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  1. 1. Terra & Cia Maio 2015 1 22ª AGRISHOW Termômetro do mercado atrai 160 mil pessoas 8ª AGROBRASÍLIA Feira dos Cerrados movimenta R$ 627 milhões Ribeirão Preto SP Maio - 2015 Ano 17 - Nº 195 R$ 10,00 TERRA&CIA INTEGRA CONTEÚDO DA REVISTA CANAMIX Tradicional publicação do setor sucroenergético agora está aqui 81ª EXPOZEBU Resultado 3% superior ao alcançado em 2014
  2. 2. 2 Terra & Cia Maio 2015
  3. 3. Terra & Cia Maio 2015 3
  4. 4. 4 Terra & Cia Maio 2015 Plínio César, diretor Diretor: Plínio César A voz do agronegócio Edição: Equipe Terra & Cia Editor Chefe: Doca Pascoal Reportagem: Marcela Servano Editor Gráfico: Jonatas Pereira | Creativo ArtWork Contatos com a Redação: redacao@canamix.com.br Outras publicações da Agrobrasil: Guia Oficial de Compras do Setor Sucroenergético Revista CanaMix Portal CanaMix Publicidade: - Alexandre Richards (16) 98828 4185 alexandre@canamix.com.br - Fernando Masson (16) 98271 1119 fernando@canamix.com.br - Marcos Afonso (11) 94391 9292 marcos@canamix.com.br - Nilson Ferreira (16) 98109 0713 nilson@canamix.com.br - Plínio César (16) 98242 1177 plinio@canamix.com.br Assinaturas: assinaturas@canamix.com.br Eventos:eventos@canamix.com.br Grupo Agrobrasil Av. Brasil, 2780 CEP 14075-030 - Ribeirão Preto - SP (16) 3446 3993 / 3446 7574 www.terraecia.com.br Para assinar, esclarecer dúvidas sobre sua assinatura ou adquirir números atrasados: SAC:(16) 3446.3993 / 3446.7574 - 2ª a 6ª feira, das 9h às 12h e das 13h30 às 18h. Artigos assinados, mensagens publicitárias e o caderno Marketing Rural refletem ponto de vista dos autores e não expressam a opinião da revista. É permitida a reprodução total ou parcial dos textos, desde que citada a fonte. editorial E sta edição da Terra&Cia é especial. Além da ampla cobertura dos eventos Agrishow, AgroBrasília e ExpoZebu 2015, a revista traz uma novidade. A partir de agora, todo o conteúdo da revista CanaMix, tradicional publicação do Grupo AgroBrasil voltada para o setor sucroenergético, fará parte da Terra&Cia como um Ca- derno especial. Nas próximas páginas eu explico detalhadamente em uma entrevista con- cedida ao jornalista Doca Pascoal, editor da revista. A Agrishow, uma das maiores feiras internacionais de tecnologia agrícola em ação da América Latina, se posicionou, mais uma vez, como referência do segmento e como o principal termômetro do comportamento do mercado. A 22ª edição do evento atraiu cer- ca de 160 mil visitantes, público qualificado formado, na maioria, por produtores rurais do Brasil e do exterior. Os visitantes puderam conhecer as principais novidades do agro- negócio em uma área de 440 mil m². A AgroBrasília, conhecida como Feira Internacional dos Cerrados, movimentou R$ 627 milhões em negócios realizados por 420 expositores. A 8ª edição do evento atraiu 98 mil visitantes e mostra ser, mais uma vez, uma das feiras agropecuárias mais importantes do Brasil. A feira expôs maquinários com tecnologia de ponta, palestras, ro- tas tecnológicas, simpósios, espaço de valorização da agricultura familiar e oportunida- des diferenciadas de acesso ao crédito. Já a ExpoZebu chegou à sua 81ª edição com faturamento superior a R$ 46 mi- lhões referentes às vendas de animais ocorridas em 34 leilões. A maior feira de zebuí- Um por todos! nos aconteceu em Uberaba, MG, e registrou um valor mé- dio de R$ 31,3 mil por animal, resultado 3% superior ao alcançado na edição do ano passado. Ao todo foram comer- cializados 1.481 animais. O público chegou a quase 200 mil visitantes que puderam conhecer 120 empresas expo- sitoras. Espero que apreciem as novidades da Terra&Cia. Boa leitura ! AlfredoRisk/TribunaRibeirão
  5. 5. Terra & Cia Maio 2015 5 CAPA Terra&Cia integra conteúdo da revista CanaMix 06 LEIA TAMBÉM 9 CADERNO CANAMIX OPINIÃO - O conceito da Indústria 4.0, por Márcio Venturelli - Ferrugem alaranjada se combate com variedades resistentes - Composto natural é usado na fermentação alcoólica - Estudo mostra conceito integrado de sistema hídrico PORTAL CANAMIX - Aralco espera colher 3,8 milhões de toneladas de cana - Raízen renova parceria com Instituto Ayrton Senna - CTC oferece ferramenta gerencial grátis para usinas - Cosan diz que melhora climática impulsiona produtividade da cana - Setor sucroenergético reativa Frente Parlamentar em Brasília FEIRAS E EVENTOS 20 AGRISHOW - Agrishow reafirma papel de agente de estímulo ao agronegócio - Estande do Grupo AgroBrasil movimenta o pavilhão coberto - Volkswagen expõe linha 2015 da Amarok - Casale amplia linha Feeder SC - Case IH mostra implementos para cana, café e biomassa - FAESP-SENAR/SP é destaque na Agrishow 2015 - GTS destaca versatilidade da plaina canavieira Planner 710 - Empresário Assis Strasser aposta em planejamento - Iveco expõe linha de transporte para o agro - Jacto lança pulverizador costal a bateria - Manipulador telescópico é destaque da JCB - John Deere lança dois modelos de colhedoras de cana - Landini destaca tratores montados no Brasil - LS Tractor se firma no mercado brasileiro - MF 6711R Dyna-4 é eleito Trator Sumário do Ano 2015 - New Holland renova time de colheitadeiras - Scania destaca opções customizadas da linha 2015 - Sollus destaca plantadora de cana picada - Titan mostra protótipo do pneu de alta flutuação - Trelleborg apresenta pneu sustentável - Valtra lança sua primeira colhedora de cana - DAF destaca modelo de caminhão XF105 - Syngenta destaca soluções para plantio de cana - Agrale expõe linha de tratores - ECO Four lança produtos ecológicos - Jaguar Land Rover testa robustez da Discovery - Renault apresenta Duster Oroch - Mosaic destaca fertilizante fosfatado premium - MWM apresenta nova linha de motores off-road 52 AGROBRASILIA - Feira Internacional dos Cerrados movimenta R$ 627 milhões - Koppert apresenta estande funcional na Agrobrasília - Basf oferece tecnologia AgCelence - Bayer destaca herbicida para milho - Nutrição vegetal é destaque da Bio Soja - Calcário agrícola dá mais força ao solo - Dow destaca novas linhas de inseticidas - Produtos biológicos são destaques da IHARA - Valtra destaca colheitadeira de soja BC8800 - DuPOnt mostra híbridos e defensivos - Massey Ferguson mostra alta tecnologia embarcada - New Holland Construction lança escavadeira hidráulica - Nidera destaca tecnologia Intacta RR2 PRO™ - Penergetic leva tecnologia em Bioativação - Santa Clara lança linha de fertilizantes minerais líquidos - Fungicida Elatus é aposta da Syngenta para soja 64 EXPOZEBU - ExpoZebu 2015 fatura R$ 46,4 milhões
  6. 6. 6 Terra & Cia Maio 2015 Presidente do Grupo AgroBrasil fala sobre mudanças estratégicas que motivaram a união das publicações especializadas em cana-de-açúcar e em agronegócios de forma geral Doca Pascoal T radicional publicação do setor sucroenergético, a revista Cana- Mix passa a fazer parte do con- teúdo editorial da revista Terra&Cia. A mudança faz parte de uma estraté- gia do Grupo AgroBrasil, responsável pelas publicações, para concentrar em um só produto os assuntos ligados ao agribusiness brasileiro. De acordo com o presidente do Grupo, Plínio César de Azevedo Junior, a unificação das duas revistas foi definida após um ano de avaliação do mercado. Para o diretor, as questões do se- tor de cana-de-açúcar precisam figu- rar no contexto geral do agronegócio. “Isso ficou muito evidente após con- versas constantes, no último ano, com executivos e gerentes de usinas, empre- sários da indústria de bens de capital, fornecedores, produtores rurais, dire- tores e representantes de cooperativas, associações, lideranças políticas e sin- dicatos ligados ao agronegócio brasilei- ro. Estamos acompanhando as tendên- cias do mercado”, disse. Em entrevista, Plínio César de- talha a mudança destacando que o Ca- derno CanaMix, agora incorporado à revista Terra&Cia, terá um conteúdo qualificado do segmento canavieiro, com informações relevantes sobre as áreas agrícola e industrial das usinas, novidades sobre a indústria fornecedo- ra, pesquisas, estatísticas, opiniões de especialistas e demais informações re- almente capazes de atender às expecta- tivas dos leitores. “Mudar para melho- rar”, observa o diretor. Terra&Cia - A revista CanaMix nasceu em 2008 e rapidamente con- quistou os leitores, por conta de sua li- nha editorial moderna e diferenciada. Uma publicação que se tornou forte e conquistou a liderança editorial neste mercado. Foi difícil a decisão de incor- porar a CanaMix em outra publicação? Plínio César de Azevedo Junior - Não foi difícil, pois a CanaMix conti- nua. Mudou apenas de endereço. Aliás, mais forte do que nunca, porque os as- suntos ligados ao setor sucroenergético passam a figurar no contexto geral do agronegócio brasileiro. A cana-de-açú- car tem um significado absolutamente especial para a economia brasileira e os temas ligados a essa cultura preci- sam ser abordados de forma específica, no entanto, jamais dissociados ao agri- business. A CanaMix, agora como ca- Capa Terra&Cia integra conteúdo da revista CanaMix Presidente do Grupo AgroBrasil, Plínio César de Azevedo Junior ArquivoT&C
  7. 7. Terra & Cia Maio 2015 7 Fonte: Dados obtidos a partir de carta-testemunho cedida à Goodyear. PERFORMANCE COMPROVADAPERFORMANCE COMPROVADA Para o Gerente de Transporte da Usina Açucareira Furlan, de Santa Bárbara D'Oeste, pneu tem que ser Goodyear. O G677 Plus tem ganho total de carcaça de 12% e 7% a mais em banda original, se comparado com os pneus utilizados anteriormente pela empresa. Seja na estrada ou na cidade, asfalto ou terra, para passageiro ou para carga, pneu Goodyear tem performance superior comprovada. JOÃO FURLAN Gerente de Transporte da Usina Açucareira Furlan “OS G677 PLUS TÊM UM GANHO TOTAL DE CARCAÇA DE 12%, SE COMPARADO AOS OUTROS.” Use o QR Code, baixe o aplicativo Calculadora Goodyear do seu segmento e comprove você mesmo: Goodyear roda mais. IOS Android Pedestre,usesuafaixa.
  8. 8. 8 Terra & Cia Maio 2015 derno especial da revista Terra&Cia, vai manter um conteúdo qualificado, com informações relevantes sobre as áreas agrícola e industrial das usinas, novida- des sobre a indústria fornecedora, pes- quisas, estatísticas, opiniões de especia- listas e demais informações realmente capazes de atender às expectativas dos leitores. T&C - O que muda na prática? PC - O conteúdo da CanaMix pas- sa a ser abordado, como um cader- no especial, dentro da revista mensal Terra&Cia. Terá uma capa dedicada e tudo mais. O que muda é a relevân- cia das matérias. Nossa equipe edito- rial está orientada a buscar as melhores informações do setor. Passei o último ano buscando entender as expectativas dos leitores e parceiros da revista Ca- naMix. Ouvi muita gente, lideranças do setor, empresários, antigos e novos lei- tores. Concluí que as pessoas estão em busca de novidades efetivas, temas que possam realmente agregar conhecimen- to. Então é fácil entender: a CanaMix, com um conteúdo revitalizado, está dentro da revista Terra&Cia. E o leitor só tem a ganhar, uma vez que terá aces- so às informações mais importantes do setor canavieiro e dos demais segmen- tos agro, como pecuária, grãos, horti- fruti, citricultura, piscicultura, celulose e papel, avicultura, entre muitos outros. T&C - A revista Terra&Cia é um título novo. Você chegou a pensar em fazer o contrário, ou seja, colocar o conteúdo da Terra&Cia dentro da revis- ta CanaMix, que já está consolidada no mercado? PC - Sim, no início foi o que fize- mos, porem, entendemos que a cana de açúcar é uma cultura inserida no agrone- gócio, assim o título Terra&Cia nos soou mais apropriado para o novo conteúdo editorial da revista. A intenção é abordar o agronegócio de forma geral. A revista Terra&Cia pode ser um título novo, mas traz em sua linha editorial o DNA da an- terior revista de agro, a Panorama Ru- ral, que vinha sendo editada pela equipe de jornalistas do Grupo AgroBrasil a 5 anos, responsável também pela publica- ção do Guia de Compras SA. Sendo as- sim, a Terra&Cia passa a reunir a expe- riência e credibilidade de publicações que sempre se destacaram entre os veículos de comunicação nacionais especializados no agronegócio do País. O agribusiness brasileiro é interligado e de importância estratégica para a economia de um País de dimensões continentais, considerado uma nação capaz de alimentar o mundo. É esse o Brasil que a Terra&Cia pretende mostrar, com uma agricultura forte, sus- tentável e unida. T&C - O setor sucroenergético pas- sa por dificuldades há alguns anos. Isso, de certa forma, motivou as mudanças editorias do Grupo AgroBrasil? PC - Sem dúvida. O setor de ca- na-de-açúcar foi bombardeado não ape- nas pela crise econômica desencadeada em 2008, mas também pelos desmandos do atual Governo Federal, que não foi ca- paz de visualizar a importância estraté- gica do segmento sucroenergético para o País. O atual cenário político econômico do Brasil tem provocado mudanças em vários setores. A indústria de base, aque- la que alimenta as usinas de tecnologia e inovações, mudou de perfil. Fornecedores que antes eram dedicados apenas ao seg- mento canavieiro, precisaram se reinven- tar para atuar em outros mercados. Vá a Sertãozinho, Piracicaba e outras regi- ões que concentram indústrias desse tipo. Há um nítido e necessário movimento de mudança e adaptação. Não seria diferen- te em relação à CanaMix. Também sofre- mos com a crise, mas, assim como o se- tor, também tivemos que nos adequar. Se a crise tem algum lado bom é justamen- te a pressão por mudanças. Nos tira de uma zona de conforto. Nos faz amadure- cer e entender melhor o negócio. É por isso que sou otimista, assim como mui- tos empresários com quem tenho conta- to. Estamos de mãos dadas. T&C - Qual a sua expectativa em relação à nova etapa pela qual passa o Grupo AgroBrasil? PC - Como eu disse, sou um otimis- ta. Vejo que o País tem passado por uma reviravolta importante, especialmen- te por conta de uma pressão da socie- dade. Empresários de “grosso calibre” sendo presos, discussões sobre refor- mas políticas mais acirradas, a corrup- ção abordada em vários níveis como o grande mal do Brasil, a cartolagem da FIFA e CBF sendo desmascarada, en- fim, parece que o Brasil está vivendo um processo de amadurecimento. Em meio a tudo isso, a agricultura sobrevi- ve. Os segmentos ligados ao campo se adequam. Com a revista Terra&Cia não é diferente. Estamos nos adequando para progredir. Haja a crise que hou- ver, o mundo vai precisar de alimentos. A terra tem que produzir e isso é inevi- tável. Nosso papel é mostrar a impor- tância da agricultura e da pecuária de- senvolvidas no Brasil. Todas as culturas têm sua importância estratégica. E a Terra&Cia vai mostrar isso. A publica- ção está estruturada para correspon- der às expectativas do leitor. Adotamos uma linha editorial que contempla, aci- ma de tudo, a clareza e relevância das informações. Concebemos um veículo que permite a participação efetiva dos leitores. Esperamos, com isso, man- ter a versatilidade necessária para que a edição se mantenha, continuamente, na rota do crescimento. Esta edição da Terra&Cia, que concentrou informa- ções sobre a cobertura da Agrishow, Expozebu e da AgroBrasília, um pouco atípica por conta das adaptações natu- rais de um novo produto, é o início de um grande projeto editorial para o se- tor agro nacional. Capa
  9. 9. Terra & Cia Maio 2015 9
  10. 10. 10 Terra & Cia Maio 2015 Caderno CanaMix Opinião O conceito da Indústria 4.0 *Márcio Venturelli E stamos vivendo a transição da 3ª Revolução Industrial para a 4ª Revolução Indus- trial. A partir da década de 1970, a implantação de computadores nas li- nhas de produção, fazendo o controle dos processos, permitiram ganhos de escala sem precedentes, além de pa- dronização e elevada qualidade, re- duzindo drasticamente os custos de produção. A partir da década de 1990, a massificação da Internet trouxe um novo conceito de se comunicar, im- pactando diretamente a vida das pes- soas. A ideia básica foi que todos es- tivessem se comunicando através de uma plataforma única, hoje com re- des sociais e, usando dispositivos on-line, os smartphones, permitin- do troca de informações, pesquisas, análise de dados, decisões e ações em tempo real e descentralizada. O setor sucroenergético também evoluiu no quesito Automação Indus- trial. No início da década de 1980, os painéis de controle pneumático fo- ram substituídos por eletrônicos, de- pois por redes industriais na década de 1990 e, no início do século XXI vemos as Usinas com Centro de Ope- rações comandando toda a planta, a partir de tecnologias de Controlado- res Programáveis, todos conectados em redes de informação e controle. As novas tecnologias que sur- gem como bandeira desta nova re- volução já são presentes, porém es- tamos vivendo uma transição, sem estabelecer um limite de implanta- ção, com novos conceitos, tais como Internet das Coisas (IoT) e Banco de Dados (Big Data), que permeiam esse novo cenário. Na prática, as plantas indus- triais são reativas quanto aos proces- sos produtivos, mudanças de cenário econômico, de consumidores, tendên- cias de manutenção e operação, so- mente aparecem para o operador ou coordenador quanto de fato ocorrem, na maioria das vezes arrastando pre- juízos na produção de toda ordem, custo, segurança e qualidade. As variáveis do processo são centralizadas nos controladores, com o objetivo final de fazer o controle operacional. Porém elas não são in- terligadas, não se comunicam umas com as outras. Por exemplo, quando há baixa de carga na moenda, os mo- tores continuam recebendo máxima carga, diminuindo a eficiência ener- gética. Quando há contaminação no mosto, demora-se a chegar no resul- tado, vindo do laboratório, de quanti- dade de dosagem química, diminuin- do o rendimento produtivo. Operações vazias, flutuantes, com alta variabi- lidade, exigem consumo contínuo de água, ar comprimido, vapor, gases e energia elétrica, impactando em des- perdício e alta emissão de CO2. O conceito da Indústria 4.0, no qual propomos o tema Usina 4.0, é a criação de um ambiente industrial onde as pessoas, equipamentos e in- formações trafeguem nesta grande rede. Podemos chamá-la de Internet Industrial. A usina estará conectada num ambiente de informações dinâ- micas, por exemplo, dados meteoro- lógicos, que influenciam o campo e a moagem, no tempo real, permitindo uma tomada de decisões sobre corte e produção; a conexão do estoque de insumos, seu consumo em tempo real e operação com os fornecedores de produtos e serviços, permitindo a en- trega e análise do processo no tempo que ocorre, eliminando desperdícios de toda ordem. A Usina 4.0 terá todo o proces- so produtivo conectado, todos os ins- trumentos e equipamentos na planta industrial, no setor agrícola com má- quinas e equipamentos conectados no GPS trocando informações com a in- dústria e os parâmetros dos contro- ladores. Isso será permitido através da Internet da Coisas (IoT), a maio- ria com redes sem fio Wireless. Todo o processo produtivo será simulado através de cenários, tanto de mer- cado, quanto de consumo, fazendo a Usina produzir sob medida, na me- lhor relação Insumo x Venda, pois o Banco de Dados (Big Data) rece- berá todas as informações da cadeia produtiva, tanto interna, dos equipa- AleCarolo/alecarolo.com
  11. 11. Terra & Cia Maio 2015 11 Caderno CanaMix Opinião mentos e pessoas que vimos, quanto externa, fornecedores, governos, cli- ma, mercado, entregando informa- ções para tomada de decisões. Será também suportada pela Computação Cognitiva, onde os siste- mas “aprenderão” com os cenários. É a evolução do próprio controle ope- racional que hoje existe na forma de controladores programáveis e super- visórios, ou ainda, os SDCD Sistemas Digitais de Controle Distribuído, ofe- recendo aos operadores e coordena- dores as melhores opções de tomada de decisões, analisando o ambiente produtivo com variáveis relaciona- das, tais como, caso ocorra uma que- bra de caminhão, o impacto que so- frerá a moagem e em qual tempo, um aumento da umidade e o impacto na cogeração e consumo do insumo na Unidade Termoelétrica, uma deman- da pontual para produzir etanol ani- dro, qual o melhor arranjo produtivo e em que momento para obter o me- lhor aproveitamento. Os pilares da Usina 4.0, que serão baseados nos conceitos des- ta Indústria 4.0, terão as seguintes características: Interoperabilidade dos siste- mas, pessoas e informações, tudo se intercomunica no sistema Ciberfísico da Usina; Virtualização da fábrica, uso de modelos conectados com os sistemas físicos, podendo simular toda a safra, antes mesmo de iniciar, com todos os cenários e pré-setar equipamentos; Descentralização dos sistemas, permitindo que os subsistemas tomem decisões dentro do conjunto, através de modelos de automação avançados; Banco de dados em tempo real, capacidade de coletar, analisar e for- necer conhecimento da cadeia produ- tiva no instante que ocorre; Orientação a serviços, todos os sistemas, pessoas e informações pu- blicam e consomem informações de acordo com a demanda do modelo produtivo; Modularidade de todo o siste- ma, permitindo alta flexibilidade de mudanças de requisitos, substituição ou expansão da produção de forma inteligente. Podemos apontar os principais benefícios de uma planta produtiva com esse novo conceito: Redução de Custos – o processo é rastreado Economia de Energia – equipamen- tos mais eficientes Aumento da Segurança – as ações são antecipadas e não mais reativas Conservação Ambiental – uso efi- ciente de energias Redução de Erros – o processo é in- terconectado (encaixado) Fim do Desperdício – produzir na quantidade certa Transparência nos Negócios – uma rede que permite governança Aumento da Qualidade de Vida – uma planta com pessoas produzindo de forma inteligente Personalização e Escala sem Prece- dentes – quantidade de acordo com demanda A Indústria 4.0 é uma proposta, que já é uma realidade, ainda que em fase inicial e experimental em algu- mas plantas, todavia é um vetor que aponta para uma nova forma de lidar com a produção e em nosso caso, ser- vindo de mais uma ferramenta de efi- ciência na produção de etanol, açúcar e energia elétrica. *Márcio Venturelli é gerente de Novos Negócios e Tecnologia da DLG Automação Industrial, diretor presi- dente da ISA seção Sertãozinho e co- ordenador do Comitê de Automação Industrial do CEISE BR rodapé de pagina
  12. 12. 12 Terra & Cia Maio 2015 Revolucione sua produtividade. Prosugar Tecnologia inovadora criada para aperfeiçoar o processo de clarificação do açúcar. Não remove apenas a cor, mas garante também melhorias no desempenho industrial: remove a cor de forma irreversível; promove maior volume na produção de açúcar; aumenta a eficiência energética; age na redução da viscosidade das massas.
  13. 13. Terra & Cia Maio 2015 13 Potencialize seus resultados. www.prosugar.com.br
  14. 14. 14 Terra & Cia Maio 2015 Caderno CanaMix Tecnologia Agrícola Ferrugem alaranjada se combate com variedades resistentes Quatro materiais a serem liberados pela Ridesa/UFSCar em 2015 apresentam resistência à doença que pode reduzir a produtividade dos canaviais em mais de 50% em tipos suscetíveis A ferrugem alaranjada da cana- -de-açúcar é uma doença re- cente nos canaviais brasileiros, mas já é vista com grande preocupação pelo produtor, uma vez que pode derru- bar o índice de produtividade. Por isso, é preciso agir rápido. A melhor maneira de controlar a incidência desta doença é por meio do plantio de variedades resistentes. “Este é considerado o método ideal para con- trolar a ferrugem alaranjada, por ser aplicável em áreas extensas e por não causar impactos ambientais significa- tivos”, relata Roberto Chapola, pesqui- sador do Programa de Melhoramento Genético de Cana-de-açúcar (PMGCA) da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), o qual compõe a RIDESA (Rede Interuniversitária para o Desen- volvimento do Setor Sucroenergético). “Assim como ocorreu para a fer- rugem marrom, detectada no país em 1986 e de ocorrência limitada atual- mente, as variedades resistentes tam- bém serão o principal meio para contro- lar a ferrugem alaranjada no Brasil”, sublinha Chapola. O controle da ferrugem alaran- jada com variedades resistentes é apli- cável em áreas extensas. Além disso, aderir a estes materiais não gera cus- tos adicionais ao produtor, pois a resis- tência é uma característica genética, que está incorporada à variedade. “Por isso, basta ao produtor optar por ma- teriais varietais que agreguem boas ca- A serem lançadas em 2015 pela RIDESA/ UFSCar, as variedades RB975201 e RB975242 (foto) apresentaram resistência à ferrugem alaranjada racterísticas agronômicas e resistência à ferrugem alaranjada, além de outras doenças importantes.” Segundo ele, muitos produtores já têm o conhecimento de que as doen- ças em cana-de-açúcar são controladas, principalmente, por meio de variedades resistentes. “O mais importante é que o produtor visualize que pode contro- lar a ferrugem alaranjada sem aumen- tar seus custos de produção e sem cau- sar impactos significativos ao ambiente, simplesmente optando pelo plantio de uma variedade resistente.” Resistentes e produtivas - O plan- tio de variedades resistentes à ferrugem alaranjada é sempre recomendado, pois a doença já se encontra disseminada em praticamente todas as regiões produto- ras de cana-de-açúcar do país. Em algumas áreas, onde o cli- ma não favorece a sua ocorrência, po- de-se optar pelo plantio de variedades com reação intermediária. Entretanto, mesmo nessas regiões, podem ocorrer anos favoráveis à ferrugem alaranjada e, nesses casos, as variedades interme- diárias poderão apresentar maiores ní- veis da doença. “Portanto, para maior segurança, os produtores devem sempre priorizar o plantio de variedades resis- tentes”, afirma Chapola. Para ele, é inevitável que cada vez mais o produtor opte por deixar de cultivar variedades suscetíveis à ferru- gem alaranjada devido às reduções de produtividade causadas pelo problema. “Estudos realizados em outros países mostram que esta doença pode provo- car, em variedades suscetíveis, quedas de mais de 50% na produtividade.” E não há nenhum impedimento para a adesão do produtor a materiais varietais resistentes a doenças, inclusi- ve do ponto de vista de riqueza e pro- dutividade. “É que uma variedade re- sistente tem potencial de produtividade superior à suscetível, pois o patógeno não consegue causar infecção na varie- dade resistente e, dessa forma, não há doença e suas consequentes quedas de produtividade.” O PMGCA/UFSCar/RIDESA tem obtido, com sucesso, novos materiais que aliam alta produtividade com re- sistência à ferrugem alaranjada e ou- tras doenças importantes. As quatro futuras liberações do PMGCA/UFS- Car, a RB975952, a RB985476, a AssessoriadeImprensaPMGCA/UFSCar
  15. 15. Terra & Cia Maio 2015 15 Caderno CanaMix Tecnologia Agrícola RB975201 e a RB975242, são exem- plos disso. Danos - A ferrugem alaranjada da cana-de-açúcar é uma doença causa- da pelo fungo Puccinia kuehnii, respon- sável por causar lesões que diminuem a área verde das folhas e, consequen- temente, reduzem a taxa fotossintética das plantas. A doença prejudica o de- senvolvimento das plantas e a concen- tração de açúcar nos colmos. Em va- riedades de cana-de-açúcar suscetíveis, as quedas de produtividade podem ser muito significativas. O PMGCA da UFSCar começou a se preocupar com a ferrugem alaran- jada antes mesmo de sua detecção no Brasil. Diante da disseminação da do- ença em outros países, a Rede enviou suas principais variedades comerciais e clones promissores para serem avalia- dos na Costa Rica, onde a doença já es- tava presente. Chapola conta que, por lá, foi possível observar que a maioria das variedades cultivadas no Brasil pos- sui resistência à ferrugem alaranjada. A partir de 2009, após o primei- ro relato da ferrugem alaranjada em território brasileiro, o PMGCA/UFS- Car/RIDESA planejou e instalou diver- sos ensaios com o objetivo de confirmar a reação à doença das principais varie- dades cultivadas no país. Estes ensaios foram conduzidos em condições favorá- veis para a ocorrência da ferrugem ala- ranjada e as avaliações foram realiza- das a cada 15 dias, durante todo o ciclo da cultura. “Ao final das avaliações, foi possível determinar, com muita segu- rança, a resposta das variedades mais importantes para o setor sucroenergéti- co frente à ferrugem alaranjada.” As avaliações realizadas na Costa Rica e nos ensaios do PMGCA/UFSCar mostraram que a resistência à ferrugem alaranjada é predominante dentre as va- riedades mais cultivadas no Brasil. Ma- teriais importantes para o setor, como RB867515, RB966928, RB855453, RB855536, RB835054, RB965902, RB935744, RB965917, RB928064, SP80-3280, SP80-1842, entre outros, possuem alta resistência à doença. De acordo com o pesquisador, de- vido ao grande potencial de danos que a ferrugem alaranjada pode causar à cul- tura, o PMGCA/UFSCar incorporou ao fluxograma de seleção do seu programa de melhoramento mais uma etapa, que consiste em um experimento para de- terminar a resposta dos clones promis- sores à ferrugem alaranjada. “Clones suscetíveis são descar- tados, priorizando-se, com isso, a libe- ração de variedades resistentes. Nes- te contexto, as variedades que serão liberadas pela instituição em 2015 (RB975952, RB985476, RB975201 e RB975242) passaram por este experi- mento e todas apresentaram resistência à ferrugem alaranjada.” Controle Químico - Para Chapo- la, o controle químico da ferrugem ala- ranjada deve ser considerado em duas situações: 1 - quando não for possível ao produtor substituir toda a sua área cul- tivada com variedades suscetíveis em apenas um ano; 2 - em anos muito favoráveis à ocorrência da ferrugem alaranjada, caso o produtor faça a opção por va- riedades de reação intermediária à doença. Segundo ele, nos dois casos, o controle químico reduzirá os prejuízos causados pela ferrugem alaranjada. “Entretanto, a viabilidade de se incorporar o controle químico da doen- ça no manejo da cultura dependerá de diversos fatores, tais como: escolha do produto a ser aplicado, época e núme- ro de pulverizações necessárias, custo das pulverizações e do produto, preço do açúcar e do etanol no mercado, en- tre outros.” A ferrugem alaranjada é causada pelo fungo Puccinia kuehnii, que causa lesões e diminui a área verde das folhas e, consequentemente, reduz a taxa fotossintética das plantas Segundo Chapola, as variedades resistentes serão o principal meio para controlar a ferrugem alaranjada no Brasil AssessoriadeImprensaPMGCA/UFSCar Divulgação
  16. 16. 16 Terra & Cia Maio 2015 Caderno CanaMix Natrucan Composto natural é usado na fermentação alcoólica Da Redação U m composto natural, com in- gredientes orgânicos e cer- tificados, foi lançado pela Elanco Saúde Animal para auxiliar o processo de fermentação alcoóli- ca, o que permite produção de leve- duras e derivados comercialmente vi- áveis. Com ação tão eficaz quanto à de agentes antimicrobianos usados na fermentação, o Natrucan, desenvol- vido pela Elanco, em parceria com a HealthPro Brands, não afeta o meta- bolismo da levedura e não deixa resí- duos na fabricação de levedura seca e de seus derivados. A novidade é voltada aos pro- dutores que, além de produzir álcool, também destinam as leveduras para a indústria de alimentação. Natrucan foi lançado no Brasil em maio, apon- tando resultados de eficácia similares aos do principal produto da Elanco para este mercado, o Kamoran, anti- microbiano com atuação comprova- da no controle de bactérias oportunis- tas durante o processo de fermentação alcoólica. De acordo com Milton Se- rapião, executivo de Desenvolvimen- to e Gestão de Negócios de Etanol da Elanco, o Natrucan não é um agente antibacteriano. “Contendo ingredientes natu- rais e certificados, o produto tem me- canismo de ação físico, que dissolve parte da parede celular das bacté- rias contaminantes dos processos fermentativos. Desprotegidas, estas bactérias são imediatamente ‘corro- ídas’ pelo meio ácido em que se en- contram. A ação do composto, po- rém, não interfere na atividade das leveduras, cuja parede celular é mais grossa e resistente. Além de eficaz, trata-se de um produto seguro, que age no combate às bactérias e ainda mantém as leveduras viáveis”, afir- ma Milton. Atualmente, os processos fer- mentativos que não contemplam o uso de agentes antimicrobianos para o controle bacteriano apresentam resul- tados menos eficazes que aqueles veri- ficados com uso de Kamoran, antibac- teriano já estabelecido e tradicional. “Assim, os custos do produtor de leve- duras aumentam, já que fica mais di- fícil controlar as bactérias oportunis- tas e, portanto, conduzir o processo de fermentação de maneira eficaz”, ob- serva o executivo. Processo – A fermentação alco- ólica acontece quando leveduras me- tabolizam os açúcares presentes na cana-de-açúcar, produzindo etanol. Como o processo não é asséptico, há presença de bactérias que contami- nam a fermentação. Tais microrga- nismos metabolizam os mesmos açú- cares, produzindo ácidos orgânicos. Desta forma, as bactérias competem com as leveduras pelos açúcares, fa- zendo com que haja redução substan- cial da produtividade. Portanto, para alcançar pleno potencial de produ- ção, os produtores de álcool utilizam recursos para o controle bacteria- no, que são antimicrobianos e produ- tos naturais, com objetivo principal de controlar bactérias prejudiciais à fermentação. Segundo Milton Serapião, a novidade é voltada aos produtores que, além de produzir álcool, também destinam as leveduras para a indústria de alimentação Elanco/AssessoriadeComunicação
  17. 17. Terra & Cia Maio 2015 17 Caderno CanaMix Reunion Estudo mostra conceito integrado de sistema hídrico A estiagem foi um dos fatores res- ponsáveis pela queda da produ- tividade agrícola nas lavouras de cana-de-açúcar na safra 2014/15. Isso, no entanto, não afetou ainda, de maneira geral, o processo de produção industrial. Mas caso a situação se pro- longue, o setor terá que se preocupar e investir em um plano de contingência. Uma usina hoje, de mix equi- librado em açúcar e etanol, deve ter um consumo de água ao redor de 1,0 m³/t cana processada. Grande parte da água utilizada no processo industrial vem da própria cana (cerca de 70% do peso dos colmos) na forma de conden- sados vegetais que são reaproveitados para processos, tais como embebição da cana, lavagem de torta dos filtros, limpezas diversas entre outros. Mas, os grandes vilões des- ta história são os sistemas de resfria- mento, cujo consumo de água é sig- nificativamente elevado. Portanto, a implantação de novas medidas que re- duzam ainda mais os resfriamentos e a captação, deve ser pensada a curto e médio prazo. O Estudo do Sistema Hí- drico, desenvolvido pela Reunion Enge- nharia, busca ter uma visão macro de todo o sistema atual e auxiliar o clien- te na adequação às novas normas am- bientais para torná-lo sustentável e até mesmo autossuficiente em água, o que já acontece com a geração de energia. Segundo Danilo Piccolo, mes- tre em Engenharia de Processos, PMI- -PMP® e gestor de projetos na Reu- nion Engenharia, esse estudo ou mapeamento detalhado da situação do sistema hídrico de uma planta possibi- lita a identificação de possíveis pontos de melhorias envolvendo custo-benefí- cio. “Quando a análise é feita, é possí- vel desenvolver vários cenários de me- lhorias para estudar o caminho mais eficiente e atingir o consumo de água desejado”, comentou. O trabalho é fundamentado no seguinte tripé: redução da captação de água, reutilização de águas e con- densados e minimização do descar- te de efluentes industriais. Para isso, a Reunion desenvolve o balanço hídri- co da planta, integrando-o ao balanço de massa e energia de modo a simular os efeitos de variáveis como mix, quali- dade da cana e sistema energético, so- bre o sistema hídrico. “O novo conceito integrado de sistema hídrico que a Reunion está tra- balhando vai trazer importantes avan- ços na redução do consumo específico de água das usinas. Nossa intenção é chegar abaixo de 0,5 m³/t cana depen- dendo da necessidade (e da capacida- de de investimento) da planta”, alertou Piccolo. Como economizar água nas usi- nas - Existem diversas formas das usi- nas economizarem água, entre elas: Não desperdiçar água condensada, mesmo que seja necessário resfriá-la antes da utilização; Utilizar fluidos como flegmaça para limpezas de tan- ques e equipamentos; Limitar limpe- zas de pisos e lavagem de equipamen- tos; Trabalhar com concentrações de vinho maiores para reduzir o volume de vinhaça e medir as águas residuá- rias da planta para que se possa geren- ciar quanto da água captada está sen- do perdida. O que muitos, talvez, não saibam é a existência de tecnologias para redu- zir a captação de água, tais como: Cir- cuitos fechados com torres de resfria- mento ou condensadores evaporativos para fermentação, destilação, turbinas de condensação e fábrica de açúcar; Sistemas de regeneração para minimi- zar a utilização de água de resfriamen- to; Sistema de resfriamento de conden- sado para reuso; Sistemas de limpeza de cana a seco e Sistema de concentra- ção de vinhaça. De acordo com o gestor de proje- tos, o custo de implantação destas tec- nologias pode variar muito de acordo com a opção desejada e o nível de uso de água ao qual se precisa chegar. “Po- demos falar de R$ 5-10 MM para um sistema de circuito fechado de resfria- mento de torres de fermentação, a R$ 30-40 MM para sistemas de concen- tração de vinhaça”, disse. Case de sucesso – Um exemplo é o Estudo feito na Usina Barra Gran- de, do Grupo Zilor, para a adequação do consumo específico de água da plan- ta. Neste estudo, a Reunion conseguiu atingir a meta do projeto que era redu- zir o consumo específico de água para 0,81 m³ por tonelada de cana com al- gumas adequações no processo, tais como o fechamento dos circuitos da destilaria, fermentação, entre outras. Estudo aconselha trabalhar com concentrações de vinho maiores para reduzir o volume de vinhaça que será usada no campo Esalq/USP
  18. 18. 18 Terra & Cia Maio 2015 Aralco espera colher 3,8 milhões de toneladas de cana AAralco, localizada na cidade de Santo Antônio do Ara- canguá, interior do Estado de São Paulo, investiu em 2014 aproximadamente R$ 40 milhões em locação e com- pra de novos equipamentos, entre eles, tratores, colhedoras, caminhões, pulverizadores e em agricultura de precisão. Ago- ra, depois de um ano, o retorno já começa a aparecer e a ex- pectativa é colher algo em torno de 3,8 milhões de tonela- das. A estimativa é do gerente agrícola do Grupo Aralco, Luiz Romeu Voss. Além do investimento em maquinário, a Aralco aposta em tecnologia para otimizar os resultados e ter mais eficiência da gestão. “Os sistemas de gestão inteligente da Compusoft- ware ERP auxiliam na informação desde a entrada de ma- teriais até a geração de notas, fluxo de caixa, ajudando na unificação das informações, gerando segurança e ganho de tempo”, disse Voss. A ferramenta da CS Compusoftware consiste numa solução inteligente inteiramente integrado on-line, um siste- ma avançado de gestão de negócios que busca atender todas as áreas funcionais das Empresas. Dado ao seu volume de pro- cessos configuráveis, o sistema garante sua adaptação e dire- cionamento para cada tipo de negócio, assegurando suas car- acterísticas e necessidades. Voss conta que antes do investimento a empresa não conseguia ter total controle da produção. “Utilizávamos um sistema que não acompanhava as nossas necessidades, por isso perdemos 24 anos de dados e tivemos que começar do zero. Mas agora conseguimos, inclusive, reduzir custos, ver onde estávamos ganhando e onde precisávamos ter mais aten- ção”, disse o gerente. Com todos os investimentos realizados no último ano, a empresa economizou em torno de R$ 70 milhões e já vê uma recuperação mesmo num cenário econômico pouco favoráv- el no setor. “Investimos e inovamos a empresa como um todo, aumentamos em 100% a capacidade produtiva e estamos bas- tante otimistas com próximos resultados”, finaliza Voss. Raízen renova parceria com Instituto Ayrton Senna Segundo Luiz Romeu Voss, a Aralco investiu em 2014 aproximadamente R$ 40 milhões em locação e compra de novos equipamentos e em tecnologia da informação Por meio da plataforma Litros por Letras, a Raízen – li- cenciada da marca Shell no país – direcionou parte da renda dos postos de combustíveis no mês de maio para o In- stituto Ayrton Senna, instituição que trabalha para qualificar o ensino público em todas as regiões do Brasil. Este é o ter- ceiro ano de parceria de marketing de causa entre a Raízen e o Instituto. Diferentemente dos anos anteriores, pela primeira vez a campanha englobou todo o complexo dos postos Shell. A cada abastecimento com produtos da família V-Power (Shell V-Power Nitro+ ou Shell V-Power Etanol), compra de lubrifi- cantes (Shell Helix HX7, HX8 ou Ultra) ou aquisição do com- bo de hot dog nas lojas Shell Select, ao longo do mês de maio, a Raízen destinou parte da renda ao Instituto Ayrton Senna. Cerca de 3370 postos Shell, distribuídos em 902 ci- dades de 26 estados, participaram da campanha, que vem cre- scendo significativamente. Com os resultados conseguidos em 2013 e 2014, a parceria já ajudou mais de 400 mil crianças e jovens, com educação pública de qualidade. “A Raízen, através da marca Shell, acredita na educa- ção e convida seus consumidores a apoiarem essa causa. Te- mos metas crescentes do número de crianças e jovens favore- cidos com a parceria, e neste ano planejamos superar todas as expectativas”, diz Luciane Matiello, diretora executiva de Marketing da Raízen. Aralco/Divulgação
  19. 19. Terra & Cia Maio 2015 19 CTC oferece ferramenta gerencial grátis para usinas Cosan diz que melhora climática impulsiona produtividade da cana Setor sucroenergético reativa Frente Parlamentar em Brasília Sugestões através do e-mail redacao@canamix.com.br Para saber mais, acesse: www.canamix.com.br | twitter: @canamix CTC/Divulgação De acordo com Alan Pavani, o CTC conta com o Programa Benchmarking que gera dados relevantes e confiáveis aos clientes e ao setor OCTC (Centro de Tecnologia Cana- vieira) desenvolveu uma ferramen- ta gerencial para auxiliar na tomada de decisão para a escolha de varieda- des, um dos principais insumos da área agrícola. A solução é oferecida gratui- tamente às empresas. “O módulo Va- riedades faz parte de nosso Programa Benchmarking que, desde sua criação, em 1991, gera dados relevantes e con- fiáveis aos nossos clientes e ao setor. Agora podemos agregar informações detalhadas de cada cultivar a este pro- cesso”, afirma Alan Pavani, líder de produto da área de Marketing do CTC. Como funciona - O participante que realizar o cadastro terá acesso às informações de performance das prin- cipais variedades de cana de açúcar do Brasil, separadas por estágio de corte, época de colheita e ambiente de produ- ção, por meio de relatórios personali- zados. “Para incluir os dados, basta o usuário ter um link com o PINS (sis- tema de gestão comumente utilizado nas usinas)”, completa Pavani. Os in- teressados devem procurar um repre- sentante do CTC regional ou entrar em contato diretamente pelo e-mail bench- marking@ctc.com.br. ACosan estima que a moagem de cana 2015/16 da Ra- ízen, sua divisão de açúcar e etanol, deverá ficar mais perto do topo do intervalo previsto no guidance da com- panhia, de 60 milhões de toneladas de cana, devido a um tempo mais favorável para as lavouras. “Nós estamos sim iniciando uma safra melhor do a que a gente iniciou na sa- fra passada, em função das condições climáticas (melhores) nos últimos meses”, afirmou o presidente-executivo da Co- san, Nelson Gomes. Na safra passada, a moagem da Cosan caiu cerca de 7 %, afetada pela seca histórica de 2014, enquanto os pri- meiros meses do ano, especialmente fevereiro e março, re- gistraram boas chuvas. A Cosan indicou que a Raízen de- verá moer entre 57 milhões e 60 milhões de toneladas de cana na temporada 2015/16. Isso significaria um cresci- mento de cerca de 3 milhões de toneladas ante 14/15, na melhor das hipóteses. O volume de açúcar a ser produzido em 15/16, sa- fra que começou em abril, foi estimado entre 4,2 milhões e 4,4 milhões de toneladas, ante 4,081 milhões da tempora- da passada. Já a produção de etanol foi vista entre 1,9 bi- lhão de litros e 2,1 bilhões de litros, ante 2,063 bilhões na safra passada (com Reuters). ACâmara dos Deputados reativou, no início de maio, em Bra- sília, DF, a Frente Parlamentar pela Valorização do Setor Sucroenergético, entidade que tem o objetivo de discutir as de- mandas da cadeia produtiva de açúcar e etanol no Congresso Na- cional. Presidida pelo deputado federal Sérgio Souza, a Frente pretende levar as principais demandas do setor sucroenergético para o debate político do País e somar esforços para propor po- líticas públicas que garantam a retomada do crescimento deste segmento estratégico para o Brasil. A cerimônia de relançamen- to contou com a presença dos principais representantes do setor sucroenergético no Brasil, como Elizabeth Farina, presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA); André Rocha, presidente do Fórum Nacional Sucroenergético; Paulo Leal, pre- sidente da Federação dos Plantaodres de Cana do Brasil (Fer- plana); Manoel Ortolan, presidente da Orplana (Organização dos Plantadores de Cana da Região Centro-Sul do Brasil); Alexandre Lima, presidente da União dos Produtores de Cana Nordestinos (Unida); e outras lideranças da cadeia produtiva. Além da posse de Souza no cargo de presidente da Frente e nova diretoria, também foi lançado um manifesto em defesa do setor e uma agenda legislativa contendo os projetos prioritários para este ano no Congresso. Souza ocupa o posto antes sob res- ponsabilidade de Arnaldo Jardim, atualmente secretário de Agri- cultura do Estado de São Paulo.
  20. 20. 20 Terra & Cia Maio 2015 Feiras e Eventos Agrishow Agrishow reafirma papel de age Feira tem contribuído há mais de duas décadas para o aprimoramento de técnicas de manejo no campo, para adoção de novas tecnologias e, consequentemente, para a evolução do setor
  21. 21. Terra & Cia Maio 2015 21 nte de estímulo ao agronegócio Feiras e Eventos Agrishow RenatoLopes/A2img A 22ª Feira Internacional de Tec- nologia Agrícola em Ação, a Agrishow 2015, foi palco cen- tral do agronegócio brasileiro, nos dias 27 de abril a 1º de maio, em Ribeirão Preto, SP. O evento se posicionou, mais uma vez, como referência do segmen- to e como o principal termômetro do comportamento do mercado. As mais importantes lideranças empresariais e setoriais, bem como os fabricantes e empresas e toda a cadeia produtiva, es- tiveram presentes. No total, passaram pela área de 440 mil m², cerca de 160 mil visitantes, um público altamente qualificado, formado, em sua maioria, por produtores rurais de todo o territó- rio nacional e do exterior. Entre as autoridades que marca- ram presença no evento, estiveram: o vi- ce-presidente do Brasil, Michel Temer; o governador do Estado de São Pau- lo, Geraldo Alckmin; os ministros Katia Abreu (Agricultura, Pecuária e Abaste- cimento), Aldo Rebelo (Ciência e Tec- nologia), Edinho Araújo (Portos) e Gil- berto Kassab (Cidades); o secretário da Agricultura do Estado de São Pau- lo, Arnaldo Jardim; o secretário de Lo- gística e Transporte, Duarte Nogueira; além de deputados e senadores. Tam- bém foram recebidos milhares de visi- tantes especialmente convidados para a tradicional caravana de produtores ru- rais promovidas por importantes entida- des do segmento, como a FAESP – Fe- deração da Agricultura e da Pecuária do Estado de São Paulo, que este ano envolveu um grupo de mais de 15 mil agricultores. Considerada uma das três prin- cipais feiras de tecnologia agrícola do mundo e a maior e mais importante na América Latina, a Agrishow 2015 foi vitrine das mais avançadas tendências e inovações tecnológicas para o agrone- gócio, com a participação de 800 mar- cas, que levaram inúmeras novidades em termos de máquinas, implementos agrícolas, sistemas de irrigação, acessó- rios, peças, entre outros produtos neces- sários ao aumento da produtividade do cultivo dos produtores rurais, necessá- rio à redução dos custos e aumento da rentabilidade do agronegócio brasileiro. Além da contribuição para adoção de inovações e novas tecnologias e para o aprimoramento de técnicas de mane- jo do campo, a Agrishow também tem desempenhado uma função importan- te para o desenvolvimento do setor, ao propiciar um ambiente favorável para negócios e, principalmente, ao estimu- lar a divulgação de ações e reinvindi- cações que impulsionem a evolução do agronegócio no País. O segmento é hoje um dos mais importantes na composi- ção do PIB brasileiro, respondendo por 22,8%, segundo dados do Centro de Es- tudos Avançados em Economia Aplica- da (Cepea). Nesta edição, apesar dos inúme- ros desafios pelos quais vem passando a economia nacional, a Agrishow 2015 obteve um volume de negócios expressi- vos, na ordem de R$ 1,9 bilhão. As en- tidades realizadoras da Agrishow: Abag – Associação Brasileira do Agronegó- cio; Abimaq – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamen- tos; Anda – Associação Nacional para Difusão de Adubos; Faesp – Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo; e SRB - Sociedade Rural Brasileira, reafirmaram a importância do agronegócio para o País e que uma das esperanças para o reequilíbrio da si- tuação do agronegócio poderá vir a ser o próximo Plano Safra. Esse posicionamento mostra que a
  22. 22. 22 Terra & Cia Maio 2015 Feiras e Eventos Agrishow RenatoLopes/A2img Agrishow está sempre ao lado do produ- tor rural, trabalhando de maneira cons- tante para que a agricultura e a pecu- ária possam evoluir incessantemente. Em seus mais de 20 anos de realização, a feira acompanhou os produtores nos momentos de crescimento da economia brasileira bem como nas situações mais desafiadoras, como nesta edição. Mas, por sua importância, ela sempre pro- piciou um ambiente favorável para de- monstrar a pujança do setor. Eventos paralelos - Organizada pela BTS Informa, a Agrishow 2015 foi um show de tecnologia. O Núcleo de Tecnologia e Demonstração de Cam- po deram ao visitante uma oportuni- dade de conhecer, na prática, as mais inovadoras experiências tecnológicas direcionadas à Agricultura de Preci- são, que têm como principal objetivo a utilização correta e adequada dos re- cursos e trazem uma série de benefícios como produtividade, economia de re- cursos, entre outros. As demonstrações, organizadas pela Coopercitrus, exibiram novidades como um sistema de precisão voltado ao plantio de sementes que, utilizando as coordenadas programadas previamen- te, impede a sobreposição de sementes. Outra tecnologia que chamou a aten- ção é um sistema de monitoramento de solo com GPS, que possibilita uma aná- lise completa de todas as necessidades do solo, indicando os pontos nas lavou- ras que estão deficientes em determina- dos nutrientes. Durante a solenidade de abertu- ra, foi entregue o Prêmio Brasil Agro- ciência, criado para estimular a pesqui- sa em diversas áreas do agronegócio. O homenageado foi Alfredo Scheid Lo- pes, professor emérito da Universidade Federal de Lavras, por sua contribui- ção para a construção e o desenvolvi- mento do agronegócio. O prêmio foi entregue pelo vice-presidente Michel Temer e pelo governador de São Pau- lo, Geraldo Alckmin. A premiação visa incentivar cientistas e pesquisado- res, profissionais que já demonstraram competência para a construção de uma inovadora base científica e tecnológi- ca de produção agropecuária no mun- do tropical e subtropical. O Programa Brazil Machinery So- lutions (BMS), parceria entre a Abimaq e a Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investi- mentos), promoveu a 16ª Rodada Inter- nacional de Negócios, cujos resultados confirmaram a vocação exportadora dos fabricantes brasileiros de máquinas, implementos agrícolas e equipamentos de irrigação. Foram US$ 17,2 milhões entre negócios fechados e futuros, o que representa 43% a mais do que na edição passada do evento. No total, foram rea- lizadas cerca de 300 reuniões entre em- presários brasileiros e estrangeiros, vin- dos da Argélia, Bélgica, Canadá, Egito, EUA, Filipinas e Tailândia. Outra atração que chamou bas- tante a atenção de quem foi à Agrishow 2015 foi o Caminho do Boi, iniciativa presente pela primeira vez na feira que convidou o público a se colocar no lugar no animal e percorrer as diversas etapas da fazenda até o frigorífico para produ- zir uma carne de qualidade. O projeto mostrou a importância da integração da cadeia produtiva da carne, levando em conta o respeito ao bem-estar animal e a aplicação de tecnologia para fortale- cer ainda mais a posição do Brasil de lí- der na produção de carne bovina. No total, passaram pela área de 440 mil m², cerca de 160 mil visitantes, um público altamente qualificado, formado, em sua maioria, por produtores rurais de todo o território nacional e do exterior
  23. 23. Terra & Cia Maio 2015 23 Feiras e Eventos Agrishow Vencedor do Prêmio Trator do Ano foi o Massey Ferguson 6711R Dyna-4 Divulgação A Agrishow 2015 também foi palco da solenidade de entrega do Prêmio Trator do Ano, cujo vencedor foi o Massey Ferguson 6711R Dyna- 4. Na Categoria Tratores Especiais, o prêmio ficou com o trator R60 da LS Tractor. O Design do Ano foi para a Valtra com o Challenger MT775E e a Marca Mais Votada pelos agricultores do Brasil foi para a New Holland. O prêmio contou com 10 empresas parti- cipantes, somando 31 modelos de tra- tores inscritos, que foram avaliados por seis professores da área de me- canização agrícola, que percorreram mais de 24 mil Km pelo Brasil de nor- te a sul, leste a oeste. Infraestrutura - Atenta às ques- tões de sustentabilidade, a Agrishow 2015 foi marcada pela classificação do site oficial da feira, agrishow.com. br, com o selo de Site Sustentável, or- ganização pioneira na neutralização do CO2 emitido por websites, que tem o objetivo de levar a sustentabilidade para todos os portais e consumidores brasileiros. A página foi neutralizada, ao compensar a emissão de aproxima- damente 50 kg de CO2, por meio da plantação de árvores nativas da Mata Atlântica. Uma novidade que fez suces- so foi o APP para dispositivos móveis com sistema Android e iOS nas lojas Apple Store e Google Play, que tinha uma série de funcionalidades para fa- cilitar e otimizar a visitação, incluin- do a seleção dos estandes, traçando rotas, a visualização dos expositores em destaque, a marcação dos exposi- tores como favoritos e/ou visitados, a navegação na relação completa de em- presas participantes e a busca por ex- positor via categoria de produtos, e a marcação de sua vaga no estaciona- mento, tirando uma foto da localiza- ção exata, facilitando sua entrada e sua saída da feira. Para atender ao elevado núme- ro de visitantes, a Agrishow 2015 in- veste constantemente em melhorias em sua infraestrutura, a fim de le- var mais conforto para o produtor ru- ral. Nesta edição, foram intensifica- das as melhorias de infraestrutura iniciadas na edição de 2014, amplia- ção e mudança do layout do estaciona- mento, bem como calçamento, coloca- ção de bancos e ampliação das áreas de descanso na feira. Também, foram implantadas praças de alimentação mais modernas. Para a próxima edi- ção, novas melhorias serão implanta- das. A Agrishow 2016 será promovi- da em Ribeirão Preto, de 25 a 29 de abril de 2016.
  24. 24. 24 Terra & Cia Maio 2015 Estande do Grupo AgroBrasil movimenta o pavilhão coberto O Grupo AgroBrasil marcou presença, com sua equipe edi- torial e comercial, na 22ª edi- ção da Agrishow, realizada em Ri- beirão Preto, SP, de 27 de abril a 1º de maio de 2015. No estande da em- presa foram divulgadas as revistas Terra&Cia e CanaMix, veículos de destaque nacional no setor agro bra- sileiro, além do tradicional Guia de Compras S.A. Durante os cinco dias de evento o estande da AgroBrasil recebeu inú- meras visitas de leitores, parceiros, representantes de empresas e autori- dades, entre elas o secretário de Turis- mo de Ribeirão Preto, Tanielson Cam- pos. Ele destacou a importância do evento para a cidade e parabenizou a equipe da revista. Visitantes tiveram a oportunidade de conhecer os produtos do Grupo AgroBrasil, no estande da empresa, na Agrishow 2015 Secretário de Turismo de Ribeirão Preto, Tanielson Campos, vista o estande do Grupo AgroBrasil na Agrishow 2015 “A Agrishow continua sendo uma feira muito importante para Ribeirão Preto e região. Além de ter uma grande movimentação de negócios no setor agro, também gera um grande volume de turismo de negócios nos hotéis, restauran- tes, postos de gasolina, etc. A ci- dade ganha em todos os setores”, disse Tanielson. O diretor da AgroBrasil, Plínio Cesár Azevedo Junior, destacou que a Agrishow é uma das principais par- ceiras do grupo. “O período em que acontece o evento é uma grande opor- tunidade de rever amigos e parcei- ros, fazer contatos e negócios. Espe- ramos ansiosamente pela edição de 2016, pois nossa parceria com a fei- ra é longa e duradoura, além de mui- to produtiva”. Feiras e Eventos Agrishow AleCarolo/alecarolo.com AleCarolo/alecarolo.com
  25. 25. Terra & Cia Maio 2015 25Terra & Cia Maio 2015 25
  26. 26. 26 Terra & Cia Maio 2015 Feiras e Eventos Agrishow Volkswagen expõe linha 2015 da Amarok AleCarolo/alecarolo.com A Volkswagen exibiu na 22ª Agrishow toda a linha 2015 da picape Amarok, incluin- do a série especial Dark Label. Foram expostas as versões Highline, Trendli- ne, SE, S – em carrocerias de cabi- ne simples e dupla. A Amarok foi co- locada à prova em uma pista off-road com aproximadamente 3,3 mil m². No circuito, os clientes puderam testar to- dos os recursos de tecnologia do mode- lo Highline, como controle de partida em rampa (HSA) e controle de desci- da (HDC), entre outros. De acordo com o gerente de ven- das e marketing da Volkswagen Bra- sil, Carlos Leite, a Amarok é uma das picapes médias mais avançadas tecno- logicamente disponíveis no mercado brasileiro. A linha 2015 conta com re- cursos inéditos em sua categoria, com versões ainda mais equipadas. A ver- são topo de linha Highline, por exem- plo, que já conta com exclusividades no segmento como a tração perma- nente 4MOTION e a transmissão au- tomática de oito velocidades, pode ainda ser equipada com faróis bixenô- nio com luzes de condução diurna em LED. A Amarok 2015 passa a ser tam- bém a única picape média à venda no mercado nacional equipada com faróis de neblina com luz estática para con- versão, recurso que amplia a área ilu- minada em curvas feitas em velocida- A Amarok foi colocada à prova em uma pista off-road com aproximadamente 3,3 mil m²
  27. 27. Terra & Cia Maio 2015 27 de igual ou inferior a 40 km/h. Sempre que os faróis estiverem ligados (fachos alto ou baixo) e a seta for acionada ou o motorista girar o volante, o farol de neblina do lado correspondente ao que o veículo estiver virando é aciona- do. As configurações Highline e Tren- dline 2015 contam com essa tecnolo- gia de série. Outro item de conforto e con- veniência da picape Volkswagen é a câmera traseira de estacionamento, recurso que facilita o motorista du- rante manobras de estacionamento. Essa tecnologia está disponível para a Amarok Highline em conjunto com os sensores de estacionamento dian- teiro e traseiro. A linha 2015 do mo- delo passa a contar também com ajus- te lombar para os assentos dianteiros, sempre que a picape for equipada com airbags laterais. As demais configurações (Tren- dline, SE e S) também passam a ser mais equipadas na linha 2015. Contro- le Eletrônico de Estabilidade (ESC), Assistente de Partida em Subida (HSA), Controle Automático de Desci- da (HDC) e lanterna traseira de neblina agora são itens de série para todas as versões. A regulagem elétrica de altura do facho dos faróis também passa a ser equipamento “standard” na Amarok Trendline. Entre os opcionais disponí- veis para todas as versões, destaque para o engate removível para reboque. Com a chegada da série espe- cial Dark Label, a Amarok é oferecida A Amarok conta com controle eletrônico de estabilidade (ESC) com controle automático de descida (HDC) e assistente para partida em subida em sete opções de configuração, entre carroceria cabine simples e cabine du- pla, tração 4×4 selecionável ou per- manente, transmissão manual de seis marchas ou automática de oito mar- chas. Na versão S da picape – ofereci- da em configurações de cabine simples (com tração 4×4) e de cabine dupla (tração 4×4) – o motor TDI conta com um turbocompressor e tem po- tência de 140 cv, que surgem a 3.500 rpm. O torque é de 34,7 kgfm, dispo- nível a partir de 1.600 rpm. Já nas versões SE, Trendline, Dark Label e Highline, o motor TDI tem dois turbos, o que eleva sua potên- cia para 180 cv. O torque máximo é de 40,8 kgfm a 1.500 rpm, com o câm- bio manual de 6 marchas. Com o câm- bio automático de 8 marchas (recurso opcional para a versão Trendline e de série nas configurações Dark Label e Highline), o torque máximo é de 42,8 kgfm a 1.750 rpm. Carlos Leite, gerente de vendas e marketing da Volkswagen Brasil, com a edição da Terra&Cia em mãos AleCarolo/alecarolo.com AleCarolo/alecarolo.com
  28. 28. 28 Terra & Cia Maio 2015 Iveco expõe linha de transporte para o agro Jacto lança pulverizador costal a bateria Feiras e Eventos Agrishow A Iveco participou, pela primei- ra vez, com estande próprio na 22ª Agrishow e apresen- tou uma linha completa de produtos para transporte, do leve ao pesado. O modelo Hi-Way possui ar digital, geladeira, cortina frontal elétrica, basculamento elétrico da cabine e cama de 2 m x 80 cm com colchão de dupla espuma AlexandreAndrade Os veículos comerciais da marca aten- dem a demanda do mercado agríco- la com tecnologia, robustez, versatili- dade e baixo custo operacional. Cinco modelos foram expostos no estande da Iveco e das fabricantes de equipamen- tos agrícolas New Holland e Case IH, também marcas da CNH Industrial. A companhia apresentou os mo- delos Daily 35S14, 70 CD e Minibus, Tector 260E28, Stralis 400 6X2, Hi- -Way 480 6x2 e 480 6x4 e Trakker 740T48. De acordo com o diretor de Marketing da Iveco, Ricardo Barion, os veículos estão aptos a cumprir vá- rias tarefas, como transporte de grãos, transporte urbano de cargas e traba- lhos em condições especiais, como em usinas de cana. “Como fabricante de uma linha completa de veículos co- merciais, podemos atender qualquer tipo de demanda no agronegócio”. Um dos destaques da Iveco é o extrapesado Hi-Way. Projetado para percorrer longas distâncias, ofere- ce economia na manutenção, na ope- ração e no consumo de combustível. O veículo vêm equipado com o Frota Fácil, uma ferramenta de gestão com acesso aos dados completos de teleme- tria, performance, dados de viagem e informações sobre sua condução. O modelo tem ar digital, geladeira, cor- tina frontal elétrica, basculamento elétrico da cabine e cama de 2 m x 80 cm com colchão de dupla espuma. A Jacto Small Farm Solutions, unidade de negócios da Jacto que tem como foco servir aos pequenos produtores, apresentou du- rante a 22ª Agrishow seus novos mo- delos de pulverizadores costais com funcionamento a bateria. De acor- do com Anderson Michael, responsá- vel pela área de marketing da unida- de, os novos pulverizadores PJB-16 e PJB-20 entram no mercado ofere- cendo a tradição e a durabilidade que marcam a história mundial da Jacto desde 1948. Com capacidades de armazena- gem do tanque de 16 litros ou 20 li- tros, o pulverizador funciona com ba- teria removível de longa duração, com fácil e rápida remoção e instalação e recarga completa em apenas 4 horas. São cinco níveis de pressão de traba- lho e pressão constante, garantindo qualidade de aplicação até o final da carga da bateria. O produto tem três anos de garantia. O agitador hidráuli- co interno é acionado com chave ex- terna, o que propicia o movimento correto para uma calda perfeita. Segundo Anderson, o equi- pamento conta com um marcador de passos, temporizador ajustável com quatro velocidades e sinaliza- ção sonora, auxiliando o operador a manter uma velocidade constante na aplicação. Após 10 minutos sem operação, o equipamento desliga au- tomaticamente. Uma cinta almofa- dada permite ajuste rápido e garan- te conforto durante a aplicação. Um painel de controle inteligente per- mite monitoramento do equipamen- to com apenas um toque, mostrando nível de carga da bateria, pressão de trabalho e alertas. Anderdon Michael mostra pulverizador PJB-20, que funciona com bateria removível de longa duração AleCarolo/alecarolo.com
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  30. 30. 30 Terra & Cia Maio 2015 Feiras e Eventos Agrishow Casale amplia linha Feeder SC Case IH mostra implementos para cana, café e biomassa A Casale apresentou toda sua li- nha de produtos durante a Agrishow, mas o destaque ficou por conta da ampliação da linha Feeder SC, desenvolvida para atender a neces- sidade de suplementação de animais no pasto. O Feeder tem um sistema exclu- sivo GEO-PEC Control com GPS de sé- rie, um software desenvolvido para mo- nitorar o abastecimento e o consumo em todos os locais de distribuição de ração a pasto, ou seja, mais conhecido como processo de pecuária de precisão. Para atender este mercado emer- gente, a Casale dispõe de três modelos Feeder 45 e 75 tracionados e o 200 montado em caminhão. O Feeder SC tem capacidade de transporte e distri- buição para até 14 toneladas por car- ga. Para realizar o transporte no pas- to, os modelos tracionados utilizam um chassi robusto com eixo tipo Tan- dem de quatro rodas, ideal para en- frentar qualquer tipo de terreno, por se adequar perfeitamente ao solo, sem solavancos ou trancos para proteção do conjunto e do sistema de pesagem. A Agrishow sempre foi um even- to de muita importância e de grande proximidade com o pecuarista. A opi- nião é do presidente da empresa, Celso Casale. “É uma excelente oportunida- Celso Casale e Jaqueline Casale, em frente ao modelo 75 da linha Feeder SC de para ouvirmos o pecuarista sobre suas necessidades e satisfações. Esta troca de informações faz com que a cadeia produtiva seja mais eficiente e objetiva para atender às expectativas do criador e do produtor rural”, disse. E ntre os destaques da Case IH na Agrishow estiveram os im- plementos para os segmentos de cana, café, grãos e biomassa, capazes de tornar as máquinas ainda mais pro- dutivas e dinâmicas, possibilitando aos produtores potencializarem os seus lu- cros. Isso foi possível graças à parceria da Case IH com a TMA e DRIA, mar- cas tradicionais no desenvolvimento e na produção de implementos para máquinas agrícolas. No segmento canavieiro, a Case IH possui a premiada colhedora de cana, da série A8800 Multi Row, com um exclusivo e patenteado sistema de divisores de linha, que tem como característica a flexibili- dade de atender à colheita em diferen- tes espaçamentos. Agora, a marca lança plantadora automatizada PTX7010, cujo controle de fertilizante e fungicida é feito em um único painel na cabine. Além da plantadora, foram lança- dos os transbordos VTX 21000 e VTX 10000, o cultivador dupla ação hard 6x4 e o sulcador de duas linhas, que pode ser usado pelo produtor que ainda não possui plantio mecanizado de cana. Ele abre o solo e distribui o fertilizante, deixando o sulco pronto para receber a cana. A Case IH também levou à Agrishow, sistemas integrados café, com as colhedoras Coffee Express 100 e 200; o novo Reboke Coffee 5000 com função multiuso; a Driaton 1600, implemento mais conhecido como trincha, que serve tanto para capina quanto para incorporar restos de cultura ao solo e que também pode ser usada na fruticultura; e a Fert- max Coffee 2500 com esteira de 80cm. Outro destaque na Feira foi o lan- çamento do transbordo de grãos VTG 20000, implemento multifuncional usa- do no plantio para distribuir adubo, e na colheita para receber os grãos. Tem a opção da bica direcional para semen- tes e fertilizantes. Além da grande capa- cidade, de 20.000 a 26.000 kg, a ope- ração em conjunto com a colhedora de grãos permite menor tempo de ciclo do carregamento dos caminhões - cerca de 1,5 minuto. Para biomassa, a Case IH destacou o aleirador de palhas DAL e a carreta acumuladora de fardos CAF, a única car- reta 100% nacional. O implemento tem capacidade de transportar até 40 fardos por hora, o equivalente a cerca de 20 to- neladas. As etapas completas de recolhi- mento de palha se iniciam com o aleira- dor, no qual o equipamento faz a junção do material no solo, passam pelas enfar- dadeiras que produzem fardos de alta densidade e, em seguida, pela carreta acumuladora, que realiza a tarefa do re- colhimento da matéria prima para o pro- cessamento final na usina. A colhedora Coffee Express 200 faz parte dos sistemas integrados de café da Case IH AleCarolo/alecarolo.com Divulgação
  31. 31. Terra & Cia Maio 2015 31 Feiras e Eventos Agrishow FAESP-SENAR/SP é destaque na Agrishow 2015 O estande do Sistema FAESP- -SENAR/SP na Agrishow 2015 certamente foi o mais movimentado da maior feira de tec- nologia agrícola em ação da América Latina, que aconteceu de 27 de abril a 1º de maio de 2015, em Ribeirão Pre- to, SP. Cerca de 17 mil produtores e trabalhadores rurais de mais de 150 sindicatos agrícolas do Estado de São Paulo visitaram o estande, superando a estimativa inicial de 15 mil pessoas. O número de jovens participan- tes do “Programa Jovem Agricultor do Futuro” chegou a cinco mil, su- perando os três mil estimados inicial- mente. Os jovens vieram de várias re- giões do Estado e, durante a 22ª edição da feira, tiveram a oportunida- de de conhecer as mais modernas tec- nologias para o incremento das ativi- dades no campo. Caravanas de vários municípios paulistas, como Araraquara, Bebe- douro, Franca, Jundiaí, São José do Rio Pardo, Santa Fé do Sul, Piras- sununga, Limeira, Ibitinga, Cardoso, Mogi Mirim, Trabiju, Nova Granada, Lençóis Paulista, Brotas, Ipuã, Gua- raci, Auriflama, Lucélia, Santa Rosa do Viterbo, Paulo de Faria, Lorena, Cedral, entre outras, também passa- ram pelo estande do Sistema FAESP- -SENAR/SP nos cinco dias de feira. Dezenas de atrações culturais organizadas por diversos sindicatos rurais do Estado de São Paulo foram apresentadas, com o objetivo de res- gatar a cultura popular do homem do campo. Destaque para as apresen- tações de viola caipira, danças como o fandango e a catira, folia de reis e samba de roda, entre outras. Os visitantes foram recebidos por Fábio Meirelles, presidente da Agrishow e também presidente do Sis- tema FAESP-SENAR/SP, que foi ho- menageado pelos produtores e tra- balhadores rurais, com a entrega de faixas de apoio e reconhecimento ao seu trabalho e a sua gestão à frente do Sistema FAESP-SENAR/SP. Meirelles também foi homenage- ado pela governadora do Rotary Dis- trito 4540, Maria Augusta Carvalho, e pelo vice-presidente do Rotary Ri- beirão Preto Boulevard, Sandro Sou- za. Na ocasião, estavam presentes Oswaldo Carvalho, ex-governador do Rotary Distrito 4540; o Secretário de Turismo de Ribeirão Preto, Tanielson Campos; e mais de 30 rotarianos. Meirelles destaca a Agrishow pelo seu dinamismo e contribuição no aprimoramento constante do agro- negócio brasileiro. “Esta feira gran- diosa nos dá a certeza de que a nos- sa agricultura tende a se manter em crescimento, mesmo com altos e bai- xos de alguns setores. Temos a maior fronteira agrícola do mundo, clima favorável e ainda um grande poten- cial a ser explorado de formas pla- nejada e sustentável. Diz ainda que : “todos os indicadores econômicos sus- tentam que, apesar da desaceleração geral ocorrida na economia, o agrone- gócio seguirá como o principal prota- gonista de sustentação para o cresci- mento do País. Ele tem colaborado de duas formas: no fornecimento de ali- mentos a preços competitivos, que co- labora para atenuar os efeitos de uma inflação em aceleração, e na garantia de exportações consideráveis, que co- labora para que o declínio na balan- ça não seja tão profundo”, informou Meirelles também ressaltou a importância das ações do Siste- ma FAESP-SENAR/SP durante a Agrishow. Segundo ele, a difusão do conhecimento e da cultura para o ho- mem do campo é de essencial para o desenvolvimento da atividade agrí- cola. “A Agrishow representa bem a evolução da agricultura brasileira, es- pecialmente do estado de São Paulo. Com todos os seus avanços e empre- endimentos no campo agrícola, asse- gurando o aprimoramento e a susten- tabilidade do agronegócio brasileiro, cria condições para que o setor garan- ta o abastecimento para mais de 200 milhões de pessoas”, afirmou. Fábio Meirelles, presidente da Agrishow, foi homenageado pela governadora do Rotary Distrito 4540, Maria Augusta Carvalho, e pelo vice- presidente do Rotary Ribeirão Preto Boulevard, Sandro Souza AleCarolo/alecarolo.com
  32. 32. 32 Terra & Cia Maio 2015 Feiras e Eventos Agrishow GTS destaca versatilidade da plaina canavieira Planner 710 Doca Pascoal A GTS do Brasil, indústria de máquinas e implemen- tos agrícolas, apresentou uma gama de produtos na Agrishow 2015. De olho no mercado sucro- energético, apresentou também a versatilidade de sua plaina cana- vieira Planner 710, a maior tecno- logia existente em niveladores de solo de arrasto, tendo a maior lâmi- na de corte do mercado, sendo tam- bém a que possui os maiores ângulos de inclinação e altura. O implemen- to pode ser deslocado para trabalhos laterais em até 1,60 m, deixando o trator em área segura. A Planner 710 é ideal para a construção de estradas, canais para escoamento de águas das chuvas, aterros e outros similares, principal- mente na correção de ondulações na lavoura. A GTS desenvolveu a plaina canavieira pensando em utilizar a ca- pacidade ociosa dos tratores nas la- vouras de cana. Diferente das moto- niveladoras, a Planner utiliza o trator como parte motriz e pode encerrar os trabalhos de nivelamento e manejo de terra para fazer outras operações. O sistema de lâminas utilizadas em todos os modelos de Planners é si- milar ao utilizado nas motonivelado- ras. Calandradas, com formato para- bólico, proporcionam descolamento de terra pelo efeito parafuso, sem criar arrasto e condiciona a terra a movimentar-se efetuando trabalhos com acabamento profissional e alto rendimento. O implemento possui a maior lâmina do mercado, com 4,24 m de largura e 62 cm de altura, além de bordas cortantes substituíveis. Com a opção de montagem da lâmina revestida em PAD (polieti- Estande da GTS do Brasil na Agrishow 2015 mostrou todo o portfolio de produtos da empresa catarinense leno de alta densidade) deslocada em até 30 cm, a Planner de estru- tura modulada é capaz de abrir ca- nais mais profundos e com menor re- sistência à movimentação. Todos os pontos de giro recebem graxeiras e mancais especiais, portanto, não há local sem proteção. Mesmo com operações hidráulicas individuais, para levante, deslocamento, giro da lâmina e inclinação, a Planner 710 pode ser acionada por tratores com comando hidráulico duplo, pois é equipada com eletroválvulas capa- zes de distribuir e ordenar o fluxo de óleo conforme a necessidade de ope- ração, mantendo todos os comandos dentro da cabine do trator. Sucesso - Localizada em La- ges, Santa Catarina, a GTS do Bra- sil foi pioneira no desenvolvimento de plataformas colhedoras de milho em estrutura de alumínio na Amé- rica do Sul. De acordo com o dire- tor presidente da empresa, Assis Strasser, a GTS do Brasil é alicer- çada sobre muito trabalho, estudo e dedicação de todos os profissionais que fazem parte dessa história de sucesso. AleCarolo/alecarolo.com Divulgação/GTS
  33. 33. Terra & Cia Maio 2015 33 Feiras e Eventos Agrishow Empresário Assis Strasser aposta em planejamento De acordo com Assis Strasser, mesmo em tempos de crise, a GTS do Brasil nunca deixou de investir e inovar, sempre tendo como base o planejamento A os 54 anos, o diretor presi- dente da GTS do Brasil, As- sis Strasser, conta que a tra- jetória da companhia sempre teve como base o trabalho, a pesquisa e o comprometimento dos colaboradores da empresa catarinense. A GTS nas- ceu de um sonho de melhorar a pro- dutividade no campo. Em 1994, a fa- mília Strasser, pioneira no plantio de milho em espaçamento reduzido no Brasil, resolveu inovar o sistema tra- dicional de plantio praticado na épo- ca, unificando os espaçamentos das culturas de verão que correspondem ao plantio de milho, soja e feijão. Como o grande problema da época era o de não haver no país pla- taforma que colhesse milho com es- paçamento de 50 cm, os Strasser transformaram a primeira platafor- ma de milho, de 70 cm para 50 cm. Animados com os excelentes resulta- dos, resolveram criar uma empresa para produção de plataformas, bus- cando parcerias no exterior. A partir de 2000, a GTS se associou a duas indústrias já consolidadas para poder dar sequência aos projetos. Pouco tempo depois, entre 2001 e 2004, a família Strasser adquiriu a parte societária dos investidores Tan- zi e Garro, respectivamente, e desde então a GTS do Brasil passou a ser uma empresa com capital 100% bra- sileiro. Empresa relativamente nova, com 15 anos de mercado, mas que conquistou o status de referência na produção de máquinas e equipamen- tos para o agronegócio brasileiro e mundial. De acordo com Strasser, mes- mo em tempos de crise, a GTS nun- ca deixou de investir e inovar, sempre tendo como base o planejamento. Ad- mite, no entanto, que o crescimento das empresas nacionais está atrela- do à forma como o governo brasileiro “pilota” o País. Nesse sentido, o em- presário lamenta que o Brasil esteja sendo comandado de uma forma de- sorganizada, sem credibilidade, sem planejamento e com uma carga de corrupção que impede o crescimento. “Para que as empresas brasi- leiras possam se consolidar é preciso haver luz no fim do túnel. O que faz o homem trabalhar é a confiança, são as perspectivas. Sem isso você perde o desejo de investir. Não é fácil pros- perar em um país cuja carga tribu- tária é uma das mais altas do mun- do. Essa pressão fiscal não deixa o empresário trabalhar. Nos meus 54 anos, nunca vi tanta empresa queren- do fechar as portas. O pior é que essa arrecadação de tributos não volta como benefício”, lamenta Strasser. Strasser é contrário ao voto ele- trônico, o qual julga suscetível a ma- nipulações. Também é contra o voto obrigatório. “Nós somos obrigados a votar em gente sem credibilidade”, observa. “O povo brasileiro precisa acordar e dizer não, não e não. Está na hora de um basta neste país. Se os próprios políticos não começarem a colocar eles mesmo na cadeia, não sei o que será. Não vamos mais mo- ralizar esse país. Roubar R$ 1 ou R$ 1 milhão é a mesma coisa. Não há como ser meio certo. Ou é completo ou não”, lamenta. O empresário catarinense afir- ma que a GTS sofre com todas essas pressões, oriundas de uma gestão go- vernamental ineficiente, mas destaca que a empresa nunca deixou de in- vestir, mesmo neste cenário de crise, fomentada pela ingerência do gover- no federal. A GTS é honesta, pé no chão, nunca trabalhou com a chama- da caixa dois ou qualquer esquema errado. Nosso lema é o planejamen- to. Me lembro que em 2012 e 2013 trabalhamos como diz a frase ‘não há bem que dure para sempre nem mal que nunca se acabe’ e estamos aqui”, finalizou. (DP) AleCarolo/alecarolo.com
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  36. 36. 36 Terra & Cia Maio 2015 Manipulador telescópico é destaque da JCB John Deere lança dois modelos de colhedoras de cana A JCB mostrou na Agrishow 2015 sua linha de manipula- dores telescópicos, que con- tam com uma série de acessórios como garfos, garras, espetos ou caçambas, para atuar em diferentes setores da agropecuária, como na manipulação de bags de grãos, fertilizantes, fardos de algodão ou feno, carregamento de fardos de palha de cana em usinas de cana-de-açúcar. O equipamento tam- bém atua na cadeia de produção de biomassa, aumentando a produtivida- de, pois substitui a aplicação de outras máquinas como tratores adaptados e pás carregadeiras, que não oferecem a mesma capacidade de carga e de ele- vação necessárias. De acordo com Michael Steen- meijer, gerente nacional de vendas da divisão agrícola da JCB, a produ- ção sustentável de biomassa está em expansão e é um caminho sem volta. “Usinas localizadas em regiões como Centro-sul e Centro-Oeste vem inves- tindo na produção de biomassa, onde já conseguimos comprovar que nos- sas máquinas atendem perfeitamente às demandas do setor, oferecendo uma solução eficiente e econômica na ma- nipulação de materiais”. Steenmeijer afirma que nesses casos, por exemplo, os manipuladores trabalham na movi- mentação dos fardos de palha de cana que terão basicamente duas finalida- des: a cogeração de energia e produ- ção de etanol 2G. Profissionalizar as operações é justamente o que a Usina Ferrari bus- cou ao adquirir dois manipuladores te- lescópicos 541-70 – que começaram a ser utilizados em abril deste ano. A Usina Ferrari, localizada em Porto Ferreira, SP, atua na produção de açú- car, etanol e biomassa para cogeração de energia, e tem uma produção de 3 milhões de toneladas de cana por ano. Para Edimilson Gomes Leal, gerente de manutenção da empresa, o mercado costuma improvisar, utilizando outros equipamentos que não são próprios para a manipulação de materiais, o que, segundo ele, pode gerar mais cus- tos com consumo de combustível. Manipulador telescópico fabricado pela JCB é utilizado, entre outras aplicações, para trabalhar na movimentação dos fardos de palha de cana-de-açúcar Divulgação U m dos grandes destaques da John Deere na 22ª Agrishow foi o lançamento de dois no- vos modelos de colhedoras de cana-de- -açúcar: CH570 e CH670. São equi- pamentos inovadores que aliam alta tecnologia em máquinas que pensam com o produtor com diferenciais ope- racionais e possibilidades de soluções que garantem ainda mais produtivida- de ao agricultor. As novas colhedoras contam com o Econoflow, que traz melhorias nos sistemas de alimentação, limpeza e hi- dráulico, reduz o consumo de combus- tível em até 8%, o que representa me- nor emissão de carbono e redução dos impactos ambientais, além de melho- rar a limpeza da cana colhida. Logo no início da Feira, a John Deere comercializou colhedoras para a usina Japungu Agroindustrial S.A, que atua nas regiões de Ceres, GO, e Santa Rita, PB. A unidade indus- trial adquiriu um modelo CH570 e um CH670, além das versões anteriores, as consagradas 3520 e 3522. Segun- do o diretor da Japungu, José Bolivar a confiança na marca e na equipe da John Deere foram determinantes para a escolha. De acordo com Paulo Herrmann, presidente da John Deere Brasil e vi- ce-presidente de marketing e vendas da John Deere para América Latina, a empresa continua investindo mesmo tem tempos de crise, que, segundo ele, é cíclica. Neste sentido, a grande li- nha canavieira da John Deere também conta com o trator 6205J, apresen- tado pela primeira vez em Ribeirão Preto, que exerce, entre outras fun- ções, papel importante nas operações de transbordo de cana, pois seu chassi integral evita esforços na tração e tor- ção no conjunto motor/transmissão. De acordo com Paulo Herrmann, presidente da John Deere Brasil, a empresa continua investindo mesmo tem tempos de crise, que, segundo ele, é cíclica Feiras e Eventos Agrishow AleCarolo/alecarolo.com
  37. 37. Terra & Cia Maio 2015 37 Feiras e Eventos Agrishow Landini destaca tratores montados no Brasil LS Tractor se firma no mercado brasileiro A Landini marca novamente presença na Agrishow com um estande que apresentou toda a gama de tratores, como os modelos: Mistral com tomada de força frontal 55, Rex 85F, Technofarm 60 e 75, Lan- dforce 115 e 125 e Landpower 145, 165 e 185. Além disso, foram lança- dos os modelos Landforce e Landpower montados na fábrica brasileira. O trator Landpower apresenta novos motores F.P.T. (TIER 3) e uma transmissão de gestão eletrônica que permitem aplicações em campo aber- to e para o transporte veloz na estra- da. Todos os tratores da gama estão motorizados com motores 6 cilindros F.P.T. NEF 2V conformes com as nor- mas de emissões TIER 3. Equipados com turbocompresor e intercooler ar- -ar, os novos motores desenvolvem até 157 CV, assegurando níveis de potên- cia e par excepcionais. De acordo com o diretor de ope- rações da Landini no Brasil, Ricar- do dos Santos Vianna, o Landpower conta com uma cabine que se carac- teriza por uma elevada ergonomia dos comandos que aumentam o conforto da condução. Assim também, a ins- talação de climatização, colocada no teto, assegura um ambiente de traba- lho saudável e seguro. O perfil rebai- xado do capô, em linha com a Fami- ly Style Landini, e os amplos vidros da cabine permitem uma visibilidade to- tal melhorando a manobrabilidade e o conforto da condução. O diretor de operações da Landini no Brasil, Ricardo Vianna, destaca a elevada ergonomia dos comandos que aumentam o conforto da condução na cabine do Landpower AleCarolo/alecarolo.com A sul-coreana LS Tractor, ins- talada em Santa Catarina em 2013, apresentou uma linha de produtos focados para a média e pequena propriedades ou atividades que necessitam tratores até 105 cv de potência. Com um ano e meio de atu- ação no mercado brasileiro, a LS já comercializou mais de 3 mil unida- des, sendo 10% para clientes que re- petiram a compra. A marca também alcançou o número de 30 concessio- nários e 45 lojas em 14 estados bra- sileiros, com previsão de chegar a 50 ainda em 2015. A empresa lançou na Agrishow 2015 dois novos modelos: o R60 e o G40 com versão de eixo dianteiro es- treito, ideal para a cafeicultura e cul- tivo de lavouras adensadas. “O mer- cado nas culturas onde o espaçamento de plantio é reduzido é significativo no Brasil. Fizemos um investimento con- siderável neste processo e, felizmen- te, chegamos com um produto de alta qualidade para atender aos produtores de café e hortifrúti, por exemplo”, de- clara o diretor comercial e de marke- ting da LS Tractor, André Rorato. O modelo R60 é ideal para a cafeicultura e cultivo de lavouras adensadas Divulgação
  38. 38. 38 Terra & Cia Maio 2015 Feiras e Eventos Agrishow MF 6711R Dyna-4 é eleito Trator do Ano 2015 New Holland renova time de colheitadeiras A Massey Ferguson venceu o prêmio Trator do Ano na Agrishow 2015, categoria de 80 a 130 cv, com o modelo MF 6711R Dyna-4. A decisão foi do público - que reuniu 25 mil votos - e do júri técnico da premiação. Dos 31 modelos inscri- tos na competição, 11 foram selecio- nados para a final - dois em cada ca- tegoria de potência – 80 cv; 80 a 130 cv; 130 a 200 cv; mais de 200 cv; a exceção dos Tratores Especiais (fru- teiros e florestais), categoria que con- templou três finalistas. Lançado recentemente no Bra- sil o novo trator MF 6711R Dyna-4 possui transmissão 16x16 com velo- cidades robotizadas que eliminam a possibilidade de erro na troca de mar- chas e prolongam a vida útil dos com- ponentes. Também dispensa o uso da embreagem para realizar as trocas, o que torna o conforto operacional ain- da maior. A cabine do MF 6711R é a maior e mais confortável da catego- ria, com ergonomia no assento e nos comandos dispostos de forma clara e organizada. A visibilidade a frente também é um grande ponto a destacar O opera- dor tem a melhor visão a frente da ca- tegoria, graças ao design do seu capô. O sistema de levante de três pontos é de alta capacidade, o que mostra a ro- bustez de todo o seu conjunto. A va- zão do controle remoto é de 98 l/min, O modelo MF 6711R Dyna-4 possui transmissão 16x16 com velocidades robotizadas que eliminam a possibilidade de erro na troca de marchas e prolongam a vida útil dos componentes podendo chegar a 105 l/min quando equipado com piloto automático. Ou- tro ponto forte é a tecnologia do mo- delo, que pode ser equipado com tele- metria e piloto automático. Divulgação A New Holland apresentou na 22ª Agrishow máquinas para a colheita com recursos que aumentam o desempenho no campo e atendem as demandas do mercado. “To- dos os comandos de operação dos nos- sos lançamentos, as colheitadeiras CR 8090 e CR5.85, e a plataforma Draper SuperFlex 880CF são projetados para serem descomplicados, ao alcance de um dedo”, explica Luiz Miotto, geren- te de Marketing do grupo. O destaque fica para a maior colheitadeira fabricada no Brasil, a CR8090, produto que marca a naciona- lização da CR classe 8, já disponível nas linhas de crédito do BNDES. É a única colheitadeira do mercado que não exi- ge a interrupção da colheita para a des- carga, pois o seu exclusivo tubo mede até 8,9 metros, e garante total seguran- ça ao trabalho de descarga em movi- mento. Destaca-se ainda o tanque com capacidade para 14.500 litros, o maior do mercado. Todo esse volume pode ser descarregado em menos de dois minu- tos, a uma taxa de 142 lts/s, em uma operação facilmente realizada com o acionamento de poucas teclas na ala- vanca multifunção dentro da cabine. O exclusivo OptiSpread™,um sis- tema de discos com motor hidráulico lo- calizado logo após a saída do picador, distribui a palha uniformemente por até 45 pés, auxiliando as atividades de plan- tio direto e garantindo a cobertura total do solo. O sistema IntelliCruise analisa a carga com que o motor está operando e regula automaticamente a velocidade para o melhor rendimento da máquina. Ele funciona também com base no índi- ce de perda de grão, não ultrapassan- do a velocidade ideal de trabalho. Bas- ta um toque para o sistema entrar em funcionamento. Segundo Miotto, o produtor está cada vez mais interessado em máquinas maiores e com mais tecnologia embar- cada. Em janeiro e fevereiro deste ano a classe 8 foi responsável por 23,9% das vendas das colheitadeiras com rotor no mercado brasileiro. Há dois anos, essa fatia representava 9,5%. O lançamen- to já vem equipado com o sistema com- pleto de agricultura de precisão, que in- clui GPS e piloto automático, além de um monitor que indica o rendimento e a umidade do grão colhido em tem- po real. A CR 8090 apresenta potência nominal de 489 hp, podendo atingir até 550 hp de potência máxima, e pode tra- balhar com plataformas de 40 e 45 pés. A CR8090, maior colheitadeira fabricada no Brasil, marca a nacionalização da CR classe 8, já disponível nas linhas de crédito do BNDES Divulgação
  39. 39. Terra & Cia Maio 2015 39 Feiras e Eventos Agrishow Scania destaca opções customizadas da linha 2015 Sollus destaca plantadora de cana picada A Scania apresentou cinco ca- minhões da linha 2015 duran- te a 22ª Agrishow: os off-road G 440 6x4 e G 480 6x4, os rodoviá- rios P 360 e R 620 e o semipesado P 310 8x2. Além de soluções de servi- ços para a cadeia da cana e grãos. O estande da Scania, com 600 m², con- tou com um chassi de ônibus F 250 4x2 e um motor industrial estacioná- rio DC13 74A, para diversos tipos de aplicações severas, especialmente nos setores agrícola, industrial e de cons- trução, em equipamentos originais ou repotenciamento. De acordo com o gerente de Ma- rketing e Comunicação da Scania no Brasil, Márcio Furlan, “os portfólios off-road e rodoviário 2015 proporcio- nam aos clientes os melhores torques, reduzido consumo de combustível e baixo custo operacional com foco to- tal na produtividade”. Ele afirma quer os caminhões pesados G 440 e G 480, com configuração de rodas 6x4 e ver- sões plataforma ou cavalo mecânico, oferecem a alternativa mais eficaz en- tre os concorrentes para as usinas que utilizam veículos nesses modelos. Já os rodoviários P 360 e R 620, destaca Furlan, podem ser utilizados no escoamento do produto final (açú- car e etanol) e também de grãos do campo até as rodovias. O primeiro de- senvolve 360cv de potência, e o R 620 conta com um motor V8 de 620cv, para quem precisa transferir grande quantidade de carga com implementos maiores. Ele afirma ainda que a Sca- nia propicia programas de manuten- ção, formados por um conjunto de ser- viços adequados a cada tipo de veículo e operação. Modelo Scania G 440 6x4 conta com o motor DC13 112 de 440 cv e 237,4 mkgf de torque Plant Flex 8080 é a plantadora de cana picada da Sollus DivulgaçãoDivulgação A Sollus levou à Agrishow 2015, entre outros produtos, a plantadora de cana picada Plant Flex 8080, usada para terrenos com solo mais leve (arenoso e médio arenoso) e plano (de 0% a 7% de de- clividade). O implemento é prepara- do para várias regulagens de espaça- mento para plantio de 2 linhas. Bitola com regulagem para 2.40m (espaça- mento combinado de 0,90 m por 1.50 m), 2.50 m (espaçamentos combina- dos de 1.00 m por 1.50 m ou de 0.90 m por 1.60 m), 2.80 m (espaçamento convencional de 1.40 m por 1.40 m) ou 3.00 m (espaçamento convencional de 1.50 m por 1.50 m). Plant Flex 8080 é a plantadora de cana picada da Sollus Divulgação
  40. 40. 40 Terra & Cia Maio 2015 Feiras e Eventos Agrishow Titan mostra protótipo do pneu de alta flutuação AleCarolo/alecarolo.com Divulgação A Titan Pneus, detentora da mar- ca Goodyear Farm Tires, des- tacou na 22ª Agrishow o pro- tótipo da nova versão radial do pneu de alta flutuação 600/50R22.5, de produ- ção totalmente nacional, voltada para o setor sucroenergético. O novo mode- lo recomendado para aplicação em ei- xos livres de transbordo e implementos agrícolas tem seu lançamento previsto para acontecer já no início da próxima safra da cana-de-açúcar, em 2016, en- quanto é aguardado o término da fase de obtenção das certificações em condi- ção de campo. A maior preocupação está em deixar o pneu adaptado ao regime de trabalho intenso da agroindústria da cana-de-açúcar no Brasil, onde uma máquina pode facilmente atingir qua- tro mil horas de trabalho ao longo de um ano. Leandro Pavarin, gerente de vendas Brasil da Titan Pneus, destaca que a opção de apresentar a tecnologia do pneu de alta flutuação na Agrishow tem a função estratégica de mostrar ao cliente final que a Titan acompanha de perto as demandas que surgem no cam- po, além do fato da feira estar na re- gião que é a maior produtora mundial de açúcar e etanol, e onde se concen- tra grande parte da indústria de suco de laranja, beneficiadoras de café, soja, amendoim, etc, além de indústrias ali- mentícias, indústrias de ração, fertili- zantes, entre outras. A participação da Titan Pneus na Agrishow 2015 contou com apoio das equipes de vendas da DPaschoal e Caia- do Pneus. Para Leandro Richter, geren- te de operações da Linha Pesada, a par- ticipação da DPaschoal em feiras como a Agrishow é muito relevante. “O agro- negócio é o setor que mais impulsiona a economia brasileira e a Agrishow é uma feira de suma importância para nós na busca de oportunidades para no- vos negócios e investimentos. É um di- ferencial ser uma das 800 marcas pre- sentes neste evento”, observou. O segmento de pneus OTR (Off the Road) é fundamental para os negó- cios da Titan no Brasil e América Lati- na e para a DPaschoal, por isso a pre- ocupação em estar sempre trazendo novidades ao mercado. O portfolio de pneus oferecidos pela DPaschoal e Ti- tan conta com duas medidas que aten- dem necessidades específicas, porém indispensáveis nas fazendas de grãos. Os pneus 23.5R25 MXL e 14.00-24 ROAD GRADER são também de fabri- cação nacional e indicados para uso em pás carregadeiras e motoniveladoras. Sustentabilidade - A DPascho- al, que venceu o 6º prêmio de Respon- sabilidade Social e Sustentabilidade no Varejo de 2014, está alicerçada no Programa Economia Verde, que fun- ciona em todas as lojas da rede, com a proposta de: “antes de trocar qual- quer pneu ou peça, é preciso avaliar se realmente é necessário”. Durante a Agrishow 2015, a empresa orientou os clientes com dicas para se economizar até 25% na vida útil de pneus, amorte- cedores, entre outros itens dos veículos. A DPaschoal possui 11 recapa- doras nas regiões Sudeste e Sul. Anu- almente, são recolhidas 600 toneladas de materiais recicláveis, totalizan- do 36 itens, entre pneus, sucatas fer- rosas e não ferrosas, lâmpadas, bate- rias, raspa de pneus, papel, papelão, plástico, contra peso, filtro de óleo, entre outros. A DPaschoal é uma em- presa nacional, com 65 anos, que atua na prestação de serviços automotivos especializados. São mais de 500 lo- jas distribuídas pelos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Goiás. Protótipo da nova versão radial do pneu de alta flutuação 600/50R22.5, de produção nacional, voltada para o setor sucroenergéticoEstande da Titan em parceria com a DPaschoal na Agrishow 2015
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