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Aula 8

  1. 1. GEOPROCESSAMENTO e fotointerpretação Prof. Maigon Pontuschka 2013 Assunto 8: O uso de imagens no estudo de ambientes transformados
  2. 2. Agenda O uso de imagens no estudo de ambientes transformados •Introdução •Ambientes Aquáticos •Ambientes Rurais •Ambientes Urbanos 2
  3. 3. Introdução Os ambientes construídos ou transformados pela ação do homem cada vez ocupam mais áreas da superfície terrestre: •derrubada das matas, •implantação de pastagens e cultivos, •construção de estradas, portos, aeroportos, represas, retificação e canalização de cursos d’água, •exploração mineral, e •implantação de indústrias e áreas urbanas. 3
  4. 4. • O uso de imagens de satélite permite a identificação dos diferentes usos do espaço terrestre em ambientes rurais e urbanos. • O aspecto multitemporal dessas imagens permite o acompanhamento das transformações do espaço ao longo do tempo. 4 Introdução
  5. 5. Agenda O uso de imagens no estudo de ambientes transformados •Introdução •Ambientes Aquáticos •Ambientes Rurais •Ambientes Urbanos 5
  6. 6. Ambientes Aquáticos Podem ser: •Naturais: Rios, mares, lagos e oceanos; •Artificiais: Lagos artificiais, represas, açudes e rios retificados. 6
  7. 7. Imagem MSS-Landsat-2 de 1979 do rio Tocantis (a) e TM-Landsat-5 de 1988 da mesma região, após a construção da represa de Tucuruí (b). Nas duas imagens, a vegetação está representada em vermelho, e a água em preto e azul- escuro, dependendo da quantidade de material em suspensão. Na imagem (b) é possível observar, além da represa, em azul-escuro, uma grande área desmatada e ocupada em torno dela. Podemos identificar também a vegetação de macrófitas, representadas em diferentes cores de rosa e roxo (c). 7
  8. 8. • Represas ou reservatórios são lagos artificiais construídos principalmente para a geração de energia elétrica. A construção desses lagos inunda áreas muito extensas, provocando grandes impactos ambientais, como submersão das matas, extinção de espécies, alterações na fauna e flora, inutilização de solos agricultáveis e alteração no regime hidrológico local. 8
  9. 9. Como funciona uma Hidrelétrica • A água represada escoa por uma tubulação em declive e move as pás da turbina. • Ao girar, a turbina move o eixo do gerador, que transforma energia cinética em energia elétrica; • A energia elétrica é distribuída por meio de cabos instalados em altas torres. 9
  10. 10. • Impactos sociais também são encontrados, pois a população ribeirinha é diretamente atingida, em virtude do alagamento. A magnitude dos impactos sócio ambientais pode ser avaliada mensurada com o auxílio de imagens de sensores remotos. 10
  11. 11. Hidrelétrica de Samuel - RO
  12. 12. • Barragem de Sobradinho – maior reservatório do país em extensão. Situa-se no Rio São Francisco, entre os estados de Pernambuco e Bahia. Possui 320 km de extensão, com uma superfície de espelho d’água de 4.214 km² e uma capacidade de armazenamento de 34,1 bilhões de metros cúbicos em sua cota nominal de 392,50 m, constituindo-se no terceiro maior lago artificial do mundo, e segundo do Brasil 12
  13. 13. 13
  14. 14. 14
  15. 15. • O caráter multitemporal das imagens permite monitorar a variação de tamanho das áreas de lâmina d’água. 15 Variação do tamanho da lâmina d’água
  16. 16. 16
  17. 17. • A poluição de ambientes aquáticos também pode ser estudada mediante uso de imagens de satélite. 17 Estudo da poluição da água
  18. 18. • Imagem TM-Landsat-5, 25/09/1999 da lagoa dos Patos, RS. Nela podemos identificar a água limpa (em preto) e a água túrbida (em azul). As áreas de vegetação mais densa aparecem em verde, as áreas de uso agrícola, com formas geométricas e em diferentes cores, e a área urbana, em rosa escuro. 18
  19. 19. • A qualidade ambiental em ambientes aquáticos é reflexo do tipo de cobertura do solo e uso da terra no seu entorno. • É possível mapear, identificar e monitorar o uso da terra no entorno de uma bacia hidrográfica mediante sensoriamento remoto. Tal monitoramento pode facilitar a detecção das fontes de poluição do ambiente aquático. 19 Estudo da poluição da água
  20. 20. • Para avaliar a qualidade da água, é necessário coletar amostras e analisar seus parâmetros físico-químicos em laboratório. • A análise prévia das imagens correspondentes à uma área com uma fonte potencialmente poluidora, pode reduzir o número de pontos a serem coletados / analisados, diminuindo o custo das coletas. 20 Estudo da poluição da água
  21. 21. • A poluição da água do mar, dos oceanos e rios por vazamento ou derramamento de petróleo tem ocorrido com frequência em várias partes do mundo e pode ser detectada com imagens de sensores remotos, principalmente por radares, que operam na região das micro-ondas. 21
  22. 22. • Imagem SAR-Radarsat-1, 6/09/1996, da bacia de Campos, no litoral do Rio de Janeiro. Nela podemos observar, em preto, manchas de óleo na superfície oceânica, representada em tons de cinza médio. 22
  23. 23. Estudo dos oceanos para localizar cardumes • Para cada espécie de cardume existe uma faixa de temperatura considerada ótima para seu metabolismo. Ex: Sardinhas – águas com menos de 23o C • Dados de ambientes marinhos obtidos de satélite em tempo quase real: ▫ temperatura de superfície do mar ▫ concentração de clorofila superficial ▫ ventos e correntes marinhas
  24. 24. Compilação de dados dos satélites NOAA mostra a temperatura dos oceanos das últimas 97 horas no dia 08/11/2001
  25. 25. Fonte: National Oceanic and Atmospheric Administration – EUA Compilação das temperaturas dos satelites GOES de 02 a 07 de julho de 2013 http://www.opc.ncep.noaa.gov/sst/images/full/Full_GoesSST.gif
  26. 26. Dicas Livro sobre os vários tipos de aplicação de sensoriamento remoto em oceanografia: ▫ SOUZA, R. B. de (Org.) Oceanografia por satélites, 2. ed. São Paulo: Oficina de textos, 2009 •Um trabalho de TCC da UFES:  http:// posseidon.doc.ufes.br/site/images/mahatmatccfinal.pdf
  27. 27. Agenda O uso de imagens no estudo de ambientes transformados •Introdução •Ambientes Aquáticos •Ambientes Rurais •Ambientes Urbanos 27
  28. 28. • Também é possível identificar através de imagens de satélite, impactos ambientais decorrentes da extração mineral. Mirny, Sibéria/Rússia. 28
  29. 29. Mirny, Sibéria/Rússia – Mina de Diamantes. 29
  30. 30. Areeiros do Litoral Norte da RMR/PE 30
  31. 31. 31
  32. 32. Região de Soropédica (RJ) - Detalhes de algumas cavas. 32
  33. 33. 33
  34. 34. 34
  35. 35. Berkeley Pit Butte, Montana/USA 35
  36. 36. Pedreira em Presidente Médici – Goolge Maps
  37. 37. 37
  38. 38. Ambientes Rurais • Caracterizam-se por áreas cobertas por matas secundárias, pastagens, associadas à criação de gado, por reflorestamentos e por cultivos. • Caracterizam-se por construções esparsas e baixa densidade demográfica. • A partir da interpretação de imagens de satélite, podemos identificar o tipo de cultura, calcular a área ocupada, estimar a área plantada e a produção agrícola. Também é possível identificar o vigor vegetativo das culturas. 38
  39. 39. Ambientes Rurais
  40. 40. 40
  41. 41. 41
  42. 42. Ambientes Rurais • O caráter multitemporal das imagens permite o acompanhamento da substituição de mata e culturas por pastagens, por exemplo. • Assim, podemos acompanhar as transformações ao longo do tempo e registrá-las em mapas de forma manual ou com o uso de SIGs. 42
  43. 43. Canasat 43 Ambientes Rurais
  44. 44. Agenda O uso de imagens no estudo de ambientes transformados •Introdução •Ambientes Aquáticos •Ambientes Rurais •Ambientes Urbanos 44
  45. 45. Ambientes Urbanos • Formados pelas cidades; • Por meio de imagens de satélite, é possível distinguir cidades planejadas, como Brasília, de cidades não planejadas, como Manaus, São Paulo e Fortaleza; • O uso de imagens de satélite pode fornecer subsídios para o planejamento das cidades através da detecção do crescimento das cidades, bem como a direção do crescimento. 45
  46. 46. 46
  47. 47. 47
  48. 48. 48
  49. 49. 49
  50. 50. 50
  51. 51. 51 Conurbação
  52. 52. 52 As áreas mais escuras indicam sombras de edifícios, ou seja, indicam áreas mais verticalizadas.
  53. 53. 53
  54. 54. 54
  55. 55. 55
  56. 56. Referências FLORENZANO, T.G. Iniciação em Sensoriamento Remoto. 3. ed. São Paulo: Oficina de Textos, 2011. 128p. 56

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