Successfully reported this slideshow.
We use your LinkedIn profile and activity data to personalize ads and to show you more relevant ads. You can change your ad preferences anytime.
CEMITÉRIO DOS ESCRAVOS
HISTÓRICO
A Fazenda da Urtiga era parte integrante de uma
maior, denominada Fazenda do Pontal. Segundo
Antônio Brant12, pe...
Foram congregados nesse impulso de desenvolvimento
econômico que muitos dos proprietários da região
começaram a trazer os ...
Nagô é um adjetivo que genericamente denota todo
iorubano ou negro que falava ou entendia o iorubá. Por
ocasião do tratado...
ETNIAS
O CEMITÉRIO
Por esses escravos, sobretudo por àqueles
trabalhadores da Fazenda do Pontal, é que o
bem estudado, “o Cemitér...
POR QUE CEMITÉRIO DOS ESCRAVOS?
Uma vez que o costume da época não permitia que negros fossem
sepultados no mesmo terreno ...
A obra utilizou materiais de fácil acesso, o que
indica que não houve o desprendimento de
recursos monetários para sua exe...
Segundo alguns moradores da região, originalmente ao
subir a escada de entrada à propriedade, o que era visto
era outra es...
Responsável pelas informações:
Prefeitura Municipal de Ponte
Nova/MG.
Levantamento (Outubro/2015):
Ana Maria Martins da Co...
Referências Bibliográficas e
Documentais:
- BRANT, Antonio. Ponte Nova: 1770 a 1920; 150 anos de
história. Viçosa. Folha d...
“Não importa quanto longa seja a noite, o dia
virá certamente.”
(Provérbio Africano)
Cemitério dos Escravos
Cemitério dos Escravos
Cemitério dos Escravos
Cemitério dos Escravos
Cemitério dos Escravos
Cemitério dos Escravos
Cemitério dos Escravos
Cemitério dos Escravos
Cemitério dos Escravos
Cemitério dos Escravos
Cemitério dos Escravos
Upcoming SlideShare
Loading in …5
×

Cemitério dos Escravos

O Cemitério dos Escravos é um Bem Imóvel tombado a nível municipal. Fica em Ponte Nova/MG

  • Be the first to comment

Cemitério dos Escravos

  1. 1. CEMITÉRIO DOS ESCRAVOS
  2. 2. HISTÓRICO A Fazenda da Urtiga era parte integrante de uma maior, denominada Fazenda do Pontal. Segundo Antônio Brant12, pesquisador local, a Fazenda do Pontal adveio da iniciativa de Antônio Gonçalves Torres, que fora o terceiro sesmeiro a receber uma concessão de terras nestas pastagens. A sesmaria fora transferida aos vinte e três dias de dezembro de 1755. O sesmeiro era um português de origem, e chegara à região em companhia de sua esposa, a também portuguesa Mônica Maria de Souza, e de seu irmão Domingos Gonçalves Torres – sesmeiro da mesma maneira, que recebera a segunda carta de concessão e fundou a Fazenda do Engenho.
  3. 3. Foram congregados nesse impulso de desenvolvimento econômico que muitos dos proprietários da região começaram a trazer os primeiros escravos que serviriam de mão de obra em suas fazendas. Conforme é sabido, era comum misturar as diversas tribos de escravos capturados em território africano para que assim fossem evitados levantes e revoltas por parte destes, uma vez que lhes era dificultado, através deste artifício, a comunicação e muitas vezes até mesmo o convívio, se fossem oriundos de comunidades rivais. Mas, os pesquisadores locais indicam que houve uma etnia apontada como maioria para as cercanias pontenovenses, a nagô.
  4. 4. Nagô é um adjetivo que genericamente denota todo iorubano ou negro que falava ou entendia o iorubá. Por ocasião do tratado de paz assinado em 1657 entre a Coroa Portuguesa e a Rainha Nzinga Mbandi Ngola, mediado pelo Papa Alexandre, o tráfico de escravos dirigiu-se para a grande região iorubá que compreende o território onde hoje encontra-se a República de Benim, parte da República do Togo e o sudoeste da Nigéria. Os nagôs passaram então a constituir grande parte da população escrava trazida ao Brasil, sobretudo a partir de meados do século XVIII. A maior expressão da cultura iorubá no Brasil está em Salvador, onde os núcleos familiares não foram desmembrados como no início da escravatura, permitindo uma maior manutenção da cultura e dos costumes.
  5. 5. ETNIAS
  6. 6. O CEMITÉRIO Por esses escravos, sobretudo por àqueles trabalhadores da Fazenda do Pontal, é que o bem estudado, “o Cemitério dos Escravos”, foi construído; e dada à possibilidade de maioria nagô, há chance de que estes tenham tido grande participação na obra. A data de construção não é precisa, porém os relatos e dados bibliográficos não apontam menos que 200 anos para a edificação, introduzindo-o à história do início do século XIX.
  7. 7. POR QUE CEMITÉRIO DOS ESCRAVOS? Uma vez que o costume da época não permitia que negros fossem sepultados no mesmo terreno dedicado aos brancos, a comunidade escrava da fazenda, impulsionada pela vontade de sepultar seus mortos em um terreno adequado, erigiu, então, um cemitério próprio para os seus. É bastante provável que a construção tenha se dado com o consentimento do então proprietário da fazenda. Os dados não são claros a respeito de quem era o dono da Fazenda do Pontal à época. É possível apontar dois nomes: Ana Francisca Constância da Rocha – neta de Antônio Gonçalves Torres – ou o padre José Miguel Martins Chaves – filho de Ana Francisca e do sargento-mor Miguel Martins Chaves. Seja qual fosse o proprietário quando da fundação do Cemitério, a razão do assentimento ao pedido se deve à forte tradição cristã familiar, ressaltada na figura do Pe. José Miguel Martins Chaves que chegou a ser o vigário de Ponte Nova.
  8. 8. A obra utilizou materiais de fácil acesso, o que indica que não houve o desprendimento de recursos monetários para sua execução. A assertiva se fundamenta, sobretudo, no fato de que a maior parte do bem é composta de pedras gnáissicas cuidadosamente empilhadas e agregadas a partir de alguma mistura aglomerante de simples feitio – mas de longa durabilidade – delimitando o terreno e formando também um altar interno a este espaço.
  9. 9. Segundo alguns moradores da região, originalmente ao subir a escada de entrada à propriedade, o que era visto era outra escada que dava acesso para o interior do terreno e dentro desta espécie de ‘cômodo’, que as quatro paredes então formavam, encontrava-se uma pequena capela e o altar que hoje é visto no Cemitério seria a parte superior desta capela. Ainda de acordo com os moradores, em algum momento do século XIX, devido a um grande deslizamento de terra, toda a parte do interior do Cemitério foi soterrada, resultando na ocultação parcial da capela e total das lápides que eram ali encontradas. Foram diversos os administradores do Cemitério ao longo dos anos. Ponte Nova é
  10. 10. Responsável pelas informações: Prefeitura Municipal de Ponte Nova/MG. Levantamento (Outubro/2015): Ana Maria Martins da Costa (arquiteta e urbanista) Isabella de Oliveira Walter (arquiteta e urbanista) Elaboração (Novembro/2015): Ana Maria Martins da Costa (arquiteta e urbanista) Isabella de Oliveira Walter (arquiteta e urbanista)
  11. 11. Referências Bibliográficas e Documentais: - BRANT, Antonio. Ponte Nova: 1770 a 1920; 150 anos de história. Viçosa. Folha de Viçosa. 1993. - Cemitério dos escravos, bens inventariados. Disponível em www.portaldopatrimonio.com.br. Acesso em 19/10/2015 - COELHO, Maria Sylvia Salles. Guardei na memória. Editora Alphaset Ltda. 1984. Informações Complementares: Atualmente o Cemitério é utilizado apenas para a visitação, principalmente no Dia de Finados (02 de novembro).
  12. 12. “Não importa quanto longa seja a noite, o dia virá certamente.” (Provérbio Africano)

×