Minerais

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Minerais

  1. 1. Minerais
  2. 2. O que são minerais? <ul><li>Substância inorgânica - excluem-se substâncias orgânicas (compostos de C, H). </li></ul><ul><li>Composição química definida - a composição química deve ser sempre a mesma; o mineral deve ser formado pelos mesmos elementos, combinados nas mesmas proporções (existem alguns desvios). </li></ul><ul><li>Sólido e cristalino – partículas com arranjo ordenado (água e mercúrio não são minerais; gelo glaciar pode ser). </li></ul><ul><li>Natural – não há intervenção humana </li></ul>
  3. 3. Propriedades físicas - ópticas <ul><li>Cor </li></ul><ul><li>Muitos minerais mostram cor característica e própria – minerais idiocromáticos; </li></ul><ul><li>Outros não apresentam cor constante – minerais alocromáticos. </li></ul><ul><li>A diversidade de cores é devida à mistura de pequenas quantidades de certos elementos químicos. </li></ul>
  4. 4. <ul><li>Como a cor raramente é única para cada mineral e porque a verdadeira cor pode ser alterada, esta característica não constitui uma propriedade muito fiável na identificação de minerais. </li></ul>
  5. 5. Propriedades físicas - ópticas <ul><li>Risca ou traço </li></ul><ul><li>A cor do mineral quando reduzido a pó. </li></ul><ul><li>Mesmo que a cor do mineral varie, a risca, normalmente, mantém-se constante . </li></ul><ul><li>Pode facilmente ser determinada friccionando o mineral sobre uma placa de porcelana fosca, que é muito dura. Se o mineral for menos duro que a porcelana, deixa sobre ela um traço constituído pelo pó do mesmo e cuja cor é facilmente identificável. </li></ul>
  6. 6. Quanto à risca os minerais podem subdividir-se em: <ul><li>Minerais brilho metálico e sub-metálico </li></ul><ul><li>Regra geral produzem risca de cor escura. Por vezes de cor bastante diferente da do mineral. Ex. pirite amarelo-latão e risca quase preta. </li></ul><ul><li>Minerais de brilho não metálico e alocromáticos Geralmente tem traço branco ou acinzentado. </li></ul><ul><li>Minerais de brilho não metálico e idiocromáticos Traço da cor do mineral, em geral mais esbatida. </li></ul>
  7. 7. <ul><li>Brilho ou lustre </li></ul><ul><li>efeito produzido pela qualidade e intensidade de luz reflectida numa superfície de fractura recente do mineral. </li></ul><ul><li>Podem ter brilho metálico e brilho não metálico ou vulgar. </li></ul>Brilho metálico Característico de determinados minerais que apresentam elevado índice de refracção, como por exemplo metais nativos (ouro, prata). Têm aparência brilhante dos metais. Brilho sub-metálico Brilho um pouco menos intenso que o metálico (exemplo, volframite. Brilho não metálico Característico dos minerais de cor clara , em geral transparentes ou translúcidos. Individualizam-se variedades dentro deste brilho: Vítreo - semelhante, no aspecto ao vidro; Nacarado - aspecto do das pérolas; Gorduroso - aspecto oleoso; Sedoso ou acetinado- semelhante ao da seda; Adamantino - aspecto semelhante ao do diamante, brilho intenso; Resinoso - aspecto da resina; Ceroso – como o da cera.
  8. 9. Propriedades físicas - ópticas <ul><li>Clivagem e fractura </li></ul><ul><li>Clivagem – tendência de um mineral partir segundo direcções preferenciais, desenvolvendo-se superfícies de ruptura planas e brilhantes. </li></ul><ul><li>Designa-se por fractura a maneira como certos minerais partem, esta rotura não tem direcções ou planos definidos </li></ul>Clivagem Fractura
  9. 11. <ul><li>Dureza </li></ul><ul><li>é a resistência que o mineral oferece a ser riscado por outro mineral ou objecto alternativo. </li></ul><ul><li>depende do tipo de ligações químicas presentes no mineral, ou seja, quanto mais fortes forem estas ligações maior dureza terá o mineral. </li></ul><ul><li>Poderá ser avaliada comparando-a com a de certos minerais-padrão. </li></ul>
  10. 12. <ul><li>A escala de dureza mais vulgar constituída por minerais-padrão, é a escala de Moh s, constituída por 10 graus correspondentes às durezas relativas de 10 minerais, ordenados por ordem crescente de dureza. </li></ul><ul><li>Cada um dos minerais desta escala risca o anterior, de dureza inferior, e é riscado pelo seguinte na escala, portanto de dureza superior. </li></ul><ul><li>Quando se vai riscar um mineral mais duro com outro menos duro, este vai desgastar-se sobre o mais duro, à semelhança de quando se escreve com giz no quadro preto ou quando se escreve com o lápis no papel. </li></ul>
  11. 14. <ul><li>qualquer mineral da escala risca todos os que estão abaixo dele, não sendo riscado por eles. </li></ul><ul><li>um mineral é mais duro que outro se, e só se, o riscar, sem se deixar riscar por ele; </li></ul><ul><li>dois minerais têm a mesma dureza se se riscam ou não se riscam mutuamente; </li></ul><ul><li>determina-se seleccionando-se uma aresta viva, com a qual se experimenta riscar os sucessivos termos da escala de Mohs; </li></ul><ul><li>os termos da escala devem ser percorridos no sentido decrescente de dureza, para se evitar o constante desgaste dos minerais menos duros; </li></ul>
  12. 15. <ul><li>quando não se dispõe de uma escala de Mohs, podem utilizar-se diferentes materiais, como: </li></ul>
  13. 16. <ul><li>A utilização da escala de Mohs apenas proporciona valores relativos e não valores absolutos. </li></ul><ul><li>A determinação de valores absolutos de dureza é complexa e implica a utilização de aparelhos muito especializados. </li></ul><ul><li>Uma desvantagem da utilização da escala de Mohs é que o aumento da dureza absoluta entre os diferentes termos não é sempre o mesmo, fazendo-se de um modo descontínuo. </li></ul>
  14. 17. Escala de Mohs comparada com uma escala de dureza absoluta. <ul><li>A diferença de dureza absoluta entre o corindo e o diamante é muito maior do que aquela que existe entre o topázio e o corindo . </li></ul>
  15. 18. <ul><li>Densidade </li></ul><ul><li>A densidade absoluta, ou massa volúmica, de uma substância traduz a massa por unidade de volume. </li></ul><ul><li>A densidade depende da dureza das partículas (átomos ou iões) que constituem o mineral e do tipo de arranjo dessas partículas. </li></ul><ul><li>Para a identificação dos minerais, recorre-se à densidade relativa , podendo utilizar-se qualquer dos métodos usados em física. </li></ul>
  16. 19. <ul><li>Um dos métodos possíveis para avaliar a densidade consiste em determinar: </li></ul><ul><li>O peso do mineral no ar – P; </li></ul><ul><li>O peso do mineral mergulhado na água – P’. </li></ul><ul><li>A diferença P - P’ dá o valor da impulsão (I), ou seja, o valor do peso de um volume de água igual ao volume do mineral mergulhado. </li></ul><ul><li>A densidade relativa é calculada através da seguinte fórmula: </li></ul>
  17. 20. <ul><li>No laboratório de Mineralogia recorre-se muitas vezes a um instrumento, balança de Jolly . </li></ul><ul><li>Funciona como um dinamómetro, permitindo determinar o peso de uma amostra de mineral pela deformação de uma mola. </li></ul><ul><li>A densidade do mineral, consiste na relação entre o peso de um determinado volume do mineral e o peso de igual volume de água a 4 ºC. </li></ul>
  18. 21. Propriedades químicas <ul><li>Alguns testes podem ser utilizados para fazer o diagnóstico de minerais. </li></ul><ul><li>É o caso do teste do sabor salgado para a halite (NaCl) ou da efervescência produzida por acção do ácido clorídrico sobre a calcite. </li></ul>
  19. 22. <ul><li>A calcite e outros carbonatos reagem com o ácido clorídrico, fazendo efervescência devido à libertação de CO2 durante a reacção. </li></ul><ul><li>A calcite e a aragonite, reagem a frio de forma evidente, com efervescência abundante. </li></ul><ul><li>Na dolomite, a efervescência só se verifica a quente ou quando o mineral é reduzido a pó. </li></ul>O calcário faz efervescência com os ácidos.
  20. 23. <ul><li>Determinadas as propriedades dos minerais, a sua identificação é possível utilizando chaves dicotómicas ou por consulta de tabelas em que estão registadas as principais características dos diferentes minerais. </li></ul><ul><li>Actualmente existem também programas de software que permitem a identificação de minerais, tendo em consideração as suas propriedades. </li></ul>
  21. 25. PIRITE FeS2 Dureza =6,0 a 6,5 Densidade =5,0 a 5,2 Brilho = metálico Cor = amarela de latão, pálida Risca = negra verdosa a acastanhada *Hábito = cúbico com faces estriadas Fractura = irregular a conchoidal *Outras características = chispa e cheira a enxofre, quando percutida pelo aço. Uso = É usado no fabrico de ácido sulfúrico. Pequenos cristais são usados em joalharia, sob a designação de marcassites. Ocorrência = É o mais abundante dos sulfuretos; ocorre, em Portugal, na região de Aljustrel.

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