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Anatomia Artistica

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Aulas de anatomia artistica

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Anatomia Artistica

  1. 1. A Albuquerque e Lima é uma sociedade comercial, por quotas, contribuinte número 507154509, matriculada na Conservatória do Registo Comercial de Coimbra sob o número 10226/20041112. Com um capital social de 15.500 Euros, tem interesses nas áreas da Saúde Humana e na Arte. Na Arte o seu objecto social consiste em promover, comercializar e divulgar obras de arte nos domínios da pintura, da escultura e do design. Na Saúde o seu objecto social consiste em promover actividades relacionadas com a medicina humana.
  2. 2. Na área da Medicina a firma tem interesses na Ortopedia, na Peritagem Médica da Segurança Social e na Avaliação do Dano Corporal. As suas actividades médicas decorrem na Rua de Tomar, nº 2 - Coimbra (Centro de Perícias e Consultório Médico). Com sede social na Rua de Gil Vicente 86-A – Coimbra, a Albuquerque e Lima, desenvolve, no referido local, a maioria das actividades relacionadas com as artes (Galeria de Exposições Temporárias e Atelier Privativo).
  3. 3. CONFERÊNCIAS   Para além da actividade expositiva incluída nos objectivos do pacto social da firma, na área da divulgação da arte, a Albuquerque e Lima mantém actividades de formação colaborando em work-shops de formação em figura humana, para artistas.
  4. 4. Sede – Rua de Gil Vicente, nº 86-A Coimbra Tel 239 781486 APARTADO 4090 – 3031/901 Coimbra Tel 239 781486 Ciclo de Conferências de Anatomia Teórica Professor Doutor Mamede de Albuquerque ANATOMIA DA FIGURA HUMANA
  5. 5. A anatomia continua a ser uma disciplina essencial e de indiscutível utilidade na formação de qualquer artista. É evidente que a figura humana já não é o centro temático da criação artística actual. Mas muitos artistas das correntes vanguardistas continuam a trabalhar a partir do nu e levaram este tema para campos distintos dos tradicionais. O tema da figura humana continua a mobilizar as energias criativas da arte moderna. Surgem no entanto novas abordagens que, libertas de algum academismo restritivo, constituem ferramentas para inovar, inventar novas representações e realizar obras mais arrojadas e pessoais fora das limitações das escolas da anatomia artística tradicional. Nalgumas obras de arte moderna o conhecimento perfeito da anatomia esconde-se atrás de exageros intencionais, distorções voluntárias, disfunções só aparentemente arbitrárias, evidenciados na representação da figura humana. Tais representações traduzem-se cada vez mais por contrastes cromáticos representativos de formas anatómicas e por novidades compositivas em que se transfiguram e realçam os velhos e clássicos conhecimentos anatómicos. Como professor de anatomia teórica de uma Escola Universitária de Artes tais soluções não deixam de me surpreender. São prova que nas mãos do artista moderno, o conhecimento da anatomia humana pode ser uma ferramenta expressiva ao serviço da criatividade e da sensibilidade pessoal. MAMEDE DE ALBUQUERQUE
  6. 6. TRONCO E COLUNA Professor Dr Mamede de Albuquerque ANATOMIA DA FIGURA HUMANA
  7. 7. O TRONCO No nosso estudo de anatomia artística começaremos por nos ocupar do tronco, segmento do corpo humano constituído pelo tórax e pelo abdómen.   A cabeça, o tronco e a bacia encontram-se ligadas entre si pela coluna vertebral que fica situada no eixo central do corpo humano.
  8. 8. Existe uma grande variedade de tamanhos e configurações das diversas caixas torácicas, mas em todas elas o manúbrio, o apêndice xifoide e os arcos costais são marcos figurativos importantes a partir dos quais se pode representar, de forma proporcionada, o tronco humano.
  9. 9. MÚSCULOS DO TRONCO Grande peitoral Grande dentado Trapézio Grande dorsal Rombóide Angular da omoplata Músculos das goteiras vertebrais Pequenos dentados Quadrado lombar
  10. 10. Servem Servem O TRONCO (cont.) MÚSCULOS DA FACE ANTERIOR DO TÓRAX GRANDE PEITORAL O grande peitoral é um amplo músculo em forma de leque que domina a face anterior do tórax. Possui ampla área insercional distal na clavícula, esterno e costelas. A inserção clavicular ocupa aproximadamente a metade interna da face anterior da clavícula. A inserção esternal verifica-se na face anterior da articulação esterno-clavicular e do esterno. A inserção costal acontece na face anterior da quinta e sexta cartilagens costais. O músculo termina proximalmente no bordo externo da goteira bicipital do úmero. Quando o peitoral se contrai o úmero aproxima-se do tórax. Assim, a sua principal acção é a de adução do braço (aproximação da linha média do corpo). A inserção umeral do peitoral tem uma configuração especial, entrançada quando o úmero está caído e encostado ao tórax. Quando o braço está levantado o peitoral desentrança-se e o seu bordo inferior pode fácilmente ser agarrado com a mão. É ele que forma a parede anterior da cavidade axilar que é sempre visível. PEQUENO PEITORAL O pequeno peitoral tem a sua origem na terceira, quarta e quinta costelas e insere-se junto à extremidade da apófise coracóide. Situa-se por baixo do grande peitoral e não é uma forma superficial, embora seja importante no movimento porque ajuda a puxar a omoplata para a frente em torno da parede torácica.  
  11. 11. A inserção umeral do peitoral tem uma configuração especial, entrançada quando o úmero está caído e encostado ao tórax. Quando o braço está levantado o peitoral desentrança-se e o seu bordo inferior pode fácilmente ser agarrado com a mão. É ele que forma a parede anterior da cavidade axilar que é sempre visível.
  12. 12. Servem Servem O TRONCO (cont.) MÚSCULOS DA FACE POSTERIOR DO TRONCO TRAPÉZIO O trapézio é um músculo posterior do tronco, com a forma de losango, que cobre a parte de cima da omoplata, a parte de trás do pescoço e a zona interescapular (interna e posterior do tórax). Insere-se proximalmente no terço interno da linha occipital superior (na parte de trás do crânio), no ligamento da nuca e nas apófises espinhosas das vértebras torácicas. Os seus feixes musculares orientam-se segundo três direcções distintas. Os de cima estão dispostos obliquamente para baixo e para fora e inserem-se distalmente no terço externo da clavícula. Os do meio orientam-se quase horizontalmente, indo inserir-se distalmente no bordo superior da espinha da omoplata e na porção interna do acrómio. Os feixes musculares inferiores dispõem-se em sentido ascendente e vão inserir-se no bordo inferior da espinha da omoplata por meio de uma aponevrose. O trapézio suspende a cintura escapular e eleva-a quando se transportan um peso na mão. Em muitos movimentos complexos da omoplata, quando os feixes inferiores estão distendidos os feixes superiores são contraídos e vice-versa. Em tais situações as duas partes do mesmo músculo podem ter acções completamente opostas.
  13. 13. Em muitos movimentos complexos da omoplata, quando os feixes inferiores do trapézio estão distendidos os feixes superiores são contraídos e vice-versa. Em tais situações as duas partes do mesmo músculo podem ter acções completamente opostas.
  14. 14. Servem Servem MÚSCULOS DA FACE POSTERIOR DO TRONCO (cont.) GRANDE DORSAL O grande dorsal tem a forma de “écharpe” e insere-se no tronco através de uma vasta origem aponevrótica que se estende desde a sétima vértebra torácica (por baixo do trapézio) e as apófises espinhosas das vértebras lombares e sagradas, até ao rebordo externo da crista ilíaca. Também tem origem nas três costelas inferiores. Esta ampla faixa insercional converge para cima, dando uma meia volta ao tronco postero-inferior e indo inserir-se no lábio interno da goteira bicipital do úmero. Tal como no caso do grande peitoral, existe um espécie de enrolamento das suas fibras musculares, sendo os feixes musculares com origem distal mais inferior que têm inserção proximal mais acima. Este músculo é o principal responsável pela massa muscular da parede posterior da axila. A sua espessa orla enrolada é sempre visível na zona em que os músculos deixam a área do tronco em direcção ao braço. O grande dorsal participa em todos os movimentos em que o braço é puxado para trás. Faz rodar o úmero para a frente na respectiva cavidade articular e aproxima o braço do corpo. Quando se está suspenso pelas mãos, o grande dorsal é o principal músculo que permite erguer o tronco. O ângulo inferior da omoplata fica contido sob o grande dorsal e é controlado pela contracção deste músculo que aproxima o ângulo inferior da omoplata do plano da caixa torácica.
  15. 15. O grande dorsal tem a forma de uma “écharpe” que se estende desde a parte postero-inferior do tronco para a raiz do braço
  16. 16. O ângulo inferior da omoplata fica contido sob o grande dorsal e é controlado pela contracção deste músculo que aproxima o ângulo inferior da omoplata do plano da caixa torácica .
  17. 17. Servem Servem MÚSCULOS DA FACE POSTERIOR DO TRONCO (cont.) GRANDE DENTADO O grande dentado é uma lâmina muscular achatada, com digitações separadas, situada entre a superfície anterior (ventral) da omoplata e a caixa torácica. A sua origem (inserção distal) realiza-se por meio de inserções carnudas em forma de dedos (cada digitação inserida em cada uma das oito ou nove costelas superiores), constituindo os pontos de fixação do músculo no tórax. O grande dentado termina numa inserção proximal ao longo da face anterior do bordo vertebral da omoplata. As digitações das cinco costelas inferiores convergem para a face anterior do ângulo inferior da omoplata e são de maior interesse para o artista, na medida em que se vêem frequentemente. Têm a aparência de pequenos dedos esticados e abertos, dispondo-se num ângulo ligeiramente diferente do das costelas, e terminam onde se iniciam as digitações insercionais dos músculos abdominais. O grande dentado é o principal músculo responsável por acções como empurrar e socar e é um importante estabilizador da omoplata no levantamento do braço acima da cabeça. Quando este músculo se contrai, a omoplata, é impelida para diante deslizando de forma estável em torno da caixa torácica.
  18. 18. Os feixes do grande dentado convergem para a face anterior do ângulo inferior da omoplata. Têm a aparência de pequenos dedos esticados e abertos, dispondo-se num ângulo ligeiramente diferente do das costelas, e terminam onde se iniciam as digitações insercionais dos músculos abdominais. O grande dentado é o principal músculo estabilizador da omoplata no levantamento do braço acima da cabeça. Quando este músculo se contrai, a omoplata, é impelida para diante deslizando de forma estável em torno da caixa torácica.
  19. 19. Localização do mamilo a 45 o de uma linha ideal com início na fúrcula esternal
  20. 21. RECTO ANTERIOR Forma - duas longas faixas verticais Ins. torácica - cartilagens costais da quinta, sexta e sétima costelas e face anterior do esterno. Ins. Púbica - entre a sínfise e espinha Linha branca Acção - Aproxima a caixa torácica da bacia
  21. 22. GRANDE RECTO DO ABDOMEN Por cima do umbigo as duas faixas do recto anterior separam-se, formando um sulco mediano chamado linha branca abdominal.
  22. 23. GRANDE RECTO DO ABDOMEN ESTERNO - CLEIDO MASTOIDEU O músculo grande recto do abdómen tem intersecções tendinosas horizontais que se situam ao nível do apêndice xifóide, do umbigo, e a meio caminho entre ambos.
  23. 24. GRANDE RECTO DO ABDOMEN GRANDE OBLÍQUO DO ABDOMEN GRANDE DENTADO GRANDE DORSAL A parede abdominal é formada por músculos achatados. Estão dispostos em várias camadas, com os respectivos feixes musculares orientados em direcções ortogonais. Trata-se de uma disposição robusta e flexível, quer para o movimento quer para a ligação entre a caixa torácica (arco costal) e a bacia .
  24. 25. GRANDE RECTO DO ABDOMEN GRANDE DORSAL GRANDE OBLÍQUO DO ABDOMEN Os músculos abdominais mantêm as vísceras abdominais no seu lugar e são usados para curvar o tronco para a frente
  25. 26. Servem Servem ABDÓMEN (cont.) GRANDE OBLÍQUO O grande oblíquo é a camada muscular situada mais externamente e tem origem nas sete costelas inferiores da face antero-externa da caixa torácica. Estas digitações carnudas da sua origem engrenam com as digitações do grande dentado e do grande dorsal. Os feixes musculares inferiores inserem-se na crista ilíaca entre o seu ponto médio e a espinha ântero-superior. O resto da inserção faz-se na aponevrose que cobre a frente do abdómen. A orla inferior desta aponevrose é considerada «livre» entre a espinha ântero-superior e o tubérculo púbico. Cria uma tensão linear entre estes dois pontos, marco bem definido para o artista, e constitui o que os anatomistas chamam “ligamento inguinal”. Curva para baixo na direcção do membro inferior, pelo facto de a bainha que cobre os músculos da coxa lhe estar ligada repuxando-o ligeiramente. Os grandes vasos sanguíneos que se dirigem para os membros inferiores passam-lhe por baixo, no seu trajecto do abdómen para a coxa. A aponevrose contribui para a parte da frente da bainha do recto abdominal inserindo-se na linha branca abdominal.  
  26. 27. GRANDE RECTO DO ABDOMEN TRANVERSO DO ABDOMEN GRANDE OBLÍQUO DO ABDOMEN O grande oblíquo é a camada muscular situada mais externamente no complexo muscular abdominal
  27. 28. As digitações carnudas do grande obliquo engrenam na sua origem com as digitações do grande dentado e do grande dorsal.
  28. 29. GRANDE DORSAL Ligamento inguinal Espinha ilíaca antero-superior Crista ilíaca Linha branca GRANDE OBLÍQUO DO ABDOMEN GRANDE DENTADO GRANDE RECTO Arco costal Púbis O “ligamento inguinal”cria uma tensão linear curva para baixo na direcção do membro inferior, pelo facto de a bainha que cobre os músculos da coxa lhe estar ligada repuxando-o ligeiramente.
  29. 30. Servem Servem   PEQUENO OBLÍQUO O pequeno oblíquo tem a sua origem nos dois terços anteriores da crista ilíaca e em mais de metade do ligamento inguinal. Insere-se nas quatro costelas inferiores e na linha branca abdominal e contribui para a bainha do recto abdominal.
  30. 31. Servem Servem   PEQUENO OBLÍQUO O pequeno oblíquo tem a sua origem nos dois terços anteriores da crista ilíaca e em mais de metade do ligamento inguinal. Insere-se nas quatro costelas inferiores e na linha branca abdominal e contribui para a bainha do recto abdominal.
  31. 32. GRANDE RECTO DO ABDOMEN TRANVERSO DO ABDOMEN PEQUENO OBLÍQUO DO ABDOMEN O pequeno oblíquo tem as fibras orientadas perpendicularmente às fibras do grande oblíquo e contribui para a bainha do recto abdominal.
  32. 33. O pequeno oblíquo tem a sua origem nos dois terços anteriores da crista ilíaca e em mais de metade do ligamento inguinal e termina nas quatro costelas infe-riores e na linha branca abdominal GRANDE DORSAL Ligamento inguinal Espinha ilíaca antero-superior Crista ilíaca Linha branca PEQUENO OBLÍQUO DO ABDOMEN
  33. 34. Servem Servem ABDÓMEN (cont.) TRANSVERSO DO ABDÓMEN O transverso do abdómen tem a sua origem no ligamento inguinal, na crista ilíaca, nas apófises transversas das vértebras lombares e, através das inserções costais, na superfície interior das seis cartilagens costais inferiores. Cinge completamente o tronco, na medida em que a sua aponeurose contribui para a bainha do recto abdominal, e insere-se na linha branca abdominal.    
  34. 35. A disposição ortogonal dos diversos sistemas de fibras musculares abdominais confere à cintura abdominal a sua forma em ampulheta e a sua elasticidade
  35. 36. A coluna vertebral é o eixo central do esqueleto e a haste móvel e flexível que condiciona as posturas e atitudes da figura humana
  36. 38. COLUNA VERTEBRAL (33 vértebras) Móvel Cervical - 7 vértebras muito móveis Dorsal - 12 vértebras semi-móveis Lombar - 5 vértebras muito móveis Fixa Sacro - 5 vértebras unidas Coccix - 4 vértebras unidas
  37. 39. Servem Servem COLUNA VERTEBRAL(cont.) Há quatro apófises articulares em cada vértebra. Duas para articulação com a vértebra situada acima e outras duas para articulação com a vértebra colocada abaixo. Tais articulações servem essencialmente de fulcro para os movimentos possíveis entre vértebras e evitam eventuais deslizamentos descontrolados dos corpos vertebrais empilhados uns sobre os outros.
  38. 40. Servem Servem COLUNA VERTEBRAL(cont.) Há quatro apófises articulares em cada vértebra. Duas para articulação com a vértebra situada acima e outras duas para articulação com a vértebra colocada abaixo. Tais articulações servem essencialmente de fulcro para os movimentos possíveis entre vértebras e evitam eventuais deslizamentos descontrolados dos corpos vertebrais empilhados uns sobre os outros.
  39. 41. Sede – Rua de Gil Vicente, nº 86-A Coimbra APARTADO 4090 – 3031/901 Coimbra TM 966020897 CABEÇA Professor Dr Mamede de Albuquerque ANATOMIA DA FIGURA HUMANA
  40. 42. CABEÇA Crânio Face A cabeça humana é formada por duas massas de grande solidez embora de formas diferentes - o crânio e a face
  41. 43. O crânio é uma estrutura praticamente esférica ou ovoide na parte inferior e anterior da qual se insere uma pirâmide quadrangular que é a face. A massa da cabeça termina à frente por uma crista curva de osso, logo acima dos olhos – os supracílios, e atrás, numa linha ideal que reune as duas apófises mastoideias. A forma do ovoide craniano é mais alongada na cabeça dolicocéfala e apresenta uma forma mais redonda na cabeça mesocéfala. Na cabeça curta ou braquicéfala o ovoide craniano têm a forma mais achatada no sentido antero-posterior.
  42. 44. 1- a cunha afunilada do nariz; 2 - as maçãs do rosto; 3 - as arcadas zigomáticas; 4 - o pavilhão auricular (orelha); 5 - a saliência da boca (em barril); 6 - o ângulo do maxilar inferior; 7 - o queixo.   A face constitui uma pirâmide quadrandular, assente pela base no ovoide craneano que intersecta na sua porção anterior e inferior. O apex da pirâmide facial é a ponta do queixo. Sob o aspecto figurativo há saliências importantes na face humana que interessa referir:
  43. 45. CRÂNIO - Ossos impares Frontal - Arcadas orbitárias - Arcadas supraciliares - Bossas frontais Occipital - Buraco occipital - Protuber. occ. externa Etmóide - Entre frontal e esfenóide - Porção anterior da base do crânio - Separa as cavidades orbitárias Esfenóide - Porção média da base do crânio
  44. 46. CRÂNIO - Ossos impares Frontal - Arcadas orbitárias - Arcadas supraciliares - Bossas frontais O frontal ajuda a definir duas estruturas extremamente importantes que são as arcadas orbitárias e supraciliares.
  45. 47. De anatomia extremamente variável, o frontal pode ser alto e plano nas chamadas frontes olímpicas ou, pelo contrário, curto e inclinado nos rostos de aspecto rude e primitivo.
  46. 48. CRÂNIO - Ossos impares Occipital - Buraco occipital - Protuber. occ. externa O occipital está perfurado pelo buraco occipital e apresenta uma saliência, chamada protuberância occipital externa, que representa um marco palpável do início da nuca.
  47. 49. O esfenoide constitui a porção média da base do crânio e apresenta a forma de um morcego.
  48. 50. CRÂNIO - Ossos pares Parietal - Bossas parietais Temporal - Escama - Apófise zigomática - Cavidade glenóide - Rochedo - Orifício de entrada do canal auditivo externo - Apófise estilóide - Mastóide - Apófise mastóideia
  49. 51. PARIETAL Os parietais são duas amplas placas curvas que definem, pelas bossas parietais, a forma da parte posterior e superior da abóbada craniana. Eles variam de amplitude consoante o tipo de cabeça (dolicocéfala, mesocéfala ou braquicéfala).   PARIETAL
  50. 52. CRÂNIO - Ossos pares Temporal - Escama - Apófise zigomática - Cavidade glenóide - Rochedo - Orifício de entrada do canal aud. ext. - Apófise estilóide - Mastóide - Apófise mastóideia Os temporais apresentam um prolongamento em forma de crista (chamada apófise zigomática do temporal), que termina no malar, formando a arcada zigomática. Logo atrás da articulação temporo-mandibular existe um orifício, chamado canal auditivo externo, que constitui o início de um túnel que conduz ao ouvido médio e interno. Atrás do ouvido existe uma protuberância óssea chamada apófise mastoideia
  51. 53. Visto de lado, o temporal constitui o afundamento que subitamente se desenha atrás do rebordo externo da cavidade orbitária e se chama fossa temporal. Estas duas estruturas anatómicas (cavidade orbitária e fossa temporal) são separadas por uma verdadeira aresta ( A ) perpendicular ao arco zigomático.
  52. 54. FACE Maxilar superior - 12 ossos pares e 1 ímpar Maxilar superior Malares Ossos própios do nariz, etc. Maxilar inferior - Mento - Ângulo do maxilar - Côndilo do maxilar
  53. 55. MALAR O malar é uma estrutura óssea marcante da face. Colocado imediatamente abaixo da cavidade orbitária, sobressai em relação à mandíbula. Para trás prolonga-se pelo arco zigomático e para cima ajuda a definir a aresta de transição entre a cavidade orbitária e a fossa temporal. Existe um espaço vazio ou depressão por baixo do malar.
  54. 56. Maxilar inferior - Mento - Ângulo do maxilar - Côndilo do maxilar O maxilar inferior ou mandíbula é constituído por uma porção horizontal ou corpo e por uma porção vertical, os ramos ascendentes da mandíbula. O corpo é curvo, tem forma de ferradura e apresenta na parte média e inferior uma eminência mentoniana (ponta do queixo). As porções ascendentes da mandíbula formam com o corpo um ângulo recto cujo vértice se chama ângulo do maxilar inferior.
  55. 57. CAVIDADES DO MASSIÇO FACIAL Cavidades orbitárias Fossas nasais Os ossos do crânio e da face constituem uma sólida estrutura óssea que circunscreve três importantes cavidades
  56. 58. CAVIDADES DO MASSIÇO FACIAL Cavidades orbitárias As cavidades orbitárias estão situadas simetricamente na parte superior da face e por baixo do osso frontal. Têm a forma de uma pirâmide quadrangular, com o vértice superior dirigido para trás e ligeiramente para dentro e a sua base voltada para a frente, constituindo a abertura orbitária.
  57. 59. CAVIDADES DO MASSIÇO FACIAL Fossas nasais As fossas nasais são cavidades situadas no centro do esqueleto da face (separadas por um septo de direcção sagital) que se prolongam na espessura dos ossos do maciço facial até à base do crânio.
  58. 60. A pálpebra superior tem uma curva mais ampla, acompanhando a circunferência do olho, enquanto a pálpebra inferior descreve um arco mais pequeno em torno da base. Vista de lado, a pálpebra inferior está inclinada para baixo um ângulo de quase 45 graus com a superior.
  59. 61. O nariz pode ser dividido em quatro massas diferentes: a massa nasal superior, que se afunila e se encaixa em forma de cunha na ponta cartilaginosa arredondada do nariz, a ponta do nariz e as duas narinas. A ponta do nariz termina em forma de gancho (septo) sob a base prolongando-se pelas pregas do lábio superior. As narinas alargam-se para os lados numa distância igual à largura de um olho.
  60. 62. O lábio superior é maior do que o inferior tendo a forma de um «M» achatado. O sulco central saliente do «M» (filtrum) avança um pouco como a proa de um barco (tubérculo). O lábio inferior é como um «W» largo. O sulco central reentrante do W envolve o tubérculo do lábio superior e as hastes laterais do «W» delimitam dois lóbulos elípticos.
  61. 63. A expressividade do rosto reside fundamentalmente nos olhos e na boca. Nesta foto-montagem as cavidade orbitárias são preenchidas por bocas que gritam em sintonia com a boca verdadeira.
  62. 64. A boca, enquanto objecto figurativo com valor estético, foi sempre uma constante no mundo pictórico de Salvador Dali DALI LIPS
  63. 65. A orelha subdivide-se em quatro formas principais: o rebordo exterior mais largo (hélice); o rebordo interior (anti-hélice), a parte que protege o canal auditivo (trago) e o lóbulo.
  64. 66. Em altura podemos considerar a orelha dividida em três partes iguais: o terço superior - porção mais larga do pavilhão auricular acima do trago - em forma de concha; o terço médio correspondente ao trago; o terço inferior constituído pelo lóbulo carnudo da orelha. O rebordo interior (anti-hélice) divide-se, em cima, em dois, aparentando um «Y» arqueado de concavidade anterior.
  65. 67. Sede – Rua de Gil Vicente, nº 86-A Coimbra APARTADO 4090 – 3031/901 Coimbra TM 966020897 EXPRESSÃO E MÍMICA Professor Dr Mamede de Albuquerque ANATOMIA DA FIGURA HUMANA
  66. 68. Fr Tp Sc Op Ol Els Pz Gz Mas B R Tl M Músculos da cabeça humana MIOLOGIA DA CABEÇA Os músculos da cabeça humana são, na sua grande maioria, pares e simétricos e dividem-se em duas classes:  os músculos da mastigação;  os músculos da expressão.
  67. 69. Músculos da cabeça humana Masséter Os músculos da mastigação (temporal, masséter e pterigoideus), como o próprio nome indica, destinam-se principalmente à mastigação. São músculos de inserção óssea e encontram-se nas partes laterais da cabeça. Temporal
  68. 70. Músculos da cabeça humana Fr Op Ol Els Pz Gz R Tl M B Temporal Masséter Músculos da expressão Os músculos da expressão ou mímicos permitem os movimentos faciais, as pregas ou rugas de expressão (preocupação, pena, dor, riso, etc.). Têm normalmente uma inserção cutânea (face profunda da pele), por vezes entrelaçados com outros músculos. Deslocam a pele modificando os traços do rosto em caretas expressivas de diversos estados de alma. Contraem-se ou relaxam-se em complexos jogos de agonistas e antagonistas em fácies e expressões múltiplas e variadas.
  69. 71. Músculos da cabeça humana ORBICULARES CINÉTICA MUSCULAR DA EXPRESSÃO No rosto humano, no estudo da Anatomia Artistica, destacam-se os dois músculos orbiculares (das pálpebras e dos lábios). Estes dois músculos tem uma função esfíncteriana porque quando se contraem fecham a abertura palpebral ou bucal. À volta dos orbiculares das pálpebras organizam-se o frontal, o supraciliar, o piramidal e o elevador do lábio e da asa do nariz. Á volta do orbicular dos lábios gravitam o elevador do lábio superior, o elevador do ângulo da boca, o pequeno zigomático, o grande zigomático, o bucinador, o risório e os músculos do mento. Estes músculos funcionam em relação aos orbiculares como as amarras à volta de uma jangada. Vamos estudá-los um por um, com alguma atenção, já que deles depende em grande parte o conhecimento teórico subjacente à capacidade técnica de desenhar perfeitamente a expresssão do rosto humano.
  70. 72. O frontal é um músculo delgado, liso, que cobre o osso frontal, tendo os seus feixes uma direcção vertical e misturando-se com o orbicular dos olhos ao nível das sobrancelhas e com a aponevrose que cobre o crânio.
  71. 73. O supraciliar é um pequeno músculo, de forma cónica, junto à extremidade interna da sobrancelha, situando-se entre os dois frontais. Está ligado ao osso frontal na sua extremidade interna e os seus feixes de músculos sobem através do músculo frontal indo ligar-se à pele.
  72. 74. Músculos da cabeça humana PIRAMIDAL Entre os dois supraciliares, na raiz do nariz, encontra-se um pequeno músculo chamado piramidal. Insere-se, em baixo, sobre o bordo inferior dos ossos próprios do nariz e sobre as cartilagens laterais. As suas fibras sobem daí para terminar na pele da região intersupraciliar, intrincando-se com as fibras do frontal. Antagonista deste, abaixa a pele desta região, levando à aproximação e ao abaixamento da cabeça das sobrancelhas dando ao rosto um carácter de grande dureza e tornando o fácies ameaçador.
  73. 75. O frontal franze a testa em rugas horizontais e levanta as sobrancelhas e as pálpebras superiores. O supraciliar contraído aproxima os sobrolhos e franz e a pele na linha média originando rugas verticais que aparecem na parte média da testa e no topo do nariz.
  74. 76. Os orbiculares das pálpebras enchem a frente da cavidade orbitária e estão ligados à sua orla óssea. À volta dos orbiculares das pálpebras organizam-se o frontal, o supraciliar, o piramidal e o elevador do lábio e da asa do nariz.
  75. 77. Os orbiculares das pálpebras p ara além de abrir e fechar os olhos, movimento que fazem sempre que necessário por reflexo, de maneira instintiva, intervêm em quase todas as expressões do rosto humano. Estes músculos semicerram os olhos no riso e na gargalhada, e enrugam as comissuras, acentuando os pés de galinha, no sorriso.
  76. 78. O Orbicular dos lábios é o centro do complexo mio-cutâneo organizado à volta da boca que i ntervém em quase todas as formas de expressão. Lateralmente as suas fibras comissurais confundem-se com a extremidade anterior dos músculos bucinadores. Como esfíncter que é da cavidade bucal é antagonista de todos os músculos que tendem a afastar os lábios (bucinadores, zigomáticos, rizórios, musculos do mento, etc.).
  77. 79. O Orbicular dos lábios é m uito importante funcio - nalmente devido à sua capacidade de abrir e de fechar os lábios,
  78. 80. Quando a parte mais interna do orbicular dos lábios se contrai isoladamente estreita o orifício bucal fazendo a "boca pequena".
  79. 81. Quanto a parte mais externa do orbicular dos lábios se contrai os lábios são projectados para fora na acção de “fazer beicinho”.
  80. 82. O elevador comum da asa do nariz e do lábio superior insere-se proximalmente no bordo interno da órbita e depois desce bifurcando-se, terminando distalmente na asa do nariz e na parte profunda do hemi-lábio superior perto da sua porção mediana.
  81. 83. O elevador comum da asa do nariz e do lábio superior puxa para cima o lábio superior, dilatando e elevando ao mesmo tempo, a asa do nariz. A sua contracção eleva a parte mediana do hemi-lábio, enquanto as comissuras se conservam fixas. Eleva ainda a parte supero-externa do sulco naso-labial, rectificando-o.
  82. 84. O elevador próprio do lábio superior puxa para cima a porção média do lábio superior. Funciona em sinergia com o elevador comum da asa do e do lábio superior nas expressões de aflição, de desgosto e de pranto.
  83. 85. O grande zigomático estende-se da maçã do rosto (parte postero-externa da região malar) e avança em diagonal até aos cantos da boca. É o músculo elevador oblíquo externo da comissura labial
  84. 86. O grande zigomático ao contrair-se aumenta a abertura bucal, repuxa a comissura labial para cima e para trás assim como o sulco naso-labial. Isto é, alarga a boca e eleva os seus ângulos, arrepanhando a bochecha que se torna mais subida e saliente. A juntar a tudo isto, acentua as rugas ou pés-de-galinha debaixo e nos cantos dos olhos o que completa a expressão hilariante da fisionomia. É o músculo do riso.
  85. 87. O pequeno zigomático insere-se em cima, sobre a face externa do osso malar (algumas das suas fibras entrecruzam-se com as do orbicular das pálpebras) e vem terminar na espessura do hemi-lábio superior correspondente. Este elevador do lábio superior é o músculo do choro.
  86. 88. O pequeno zigomático quando se contrai puxa para cima e para fora o meio do hemi-lábio superior, modificando a sua curvatura para expressar choro ou sentimentos de preocupação ou de dor (a sua contracção eleva o hemi-lábio obrigando-o a descrever uma curva inversa da produzida pelo grande zigomático). De igual modo o sulco naso-labial descreve, pela sua acção, uma curva inversa da produzida pe1o grande zigomático.
  87. 89. O bucinador é um músculo chato, situado na espessura das bochechas e que continua lateralmente o orbicular dos lábios. Forma as paredes laterais da cavidade bucal. As suas fibras raiadas partem do ligamento pterigo-maxilar, rebordos alveolares superiores e inferiores (molares), para virem terminar, convergindo, na face profunda da pele da comissura dos lábios.
  88. 90. <ul><ul><li>A contracção do bucinador expulsa da boca o ar que enche as bochechas. Tal como o orbicular, o bucinador é mobilizado em actos funcionais, tais como soprar, assobiar, tocar instrumentos de sopro. </li></ul></ul>
  89. 91. O risório é um pequeno músculo que começa nas bochechas e vai acabar, horizontalmente, nos cantos da boca, puxando-os para fora quando entra em acção
  90. 92. O triangular dos lábios está localizado nos dois lados da boca e tem a forma de um triângulo, cujo vértice superior se inicia quase nos cantos da boca. A sua base fixa-se ao maxilar inferior, (terço anterior) um pouco mais abaixo que o quadrado do mento.
  91. 93. O triangular dos lábios é um depressor do ângulo da boca puxando, quando se contrai, os cantos da boca para baixo, tornando a linha dos lábios côncava para baixo. A sua contracção puxa também para baixo a extremidade inferior do sulco naso-labial. Destas modificações faciais resulta uma expressão de tristeza, de desdém, de desprezo, ou até de desgosto
  92. 94. O quadrado do mento insere-se na parte anterior do ramo horizontal do maxilar inferior. De lá, as suas fibras dirigem-se para cima para a face profunda da pele do lábio inferior.
  93. 95. O quadrado do mento é um depressor do hémi-lábio inferior. É uma estrutura muscular sinérgica do músculo triangular dos lábios nas expressões de tristeza, de medo, de pena e de aflição.
  94. 96. O músculo da borla do mento é um pequeno músculo que vai da fosseta do maxilar inferior à face profunda da pele do mento.
  95. 97. A contração dos músculos do mento associada à contracção do piramidal, do tansverso do nariz e do subcutâneo do pescoço exagera o carácter de ameaça dado por expressões faciais de raiva ou de cólera intensas.
  96. 98. O subcutâneo do pescoço é uma ampla estrutura muscular que está situada sobre as partes antero-laterais do pescoço. As suas fibras fixam-se, em baixo, na face profunda da pele que recobre o deltóide e a parte superior do grande peitoral. Elas dirigem-se para cima e para a frente para o maxilar inferior e vão fixar-se à pele que recobre o mento, o lábio inferior, a comissura dos lábios e a bochecha, entrecruzando-se sobre a linha mediana com as do subcutâneo do lado oposto, assim como com os músculos subcutâneos situados na parte inferior do rosto.
  97. 99. O subcutâneo do pescoço é uma ampla estrutura muscular que está situada sobre as partes antero-laterais do pescoço. As suas fibras fixam-se, em baixo, na face profunda da pele que recobre o deltóide e a parte superior do grande peitoral. Elas dirigem-se para cima e para a frente para o maxilar inferior e vão fixar-se à pele que recobre o mento, o lábio inferior, a comissura dos lábios e a bochecha, entrecruzando-se sobre a linha mediana com as do subcutâneo do lado oposto, assim como com os músculos subcutâneos situados na parte inferior do rosto.

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