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Roberto - É verdade. Mas veja, você trabalha em uma montadora e cortaram
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Roberto - Respondo a sua pergunta como estratégia. O meu trabalho tem que
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abandonar a sua vocação.
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Roberto - Eu sempre sugiro. Se você acordou com dúvida você mata. Se você sai
com cara de será, você passa uma insegurança...
Vya Estelar - Sobre o conceito escrito no seu livro : "Sabedoria é compreender
qual é o momento de parar de lutar como um ...
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ROBERTO SHINYASHIKI: FELICIDADE

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Atitude, conhecimento e equilíbrio

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ROBERTO SHINYASHIKI: FELICIDADE

  1. 1. shinyashiki.com.br O que as pessoas devem fazer para detectar se já atingiram seu limite e, depois, sair dessa situação extrema? As pessoas se tornam frustradas porque se colocam em diversas situações sem priorizar as coisas que são importantes para a vida delas. E quem não sabe priorizar perceberá que gastou muito tempo com atividades sem sentido. A vida é muito curta, por exemplo, para abrir e responder todos os e-mails que recebemos. É importante que, em vez de pensarmos em um jeito melhor de realizar tudo o que fazemos, nos perguntemos se o que estamos fazendo é importante, se precisa ser feito. Essa correria desenfreada é fruto da necessidade individual ou de uma cobrança imposta, que obriga as pessoas a buscarem o sucesso a todo custo? A sociedade quer definir o que é certo. São quatro loucuras da sociedade. A primeira é instituir que todos têm de ter sucesso, como se isso não tivesse significados individuais. A segunda loucura é que deve-se estar feliz todos os dias. A terceira é: “Você deve comprar tudo o que puder.” E a quarta é seguir todas as regras das pessoas de sucesso para se tornar importante. Não há regras. Defina o que é sucesso para você, para não cair nessas armadilhas. Quando a pessoa realiza sua vocação pode usufruir do sucesso. Há pessoas que imaginam que com o sucesso podem conseguir tudo aquilo que não têm, quando o correto seria conseguir tudo o que consideram verdadeiramente importante. O que as pessoas devem fazer para se livrar dessas cobranças e buscar o que realmente é melhor para elas, sem que sintam-se culpadas? O primeiro passo é pensar nas coisas que fazem as pessoas cederem a essa tirania e tentar evitá-las. São três fraquezas. A primeira é precisar de aplauso, a segunda é precisar sentir-se amado e a terceira é buscar segurança. A cobrança, muitas vezes, parte de nosso círculo de relacionamentos, ou seja, amigos, colegas de trabalho, família. O que ocorre é que nos deixamos influenciar por comentários de pessoas que estão frustradas com suas vidas e transmitem essa insatisfação e infelicidade para nós. Por isso, temos de nos blindar e entender que sempre temos opções. Como ter qualidade de vida e conquistar a realização profissional? Qualidade de vida nem sempre é fazer uma refeição calma no intervalo do trabalho ou chegar cedo em casa para assistir televisão com a família. Qualidade de vida é viver apaixonadamente. Para mim, escrever um livro, dar palestras, trabalhar em minha editora são tão apaixonantes quanto ir a um bom show de rock ou a uma peça de teatro. Quem vive apaixonadamente consegue obter qualidade de vida, mas quem não vive dessa forma terá monotonia. É possível viver apaixonadamente com a vida estressante, a correria e as exigências excessivas no dia-a-dia das empresas? Tenha claro qual é a sua missão. Quando trabalha em sua missão de vida, você não se preocupa com as conquistas dos outros. A maioria das pessoas age como aqueles cachorros vira-latas que têm comida boa na sua tigela, mas sempre estão de olho no pão
  2. 2. embolorado do outro. Precisamos aprender a se posicionar diante das cobranças sempre se questionando: “Estou tendo um estilo de vida que me agrada? Estou realizando meus sonhos pessoais e profissionais?” Respondendo a essas perguntas, você saberá distinguir as cobranças necessárias para seu crescimento. Como entender que é preciso parar de ficar só olhando para o lado e procurar ser uma estrela de brilho próprio? Hoje, as pessoas não conseguem nem ser nem ter, o grande objetivo de vida se tornou parecer. Veja na natureza, é uma bobagem uma roseira querer florescer como um pinheiro ou um pinheiro querer dar flores como uma roseira, pois na composição de uma paisagem cada um terá seu brilho. As pessoas não podem entrar no jogo do capitalismo em que “ganha mais quem ganha mais dinheiro”. Felicidade também é lucro. Eu não contabilizo só como resultado a última linha do balanço, mas o número de amigos que faço no ambiente de trabalho ou o número de pessoas que se realizam trabalhando comigo. Esses são mais do que resultados, são benefícios. Como os vendedores, tão cobrados por resultados, podem conseguir o equilíbrio entre o bom desempenho sem prejudicar a qualidade de vida? Atualmente, o grande desafio não é trabalhar muito, mas trabalhar melhor. Para isso, o profissional de vendas deve entender que é por meio do seu trabalho que pessoas serão beneficiadas e terão soluções para seus problemas. A compreensão desses dois fatores contribuirá para que seus objetivos e suas metas sejam superadas, não pelas cobranças de outros, mas pelo seu compromisso. Parece que para viver melhor é preciso ser como os super-heróis da ficção. Mas como ser um herói de verdade atualmente? Trabalhe para realizar seus projetos de vida, e não para impressionar os outros. Infelizmente, no Brasil, existe uma tendência das pessoas só valorizarem diretores e presidentes de multinacionais. Isso gera um ambiente de pessoas estressadas e frustradas por não atingirem esse status. Devemos valorizar a professora de Ensino Fundamental, o policial, a enfermeira, enfim, os heróis de verdade são pessoas comuns que realizam sua essência e sabem qual é a sua missão na vida. Para saber mais: www.shinyashiki.com.br ROBERTO SHINYASHIKI: FELICIDADE Conferencista, consultor organizacional, Roberto Shinyashiki é um nome de referência quando se fala em qualidade de vida e motivação. Em entrevista exclusiva, ele revela histórias inéditas de sua vida e transmite lições de liderança e de como construir bases sólidas para um novo mundo. Alex Alprim Roberto Shinyashiki, autor de dez livros, que venderam um total de 5,5 milhões de exemplares somente no Brasil, é uma referência para todos os que estudam e buscam
  3. 3. aplicar os conceitos da espiritualidade ao mundo empresarial. Seu trabalho recebeu forte influência de estudos realizados pelo Oriente, mas também faz uso de antigas tradições espirituais do Ocidente, numa pluralidade que permite comunicar a seus leitores a mais profunda verdade: o importante é ser feliz. Médico psiquiatra, Shinyashiki é pós-graduado em Administração de Empresas (MBA - USP) e professor da Cadeira de Liderança do Eurofórum (Espanha). Em palestras, conferências e fóruns, ele sempre alerta sua platéia para as mudanças que as empresas e a sociedade estão vivendo e os riscos que corremos com cada escolha que fazemos. Em seu trabalho, Roberto também ressalta o papel das empresas no processo de transformação do homem e como as competências de cada um podem ser usadas para construir campeões, pessoas preocupadas não só com suas contas e ganhos, mas com a criação de uma sociedade solidária, justa e ética. Shinyashiki tem uma participação ampla em vários projetos ligados ao chamado Terceiro Setor. Sua dedicação às causas sociais rendeu-lhe o prêmio Hadge Capers, da Associação Internacional de Análise Transacional, como melhor projeto de solidariedade mundial. Numa entrevista exclusiva concedida à Sexto Sentido, o médico e palestrante revela, pela primeira vez, como decidiu pregar a felicidade após a morte de seu mestre Osho. Atualmente vemos no universo empresarial uma busca por resultados e metas, que lembra de maneira triste a mentalidade da década de 1980. Como você vê isso? Eu tenho dito às empresas que o grande desafio no mundo do trabalho é ser competitivo e, ao mesmo tempo, humanista, conseguir integrar sucesso com felicidade. Esse é o grande objetivo. Muitas empresas quebram no Brasil porque só valorizam o ser humano, a ambição, o bem-estar, ou o outro lado, tão perigoso quanto: a ambição sem medidas. Quando você tem uma empresa que só valoriza a competitividade, você terá pessoas que vão acabar sofrendo de estafa e ficando desmotivadas; elas não conseguem continuar trabalhando simplesmente pelo dinheiro, pelo resultado, e essa empresa vai ficar no vazio. O Guia das 100 Melhores Empresas para se Trabalhar (Editora Abril - Revista Exame) já está ficando mais valorizado do que As 500 Maiores Empresas, porque as pessoas querem trabalhar numa empresa em que se sintam importantes, criando uma contribuição para o mundo, transformando á humanidade, fazendo a diferença. Há uma pesquisa da psicóloga Sofia Esteves, com trainees – que são profissionais ainda na vida acadêmica -, e é interessante que a maior parte desses trainees dizem querer obter sucesso sem destruir suas vidas como seus pais destruíram as deles. Essa moçada de hoje, entre 20 e 24 anos, já tem uma noção de qualidade de vida. Pensamento cria realidade. Algumas pessoas acreditam que o trabalho traz a infelicidade no amor, e isso acontece porque o pensamento cria matéria. Eu acredito que
  4. 4. a espiritualidade pode trazer riqueza material; então, você pode ter a riqueza material junto com a espiritualidade e a riqueza espiritual. Uma não proíbe a outra, e eu vejo que quando as pessoas têm essa consciência, essa consciência, aliada à força, cria a realidade dessas pessoas. Existe um pessoal que tem o pensamento muito pobre: “Para eu ter dinheiro, eu tenho que abrir mão de tudo, abrir mão de ser um ser humano, ter uma amizade legal com os filhos, ter um casamento e uma família legal”. No sentido da totalidade da vida, eu vejo essas pessoas como as mais pobres que existem, porque pagam um preço muito caro pelo dinheiro. Eu gosto de dinheiro, mas gosto do dinheiro que me dá coisas, não do dinheiro que me tira coisas. O dinheiro que destrói uma família, um casamento, os valores, a espiritualidade, é um dinheiro caro. Seria isso a noção oriental de prosperidade – o complemento de tudo -, tanto sob o ponto de vista sentimental, mental, espiritual e físico, quanto como conseqüência do bem-estar nas outras áreas da vida? É. O nome do livro O Sucesso é ser Feliz nasceu quando eu estava dando uma entrevista. Lembro que a jornalista me perguntou quando eu me sentia uma pessoa de sucesso: quando era aplaudido em pé por uma platéia de mil pessoas, ou quando os meus livros estavam entre os dez mais vendidos. Nessa época, eu tinha três livros entre os dez mais vendidos. Parei para pensar e vi que me sinto uma pessoa de sucesso quando chego em casa e meus filhos me beijam; aí, eu me sinto uma pessoa bem-sucedida. Então respondi: “O sucesso é ser feliz”. Eu acredito que as pessoas precisam entender essa multidimensão do sucesso. Sucesso é ter uma esposa que te ama, filhos que curtem quando você volta para casa, e não aqueles filhos que pensam “meu pai vai voltar, vai brigar, minha mãe vai brigar”. Essa multidimensão do sucesso é legal porque cria felicidade. Como a espiritualidade pode estar presente nas empresas? Vou contar uma história que nunca revelei à imprensa. Eu estava em Puna, índia, quando Osho morreu. Isso foi, se eu não me engano, em 19 de janeiro de 1990. Eu era um discípulo apaixonado pelo mestre. Ele foi cremado num ritual bem rústico. No dia seguinte, quando voltei ao local, ainda havia um pouco das brasas da fogueira, e eu fiquei lá um tempo sentado, curtindo a sensação de o mestre ter partido. Quando voltei para o asharam, senti fortemente a presença do meu mestre. Nós conversamos e ele me disse: “Roberto, agora você tem que falar nas empresas para os empresários sobre a felicidade”. Era interessante porque eu falava dos seres humanos nas organizações, mas não de felicidade. Então fui fazer o que o mestre mandou. É interessante observar o sucesso da minha carreira: ele surgiu quando eu comecei a falar de felicidade nas organizações, porque as empresas estavam precisando. Tenho falado da felicidade durante esses anos e vejo muito desespero. Talvez, o sucesso que eu faço não só no Brasil, mas no mundo,
  5. 5. seja porque eu falo de competitividade, de competência, mas vejo que o que eu falo melhor e o que as pessoas escutam mais é quando falo de felicidade, de sentido de vida, de missão. Ou seja, as pessoas, apesar de cansadas, estão iniciando uma longa caminhada para criar empresas como sendo um lugar para poderem se realizar. Alguns estudiosos afirmam que o individualismo acabou. Aquela coisa do self-made- man chegou ao seu final. O que existiria hoje, na verdade, seria um individualismo positivo, um respeito intenso pelo indivíduo humano. O individualismo, que num momento era uma coisa negativa, hoje se transformou em algo positivo. Como você vê isso? Se analisarmos as idéias dos pensadores modernos, vamos observar que eles vão tender sempre para uma polaridade. Num certo sentido, a polaridade deles sempre está certa. Esses dias, uma publicitária alemã, que está fazendo sucesso, escreveu um livro sobre a empresa dela chamado Aqui não se tem prazer. Ela afirma que espírito de equipe é uma bela desculpa para um ficar fazendo corpo mole e deixar o outro trabalhar. Quando ela diz isso, está certa. Agora, se não houver o espírito de equipe e cada um fizer o que der na telha, nada dará certo. Se ficar todo mundo esperando para se tomar uma decisão por consenso, nunca haverá uma decisão. É por isso que a economia japonesa não está andando – porque tudo precisa ser por consenso, e decisão por consenso, quando tomo mundo decide, demora três anos. Resultado: a decisão se torna inútil. Por exemplo, se você vai fazer uma viagem espiritual, ela é única e exclusivamente individual. Por mais que eu ame meus filhos – e certamente são seres que eu amo ao infinito -, não consigo lhes transmitir um mínimo de sabedoria. Às vezes, eu os vejo fazendo coisas que vão lhes causar sofrimento, mas tenho que abençoar. E isso não é apologia ao individualismo, essas coisas são individuais mesmo. Agora, se a humanidade não cooperar, seremos extintos mais rápido do que imaginamos. Você precisa estar entre o ying e o yang, qualquer que seja o ying e o yang, É como se o individualismo e o cooperativismo fossem forças dinâmicas se estruturando, e precisam estar no Tao. Você tem que confiar em Deus para educar seus filhos? Precisa. Então, entregue-os a Deus, mas precisa dar limites; portanto, são as duas coisas ao mesmo tempo. Não é dizer “sim” para tudo. Nem sim para a individualidade, nem sim para o coletivismo; é o Tao – o equilíbrio. Se alguém me disser que quer entender de empresas, eu vou sugerir que leia o Tao. Se alguém quer ser um empresário de sucesso, eu direi para ler o Tao. Se alguém disser que quer ser um professor, eu direi para ler o Tao. Existe uma valorização cada vez maior do trabalho voluntário e isso está virando, em algumas empresas, o fator decisório entre contratar ou não um empregado. Isso acaba
  6. 6. criando uma ditadura do voluntariado, ou seja, as pessoas podem acabar fazendo trabalho voluntário simplesmente porque, num mercado cada vez mais competitivo, isso passaria a ser uma vantagem. Não seria uma perda do senso de altruísmo? Eu não estaria ajudando ninguém, senão a mim mesmo. É verdade. Eu tenho uma participação muito grande no movimento do Terceiro Setor no Brasil e vejo que muitas empresas fazem trabalho voluntário porque as pessoas falam que, se a empresa fizer o trabalho voluntário, a sociedade vai ver o produto com bons olhos e quando ela tiver que decidir entre seu produto e o concorrente, vai pegar o seu. Eu vejo que continuamos, de alguma maneira, não estimulando o amor ao próximo, mas estimulando o egoísmo, que é esse senso do retorno. Quando a empresa investe em projetos sociais puramente movidos pelo marketing, o que acontece? Ela doa dinheiro a um orfanato e, da mesma maneira que corta a verba de publicidade impressa, também corta a verba para o orfanato. Eu sou muito crítico quando a empresa faz um trabalho de responsabilidade social via departamento de marketing, que é o que muitas das grandes companhias fazem. Não é a empresa que cuida diretamente do assunto. E o dinheiro gasto sai como verba de marketing. Então, quando o marketing decide que é melhor investir numa campanha de televisão do que na entidade X, eles cortam o auxílio financeiro, e isso é desumano. O outro lado é que pode ser por um caminho errado que as pessoas se conscientizam e acabam amando o próximo, comovendo-se com aquele velhinho, com aquela pessoa com câncer, com aquela criança com Aids, com aquela pessoa cega, porque o outro lado dessa história é que o mundo não tem saída se não for através da solidariedade. Se nem todos assumirem a gestão do mundo de uma maneira cooperativa, então será preciso que todos participem, ainda que de uma maneira “torta”. Já vimos empresas que entraram para fazer marketing, comoveram-se com a situação e começaram a atuar de uma maneira mais humana. Seria como escrever certo por linhas tortas: o sujeito vai para uma Apae, para colocar no currículo que tem um projeto social, e, de repente, constatamos que ele se apaixonou pela idéia. É como aquele sujeito que sai com uma menina para ter simplesmente alguns momentos de prazer e se apaixona. O senhor disse que as pessoas ficam focadas nos problemas e nas dificuldades que nascem desses problemas, como se estivessem sintonizadas numa faixa negativa de acontecimentos. Como quebrar esse ciclo? Esse é o lance importante. De dez conversas que temos hoje, as pessoas sempre vêm falar de problemas. Elas são apegadas aos problemas. Temos que mudar o foco e concentrar as energias na solução. Respondendo objetivamente: a primeira coisa que precisamos analisar é o tipo de problema que temos em mãos. Se for um problema que se repete, ele deteriora nossa vida e significa que não conseguimos quebrar o círculo vicioso. O único jeito de resolver isso é entender que a pessoa é a causadora do problema e, em seguida, assumir a responsabilidade de estar nesse problema que se repete, e mudar a postura diante da
  7. 7. vida. Se a pessoa me diz que está com uma dificuldade e não consegue resolve-a, existem quatro passos. Primeiro: reconhecer que o problema é um problema – porque há muitas pessoas que têm um problema e acham que não têm. Segundo: pedir a alguém que o conheça para ajudá-lo; ou seja, se a empresa está com dificuldade financeira, deve chamar alguém que entenda disso. Terceiro passo: a pessoa elabora um plano de ação. Quarto: ação. No Brasil, geralmente negamos o problema, pedimos ajuda de pessoas que não são especialistas, não temos um plano de ação. E, quando fazemos tudo isso, não colocamos a coisa em prática. Resolver problemas nos deixa fortes, e isso é fundamental. É bom ter problemas, dificuldades. Eles são oportunidades. Há uma frase no meu livro novo que diz “Felicidade não é ausência de problemas; ausência de problemas chama-se tédio. Felicidade são grandes problemas bem administrados”. O que torna o ser humano um verdadeiro líder consciente? Eu era responsável pela Cadeira de Liderança numa escola da Espanha chamada Euro Fórum. Lá eu teria três dias de aula para responder a essa pergunta, mas vamos resumi- la. Todo mundo quer liderar, mas líder é a pessoa que cria no outro o desejo de ser influenciado por ela. Por exemplo, o pai quer influenciar o filho, mas a pergunta é: o filho quer ser influenciado pelo pai? Não, porque o pai não é líder. O chefe quer influenciar os subalternos, mas estes não querem ser influenciados por ele é porque ele não é líder. Ele pode ser o chefe, o patrão, o dono e só por isso manda, mas não é um líder. Ser líder diz respeito à influência sobre a vontade do outro de querer ser influenciado. Existem vários caminhos para ser líder. Se o profissional é um especialista na sua área, se sabe muito sobre um determinado tema, você o escuta porque ele sabe muito. Você quer a influência dele porque é muito competente. Você cria no outro o desejo de ser influenciado por você, pelo seu modelo de vida, pela pessoa que você é. E também você quer escutar o outro quando sente que o outro o ama. Se sente que seu pai quer lhe dizer algo porque ele o ama, então você vai escutar seu pai. Mas se você sente que seu pai quer falar porque está interessado em controlá-lo, você não atende. Para mim, houve um exemplo muito bonito do diplomata Sérgio Vieira de Mello. Ele ficou quatro horas debaixo dos escombros, os bombeiros conseguiam chegar até onde ele estava, mas não tirar os blocos de parede de cima dele. Nas duas primeiras horas, ele orientava os bombeiros para cuidarem desta e daquela pessoa, daquela que tinha diabetes, entre outras. Ele estava morrendo e se preocupava com os outros, que tinham debilidades físicas. Nas duas primeiras horas, ele cuidou da equipe.
  8. 8. Depois, ele pediu que dissessem aos seus filhos que ele gostava muito deles, deixou mensagens para a família. Isso é uma coisa para pensarmos seriamente. Durante aquelas quatro horas, Sérgio não falou de ações, de tirar de uma empresa e colocar em outra. Nessa hora, o líder cuida da equipe, é a história do amor. “Por que eu quero escutar o Sérgio Vieira de Mello? Porque eu sinto que ele se importa comigo, que ele me ama, então eu quero que ele me influencie”. Na hora da morte, as pessoas se importam com a família, com os filhos, com as pessoas que elas sentem que têm algum sentido na vida delas. OS LIVROS: O PODER DA SOLUÇÃO: é a mais nova obra de Roberto Shinyashiki. Com 200 páginas, o livro mostra a importância de cultivar os sonhos e aponta caminhos para enfrentar os problemas, aprendendo e crescendo com eles. O livro é acompanhado de um DVD em que o autor dá orientações sobre como lidar melhor com relacionamentos pessoais e profissionais. VOCÊ: A ALMA DO NEGÓCIO: nesta obra, Roberto Shinyashiki apresenta diversas formas e caminhos que ajudam o leitor a construir uma carreira de sucesso e, conseqüentemente, a ter uma vida plena. OS DONOS DO FUTURO: o livro aborda, com muita seriedade, as atitudes necessárias para que as pessoas tornem-se vencedoras na vida profissional e pessoal, trabalhando em equipe; sabendo relacionar-se e construindo vinculas pessoais. O SUCESSO É SER FELIZ: aqui você vai encontrar relatos sobre a importância de ter qualidade de vida para ser feliz. O que é a felicidade? Por que as pessoas desperdiçam suas vidas? A REVOLUÇÃO DOS CAMPEÕES: segundo Roberto Shinyashiki, A Revolução dos Campeões é um estudo sobre a competência. A arte de oferecer algo sempre melhor por um custo melhor e de uma maneira ética. SEM MEDO DE VENCER: neste livro, Roberto Shinyashiki analisa as razões pelas quais muitas pessoas não conseguem atingir suas metas profissionais, afetivas e espirituais. PAIS E FILHOS, COMPANHEIROS DE VIAGEM: ter um filho significa receber uma missão e uma grande oportunidade. MISTÉRIOS DO CORAÇAO: escrito na forma de uma carta á sua amada, um homem relata suas frustrações e conquistas, seus medos e desejos, sua procura de amor. AMAR PODE DAR CERTO: em parceria com Eliana Duprê, Roberto Shinyashiki retrata as dores e as delicias de um relacionamento amoroso.
  9. 9. A CARÍCIA ESSENCIAL: com uma linguagem simples, Shinyashiki faz uma análise dos caminhos que as pessoas podem trilhar para demonstrar o amor. (Extraído da revista Sexto Sentido 46, páginas 24-29) Vya Estelar - Como administrar o cargo e manter o emprego? Roberto - Não importa a posicão que você ocupe, seja transparente, é a melhor coisa. Segundo: procure a competência, seja competente. Sempre que alguém está procurando emprego, ele errou de estratégia. Quando alguém ficou desempregado e está procurando emprego ele errou de estratégia. Porque quando você precisa procurar emprego, algo ficou errado. Algo foi feito errado. Por quê? Porque os bons, as empresas estão procurando. Porque nós precisamos entender que as competências mudaram. Vya Estelar - Como lidar com o chefe truculento? Roberto - Você precisa ser competente o suficiente para não depender daquele emprego ou daquele chefe. Porque você agüenta um chefe truculento? Bom se o cara for um gênio, tudo bem, você está lá aprendendo, crescendo... Agora, se só tem truculência... Algo ficou errado. Por exemplo: vamos imaginar que você foi ontem levar seu filho ao médico. Aí hoje, o médico liga para saber se o seu filho está bem. Você vai tomar um choque. Porque ele ligou? Então, quantos médicos te ligam, no dia seguinte, para saber se o seu filho melhorou? Antigamente nenhum. Agora, o médico moderno tem separar uma hora para ligar para os pacientes atendidos na véspera, para saber se eles melhoraram. Porque todo médico, num nível de médio para cima, basicamente vai dar o mesmo tratamento, o mesmo remédio. Então você tem que ter "competências" que os outros não tiveram. Vya Estelar - O que mais pesa no currículo? Roberto - Cada vez mais, nos currículos você tem que escrever os resultados que você conquistou. Então por exemplo: você entrou na 3M, no departamento de vendas, quando você entrou as vendas eram de US 10.000 naquele departamento, quando você saíu as vendas eram de US 200.000. Mostre os resultados que você conseguiu. Porque na verdade o que interessa do passado? Do passado só interessa se você entregou os resultados. Este é um sujeito que entrega resultados? É fera. Este é o sujeito que trabalha muito? Não define, se trabalha muito, não trabalha muito. Então o que interessa são os resultados. Vya Estelar - Como proceder em uma entrevista? Roberto - Veja, novamente aquele ponto: quando você está procurando emprego, você errou de estratégia. Ou seja, durante a sua carreira você já tinha que ter desenvolvido competências para o mercado estar olhando para você. Alguém que está procurando emprego é basicamente alguém que errou de estratégia. Porque ou a empresa vai fazer sempre o possível para não perder este profissional, ou ele é bom e quando a empresa não o valoriza, o mercado valoriza. Por isso que ele está numa situação de inferioridade, porque ele sabe que se distraiu. Vya Estelar - Mas não tem esta questão da recessão, com os cortes das empresas...
  10. 10. Roberto - É verdade. Mas veja, você trabalha em uma montadora e cortaram 10.000. Cortaram os 10.000 que eles achavam menos importantes para o negócio. Por isso que tem muito headhunter que diz: Nunca procure alguém disponível no mercado. Tem headhunter que sempre vai atrás de alguém que está trabalhando no mercado. Porque a empresa não manda embora alguém que é fundamental. Não é uma lei, mas alguns headhunters só contratam pessoas que estão colocadas. Vya Estelar - Voltando... como proceder numa entrevista? Roberto - Procure ser o mais objetivo possível. Não enrole. É que nem prova, não sabe? Diz que não sabe. Voltar Vya Estelar - Em termos práticos, o que uma pessoa precisa fazer para ser bem sucedida na carreira profissional? Roberto - A primeira, por incrível que pareça, é buscar sua vocação. Onde você se sente melhor? O segundo ponto é checar seus valores, suas idéias a respeito de trabalho, então, por exemplo: eu escuto muita gente falar: "Eu amo o que eu faço". Essa frase é perigosa, porque o professor de datilografia que ama o que faz, não se abre para a informática. O terceiro ponto é ser competente e competência está ligada a fazer bem feito, saber ampliar o espectro do seu trabalho. O quarto ponto é a permanente evolução. Não tem que estar bom. A gente tem que estar sempre evoluindo e melhorando. O Brasil pune muito forte a derrota. Vya Estelar - Existe alguma técnica para vencer o medo do desconhecido? Roberto - Isto é uma das coisas mais complicadas neste país. O Brasil pune muito forte a derrota. Isso faz com que as pessoas fiquem com muito medo de serem derrotadas. E como você fica com medo da derrota você nunca vai verdadeiramente criar. Eu diria que nós precisamos começar a ver a derrota como algo que faz parte da vida. Só tem uma maneira da gente não ter derrotas. É a gente não jogar! Quando lancei o livro O Sucesso é Ser Feliz, os jornalistas me perguntaram muito sobre a infelicidade e eu disse: "O triste da vida não é ser infeliz, mas ser medíocre. Não tomar um não da mulher que você está apaixonado, por não ter coragem de ir lá falar para ela. Nós precisamos ter a capacidade de passar por cima da derrota. Os pais precisam começar a ajudar seus filhos a entenderem que a derrota faz parte da vida de um bem sucedido. Vya Estelar - O que é na prática trabalhar melhor ?
  11. 11. Roberto - Respondo a sua pergunta como estratégia. O meu trabalho tem que estar ligado com o resultado que eu quero lá na ponta. Meu objetivo é vender vinte carros por mês. Tudo que diz respeito a vender carro eu faço e tudo que não diz respeito a não vender carro eu não faço. Vya Estelar - Como é o perfil do emprego atualmente? Roberto - É o emprego que eu tenho oportunidade de aprender, de mostrar que eu sou competente. Ou seja, tenho desafios e projetos de crescer e ganhar bem. Eu quero trabalhar para um grande líder e em uma empresa que tenha consistência. Estes são os cinco parâmetros que eu procuro em um emprego. Agora, eu diria o seguinte para quem estiver lendo esta entrevista. Hoje você ter um emprego, é ter um grande desafio. Porque os bons estão empregados e as empresas não vão deixá-los sair. Então eu diria, os feras podem escolher. A empresa tem que se matar para ter os bons. Quem decide em uma empresa são os "Talentos", são os caras bons. De caras mais ou menos o mercado está cheio. Vya Estelar - Qual é o conceito de trabalho hoje? Roberto - Infelizmente, o conceito de trabalho hoje, para a maioria das pessoas, é sacrificar o mês para ganhar o salário e a semana para ganhar o dinheiro do projeto. A maior parte das pessoas, ainda trás aquele conceito do trabalho como um sacrifício como tripaliare, que é a origem da palavra trabalho. Antigamente, o escravo trabalhava e o nobre não trabalhava... Então, ainda existe hoje um conceito: Se eu fosse nobre eu não precisaria estar trabalhando... E eu diria que, o grande desafio que o livro propõe, é que a gente comece a trabalhar com três sentidos: 1º) O sentido de missão: Por exemplo, você ... a sua missão é levar o conhecimento para o leitor. O sentido da missão do professor é o de quem está educando e ajudando as crianças a se transformarem em cidadãos. 2º)O segundo aspecto do trabalho é o desenvolvimento do trabalho como competência, ou seja, eu tenho que estar na minha vocação, pois eu preciso ter competência para fazer bem feito. É o trabalho como desenvolvimento pessoal. Porque quando eu trabalho, eu tenho que me tornar uma pessoa melhor. Cada dia crescer como pessoa. 3º)O terceiro ponto é a condição de garantir sua sobrevivência. Veja que é justamente este quesito que está nos dominando. Voltar Vya Estelar - Como fica a questão da vocação num país como o Brasil que oferece poucas oportunidades? Roberto - Eu diria o seguinte: a vocação tem dois aspectos. O primeiro é o fundamento da vocação. Por exemplo: você é um jornalista, você quer passar a verdade e a informação. Não está escrito em lugar nenhum que você tenha que trabalhar num jornal ou que você tenha que trabalhar na internet. A gente vê que
  12. 12. as pessoas identificam muito a sua vocação com o meio. E aí elas começam a abandonar a sua vocação. Explico: eu gosto de escrever e escrevo os meus livros. Eu poderia imaginar há um tempo atrás que eu seria um literato. Uma Clarice Lispector. E certamente eu não tenho este talento, eu tenho outro talento. Então nós precisamos separar um pouquinho o que é minha vocação e o que é o meu talento da atuação prática. Então, muitas pessoas ficam limitadas, por exemplo, porque a internet está demitindo jornalistas, mas você pode fazer outra coisa com este conhecimento. Desde trabalhar num outro veículo ou numa assessoria de imprensa. Agora, a gente não pode ficar preocupado muito com o meio. Minha vocação é ajudar as pessoas a se desenvolverem. Há um tempo atrás eu fazia isto como terapeuta. Hoje eu faço isso conduzindo palestras e seminários. Mas é a mesma vocação ajudar o outro a se encontrar. Vya Estelar - Porque muita gente tem medo de mudar e arriscar? Roberto - Há uma história no meu livro que ilustra bem isso: "No período de guerra um rei reuniu todos os seus prisioneiros e ofereceu-lhes uma escolha: "Você pode abrir essa porta à sua frente e assumir o que está atrás dela ou ficar aqui e ser flechado por um de meus arqueiros". Todos preferiram ser flechados. Terminada a guerra, um dos prisioneiros perguntou ao rei: "Majestade, o que há do outro lado da porta?". E ele respondeu:"Abra e veja você mesmo". Quando o prisioneiro abriu a porta encontrou um vale muito bonito. Freqüentemente, as pessoas preferem até mesmo o sofrimento conhecido, porque já sabem o que podem esperar. O desconhecido pode trazer alegria ou sofrimento e é esta a possibilidade que todos temem. O conhecido, por outro lado, mina a essência do ser humano, nós precisamos do desconhecido para nos superar. Para realizarmos nossos projetos de vida, pessoais e profissionais, é necessário ultrapassarmos essa barreira. Voltar Vya Estelar - O que mina as chances de vitória? Roberto - Dúvida, desânimo, despreparo e desprezo. Basicamente nós temos que trabalhar a atitude. Eu vou sair para uma venda? Eu vou sair para um projeto. Eu não posso ter dúvida, eu não posso ter "serás". Num jogo, por exemplo, eu não posso pensar em será na hora de arremessar, se eu pensar em será a mão treme e aquela tremida fará a bola cair fora. Eu tenho que ir preparado. Eu não posso entrar despreparado então eu vejo que muitas vezes eu estou em uma convenção e aí chega um vendedor que quer vender alguma coisa. E o comprador fala assim: - Este cara não fez a lição de casa. Ele não conhece o que eu compro, ele não sabe o que eu vendo... Eu não vou explicar para ele o que eu quero. No desânimo, a pessoa tenta vender e depois de tomar dez nãos ainda sai para a décima primeira visita. Se ele deixa o desânimo contaminá-la irá matar a sua venda. O desprezo: você nunca pode desprezar o seu concorrente e o seu cliente. Tem sempre que valorizar. Todo mundo é competente a principio. Vya Estelar - A questão da dúvida é o mais grave de todos, pois irá influenciar nas decisões que você irá tomar.Tem algum macete para eliminar as dúvidas?
  13. 13. Roberto - Eu sempre sugiro. Se você acordou com dúvida você mata. Se você sai com cara de será, você passa uma insegurança que o outro percebe. O que faz o trabalho do pensamento positivo? Procura negar a dúvida. E aí a dúvida aparece no momento mais crucial. É como o tratamento do homem que acha que vai ter uma crise de impotência quando vai sair com uma mulher. Ele pensa:"Eu não vou brochar. Eu não vou brochar". E exatamente na hora que ele é pressionado acontece o stress e aquilo que ele negou, aflora. Não funciona você negar. Não se põe pensamento positivo em cima de uma dúvida. Você tem toda razão, dúvida é o pior de todos. Porque ela aflora na hora da pressão. Por exemplo: você vai disputar a final do campeonato brasileiro, aí fica aquele negócio, pensamento positivo, pensamento positivo. Na hora do jogo, aquilo que você negou aparece. Você está com mais pressão e aí você se fragiliza. Então é muito melhor falar com um amigo, desabafe. E aí você percebe que isso fica muito mais no seu controle do que negar. Voltar Vya Estelar - Como ter qualidade de vida? Roberto - A qualidade de vida começa no trabalho. Não faça coisas no trabalho que não precisam ser feitas. Este é o ponto fundamental. Vya Estelar - A vida afetiva ou o amor afeta a vida profissional? Roberto - Sem dúvida. Seja o amor de casal, o amor familiar, o amor universal... todos são uma fonte de energia, de motivação, de inspiração e a gente não pode perder isso de vista. Você trabalha às vezes até 16 horas por dia. Sem uma vida familiar ou afetiva. Você não tem onde buscar. Vya Estelar - Buscar que você diz é... ? Roberto - Carregar a bateria do coração. Não consigo imaginar que eu possa escrever algo sobre o amor, se o meu casamento não estiver legal. Vya Estelar - A gente ouve várias pessoas falarem assim: - Você trabalha no que você gosta, faça bem feito, faça o que você puder que o dinheiro é conseqüência... Isso é assim mesmo? Roberto - O dinheiro talvez seja este o tema mais preconceituoso da existência. Na década de 70, o sexo era mais tabu do que o dinheiro. Mas o sexo bem ou mal acabou sendo trabalhado. O sexo faz parte da vida de qualquer pessoa. Mas o dinheiro continua com muitos tabus. Acho muito complicado você fazer algo, porque vai ganhar dinheiro. O Abraham Lincoln tinha uma frase: "O dinheiro é um ótimo empregado, mas um péssimo patrão."Então quem tem o dinheiro como patrão acaba perdendo a própria vida. O dinheiro tem que ser o seu empregado. Você precisa pensar no dinheiro também. Mas acho complicado pensar no dinheiro como a primeira meta da sua vida. Voltar
  14. 14. Vya Estelar - Sobre o conceito escrito no seu livro : "Sabedoria é compreender qual é o momento de parar de lutar como um leão e aceitar a perda". Não seria um estímulo para a desistência? Roberto - Eu não gosto de perder, acho que você também não gosta. Só que a gente gasta e desperdiça muita energia com coisas que já estão perdidas. Vya Estelar - Isto não vai contra a idéia que você tanto enfatiza de que é necessário batalhar pelo sonho? Roberto - O seu sonho você não abandona. Vamos dizer que você está comprando um apartamento. Este apartamento é a minha meta. Aí chega uma hora que você viu que outro cara comprou. Não adianta você ficar se matando, pois você vai acabar pagando o triplo por um apartamento. Agora, o seu sonho de morar bem não está ligado a este apartamento. Vya Estelar - Qual é a relação do trabalho com o egoísmo? Roberto - A pessoa egoísta, por pensar só nela, não gera no outro a experiência da felicidade de ser bem atendida. E esse é um desafio do mundo moderno, que eu tenho falado muito nas empresas, que precisam trabalhar, se comprometer e se envolver com as entidades da sociedade civil. Porque no MBA você não aprende a servir. E-mail:robertoshinyashiki@editoragente.com.br

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