GELO DE ÁGUAPLANO 10 23/24 JUNHO DISTRIBUIÇÃO DE ÁGUA NO PLANETA 13
  14. 14. X PLANOS DE AULAS O solo e as suas característicasObjetivos- Desenvolver as primeiras noções sobre solo.- Reconhecer diferentes tipos de solo.- Compreender a importância de cuidar do solo.- Estimular escrita, leitura e interpretação dos educandos.Conteúdos- Características de alguns componentes do solo- Camadas do solo e Rocha matrizTempo estimado2 aulas.Material necessárioLousa, giz colorido.Levar folhasPROCEDIMENTOS:1º MOMENTO: diálogos e provocações com a turma:Qual é a importância do solo?O solo que visualizamos sempre foi assim?Existem solos diferentes?2° MOMENTO:Explicação através de desenhos e esquemas no quadro. (camadas do solo,composição do solo, diferenças de composiçãoARENOSO/ARGILOSO/HUMÍFERO.3º MOMENTO:Leitura reflexiva do Livro, pág 126, 126, 127PRÁTICA: observação de solos 14
  15. 15. Preparação da prática:Será previamente preparado 3 recipientes com tipos de solos distintos:1 - ARENOSO: grande concentração de Areia2- Argiloso: argila e componentes3 - Solo fértil: terra escura e material em decomposição (húmus):A Turma será dividida em duplas/trios e entregue lupas-de-mão paraobservação das partículas que constituem o solo. Solicitar aos educandosque façam o registro do que visualizaram, no final da aula este trabalho serárecolhido. O solo tem uma história: o solo em que pisamos e construímos o prédio daescola nem sempre foi assim. O aspecto atual do solo é resultado de milhões deanos de transformações. Assas transformações continuam acontecendo.Acompanhando o seguinte raciocínio: durante do dia as rochas são aquecidas pelaluz do sul se dilatam ligeiramente; à noite, elas ficam frias e se contraem,lentamente, ao longo do tempo, esse processo vai fragmentando as rochas. O Ventoe a água também causam uma vagarosa modificação nas rochas. Essasmodificações nas rochas originam partículas menores e mais alteradas. Partemineral do solo: Os seres vivos, plantas rasteiras e líquens, podem se instalar na superfície alterada derochas – suas raízes liberam substâncias que contribuem para a alteração das rochas. Os organismo em decomposição, e restos de seres vivos como fezes erestos de folhas aos poucos são incorporados ao solo em formação. Esse materialvai constituir a parte ORGÂNICA do solo e será decomposto por bactérias efungos. 15
  16. 16. Intemperismo = é o conjunto de todas as modificações que desagregam edecompõem uma rocha. O calor, a chuva, o frio, o vento são exemplos de agentes dointemperismo A PARTE MINERAL + PARTE ORGÂNICA + ÁGUA + AR = SOLO. A camada superficial do solo é chamado também de solo agrícola, essacamada é geralmente mais escura, fofa, úmida, rica em matéria orgânica, saisminerais e microorganismos. Abaixo dela há uma de rocha parcialmentefragmentada, com minerais, pouca ou nenhuma matéria orgânica, e poucosmicroorganismos. Logo abaixo existe uma camada de rochas fragmentadas. Maisabaixo é encontrado um bloco de rocha sólida a ROCHA MATRIZ. Ela é chamadaassim porque sua parte, que um dia aflorou na superfície da terra, FOIALTERADA PELO INTEMPERISMO E ORIGINOU O SOLO. FERTILIDADE DO SOLO: O QUE PODEMOS PENSAR QUE É UM SOLO FÉRTIL? 50% do solo é composto por partículas sólidas, Desses 50% apenas 5% é matéria orgânica, o restante ou seja __ é de matéria mineral.A outra metade, isto é, os outros 50% é constituído de 25% de água e 25% de ar. 16
  17. 17. Fertilidade do solo; tipos de adubaçãoObjetivos- Desenvolver noções sobre cuidados com solo.- Reconhecer diferentes tipos de adubação.- Compreender a importância Irrigação, drenagem e acidez.- Estimular escrita, leitura e interpretação dos educandos.Conteúdos- Adubação Orgânica- Adubação Verde- Adubação InorgânicaTempo estimado1 aulas.Material necessárioLousa, giz colorido.Levar folhasCuriosidade:No dia 03 de maio é o DIA MUNDIAL DO SOLO.Texto de apoio: No Livro da turma (pág. 130 a 133)Ciências e Meio Ambiente – Carlos Barros 17
  18. 18. PROCEDIMENTOS:1º MOMENTO: diálogos e provocações com a turma:Você já viu alguém adubando a terra?Como você acha que o adubo beneficia as plantas?2° MOMENTO:Texto explicativo no quadro sobre Adubação orgânica, adubação verde,adubação inorgânica. Explicação da matéria. (pag 130, 131, 132)3º MOMENTO: Análise do terrário e entrega dos exercício para ksa.Preparação do terráreo: "É possível acompanhar a germinação de diferentes sementes e vercomo se comportam pequenos animais, como as joaninhas e os grilos, nesseespaço". Os terrários devem ser construídos de maneira que possam imitar ohabitat natural das espécies, com plantas, rochas, etc. Em um terrário devemos controlar a temperatura, umidade,iluminação e ventilação, além dos cuidados próprios com a parte aquática,quando esta existir. 18
  19. 19. Ciências, cotidiano e Meio AmbienteAs Engenheir@s da vida: Besouros, Formigas, cupins, minhocas, bactérias e Fungos... A maioriadas pessoas não se lembram dos pequeninos seres vivos que vivem nointerior do solo, a não ser naqueles momentos que eles causam algumprejuízo. Sem esses organismos a agricultura não existiria. As minhocas sãoantigas aliadas dos seres humanos no trabalho com a terra, elas atuam comoverdadeiros arados naturais, constroem galerias subterrâneas que torna osolo mais arável e permeável, permitindo que as raízes das plantas recebamoxigênio e água, empregado na fotossíntese. Ao removerem o solo asminhocas depositam suas fezes na terra o que contribui para a fertilidadedo solo, com isso as minhocas reciclam a cada ano toneladas de solo.Exercícios para casa:A partir do texto, faça um desenho ou recorte de revista que venha aoencontro do que estudamos em aula. Consulte o caderno! 19
  20. 20. PRESERVANDO O SOLOObjetivos- Desenvolver noções SOBRE EROSÕES no solo.- Reconhecer diferentes tipos de erosões.- Compreender a importância Irrigação, práticas agrícolas adequadas.- Estimular escrita, leitura e interpretação dos educandos.Conteúdos- Erosão- Erosão pela água- Erosão pelo vento- praticas agrícolas adequadasTempo estimado2 aulas.Material necessárioLousa, giz colorido.Levar folhasCartaz com tipos de erosãoCuriosidade:Programa nacional contra a desertificação. (comentar sobre o plano)Texto de apoio:Livro da turma (pág. 137 a 145) 20
  21. 21. PROCEDIMENTOS:1º MOMENTO: diálogos e provocações com a turma:De que forma as queimadas degradar o solo?De que forma as chuva pode degradar o solo?2° MOMENTO:Texto explicativo no quadro sobre Adubação orgânica, adubação verde,adubação inorgânica. Explicação da matéria na lousa. (pag 138, 139, 142)3º MOMENTO: Montagem da composteira.Como fazer1) recipiente de madeira (caixa de frutas de madeira, levadas pelo facilitador) ou tijolos, coloque os resíduos naproporção de 25% de restos de comida e 75% de materiais secos - papéis, papelão e palha. É preciso respeitaressas quantidades para que os alimentos não se tornem uma massa compacta e mal cheirosa. Pequenos espaçosentre a comida e os materiais secos garantem o ar necessário para o processo de decomposição acontecer.2) Ponha mais material seco em cima da pilha, umedeça bastante com água e depois cubra a composteira.3) Deixe descansar por cerca de 15 dias. Depois disso, revire o material com a ajuda da pá, mais ou menos uma vezpor semana e acrescente água sempre que a mistura estiver seca demais.4) A duração do processo pode variar em função da quantidade de resíduos e da umidade disponível, entre outrosfatores. Por isso, é importante estar atento à transformação que passa a acontecer - o lixo começa a ganhar oaspecto de solo fértil. Quando isso acontecer, o novo solo pode ser usado para cultivo de hortaliças, plantas eflores. Se a muda for muito pequena e a aparência do solo estiver ruim, recomenda-se peneirá-lo antes do uso 21
  22. 22. Ciências, cotidiano e Meio AmbienteFazendo uma Composteira no Lar :1) recipiente de madeira (caixa de frutas de madeira, e ou balde FURADOou tijolos, coloque os resíduos (casca de FRUTAS, restos de LEGUMES naproporção de 25% de restos de comida e 75% de materiais secos(GRAMA/folha SECA) - papéis, papelão e palha. É preciso respeitar essasquantidades para que os alimentos não se tornem uma massa compacta e malcheirosa. Pequenos espaços entre a comida e os materiais secos garantem oar necessário para o processo de decomposição acontecer.2) Ponha mais material seco em cima da restos de legumes, frutas, pão,embolorado, umedeça bastante com água e depois cubra a composteira.3) Deixe descansar por cerca de 15 dias. Depois disso, revire o material coma ajuda da pá, mais ou menos uma vez por semana e acrescente água sempreque a mistura estiver seca demais.4) A duração do processo pode variar em função da quantidade de resíduose da umidade disponível, entre outros fatores. Por isso, é importante estaratento à transformação que passa a acontecer - o lixo começa a ganhar oaspecto de solo fértil. Quando isso acontecer, o novo solo pode ser usadopara cultivo de hortaliças, plantas e flores. Se a muda for muito pequena e aaparência do solo estiver ruim, recomenda-se peneirá-lo antes de usá-lo. Oprocesso pode durar meses, para que vc tenha um COMPOSTO ORGÂNICORICO EM NUTRIENTES PARA SUAS PLANTINHAS.IMPORTANTE SABER: Não colocar absolutamente nada de origem animal(ex.: Restos de carne, frango, peixe) isso pode estragar o processo dedecomposição.Deve haver uma grande concentração de material seco e geralmente acomposteira deve estar úmida e Tampada,Escolha um lugar estratégico, permanente, sombreado.Bom Trabalho amiguinh@! 22
  23. 23. EXISTEM MUITAS BOAS RAZÕES PARA VOCÊ FAZER UM COMPOSTO:DESSA FORMA VOCÊ DEVOLVE OS NUTRIENTES PARA A TERRA!A MATÉRIA ORGGÂNICA NÃO PRECISA OCUPAR ESPAÇOES NOS LIXÕESE ATERROS SANITÁRIOS. ELA É ÚTIL.O COMPOSTO AUMENTA A QUALIDADE DA TERRA, COM ISSO AUMENTAO NÚMERO DE MINHOCAS E PREVINE A EROSÃO.ALIMENTAR OS ORGANISMPOS DO SOLO AJUDA NA RECUPERAÇÃO DATERRA DO SEU JARDIM OU HORTINHA.MELHORANDO A TERRA, O COMPOSTO AUMENTA A PRODUÇÃO DEFRUTAS E VERDURAS, QUE ALIMENTAM A SUA FAMÍLIA OU ESCOLA.QUE OUTRAS RAZÕES VOCÊ PODE PENSAR?________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________DESENHE ou LISTE OS RESÍDUOS ORGÂNICOS QUE FORAMADICIONADOS NA COMPOSTEIRA CASEIRA LEMBRANDO DE USAR ASCORES QUE DE CADA RESÍDUO. (FONTE: LIVRO CRIANDO HABITATS NA ESCOLA SUSTENTÁVEL– LUCIA LEGAN) 23
  24. 24. Renovável ou não?Objetivos- Desenvolver noções sobre recursos RENOVÁVEIS E NÃORENOVÁVEIS.- Reconhecer e classificar produtos como renováveis ou não.- Compreender a importância da reciclagem para o equilíbrio ecológico.- Exercitar escrita, leitura e interpretação dos educandos.Conteúdos- significado de recursos naturais renováveis- significado de recursos naturais não-renovável- Reciclagem para desenvolvimento sustentável.Tempo estimado1 aulas.Material necessárioLousa, giz colorido.Levar folhasCuriosidade:Coleta seletiva de lixoTexto de apoio: Livro da turma (pág. 118 a 121) 24
  25. 25. PROCEDIMENTOS:1º MOMENTO: diálogos e provocações com a turma:Qual é o siguinificado da palavra renovar?Você acha sobre o petróleo, um recurso renovável, ou não?...e a água, é renovável ou não?2° MOMENTO:Texto explicativo no quadro sobre consumo dos recursos naturaisrenováveis. Explicação da matéria na lousa. (pág 118, 119, 120)3º MOMENTO: assistir o filme a história das coisas.Questão sobre o Filme: ―A história das coisas.‖ (21 min.)De que forma o consumo está afetando o planeta Terra?Três exemplos de coisas que são “criadas para ir para o lixo”: 25
  26. 26. Escola M E. F Porto Seguro. Turma 6ºB Marcelo Gomes, Acadêmico do Curso Ciências Biolígicas Licenciatura – 4º anoRenovável ou não?Entendemos renovar como substituir por coisa nova, corrigir, restabelecer,reaparecer, e portanto renovável é aquilo que se pode renovar. Observe asimagens e classifique os produtos como renováveis ou não renováveis: Gado ___________________________ Laranjas __________________________ Gado latas de alumínio Petróleo ___________________________ Peixe (atividade pesqueira) Carvão Mineral ___________________________ ___________________________Questões para pensar e escrever: Qual é a importância de reconhecermos se osprodutos que consumimos são de origem renováveis e não renováveis: Renovável ou não: 26
  27. 27. Se colhermos vegetais para nos alimentar, depois podemos plantaroutro para substituí-los. Mesmo que agente pesque peixes e camarões, porexemplo, em geral ainda restam indivíduos dessa espécie no ambiente; essesanimais se reproduzem e geram novos indivíduos. O gás oxigênio que amaioria dos seres vivos retiram do ambiente e usa na respiração, é repostopor meio da fotossíntese. Plantas, animais e gás oxigênio são exemplos derecursos naturais que podem ser repostos no meio ambiente à medida quesão consumidos, por isso são chamados de recursos naturais renováveis. O consumo desses recursos, entretanto, não deve superar a suareposição no ambiente. Do contrário, eles podem se esgotar e gerardesequilíbrio ecológico. A pesca predatória, por exemplo, pode provocar aextinção de espécies de um ambiente. O petróleo, o gás natural, o carvão mineral, os minérios metálicos e aspedras preciosas são recursos naturais que demoraram milhões de anos parase formar. Eles são considerados recursos naturais não renováveis. Porserem extraídos do ambiente e não poderem ser repostos, esses recursospodem vir a esgotar-se na natureza. Existem medidas que devem ser adotadas para evitar o rápidoesgotamento dos recursos naturais não renováveis. Dentre as quaisdestacamos: - Planejar CUIDADOSAMENTE E FISCALIZAR COM RIGOR SUAEXTRAÇÃO E UTILIZAÇÃO, EVITANDO ASSIM O DESPERDÍCIO E OCONSUMO EXSSÍVO. - SUBSTITUIR PRODUTOS QUE POSSAM SUBSTITUÍ-LOS. - PROMOVER SEMPRE QUE POSSÍVEL, A RECICLAGEM DESSESRECURSOS. 27
  28. 28. Os combustíveis fósseisObjetivos- Desenvolver as primeiras noções sobre combustíveis fósseis.- Reconhecer os diferentes tipos de combustíveis fósseis.- Compreender a importância do consumo consciente.- Exercitar escrita, leitura e interpretação dos educandosConteúdos- Significado da palavra petróleo.- formação do petróleo.- gás natural- carvão mineralTempo estimado2 aulas.Material necessárioLousa, giz colorido.Folhas para anotaçãoTexto Apoio: Livro utilizado pela Escola.(Pág. 109 à 113)Curiosidade: 28
  29. 29. Procedimento:1º momento: Diálogos e provocações com a turma:De onde vem o combustível que é utilizado nos veículos?De onde vem o Carvão que é utilizado nas usinas Termoelétricas?Como o elevado consumo de combustíveis fósseis poderá estar colaborandocom o efeito estufa? 2º momento: Explicação através de desenhos e esquemas no quadro.Petróleo.Gás natural.Carvão Mineral3º Momento: Leitura do livro e exercíciosImagem de apoio: 29
  30. 30. Texto de apoio: O petróleo é uma substância oleosa, inflamável, menos densa que a água,com cheiro característico e de cor variando entre o negro e o castanho escuro.Embora objeto de muitas discussões no passado, hoje tem-se como certa a suaorigem orgânica, sendo uma combinação de moléculas de carbono e hidrogênio.Admite-se que esta origem esteja ligada à decomposição dos seres que compõem oplâncton, causada pela pouca oxigenação e pela ação de bactérias.Estes seres decompostos foram, ao longo de milhões de anos, se acumul ando nofundo dos mares e dos lagos, sendo pressionados pelos movimentos da crostaterrestre e transformaram-se na substância oleosa que é o petróleo.Ao contrário doque se pensa, o petróleo não permanece na rocha que foi gerado - a rocha matriz -mas desloca-se até encontrar um terreno apropriado para se concentrar.Estes terrenos são denominados bacias sedimentares, formadas por camadas oulençóis porosos de areia, arenitos ou calcários. O petróleo aloja-se ali, ocupando osporos rochosos como forma "lagos". Ele acumula-se, formando jazidas. Ali sãoencontrados o gás natural, na parte mais alta, e petróleo e água nas mais baixas. Exercícios:1 - O que significa o a palavra petróleo? E por que é um combustívelfóssil?2 – 5 Exemplos de produtos derivados do petróleo.3 – Por que se que o gás natural é uma energia limpa?4 – Por que o carvão mineral é mais poluente?5 – Como nossas escolhas enquanto consumidor poderá diminuir oconsumo de petróleo?6 – Um dos produtos derivados do petróleo é o polietileno, queé transformado em sacolas plásticas e embalagens.Segundo o que você estudou em sala, por que as Sacolas retornáveis éuma atitude ecológica? Reutilizar papel também é uma forma de consumo consciente – Bons estudos galera! 30
  31. 31. Água e vidaObjetivos: - Definir o que é água - Definir as importâncias da água - Entender a importância de preservar a água - Expressar-se oralmente frente aos colegasConteúdos abordados: - O que é água - As importâncias da água - Como e porque preservar a águaTempo estimado: 2 aulaMaterial Necessário Lousa, giz colorido Folhas para anotaçãoTexto de apoio: Livro utilizado pela Escola. (Pág 150 à 155)Procedimentos: 1º Momento: Diálogos e provocações com a turma. Aplicação da proposta didática- A água e o homem, que promove umquestionamento direcionado aos alunos e provoca o pensamento a respeitodas questões centrais do tema. (Unidade 1 – conhecendo as idéias dos alunos) Podemos sobreviver sem água? 31
  32. 32. Quanta água uma pessoa precisa ingerir diariamente parasobreviver? Quanto tempo uma pessoa sobrevive sem água? Todos seres vivos sobrevivem sem água? Onde existe água? Usamos qualquer tipo de água? Que água podemos beber. Podemos usar a água sem nos preocuparmos com a quantidade queestamos gastando? A agricultura seria possível sem água? 2º MOMENTO, Explicação através de desenhos e esquemas noquadro: Molécula da água, Água e seres vivos 3º momento leitura do livro e exercícios do livro. 32
  33. 33. O que é água? É uma substância química composta de doishidrogênios e um oxigênio, é um composto que é essencial para todasas formas de vida. Ela é importante para a sobrevivência de árvores e plantas, poisé a partir da água que elas conseguem se alimentar e realizar suafotossíntese; é importante para animais que habitam essesambientes; a higiene das pessoas também depende da água; todosprecisamos beber água, nosso corpo é constituído basicamente deágua (75% do cérebro é água, 86% dos pulmões, 86% do fígado, 75%dos músculos, 75% do coração, 83% dos rins 81% do sangue), e nossocorpo não agüenta mais de três dias sem beber água, já sem comerpodemos ficar cerca de 28 dias. A água potável é um recurso natural muito utilizado por todos,porém devemos preservá-la para ela não terminar. Convém recordarque, para entender as múltiplas necessidades de água nos sereshumanos, dispomos de uma quantidade muito pequena em relação aototal existente no planeta pois somente 3% dessa água é doce. O consumo de água se divide, aproximadamente, da seguintemaneira: água na agricultura representa 69%, a indústria consome23% e o uso doméstico requer 8%. Todo esse uso, e forma como ela éusada, implica na perda de quantidade de água disponível.Exrecícios:1) DE QUE SUBSTÂNCIA QUÍMICA É COMPOSTA A MOLÉCULA DA ÁGUA?2) Faça um desenho ilustrando que a água é uma substância fundamental no nosso cotidiano: 33
  34. 34. Planeta azulObjetivos: - Estudar a quantidade de água no planeta - definir água doce e salgada - Expressar-se oralmente frente aos colegasConteúdos abordados: - O planeta azul - quantidade de água Doce - Águas subterrâneas e calotas polaresTempo estimado: 1 aulaMaterial Necessário Lousa, giz colorido Folhas para anotaçãoTexto de apoio: Texto apoio Unidade 2 – Proposta didática de TeresaNunes, (pág 5 e 6) que será entregue para os educandos.Procedimentos: 1º Momento: mostra de imagens do nosso planeta visto da lua . Diálogos e reflexões Por que é chamado de planeta azul? Toda essa água pode ser utilizada pelos homens? As águas de rios e lagos representam quanto aproximadamente desseplaneta azul? 34
  35. 35. 2º MOMENTO, Explicação através de desenhos e esquemas noquadro: Os astronautas que chegaram à Lua, ao ver a Terra daquela perspectiva, chamaram-no de O PLANETA AZUL, o elemento que mais se destaca no planeta é a água, cobre 70% da superfície 3º momento leitura do texto de apoio em fotocópia . As respostas das reflexões do primeiro momento serão esclarecidas ao decorrer da leitura dos educandos. Faremos uma leitura dos parágrafos e discussão dos principais tópicos 4º momento assistir o vídeo-clip da gotinha da água (http://www.youtube.com/watch?v=g41TJlvNq6U) 35
  36. 36. Água vem e água vai... Ciclo da água1. Objetivos: - Entender o ciclo da água na natureza - Compreender o papel da chuva no ciclo. - Entender a filtragem natural do solo - Expressar-se oralmente frente aos colegas2. Conteúdos abordados: - O ciclo da água - Precipitação da chuva - Infiltração 36
  37. 37. 3. Tempo estimado: 2 aula Material Necessário Lousa, giz colorido Folhas para anotação4. Texto de apoio: A água evapora das superfícies aquáticas e também do solo. Naatmosfera encontrando camadas frias, o vapor de água se condensae compõe nuvens. A água das nuvens precipita=se na superfície daTerra na forma de chuva, neve ou granizo. Ao atingir um solo a águaescorre e chega a um rio, lago ou oceano. Pode também infiltrar-seno solo, atingir um lençol freático e daí originar um fonte e, depois,um rio, por exemplo. A água do solo também é absorvida pelasraízes das plantas. Por meio da transpiração as plantas eliminam aágua em estado de vapor para o ambiente externo, pela folhas,frutos, sementes e outras partes de seu corpo, as plantastransferem água para seus consumidores. O ser humano e outros animais obtêm água bebendo-adiretamente ou ingerindo-a como parte dos alimentos. Devolvem aágua ao ambiente de diversas maneiras, como pela urina, pelo suor,pelas fezes e pela respiração. Essa água evapora e retorna aatmosfera. Esse vaivém da água na natureza passando ou não pelosseres vivos é o que se chama de ciclo da água.No ciclo da água a chuva tem papel fundamental não só pelo retornoda água na superfície terrestre, mas também pela sua distribuiçãodas diversas regiões do planeta Terra. Ao infiltrar-se no solo – edepois de ultrapassar a camada de terra e encontrar rochas abaixodo solo, a água vai sendo purificada, livrando-se de partículassólidas e microorganismos: eles ficam retidos no solo. Assim ainfiltração da água líquida no solo ocorre como uma filtragemnatural. 37
  38. 38. Procedimentos: 1º Momento: Diálogos e provocações com a turma. Você sabia que as águas dos oceanos também evaporam? Que papel a chuva desempenha nas nossas vidas? Você sabia que a água ao infiltrar-se no solo é uma forma defiltragem natural? Os córregos desembocam nos rios. Os rios, para onde levam suaságuas? Você sabia que a ação nociva do homem está atrapalhando cadavez mais esse ciclo vital? A água é a maior riqueza do planeta, e estáficando mais escassa a cada dia, com a poluição e as alterações no meioambiente? 2º MOMENTO, Explicação através de desenhos e esquemas noquadro: O ciclo da água na natureza através de um desenho ilustrativo que será melhor demonstrado de forma mais interativa no labor informática. 3º momento laboratório de informática para ver o ciclo interativamente. http://www.cricketdesign.com.br/abril/ciclodaagua/ EXPERIMENTO: Material necessário: lamparina, anteparo Béquer, placa-de-petri,fósforo. Água pré-aquecida, gelo. Objetivo: mostrar de forma prática a mudança dos estados físicos da água, vaporização, liquefação, fusão. Relacionar essas alterações no recipiente linkando com os fenômenos que ocorrem na Natureza, ou seja, o ciclo da água. Atenção: Essa prática exige atenção, pois há chama na lamparina. 38
  39. 39. GELO DE ÁGUA.Objetivos: - Definir água e organização das moléculas - compreender as mudanças dos estados físicos - Entender solidificação, fusão e vaporização. - Expressar-se oralmente frente aos colegas 5. Conteúdos abordados: - Mudança de estados Físicos - Solidificação - Fusão - Vaporização - Liquefação e sublimação 6. Tempo estimado: 1 aula Material Necessário Lousa, giz colorido Folhas para anotação 7. Texto de apoio: A água está em quase toda parte: nas nuvens, nos oceanos, nos icebergs, nos rios, noslagos, nos lençóis subterrâneos, no ar, nos seres vivos. Ela é encontrada na Natureza emtrês estados físicos: líquido, sólido, gasoso. A água líquida está nos oceanos, nos rios, nos lagos, nas represas, fontes, numa torneiraaberta, no corpo dos seres vivos. A água sólida pode ser encontrada na neve, no granizo, nosicebergs, nas geleiras e em algumas nuvens. No estado gasoso (vapor de água) a água éinvisível e mistura-se à atmosfera. A água pode mudar de um estado físico para o outro. As moléculas que constituem a água são formadas por um átomo de oxigênio (O) edois átomos de hidrogênio (H). O estado físico da água depende da organização de suasmoléculas A água pode mudar de estado físico como, por exemplo, ir do estado sólido para olíquido. Um exemplo disso é quando deixamos o gelo (estado sólido da água) fora dageladeira e ele derrete virando líquido. 39
  40. 40. Existem nomes que representam cada uma destas mudanças de estados físicos,vejamos abaixo quais são: Para que aconteçam a fusão e a vaporização é necessário fornecerenergia – aquecer – a água. Para que aconteçam a solidificação (mudança deestado liquido para o estado sólido – resfria-se a água), A água se solidificaa temperatura de 0ºC quando a pressão atmosférica é igual ao nível do mar.Em geral, o volume do líquido diminui quando eles são congelados. Com a águaé diferente, ao se congelar seu volume costuma aumentar, isso pode trazertranstornos, pois em regiões muito frias um cano pode estourar quando aágua em seu interior congela e aumenta de volume. A liquefação (do estadogasoso para o liquido) é preciso retirar energia – o calor – da água. Avaporação da água no seu ciclo natural ocorre à temperatura ambiente e élenta. A água ferve, do liquido para o gasoso, de forma muito mais rápida,por que ocorre a ebulição. O ponto de ebulição da água depende também donível de pressão do ambiente. Ebulição e vaporação são, na realidade, tiposde vaporização. A água de um recipiente é colocado sobre a chama de fogoe logo ferve, forma bolhas e transforma-se em vapor. Esse é um exemplo deevaporação por ebulição. Ao nível do mar a água entra em ebulição quandosua temperatura chega a 100 ºC. Depois de alguns minutos de ebuliçãomicroorganismos e ovos de vermes que possam estar contidos na águamorrem. É por isso que não havendo filtro em casa, só devemos beber águaque tenha sido fervida e guardado em recipiente limpo e fechado. 40
  41. 41. Procedimentos: 1º Momento: Diálogos e provocações com a turma. Como a temperatura influencia no estado físico da água? A água que bebemos, como pode se congelar Por que não podemos ver o vapor de água do varal de secar roupas? E por que vemos o vapor da chaleira fervendo? 2º MOMENTO, Explicação através de desenhos e esquemas noquadro: 1.. desenho das moléculas juntinhas. (sólido) 2.. desenho das moléculas vibrando pouco (liquido) 3.. desenho das moléculas vibrando livremente (estado gasoso) Desenho da mudança dos estados físicos. 3º momento leitura do livro e exercícios do livro. EXERCÍCIOS Complete as lacunas conforme o que aprendeu em aula: Os estados físicos da água A água pode ser encontrada em estados físicos A pode mudar de estado físico como, por exemplo, ir do estado sólido para o líquido. Um exemplo disso é quando deixamos o gelo (estado sólido da água) fora da geladeira e ele derrete virando . A passagem do estado sólido para o líquido chama-se . é passagem do estado líquido para o sólido. Liquefação ou é passagem do estado gasoso para o 41
  42. 42. A evaporação da água no seu ciclo natural ocorre à temperatura ambiente e é lenta. A água ferve, e passa do estado liquido para o , de forma muito mais , por que ocorre a ebulição. O ponto de ebulição da água depende também do nível de pressão do ambiente. Ebulição e vaporação são, na realidade, tipos de vaporização. Curiosidade:Iceberg ou Icebergue (do inglês ice= "gelo" + sueco e alemão berg= "montanha") é um enorme bloco oumassa de gelo que se desprende das geleiras existentes nas calotas polares, originárias da era glacial, hámais de cinco mil anos.Icebergs são constituídos primordialmente de água doce, conquanto não puramente, dado que podemtrazer em seu interior outros corpos (animais, fósseis ou não). Não se devem confundir com banquisas(plataformas de água do mar congelada no inverno), que raramente resistem ao verão.De cada iceberg, apenas cerca de 10% da sua massa (ou volume, dado que a massa específica da água,mesmo no estado sólido, é significantemente próxima de 1 g.cm−3) emerge à superfície. A rigor, a massaespecífica do gelo em condições polares vale 0,917 g.cm−3, e permanece essencialmente constante durantetoda a "vida" útil do bloco como tal, embora lenta, mas progressivamente crescente com o decurso dotempo e o contato com o meio por onde flutua. Os demais cerca de 90% permanecem submersos, donde oenorme perigo que conferem especialmente à navegação. Em se tratando de dimensões lineares,notadamente a altura, tem-se que, em média, cerca de 1/7 do iceberg aflora, emerso, à superfície,enquanto os demais 6/7 constituem a porção oculta, o lastro submerso da massa polar flutuante.A flutuação do iceberg decorre do fato físico de apresentar o gelo polar (de água doce) massa específica(ou densidade absoluta) de cerca de 0,917 g.cm−3, enquanto a água do mar, por ser solução salina,apresenta massa específica necessariamente maior do que 1 g.cm−3 (em média, 1,025 g.cm−3). Assim, peloPrincípio de Arquimedes, o iceberg necessariamente flutua na água do mar. As dimensões lineares(alturas) e as massas e os volumes emerso e imerso (submerso) calculam-se pelas leis hidrostáticas.Desse fato concreto da natureza decorre o dito popular (conotativo) de que "isto ou aquilo é apenas aponta do iceberg", para se referir algo (empreendimento, problema, concreto ou abstrato, ou situação) queaparenta ser de simples enfrentamento ou solução, quando, na verdade, é de complexidade ouenvergadura consideravelmente maior, a inspirar, pois, por cuidados maiores que os apenas evidentes. 42
  43. 43. Distribuição de água no Planeta 1. Objetivos: - Entender a distribuição da água no planeta. - Compreender nosso papel de preservar água. - Educação Ambiental para esse recurso natural essencial para vida. - Expressar-se oralmente frente aos colegas 2. Conteúdos abordados: - Universa água. - % Água Salgada, % Água doce - Relação seres humanos x Consumo de água. 3. Tempo estimado: 2 aula Material Necessário Lousa, giz colorido Folhas para anotação 4. Texto de apoio: Água no universo Grande parte da água do universo pode ser um subproduto de formaçãoestelar. O nascimento das estrelas é acompanhado por um forte vento degás e poeira. Quando esse fluxo de material impacta o gás circundante, asondas de choque que são criadas comprimem e aquecem o gás, produzindoágua. A água tem sido detectada em nebulosas na nossa galáxia, a ViaLáctea. Provavelmente existe água em abundância em outras galáxias porqueos seus elementos, hidrogênio e oxigênio, estão entre os mais abundantes nouniverso. Por vezes, nuvens interestelares condensam em nébulas solares esistema solares como o nosso. 43
  44. 44. Distribuição de água na Terra.A água cobre 71% da superfície da Terra, os oceanos contêm 97,2% da águada Terra. A camada de gelo da Antártida, que contém 90% de toda águadoce da Terra, é visível na parte inferior. A água condensada na atmosferapode ser observada como nuvens.A hidrologia é o estudo do movimento, distribuição e qualidade da água emtoda a Terra. O estudo da distribuição de água é a hidrografia. O estudo dadistribuição e circulação de águas subterrâneas é hidrogeologia, dasgeleiras é glaciologia, das águas interiores é limnologia e da distribuição dosoceanos é a oceanografia. O coletivo de massa de água encontrado sobre e abaixo da superfíciede um planeta é chamado de hidrosfera. A água subterrânea e doce sãoúteis ou potencialmente úteis para os seres humanos como recursoshídricos. A água líquida é encontrada em corpos de água, como oceanos,mares, lagos, rios, riachos, canais, lagoas ou poças. A maioria da água naTerra é do mar. A água também está presente na atmosfera no estadosólido, líquido e gasoso. Também existem águas subterrâneas nos aquíferos. A água é importante em muitos processos geológicos. As águassubterrâneas são onipresentes nas rochas e a pressão da água subterrâneaafeta os padrões de falhas geológicas. A água, tanto no estado líquido,como, em menor escala, no estado sólido (gelo), é também responsável pelotransporte de uma grande quantidade de sedimentos que ocorre nasuperfície da terra. A deposição de sedimentos transportados formam 44
  45. 45. muitos tipos de rochas sedimentares, que compõem o registro geológico dahistória da Terra. Todas as formas conhecidas de vida precisam de água. Os humanosconsomem "água de beber" (água potável, ou seja, água compatível com ascaracterísticas de nosso corpo).No corpo humano a água é o principalconstituinte (entre 70% a 75%) e sua quantidade depende de vários fatoresestabelecidos durante a vida do indivíduo, entre eles a idade, o sexo, amassa muscular, o aumento ou perda de peso, o tecido adiposo, e até mesmoa gravidez ou lactação. A água é um componente essencial para o bomfuncionamento geral do organismo, ajudando em algumas funções vitais, taiscomo o controle de temperatura do corpo, por exemplo. A água é considerada como purificadora na maioria das religiões,incluindo o Hinduísmo, Cristianismo, Judaísmo. O exemplo do batismo nasigrejas cristãs é praticado com água, simbolizando o nascimento de um novoser, purificado com remissão dos pecados. Verifica-se que, nas mitologiaspoliteístas, os deuses vinculados à água — Yemanjá e Poseidon (Netuno),para citar alguns exemplos —, em regra, possuem mais seguidores, gozam demaior prestígio ou ocupam graduação mais elevada em relação às demaisdivindades representantes de outros fenômenos naturais. 45
  46. 46. 46
  47. 47. A poluição da água prejudica o seu uso, podendo atingir o homem deforma direta, pois ela é usada por este para ser bebida, higiene pessoal,lavagem de roupas e utensílios e, principalmente, para sua alimentação e dosanimais domésticos. Além disso, abastece nossas cidades, sendo tambémutilizada nas indústrias e na irrigação agrícola. Por isso, a água deve teraspecto limpo, pureza de gosto e estar isenta de micro-organismospatogênicos, o que é conseguido através do seu tratamento, desde darecolha nos rios até à chegada nas residências urbanas ou rurais. A água éconsiderada de boa qualidade quando apresenta menos de mil coliformesfecais e menos de dez micro-organismos patogênicos por litro (como aquelescausadores de verminoses, cólera, esquistossomose, febre tifoide, hepatite,leptospirose, poliomielite). Portanto, para a água se manter nessascondições, deve evitar-se sua contaminação por resíduos, sejam elesagrícolas (de natureza química ou orgânica), esgotos, resíduos industriais ousedimentos provenientes da erosão. Sobre a contaminação agrícola há a considerar os resíduos do uso deagrotóxicos (comum na agropecuária), que provêm de uma prática muitasvezes desnecessária ou intensiva nos campos, que envia grandes quantidadesde substâncias tóxicas para os rios através das chuvas, o mesmo ocorrendocom a eliminação do esterco de animais criados em pastagens. No primeirocaso, há o uso de adubos, muitas vezes exagerado, que acabam por sercarregados pelas chuvas aos rios, acarretando o aumento de nutrientesnestes pontos; isso propicia a ocorrência de uma explosão de bactériasdecompositoras que consomem oxigênio, contribuindo para diminuir aconcentração do mesmo na água, produzindo sulfeto de hidrogênio, um gásde cheiro muito forte que é tóxico quando a concetração é elevada. Issotambém afeta as formas superiores de vida animal e vegetal, que utilizam ooxigênio na respiração, além das bactérias aeróbicas, que são impedidas dedecompor a matéria orgânica sem deixar odores nocivos através do consumode oxigênio. Os resíduos gerados pelas indústrias, cidades e atividades agrícolaspodem ser sólidos ou líquidos, tendo um potencial de poluição muito grande.As impurezas geradas pelas cidades, como resíduos, entulhos e produtostóxicos são carregados para os rios com a ajuda das chuvas. Os resíduoslíquidos podem carregar poluentes orgânicos que, em pequena quantidade,são mais fáceis de ser controlados do que os inorgânicos. As indústriasproduzem grande quantidade de resíduos em seus processos, sendo umaparte retida pelas instalações de tratamento da própria indústria, queretêm tanto resíduos sólidos quanto líquidos, e a outra parte despejada noambiente. No processo de tratamento dos resíduos também é produzido 47
  48. 48. outro resíduo chamado chorume, um líquido que requer segundo tratamentoe controle. As cidades podem ser ainda poluídas pelas enxurradas, peloresíduos e pelo esgoto. A poluição das águas pode aparecer de vários modos, incluindo apoluição térmica (descarga de efluentes as altas temperaturas), poluiçãofísica (descarga de material em suspensão), poluição biológica (descarga debactérias patogênicas e vírus), e poluição química, que pode ocorrer pordeficiência de oxigênio, toxidez e também eutrofização. A eutrofização é causada por alguns processos de decomposição quefazem aumentar o conteúdo de nutrientes, aumentando a produtividadebiológica, permitindo proliferações periódicas de algas, que tornam a águaturva e com isso podem causar deficiência de oxigênio pelo seuapodrecimento, aumentando sua toxicidade para os organismos que nelavivem (como os peixes, que aparecem mortos junto a espumas tóxicas). A poluição de águas nos países ricos é resultado da forma como asociedade consumista está organizada para produzir e desfrutar de suariqueza, progresso material e bem-estar. Já nos países pobres, a poluição éresultado da pobreza e da ausência de educação de seus habitantes, que,assim, não têm base para exigir os seus direitos de cidadãos, o que só tendea prejudicá-los, pois esta omissão na reivindicação de seus direitos leva àimpunidade às indústrias, que poluem cada vez mais, e aos governantes, quetambém se aproveitam da ausência da educação do povo e, em geral, fechamos olhos para a questão, como se tal poluição não atingisse também a eles. A Educação Ambiental vem justamente resgatar a cidadania para queo povo tome consciência da necessidade da preservação do meio ambiente,que influi diretamente na manutenção da sua qualidade de vida. Quanto maior é a qualidade da água de um rio, ou seja, quanto maisesforços forem feitos no sentido de que ela seja preservada (tendo comoinstrumento principal de conscientização da população a EducaçãoAmbiental), melhor e mais barato será o tratamento desta e, com isso, apopulação só terá a ganhar. Novas técnicas vem sendo desenvolvidas parapermitir a reutilização da água no abastecimento público. Em muitos casos os contaminantes podem estar presentes mesmo emáguas minerais engarrafadas — as fontes de água mineral podem encontrar-se em regiões sujeitas à presença de poluentes que se infiltram no lençol 48
  49. 49. freático e, mesmo após a filtração das rochas, podem ainda estar presentesno ponto de coleta. Entre os contaminantes, podem ser encontradas bactérias,protozoárioss e fungos patogênicos, toxinas produzidas por algas ou pordecomposição de animais ou resíduos (chorume) como os nitratos. Alémdisso, toda a espécie de compostos químicos que são agressivos à vida,decorrentes de despejos industriais, podem ocorrer, tais como fenóis,compostos clorados utilizado na indústria papeleira, hidrocarbonetospresentes em solventes e tintas e muitos outros. Enfim também podem serencontrados Metais pesados dissolvidos na água, formando íons comocrômio(VI), que são altamente cancerígenos e compostos de chumbo e demercúrio, que podem provocar diversos tipos de doenças. Procedimentos: 1º Momento: Diálogos e provocações com a turma. A água que há no planeta é ilimitada? Toda água podemos beber? Há uma grande festa que ocorre na praia do Cassino no mês deFevereiro. Iemanjá. O que isso tem haver com o que estamos estudando? De que forma o homem pode contaminar esse recursos tão importantepara nossa sobrevivência. 2º MOMENTO, Explicação através de desenhos e esquemas noquadro: 49
  50. 50. 3º MOMENTO: Experimento distribuição de água no planeta:Material: - 9 potes de 1 litro - Caneta hidrocor - Colher de sopa e medidas de xícaras - ÁguaO que fazer? Marcar 8 potes com as fontes de água do planeta (ver tabela) Encher o vidro restante com água, para demonstrar toda água do mundo Com a tabela, medir as quantidades respectivas de água e colocar em casa vidro deacordo com o rótulo (usar o conta-gotas para as medidas pequenas) Nessa etapa, o vidro que estava cheio deve estar vazio Discutir as quantidades em cada pote. Agora colocar todo a água não salina para o pote inicial (incluindo toda a água dosubsolo, dos lagos não salinos, da umidade de solo, da atmosfera e dos rios). Aqui os alunospodem notar que este é apenas um pequeno percentual da água total do planeta.Tabela: Fonte Quantidade equivalente % do totalOceanos 4 xícaras 97Calotas polares e geleiras 5 colheres de sopa 2,1Subsolo 1,5 colheres de sopa 0,6Lagos Salgados 2 gotas 0,1Lagos não salgados 2 gotas 0,1Umidade do solo 1 gota 0,05Atmosfera 1/5 de uma gota 0,01Rios 1/50 de uma gota 0,001 50
  51. 51. TEXTO DE APOIO PARA OS EDUCANDOS: Se pudéssemos olhar a Terra de cima, veríamos uma grande esferaazul: é porque o mar toma conta de quase todo o planeta. Os oceanoscompõem cerca de 70% da superfície da Terra, e os continentes ocupam orestante. Ou seja: quase 2/3 do planeta são cobertos de água. Mas a maior parte desse montão de água é imprópria para consumo. Do total, 97% é água do mar, muito salgada para beber e para ser usada em processos industriais; 1,75% está congelada na Antártica, na região do pólo Norte e em outras geleiras; 1,243% fica escondida no interior da Terra. Sobram apenas 0,007% de água boa para ser usada. O planeta Terra possui mais água do que qualquer outra substância em sua estrutura. A camada externa da Terra é dura e rochosa e tem até 60 quilômetros de espessura. Embaixo dos oceanos essa crosta não é tão grossa, e chega a 8 quilômetros.A água é também muito importante para a vida dos animais, pois elesdependem dela para a respiração, a digestão e a reprodução, e o mesmoacontece com o homem. Grande parte do corpo humano é feita de água, assimcomo em todos os outros seres vivos: é o elemento em maior quantidade nascélulas e no sangue dos animais e também na seiva das plantas. Sem água, o planeta seria uma imensidão sem vida! IMÁGEM DE APOIO: 51
  52. 52. XI REFLEXÕESObservação dos dias 14 e 15 de abril.- 1ª aula Plano de aula pronto! Orientação com a Orientadora feita! Agora era a hora esperada, ir áEscola e materializar todas estes planejamentos que estavam no plano das idéias. Pela manhã ligueipara a profª Sílvia para confirmar a minha presença. Disse a ela que estava tudo OK. À tarde láestava eu, cheguei bem antes del@s em sala. Abri as janelas, arrumei meus matérias, dei uma mexidaali, acolá... A menina que abre as salas me avisou que o profº deveria ir até o portão para chamar osalunos, contudo quando fui buscá-los, eles já estavam nos corredores da Escola. Bom! - Boa tarde, galera! A resposta foi calorosa... Minha primeira ação foi no sentido de me apresentar. Disse quem eu era. De onde vinha. Daimportância dos estudos para mim, e principalmente... o que eu estava fazendo ali. Falei um poucosobre a universidade pública, também. Depois foi a vez del@s, escutei cada um, olhei no olho de cadaum... alguns riam. Alguns mais tímidos. Outro sério, perguntei se gostavam de estudar ciências... noteique muitas respostas vieram no sentido de estudar o corpo humano... essa é um curiosidade dessafase, né? Depois da conversa, iniciamos a aula. Comecei na lousa, o que eles entendiam sobre solos... oque constitui os solos? Eu sempre me surpreendo... pois como gosto de dizer... El@s voam, pois tem umpotencial enorme, e as boas repostas sempre me surpreendem. Fiz alguns desenhos... me perguntaram se eu gostava de desenhar. Disse que sim. Fiz algumesquema. O primeiro momento correu tranqüilamente. Digo, muitas questões, conversas, diálogos,troca de idéias...Ali me firmei com a turma. No segundo momento a leitura do texto de apoio... Muitos queriam ler, alguns não.Terceiro momento. Observando com a lupa os diferentes solos. A turma ficou dividida em 5 grupos.Lupas nas mão. Todos queriam ver. Três amostra de solo... Uma com muita matéria orgânica. Outracom pouca. A última sem matéria orgânica. Tiveram cerca de 20min para observar. Tive que ensiná-l@s a usar a lupa. Nesse momento minha voz se elevou.... a turma estava agitada. Refletia aimportância do planejamento para que tudo corra em um metodologia melhor. Pensei no métodoCiêntífico. Pensei em Alfabetização Ciêntífica e nos textos que líamos nas aulas da Lavínia. Depois pergutei-@s se gostaram. A resposta foi afirmativa. Fui embora dormir com o kaike na rede. Agora (20h) atravesso o canal da Laguna dos Patos para ir para o pré-enem em São José doNorte. Mais trabalho lá. Muita água debaixo dessa lancha. Algumas luzes.. umidade no ar, acho que vaidar chuva. Cabelos ao vento. Liberdade também é estado de espírito. Me sinto bem ―Ninguém pode educar alguém. Alguém pode educar a si mesmo A verdadeira educação é intransitiva, ou reflexiva, subjetiva. Nem o próprio Cristo consegui alo-educar seus discípulos. O que o Mestre fez, foi mostrar o Caminho‖ (O PROBLEMA PARADOXAL NA EDUCAÇÃO) 52
  53. 53. Dias 5 e 06 de maio.- Recursos naturais não renováveis Pensar e aplicar uma aula de recursos naturais renováveis foi muito interessante.Realmente demandou de pesquisa da minha parte. Principalmente de planejamento prévio,diálogos e provocações com a orientadora do estágio. Os planejamentos das aulas estão metomando um tempo elevado, tento fazer o melhor possível para que tenha significado para aturma. Ao mesmo tempo busco fazer um exercício de imaginar-me no lugar deles e pensarque tipo de aula eu acharia mais interessante. Quinta feira foi a primeira observação. A profªPaula presente em sala, é um desafio para qualquer acadêmico. Mesmo que pensemos queseremos naturais ou que imaginemos que faremos tudo conforme foi planejado. Entretantome senti a vontade, e creio que a aula fluiu naturalmente, e até melhor do que tinha emmente. Iniciamos as aulas com um pequeno flashback dos conteúdos estudados nas semanasinteriores. No 1º momento colocamos os três recursos naturais não renováveis mais utilizadosatualmente na lousa. Começamos a estudar suas origens, suas aplicações na indústria. Falamosno contexto mundial de utilização destes e como tem sido utilizado na tecnologia atual. Carvão mineral, gás natural e petróleo. Acredito que muitas pessoas da turma nãosabiam que a garrafa pet é um derivado do petróleo. Falamos do derramamento de petróleono golfo do México e a orientadora participou dos diálogos provocando as reflexões da turma. Num 2º momento fizemos a leitura do texto. Destaco esta parte como uma das maisimportantes em minhas atividades quanto educador, pois se os educando não lêem nas suascasas, é no colégio que eles devem ser familiarizados com a leitura. Aprendi este método coma profª Sílvia. Já na sexta-feira não consegui aplicar o início do próximo conteúdo, tendo em vistaque era fechamento de notas e restavam ainda trabalhos a serem entregues. Participei daavalição de cada um da classe. Dialogamos sobre os trabalhos que foram entregues e notasqualitativas. Dois educandos iriam ficar em exame, contudo a profº Sílvia solicitou que elsfizessem um trabalho em sala. Então decidi não avançar no conteúdo devido estes ajustes definal de bimestre. Propus a turma que em uma folha, colocassem seus nomes e fizessem umpequeno texto de sua avaliação das aulas de ciências, o que desejavam estudar nas próximasaulas e fizessem uma auto avaliação de sua própria nota do bimestre: O resultado foi fantástico. (busquei expressá-los em gráficos), com base nos textos queeles próprios escreveram. EM ANEXO. Finalmente concluímos os estudos de solos. Creio ter cumprido com a proposta demostrar para a turma que a fertilidade dos solos é fundamental para o desenvolvimento dahumanidade. Tentei mostrar para turma que um solo fértil é aquele que sustenta a diversidadeda vida. E que nós podemos estar colaborando com o esgotamento dessa fertilidade. 53
  54. 54. o que mais gostamos de estudar nas aulas de ciências aula prática solos recursos naturais composteira filmes 14% 14% 43% 29% o que desejamos estudarestudar o mundo corpo humano animais e florestas pesquisas agua 10% 10% 10% 20% 50% Auto avaliação conversa em sala atenção leitura positivamente 17% 33% 17% 33% 54
  55. 55. Dias 12 e 13 de maio.- planeta água Pensar em água é pensar na vida... Falar sobre água em nossas aulas de ciências ao mesmo tempo é falar sobre um futuropróximo e incerto para esse recurso finito. Esse recurso natural que iniciamos os estudos e minhas próximas reflexões com a 6ºBda Escola Porto Seguro, é a substância essencial que constitui todos os organismo biológico. Planejar esta aula sobre água foi difícil pra mim. Não queria simplesmente reproduziraquela frase que estamos acostumados a escutar: “água límpida, inodora e incolor”.Entretanto, para sair desse paradigma e dessas idéias já enraizadas nos espaços educacionais,nas escolas, nos cursos, ir para um estudo contextualizado e que mantenha a atenção dospequenos nas explicações e que desperte a curiosidade é o meu maior desafio. O meu medo a cair nas armadilhas do comodismo e de me conformar com o formatoque está aí. No dia 12, iniciamos refletindo a importância da água. Percebi que muitos del@s têm aconsciência da sua importância no dia-dia das pessoas. Relataram: “água para beber” “águapara escovar os dentes e tomar banho”. “Água é importante para cozinhar e fazer sucos.” Então trouxe a questão que havíamos conversado sobre as garrafinhas de H2Oh! Porque este nome? As respostas foram: - Por que é água professor!” Momento este que linkamosa fórmula química, a molécula da água. Percebi também dificuldades na questão de entenderátomos e elementos a níveis químicos. Falei pouco sobre e não quis adentrar mais. Percebo também que devemos medir as coisas para uma 5ª série. Tem coisas que elesnão estudaram ainda. Posteriormente fizemos a leitura do material impresso. Fiz a chamadapor nomes para eles fazerem as leituras. Alguns ainda apresentam resistência em ler. Acabodizendo a El@s: “pessoal, aqui todos estamos apreendendo, inclusive eu!” Este momento daleitura continua a pensar ser fundamental. Estavam bem agitados neste dia. Em determinado momento perdi a concentração deforma a dizer que a molécula é formada de 2 oxigênio e 1 hidrogênio. Humildemente relatoisso, mas realmente a turma neste dia, me fez eu dizer este absurdo, pois havia conversasparalelas por todos os lados. Deixei para casa que eles fizessem um desenho de como a água está inserida emnossos cotidianos. Trouxeram trabalhos maravilhosos! Fazendo o link com fotossíntese e raiz das árvores.Link com a pesca também. No nosso próximo encontro iniciei com a história do primeiro astronauta que olhoupara o Planeta, visualizando toda aquela imensidão azul. Por que não Planeta água? 55
  56. 56. Não ficamos em sala. Fomos ao laboratório, pois desejava passar o vídeo sobre agotinha. A turma gostou muito. Uma música legal + desenho animado = acho que acertei nestaaula! A partir do vídeo falamos nos estados físicos, pois a gotinha passa pelos três estados tãobem mostradas naquela animação. Solicitei que fizessem ali mesmo um pequeno relato sobreo vídeo. Ainda não corrigi. Todos entregaram. Tenho avaliado a turma pelos trabalhos feitos em sala. Todas as aulas realizamosexercícios e trabalhos. A maioria entrega. A avaliação é permanente. Quando há tempo vejo oscadernos também. Coloco um visto. Estou conectado a El@s.Estados físicos da água e Ciclo da água―- Professor! As nuvens são de algodão?‖ Depois do contratempo da quinta-feira, tivemos que fazer algumas alterações no plano. Pois aexperiência das mudanças dos estados físicos iriam passar para a segunda feira. Na sexta ao chegarem sala percebi que todos não estavam em seus lugares como costumava ver. Percebi que a mudançafoi meio radical, pois até os alunos educados não estavam sentados nos lugares de costume, ou seja...devido a conversa trocaram ―as duplinhas‖ de seus lócus! Sexta a aula ocorreu de forma expositiva e explicativa. Conversamos sobre os estadosfísicos e a organização das moléculas. Busquei mostrar para el@s que no estado sólido a força deligação entre as moléculas de água é intensa, e as moléculas vibram pouco. Por isso a dureza o cubinhode gelo. Já no estado líquido a força de ligação entre as moléculas é mais fraca que no estado sólido eas moléculas vibram e deslizam uma sobre as outras, por isso entendemos a fluidez da água.Entretanto no estado gasoso a força de ligação entre as moléculas de água é muito reduzida, asmoléculas movem-se livre e desordenadamente. Terminamos como a leitura do livro. Percebo que mesmo com as dificuldades, alguns que nãofaziam a leitura antes, agora já estão perdendo o medo e lendo para os colegas. Eles entregaram-me um trabalho que solicitei: um desenho representando o quanto a água éfundamental para nossa vida; No mesmo dia fiz um comentário no trabalhinho deles. Procuro semprecomentar e colocar um visto e um comentário na folhinha de cada um. É um dos poucos momentos queposso escrever e me comunicar com aquel@ em específico. Na segunda feira cheguei bem antes da aula. Precisei de um pouco de tempo para organizar oexperimento e ir para sala de informática ligar os PCs do Projeto Escuna, e colocar no site (ciclo daágua). Às 16h fui na turma e combinei previamente com todos atenção para aquela aula poistrabalharíamos com água quente e fogo da lamparina. Eles responderam positivamente. Fomos aolaboratório. Arrumei uma mesa central onde estava o experimento montado ao redor dispus bancospara que todos sentassem. Creio ter conseguido os objetivos, a turma se manteve em silêncio, atentos e questionadoreso tempo todo. Discutimos as principais mudanças de estado físico, também ponto de fusão e ebuliçãoe suas respectivas temperaturas. Muitos queriam tocar na placa-de-petri para ver a temperatura.Relacionamos algumas coisas com o ciclo, por ex.: a placa com gelo (frente fria chegando) cobrindo orecipiente e ocasionando a condensação, a chuva. Vinícius percebeu que dentro do recipiente o vaporfazia um circulo, ele achou fantástico. 56
  57. 57. As merendeiras pediram que na próxima experiência convide elas para observar. Elasforneceram o gelo e a água quente. No laboratório dispus um computador por dupla: expliquei previamente o objetivo da aula e otrabalhinho no final. Visualizamos o ciclo completo da água, de modo interativo e animado. As duplastrabalharam bastante. Muitas coisas que não havia falado em sala foram explicadas pelo programa.Realmente a informática vem a colaborar com a educação nesse sentido. E tenho que salientar queeste programa é realmente ótimo para se estudar... bem interativo e dinâmico. Acredito que elesgostaram. Depois do laboratório retornamos a sala e perguntei quantas vezes el@s foram nolaboratório de informática este ano. A resposta foi: Esta é a 1ª vez professor! 57
  58. 58. Distribuição da água―- Experimento dos potes representativos‖ Segunda-feira estudamos a distribuição da água no planeta. Quandocheguei na escola a coordenadora da manhã veio avisar-me que a supervisora jáestava a minha espera. As professoras e d+ trabalhadores da escola têm metratado muito bem e com um carinho especial, estou feliz em estar fazendo meuestágio na Escola. Quando fui escolher o local, que foi uma orientação do meucolega Paulo, o que atraiu minha atenção naquela escola foi justamente o nome:Porto Seguro! Logo pensei:‖é aqui.‖_____________________________________________________________ Iniciamos a aula com as classes dispostas em ―U‖. Notei que ficou maisdinâmico o dialogo com esse formato de disposição das cadeiras em sala.Começamos com a reflexão da distribuição da água no universo. Foi difíciliniciarmos a aula, pois a turma estava realmente agitada. Na medida do possível fuiescrevendo alguns tópicos na lousa, solicitei que escrevessem no caderno pois foiuma forma que encontrei para que el@s ficassem em silêncio. No primeiro momento fizemos uma rodada de reflexão e questionamentos,onde procurei fazer os educandos pensarem a qualidade da água no planeta, assimcomo sua distribuição nos seus 3 estados físicos. Busquei trazer um link com ociclo da água, no sentido de que se estamos poluindo um rio, também estamospoluindo a atmosfera e os oceanos. Minha intenção foi fazê-l@s compreender onosso papel de preservar água. Isso posteriormente veio nos relatos dostrabalhinhos que me entregaram ao final da aula. 58
  59. 59. Percebo que ficou claro essas idéias em nossa aula prática, através doexperimento dos potes que representavam locais onde encontramos água: oceano,calotas polares, subsolos, lagos, atmosfera, rios. ―- Mas é só uma gotinha professor?‖ sim, essa é a proporção que representaa água doce!‖ Depois colocamos um pinguinho de corante em cada pote representando apoluição, então podemos perceber que poluindo um local estaremos afetando o ciclotodo. Acredito que esta prática é muito interessante para percebemos a relaçãoentre o homem e seus efeitos nocivos. Pretendo multiplicar esta prática diversasvezes em ocasiões diversas. Tenho notado que os últimos períodos da tarde é mais difícil dedesenvolvermos a prática educativa, tendo em vista que os educand@s estão maisagitados e ―cansados‖... A Profª Suzana fez sua observação, me senti muitotranqüilo, e participou das atividades com a turma. Estou contente por estarconcluindo meu Estágio III, ainda resta alguns dias... Estou planejando algo para oúltimo dia.16 e 17 de junho.- Revisão e exercícios. Na quinta feira percebi que tinha um aluno novo em sala. Primeiramenteapresentei-me a ele e boas vindas. Nesse dia fizemos a revisão dos conteúdos emduplas, assim ele já se enturmou com um coleguinha e levou o caderno para casa.Coloquei os tópicos no quadro para que soubessem quais as matérias que deverão serestudadas para a nossa avaliação neste bimestre. Depois discutimos os pontos da notaqualitativa. 59
  60. 60. Iniciamos a aula dialogando os conteúdos que estudamos neste 2º bim. Amolécula da água, importância, conservação e uso do recurso natural. Fizemos umpequeno esquema dos estados físicos e as mudanças. Terminamos o primeiro períodoestudando o ciclo da água. Fizemos a reflexão das aulas práticas e aquele experimentocom os potes que representavam a quantidade de água no Planeta Terra. No final dediquei a minha fala em parabenizar a equipe que participou daGincana. De um total de 26 alun@s, participaram da gincana apenas 15 ou 16. Falei daimportância de trabalharmos em equipe e termos um propósito em comum. Iniciei estaaula com a seguinte frase mo quadro: ―Um sonho que se sonha só, é só um sonho que se sonha só, mas sonho que se sonha junto é realidade‖ - Raul Seixas. Na Sexta Feira entreguei as folhinhas de exercícios, no inicio el@squestionaram-me a quantidade de folhas. “ - quatro folhas (sor!)... será assim na prova!Tranqüilizei a turma, disse para não pensar na avaliação, e sim fazer aqueles exercícioscom atenção que era a nossa meta naquele momento. Sentamos em círculos, soliciteique a turma colocasse as classes em círculos, como essa aula é na sexta feira, nos doisúltimos períodos, el@s já estão cansados e suados da brincadeira recreio, então éimportante fazer um método mais dinâmico e interativo para centrar um pouco daatenção que resta d@s alun@s. Na correção dos exercícios percerbi e venhoconstantemente notando que o grande problema dos alunos é a leitura e compreensãodos textos e enunciados. Muit@s apresentam uma certa preguiça de fazer as leitura edesmotivação para fazer o encadeamento dos pensamentos e formular um raciocíniológico. Percebo que a leitura é a grande demanda da educação atual, não adiantarágrandes avanços e políticas progressistas se não afinarmos a leitura desses jovens eadultos que educamos. 60
  61. 61. 9 e 10 de junho.- 4ª Gincana ECOLÓGICA DA ESCOLA. Sabe... me senti lisonjeado, pois a turma escolheu-me como professorresponsável na Gincana da Escola. A equipe denominou-se de PLANETASUSTENTÁVEL, e reconheci um pouco do trabalho que realizamos com @spequen@s. Neste momento notei que ao mesmo tempo el@s são grandes, como eupouco imaginava. Quinta feira cheguei em sala e estavam ansiosos aguardando-me paramostrar os instrumentos feitos de recicláveis. “ – Quanta criatividade, querida leitora!”Me surpreendo com o potencial del@s, e isso realmente me fascina. Depois veio o momento de ensaiarmos a música. Composição própria de umaeducanda Maria Izabel. A música falava de qualidade de água. Falava de poluição. Amúsica falava do Chico Mendes. Lembro que certo dia dialoguei com a turma sobreaquele acontecimento dramático que aconteceu há poucos dias com o casal que foiassassinado recentemente (O casal José Cláudio Ribeiro e Maria do Espírito Santo) , porestarem denunciando o corte de castanheiras ilegal no Pará. Neste dia comentei sobre a história de Chico Mendes contextualizando aimportância de estudarmos o Meio Ambiente e conservação dos recursos naturais... epercebo agora que isso foi muito importante para a turma. (fotos registrada por José e Maria – PA, fonte: terramagazine) 61
  62. 62. No dia da Gincana, vi o quanto é bonito o trabalho do coletivo todo. Aintegração do grupo. Todos com o propósito de ter um bom resultada. Destaco aqui oexcelente trabalho da profª Sílvia, pois organizou a 4ª gincana com outras profªs. Quanto isso é importante! Me vejo em um futuro próximo também organizandoesse mesmo tipo de evento nas escolas que for trabalhar. Percebo que nestes momento a troca entre os alunos e o profº é mais efetiva, semos horários e os conteúdos a serem cumpridos. Essa forma de pensar o ensino maisdinâmico com jogos, brincadeiras, música.. é por aí que deveremos caminhar no futuroquerid@s leitor@s, já estamos cansados de permanecer calados e sentados nestasclasses desconfortáveis. As coisas estão acontecendo, o tempo está passando, ascastanheiras do Pará estão caindo... E pessoas que amam e tem seus corações e ações naNatureza acabam sendo queimadas com próprio carvão que é feito da árvore milenarcuja centelha do fogo é a hipocrisia e ignorância deste homem capitalista pós modernoglobalizado irracional! Nesta altura da madrugada só me resta o desabafo e minha consciência verde,pois emanei o melhor possível de mim para 6B da Escola Porto Seguro. Foram planosde aula bem planejados, discutidos e dialogados com uma pessoa muito rica e especialque também tive a oportunidade de vivenciar e fazermos algumas trocas.XII CONTEÚDOS:XII a. CONCEITUAIS:Características de alguns componentes do solo.Camadas do solo e Rocha matriz.Adubação OrgânicaAdubação VerdeAdubação InorgânicaIrrigação, drenagem e acidez.EROSÕES no solo.Tipos de erosões: Erosão pela água, Erosão pelo vento.Praticam agrícolas ecológicas e amigas da terra.Recursos RENOVÁVEIS E NÃO RENOVÁVEIS.Produtos Renováveis e Não Renováveis.Reciclagem para desenvolvimento sustentável.Combustíveis fósseis.Consumo consciente de combustíveis fósseis. 62
  63. 63. Significado da palavra petróleo.Formação do petróleo.Gás natural.Carvão mineralO que é água.As importâncias da água.Como e por que preservar a água.Ciclo da água na natureza.Precipitação da chuva.Infiltração.Quantidade de água no planeta.Definir água doce e salgada.Quantidade de água Doce.O planeta azul.Águas subterrâneas e calotas polaresUniverso e água.Relação seres humanos x Consumo de água.XII b. ATITUDINAIS:• Expressar-se oralmente frente aos colegas;• Respeito pelos colegas;• Capacidade de realizar atividades em grupo;• Entrega dos trabalhos nas datas marcadas.XII c. PROCEDIMENTAIS:• Desenvolver trabalho de leitura e escrita;• Realização de exercícios escritos;• Realização de trabalhos em grupo;• Questionamentos que dirijam o aluno a uma reflexão do assunto emquestão;• Realização de aulas com experimentos;• Apresentação de vídeos no multimídia;• Utilização de mapas e de banners;• Participação na Gincana Ecológica. 63
  64. 64. XIII AUTO AVALIAÇÃO: Fizemos o possível para planejar e desenvolver aulas de qualidade.Mesmo assim notei que alguns educandos carregam deficiências na leitura ecompreensão de textos e/ou exercícios. Nesse sentido gostaria de ter maistempo e atenção para meus educandos. É o mesmo problema que evidencionos cursos pré universitários para adultos. Conseguimos desenvolver algumas aulas no laboratório de informáticada escola, e percebi que isto foi uma conquista pois os educadores nãocostumam realizar aulas no laboratório de informática, e acabam nãofazendo o movimento de inclusão digital nas escolas como é previsto naspolíticas públicas.XIV CONSIDERAÇÕES FINAIS: Fiquei feliz em concluir o estágio na escola Porto Seguro e ter feitomuit@s amig@s. Senti-me muito a vontade com a professora titular dadisciplina para propor atividades, e neste sentido tenho muito a agrader aSilvinha. Gostaria que a turma 6B depois da vivência que compartilhamoslevasse a sério os livros e os estudos. Notei que muit@s del@s tem umpotencial fantástico. E acredito nisso. Na primeira vez que entrei em sala de aula para desenvolver umaatividade, na função de professor. Venho-me um sussurro no ouvido! - Você achou a fonte de juventude! Vamos em frente... 64
  65. 65. XVI Referências: STEINBERG, Shirley ; KINCHELOE, Joe (Orgs.) Cultura infantil: aconstrução corporativa da infância. Rio de Janeiro: Ed. CivilizaçãoBrasileira, 2001. GADOTTI, M. Histórias das idéias pedagógicas. Ed. Ática, SP 2008.BRASIL – Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curricularesnacionais – Meio ambiente e Saúde. Brasília, 1997. PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS: Introdução aosParâmetros curriculares Nacionais/ Secretaria da Educação Fundamental –Brasília: MEC/SEF, 1997. 126p; PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS:. Parte III Ciências daNatureza, Matemática e suas Tecnologias. SOUSA SANTOS, BOAVENTURA (1987) – Um discurso sobre asCiências; Edição Afrontamentos; Porto; 1988. BORBA, MARCELO C. e PENTEADO, Miriam Godoy - Informática eEducação Matemática- coleção tendências em Educação Matemática - Autêntica, Belo Horizonte -2001 BLOCH, E. O princípio esperança . v.1 Rio de Janeiro: EdUERJ:Contraponto, 2005. EDGAR MORIN, Os sete saberes necessários a educação do Futuro. LÉVY, Pierre - A inteligência Coletiva - por uma antropologia dociberespaço - EdiçõesLoyola, São Paulo , 1998. FREIRE, P, Pedagogia da indignação; Editora Unesp, São Paulo, 2000. KRASILCHICK, Myriam. Prática Ensino em Biologia . São Paulo: Ed.USP. 2008. 65
  66. 66. XVII ANEXOS: 66
  67. 67. 67
  68. 68. 68
  69. 69. 69
  70. 70. 70
  71. 71. http://biosul.blogspot.com Neste blog busquei colocar algumas reflexões, exercícios e fotos daturma, As ferramentas da web estão a disposição dos futuros profissionaisem educação. Vamos utilizá-las. 71

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