A FamíLia No Plano De Deus

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A FamíLia No Plano De Deus

  1. 1. A FAMÍLIA NO PLANO DE DEUS A FAMÍLIA: DIAGNÓSTICO E TERAPIA
  2. 2. <ul><li>A palestra a seguir é um resumo do livro: “A prioridade e a centralidade da pastoral familiar na evangelização do Novo Milênio” de Dom Rafael LLano Cifuentes </li></ul>
  3. 3. <ul><li>A família: diagnóstico e terapia </li></ul><ul><li>Diz o documento de Aparecida n °432: </li></ul><ul><li>A família é um dos tesouros mais importantes dos povos latino-americanos e caribenhos e é patrimônio da humanidade inteira. </li></ul><ul><li>Em nossos países, parte importante da população está afetada por difíceis condições de vida que ameaçam diretamente a instituição familiar. Em nossa condição de discípulos e missionários de Jesus Cristo, somos chamados a trabalhar para que tal situação seja transformada e a família assuma seu ser e missão no âmbito da sociedade e da Igreja </li></ul>
  4. 4. <ul><li>Documento de Aparecida n °433 </li></ul><ul><li>A família cristã está fundada no sacramento do matrimônio entre um homem e uma mulher, sinal do amor de Deus pela humanidade e da entrega de Cristo por sua esposa, a Igreja. A partir dessa aliança se manifestam a paternidade e a maternidade, a filiação e a fraternidade, e o compromisso dos dois por uma sociedade melhor. </li></ul>
  5. 5. <ul><li>A família como vai? </li></ul><ul><li>Se abrirmos os olhos à realidade que nos rodeia ficaremos verdadeiramente pesarosos: as estruturas políticas corroídas pela desonestidade e a corrupção; as diferenças sociais cada vez mais acentuadas; a marginalização de amplos setores da população confinados nas favelas e cortiços; a depauperação moral e econômica de milhões de pessoas: o banditismo e o narco0tráfico imperando nas grandes cidades.... </li></ul>
  6. 6. <ul><li>Quais são as causas de todos esses males ? </li></ul><ul><li>Sem dúvida poderíamos aduzir uma grande diversidade de motivos; mas, se fôssemos ao fundo da questão, veríamos que a causa fundamental reside na desestruturação da família. </li></ul>
  7. 7. <ul><li>Infelizmente temos que nos convencer que a família está doente. </li></ul><ul><li>A família é a célula básica da sociedade. Se as células estão enfermas então todo o corpo está doente. </li></ul><ul><li>O matrimônio está em crise </li></ul><ul><li>O centro medular de uma instituição como o matrimônio está constituído por suas finalidades e propriedades essenciais </li></ul>
  8. 8. <ul><li>Finalidades do Matrimônio cristão: </li></ul><ul><li>Geração e educação da prole e comunhão de vida e de amor entre um homem e uma mulher </li></ul><ul><li>Propriedades essenciais do matrimônio: </li></ul><ul><li>Unidade e Indissolubilidade do matrimônio </li></ul><ul><li>A unidade e exclui a poligamia ou seja a impossibilidade de uma pessoa ficar ligada simultaneamente por dois vínculos conjugais </li></ul><ul><li>A indissolubilidade é a impossibilidade da dissolução do vínculo conjugal, a não ser por morte de um dos cônjuges, ou seja, a exclusão de vários vínculos conjugais sucessivos , que liguem a mesma pessoa, a não ser no caso da morte do cônjuge precedente. </li></ul><ul><li>À indissolubilidade se opõe o divórcio. </li></ul><ul><li>Distingue-se entre indissolubilidade intrínseca (impossibilidade da ruptura do vínculo conjugal pelos próprios cônjuges) e indissolubilidade extrínseca (impossibilidade de ruptura pela autoridade pública). A indissolubilidade intrínseca é defendida pela teologia católica como um princípio absoluto, aplicável a qualquer matrimônio válido,mesmo entre não batizados. A extrínseca é admitida em raras exceções (cf. cânones 1141-1150). </li></ul>
  9. 9. <ul><li>As idéias contra o matrimônio cristão: </li></ul><ul><li>De modo geral essas idéias nascem dessa premissa: </li></ul><ul><li>“ a cisão interior que se opera no homem quando deixa de reconhecer o Senhor como seu Criador e quer, ele mesmo, decidir com total independência o que é bem e o que é mal”. (João Paulo II Veritatis Splendor, n ° 102). </li></ul>
  10. 10. <ul><li>Quando a sociedade era cristã ou seja seus princípios basilares que norteavam a vida em sociedade eram cristãos então se chamava este tempo de cristandade. </li></ul><ul><li>Na cristandade Deus era o centro do universo por isso o chamado o teocentrismo era o que determinava a vida dos homens e a família girava em torno do seu eixo natural: estava “ajustada”, “centrada”. </li></ul>
  11. 11. <ul><li>A partir do renascimento esse panorama começa a mudar. </li></ul><ul><li>O homem passa a ser o centro do universo </li></ul><ul><li>A cultura passa a se tornar cada vez mais individualista. “O homem como que se tornou a medida de todas as coisas (Protágoras)”. </li></ul><ul><li>O centro de gravitação da humanidade deslocou-se: passou de Deus para o homem. </li></ul>
  12. 12. <ul><li>Surge assim o “humanismo antropocêntrico” </li></ul><ul><li>Por sua vez o humanismo antropocêntrico gerou o liberalismo acentuando de forma desorbitada e falsa a liberdade humana </li></ul><ul><li>Como consequência disso temos uma teoria individualista do matrimônio e da família </li></ul>
  13. 13. <ul><li>A partir da teoria individualista do matrimônio e da família nasceram vários fenômenos que são como os grandes tumores da doença familiar </li></ul><ul><li>Pesquisas sociológicas indicam estes tumores como sendo; </li></ul><ul><li>O prazer sensual como finalidade de vida (hedonismo) </li></ul><ul><li>O amor livre fora do matrimônio </li></ul><ul><li>O divórcio </li></ul><ul><li>A desvirtuação do amor conjugal e as suas crises </li></ul><ul><li>A contracepção antinatural </li></ul><ul><li>A justificação do aborto </li></ul><ul><li>O descuido na educação dos filhos </li></ul>
  14. 14. <ul><li>A proposta de Deus: </li></ul><ul><li>Família torna-te aquilo que és! </li></ul><ul><li>Um programa de vida cristã na família; </li></ul><ul><li>1) Santidade dos pais </li></ul><ul><li>2) Jesus Cristo no centro do lar </li></ul><ul><li>3) Viver da fé em Cristo </li></ul><ul><li>4) Tratar Jesus Cristo com intimidade como sendo uma pessoa ilustre que se senta conosco à mesa de jantar </li></ul><ul><li>5) Tratar Jesus Cristo como uma apaixonado pelos filhos de vocês </li></ul>
  15. 15. <ul><li>No relacionamento entre marido e mulher deve ser superada a perspectiva individualista </li></ul><ul><li>Mediante atitudes como: </li></ul><ul><li>Criar ideais e ideais comuns, objetivos magnânimos que sobrepassem a mesquinhez pessoal ( O lutar e sofrer unidos pelo mesmo ideal torna também unido o casal). </li></ul><ul><li>O ideal comum ajudará a não querer impor as próprias idéias,a respeitar a liberdade do outro deixando ao outro espaços de autonomia </li></ul><ul><li>Essa abertura de coração ajudará a superar os planos individualistas, a sacrificar-se para gratificar o outro cônjuge como um programa que seja do gosto dele e não do nosso, com um bom presente, com uma surpresa agradável... </li></ul>
  16. 16. <ul><li>Cada um dos esposos deveria ter a coragem de perguntar ao outro: que você gostaria de fazer um dia em sua vida? Diga por favor! </li></ul><ul><li>Queres ir ao teatro? </li></ul><ul><li>Jantar num bom restaurante? </li></ul><ul><li>Ou quer que eu vá a alguma boutique para comprar um dos teus caprichos? </li></ul><ul><li>Ou quem sabe ainda comer uma boa peixada na praia? </li></ul>
  17. 17. <ul><li>Um caso verídico ilustra o que estamos dizendo: </li></ul><ul><li>Um juiz sério e circunspecto – teve a coragem de perguntar a sua esposa e ela lhe respondeu: sem dúvida gostaria que dançássemos juntos todos os sábados naquela gafieira que frequentávamos quando éramos noivos. Ainda se pode ver este juiz, com um sorriso de satisfação nos lábios, cada sábado às 8 da noite, naquela gafieira da moda. </li></ul>
  18. 18. <ul><li>A questão do relacionamento conjugal passa muito pela criatividade </li></ul><ul><li>Um presentão de aniversário </li></ul><ul><li>Um Natal diferente </li></ul><ul><li>Umas férias programadas </li></ul><ul><li>Um fim de semana em um lugar há muito desejado para descansar </li></ul>
  19. 19. <ul><li>O esquecimento de si próprio a alma do bom relacionamento conjugal e na família </li></ul><ul><li>O lar ambiente de amor, de reciprocidade, de carinho, de aprendizado de doação </li></ul><ul><li>A palavra lar tem uma raiz semântica muito interessante pois deriva da palavra lareira onde atribuía-se um conjunto de diminutas deidades que viviam em torno desta (lareira) a tarefa de reunir os membros da família: chamavam-se de deuses lares </li></ul>
  20. 20. <ul><li>Estes lares como as minúsculas faíscas que brotavam do fogo, estavam presentes nos pequenos detalhes quotidianos, entretecidos como uma malha, que estabeleciam a união de todos em torno do calor aconchegante do amor humano. </li></ul><ul><li>É a mulher que sabe governar melhor o mundo do quotidiano e faz do lar um verdadeiro reino onde impera com o encanto natural de sua feminilidade. Um lar onde falte o toque da feminilidade lembra às vezes o ar castrense de um quartel, ou o ambiente frio e impessoal de uma repartição pública. </li></ul><ul><li>As mulheres tem o dom de tornar o lar um lugar aconchegante e que na maioria das vezes se coaduna com a modéstia e a pobreza </li></ul><ul><li>A vida do lar está cheia de pormenores que, a semelhança das palhas de um ninho, vão formando esse recanto sonhado. </li></ul><ul><li>Esses detalhes fazem com que a vida do lar seja de tal modo reconfortante que os seus membros sentem uma imensa vontade voltar para os seus lares ao final do dia. </li></ul>
  21. 21. <ul><li>Cultivar hábitos cristãos no lar é fundamental para conferir aos filhos uma identidade cristã e uma formação que começa desde cedo. </li></ul><ul><li>Rezar antes das refeições </li></ul><ul><li>Cultivar o hábito de ter uma imagem de Nossa Senhora em cada peça da casa confiando-lhe assim sua proteção. </li></ul><ul><li>Cultivar o hábito de rezar com os filhos </li></ul>
  22. 22. <ul><li>Ensinar os filhos desde pequenos a conversarem com Deus tratando-o como Pai e Maria Ssma como Mãe. </li></ul><ul><li>Ensinar orações vocais como o Santo Anjo, a consagração a Nossa Senhora, o oferecimento do dia a Deus Nosso Senhor. </li></ul><ul><li>O agradecimento do dia ao deitar e pedir perdão pelas vezes que ofendemos a Deus. </li></ul><ul><li>Os pais devem ensinar seus filhos desde cedo a praticar as virtudes humanas e que devem penetrar na vida inteira e não em atos isolados. </li></ul><ul><li>É importante que a família consiga realizar algum ato de piedade em conjunto como a oração do terço e a meditação do Evangelho. </li></ul>
  23. 23. <ul><li>Algumas dicas de relacionamento entre casais; </li></ul><ul><li>Aprender a conversar e a escutar o outro. </li></ul><ul><li>Cultivar o namoro e o romance no casamento. </li></ul><ul><li>Respeitar a si e ao outro. Fazer do corpo uma expressão do próprio eu total. </li></ul><ul><li>Os maridos não interrompam a esposa quando ela está falando </li></ul><ul><li>Que depois de um atrito não fique três dias sem falar com a esposa </li></ul>
  24. 24. <ul><li>Que de vez em quando diga à esposa como ela está bonita ou que gosta de tal roupa nela... </li></ul><ul><li>As esposas que não gastem tanto; </li></ul><ul><li>Que saibam falar dos problemas da família na hora certa não na hora que chega do trabalho, agitado, nervoso; </li></ul><ul><li>Que saiba ser oportuna: que quando tenha que corrigir o marido o faça no momento adequado e não diante dos outros e dos filhos; </li></ul>
  25. 25. Exame de consciência <ul><li>Como vai a estabilidade e o progresso do meu amor conjugal? </li></ul><ul><li>Faço o possível para utilizar a medicina preventiva precavendo as crises, não caindo nos erros que costumam provocá-las? </li></ul><ul><li>Procuro encontrar um rico e profundo e sentido para a minha vida, enriquecendo assim o sentido da vida do outro cônjuge? </li></ul>
  26. 26. <ul><li>Compreendo que não existe um sentido na vida se não lhe damos um sentido eterno, quer dizer religioso, sobrenatural? </li></ul><ul><li>Levando em consideração o abalo profundo que representa toda infidelidade conjugal, cuido com esmero todos os detalhes neste sentido: evitando familiaridade, simpatias, e amizades imprudentes, expressões de afeição a outras pessoas que podem dar lugar a ciúmes e suspeitas? </li></ul>
  27. 27. <ul><li>Renovo na minha vida,os pormenores de caridade e afeição para com o outro cônjuge, melhorando o estilo de vida, a variedade nas refeições, o cuidado da aparência física, o trato mútuo, a forma de expressar o amor e a ternura, de procurar o descanso e a diversão e tantas coisas mais? </li></ul>
  28. 28. <ul><li>Aceito amavelmente o temperamento e os costumes de meu sogro e da minha sogra? Sou consciente de que, caso contrário, posso melindrar o meu cônjuge? </li></ul><ul><li>Procuro superar as manifestações de imaturidade como são a impulsividade, a falta de profundidade nas idéias e no comportamento, os caprichos, a tendência ao mais gostoso e menos custoso, a excessiva de pendência do prazer sexual? Compreendo que todas estas atitudes terminam frustrando o casamento? </li></ul><ul><li>Compreendo que o verdadeiro amor consiste em esquecer-me de mim mesmo, em dar-me e entregar-me sem esperar retribuição? </li></ul>
  29. 29. <ul><li>Cultivo o bom-humor na vida da família? </li></ul><ul><li>Sei gratificar ao outro cônjuge com alguma surpresa ou presente? </li></ul><ul><li>Compreendo que todo ser humano, a mulher especialmente mas também o homem, precisa de ternura? Sou delicado e generoso nesse sentido? </li></ul><ul><li>Vivo em comum com o outro cônjuge uma intensa vida espiritual? Tomo consciência de que a vivência do mesmo amor a Cristo cria um fortíssimo vínculo entre os cônjuges, evitando com isso o esmorecimento do amor mútuo? </li></ul>
  30. 30. Bibliografia <ul><li>CIFUENTES, Rafael LLano Família conflitos e realizações. Rio de janeiro, 1995. </li></ul><ul><li>CIFUENTES, Rafael LLano Cifuentes,P rioridade e Centralidade da Pastoral Familiar na Evangelização do Novo Milênio. Rio de Janeiro, Pro-família. </li></ul><ul><li>CIFUENTES, Família: Fidelidade – Felicidade, rio de Janeiro, 1998. </li></ul><ul><li>CNBB, Hora da Família, setor família e vida – CNBB, 2003 </li></ul>

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