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Noite de Natal de Sophia de Mello Breyner Andresen (excertos)

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Excertos do livro com fotografias dos jardins de Sophia (Jardim Botânico do Porto)

Published in: Education

Noite de Natal de Sophia de Mello Breyner Andresen (excertos)

  1. 1. A NOITE DE NATAl (excertos) Sophia de Mello Breyner Andresen Fotografias e composição: Manuela DL Ramos, (atualização 2014.12)
  2. 2. 2 1ª edição, 1959, Lisboa, Edições Ática, ilustração de Maria Keil Fonte da imagem > 4ª edição Porto, Figueirinhas, ilustração de Júlio Resende 2ª edição (1973), Porto, Ática, ilustração de José Escada > Última edição, 2014, Porto Editora, ilustração de Jorge Nesbitt A Noite de Natal - Sophia de Mello Breyner Andresen
  3. 3. O AMIGO A FESTA A ESTRELA A Noite de Natal - Sophia de Mello Breyner Andresen
  4. 4. «Era uma vez uma casa pintada de amarelo com um jardim à volta.» […] 4 Fotografia: Manuela DL Ramos A Noite de Natal - Sophia de Mello Breyner Andresen
  5. 5. 5 Fotografia: Manuela DL Ramos A Noite de Natal - Sophia de Mello Breyner Andresen
  6. 6. «Era debaixo do cedro que Joana brincava.» […] 6 Fotografia: Manuela DL Ramos Ver aqui fotografia do jardim da casa onde nasceu SMBA com cedros ao fundo. A Noite de Natal - Sophia de Mello Breyner Andresen
  7. 7. 7 A Noite de Natal - Sophia de Mello Breyner Andresen Fotografia: Manuela DL Ramos […] «Joana estava encarrapitada no muro. E passou pela rua um garoto.»
  8. 8. «Joana desceu do muro e foi abrir o portão.» […] 8 Fotografia: Manuela DL Ramos A Noite de Natal - Sophia de Mello Breyner Andresen
  9. 9. 9 Fotografia: Manuela DL Ramos A Noite de Natal - Sophia de Mello Breyner Andresen
  10. 10. 10 «E foram os dois pelo jardim fora.» A Noite de Natal - Sophia de Mello Breyner Andresen
  11. 11. 11 Fotografia: Manuela DL Ramos A Noite de Natal - Sophia de Mello Breyner Andresen
  12. 12. «E mostrou-Ihe a casa da lenha onde dormia um gato.» […] 12 Fotografia: Manuela DL Ramos A Noite de Natal - Sophia de Mello Breyner Andresen
  13. 13. «E mostrou-lhe todas as árvores… » 13 Em primeiro plano o majestoso Liquidâmbar Fotografias: Manuela DL Ramos A Noite de Natal - Sophia de Mello Breyner Andresen
  14. 14. 14 Fotografias: Manuela DL Ramos A Noite de Natal - Sophia de Mello Breyner Andresen
  15. 15. 15 Vista do Liquidâmbar a partir do Jardim dos Jotas A Noite de Natal - Sophia de Mello Breyner Andresen
  16. 16. 16 A Noite de Natal - Sophia de Mello Breyner Andresen
  17. 17. «…e as relvas...» 17 Fotografias: Manuela DL Ramos A Noite de Natal - Sophia de Mello Breyner Andresen
  18. 18. «…e as flores.» 18 Fotografias: Manuela DL Ramos A Noite de Natal - Sophia de Mello Breyner Andresen
  19. 19. 19 A Noite de Natal - Sophia de Mello Breyner Andresen
  20. 20. 20 «— É lindo, é lindo — dizia o rapazinho grave- mente. — Aqui — disse Joana — é o cedro. É aqui que eu brinco. E sentaram-se sob a sombra redonda do cedro.» Fotografia: Manuela DL Ramos A Noite de Natal - Sophia de Mello Breyner Andresen
  21. 21. «A luz da manhã rodeava o jardim: tudo estava cheio de paz e de frescura.» […] 21 Fotografia: Manuela DL Ramos A Noite de Natal - Sophia de Mello Breyner Andresen
  22. 22. «— Mas eu não posso sair deste jardim! Volta amanhã para brincar comigo.» 22 A Noite de Natal - Sophia de Mello Breyner Andresen Fotografia: Manuela DL Ramos
  23. 23. […] «Era um amigo maravilhoso. As fIores voltavam as suas corolas quando ele passava, a luz era mais brilhante em seu redor...» 23 Fotografia: Manuela DL Ramos A Noite de Natal - Sophia de Mello Breyner Andresen
  24. 24. 24 Fotografia: Manuela DL Ramos «...e os pássaros vinham comer na palma das suas mãos as migalhas de pão que Joana ia buscar à cozinha.» A Noite de Natal - Sophia de Mello Breyner Andresen
  25. 25. A NOITE DE NATAL O AMIGO A FESTA A ESTRELA 25 A Noite de Natal - Sophia de Mello Breyner Andresen
  26. 26. «Passaram muitos dias, passaram muitas semanas até que chegou o Natal.» […] 26 A Noite de Natal - Sophia de Mello Breyner Andresen
  27. 27. «For isso foi à sala de jantar ver se já lá estavam os copos. Os copos passavam a sua vida fechados dentro de um grande armário de madeira escura que estava no meio do corredor.» […] 27 A Noite de Natal - Sophia de Mello Breyner Andresen
  28. 28. «Nos dias de festa, do fundo das sombras do interior do armário saíam os copos. Saíam claros, transparentes e brilhantes, tilintando no tabuleiro. E para Joana aquele barulho de cristal a tilintar era a música das festas.» […] 28 Fotografia: Manuela DL Ramos A Noite de Natal - Sophia de Mello Breyner Andresen
  29. 29. «Joana deu uma volta à roda da mesa.» […] «As velas estavam acesas e a sua luz atravessava o cristal.» 29 A Noite de Natal - Sophia de Mello Breyner Andresen
  30. 30. «Em cima da mesa havia coisas maravilhosas e extraordinárias: bolas de vidro, pinhas douradas e aquela planta que tem folhas com picos e bolas encarnadas. Era uma festa. Era o Natal.» 30 A Noite de Natal - Sophia de Mello Breyner Andresen
  31. 31. «Então Joana foi ao jardim. Porque ela sabia que nas Noites de Natal as estrelas são diferentes.» […] «As folhas das tílias, das bétulas e das cerejeiras tinham caído. Os ramos nus desenhavam-se no ar como rendas pretas. Só o cedro tinha os seus ramos cobertos.» 31 A Noite de Natal - Sophia de Mello Breyner Andresen
  32. 32. 32 Fotografia: Manuela DL Ramos A Noite de Natal - Sophia de Mello Breyner Andresen
  33. 33. 33 «E nessa escuridão as estrelas cintilavam, mais claras do que tudo. Cá em baixo era uma festa e por isso havia muitas coisas brilhantes: velas acesas, bolas de vidro, copos de cristal. Mas no céu havia uma festa maior, com milhões e milhões de estrelas. » A Noite de Natal - Sophia de Mello Breyner Andresen
  34. 34. 34 […] «A Gertrudes tinha aberto o forno e estava debruçada sobre os dois perus do Natal. Virava-os e regava-os com molho. » Ilustração de Maria Keil (1959) A Noite de Natal - Sophia de Mello Breyner Andresen
  35. 35. «Havia no ar um cheiro de canela e de pinheiro. Em cima da mesa tudo brilhava: as velas, as facas, os copos, as bolas de vidro, as pinhas doiradas.» 35 Fotografia: Manuela DL Ramos A Noite de Natal - Sophia de Mello Breyner Andresen
  36. 36. «0 jantar do Natal era igual ao de todos os anos. Primeiro veio a canja, depois o bacalhau assado, depois os perus, depois os pudins de ovos, depois as rabanadas, depois os ananazes.» 36 A Noite de Natal - Sophia de Mello Breyner Andresen
  37. 37. […] «E por isso uma árvore se cobria de luzes e os seus ramos se carregavam de extraordinários frutos em memória da alegria que,numa noite muito antiga, se tinha espalhado sobre a Terra. » 37
  38. 38. 38 A Noite de Natal - Sophia de Mello Breyner Andresen
  39. 39. «Na sala de jantar havia uma porta que dava para o jardim. Joana abriu-a e saiu, deixando-a ficar só fechada no trinco. […] Então Joana abriu a porta do jardim e saiu.» 39 A Noite de Natal - Sophia de Mello Breyner Andresen
  40. 40. A NOITE DE NATAL O AMIGO A FESTA A ESTRELA 40
  41. 41. […] «As árvores pareciam enormes e os seus ramos sem folhas enchiam o céu de desenhos iguais a pássaros fantásticos.» 41 Fotografia: Manuela DL Ramos A Noite de Natal - Sophia de Mello Breyner Andresen
  42. 42. «Ali, sem muros nem árvores nem casas, a noite via-se melhor. Uma noite altíssima e redonda e toda brilhante. 0 silêncio era tão forte que parecia cantar.» […] 42 A Noite de Natal - Sophia de Mello Breyner Andresen
  43. 43. 43 A Noite de Natal - Sophia de Mello Breyner Andresen Composição: Manuela DL Ramos
  44. 44. 44 «Então viu que no céu, lentamente, uma estrela caminhava. “Esta estrela parece um amigo”, pensou ela. E começou a seguir a estrela.» A Noite de Natal- Sophia de Mello Breyner Andresen
  45. 45. 45 «Até que penetrou no pinhal. Então num instante as sombras fizeram uma roda a sua volta. Eram enormes, verdes, roxas, pretas e azuis, e dançavam com grandes gestos.» Fotografia: Manuela DL Ramos A Noite de Natal - Sophia de Mello Breyner Andresen
  46. 46. 46 A Noite de Natal - Sophia de Mello Breyner Andresen
  47. 47. 47 […] «E vendo-se assim rodeada de vozes e de sombras Joana teve medo e quis fugir.» Fotografia: Manuela DL Ramos A Noite de Natal - Sophia de Mello Breyner Andresen
  48. 48. 48 «Mas viu que no céu, muito alto, para além de todas as sombras, a estrela continuava a caminhar. E seguiu a estrela.» […] A Noite de Natal - Sophia de Mello Breyner Andresen
  49. 49. […] «Mas não viu escuridão, nem sombra, nem tristeza. Pois o casebre estava cheio de claridade, porque o brilho dos anjos o iluminava. E Joana viu o seu amigo Manuel. Estava deitado nas palhas entre a vaca e o burro e dormia sorrindo.» 49 Ilustração de Maria Keil (1959) A Noite de Natal - Sophia de Mello Breyner Andresen
  50. 50. 50 Ilustração de Maria Keil (1959) A Noite de Natal - Sophia de Mello Breyner Andresen
  51. 51. […] «Então Joana ajoelhou-se e poisou no chão os seus presentes. » FIM Ilustração de Júlio Resende (1989) A Noite de Natal - Sophia de Mello Breyner Andresen
  52. 52. Nota final: Nesta versão , para além de excertos do texto , incluíram-se duas ilustrações da autoria de Maria Keil (da 1ª edição de 1959) e uma de Júlio Resende (capa da4ª edição de 1989). As fotografias do Jardim Botânico do Porto (sediado na antiga Quinta do Campo Alegre que pertenceu à família de Sophia Mello Breyner Andresen), das flores e árvores são originais e da minha autoria. Trata-se de um documento de apoio à leitura, para utilização em contexto educativo. Manuela DL Ramos (atualizado em 2014.11) 52 A Noite de Natal - Sophia de Mello Breyner Andresen A NOITE DE NATAL Sophia de Mello Breyner Andresen

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